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“Quando Puder Contar Sua História Sem Chorar, Você Estará Curado”

Feridas emocionais podem levar mais tempo para cicatrizar do que feridas no corpo. Os danos causados ​​pelo desprezo, perda ou fracasso deixam cicatrizes profundas que não são fáceis de fechar. Às vezes, podemos pensar que a dor já faz parte do passado, mas quando temos que falar sobre ela passamos a descobrir que a ferida ainda nos controla.

O problema é que, se nos apressarmos, corremos o risco de causar mais danos ou até prejudicar as pessoas à nossa volta. Se ainda não superamos um relacionamento antigo e nos aventurarmos em outro, o mais provável é que arrastemos toda essa carga emocional negativa e sabotemos o novo relacionamento até que se desfaça.

Assim, é provável que acabemos colecionando uma série de fracassos e decepções, a ponto de pensar que existe um problema em nós, quando na verdade o que aconteceu é que nós não estávamos preparados para começar de novo. Para abrir um novo capítulo da nossa vida, precisamos fechar os antigos capítulos. Se olharmos continuamente para o passado, se o fantasma de ontem nos persegue, não podemos tirar proveito de todo o bem que o futuro nos reserva.

Como saber se estou pronto para começar de novo?

Às vezes, quando sofremos uma grande decepção ou desapontamento, a dor é tão forte que tudo o que queremos é seguir em frente. Isso pode nos fazer desconectar do nosso interior e buscar estímulos apressados que nos desviem a atenção do problema. Como resultado, podemos nos enganar e acreditar que a situação está resolvida assim.

O desejo de se sentir melhor e deixar para trás o passado pode nos impedir de perceber que ainda não estamos prontos para começar de novo e que precisamos de mais tempo. É por isso que nos apressamos a tomar decisões, não percebemos os sinais que indicam que ainda não superamos o que nos aconteceu.

No entanto, um dos sinais inconfundíveis de que as feridas emocionais foram fechadas é quando conseguimos contar essa história sem experimentar as emoções intensas que nos bloqueavam no início.

Se for uma perda importante, por exemplo, você saberá que a superou quando puder contar o que aconteceu sem chorar ou experimentar aquela tristeza dos primeiros tempos, quando em seu lugar existir apenas, nostalgia.

Quando se trata do fim de um casal, por exemplo, você saberá que virou a página quando, em vez de lembrar de todas as coisas negativas, poderá lembrar-se das coisas positivas que sente que fez.

Para saber que você se curou por dentro, você precisa sentir a paz interior novamente , para recuperar o equilíbrio mental que você perdeu. Reconecte-se com o seu interior sem sentir medo das emoções que experimentou e volte a se sentir confortável consigo mesmo.

Essas sensações não mentem, elas são um indicador confiável de que você recompôs os pedaços quebrados e está pronto para começar de novo, seja um novo relacionamento, um novo projeto de trabalho ou até mesmo uma nova vida em outro lugar.

Palavras como sinal de recuperação emocional

Não nos recuperamos da mesma forma depois de sofrer um colapso emocional. Há quem precise do seu espaço e não queira resolver o problema de imediato. De fato, quando se trata de feridas profundas, falar sobre o que aconteceu nos estágios iniciais pode ser praticamente impossível. Você pode sentir um nó na garganta que o impede de contar o que aconteceu. É normal.

De certa forma, essa relutância em falar sobre o evento traumático pode atuar como um mecanismo de defesa que nos protege para nos impedir de reviver a situação que está nos prejudicando. Neurocientistas da Universidade de Harvard descobriram como os traços dolorosos do trauma permanecem gravados em nosso cérebro.

Eles têm apreciado que quando as pessoas não superaram a situação traumática, falar sobre as causas ativa áreas emocionais do cérebro, tais como a amígdala e o córtex visual enquanto a área de linguagem, como a área de broca, desativa-se.

