Covinhas…

 

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As covinhas femininas são a primeira experiência nuclear bem sucedida. Provavelmente, um buraco provocado por alguma divindade revoltada com a gigantesca discrepância entre feiura e beleza. Explico.

A primeira vez que vi uma mulher com covinhas nas bochechas, eu tinha entre sete e oito anos de idade. Obviamente, já devia ter visto mulheres com covinhas antes. Mas estou me referindo a um momento específico. Falo na pequena aptidão para reparar em pequenos detalhes. “Pequenos detalhes”: parece até pleonasmo. Mas não é.

No caso das covinhas, é algo pequeno só em tamanho mesmo. Do ponto de vista da beleza produzida pelo efeito, trata-se de um detalhe enorme. Um daqueles objetos anatômicos responsáveis por separar as mulheres em grupos: as instintivamente interessantes e aquelas que precisam se esforçar.

O primeiro par de covinhas que eu vi pertencia à secretária do meu dentista. Devo ter sido a primeira criança, nessa idade, a abandonar todas as reclamações ao ouvir a palavra “dentista”. Adoro ir ao dentista, até hoje. E foi meu pai quem ouviu o meu primeiro grande furo jornalístico: “pai, aquela mulher tem a cara furada! Mas, às vezes, não aparece. Olha!”, apontei com uma vontade assustadora de olhar o fenômeno muito de perto.

Fui contido pela mão pesada do meu pai, segurando meu braço com força. Ele evitava o abandono do meu lugar na cadeira da sala de espera. Eu só queria chegar mais perto e entender. Ela devia estar desesperada para não ser devorada por uma criança faminta com uma visível propensão para o canibalismo. Felizmente, esqueci o fenômeno logo que me colocaram sentado na cadeira do velho dentista por alguns longos minutos.

Ao me despedir, a elegante moça das covinhas havia trocado seu turno por outra mulher. Sem covinhas.

Da secretária com covinhas, só lembro que seus sorrisos eram mais escassos do que realmente deveriam ser. Acho que essa é a sensação que mantenho desde então a respeito disso. Mulheres com covinhas jamais sorriem o suficiente. É um eterno duelo entre a vulgaridade dos sorrisos falsos e a beleza de uma dupla de bochechas com covinhas.

No caso da secretária, os sorrisos escassos impediam a apresentação das covinhas com a frequência necessária para satisfazer minha mistura de curiosidade e desejo. É difícil imaginar algo que tem como exigência para se manifestar o sorriso, do qual faz parte como um fenômeno endógeno.

Qualquer tipo de explicação sobre as fibras da pele e a musculatura da face não é suficientemente abrangente para detalhar suas causas, muito menos seus efeitos. É o que separa a beleza feminina de todas as outras belezas. Covinhas nas bochechas afeminam os homens. Nas mulheres, é algum desses mistérios religiosos materializados: estranho, antes da experiência; e lindo quando materializado.

Sobrevivi, mas sem nunca esquecer aquela primeira imagem.

Honestamente, não lembro: era uma secretária magra, gorda, alta, baixa, feia ou bonita? Não sei. Brevemente, recordo o sorriso inicial, o fato de ela ter ficado assustada com minha reação ridícula e infantil. Lembro-me ainda de dois sorrisos simpáticos, subsequentes, dados ao telefone, instrumento de trabalho maldito, responsável por dificultar minha visão das covinhas. Eu estava posicionado num ângulo muito ruim.

Em alguns casos, covinhas são ovos fritos com azeite de oliva. As covinhas são o único elemento estético invariavelmente belo do corpo feminino. Magras, gordas, altas, baixas, loiras, morenas, ruivas, orientais. Não importa. Covinhas nascem bem em qualquer mulher.

