‘‘Se Prepare Para Ser Pai Dos Seus Pais’’ – Um Texto Que Todos Os Filhos Devem Ler

Quando chegamos ao mundo, somos crianças e esperamos permanecer nessa condição durante toda a nossa vida. Ser amado, mimado e educado. 

Deixe nossos pais desperdiçarem doses gigantescas de amor durante toda a nossa jornada pela vida. Que quando a vida dói, temos o colo de uma mãe para se alegrar. 

Que quando a vida se torna angustiante, encontramos sábios conselhos em nossos anciãos. Quando isso está faltando, há sempre um vazio, um sentimento estranho de que somos a exceção.

Mesmo quando somos adultos, procuramos reconhecer nossa infância aos olhos de nossos pais. Nós secretamente queremos sua atenção cuidadosa, como aquela refeição favorita em nosso aniversário ou a camisa do time de futebol, se estivermos em casa.

Você nunca está pronto para mudar de lugar nesse relacionamento.

É difícil aceitar que nossos pais envelhecem. Entenda que essas pequenas limitações que começam a aparecer não se devem à preguiça ou desdém. Que se eles se esqueceram de dar uma mensagem não é porque eles não se importam com a nossa urgência. Que se lhes pedir para repetir as coisas que são por que não ouvem muito bem – e às vezes não surdos, mas simples distração. 

Levamos muito tempo para aceitar que eles não são mais os mesmos – eu ia dizer “super-heróis”. 

Não podemos e devemos compartilhar com toda a nossa angústia, porque para eles as proporções são muito mais elevadas e que tudo está desequilibrado: frequência cardíaca, pressão arterial, índice glicêmico, ou equilíbrio emocional.

Pouco a pouco estamos nos tornando cerimoniosos para o amor. Tentando dizer a eles sobre o que é evitável. Assim, involuntariamente, começamos a investir os papéis de proteção. Nós começamos a tentar proteger nossos pais das desventuras deste mundo.

Dizemos a eles que estamos indo bem, apesar de estarmos em crise. Nós amortecemos o diagnóstico do pediatra para que a doença do neto pareça simples. Nós escondemos problemas conjugais para fingir que construímos uma família duradoura. Filtramos a angústia que pode ser temporária em vez de compartilhar qualquer problema. 

Eles não precisam se preocupar: ficaremos bem no final do dia e, se não, no final de nossas vidas. No entanto, quando mudamos esses pequenos detalhes no relacionamento, ficamos um pouco órfãos. 

Nós mantemos nossos olhos abertos no meio da noite sem sermos capazes de correr chorando para as camas dos nossos pais. 

Escondemos nosso medo de ficar sem emprego, acabar nosso relacionamento, ou perder nossa casa para que não sofram desnecessariamente, e por isso ficamos sozinhos nessa espera, sem um colo, um abraço ou um sorriso para nos consolar.

Quanto mais perdem o vigor, a audição, a memória, mais nos sentimos sozinhos, sem entender por que o inevitável aconteceu. Mesmo um conflito interno pode aparecer para esperando a reagir ao envelhecimento do corpo que lutar mais em seu favor, sem perceber, na nossa própria confusão, eles não têm mais a mesma consciênciaque não temos nenhuma maneira de impedir a passagem de os anos e eles simplesmente têm o direito de se sentirem cansados.

No meio de tudo isso, pode chegar o dia em que nossos pais serão transformados, sim, em nossos filhos. Para que devemos lembrar de comer, tomar uma medicação ou pagar uma conta. 

Para quem é necessário guiar nas ruas ou dar a mão para que não caiam nas escadas. 

Aqueles que devemos nos preparar para mandar para a cama. E talvez alimentar, levando uma colher para a boca.

E serão crianças mais difíceis porque não se lembram de quem são seus pais. Eles vão reagir à sua primeira bronca porque sabem que, no fundo, você acha que lhes deve obediência. 

Eles minimizarão seus primeiros argumentos e tentarão mostrar que ainda são independentes, mesmo quando esse momento já passou, porque é difícil imaginar a nós mesmos sem controle total de nossas próprias rotinas. 