Processar o trauma implica transformá-lo em uma experiência narrativa que encontra um espaço em nossa história de vida. Isso significa que, mais cedo ou mais tarde, devemos falar sobre o que aconteceu, porque só então podemos processá-lo e retirá-lo de seu enorme impacto emocional.

Portanto, a possibilidade de falar sobre a situação que causou tanto dano é também um indicador de que estamos nos curando internamente.

Texto de Rincón de La Psicología, traduzido e adaptado por Portal Raízes

Dicas para fortalecer-se emocionalmente por Tereza Gurgel

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vida cotidiana é pontilhada de acontecimentos que fogem do nosso controle e vontade. Somos também influenciados diariamente pelas pessoas ao nosso redor e nos tornamos presas de nossas próprias emoções.Não é fácil aceitar a realidade, muitas vezes, dolorosa. Será que vivemos apenas no piloto automático, sem ter coragem para tomarmos o controle de nosso destino? Por que razão abrimos mão de nossa vida e deixamos que outros tomem o controle?

Na verdade, isto se deve ao fato de que é muito mais confortável para nós alimentarmos a preguiça. Mudar exige compromisso, muito empenho e o caminho para a melhora tem seus altos e baixos. Temos tanto com o que nos preocupar e fazer que não sobra tempo para o mais importante: cuidar de si.

Se você quer mudar sua vida, evitando emoções que podem minar a sua saúde, comece a aceitar alguns fatos:

  • É inevitável que as coisas não aconteçam exatamente como você quer; aliás, isto seria impossível, pois a nossa vontade pode, muitas vezes, contrariar a de outros! Comece a ver o quadro maior, saindo do vitimismo.
  • Você não pode voltar atrás, pois vivemos em uma dimensão em que o tempo não retrocede. Então, não há motivo para ficar imerso na recordação de tempos antigos. Se o passado existiu, é para que você aprenda as lições dele e siga em frente. Evite aquelas frases como: “No meu tempo…” O nosso tempo é o agora! Viva no presente, sempre alerta nesse instante precioso que passa.
  • Também evite se angustiar pelo futuro. Ele é fruto daquilo que você constrói hoje, com mais alguns imprevistos e mudanças que não dependem diretamente de você. Então, faça bem a sua parte.
  • Organize melhor seu tempo. As pessoas vivem dizendo que não têm tempo para nada, mas isto reflete a falta de coordenar melhor suas atividades diárias. Estar ocupado o tempo todo não significa necessariamente que você esteja produzindo mais! Você dedica tempo para fazer aquilo que gosta? Qual foi o último dia que você relaxou?

controle emocional

  • A vida, muitas vezes, pode ser brutal, injusta e dolorosa; reconheça seus sentimentos negativos. “Sim, estou com raiva por ter perdido aquele trabalho”, “Sim, estou triste porque perdi meu amor”, etc. Identifique seus sentimentos, não brigue com eles e, principalmente, não se abandone neles. Pense naquilo que você vai fazer a partir destes sentimentos, daqui por diante. “Ok, perdi aquele trabalho, fiquei com muita raiva, mas como posso arrumar outro, que seja o melhor para mim? Devo investir em um aprimoramento, fazer cursos?”, “Meu amor se foi, me sinto sem chão, mas a partir de agora tenho que cuidar com mais amor de mim mesma. Que tipo de pessoa quero atrair na minha vida?”. Pense se uma terapia, convencional e/ou complementar, não seria um bom caminho para se perceber melhor. Mas não se esqueça: terapia é esforço, terapeuta nenhum é mágico! Não delegue aos outros aquilo que é seu dever.
  • Não adianta querer ignorar a realidade. Muitas coisas não dão certo mesmo! Você se esforçou, procurou fazer tudo bem planejado, mas… Aprenda o seguinte: você pode mudar a maneira como reage frente a essas situações. Como? Aceitando que não funcionou, mas que existem outras maneiras de se fazer algo dar certo. O que você vai fazer daqui por diante? Sentar, se desesperar e se lamentar ou procurar outro rumo?