 

Escrito por Everton Maciel
Everton Maciel é gaúcho e não suporta bairrismo. Só tolera bares que não permitem camisas polo. Nasceu jornalista, mas fez mestrado em Filosofia e mantém um blog próprio, o Blog do Maciel. Tem Facebook e Twitter

Aspectos psicológicos do câncer de mama

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O impacto psicológico causado pelo câncer de mama traz uma significativa repercussão na vida da paciente. Quando esse momento é vivido com conhecimento e compreensão, através de um apoio psíquico, torna-se possível o entendimento dos seus medos e angústias que podem interferir em uma resposta ao seu tratamento terapêutico. Desta forma, é importante que o acompanhamento multidisciplinar e especializado seja promovido à paciente com dedicação e confiança, oferecendo assim, o reestabelecimento da saúde em seu sentido mais amplo. A seguir, a psiquiatra e psicanalista do Serviço de Saúde Mental do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), Lizete Dickstein, aborda aspectos psicológicos da doença.

Havendo a confirmação de um tumor maligno, a mulher passará por várias fases de conflitos internos que oscilam desde a negação da doença até a esperança da cura. Como é realizado esse primeiro apoio psicológico a essa paciente?

O tratamento de uma paciente com câncer de mama deve ser conduzido obedecendo algumas peculiaridades como, a idade, o momento de vida em que se encontra essa mulher e os seus anseios e planejamentos precisam ser expostos, para que haja uma conduta correta e direcionada. Outro ponto relevante é o acolhimento da equipe médica, como o diagnóstico é comunicado e posteriormente no efetivo tratamento, pois a relação médico-paciente gera troca e confiança entre eles. Quando isso não acontece, pode ocorrer um desgaste maior da mulher durante todo o processo do tratamento. O apoio familiar também é traçado como parte importante da terapia. A inserção da família nesse processo favorece a aceitação da doença e a reabilitação, influenciando na melhoria da qualidade de vida da mulher vítima do câncer.

A causa e a cura do câncer permanecem na obscuridade. Isso pode atrapalhar a procura e aceitação ao tratamento?

A paciente pode desenvolver uma depressão e um isolamento social. O especialista, ao perceber tais sintomas, deve encaminhá-la ao serviço de psicologia e psiquiatria. Muitas vezes, essa paciente se nega a aceitar tal conduta, ela tende a encarar a doença como uma ação destruidora e geralmente é sentida como um castigo, uma punição, uma vez que o câncer está associado ao estigma da morte. Apesar dessa postura, o médico deve mostrar as possibilidades de cura, a sua relação com a estética e como isso pode ser vivido e superado.

O diagnóstico da doença e todo o seu processo são vividos pela paciente e seus familiares como um momento de angústia. Como o profissional de psicologia pode atuar e conduzir esse cenário?

A atuação do profissional de psicologia deve ser vista como uma forma de tratamento e iniciada imediatamente após o diagnóstico e definição da conduta terapêutica oncológica. Essa primeira avaliação deve ser individual, para que haja um maior entendimento do psicólogo e para que ele consiga absorver todas as angústias e incertezas trazidas pela paciente. Em um segundo momento, o atendimento pode ser estendido aos familiares próximos, a fim de estreitar essa rede de apoio, de forma que a paciente se sinta acolhida e aceita nessa fase de sua vida.

Como manter o emocional equilibrado e a qualidade de vida diante de um diagnóstico de câncer de mama?

A presença da depressão e estado de dor e angústia é perfeitamente aceitável na descoberta da doença. É patológico se a mulher apresentar uma outra postura, isso significaria a negação do câncer. Para que esse cenário seja menos doloroso, a equipe de saúde pode, também, ser participativa positivamente nesse cenário psicoterapêutico, o que possibilitará uma maior tranquilidade e apoio durante todo o processo de tratamento, assim como de seus familiares.

Quais são os aspectos da doença que mais refletem na autoestima da paciente?

O temor ao câncer de mama acomete a retirada de parte do corpo da mulher e, que em muitas culturas, desempenha função significativa, a sua estética, fantasias e intimidade ficam comprometidas. Aceitar sua nova condição e adaptar-se à nova imagem do seu corpo, exige um esforço muito grande para o qual, muitas vezes, não estão preparadas e por isso ela precisa de um apoio próximo, de alguém confiável.

