Arquivos

Do universo à jabuticaba

Resultado de imagem para jabuticaba

 

MINHA VIDA… se divide em três fases. Na primeira, meu mundo era do tamanho do univeso e era habitado por deuses, verdades e absolutos. Na segunda fase meu mundo encolheu, ficou mais modesto e passou a ser habitado por heróis revolucionários que portavam armas e cantavam canções de transformar o mundo. Na terceira fase, mortos os deuses, mortos os heróis, mortas as verdades e os absolutos, meu mundo se encolheu ainda mais e chegou não à sua verdade final mas à sua beleza final: ficou belo e efêmero como uma jabuticabeira florida.”

Levei um susto quando vi a capa do livro, assim verde e amarelo. Não parece em nada com o jeitão do Rubem. Mas independente de cor, o Rubem Alves é irresistível quando se precisa de um amigo para um longo papo. É só colocar um banquinho próximo a uma jabuticabeira, um pote no colo e jogar conversa fora (sou seriam caroços…) Se a prosa for à noite, melhor, sem pressa como velhos amigos após longo período de ausência. Assim é a leitura dos seus causos, histórias hilariantes (tem até de extintor desentupidor, acredite) tudo dito da mais simples forma. Pura filosofia, ou seria psicologia. Que importa, já relatou o próprio que o melhor negócio da vida é ser palhaço, no melhor sentido. Então, à palhaçada, sem perda de tempo!

Eu e as palavras somos companheiros de brincadeira. Esse livro é uma brincadoteca. Para explicar isso me lembrei do que Neruda escreveu, ele que também amava brincar com as palavras. Não sou Neruda, mas a literatura me dá permissão para brincar com os brinquedos que ele fez com as palavras: Amo-as, uno-me a elas, persigo-as, modo-as, derreto-as… Amo tanto as palavras… As inesperadas… As que avidamente a gente espera, espreita até que de repente caem… Vocábulos amados… Brilham como pedras coloridas, saltam como peixes de prata, são espuma, fio, metal, orvalho… Persigo algumas palavras. São tão belas que quero colocá-las todas em meu poema… Agarro-as no voo, quando vão zumbindo, e capturo-as, limpo-as, aparo-as, preparo-me diante do prato, sinto-as cristalinas, vibrantes, ebúrneas, vegetais, oleosas, como frutas, como algas, com ágatas, como azeitonas… E então as revolvo, gito-as, bebo-as, sugo-as, trituro-as, adorno-as, liberto-as… Deixo-as, como estalactites em meu poema, como pedacinhos de madeira polida, como carvão, como restos de naufrágio, presentes da onda… Tudo está na palavra…”

Assim eu gostaria que fossem as minhas palavras – perdão, as palavras nunca são minhas porque são elas que brincam comigo – mas quem sou eu? Não sou poeta. Sou um palhaço. Meus textos? Como se fossem um espetáculo de circo. Assim lhes desejo, aos que brincam com o que escrevo, leveza e risos. E, se possível, beleza e espanto.

Rubem Alves – do universo à jabuticaba

Anúncios

A Arte de Envelhecer / Drauzio Varella

AA2222

.

Achei que estava bem na foto. Magro, olhar vivo, rindo com os amigos na praia. Quase não havia cabelos brancos entre os poucos que sobreviviam. Comparada ao homem de hoje, era a fotografia de um jovem.

Tinha cinquenta anos naquela época, entretanto, idade em que me considerava bem distante da juventude. Se me for dado o privilégio de chegar aos noventa em pleno domínio da razão, é possível que uma imagem de agora me cause impressão semelhante.

envelhecimento é sombra que nos acompanha desde a concepção: o feto de seis meses é muito mais velho do que o embrião de cinco dias.

Lidar com a inexorabilidade desse processo exige uma habilidade na qual somos inigualáveis: a adaptação. Não há animal capaz de criar soluções diante da adversidade como nós, de sobreviver em nichos ecológicos que vão do calor tropical às geleiras do Ártico.

Da mesma forma que ensaiamos os primeiros passos por imitação, temos que aprender a ser adolescentes, adultos e a ficar cada vez mais velhos.

adolescência é um fenômeno moderno. Nossos ancestrais passavam da infância à vida adulta sem estágios intermediários. Nas comunidades agrárias, o menino de sete anos trabalhava na roça e as meninas cuidavam dos afazeres domésticos antes de chegar a essa idade.

