Fernando Pessoa.

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Não se acostume com o que não o faz feliz,
revolte-se quando julgar necessário.
Alargue seu coração de esperanças,
mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!

Fernando Pessoa.

De VOLTA ao INFERNO!

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Não quero falar. não quero sorrir.  Não quero mais fingir estar me divertindo nesse mundo de pessoas superficiais enquanto em meu universo particular predomina o desgosto e uma tristeza E UMA DECEPÇÃO avassaladora fazendo com que tudo em mim se transforme em caos infinito.

Não quero gritar. muito menos chorar.  porque agora, nem todo o choro do mundo seria capaz de diminuir todo esse sufoco que eu sinto por existir e nenhuma lágrima pode minimizar a angústia que é sentir tudo ao mesmo tempo sem conseguir parar. quero silenciar. até que eu consiga elaborar alguma maneira de acalmar essa tempestade interior A FALSIDADE . ou então finalizar minha (in)existência.

Vivemos num mundo onde reina a mentira e prolifera a mediocridade; um mundo onde a vontade de uns poucos se insinua à de muitos ao vender a ilusão da necessidade de uma realidade . Me envergonho da minha falta de malícia em não perceber o poema forçado, do colo que pedi, do conselho que dei quando eu mal sabia de mim mesma, da ferida que causei por um motivo qualquer, da ferida que me fizeram e que não curei com o perdão.

Como resultado, neste mundo de mentiras e ilusões, a quantidade substitui a qualidade, unifica e certifica a CANALHICE .Se aproveitam da nossa situação caótica , carente, depressiva e nos conquistam para provar a eles próprios que vencem o desafio de se tornar importante para o outro.e VOCÊ SE TORNOU. Se tornou meu porto seguro.

Este mundo de ilusão só existe porque, para a mentira vingar, alguém tem de crer nela. Este mundo só existe porque está pejado de crentes.Você pode até achar que eu não sabia, mas o meu peito apertado, sempre apertado, mesmo quando você era a coisa mais amorosa que poderia existir no mundo, mesmo assim, meu peito vivia apertado como quem está prestes a descobrir uma grande mentira.

Eu menti também, mas minha mentira foi dita, exposta, cuspida,vomitada e não perdoada …a sua foi secreta, falsa e cheia de arte manhas. A minha mentira foi expurgada a sua foi maldosa e silenciosa.

Pessoas vão embora de todas as formas: vão embora da nossa vida, do nosso coração, do nosso abraço, da nossa amizade, da nossa admiração.

Você foi.

Aqui se encerra uma história que nunca deveria ter existido. E você venceu…

Libertando-nos das expectativas que colocamos no outro

Analisando essas perguntas e a nossa vida, uma coisa é certa: o ser humano é uma fonte interminável de expectativas. Criamos histórias irreais na nossa mente com tudo e com todos. Criamos papéis para nossos pais, amigos, colegas,namorada(o) e para quem acabamos de conhecer. Imaginamos logo que a pessoa deva ser de uma forma e que deva agir, pensar e falar nesses limites que a impomos.

Traçamos trilhos para cada um em nossa volta e queremos profundamente que sigam esses caminhos de qualquer maneira. Qualquer deslize pode ser motivo de frustração, arrependimentos, brigas, tristezas e por ai vai (nada bom, ne?)

Criar expectativas é abrir mão de sua liberdade, e também da do outro, para que se siga um roteiro fixo criado em nossa mente. É uma tentativa sempre frustrada de ser o roteirista da vida do outro.

Se conheci você hoje, já traço uma imagem baseada em préconceitos na minha mente. Imagino logo, como você deva ser 24 por dia e espero — quase que convicto — que você siga esse perfil junto com os limites que imaginei para você.

É como se para cada pessoa que conhecêssemos, nós tivéssemos que plantar uma semente no nosso jardim. Nós a damos um lugar, dizemos que tipo de planta será, e de tempos em tempos vamos podando seu crescimento para que ela possa virar a árvore que um dia imaginamos. Entretanto, quando não se torna, ficamos zangados e culpamos aquela planta por isso.