Como fica a relação dessa paciente com o seu companheiro (questões sexuais e emocionais)?

O apoio do companheiro é muito importante, embora, seja uma situação de dificuldade e aceitação também para ele. A mulher, na maioria das vezes, apresenta um sentimento de isolamento, se torna fria e distante e se recusa a ter relações sexuais, por acreditar que não é mais atraente para o marido e que não é capaz de trocar experiências, antes compartilhadas. O suporte psicológico deve ser oferecido ao casal, muitos homens se assustam com a deformação do corpo da mulher, fica com medo de tocá-la, se sentem amedrontados com a situação, que deve ser trabalhada e abordada pelo casal. O amadurecimento, cumplicidade e a confiança estabelecida nesse relacionamento também será um fator de peso para a condução psicoterapêutica do problema.

É possível perceber uma relação entre a faixa-etária e o comportamento psicológico de uma paciente com câncer de mama, ou seja, uma mulher que já tenha família/filhos reage de forma diferente de uma que esteja buscando esses ideais?

Essa questão terá um lugar de menos ou mais importância, dependendo da idade e etapa da vida em que a mulher está inserida. Uma descoberta da doença em uma paciente com 25 a 30 anos terá um impacto mais traumático, pois pressupõem que essa mulher esteja em busca de uma união, a construção de uma família, provavelmente, isso vai afetar muito mais as questões sexuais, atrativas e de autoestima da paciente.

Uma mulher que se encontra em uma fase mais avançada da vida e já tenha vivenciado essas experiências também terá a sua sexualidade fragilizada, embora outros laços de família se façam presentes, amenizando o peso e os traumas da doença.

Fonte: Suely Amarante/ IFF/Fiocruz

Fibromialgia: lidando com a dor crônica

Fibromialgia: lidando com a dor crônica
A fibromialgia pode nunca desaparecer completamente, mas o tratamento e um bom auto-cuidado podem reduzir os sintomas.

Por Havens Lila.
Revisão médica: Giselle HPR Diniz.

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A fibromialgia é uma doença crônica que causa dores e cansaço extremo. Os sintomas são semelhantes aos causados por artrites, mas ao contrário da artrite, não causa danos nas articulações e nos músculos.

Qualquer pessoa pode ter fibromialgia, mas as pessoas mais comumente afetadas são:

  • Mulheres entre 20 e 30 anos
  • Pessoas com uma doença que afeta as articulações, tais como artrite reumatoide, lúpus ou espondilite anquilosante

A fibromialgia tende a piorar algumas vezes e melhorar em outros períodos. Ela pode nunca desaparecer completamente, mas você pode se sentir melhor com o tratamento.

O que provoca a fibromialgia?

Os médicos não têm certeza da causa da fibromialgia, mas parece estar relacionada a um problema com a forma com que o corpo processa os sinais de dor, fazendo-a reagir exageradamente a eles.

A fibromialgia é geralmente causada por uma lesão, uma infecção ou stress. Parece aparecer nas famílias, por isso a tendência em desenvolvê-la, pelo menos em parte, deve ser herdada (genética).

Quais são os sintomas?

Os sintomas mais comuns da fibromialgia são:

  • Sensibilidade. Uma das características principais da fibromialgia é a presença de “pontos sensíveis” específicos no pescoço, ombros, braços, pernas, costas e quadris. Mesmo uma leve compressão desses pontos pode ser dolorosa.
  • Dor. A dor é generalizada e afeta diferentes partes do seu corpo em momentos diferentes. Seus músculos e articulações podem latejar, doer ou queimar. Você pode sentir dor forte quando acordar pela manhã.
    • Fadiga. Você pode se sentir tão exausto que terá problemas para cumprir as tarefas do dia.
    • Problemas de sono. Você pode ter problemas para ter um sono profundo e restaurador.