A figura do adolescente que mora com os pais até os 30 anos, sem abrir mão do direito de reclamar da comida à mesa e da camisa mal passada, surgiu nas sociedades industrializadas depois da Segunda Guerra Mundial. Bem mais cedo, nossos avós tinham filhos para criar.

A exaltação da juventude como o período áureo da existência humana é um mito das sociedades ocidentais. Confinar aos jovens a publicidade dos bens de consumo, exaltar a estética, os costumes e os padrões de comportamento característicos dessa faixa etária, tem o efeito perverso de insinuar que o declínio começa assim que essa fase se aproxima do fim.

A ideia de envelhecer aflige mulheres e homens modernos, muito mais do que afligia nossos antepassados. Sócrates tomou cicuta aos 70 anos, Cícero foi assassinado aos 63, Matusalém, sabe-se lá quantos anos teve, mas seus contemporâneos gregos, romanos ou judeus viviam em média 30 anos. No início do século 20, a expectativa de vida ao nascer, nos países da Europa mais desenvolvida, não passava dos 40 anos.

A mortalidade infantil era altíssima, epidemias de peste negra, varíola, malária, febre amarela, gripe e tuberculose dizimavam populações inteiras. Nossos ancestrais viveram num mundo devastado por guerras, enfermidades infecciosas, escravidão, dores sem analgesia e a onipresença da mais temível das criaturas. Que sentido haveria em pensar na velhice, quando a probabilidade de morrer jovem era tão alta? Seria como hoje preocupar-nos com a vida aos cem anos de idade, que pouquíssimos conhecerão.

Os que estão vivos agora têm boa chance de passar dos oitenta. Se assim for, é preciso sabedoria para aceitar que nossos atributos se modificam com o passar dos anos. Que nenhuma cirurgia devolverá, aos 60, o rosto que tínhamos aos dezoito, mas que envelhecer não é sinônimo de decadência física para aqueles que se movimentam, não fumam, comem com parcimônia, exercitam a cognição e continuam atentos às transformações do mundo.

Considerar a vida um vale de lágrimas no qual submergimos de corpo e alma ao deixar a juventude, é torná-la experiência medíocre. Julgar aos 80 anos, que os melhores foram aqueles dos 15 aos 25 é não levar em conta que a memória é editora autoritária, capaz de suprimir por conta própria as experiências traumáticas e relegar ao esquecimento as inseguranças, medos, desilusões afetivas, riscos desnecessários e as burradas que fizemos nessa época.

Nada mais ofensivo para o velho do que dizer que ele tem “cabeça de jovem”. É considerá-lo mais inadequado do que o rapaz de 20 anos que se comporta como criança de dez.

Ainda que maldigamos o envelhecimento, é ele que nos traz a aceitação das ambiguidades, das diferenças, do contraditório e abre espaço para uma diversidade de experiências com as quais nem sonhávamos anteriormente.

Siga o  Site Drauzio Varella no instagram: @sitedrauziovarella

Previna-se : Câncer de Mama.

Z77

Se toque, menina! É hora de combater o câncer de mama!

o mais a gente se conhecer, mais armas teremos para buscar ajuda”, explica Paula Vilela Gherpelli, médica ginecologista. Paula participou de um vídeo, a pedido da eduK, para nos ensinar como fazer o autoexame das mamas. Ela ressalta a importância de estarmos sempre de olho nas mamas e de procurar ajuda tão logo se perceba algo diferente. “Essa pode ser a diferença entre a vida e a morte”, diz.

Neste mês de outubro, é comemorado o movimento Outubro Rosa. O Inca, Instituto Nacional de Câncer, explica, em seu site: o movimento conhecido como Outubro Rosa nasceu nos Estados Unidos, na década de 1990, para estimular a participação da população no controle do câncer de mama. A data é celebrada anualmente com o objetivo de compartilhar informações sobre o câncer de mama e promover a conscientização sobre a importância da detecção precoce da doença.