Mas eles cedem gradualmente, quando a força física ou mental é reduzida e eles podem encontrar em seu amor por eles um equilíbrio para todas as mudanças que os assustam.

Não será fácil para você. Não é a lógica da vida. 

Mesmo se você for pai, ninguém o prepara para ser pai de seus pais. E se você não for, você terá que aprender as peculiaridades desse papel para proteger aqueles que ama.

Se puder, sorria para seus comentários senis ou conte uma piada enquanto comem juntos. 

Ouça aquela história repetida até a exaustão como se fosse a primeira vez e faça perguntas como se tudo estivesse inédito. 

Beije na testa com o máximo de ternura possível, como quando você coloca uma criança na cama, prometendo que quando ele abrir os olhos, na manhã seguinte, o mundo ainda estará lá, como antes, intocável, para brincar.

Ora, se você veio para cá com seus pais, com uma licença para interferir em suas vidas, foi porque eles tinham um longo caminho de amizade. E se você pretende viver esse momento com toda a intensidade, só demonstrará quão grande é a sua capacidade de amar e devolver o amor que a vida lhe ofereceu.

Abraço é coisa séria – Marla de Queiroz

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Abraço é coisa tão séria que não se empresta, se dá. E quando os corpos se encostam, todos os chakras se tocam. Abraço é coisa tão séria que junta os dois corações: pode ecoar para sempre ou esvaziar por inteiro.

Pois quando a gente abraça, traz para dentro a pessoa: com bagagem, passado, infância, viagens e o principal: seu perfume espiritual. E o que recebemos nem sempre é o que damos, por isso alguns são afagos que nutrem por um longo tempo e outros, desespero pra matar a fome, um devoramento.

Recuso abraçar levianamente, abraço com meu enrosco de afeto demais, amor puro, corpo colado para o abraço ser sentido, ter sentido. Abraço que é de verdade pode até ser dado de longe, pois ultrapassa as esferas e desconhece distâncias, é todo feito de encontro.

Abraço é coisa tão séria que há de ser doce, leve, divertido, espontâneo, mesmo quando acalanto, colo ou celebração. A gente agarra por impulso de carinho porque a sintonia é a mesma. E quando o abraço termina, quando ele é dado de graça, fica a cosquinha no peito, uma brisinha na alma e a harmonia instalada.

Sexo/Maturidade -Danielle Barg

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Primeiro, elas odeiam os meninos, depois, passam a querer conquistá-los. Aí vem a fase das descobertas, da busca pelo prazer e, finalmente, a maternidade. Com a chegada da menopausa, outra quebra: a mulher passa a ter milhares de questionamentos e, com isso, acaba tendo que reaprender a lidar com sua vida sexual.

Diferentemente dos homens, que não sofrem grandes alterações hormonais ao longo da vida, as mulheres enfrentam mudanças biológicas drásticas com o passar dos anos, o que, fatalmente, impacta sua sexualidade e a forma como lida com o parceiro.

Confira algumas destas transformações e veja também o que os especialistas indicam para que a mulher tenha uma relação saudável com o próprio corpo, em busca do prazer em todas as fases da vida.

Dos 15 a 25 anos: segundo Margareth dos Reis, psicóloga e terapeuta sexual e de casais do instituto H. Ellis, essa é a fase em que a mulher tem mudanças significativas no corpo. “Começa até antes dos 15, quando ela sai de um corpo infantil para um corpo de mulher. É um período de adaptação, que coincide com a fase de descoberta, em que ela vai entender como o corpo responde aos estímulos sexuais.”

Ela explica que, como todo início, essa fase é marcada pela adaptação. “Juntos, os parceiros devem buscar como conduzir o outro para terem mais prazer na intimidade”, explica.

O sexólogo e ginecologista obstetra do Hospital e maternidade São Luiz, Francisco Carlos Anelo, reforça que essa mudança já começa a partir da primeira menstruação, e lembra que, preferencialmente, a iniciação sexual deve ser marcada pela afetividade. “O mais indicado, neste sentido, é que ela tenha um vínculo com o parceiro, pois isso demonstra respeito pelo próprio corpo.”