A árvore é uma bananeira, mas nós queríamos uma mangueira. Tentamos de todas as formas que a bananeira se tornasse mangueira, mas isso está além do nosso desejo. Nesse ponto, ou aceitamos que temos uma linda bananeira,ou ficamos tristes com o que não aconteceu. Muitas vezes, decidimos pôr um fim na bananeira para novamente tentar plantar um pé de manga.

 

Fazer com que a outra pessoa se torne a mãe ou pai que você sempre sonhou, o amigo ou amiga que você sempre sonhou, o namorado ou a namorada que você sempre sonhou, o marido ou esposa que você sempre sonhou, o colega de trabalho que você sempre sonhou ou o lider que você sempre sonhou é uma grande infantilidade. É pensar que o mundo e todas as pessoas nele estão aqui para te servir, servir as suas vontades. Você quer ser rei de um reino que nunca existiu. Isso é tirar a liberdade do outro. Isso é aprisioonar o outro no molde que você fez para ele. Não há dúvidas, isso é sinal de puro egoismo.

Então, eu imagino algo em minha mente, que por sinal só existe aqui dentro, e tento moldar o mundo para que tudo saia conforme planejei. Sinais disso são quando falamos: Funalo não deveria falar assim, Fulano agiu de forma errada, Fulano pensou besteira, Funalo não pode fazer isso, Fulano me irrita, Fulano não tem jeito… É quando rotulamos o que o outro não pode e não deve fazer. É quando exigimos que o outro só faça algo que nos agrade e que nos trate de melhor forma ou como nós os tratamos.

Mas se ele sempre agir assim como eu gostaria, onde irá o livre arbítrio dele? Cadê sua liberdade ao seguir conforme os meus gostos? Para onde foi a sua vida se ele tiver que seguir a minha?

Nos relacionamentos acontece muito isso: queremos tanto que o outro seja igual a nós que não toleramos muitas vezes algumas diferenças. Fazemos discussões, brigas e verdadeiras guerras por não aceitar que o outro tem o direito, e porque não o dever, de ser diferente de nós.

Deus não gosta de uniformes, Ele não fez nada e nem ninguém igual. Quem gosta de fazer igual somos nós, homens e mulheres, que criamos clones, robôs, computadores, celulares, maquinas, roupas e outros produtos de consumo que são padronizados e de acordo com um “perfeito” planejamento, de fábrica.

O que fazer para diminuir esse tornado de expectativas?

Veja isso em você:

  • Quem na minha vida ou que situação, que eu tenha imaginado como deve se portar ou como se tornar.
  • O que me irrita ou me cheteia de não ser conforme eu gostaria? Essa pessoa ou essa situação será o seu mestre, isso te mostrará como passar por esse obstáculo e aceitar as pessoas e as situaçoes como elas são.
  • O que eu quero que mude? Mais um mestre.

Imagine você falando para aquela pessoa ou situação: Eu te aceito da forma que você é. Pense numa voz interna que sai pelo seu coração. Isso é amor, isso é transcender a mente (ego), isso é se iluminar, isso é se espiritualizar, isso é ser livre do comportamento do outro.

Quando você faz isso, você tira aquele laço que está ligado ao movimento do outro. Qualquer coisa que a outra pessoa fizer já não irá te incomodar tanto. Perceba que você pode brincar de fazer planos, mas permita também que eles se quebrem. Qualquer fato que aconteça, procure aceitar.

Não adiante-se para o futuro. Abandone as expectativas. Uma vez que você tenha abandonado as expectativas, você aprendeu a viver. Então, tudo que acontece o satisfaz, o que quer que seja. Você nunca se sente frustrado, porque, em primeiro lugar, você nunca esperou. Dessa forma, a frustração é impossível. A frustração é uma sombra da expectativa.