E o Inca recomenda:

Estima-se que 30% dos casos de câncer de mama possam ser evitados quando são adotadas práticas saudáveis como:

  • Praticar atividade física;

  • Alimentar-se de forma saudável;

  • Manter o peso corporal adequado;

  • Evitar o consumo de bebidas alcoólicas;

  • Amamentar

Vídeo: #OutubroRosa na eduK contra o câncer de mama

Passo a passo do autoexame

Passo 1: em frente a um espelho, coloque as mãos na cintura e observe o formato, tamanho e contorno das suas mamas. Veja se existem pregas, depressões ou alterações na pele.

Passo 2: agora, coloque as mãos para o alto e fique alerta aos mesmos sinais, veja se aparecem alterações significativas.

Passo 3: coloque uma mão atrás da nuca e com a ponta dos dedos da outra mão, percorra toda a área da mama em movimentos circulares, de fora pra dentro. Procure por nódulos ou qualquer sinal diferente. Uma dica: no chuveiro, com as mamas e axilas ensaboadas, as mãos escorregam mais facilmente, ajudando no auto-exame.

Passo 4: pressione suavemente os mamilos e veja se saem secreções.

Passo 5: as axilas também fazem parte do tecido mamário e devem ser examinadas com movimentos circulares, iguais aos feitos nas mamas.

O autoexame deve ser feito uma vez por mês, depois do período menstrual. Dessa forma, você vai conseguir detectar qualquer alteração bem no início. Se achar algo diferente, procure seu médico, ok?

Não dê bobeira para o câncer de mama! Se toque!

Fonte-https://www.eduk.com.b

UMA HORA A GENTE CANSA

tumblr_o3xihc0R3F1t62l2co2_500

.

Nem todos irão entender a sua vontade de desistir. Provavelmente, irão julgar seus caminhos, seus passos, suas escolhas e dizer que você deveria ter “tido mais paciência”. Levando em consideração o quanto você aguentou, o quanto relevou e o quanto perdoou para manter esse relacionamento até aqui, você não deveria se importar com os conselhos alheios.

A vida seria mais simples (e chata) se tudo o que sentimos coincidisse com o que outros pensam, não é? Mas a vida não é assim. É tanto esforço, tanta insistência, tantos pedidos de desculpas aceitos que, um dia, a gente cansa. Como diz Carpinejar “a gente não cansa de amar, a gente cansa de não ser amado”. A gente cansa de esperar por mudanças de quem não está disposto a mudar, cansa de se esperar iniciativas de quem nunca as teve, cansa de ser culpado de atitudes que não cometeu. A gente cansa de ser uma versão resumida de si mesmo e de tentar se encaixar na vida dos outros.

A gente cansa de esperar carinho, de cobrar a presença e de exigir respeito. Cansa de relevar as grosserias diárias e de considerar apenas, as poucas, que nos fazem sorrir. A gente cansa, sem poesia alguma, de ser trouxa. E quer saber? Estar cansado é um grande privilégio! Quando estamos cansados somos capazes de filtrar os sentimentos por relevância e não por carência. Somos capazes de dar valor ao que, realmente, merece e não ao que julgamos merecer.

Aprendemos a fazer escolhas maduras e a arcar com as consequências dos nossos atos com a seriedade que a vida exige. Acontece exatamente assim: quando o cansaço nos abate, o amor próprio nos levanta. A partir daí, somos capazes de caminhar sem culpas, sem rancores, sem frustrações. Paramos de encontrar culpados e apenas seguimos em frente. Começamos a entender que amor cansado não sobrevive, mas que pessoas cansadas se regeneram.

Começamos a não aceitar relacionamentos mornos, pessoas indecisas e ligações nos domingos a noite. Enxergamos o próprio valor e aprendemos a respeitar os próprios limites. Começamos a ver a vida colorida e a perceber que, por mais que queiramos muito alguém, conseguimos viver sem. Constatamos que ninguém morre de amor e que, toda dor, intensa ou não, passa. Um dia, em alguma fase da vida, a gente percebe que precisa assinar a própria carta de alforria e entender que, se nem o amor é eterno, imagine o número de chances que damos aos outros.

.

Texto de PAMELA CAMOCARDI

Cuidado com o HPV!