Ele enfatiza que a mulher que inicia a vida sexual de forma desregrada, corre mais riscos de contrair doenças sexualmente transmissíveis ou engravidar precocemente. Segundo ele, as estatísticas mostram que adolescentes que ficam grávidas cedo tendem a repetir o erro e acabam gerando filhos indesejados.

Dos 25 a 35 anos: de acordo com a observação clínica da terapeuta Margareth, essa é a fase que, de um modo geral, a mulher começa a sentir a necessidade de viver a da maternidade. Além disso, a mulher passa a experimentar novidades em outros aspectos da vida, especialmente no trabalho ou na estrutura familiar – geralmente, quando sai de casa e passa a dividir o teto com outro alguém.

Para Margareth, a palavra de ordem para manter a vida sexual em dia é “administrar o tempo”: “ela precisa dar conta de todos os papeis que passa a exercer na vida, e é fundamental que aprenda a preservar um tempo para a intimidade com o parceiro.

Sobre a questão da maternidade, Anelo lembra que o casal pode vivenciar uma redução da atividade sexual em nome das atribuições que um bebê traz à rotina. “O homem tem que entender que, mesmo que a mulher não queira ter relação, ela precisa de carinho, é um momento feliz, pois ela provavelmente está grávida do homem que ama”. Ele recomenda que os casais não deixem de namorar nessa fase, ainda que os beijos não evoluam para uma relação sexual, apenas para manter a chama acesa.

Dos 35 a 45 anos: é nessa fase que começa a queda lenta e gradual dos níveis de hormônios sexuais femininos, que culmina com o fim do ciclo menstrual, cessando a capacidade de reprodução. “A partir dos 40 anos, ela já não ovula com intensidade e tem a diminuição dos hormônios, o que faz com ela possa ter uma perda grande da libido”, explica Anelo.

As transformações do corpo também começam a ficar mais evidentes: “começam as primeiras rugas, cabelos brancos”, lembra Margareth. “Ela tem que aprender a enxergar que isso não tira o seu poder de sedução, que ela pode sim fazer com que seu corpo responda de forma sensual ao seu parceiro”, reforça.

A especialista indica também que a mulher busque orientação psicológica para que consiga vencer todos os novos desafios que a idade impõe, atravessando essa fase de mudanças da maneira mais confortável possível.

Dos 45 a 55 anos: o início da menopausa varia muito de mulher para mulher, mas Margareth afirma que o período de maior incidência é entre os 48 e 52 anos. Calores, alterações hormonais e um longo período de questionamento psicológico se iniciam. “Muitas mulheres sofrem, pois relacionam isso à uma perda de um símbolo relacionado ao feminino – a capacidade de se reproduzir, quando na verdade ela pode enxergar isso como uma fase de maior liberdade”, observa.

Ela acredita que as mudanças só podem comprometer a sexualidade feminina quando a mulher deixa de buscar orientação, seja de ordem física ou emocional.

Anelo explica que, com a chegada da última menstruação, a mulher sofre um luto, ou seja, uma perda que deve ser trabalhada. “Ela percebe que está envelhecendo”, pontua. A dica, neste sentido, é buscar reacender o calor sexual por meio do carinho. “Muitas vezes o casal não tem tempo para se beijar, e, com isso, diminui a freqüência sexual. O toque é importante em qualquer faixa etária, então, o casal tem que tentar resgatar esse vínculo de afetividade.”

A partir dos 55 anos: enquanto a menopausa traz certos incômodos no aspecto sexual da mulher, como a perda da lubrificação, dores e desconforto, a maturidade também traz coisas boas. “Com o passar do tempo, a tendência é que a mulher aprenda a chegar à sensação de prazer mais rapidamente”, afirma Margareth.

Anelo lembra também que, com o passar dos anos, a mulher passa a ter um entendimento maior do próprio corpo: “o que faz com que ela passe a direcionar o toque e o carinho do parceiro com mais facilidade.”

O especialista acredita que a vida sexual pode ser prolongada por muitos anos, contrariando quem acha que sexo é só para os jovens. “A própria mídia reforça este conceito de que a não existe vida sexual na velhice”.