Uma vez que não mais existam expectativas, você está livre para mover-se no desconhecido e aceitar o desconhecido — o que quer que ele traga. E aceitá-lo com profunda gratidão. As lamentações desaparecem; as queixas desaparecem; seja qual for o caso, você sempresente-se aceito, em casa. A segunda coisa: quando tudo acontece sem você esperar, tudo se torna novo. Isso traz um frescor para sua vida; uma brisa fresca está continuamente soprando e isso impede que poeira se acumule sobre você. Suas portas e suas janelas estão abertas: os raios de sol entram, a brisa entra, a fragrância das flores… — tudo inesperado. Você nunca pediu, e a existência continua se derramando sobre você. A pessoa sente que Deus É. 

OSHO

Cada um tem a sua própria história, evite criar roteiros para os outros. Todos somos livres para pensar, falar e agir. Não conhecemos profundamente, na pele, a história do outro e qualquer forma de julgamento é sempre prematuro.

Não é necessário deixar de sonhar ou imaginar a sua vida, mas não se ocupe tanto em criar papéis para os outros.

Que sejamos flexíveis, que nos moldemos como a água e que sejamos um templo de amor.

Texto de Virgilio Magalde

Da morte, da solitude e do vazio – Tatiana Nicz

tauchner: “ Loui Jover - Deconstructing Frida ”

Existe no português uma palavra chamada solitude, que diferente de solidão é uma solidão voluntária, escolhida, desejada. Nós não somos muito acostumados a ligar vontade com solidão, por isso a palavra solitude é pouco usada. É meio óbvio pensar que as sociedades antigas só podiam dar nomes àquilo que elas viam ou que existia, pois é essencialmente da necessidade de dar nome e sentido às coisas que nasceram as palavras. Por isso ela existe não apenas no português, como também no inglês, e em muitas outras línguas.

Mas estão aí os dicionários a misturar sentidos e neles “solus” em Latim vem do ato de estar/sentir-se sozinho trazendo em si uma conotação meio triste, talvez porque a solitude contenha também certa melancolia em si. A verdade é que ninguém nos ensina sobre a tristeza, que é um dos nossos sentimentos primários*. As escritas, as religiões e a economia se encarregaram de transformar a felicidade em “commodity”, algo rentável incentivando assim uma busca excessiva por ela, e nessa busca não podemos dar espaço para algo (tão precioso) como a tristeza, ou entender que a vida é feita de ciclos e que devemos vivê-los inteiramente com a sabedoria de que não são eternos, pois tudo na vida é impermanente. A desconstrução faz parte de nosso crescimento e ela só nasce na tristeza. E acima de tudo isso, nós precisamos nos libertar das polaridades e aprender a substituir o “ou” pelo “e”, uma coisa sempre complementa a outra, sendo assim nós não somos felizes ou tristes, nós somos felizes e somos também tristes.

Se a solitude é melancólica, é também ela que dá força ao processo de morte e ressurreição; que dá beleza à arte; que os poetas declamam; que os músicos cantam; que os grandes filósofos tentam há anos entender; que a psicologia entende; que dá sentido ao ditado “antes só do que mal acompanhado”; que clama para que “conheça-te a ti mesmo”; é ela que dá sentido à insignificância. Aprender que o copo não precisa estar meio cheio, nem meio vazio. Ele está apenas vazio.

Mas não aprendemos a encontrar alegria na tristeza, queremos ser apenas felizes, então não escutamos falar da morte, nem da tristeza e muito menos da solitude, pois isso tudo não cabe na felicidade. Mas a verdade mesmo é que só amando e conhecendo esses três grandes conceitos é que encontramos a felicidade. Não falamos de solitude, mas fala-se em meditação, essa é a palavra da moda e confesso que não vejo toda essa grandiosidade no ato em si, porque aprendi a reverenciar a solitude de diversas maneiras, para mim ela não mora apenas no ato de meditar. E finalmente eu acredito que aprendi a amar o encontro e não a busca. Por isso não preciso de livros, mestres e dizeres. Para mim basta escutar o vazio. Viver a solidão voluntária, escolhida, desejada, amada, sagrada. Aprendi a sentar no desconforto e enfrentá-lo. Ele. O nada. The void. Aquele que tanto nos amedronta, paralisa. E entendo também agora porque passei a vida toda fugindo desse vazio ou tentando preenchê-lo.