Buda já disse:

“A vida é sofrimento; a causa do sofrimento é o desejo; a cessação do sofrimento é se ver livre do desejo; o modo de fazê-lo é seguir o Nobre Caminho Óctuplo (entendimento correto, aspiração correta, linguagem correta, ação correta, meio de vida correto, esforço correto, atenção plena correta, concentração correta)”.

Deixo como reflexão final as palavras do político e escritor Walther Rathenau(1867 – 1922), que foi uma das primeiras vítimas nos primórdios do nazismo. Seu assassinato foi um sinal antecipado da instabilidade e dos horrores que viriam a seguir e que culminaram na Segunda Guerra Mundial:

“Mesmo as épocas de opressão são dignas de respeito, pois são a obra, não dos homens, mas da humanidade e, portanto, da natureza criadora, que pode ser dura, mas nunca é absurda. Se a época que vivemos é dura, temos o dever de amá-la ainda mais, de penetrá-la com o nosso amor, até que tenhamos afastado as enormes montanhas que dissimulam a luz que há para além delas.”

O que é Fibromialgia? Saiba Tudo Sobre Esta Doença!

 

Você já ouviu falar de fibromialgia? Trata-se de uma doença crônica, também conhecida por Síndrome de Joanina Dogninim, que origina dores pelo corpo inteiro, basicamente causando “pontos sensíveis”. A doença acomete especialmente as articulações e nos tendões. Os pontos sensíveis são locais específicos, que doem quando a pressão é colocada sobre eles. A doença é mais comum do que se imagina, sendo em torno de 2 milhões de casos por ano entre os brasileiros.

As idades afetadas constam a partir dos 3 anos, porém, a maior ocorrência se dá a partir dos 19 anos. A maioria das pessoas que possuem esta doença,  são as mulheres, sobretudo com idade entre 35 a 50 anos. No entanto, indivíduos portadores de diferentes doenças, por exemplo, a artrite reumatoide, lúpus e outras opções que envolvem a artrite ou possuem um parente próximo com fibromialgia podem ter mais chances do aparecimento dessa doença.

Infelizmente, muitas vezes a Síndrome de Joanina Dogninim é incompreendida, especialmente no começo, podendo a dor iniciar em apenas alguns locais e depois progredir. No entanto, assim que nota-se algo errado no corpo, a busca por orientação médica deve existir, especialmente visando que o tratamento seja efetuado o quanto antes.

1) Quais são as causas da fibromialgia?

Veja a reportagem sobre a fibromialgia no programa bem estar da globo (4:47)

Os médicos não sabem exatamente a causa a fibromialgia, mas indicam que envolve uma variedade de fatores trabalhando juntos. Estes podem ser:

  • Genética ou histórico familiar
  • Infecções por vírus ou doenças autoimunes
  • Físico ou trauma emocional – estresse pós-traumático pode estar relacionado a fibromialgia.

Em relação ao motivo da dor, os pesquisadores acreditam que a estimulação do nervo repetida vezes causa ao cérebro de pessoas com fibromialgia a mudar. Esta mudança envolve um aumento anormal em níveis de determinadas substâncias químicas no cérebro que sinaliza dor, neurotransmissores.

Além desse fator, os receptores correspondentes a dor do cérebro parecem desenvolver um tipo de memória da dor e se tornar mais sensível, o que remete ao fato de que podem tornar a reação aos sinais da dor ainda maior.

Outro fator importante, é que nos portadores da doença, notam-se níveis mais baixos de serotonina. Dessa maneira, acredita-se que desequilíbrios hormonais, como o estresse, possuem a capacidade de estarem relacionados com o surgimento da fibromialgia.

2) Quais são os sintomas?

A dor causada pela fibromialgia fica mais intensa quando se pressiona alguns pontos específicos do corpo. Os pontos estão localizados perto das articulações. Veja abaixo os pontos dolorosos da fibromialgia.

