Arquivo | abril 2012

Chute o balde !

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Aprendi que o maior erro que se possa cometer, é culpar a si mesmo. Culpar alguém pelos seus erros, já é ruim. Diga-se de passagem, errado. Mas culpar-se é pior ainda. É cavar a própria cova, aprontar a própria lápide. Me entende? Por isso, acho sinceramente, que nós, meros mortais, devemos fazer sempre o nosso melhor.
Se fizermos dessa forma, caso não dê certo, que chutemos o balde, oras. Fizemos o que pudemos. E é por isso que faço meu melhor todos os dias. Acredito que esse é um grande passo pra chamada felicidade. Essa sensação que nos toma conta, sempre que algo de bom acontece conosco ou com alguém que amamos. Ou simplesmente, ao nosso redor.
Aghata Paredes.
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AMOR SÓ DE LETRAS – Mário Prata

Conta a história que dom Pedro II casou-se sem conhecer a sua noiva.

Tinha visto um quadro com a cara da princesa. Casamento de interesses políticos lá dos portugueses, fazer o que? E quando a moça chegou no porto do Rio de Janeiro – consta que ele fez uma cara emocionada. Pela feiúra da imperial donzela. Mas casou, era o destino, era a desdita.

Tenho um avô que foi pedir mão da moça e o pai dela disse: – Essa tá muito novinha. Leva aquela.

E ele levou aquela que viria a ser a minha avó. Ah, a outra morreu solteirona.

Quando aconteceu o grande boom da imigração japonesa, alguns anos depois, familiares que lá ficaram mandavam noivas para os que cá aportaram.

Tudo no escuro. E de olhinhos fechados, ainda por cima.

De uns tempo para cá, o conceito da escolha foi mudando. Até ir para a cama antes, valia. Ficava-se antes.

Só que agora, finzinho do finzinho do século, surgiu um outro tipo de casamento. O casamento de letras. Letras de textos. O texto – finalmente, digo eu, escritor – virou casamenteiro. Apaixona-se, hoje em dia, pelo texto. Via internet. Via cabo, literalmente.

Conheço quatro casos bem próximos. Gente que desmanchou o casamento de carne e osso por uma aventura no mundo das letras.

Claro que estou me referindo aos encontros via Internet. Começa no chat, com o texto. Gostou do texto, leva para o reservado. E lá, rola. Eu mesmo já me envolvi perdidamente por dois textos belíssimos. Moças de vírgulas acentuadas, exclamações sensuais e risos de entortar qualquer coração letrado ou iletrado.

Sim, pela primeira vez nesta nossa humanidade já tão velhinha, as pessoas estão se conhecendo primeiramente pela palavra escrita. E lida, é claro.

Já disse, isso envaidece qualquer escritor. Agora, o texto pode levar ao amor. Uma espécie de amor-de-texto, amor-de-perdição.

A relação, o namoro, começa ali no monitor. Você pode passar algumas horas, dias e até semanas sem saber nada da outra pessoa. Só conhece o texto dela.

E é com o texto que vai se fazendo o charme. Você ainda não sabe se a pessoa é bonita ou feia, gorda ou magra, jovem ou velha. E, se não for esperto, nem se é homem ou mulher. Mas vai crescendo uma coisa dentro de você. Algo parecidíssimo com amor. Pelo texto.

Pouco a pouco, você vai conhecendo os detalhes da pessoa. Idade, uma foto, a profissão, a cor. Inclusive onde mora. Sim, porque às vezes você está levando o maior lero com o texto amado e descobre que ele vem lá da
Venezuela. Ou do Arroio Chuí.

Mas se o texto for bom mesmo, se ele te encanta de fato e impresso, você vai em frente. Mesmo olhando para aquela fotografia – que deve ser a melhor que ela tinha para te escanear (ou seria sacanear, me perdoando o trocadilho fácil) você vai em frente. “Uma pessoa com um texto desses…”

A tudo isso o bom texto supera.

Quando eu ouvia um pai ou mãe dizendo “meu filho fica horas na Internet”, todo preocupado, eu também ficava. Até que, por força do meu atual trabalho, comecei a navegar pela dita suja.

E descobri, muito feliz da vida, que nunca uma geração de jovens brasileiros leu e escreveu tanto na vida. Se ele fica seis horas por dia ali, ou ele está lendo ou escrevendo. E mais conhecendo pessoas. E amando essas pessoas.

Jamais, em tempo algum, o brasileiro escreveu tanto. E se comunicou tanto. E leu tanto. E amou tanto.

No caso do amor ali nascido, a feitura, o peso, a cor, a idade ou a nacionalidade não importam. O que é mais importante é o texto. O texto é a causa do amor.

Quando comecei a escrever um livro pela internet, muitos colegas jornalistas me entrevistavam (sempre a mim e ao João Ubaldo) perguntando qual era o futuro da literatura pela Internet.