Ele afirma que é preciso quebrar este paradigma e partir em busca de hábitos saudáveis em nome de uma sexualidade bem resolvida: redução do tabagismo e do álcool e uma dieta rica em cálcio são alguns dos fatores positivos que influenciam essa meta.

Além disso, as atividades físicas são fundamentais. “A atividade aeróbica, como caminhada e hidroginástica, faz com que a mulher perca massa gorda. Já a anaeróbica a ajuda a ganhar massa muscular e combater a osteoporose.”

A ideia é que a mulher mantenha o nível de autoestima elevado, outro fator imprescindível para uma vida sexual saudável. “Para nos relacionarmos, é preciso gostar de nós mesmos. A partir do momento em que a mulher passa a gostar do corpo dela, ela vai entender que tem um poder de sedução e terá vontade de se relacionar independentemente da idade.”

 

Via https://www.terra.com.br

Fique de boca fechada!

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Nunca, nunca, nunca fale mal dos outros, mas, principalmente, não fale mal de si mesmo, não fique contando suas misérias, problemas e tristezas para encontrar conforto na ‘pena’ alheia. Atrair os olhos da piedade é desejar e invocar sobre si condições dignas de piedade.

Indivíduos sem um ‘centro’ falam demais, estão sempre prontos a opinar, criticar, espalhar, reproduzir, acrescentar e fomentar falatórios de maneira irrefletida e desorganizada; eles não sabem, mas esta é a maneira mais rápida de se perder totalmente o Poder da Palavra.

Não manter a boca fechada é caminho certo para desperdiçar energia e vitalidade.

Ao ministrar cursos de Oratória, sempre insisto que inexiste melhor mecanismo de se ampliar essa capacidade do que ‘Calar a Boca!’. E manter a boca fechada não significa apenas não proferir palavras a esmo, mas estar atento a como nascem e se processam os pensamentos, a como eles podem ser canalizados e dirigidos favoravelmente.

Não raras vezes, uma ‘língua solta’ vem acompanhada de uma mente tíbia, um raciocínio raso e um temperamento descontrolado.

No Plano Astral, uma pessoa que não domina o Poder da Palavra apresenta-se em uma Aura turbulenta, onde as Forma-Pensamentos giram pra todos os lados sem lei e ordem. São soldados desgovernados, frágeis e completamente desarmados, susceptíveis a qualquer influência ou ataque externo. Trata-se espiritualmente de alguém que, desguarnecido, tende a sentir-se constantemente desanimado, desmotivado, cansado, oprimido e deprimido.

Quem não controla o Falar, não controla o Pensar e portanto não domina o próprio Existir.

Se cuidar e expandir a própria existência é o melhor Serviço que podemos prestar para a humanidade, ‘Calar’ é prática mais proveitosa que podemos aplicar em nossa própria vida.

Quem desenvolve a capacidade de Silenciar aproveita maravilhosas oportunidades de, no mínimo, não falar bobagens.

Parece algo óbvio e fácil mas não o é, a dificuldade em saber a hora de sair de cena, descer do palco e permitir que o Universo termine o espetáculo, é uma das razões para tanto stress e desajustes.

Quando se permite dominar pela ânsia de ‘responder a altura’, dar o troco, fazer-se ouvir, impor-se, gritar mais alto, se fazer presente a todo e qualquer custo vai se criando ‘ralos’ que sugam a Energia Pessoal

Desinstale do coração o hábito de reproduzir acontecimentos desagradáveis, tragédias, desastres e catástrofes; evite mergulhar nas ondas de raiva coletiva, de fofoca comunitária, de falatórios generalizados.

Aprenda a Silenciar.

Silenciar é manter a mente concentrada sobre o que é verdadeiramente importante para si, é abster-se de colocações desnecessárias e dizer apenas aquilo que condiz com o que se deseja ver manifesto no próprio Universo.

Silenciar é ser Grato.

Silenciar é colocar em palavras a Força, a Abundância, o Equilíbrio, a Saúde, a Iluminação, a Felicidade e o Bem.

Silenciar é também brigar pelos direitos, é ir pras ruas e entrar no campo de batalha se necessário for; mas é igualmente saber voltar ao estado de Paz e Centralidade.