 

Além da dor, as pessoas com fibromialgia podem representar estes sintomas:

  • Confusão mental e perda de memória, chamado de “névoa fibro”
  • Problemas para dormir
  • Rigidez matinal
  • Dores de cabeça
  • Síndrome do intestino irritável
  • Dolorosos períodos menstruais
  • Dormência ou formigamento das mãos e pés
  • Síndrome das pernas inquietas
  • Sensibilidade à temperatura, a ruídos altos ou a luzes

3) Como diagnosticar?

A doença não resulta em deformidades físicas ou inflamações, por essa razão, pessoas com fibromialgia muitas vezes veem muitos médicos antes de ser diagnosticadas. Uma razão para isso pode ser que a dor e a fadiga que são os principais sintomas da fibromialgia, também são sinais de muitas outras doenças.

A fibromialgia não pode ser diagnosticada por um teste de laboratório, porém os testes podem ser feitos para descartar outras condições que podem ter sintomas semelhantes. Por essa razão, em alguns casos podem ser necessários exames laboratoriais ou de imagem.

Ao fazer um diagnóstico, deve-se levar em conta estes dois critérios:

  • Uma história de dor generalizada com duração superior a 3 meses – a dor tem de estar presente em ambos os lados do corpo bem como acima e abaixo da cintura.
  • Presença de pontos dolorosos – o corpo tem 18 lugares que são possíveis pontos sensíveis. Para o diagnóstico de fibromialgia, uma pessoa deve ter 11 ou mais pontos sensíveis. As localizações dos pontos sensíveis são o pescoço, tórax, cotovelos, joelhos, nuca, ombros, costas, nádegas e quadril.

4) Como tratar?

A doença não tem cura, porém, o tratamento pode ajudar com os sintomas. É importante encontrar um médico especializado ou que já tenha tido contato com pacientes que apresentaram fibromialgia, dessa maneira, você se sentirá mais confiante. Muitos médicos de família ou reumatologistas (médicos que tratam artrite e outras condições que afetam as articulações) podem tratar essa doença.

Além dessas opções, fisioterapeutas podem contribuir no fortalecimento muscular que muitas vezes é comprometido e o psicólogo pode colaborar com o tratamento dos distúrbios hormonais. Por essa razão, o tratamento geralmente requer uma equipe que pode incluir o seu médico, um fisioterapeuta e possivelmente, outros prestadores de saúde.

Casos graves de fibromialgia podem exigir um encaminhamento para uma clínica de dor, que nessa situação, auxilia a melhorar a qualidade de vida, já que viver com dor pode ser muito desconfortável e impor restrições em tarefas que antes pareciam simples.

Existem seguintes tratamentos:

4.1) Reduzir Estresse

Desenvolver um plano para evitar ou limitar o estresse emocional. Dar-se tempo a cada dia para relaxar. No entanto, não significa mudar a rotina completamente. As pessoas que param de trabalhar ou largam toda atividade tendem a fazer pior do que aquelas que permanecem ativas. Tentar técnicas de gerenciamento de estresse é importante, como exercícios de respiração profunda ou meditação.

4.2) Controle da dor

Além dos medicamentos prescritos pelo médico, um banho quente ou banhos minerais também pode aliviar dores musculares.

4.3) Melhora do sono

A quantidade certa de sono durante a noite pode ajudar a melhorar os indícios, a dor e fadiga.

4.4) Apoio psicológico

Viver com uma doença crônica pode ser difícil para você. Se você tem Síndrome de Joanina Dogninim, encontre um grupo de apoio. Sessões de aconselhamento com um conselheiro treinado poderá melhorar a sua compreensão de sua doença.

