AB-SINTO – Sonya Prazeres

993796_10201253552956507_826554938_n

 

AB-SINTO…………………………………………………………………………..
Sinto muito
Por você sentir tão pouco
Sinto pouco
se você anda tão louco
Sinto quente
o coração
quando você passa rente
atropelando tudo
com seu ego caminhão

tem nada não!
tudo que eu sinto
vem da dor
de um instinto
que ainda te quer
sem renegar o teu poder
sem requerer qualquer razão

se me ab-sinto
chego mais perto de ti
saboreio
o distinto sal de tua pele
me embriago
de teu amargo aroma
e na calma de minha alma
te espero sentada
degustando
nosso velho vinho tinto
até que um gole lento
me revele
a entrada que me leve
ao jardim do teu labirinto .

A imagem pode conter: 1 pessoa , atividades ao ar livre

Devaneios… / Dina Isserlin

 

0dd67ae46a96f11905d65c3c9c85248b

.

Essa noite perdi uma amiga de uma vida
Não precisávamos nos ver, por vezes nem nos
falar, era como se soubessemos o que a outra
sentia…essa noite ela se foi, inverdades,
ingratidão, desamor, falta de compreensão,
foram minguando sua alma, e tem uma hora que
ela se esvaí, coração explode e tudo se
acaba… Essa noite perdi essa , que me
dizia sempre que acreditasse, que beleza
existe e que o amor sempre valeria a pena do
jeito que fosse, amou como nunca havia amado.
Se doou, como poucos fizeram, sem questionar,
sem perguntas, aceitando por vezes nada…
Ela se foi, hoje deve ser um passarinho
voando …Hoje levou com ela,a fé que
eu ainda tinha nas pessoas, hoje acreditar em
algo vai ser difícil…hoje estou de luto
Amanhã, quem sabe um dia, por ela, que foi
sempre só amor, eu volte a acreditar… Hoje
não, hoje quero o silêncio do vento, e a minha
própria companhia… Hoje , quero me recordar
de como ela era, hoje vou deixar a dor passear
por minhas lembranças, hoje não vou reclamar se as
lágrimas rolarem…serão as últimas lágrimas.
Amanhã o sol vai voltar e um novo ciclo nasce
pra me dizer que nada é mais lindo que viver…

Dina Isserlin

Até que a morte silencie as mandíbulas.

.

Até onde você consegue ouvir a verdade?

Até quando o outro acredita que seu amor é mais forte que a mais grave mentira?

Acredito que as relações revelam sobre o quanto de verdade você está disposto a entregar para outra pessoa e para si mesmo.

O quanto de verdade que existe na sua entrega?

Seu amor  não conhece o perdão?

O quanto de verdade você está disposto a depositar no colo de outrem? 

Confessar a verdade é algo covarde ou corajoso?

De quantas mentiras  você conseguiu não ser descoberto?

Se você consegue despejar sua verdade e a verdade sobre aquilo que você é.

Se você consegue se desesperar com a falta de honestidade dos discursos superficiais e se consegue, em meio à ditadura da frieza, reciclar a beleza da coragem em ir dizendo cada terremoto que tem se passado aí dentro do seu peito.

Qual o golpe mais baixo? 

Mentir ou omitir?

Ninguém é dono da verdade meu caro.

Você tem sido e tem dito a verdade?

 

 “Isto também passará”.

Perdoar…

Mesmo sabendo que todo mundo erra e que, sim, isso é normal,nós vivemos apontando o dedo para os erros alheios e, na maioria dos casos, não nos perdoamos pelos nossos.

erros

Quem nunca passou dias, meses ou anos se culpando e punindo por um determinado erro? Quem não passou a mesma quantidade de tempo apontando o dedo pra alguém por um erro cometido, como se a pessoa fosse o ser mais desprezível da face da terra, como se ela não pudesse se arrepender, mudar, melhorar?

Todos somos assim, mas isso, ó, é um erro…

Aprenda a se perdoar, porque é isso que “liberta”, sabe? Essa é uma das tarefas mais difíceis, e é por isso que passamos a vida nos punindo, presas a um passo errado.

erros

Se o outro não vai te perdoar, é um problema dele, e é uma pena também, porque quando a gente não perdoa fica preso no que machuca e a vida não anda.

É, perdoar é um ato de amor com nós mesmas, muito mais do que com o outro.