Enfrentar o vazio é mesmo um ato de coragem, muita coragem. Olhar para a morte, olhar para a tristeza, olhar para o vazio e encontrar beleza neles, requer muita coragem. E eu achava que tinha coragem de sobra, pois me senti corajosa em muitos momentos de minha vida. Mas hoje entendo que coragem é algo muito mais grandioso do que eu sentia, pois enfrentar o vazio requer algo maior, uma coragem que eu não sabia que existia e muito menos que eu poderia ter. É essa coragem que precisamos para enfrentar nossa própria sombra, para desviar das muitas distrações que o caminho traz, para enfrentar os olhos desconfiados dos que nos cercam e confundem solitude com isolamento; é preciso muita coragem para olhar a morte na cara e parar para sentir a dor dilacerante que emerge dela; para sentir-se vazio; precisamos de coragem para entender e amar a grandiosidade que existe em nossa completa insignificância. Uma coragem que vem do seu próprio significado: no Latim coragem deriva da palavra “cor”, que tem a mesma raiz que a palavra coração.

A flor de lótus nasce da lama do fundo da lagoa e é ali que ela encontra forças para crescer solitária e emergir na superfície e assim florescer. Uma vez que floresce nenhuma sujeira prende-se às suas pétalas que mantém-se sempre limpas e sua semente pode germinar novamente após longos períodos dormentes. Apesar de poder estar rodeada de outras flores, ela faz todo o processo em solitude.

Uma das minhas passagens favoritas, que muito já citei, diz “um homem não é uma ilha isolada em si”, mas hoje discordo em partes. Somos ilhas porque somos únicos, porque o nosso mundo é inteiramente baseado no que experenciamos sozinhos, mesmo quando estamos cercados, mesmo quando nos distraímos, nascemos sozinhos, vivemos sozinhos e morremos sozinhos, pois a experiência é única para cada ser. Ninguém nem nada pode nos tirar dessa condição de solitude, por tudo isso faz-se necessário conhecê-la e aprender a amá-la. O Budismo entende a beleza da solitude e usa a flor de lótus como uma bela analogia para isso. A flor de lótus nasce da lama do fundo da lagoa e é ali que ela encontra forças para crescer solitária e emergir na superfície e assim florescer. Uma vez que floresce nenhuma sujeira prende-se às suas pétalas que mantém-se sempre limpas e sua semente pode germinar novamente após longos períodos dormentes. Apesar de poder estar rodeada de outras flores, ela faz todo o processo em solitude.

E a busca, essa busca toda desenfreada, vem justamente da não apreciação dessa solitude, do medo que dá de vivê-la, da tentativa de preencher esse vazio. Mas ele está lá, sempre esteve e sempre estará. Todo mundo sente esse vazio, em maior ou menor escala, nas diferentes fases da vida, só não aprendemos ainda o que devemos fazer com ele. Então buscamos refúgio nas religiões, crenças, na medicina, nos outros para preenchê-lo sem lembrar que ele é o que nos faz humanos, únicos, isolados em nós mesmos.

Em seu recente livro “A festa da insignificância”, o grandioso e sábio escritor tcheco Milan Kundera nos convida a amar a insignificância e a insignificância traz o vazio em si. Insignificante é aquilo que é vazio de significado. E para aprender a amar o vazio, não precisamos ter posses, nem conhecimento de nada ou manual, aliás nem alfabetamento requer. Digo esse alfabetamento convencional, ler e escrever. Do contrário requer um profundo alfabetamento emocional, é preciso aprender a ler e escrever no vazio. Hoje olho para tudo que busquei um dia, e após minha tão recente experiência com a morte aprendi que é tudo tão mais simples do que eu pensava, a resposta está apenas em aprender a amar o vazio. Mas a sensação que tenho é que alguns amam mais a busca do que o encontro. Mas, há quem ame o encontro também. E o que posso dizer para estes é: escute o vazio, a tristeza, escute a morte. Porque tudo, tudo, tudo é insignificante diante dela. E mesmo assim a nossa libertação está em aprender a amá-la. E o vazio é aquilo que ela traz, é também o que nos faz maiores e melhores; pois é só o vazio que nos preenche.