4.5) Prática de exercício

Embora a dor e fadiga possam tornar o exercício e atividades diárias difíceis, é crucial ser ativo. O exercício regular é um dos tratamentos mais eficazes para a fibromialgia. As pessoas que têm muita dor ou fadiga de fazer o exercício, devem apenas começar a mover-se mais e tornar-se mais ativo em atividades diárias de rotina. Em seguida, eles podem começar com uma caminhada ou outro exercício mais suave.

4.6) Mudanças no trabalho

A maioria das pessoas com fibromialgia continua a trabalhar, mas elas podem ter que fazer grandes mudanças para isso. Por exemplo, algumas pessoas reduzem o número de horas de trabalho, mudam para um emprego menos exigente ou se adaptam ao trabalho atual. Se você enfrenta obstáculos no trabalho, tais como uma cadeira desconfortável que deixa as costas doendo ou dificuldade de levantar caixas pesadas ou arquivos, o empregador pode fazer alterações que lhe permitirá manter o seu emprego.

4.7) Alongamento

O alongamento deve acompanhar os exercícios, porém, existe a opção de explorar ainda mais os exercícios voltados apenas para se alongar, pois é algo que contribui com a condição física, melhorando especialmente a flexibilidade.

4.8) Hábitos alimentares

Busque ter um estilo de vida mais saudável, além dos alimentos mais benéficos para a saúde, reduzir o consumo de café também pode ser positivo, especialmente para as pessoas que desejam reduzir a insônia.

4.9) Outros tratamentos

As terapias complementares podem ajudá-lo. Converse com seu médico antes de tentar qualquer tratamento alternativo. Esses incluem fisioterapia, massagem, acupuntura ou exercícios de relaxamento.

5) Quais são os pontos sensíveis que caracterizam a Fibromialgia?

Os pontos sensíveis da fibromialgia foram citados anteriormente. No entanto, está na hora de apresentá-los de maneira mais detalhada. É fundamental observar que são simétricos, ou seja, ocorrem dos dois lados do corpo.

As localizações dos pontos sensíveis são:

  • Laterais inferiores frontais do pescoço
  • Parte superior do tórax
  • Parte interna dos cotovelos
  • Logo acima da parte interna dos joelhos
  • Nuca
  • Alto dos ombros
  • Alto das costas (omoplatas)
  • Acima das nádegas
  • Quadris

Quando se trata de pontos sensíveis, é importante entender que a fibromialgia não é um transtorno consistente. Isso significa que a pessoa pode sentir dor intensa em algumas regiões num dia e em outras no dia seguinte. Felizmente, há dias em que o paciente pode nem sentir dor. Se ele consultar o médico em um dia em que esteja sentindo menos dor que o normal, o médico pode achar que ele não tem fibromialgia.

Por isso é vital monitorar os pontos sensíveis de dor (mantendo um diário, por exemplo) para garantir o diagnóstico apropriado. Dessa forma, seus relatos ao médico poderão ser mais verídicos e detalhados, para que possíveis doenças sejam descartadas e o tratamento mais adequado seja encontrado para a sua situação.

6) Tem cura?

Trata-se de uma doença crônica, com possibilidade de durar a vida inteira. Por essa razão, é fundamental buscar um tratamento adequado, que contribua com a amenização dos sintomas. É importante ressaltar que apesar de não ter cura, é possível melhorar a sua qualidade de vida mesmo possuindo a doença, tratando os sintomas de uma maneira notável.

7) Quais remédios geralmente são utilizados?

Claramente, para o consumo de remédios, é necessário obter a orientação adequada do seu médico, pois erros nas substâncias ou doses podem agravar a sua saúde. Por não ter cura, os remédios geralmente usados para a fibromialgia visam amenizar os sintomas, sendo assim, geralmente eles se enquadram nas seguintes opções:

  • Analgésicos: como uma das principais características da fibromialgia é a dor, os médicos podem recomendar o uso dos analgésicos, que contribuem com que a dor seja amenizada;
  • Antidepressivos: indicados por psiquiatras, os antidepressivos contribuem para a regularização dos níveis de serotonina que geralmente são baixos em pessoas com a doença;
  • Relaxantes musculares: quando a rigidez muscular está presente, o médico pode recomendar o uso de relaxantes musculares;

Outros remédios que podem ser receitados, como indutores do sono ou mais específicos como para regular a ansiedade. Por essa razão, é fundamental ter um acompanhamento médico para a fibromialgia, para que suas necessidades sejam atendidas corretamente.