HPV

 

Provavelmente você conhece alguém que tem, e a pessoa se acabou de chorar, querendo matar quem transmitiu essa doença para ela.
Depois de passar com o médico descobriu que não é o fim do mundo, e que ter o vírus não significa ter doença no colo do útero!
Papilomavírus humano, o HPV, vírus que possui sua principal transmissão por via sexual e coloniza a pele e a mucosa (pênis, vagina, ânus, boca e colo do útero por exemplo).
Esse vírus, responsável por 99% de todos os casos de câncer de colo de útero, é mais comum do que se imagina, estima-se que no Brasil 2 milhões de novos casos de HPV são registrados todos os anos!
 
– Fiz o exame, descobri que tenho HPV. E agora doutor?
Ainda não há cura para esse vírus , mas há controle, e deve-se realizar rigorosamente para evitar as complicações que o vírus acarreta.
 
– SINTOMAS:
A grande maioria das infecções por HPV não apresenta sintomas, a paciente apenas descobre no exame de rotina com o ginecologista.
Quando presente, o principal sintoma são as verrugas genitais, que podem estar na vulva, no períneo, no ânus e em outras áreas.
 
– DIAGNÓSTICO:
Para a mulher sem sintomas, o diagnóstico acaba por ser feito nos exames de rotina.
– Papanicolau: Recomendado anualmente para todas mulheres a partir dos 25 anos, no caso de dois resultados negativos pode ser feito a cada 3 anos.
– Colposcopia: Com auxílio de uma lupa esse exame avalia as lesões na vulva e no colo do útero.
– Captura híbrida: mostra se a mulher teve o contato com o vírus, e mostra os subtipos.
 
– VACINA:
As evoluções na biomedicina permitiram a criação de uma vacina para prevenção do HPV, o ideal é que se vacine as meninas entre 9 e 13 anos e idade.
Atualmente também é possível vacinar meninos de 12 a 13 anos.
 
– TRATAMENTO:
Como foi dito, o HPV em si não possuí cura, mas possui controle.
No caso das verrugas genitais elas podem ser cauterizadas com laser ou ácido, porém sempre existirá a chance das lesões aparecerem novamente, com necessidade de novas cauterizações.
 
A camisinha ainda é um ótimo meio de prevenção, inclusive no sexo oral, uma vez que o vírus pode colonizar mucosa da boca e da garganta.
 
*Pouca gente sabe, mas pode-se pesquisar HPV nos homens, através de um exame chamado de “peniscopia”, muito parecido com a colposcopia.
 
Cuide-se e na dúvida procure seu médico.
 
Por Dr. Bruno Jacob
Via Acidez Feminina

Atitudes que roubam a energia.

tumblr_nldno71bvu1r0i205o1_1280.png

.

1 – Pensamentos obsessivos

 

Pensar gasta energia, e todos nós sabemos disso. Ficar remoendo um problema cansa mais do que um dia inteiro de trabalho físico. Quem não tem domínio sobre seus pensamentos – mal comum ao homem ocidental, torna-se escravo da mente e acaba gastando a energia que poderia ser convertida em atitudes concretas, além de alimentar ainda mais os conflitos. Não basta estar atento ao volume de pensamentos, é preciso prestar atenção à qualidade deles. Pensamentos positivos, éticos e elevados podem recarregar as energias, enquanto o pessimismo consome energia e atrai mais negatividade para nossas vidas.

 

2 – Sentimentos tóxicos

 

Choques emocionais e raiva intensa também esgotam as energias, assim como ressentimentos e mágoas nutridos durante anos seguidos. Não é à toa que muitas pessoas ficam estagnadas. Isso acontece quando a energia que alimenta o prazer, o sucesso e a felicidade é gasta na manutenção de sentimentos negativos. Medo e culpa também gastam energia, e a ansiedade descompassa a vida. Por outro lado, os sentimentos positivos, como a amizade, o amor, a confiança, o desprendimento, a solidariedade, a auto-estima, a alegria e o bom-humor recarregam as energia e dão força para empreender nossos projetos e superar os obstáculos.

 

3 – Maus hábitos – Falta de cuidado com o corpo

 

Descanso, boa alimentação, hábitos saudáveis, exercícios físicos e o lazer são sempre colocados em segundo plano. A rotina corrida e a competitividade fazem com que haja negligência em relação a aspectos básicos para a manutenção da saúde energética.