    A fibromialgia podem também causar outros sintomas. Estes incluem a síndrome do intestino irritável, dores de cabeça, síndrome das pernas inquietas, problemas para raciocinar ou de memória, ansiedade e depressão.

    Como é diagnosticada?

    As pessoas às vezes vivem com dor e fadiga por algum tempo antes de serem diagnosticadas com fibromialgia. Os sintomas são semelhantes aos de muitas outras condições, e isso muitas vezes ocorre juntamente com outras doenças, que devem ser descartadas antes da fibromialgia ser diagnosticada. Os médicos dependem de um exame físico e um histórico de sintomas para diagnosticá-la. Você pode ser diagnosticado com fibromialgia, se tiver:

    • dor generalizada por pelo menos 3 meses
    • dor ou sensibilidade em 11 dos 18 “pontos dolorosos” específicos
    • sintomas que não podem ser explicados por um outro problema

    Não há exames de sangue ou raios-x que possam diagnosticar a fibromialgia, mas um médico pode pedir estes exames para ajudar a excluir um outro problema que causa sintomas semelhantes.

    • Qual é o tratamento?

      Fibromialgia é uma condição frustrante que pode ser difícil de diagnosticar e tratar. Muitas pessoas se beneficiam de uma combinação de tratamento médico e de estratégias de auto cuidado.

      Medicamentos podem ajudar a aliviar os sintomas. Medicamentos que os médicos prescrevem frequentemente incluem:

      >Analgésicos, como paracetamol ou ibuprofeno ajudam algumas pessoas. Outros precisam de medicamentos fortes, como tramadol.

      • Antidepressivos, como a amitriptilina, fluoxetina, venlafaxina e duloxetina.
      • Remédio para neurites, chamados pregabalina ou gabapentina.
      • Medicamentos para sintomas específicos, tais como relaxantes musculares e remédios para dor de cabeça.

      Seu médico também pode sugerir outros tratamentos, como massagem terapêutica, fisioterapia e outras terapias, como a terapia cognitivo-comportamental, que pode ajudar você a aprender formas de lidar com a sua doença.

      Um bom auto-cuidado é vital para a gestão de fibromialgia. Para isso:

      • Faça exercícios físicos diariamente. Pode ser difícil pensar em se exercitar quando você não tem energia e sente dores. Mas o exercício é provavelmente a melhor coisa que você pode fazer por si mesmo. Comece devagar e faça mais do que você se sente capaz. Tente uma caminhada de 15 minutos, nadar ou andar de bicicleta, depois de alguns alongamentos. Ao longo do tempo, o exercício pode reduzir a dor e a rigidez. Sempre verifique com seu médico antes de aumentar sua atividade.
      • Pratique bons hábitos de sono. Vá para a cama e acorde na mesma hora todos os dias. Verifique se o seu quarto é silencioso, escuro e com uma temperatura confortável. Evite cafeína e álcool antes de deitar. Tente não cochilar durante o dia.
      • Encontre maneiras de reduzir o stress. Procure maneiras de simplificar a sua agenda. Reserve algum tempo todos os dias para relaxar. Tente meditação ou respiração profunda.
      • Saiba mais sobre fibromialgia. Organizações de fibromialgia sempre têm muita informação. Compartilhando o que você aprende com a família, amigos e colegas de trabalho, você poderá ajudá-los a entender mais sobre sua doença.
      FONTES:

      – Consenso Brasileiro do Tratamento da Fibromialgia. Rev. Bras. Reumatol. 2010;50(1):56-66.

      – National Institute of Arthritis and Musculoskeletal and Skin Diseases. Fibromyalgia.
      – Burkham J, Harris ED, Jr. Fibromyalgia: A chronic pain syndrome. In: Harris ED, Jr., et al., eds. Kelley’s Textbook of Rheumatology, 7th ed. Philadelphia, PA: Elsevier Saunders; 2005.
      – American College of Rheumatology. Fibromyalgia.