Silenciar é a única maneira de adquirir o Poder da Palavra.

(Por Caciano Camilo Compostela, Monge Rosacruz)

Lei do retorno- Luciano Cazz

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A lei do retorno é uma engrenagem exata onde todas as peças se encaixam e funciona na inteligência suprema de Deus, que nós, seres humanos, não somos capazes de alcançar.
A todo momento que você pensa e age, um bumerangue na energia que você produziu é lançado no universo. Ele pode ir longe ou não. Mais uma coisa é certa: seja o bem ou seja o mal que foi jogado, ele sempre retorna ao ponto de origem: você! Muitas coisas na vida não têm preço. Mas todas têm troco.
A lei do retorno tem seu jeito próprio de agir. Ela é uma ordem criada por Deus para se desenvolver naturalmente. Os pesos e as medidas são exatos, conforme nosso ato e bagagem de todas as vidas já experimentadas. Funciona exatamente como uma semente plantada que dará o fruto que a ela corresponder e nunca outro.

Retorno Imediato


Às vezes, a lei do retorno é direta. Alguém o derruba nessa esquina e na próxima leva um tombo. Você ajuda o próximo aqui e logo ali um anjo aparece em sua vida, trazendo-lhe a solução que tanto esperava. Se acontecesse sempre assim, teríamos mais clareza de sua existência e precisão. Mas essa é aquela semente que brota rapidamente, como a do feijão que começa a germinar em dois dias. Na lei do retorno são mais raras, mas ainda possíveis.

Retorno a médio prazo

Existem ocasiões em que o bumerangue da lei do retorno demora anos para voltar ao ponto de origem. Alguém o rouba hoje e somente quando essa pessoa estiver idosa é que o carma criado vai se manifestar. E… pimba! no momento em que mais precisava, o universo vem cobrar a dívida do passado, e sem qualquer negociação. Você passa a vida toda ajudando todo mundo, e quando desiste dos seus sonhos, vem Deus e o coloca onde você sempre quis estar.

Retorno a longo prazo

Mas na maioria dos acontecimentos, o retorno pode demorar literalmente uma vida. Ou até mais. Tudo depende de uma conjuntura de fatores. Primeiro você precisa estar preparado para o fardo. Deus nunca lhe traz aquilo que você não pode suportar. Então, antes de pagar a dívida, é preciso que a alma evolua. Muitas vezes, a pessoa o humilhou a vida toda, pela soberba de sua riqueza, e só na próxima vida ela virá pobre para evoluir sua alma na dificuldade financeira, sendo vítima de todas aquelas situações em que, outrora, ela o havia humilhado.

Ausência aparente de retorno

Alguém que o prejudicou pode nunca pagar por isso, uma vez que o mal causado vem do débito que você tinha com tal pessoa, desde vidas passadas. Na verdade, ela que está acertando as contas com você. Isso não quer dizer que ela esteja livre da dívida pelo que lhe causou. Mas, se esse retorno vier, será na razão e no mistério de Deus, bem longe do nosso entendimento. Da mesma forma, alguém que muito ajuda os outros, mas padece em sua própria vida, pode estar devolvendo aquilo que um dia tirou. E seu retorno será a quitação das dívidas do passado. Portanto, também invisível aos nossos olhos.

A lei do retorno é uma engrenagem exata onde todas as peças se encaixam e funciona na inteligência suprema de Deus, que nós, seres humanos, não somos capazes de alcançar.
Para nos mantermos no melhor de nós mesmos e evitar dívidas desnecessárias e perigosas, nesta ou nas próximas vidas, devemos sempre ter em mente aquela musiquinha da banda Legião Urbana linda de se ouvir: “Tudo que você faz, um dia volta para você.
E se você fizer o mal, com o mal mais tarde terá de viver. (…) Como um bumerangue, tudo vai voltar…”

 

Via – https://www.resilienciamag.com

Umberto Eco alerta: “Nem todas as verdades são para todos os ouvidos.”