Há quatro meses atrás eu não sabia responder a essa pergunta. Hoje eu sei e tenho certeza do que penso: – Essa geração vai dar muitos e muitos escritores para o Brasil. E muita gente vai se apaixonar pelo texto e no texto.

Existe coisa melhor para um escritor do que concluir uma crônica com isso?

Como diria Shakespeare, palavras, palavras, palavras.
Como diria Pelé, love, love, love…

 

SEXO : Ejaculação Precoce – Dráuzio Varela

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Considera-se precoce a ejaculação que ocorre logo após a penetração ou até mesmo antes, sem que o homem tenha controle desse esse evento.

Para caracterizar o distúrbio, é preciso que o episódio se repita com frequência e o homem não consiga satisfazer a parceira em pelo menos 50% das relações. Em certos casos, o descompasso é provocado pelo fato de a mulher necessitar de mais tempo para atingir o orgasmo. Muitas vezes, nem o próprio paciente sabe dizer quanto tempo leva para ejacular, mas as pesquisas indicam que o homem sem problemas leva, em média, de dois a quatro minutos.

Causas

A principal causa da ejaculação precoce é a ansiedade. Embora parte dos indivíduos consiga controlá-la durante o ato sexual, a grande maioria dos ejaculadores precoces é ansiosa. O problema é que quanto mais repetidas forem essas ejaculações, mais ansiosos eles ficam, mais adrenalina produzem e mais rápido ejaculam. Em alguns casos, a ansiedade é tanta que acabam desenvolvendo algum tipo de disfunção erétil.

Nenhuma teoria sobre as causas orgânicas da ejaculação precoce foi comprovada. Sabe-se, porém, que algumas doenças neurológicas podem provocar o distúrbio.

Prevalência

A ejaculação precoce é comum na adolescência. A falta de experiência, o medo do mau desempenho ou de que alguém apareça de repente, entre outros fatores, criam um estado de ansiedade que acelera o momento da ejaculação. A tendência é o problema desaparecer à medida que são superados esses obstáculos.

A ejaculação precoce secundária pode acometer homens de qualquer idade, com tempo de ejaculação normal, mas que por algum motivo se tornaram mais ansiosos.

Diagnóstico

O diagnóstico é clínico e depende do levantamento criterioso da história do paciente. na maioria dos casos, a principal queixa é a dificuldade de satisfazer a companheira.

Tratamento

O tratamento inclui psicoterapia e/ou o uso de antidepressivos (inibidores seletivos de recaptação da serotonina), que aumentam a quantidade de serotonina no cérebro. O que se espera é que ele seja eficaz para baixar o nível de ansiedade e aprender a controlar a resposta ejaculatória.

Nesse processo, é muito importante contar com a ajuda de uma parceira cooperativa.

Recomendações

* Não se acanhe se tiver ejaculação precoce e procure a ajuda de um especialista para resolver o problema. A terapia sexual costuma dar bons resultados;

* Esteja aberto para o tratamento psicoterápico. Além de ajudar a resolver a causa do problema, ele envolve a participação da companheira, o que repercute na melhora do relacionamento;

* Saiba que o orgasmo simultâneo é raro. O que importa, realmente, é que os parceiros se satisfaçam com a relação sexual, cada um a sua maneira e no seu tempo;

* Considere a conveniência do uso prolongado dos antidepressivos, pois o problema costuma voltar, quando o tratamento é suspenso.

Fonte-http://drauziovarella.com.br

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Leonel Mattos

Leonel Mattos nasceu em Coarací- BA. Iniciou sua carreira artística em 1971,realizou sua primeira individual em 1974, na Galeria ESAF – BA. Mudou-se para São Paulo, participou de vários salões oficiais por todo o Brasil, ganhou ll Prêmio Pirelli, realizado no MASP – SP. Prêmio de Aquisição no Salão Chandon Arte e vinho, Paço das Artes – SP. Salão de Presidente Prudente – SP. Prêmio V Bienal do Recôncavo – São Felix – BA. Prêmio Brasken de Cultura e Arte – BA. Foi convidado pelo MASP e pelo Museu De Arte Moderna da Bahia – MAM, para representar a arte Brasileira em Paris. É um artista de intervenção urbana, na tentativa de democratizar a arte, fez vários Murais,intervenções efêmeras como Velório na Praça, Intervenção em Igreja, Árvore Mortas e em outros suportes. Possui várias apresentações criticas sobre sua obra. Acesse o YouTube e busque Caixa Preta e Arte Comestível, dois vídeos do artista Leonel Mattos. O cineasta Tuna Espinheira realizou um curta sobre sua obra Leonel Mattos A 24 Quadros por Segundo, foi lançado na Jornada De Cinema Internacional da Bahia, foi premiado ,como melhor produção.

(www.youtube.com) Contato 071- 88053425 -o71-99617470 http://www.leonelmattos@hotmail.com

Solidão, que nada!