“Agora, a insignificância me aparece sob um ponto de vista totalmente diferente de então, sob uma luz mais forte, mais reveladora. A insignificância, meu amigo, é a essência da existência. Ela está conosco em toda parte e sempre. Ela está presente mesmo ali onde ninguém quer vê-la: nos horrores, nas lutas sangrentas, nas piores desgraças. Isso exige muitas vezes coragem para reconhecê-la em condições tão dramáticas e para chamá-la pelo nome. Mas não se trata apenas de reconhecê-la, é preciso amar a insignificância, é preciso aprender a amá-la.”
Milan Kundera em A Festa da Insignificância

*são consideradas por algumas linhas da psicologia como emoções primárias: medo, alegria, raiva, tristeza, afeto

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A dor da Rejeição

 

Se uma pessoa o rejeita, não significa que você é ruim ou que tem menos valor que outros. Significa apenas que a outra pessoa não está sintonizada com o seu desejo, naquele momento.

Não há motivo para vergonha, depressão, ou sentimento de menos valia. Ao contrário, se alguém é rejeitado significa que possui a capacidade de se envolver afetivamente.

Isso deve ser um alento quando suas esperanças esbarram no “não” do outro. Mais triste do que a dor de uma rejeição é o sofrimento de quem congela o desejo por medo de se decepcionar.
A rejeição faz parte das experiências que se tem na vida.

É saudável sentir-se decepcionado ao ser excluído ou barrado no afeto de alguém que você desejaria ter ao lado. Esse sentimento doloroso faz parte do processo de processamento interno do que aconteceu.

No primeiro momento, a tendência pode ser de carregar as tintas e ver tudo escuro.

Ninguém gosta de ser rejeitado. Porém, a pessoa com autoestima satisfatória não fica estacionada aí e logo se move adiante.

O mundo não se reduz a alguém, ou a um grupo de pessoas. Sua vida será tanto mais ampla quanto for seu olhar sobre o horizonte.

Se o indivíduo não se deixar aprisionar pela rejeição, encontrará oportunidades para viver novas experiências que lhe trarão momentos mais felizes do que poderia imaginar.

O universo costuma apresentar seus presentes mais valiosos para aqueles que seguem em frente e não se detém diante de aparentes fracassos.

A chave é deixar o medo de lado e acreditar no seu valor e na sua capacidade de atrair para sua vida o que o (a) fará feliz.

Assim, como a terra e as flores se renovam em beleza e perfumes depois da tempestade, sua vida se encherá de amor e alegrias se aprender a superar uma rejeição, por mais difícil que possa parecer.

 

Relacionamento – Dez dicas para superar a rejeição


@ Não tome a rejeição como se houvesse algo errado com você. As pessoas fazem escolhas por razões que são delas. Você não precisa ser aceito (a) nem aprovado por todos.

@ A rejeição não significa que você não merece ser amado (a). Não é realista esperar que todos seus desejos e expectativas se realizem. Se alguém não quer você em sua vida, agradeça.

@ A pior coisa é ficar em banho-maria, nem lá, nem cá, vivendo na dúvida. Uma vez que alguém é rejeitado em alguma situação, ganha de presente a liberdade para seguir em frente!

@ Em vez de olhar para a porta que se fechou, mire o horizonte e as infinitas possibilidades que se abrem para você. 

@ Quando uma pessoa se sente devastado por uma experiência de rejeição,não é pelo outro que sofre. A depressão e o pensamento obsessivo em torno do fato é decorrente de problemas emocionais da própria pessoa. Nesse caso, o melhor é tomar uma providência e buscar ajuda psicoterapêutica.

@  Aproveite o momento para iniciar um projeto de vida que você vem adiando. Ao voltar sua atenção e energia em um projeto que trará satisfação pessoal, você conseguirá superar o sentimento de rejeição mais facilmente.