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Uma das maiores dificuldades comunicativas diz respeito à capacidade de expor pontos de vista sem exagerar no tom impositivo ou mesmo agressivo com que se defendem argumentos, mesmo os mais incoerentes. Cada vez mais intolerantes, as pessoas parecem precisar revestir seus discursos de agressividade, para que pareçam convincentes.

Com o advento da Internet, todos possuímos espaços virtuais onde podemos nos expressar, expondo nossos pontos de vista sobre assuntos vários. Ilusoriamente protegidos pela distância que a tela fria traz, muitas vezes excedemos no radicalismo com que pontuamos nossos comentários, sem levar em conta a maneira como aquelas palavras atingirão o outro.

A frieza do cotidiano e a concorrência de mercado acabam por contaminar nocivamente os relacionamentos humanos, que se tornam cada vez menos afetivos, tão robóticos quanto as máquinas de café que nos entopem os sentidos. Importamo-nos quase nada com os sentimentos alheios, com a historia de vida alheia, com a necessidade de entender as razões que não são nossas, pois queremos a todo custo extravasar tudo isso que se acumula dentro de nós em meio à velocidade estressante de nossas vidas. 

Nesse contexto, quando expomos aquilo que pensamos sobre determinado assunto, principalmente relacionados à política e/ou à religião, acabamos sendo vítimas de contra-ataques violentos que não rebatem o que expusemos, mas tão somente tentam neutralizar nossa verdade com destemperos emocionais isentos de criticidade. Aceitável seria, entretanto, uma contra-argumentação pautada por reflexões plausíveis, o que não ocorre, em grande parte dos casos.

O fato é que poucos estão dispostos a se abrir ao que o outro tem a oferecer, a dizer, a mostrar, a trazer de diferente para suas vidas, porque é trabalhoso refletir sobre idéias já postas e cristalizadas dentro de nós, ao passo que manter intacto aquilo que carregamos há tempos é cômodo e tranquilo. E quem não quer não muda, não recebe o novo, somente dá em troca o pouco que tem e, pior, muitas vezes de forma deselegante e depreciativa.

Portanto, é necessário que aprendamos a nos expressar e a debater nossas ideias com quem realmente estiver pronto para trocar conhecimentos, com quem possui uma postura receptiva para com o novo e que não se importa com a quebra de certezas. Não percamos nosso precioso tempo com quem só ouve o que quer e da forma que lhe convém, diminuindo-nos por conta da diversidade de opiniões. Esses definitivamente não merecem nem mesmo nossa presença.

Texto de Marcel Camargo

 

Usa e joga fora!

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Curtir, compartilhar, se conectar ao Wi-Fi, começar uma amizade, terminar uma amizade, descurtir. A vida contemporânea inexoravelmente também se passa na rede, de modo que é imprescindível para o entendimento do mundo que nos cerca a compreensão do que significa uma vida ligada por uma rede wireless, assim como, de que modo esse estilo de vida interfere nas relações interpessoais.

A despeito disso, o sociólogo polonês Zygmunt Bauman nos oferece um manancial de conhecimento através do seu olhar crítico e atento do mundo contemporâneo. Para ele, o grande sucesso da vida “online” reside na facilidade de desconectar, isto é, de fazer e se desfazer dos laços construídos sem o dispendioso trabalho que possuímos na vida “off-line”. Dessa maneira, as relações são pautadas pela extrema fluidez e velocidade, uma vez que o grande atrativo da vida online é poder estar em constante movimento, desfrutando livremente da tecla “delete” assim que uma relação acene com possibilidades melhores.

Esse modelo de relacionamento, portanto, parece ter como fonte principal de prazer o ato de se desfazer das relações, já que o sucesso dos relacionamentos não é medido pela profundidade, e sim pela sua capacidade rotativa que transforma tudo em uma grande rede descartável.

“A alegria de livrar-se de algo, o ato de descartar e jogar no lixo, esta é a verdadeira paixão do nosso mundo.”

Sendo assim, qualquer tempo investido em uma relação mais profunda e, sobretudo, fora de uma tela, é tido como sinônimo de desperdício, afinal, com tantas opções, qual a razão para estar preso em apenas algumas delas? A associação de tempo investido com desperdício ganha contornos ainda piores ao analisarmos o contexto no qual estamos inseridos, em que o tempo tornou-se um artigo de luxo e, portanto, o “sucesso” do indivíduo está diretamente relacionado ao modo como abandona antigas preferências e desliza com agilidade e leveza por novas.