8) Veja a seguir como a psicologia pode tratar os sintomas da Fibromialgia

Saiba Tudo Sobre a Fibromialgia

Muitas vezes os sintomas da fibromialgia podem ser também psicológicos e, por isso, é importante o acompanhamento por parte de profissionais especializados. A síndrome dolorosa fascial geralmente acompanha a fibromialgia, sendo então possível que se sinta dor nos pontos sensíveis (devido à fibromialgia) e nos pontos-gatilho (devido à síndrome dolorosa fascial).

Em 1990, o American College of Rheumatology resumiu os critérios para a classificação da fibromialgia. Definiram que há 18 pontos no corpo. Para ser diagnosticada como fibromiálgica a pessoa deve sentir dor – não simplesmente sensibilidade – em pelo menos 11 dos 18 pontos sensíveis quando estes forem pressionados.

8.1) Quais são os pontos sensíveis que caraicterizam a Fibromialgia?

Os pontos sensíveis da fibromialgia são simétricos; ocorrem dos dois lados do corpo. As localizações dos pontos sensíveis são:

  • Laterais inferiores frontais do pescoço
  • Parte superior do tórax
  • Parte interna dos cotovelos
  • Logo acima da parte interna dos joelhos
  • Nuca
  • Alto dos ombros
  • Alto das costas (omoplatas)
  • Acima das nádegas
  • Quadris

Quando se trata de pontos sensíveis, é importante entender que a fibromialgia não é um transtorno consistente. Isso significa que a pessoa pode sentir dor intensa em algumas regiões num dia e em outras no dia seguinte. Felizmente, há dias em que o paciente pode nem sentir dor. Se ele consultar o médico em um dia em que esteja sentindo menos dor que o normal, o médico pode achar que ele não tem fibromialgia. Por isso é vital monitorar os pontos sensíveis de dor (mantendo um diário, por exemplo) para garantir o diagnóstico apropriado.

8.2) Saiba como os psicólogos auxiliam os pacientes de Fibromialgia

Dor, especialmente a dor da fibromialgia, nem sempre é apenas física. Cerca de 30% dos fibromiálgicos sofrem de depressão, ansiedade ou alguma forma de transtorno de humor. Os pesquisadores ainda não definiram se é a fibromialgia que provoca esses estados ou vice-versa, mas o que ficou claro é que quando o estado mental sucumbe à dor física, esta fica mais forte. É por isso que o médico pode recomendar uma consulta a um psicólogo ou psiquiatra.

A fibromialgia é uma condição complicada. Seus sintomas são variados e geralmente causarão impacto à vida de modos que transcendem a dor física. Dor e fadiga por si só podem ser suficientes para alterar de modo negativo o estilo de vida, afetando assim o humor. Para controlar os sintomas, pode ser necessária uma abordagem multidisciplinar, incorporando medicação, fisioterapia e psicologia.

8.3) A terapia mental e emocional pode ser apenas uma parte do tratamento da fibromialgia

Qual a diferença entre depressão e ansiedade? As pessoas muitas vezes confundem depressão e ansiedade. É verdade que a pessoa pode ser deprimida e ansiosa, mas não se tratam de distúrbios sinônimos.

A depressão se caracteriza por uma tristeza extrema e crônica. Pode-se dizer que se alguém está deprimido após um dia particularmente ruim no trabalho, mas a verdadeira depressão é muito mais significativa.