@ Aproveite todas as oportunidades para crescer com as experiências vividas. Pergunte-se o que pode aprender sobre você mesmo (a) com a situação.

@ Use o momento para dar um up grade total. Interno e externo. Cuidar de si mesmo (a) faz bem à autoestima e aumenta a autoconfiança. Comece a meditar, mude o cabelo, renove algumas peças do guarda-roupa, leia sobre autoconhecimento, entre para uma academia, inicie a dieta que vem adiando há tempos, comece uma terapia, faça shiatsu,  mude o estilo de se vestir, entre para uma aula de dança de salão, etc…

@ Entre em contato com antigos colegas e amigos de infância que você não vê há tempos. Aproveite para renovar os laços de amizade e se divertir.

@ Resista aos impulsos de ficar contando para todo mundo o que aconteceu. A necessidade de ouvir opiniões e desabafar a torto e a direito mostra um transbordamento interno. Ninguém poderá curar a sua dor, a não ser você mesmo(a).

Acredite na sua capacidade de se renovar e de superar eventos que causam sofrimento. Aprenda e cresça com suas experiências. Esse é o caminho para a maturidade emocional, condição indispensável para uma vida feliz.

 

Texto de Jael Coaracy

 

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Não gosto de meias-palavras

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Eu sou criança. E vou crescer assim. Gosto de abraçar apertado, sentir alegria inteira, inventar mundos, inventar amores. O simples me faz rir, o complicado me aborrece. O mundo pra mim é grande, não entendo como moro em um planeta que gira sem parar, nem como funciona o fax. Verdade seja dita: entender, eu entendo. Mas não faz diferença, os dias passam rápido, existe a tal gravidade, papéis entram e saem de máquinas, ninguém sabe ao certo quem descobriu a cor. (Têm coisas que não precisam ser explicadas. Pelo menos para mim). Tenho um coração maior do que eu, nunca sei a minha altura, tenho o tamanho de um sonho. E o sonho escreve a minha vida que às vezes eu risco, rabisco, embolo e jogo debaixo da cama (pra descansar a alma e dormir sossegada).

Coragem eu tenho um monte. Mas medo eu tenho poucos. Tenho medo de Jornal Nacional, de lagartixa branca, de maionese vencida, tenho medo das pessoas, tenho medo de mim. Minha bagunça mora aqui dentro, pensamentos dormem e acordam, nunca sei a hora certa. Mas uma coisa eu digo: eu não paro. Perco o rumo, ralo o joelho, bato de frente com a cara na porta: sei aonde quero chegar, mesmo sem saber como. E vou. Sempre me pergunto quanto falta, se está perto, com que letra começa, se vai ter fim, se vai dar certo. Sempre questiono se você está feliz, se eu estou bonita, se vou ganhar estrelinha, se posso levar pra casa, se eu posso te levar pra mim. Não gosto de meias-palavras, de gente morna, nem de amar em silêncio. Aprendi que palavra é igual oração: tem que ser inteira senão perde a força. E força não há de faltar porque – aqui dentro – eu carrego o meu mundo. Sou menina levada, sou criança crescida com contas para pagar. E mesmo pequena, não deixo de crescer. Trabalho igual gente grande, fico séria, traço metas. Mas quando chega a hora do recreio, aí vou eu… Escrevo escondido, faço manha, tomo sorvete no pote, choro quando dói, choro quando não dói. E eu amo. Amo igual criança. Amo com os olhos vidrados, amo com todas as letras. A-M-O. Sem restrições. Sem medo. Sem frases cortadas. Quer me entender? Não precisa. Quer me fazer feliz? Me dê um chocolate, um bilhete, um brinde que você ganhou e não gostou, uma mentira bonita pra me fazer sonhar. Não importa. Todo dia é dia de ser criança e criança não liga pra preço, pra laço de fita e cartão com relevo. Criança gosta mesmo é de beijo, abraço e surpresa!

(E eu – como boa criança que sou – quero mais é rasgar o pacote!)

Fernanda Mello