Usar seu erro a seu favor é entender que você é humana, passível de erros. É parar de se culpar, é se perdoar, é, principalmente, aprender e mudar, e, enfim, seguir em frente, mais sábia e mais livre.

Escombros

xeeb

Eu sou um ser de escombros
feita de ruínas
e falhas geológicas
na minha pele ácida
no meu corpo não sadio
na minha alma estreita.

Apaguei todas as velas do bolo…
E o que eu desejei  ninguém soube.
O tempo passou e eu desejei
Não ter feito desejo algum

Como curar minhas feridas
que teimam em sangrar?

Sobre feridas que não estancam

Não há uma frecha de luz.

 

O luto é inevitável: Saiba como lidar com ele

7TT

A morte é a experiência mais angustiante que passamos. Mais cedo ou
mais tarde, iremos sofrer a perda de alguém próximo, pode ser um amigo, um amor, um parente próximo. Na nossa cultura, falamos e pensamos muito pouco acerca da morte. Por isso, não aprendemos a lidar com o luto: como nos faz sentir, o que devemos fazer, o que é “normal” acontecer – e de o aceitar.

Vou tentar aqui esclarecer algumas das características principais do
luto como, às vezes, podemos ficar presas a ele e a ajuda que poderemos e deveremos procurar.

O luto é um processo que ocorre imediatamente após a morte de alguém que amamos. Não é um sentimento único, mas sim um conjunto de sentimentos e emoções que requer um tempo para serem digeridos e resolvidos e que não pode ser apressado, cada um de nós tem um “tempo emocional” que deve ser respeitado. Apesar de sermos indivíduos com características próprias, a forma como vivenciamos o luto é muito semelhante na maioria.

Enxurrada de emoções
Nas horas e dias seguintes à morte, a maioria das pessoas passa pela fase da negação ou descrença, ficando totalmente “atordoada”, como se não pudesse acreditar no ocorrido. Mesmo quando a morte era esperada, este sentimento pode surgir, mesmo que seja com menor intensidade. Este sentimento de torpor ou dormência emocional, como se estivéssemos anestesiados, pode ajudar a levar a cabo todos aqueles procedimentos burocráticos inerentes a este processo, mas pode tornar-se num problema se continuar a subsistir. Ver o corpo da pessoa falecida pode, para alguns, ser uma forma de começar a ultrapassar isto e começar a superar a perda. Da mesma forma, para algumas pessoas, o velório e o enterro podem ser situações onde a realidade começa a ser encarada. Apesar de ser difícil lidar com estas situações, o fato é que elas constituem um modo de dizer adeus àqueles que amamos. Estes acontecimentos podem parecer demasiadamente dolorosos, mas o fato é que fugir a eles pode trazer problemas mais tarde, muitas vezes, provocando um certo arrependimento.

Depois da fase de “negação”, poderá surgir um período de grande agitação, ansiedade e ânsia pelo que foi perdido. Surge o sentimento de querer encontrar essa pessoa seja de que maneira for, mesmo que tal seja impossível. Por isto, nesta fase a pessoa começa a não conseguir relaxar ou a concentrar-se e o sono pode ser muito agitado. Os sonhos que surgem nesta altura podem ser muito confusos, pode surgir o medo de dormir sozinho ou no escuro.

Algumas pessoas chegam mesmo a “ver” quem perderam, na rua, em casa. Com muita freqüência, a pessoa em luto sente-se muito zangada e revoltada contra médicos e enfermeiros que não conseguiram impedir a morte que agora lhe pesa, contra os amigos e familiares que nunca deram o seu máximo. É comum também sentir raiva da pessoa que morreu, que foi embora e assim a deixou, abandonou.

Culpa
Vamos falar de outro sentimento comum: a culpa. Quando se perde alguém, é comum começarmos a pensar em tudo aquilo que podia ter sido feito ou dito para aquela pessoa ou ainda o que podia ter feito para impedir essa morte. Claro que a morte é um acontecimento que está além do controle seja de quem for e a pessoa em luto deve ser lembrada disso o tempo todo, se for necessário.