As pessoas lidam com a depressão de modo próprio. Talvez chorem ou tenham acessos de ira. Podem passar a maioria dos dias na cama ou comer em excesso em reação à dor que sentem. Qualquer que seja o motivo, o importante é reconhecer a mudança no comportamento. Se a pessoa se flagrar pensando ”Eu não costumava me sentir assim. Minha vida era melhor.”, é hora de consultar o médico ou terapeuta.

Ansiedade, por outro lado, é conhecida por suas intensas sensações de pânico, medo e preocupação excessiva. Talvez você sinta que o coração disparou, na verdade de tal modo que pode confundir a ansiedade com um problema cardíaco.

8.4) A ligação com a fibromialgia

Para ajudar a entender como a fibromialgia se relaciona à depressão e à ansiedade, assim como para ver as diferenças entre os dois transtornos, compare alguns dos sintomas na tabela abaixo.

Observação: os símbolos indicam os sintomas mais associados com o transtorno (isto é, pode-se ter menos sono que o normal se a pessoa tiver depressão, mas é mais comum dormir mais que o usual).

Saiba Tudo Sobre a Fibromialgia

9) Como encontrar um profissional de saúde mental?

Há vários tipos de profissionais, dentre eles psicólogos e psiquiatras, treinados para diagnosticar e tratar qualquer perturbação mental ou emocional que a pessoa esteja experimentando. O médico pode ajudar na escolha daquele que mais pode auxiliar. Os psicólogos são profissionais formados para tratar problemas mentais e emocionais, que usam diversas terapias (por exemplo, a cognitiva comportamental). Os psiquiatras são formados em medicina e podem receitar medicações que auxiliem na depressão e/ou ansiedade.

A dor física da fibromialgia é debilitante. Quando seu impacto é adicionado ao estado mental e emocional, a qualidade de vida da pessoa pode ser gravemente afetada.

Reconhecer que a dor não é só física pode ser difícil e consultar um profissional de saúde mental pode ser assustador, mas fazer isso pode diminuir as dores da fibromialgia. Mesmo que a pessoa não necessite de medicação, a consulta a um profissional de saúde mental é extremamente benéfica. A possibilidade de falar abertamente sobre a experiência com a fibromialgia pode ser terapêutica por si só.Se você tiver fibromialgia e perceber uma mudança em sua perspectiva de vida, não hesite em procurar auxílio psicológico. O principal objetivo á ajudá-lo a se sentir melhor consigo mesmo e resgatar uma vida plena e feliz.

10) Existem complicações da fibromialgia?

As complicações sérias da doença podem surgir por meio de um tratamento inadequado e com a severidade de seus sintomas. Pessoas que não ficam ativas, por exemplo, tendem a piorar e a ficarem mais expostas ao estresse, sofrendo uma sobrecarga emocional, o que naturalmente, pode agravar o bem-estar psicológico e refletir na saúde do organismo.

11) Quais são as opções de tratamentos naturais?

É possível se cuidar buscando opções naturais de relaxamento e que ajudem a amenizar os sintomas. Não se esqueça de sempre buscar orientações médicas, para que o problema não seja agravado. Confira a seguir algumas das opções que podem ser benéficas:

Chás e sucos

Recomendados para complementar o tratamento da fibromialgia, são capazes de contribuir com um melhor sono, alívio das dores e relaxamento. As seguintes opções podem ser utilizadas para a preparação dessas bebidas:

  • Erva de São João;
  • Ginseng indiano;
  • Couve;
  • Gengibre;
  • Cravo da índia.

Para quem busca outras opções de tratamento além dos remédios, buscar por orientações sobre acupuntura, hidroterapia, massagens e até mesmo pilates como formas complementares de tratamento, é de extrema importância e pode acabar sendo benéfico para o bem-estar do paciente.