 

4 – Fugir do presente

 

As energias são colocadas onde a atenção é focada. O homem tem a tendência de achar que no passado as coisas eram mais fáceis: “bons tempos aqueles!”, costumam dizer. Tanto os saudosistas, que se apegam às lembranças do passado, quanto aqueles que não conseguem esquecer os traumas, colocam suas energias no passado. Por outro lado, os sonhadores ou as pessoas que vivem esperando pelo futuro, depositando nele sua felicidade e realização, deixam pouca ou nenhuma energia no presente. E é apenas no presente que podemos construir nossas vidas.

 

5 – Falta de perdão

 

Perdoar significa soltar ressentimentos, mágoas e culpas. Libertar o que aconteceu e olhar para frente. Quanto mais perdoamos, menos bagagem interior carregamos, gastando menos energia ao alimentar as feridas do passado. Mais do que uma regra religiosa, o perdão é uma atitude inteligente daquele que busca viver bem e quer seus caminhos livres, abertos para a felicidade. Quem não sabe perdoar os outros e si mesmo, fica “energeticamente obeso”, carregando fardos passados.

 

 

 

6 – Mentira pessoal

 

Todos mentem ao longo da vida, mas para sustentar as mentiras muita energia é gasta. Somos educados para desempenhar papéis e não para sermos nós mesmos: a mocinha boazinha, o machão, a vítima, a mãe extremosa, o corajoso, o pai enérgico, o mártir e o intelectual. Quando somos nós mesmos, a vida flui e tudo acontece com pouquíssimo esforço.

 

7 – Viver a vida do outro

 

Ninguém vive só e, por meio dos relacionamentos interpessoais, evoluímos e nos realizamos, mas é preciso ter noção de limites e saber amadurecer também nossa individualidade. Esse equilíbrio nos resguarda energeticamente e nos recarrega. Quem cuida da vida do outro, sofrendo seus problemas e interferindo mais do que é recomendável, acaba não tendo energia para construir sua própria vida. O único prêmio, nesse caso, é a frustração.

 

8 – Bagunça e projetos inacabados

 

A bagunça afeta muito as pessoas, causando confusão mental e emocional. Um truque legal quando a vida anda confusa é arrumar a casa, os armários, gavetas, a bolsa e os documentos, além de fazer uma faxina no que está sujo. À medida em que ordenamos e limpamos os objetos, também colocamos em ordem nossa mente e coração. Pode não resolver o problema, mas dá alívio. Não terminar as tarefas é outro “escape” de energia. Todas as vezes que você vê, por exemplo, aquele trabalho que não concluiu, ele lhe “diz” inconscientemente: “você não me terminou! Você não me terminou!” Isso gasta uma energia tremenda. Ou você a termina ou livre-se dela e assuma que não vai concluir o trabalho. O importante é tomar uma atitude. O desenvolvimento do auto-conhecimento, da disciplina e da terminação farão com que você não invista em projetos que não serão concluídos e que apenas consumirão seu tempo e energia.

 

9 – Afastamento da natureza

 

A natureza, nossa maior fonte de alimento energético, também nos limpa das energias estáticas e desarmoniosas. O homem moderno, que habita e trabalha em locais muitas vezes doentios e desequilibrados, vê-se privado dessa fonte maravilhosa de energia. A competitividade, o individualismo e o estresse das grandes cidades agravam esse quadro e favorecem o vampirismo energético, onde todos sugam e são sugados em suas energias vitais.

 

10. Preguiça, negligência

 

E falta de objetivos na vida. Esse ítem não requer muitas explicações: negligência com a sua vida denota também negligência com seus dons e potenciais e, principalmente, com sua energia vital. Aquilo do que você não cuida, alguém vem e leva embora. O resultado: mais preguiça, moleza, sono.

 

11. Fanatismo

 

Passa um ventinho: “Ai meu Deus!Tem energia ruim aqui!” Alguém olha para você: “Oh! Céus, ela está morrendo de inveja de mim!” Enfim, tudo é espírito ruim, tudo é energia do mal, tudo é coisa do outro mundo. Essas pessoas fanáticas e sugestionáveis também adoram seguir “mestres e gurus” e depositar neles a responsabilidade por seu destino e felicidade. É fácil, fácil manipular gente assim e não só em termos de energia, mas também em relação à conta bancária!

 

12. Falta de aceitação

 

Pessoas revoltadas com a vida e consigo mesmas, que não aceitam suas vidas como elas são, que rejeitam e fazem pouco caso daquilo que têm. Esses indivíduos vivem em constante conflito e fora do seu eixo. E, por não valorizarem e não tomarem posse dos seus tesouros – porque todos nós temos dádivas – são facilmente ‘roubáveis’.