“Fazer contato visual ou permitir a aproximação física de um outro ser humano é sinônimo de desperdício, pois equivale a dedicar algum tempo, escasso e precioso, a aproximação: decisão que poderia interromper ou impedir o surfe em tantas outra superfícies convidativas.”

Há de se considerar, dessa forma, que no mundo online a quantidade exerce maior importância que a qualidade, de tal maneira que se deve buscar a maior rotatividade possível, a fim de contemplar um maior número de conexões. Para facilitar tantas conexões, as relações devem ser ausentes de contradições e contrastes que tornam as relações reais mais trabalhosas, levando, assim, a uma padronização das relações e, consequentemente, das pessoas presentes nessas relações.

“A capacidade interativa da internet é feita sob medida para essa nova necessidade. É a quantidade das conexões, mais que sua qualidade, que faz a diferença entre as possibilidades de sucesso ou fracasso.”

Essa padronização talvez seja o traço mais destrutivo do modelo de vida online que levamos, já que há uma despersonalização do individuo, que é despido de suas características próprias para que possa ser integrado pela grande rede. Em outras palavras, ao seguir esse modelo, há uma automatização que transforma os humanos em ciborgues e, pior, de forma espontânea e livre, posto que já estamos biologicamente programados, como revela uma pesquisa, a qual diz que recebemos um fluxo de dopamina (produto químico que negocia o prazer no cérebro) quando ouvimos o aviso da caixa de entrada.

Entretanto, é inocência pensar que a vida off-line esteja tão diferente, diria que esta está englobada pela vida online ou no mínimo segue os seus ditames, ou seja, busca fugir da dispendiosidade que relações verdadeiras possuem, bem como, do tempo que é necessário ser investido nas mesmas. Nesse ponto reside o cerne da questão, uma vez que uma relação verdadeira seja real ou virtual necessita de tempo e da capacidade de o indivíduo estar aberto às dificuldades inerentes em qualquer tipo de relacionamento. Apesar disso, não estamos dispostos a nos esforçar tanto por uma relação, já que, como disse, existem milhares o tempo inteiro acenando com possibilidades mais atraentes.

Essa grande rede de conexões, no entanto, é apenas uma ideia ilusória, posto que ao estar inserido em tantas relações, não há envolvimento com nada, de tal forma que o indivíduo se encontra em um meio termo em que não se envolve verdadeiramente com o que acontece com os amigos virtuais, mas também não está envolvido com o que acontece nas relações reais, inclusive, pelo fato destas estarem cada vez mais parecidas com as relações virtuais.

Obviamente, nem todas as relações são pautadas da forma supracitada, bem como, não há problema em usufruir a internet, afinal, esse texto chegará até você por meio dela. Sendo assim, o problema está no modo como utilizamos essa ferramenta e como temos aplicado o seu modus operandi na vida off-line, revelando ao mesmo tempo uma solidão imensa que cria a necessidade de estar o tempo inteiro “conectado” e a incapacidade/falta de vontade/preguiça de estar inserido profundamente em uma relação que não seja equipada com a tecla “delete” e “antispam”, “[…] mecanismos que protegem das consequências incômodas (e sobretudo dispendiosas em termos de tempo) das interações mais profundas”.

Como dizia Millôr Fernandes – “O importante é ter sem que o ter te tenha”, de modo que ao estarmos inseridos na grande rede, é preciso lembrar que a pessoa humana real precede e é mais importante que um perfil em uma rede social. Mais que isso, é preciso lembrar que pessoas reais não sorriem o tempo inteiro e não “seguem” as mesmas coisas que nós, de forma que impreterivelmente haverá problemas que não poderão ser resolvidos com a tecla “delete”, assim como, existem emoções e sentimentos que jamais poderão ser sentidos através de uma tela, já que por mais que a internet tenha avançado, nada substitui a conexão de dois corações em sintonia.

 

Texto de Erick Morais