       

    dor ou sensibilidade em 11 dos 18 “pontos dolorosos” específicos

Recôncavo Baiano

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RESPOSTA aberta a um senhor que me chamou de petralha nordestina entre outras coisas. Um insulto como se nordestina fosse defeito ou desmerecimento.
Não sou filiada a nenhum partido, mas com certeza estarei do lado do injustiçado. Alguém que foi eleita verdadeiramente pelo voto do povo deve permanecer ate o final do mandato. Não sou Pt e não aprovo muita coisa .

Mas, a constituição deve ser respeitada. Não foi o nordeste que elegeu Dilma. Foi o Brasil caro amigo, sim, sou nordestina com o maior orgulho da alma. Eu sou nordestina, baiana e do recôncavo baiano. Sei de minha origem e sou fruto de gente corajosa e trabalhadora. Em Terra Nova – BA chegaram meus bisavós por parte de pai do Porto – Portugal pra tentar reconstruir e tentar sorte com armazém de secos e molhados na beira de uma Usina de Cana de Açúcar – ALIANÇA era o nome da usina. E eles venceram.
Pelo lado da minha mãe sou neta de uma mulher, culta, forte inteligente e poeta. Filha de um padre foi criada com a melhor educação que poderia ter na época. E meu bisavô padre assumiu a filha perante toda a sociedade e a deu carinho e educação.

Minha vó namorou anos com o caboclo belo e rude, administrador de usina através de cartas. quando ele se estabilizou foi buscar a minha vó e foram formar família , família grande parte de professores……Família que muito me orgulha…Fui criada na poesia , na verdade , na luta. E eles venceram. Não peçam de mim imparcialidade, indiferença e personalidade equilibrada e nula. Sou uma mistura de raças e isso me dá forças para reconstruir sempre!!!
Quando pequena adorava ver os raios e trovões riscando o céu.
O caos não me assusta… eu sempre venço ele.
Qual motivo estou escrevendo isto?
Um misto de orgulho de meus antepassados e esperança no meu futuro em um momento delicado , perigoso e incerto.
Um dia quando tiver netos quero que eles leiam este post.

EPAHEY OYÁ!

Agora é tarde!

 

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Eu odeio você. Odeio sua insensibilidade ao lidar com meu erro. Odeio seu jeito mesquinho de achar que meu sofrimento foi drama. Odeio sua forma de julgar minha incapacidade de lidar com a rejeição. Odeio quando você fez julgamento e condenação dos meus sentimentos. Odeio você ser tão seguro e jamais entender minhas inseguranças .Odeio ainda chorar por você., enquanto você sequer repensou nas suas palavras e atitudes ao me abandonar sem chão. Odeio seu jeito indiferente .  Eu odeio ter acreditado que você foi o único homem que me amou verdadeiramente na vida. Eu odeio acreditar em você cegamente .Eu odeio ter contado cada vírgula da minha vida para você: Alegrias, tristezas e erros. Eu odeio não me sentir boa o bastante pra você. Eu odeio saber que você não me entendeu , no momento em que eu mais precisava de compreensão.  Eu odeio  odiar você, mesmo tendo milhares de motivos para isso. 

Eu odeio você.

Eu me odeio.

Eu morro de saudade de minha mãe.

Eu morro de saudade de minhas filhas.

Eu morro de saudade de mim.

Eu morro de saudade de você.

Eu morro de saudades de nós

E ela está com Câncer de Mama

   

E agora?

Passado o impacto inicial do diagnóstico de câncer de mama, é fundamental que você saiba que não está sozinha e que, com informação e tratamento adequado, você tem chances de cura.

O que é

Todo câncer se caracteriza por um crescimento rápido e desordenado de células, que adquirem a capacidade de se multiplicar. Essas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores malignos (câncer), que podem espalhar-se para outras regiões do corpo. O câncer também é comumente chamado de neoplasia.