 

Texto de   Vera Caballero

 

 

Manifesto das Almas Livres

Imagem relacionada

A inquietude é mais do que apenas uma consequência de ansiedade. Estar inquieto tem a ver com um estado da alma. É querer ver o mundo, se libertar de padrões, aceitar diferenças e preferir a incerteza de uma vida solta do que a previsibilidade de uma vida comum.

Estude, cresça, aprenda, se apaixone, namore, trabalhe, case, seja bem sucedido, tenha filhos, compre um apartamento, ganhe dinheiro, gaste dinheiro, se mostre feliz – a todo momento.

Esse script soa bem familiar, não? Por favor, manifeste-se quem nunca se viu pressionado a cumprir essa sequência, muitas vezes até por pessoas que nem fazem parte do nosso círculo íntimo de amizades.

Pior pra gente. Alguém andou esquecendo que, feliz ou infelizmente, os que hoje têm seus 20 e muitos ou 30 e poucos anos, vivem o limbo das gerações.

Já não somos mais daquele grupo de pessoas que trabalhava única e exclusivamente para ganhar dinheiro, mas também ainda não somos da geração que finalmente valorizará mais o trabalho como paixão do que o ofício como obrigação.

Não somos mais parte da estrutura familiar na qual o pai vestia o papel de chefe e a mãe de dona de casa, mas também não chegamos ao ponto em que não tem problema nenhum se acontecer de optarmos por construir nossa vida sozinhos, donos de nosso próprio nariz, vida e apartamento.

Nossos pais não entendem que talvez aos 27 ou 32 anos, a gente queira mais um gato do que um filho, um iPhone 39 do que um namorado, uma manhã de domingo com pizza fria do que um almoço na casa dos sogros, uma viagem de quatro meses pela Ásia do que aquele emprego promissor em uma empresa chata qualquer.

wallpapers-for-iphone-tumblr-HD1

O problema é que a sociedade vem exigindo que a gente siga os padrões antigos, que cada vez se aplicam menos as nossas vidas. Ainda não da muito dinheiro largar tudo e ir estudar os musgos que habitam as pedras das praias paradisíacas da Indonésia, mas isso não impede que a gente o faça mesmo assim.

Acordamos, vendemos o carro comprado há quatro anos, fazemos um bazar com as roupas que não usamos, passamos oito meses comendo maçã e pão, e mendigando copos de cerveja dos amigos a fim de economizar cada centavo possível, e então… Largamos tudo.

Vamos atrás de nossos sonhos. Viajamos. Para a Bahia ou para o interior da Europa. Deixamos nosso emprego promissor e vamos viver de arte. Abrimos nossa própria loja de regadores de Bonsai. Carregamos nossa vida dentro de uma mala de rodinhas.

Nos apaixonamos pelo vizinho, pelo ator da novela das nove, uma música greco-italiana, um filme mudo dos anos 20. Nos encantamos diariamente pela vida e pelas oportunidades que ela nos oferece, mesmo que elas sejam por vezes ingrata.

Os conceitos de felicidade vêm mudando. E tudo bem as pessoas mais próximas a nós, principalmente os mais velhos, quererem que a gente siga o roteiro de sempre. Na cabeça deles, a fórmula da felicidade é a mesma de 20 anos atrás.

Por isso às vezes bate aquele medo de estar fazendo tudo errado, de desperdiçar oportunidades ou decepcionar pessoas.

Às vezes, a gente até queria acalmar a alma e aceitar uma vida quadrada. Se encaixar no molde. Da vontade de tentar, de se obrigar a se relacionar com aquela pessoa que é legal mas não faz teu estômago dar cambalhotas, de aceitar aquele emprego no último andar do arranha-céu no centro da cidade, de deixar para lá o romance do continente vizinho e aceitar a vida como ela é por aqui.

Só que uma mente que se expande nunca mais volta ao seu tamanho original, certo? Uma alma que se liberta do físico nunca mais se encaixa no mesmo corpo. E entre a saudade do que não foi vivido e a inquietude de uma alma livre… Bom, eu fico com a segunda opção.

 Texto de MARIAMARIAALICE