A culpa também pode surgir depois de se sentir alívio pela morte de alguém que nos era muito querido, mas que sabíamos estava a sofrer. Este sentimento é normal, compreensível e muito comum. Essas fases podem ser seguidas rapidamente de períodos de grande tristeza e depressão, retiro e silêncio. Estas mudanças súbitas de emoções podem deixar amigos e familiares confusos, mas faz parte do processo natural de luto. Crises de choro e angústia intensa podem surgir a qualquer momento. Algumas pessoas podem não conseguir perceber estas crises ou ficar sem saber o que fazer quando elas acontecem. Poderá haver uma tendência da parte da pessoa em luto para evitar as outras pessoas, mas isto pode trazer problemas futuros e, por isso, será melhor que volte à sua “vida normal” o mais rapidamente possível. Durante este período, pode parecer estranho aos outros que a pessoa em luto passe muito tempo sentada, sem fazer nada, mas o fato é que ela estará a pensar em quem perdeu, recordando constantemente os bons e maus períodos que passaram juntos. Esta é uma fase silenciosa, mas essencial à resolução do luto.

À medida que o tempo passa, a angústia intensa resultante do luto começa a desaparecer. A depressão atenua-se e será possível, finalmente, começar a pensar em outros assuntos e até em novos projetos. É importante salientar que o sentimento de perda nunca desaparecerá por inteiro. Depois de algum tempo, deve ser possível sentir-se de novo “completo”, apesar de faltar sempre uma parte de si que nunca será substituída. Quando sabemos disso e admitimos esse processo será menos dolorido.

Como ajudar nesse momento?
A família e os amigos podem ajudar a pessoa em luto passando um tempo com ela demonstrando que estão presentes para o que for necessário neste período de dor e tristeza. É importante que a pessoa em luto, se necessitar, tenha alguém com quem chorar e falar sobre a perda sentida, sem que o “amigo” fique dizendo para se recompor e refazer a sua vida. Nesse momento, o que ela precisa e falar e ser ouvida, pois o “falar” nessa fase é “terapêutico”. Com o tempo, a pessoa em luto se restabelecerá, mas não antes de ter chorado tudo, de ter falado sobre a pessoa e a perda.

Não devemos esquecer que datas importantes (o dia do aniversário, do casamento, etc.) poderão ser particularmente difíceis de reviver e pôr a pessoa em luto a participar ativamente na preparação de tais celebrações poderá ajudá-la a não se sentir tão sozinha. É importante dar o tempo necessário para que a pessoa em luto possa superar sua dor, pois de outra forma poderá vir a ter problemas no futuro.

Ficar “preso” ao luto
Há pessoas que parecem não passar pelo processo de luto, que não choram no velório ou no funeral e até evitam falar da pessoa que perderam. São pessoas que voltam à sua vida “normal” e retomam a rotina muito rapidamente. Esta pode ser sua forma normal de lidar com a perda sem conseqüências negativas, mas outras pessoas poderão, ao contrário, sofrer sintomas físicos e desencadear um processo depressivo. Algumas pessoas podem não ter a oportunidade de passar pelo processo de luto da melhor forma, uma vez que têm de continuar a sua vida profissional ou familiar, não tendo tempo de “passar” pelo luto.

Algumas pessoas podem iniciar o processo de luto, mas permanecer nele sem o resolver. Nestes casos, a dor e a angústia por quem se perdeu mantêm-se e podem mesmo passar anos sem que a situação seja realmente resolvida. Nestes casos, a pessoa pode continuar a não aceitar que perdeu quem faleceu, mantendo-se na fase de descrença referida atrás ou, por outro lado, só conseguir pensar em tal pessoa, mantendo, por exemplo, o quarto da pessoa falecida intacto e como uma espécie de local de culto.

Ocasionalmente, a depressão que ocorre com todo e qualquer luto pode agravar-se ao ponto de a pessoa deixar de se alimentar e até pensar em suicídio. Em todos estes casos será obviamente necessária ajuda profissional especializada.

Se você considera que pode estar em risco de sofrer desta incapacidade de resolução do luto, ou conhecer alguém que pode estar nesta situação e considera importante partilhar isso com alguém exterior a família ou amigos, pode buscar auxilio de um profissional, de um psicólogo para superar essa fase.

Kátia Horpaczky é psicóloga clinica, psicoterapeuta sexual, família e casal – CRP 06/41.454-3 – E-mail: consultoriodepsicologia@uol.com.br

Errar é Humano!

a tocha

,

Mas é isso o que nos torna humanos: são estas incertezas, estes erros, estas desconfianças.

É este errar sempre.

Porque no amor não tem isso de certeza, de calmaria sempre, de segurança o tempo todo.

Erramos e devemos aprender com os erros e até mesmo com os não-erros.

A vida é este espaço breve dentro do que podemos ser ou não.

(e para nossa infelicidade, nós escolhemos ser entrega)