O câncer de mama, como o próprio nome diz, afeta as mamas, que são glândulas formadas por lobos, que se dividem em estruturas menores chamadas lóbulos e ductos mamários. É o tumor maligno mais comum em mulheres e o que mais leva as brasileiras à morte, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca).

Segundo a Estimativa sobre Incidência de Câncer no Brasil, 2014-2015, produzida pelo Inca, o Brasil terá 576 mil novos casos de câncer por ano. Desses, 57.120 mil serão tumores de mama.

O câncer de mama é relativamente raro antes dos 35 anos, mas acima dessa idade sua incidência cresce rápida e progressivamente. É importante lembrar que nem todo tumor na mama é maligno e que ele pode ocorrer também em homens, mas em número muito menor. A maioria dos nódulos (ou caroços) detectados na mama é benigna, mas isso só pode ser confirmado por meio de exames médicos.

Quando diagnosticado e tratado ainda em fase inicial, isto é, quando o nódulo é menor que 1 centímetro, as chances de cura do câncer de mama chegam a até 95%. Tumores desse tamanho são pequenos demais para serem detectados por palpação, mas são visíveis na mamografia. Por isso é fundamental que toda mulher faça uma mamografia por ano a partir dos 40 anos.

Sintomas

O sintoma mais comum de câncer de mama é o aparecimento de um caroço. Nódulos que são indolores, duros e irregulares têm mais chances de ser malignos, mas há tumores que são macios e arredondados. Portanto, é importante ir ao médico. Outros sinais de câncer de mama incluem:

inchaço em parte do seio;

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irritação da pele ou aparecimento de irregularidades, como covinhas ou franzidos, ou que fazem a pele se assemelhar à casca de uma laranja;

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dor no mamilo ou inversão do mamilo (para dentro);

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vermelhidão ou descamação do mamilo ou pele da mama;

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saída de secreção (que não leite) pelo mamilo;caroço nas axilas;

 

 

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Detecção precoce

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O câncer de mama é uma doença grave, mas que pode ser curada. Quanto mais cedo ele for detectado, mais fácil será curá-lo. Se no momento do diagnóstico o tumor tiver menos de 1 centímetro (estágio inicial), as chances de cura chegam a 95%.
Quanto maior o tumor, menor a probabilidade de vencer a doença. A detecção precoce é, portanto, uma estratégia fundamental na luta contra o câncer de mama. Se a detecção precoce é a melhor estratégia, a principal arma para sair vitoriosa dessa luta é a mamografia, realizada uma vez por ano em toda mulher com 40 anos ou mais. É a partir dessa idade que o risco da doença começa a aumentar significativamente. A mamografia é o único exame diagnóstico capaz de detectar o câncer de mama quando ele ainda tem menos de 1 centímetro. Com esse tamanho, o nódulo ainda não pode ser palpado. Mas é com esse tamanho que ele pode ser curado em até 95% dos casos.

Diagnóstico precoce

O câncer de mama é uma doença grave, mas que pode ser curada. Quanto mais cedo ele for detectado, mais fácil será curá-lo. Se no momento do diagnóstico o tumor tiver menos de 1 centímetro (estágio inicial), as chances de cura chegam a 95%, segundo a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama – Femama. Quanto maior o tumor, menor a probabilidade de vencer a doença. A detecção precoce é, portanto, uma estratégia fundamental na luta contra o câncer de mama.

Se o diagnóstico precoce é a melhor estratégia, a principal arma para sair vitoriosa dessa luta é a mamografia, realizada uma vez por ano em todas as mulheres com 40 anos ou mais. É a partir dessa idade que o risco da doença começa a aumentar significativamente.

A mamografia é o único exame diagnóstico capaz de detectar o câncer de mama quando ele ainda tem menos de 1 centímetro. Com esse tamanho, o nódulo ainda não pode ser palpado. Mas é com esse tamanho que ele pode ser curado em até 95% dos casos.