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Já repararam em como tem um tanto gente reclamando da solidão? Querendo achar a goiabada pro seu queijo, a tampa pra sua panela, o guaraná pra sua pipoca, o granulado pro seu brigadeiro? Como explicar tantas pessoas querendo a mesma coisa e elas não se esbarrarem por aí? Que diacho de análise combinatória é essa que não dá certo?!

Um dos meus palpites é que nestes tempos ciberneticamente rápidos, as metralhadoras giratórias disparam freneticamente sem observar de verdade o alvo. Saciam-se os desejos e alimentam-se os vazios. E, ainda, parece que não queremos dispender muito tempo nem paciência pra nos envolver afetivamente com o outro. Se afetar com outro. Imagina então o ônus que seria viver uma história de amor.
A Clarice disse que amor não é prêmio e por isso não envaidece. Talvez seja mesmo preciso ficar nu para viver o amor. Tirar a roupa pode ser a parte mais fácil. Difícil mesmo é desnudar-se. Nu. Apenas com nossa beleza e nossa feiura mais autênticas. Temos tempo e disposição pra administrar essa nossa humanidade toda? Definitivamente, o amor suja as mãos.
Ainda sim, sou um romântico incurável (e um pouco cafona, por isso). O amor dá trabalho sim, (não há como fugir disso), mas também pode te fazer tão melhor. E olha que não tô falando de um amor desses de cinema não. É desse amor do dia-a-dia mesmo. Que vai ao banco, toma neosaldina e come pizza dormida. Que tem tesão, assanhamento, safadeza e também um cafuné distraído no cabelo. Que te manda uma mensagem no meio do dia e que também quer ficar sozinho nessa sexta, simplesmente porque quer. Que te detesta quando você rói a unha e se derrete quando você dá aquela sua gargalhada esquisita. Que teve um dia péssimo no trabalho hoje e está irritado, mas que amanhã passa. Que fica engraçado quando eventualmente está de mau humor, mas que tem humor, porque isso é indispensável. Que foi tão inesperado e que é muito e tão bem vindo.
Tem quem não me deixa mentir: Vinicius foi, no reveillon, ver os fogos em Copacabana, mas quem brilhou mesmo foram os olhos da sua paixão. Nádia deu voltas longas em torno da Terra e encontrou o homem da sua vida e o pai da sua filha no amigo da mesa ao lado, no trabalho. Juninho teve um mal súbito na Praça Sete e quem o socorreu o acompanha pela vida afora. Não é história de filme e nem acontece pra todo mundo, mas existe amor. Com seus ônus e seus bônus. De verdade. De realidade.
Desconfio que, mais cedo ou mais tarde, ele aparece pra quem consegue se desnudar. O amor, esse difícil estranho, está a espreita pra quem tem olhos atentos para vê-lo.
Texto- Paulo Andrade

Tá difícil?

A teoria é simples (pra não dizer simplória). Se as coisas estão difíceis, pra quê dificultar? Todo mundo sabe que vivemos tempos competitivos, velozes, agressivos, que nos incitam diariamente à hostilidade. Mas, aonde a gente vai chegar assim?

Pra suavizar esse quadro (pra mim tá na cara) é só remexer nos baús da gentileza, da cortesia, da delicadeza e dos substantivos afins. Alguns podem me dizer que isso é frescura. Outros que isso é só um artifício pra parecer bonzinho. Pode ser também. Mas, eu continuo achando que é uma maneira de fazer a nossa vida e das outras pessoas ser mais leve…

Fico me perguntando em que capítulo a gente perdeu a gentileza e se esqueceu de procurar (registre-se: estou me incluindo na massa do bolo). Tem gente se assustando até com um “bom dia”… Convenhamos, não é tão difícil não furar fila, dar passagem no trânsito, saber falar e saber calar, exercitar o bom humor (pelamordedeus!), segurar um pouco a porta do elevador, não jogar lixo no chão, reclamar menos, ser gentil também com quem a intimidade te abona pra algumas desatenções e por aí vai, numa lista infindável de gentilezas conosco e com o mundo que nem precisavam ser enumeradas…

Ledo engano daqueles que acham que isso é perda de tempo. Isso pode sim mudar o mundo! Gentileza gera gentileza, já disse o Profeta. E eu tô com ele!

Paulo Andrade do Blog Cara de Paulo


TEMPO…

 

A gente nasce,

completa muitos aniversários,
e como flor
vai desabrochando lentamente,

ou feito borboleta,
que antes de ser tão bela,
sofre tanta transformação,
vai percebendo que as mudanças
são inevitáveis e sofridas,
mas bem-vindas também.

A gente passa por muitos ciclos,
e a cada um, ainda que não se perceba
de imediato, ganha, cresce, melhora
e fica mais perto da simples e preciosa
LIBERDADE de apenas SER.

Então, falando nisso, lembro-me de uma frase do encantador Pablo Picasso
que sabia tudo de ser livre, pleno e feliz e concluo com a toda sua sapiência
que assim diz:

“Leva muito tempo para as pessoas
conseguirem se tornar jovens.”

 

Texto- Be Lins