Autoexame

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Durante muito tempo, as campanhas de conscientização para o câncer de mama divulgaram a ideia de que o autoexame das mamas, baseado na palpação, era a melhor forma para detectá-lo precocemente. Mas o tempo passou, a medicina evoluiu e as recomendações mudaram.

O autoexame continua sendo importante – mas de forma secundária. Ele é essencial para que a mulher conheça seu corpo, em especial sua mama, e possa perceber qualquer alteração. O autoexame pode ser feito visualmente e por meio da palpação, uma vez por mês, após o final da menstruação. Para as mulheres que não menstruam mais, o ideal é definir uma data e fazê-lo uma vez ao mês, sempre no mesmo dia. Entretanto, ele não substitui a importância do exame clínico feito por um profissional da saúde por meio da palpação e, menos ainda, a mamografia.

É fundamental que, além do autoexame, todas as mulheres acima dos 40 anos façam seus exames de rotina, entre eles a mamografia. Só ela pode detectar precocemente um nódulo pequeno e aumentar muito as chances de cura.

Fontes
1. National Comprehensive Cancer Network (NCCN) Clinical Practice Guidelines for Breast Cancer Screening and Diagnostic. Versão 1.2014. Consultado em 06 de outubro de 2014. Disponível em www.nccn.org

2. National Cancer Institute (NCI) Publication P017: What you need to know about breast câncer. Consultado em 06 de outubro de 2014. Disponível emhttps://pubs.cancer.gov/ncipl/detail.aspx?prodid=P017

3. Lei número 11.664, de 29 de abril de 2008. Consultada em 07 de outubro de 2014. Disponível emhttp://presrepublica.jusbrasil.com.br/legislacao/93804/lei-11664-08

Mamografia

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A mamografia é um exame de raio-X, na qual a mama é comprimida entre duas placas de acrílico para melhor visualização. Em geral são feitas duas chapas de cada mama: uma de cima para baixo e uma de lado. Apesar da compressão da mama ser um pouco desagradável para algumas mulheres, é importante lembrar que ela não é perigosa para a mama. A dose de raios X utilizada nos aparelhos modernos é também muito baixa, e não deve servir de empecilho para a realização do exame.

Fundamental e insubstituível, a mamografia pode detectar nódulos de mama em seu estágio inicial, quando não são percebidos na palpação do autoexame feito pela mulher ou pelo profissional de saúde. Por serem pequenos, esses nódulos têm menor probabilidade de disseminação e mais chances de cura.

Por essa razão, as mulheres acima de 40 anos devem realizar a mamografia regularmente, em intervalos anuais. E, com a efetivação da Lei Federal nº 11.664/2008, em vigor a partir de 29 de abril de 2009, toda mulher brasileira tem direito a realizar pelo SUS sua mamografia anual a partir dessa idade.

Como todo exame médico, a mamografia está sujeita a deficiências. Acredita-se que cerca de 10% dos casos comprovados de câncer de mama não sejam detectados na mamografia, principalmente em mulheres jovens, que têm a mama densa. A ultrassonografia pode auxiliar no diagnóstico quando associada à mamografia e pode ser muito útil para detectar lesões duvidosas.

Fontes
1. Você sabe por quê está tudo rosa? http://www.codonoticias.com.br. Consultado em 06 de outubro de 2014. Disponível emhttp://codonoticias.com.br/voce-sabe-porque-esta-tudo-rosa/

2. National Cancer Institute (NCI) Publication P017: What you need to know about breast câncer. Consultado em 06 de outubro de 2014. Disponível em https://pubs.cancer.gov/ncipl/detail.aspx?prodid=P017

3. Symptoms & Diagnosis of Breast Cancer. Breastcancer.org Foundation. Consultado em 06 de outubro de 2014. Disponível em www.breastcancer.org/symptoms/testing

4. Types of breast câncer. American Cancer Society. Consultado em 06 de outubro de 2014. Disponível emhttp://www.cancer.org/cancer/breastcancer/detailedguide/breast-cancer-breast-cancer-types