12) Aplicativo ProFibro

O ProFibro é um aplicativo criado pela fisioterapeuta Susan Lee King Yuan, que busca contribuir com o autocuidado das pessoas que sofrem de fibromialgia. A ferramenta possui uma grande capacidade de influenciar positivamente o tratamento da doença, que pode causar um desconforto enorme na vida das pessoas. Veja a seguir alguns dos principais recursos do ProFibro:

  • Diário: escreva o que tem passado, realizado, sua evolução, objetivos, obstáculos, esse é um local seu;
  • Progresso: como está sendo o progresso? Com o ProFibro você exerce um maior controle sobre ele;
  • Exercício Físico: o aplicativo possui dicas de exercícios que você pode realizar, com dicas, como a posição e duração do exercício;
  • Sono: problemas para dormir, como a insônia, podem surgir em pacientes que enfrentam a fibromialgia e no ProFibro, você encontra estratégias para experimentar, que podem melhorar o seu sono;
  • Família: naturalmente, qualquer doença que alguém enfrente, pode acabar influenciando no dia a dia de seus familiares e por meio deste aplicativo, é possível aprender a lidar com a fibromialgia com seus familiares. Afinal, você não precisa passar por isso sozinho e ter suporte é muito importante para um bom tratamento;
  • Sintomas: é onde você pode colocar o que vem sentindo, por exemplo, a intensidade de cada um deles e os outros sintomas que estão sendo presentes no seu convívio com a doença.

Segundo as informações que constam na página do aplicativo no PlayStore, ele foi desenvolvido com base na experiência clínica e evidências científicas disponíveis na literatura. Ele foi testado em um ensaio clínico com 40 participantes voluntários e após seis semanas, os usuários do ProFibro apresentaram redução na gravidade dos sintomas.

Ainda mais, no próprio aplicativo é possível organizar suas atividades diárias, encontrar mais informações sobre a doença e seu tratamento. Lembrando que é apenas uma opção para complementar o tratamento recomendado pelo médico, por isso que o indicado é deixar seu médico ciente desta opção, caso opte por baixar e utilizar o aplicativo de forma frequente.

Fontes:

http://www.nytimes.com/health/guides/disease/fibromyalgia/overview.html

http://www.emedicinehealth.com/fibromyalgia/article_em.htm

http://www.medicinenet.com/script/main/art.asp?articlekey=8930

“O que REALMENTE significa ter ansiedade”

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“O que realmente significa ter ansiedade?

Vai além de simplesmente se preocupar. Ansiedade significa noites em claro, conforme você suspira e vira de um lado para o outro. É o seu cérebro nunca sendo capaz de desligar. É a confusão de pensamentos que você pensa antes da hora de dormir e todos os seus piores medos se tornam realidade em sonhos e pesadelos. 

É acordar cansada mesmo que o dia só tenha começado.

Ansiedade é aprender como funcionar em privação de sono porque você só conseguiu fechar os olhos às duas da manhã.
É toda mensagem que você pensa ‘como fazer isso da forma correta?’. É duas ou três mensagens que você manda caso tenha feito algo errado. Ansiedade é responder mensagens de forma embaraçosamente rápida.

Ansiedade é o tempo que você gasta esperando uma resposta enquanto um cenário se monta na sua cabeça, questionando o que a outra pessoa está pensando ou se ela está brava.

Ansiedade é a mensagem não respondida que te mata por dentro, mesmo que você diga a si mesma ‘talvez ele esteja ocupado ou irá responder depois’.

Ansiedade é a voz crítica que diz ‘talvez ele esteja só te ignorando mesmo’. É você acreditar em cada cenário negativo que você cria.

Ansiedade é esperar. Parece que você está sempre esperando.

É o conjunto de conclusões inexatas que sua mente cria, e você não tem outra escolha a não ser aceita-las.

Ansiedade é se desculpar por coisas que nem precisam ser desculpadas.

Ansiedade é duvidar de si mesma e falta de autoconfiança.

Ansiedade é ser superatenta sobre tudo e todos. Você consegue dizer se alguém mudou de humor apenas pelo tom de voz da pessoa.

Ansiedade é arruinar relacionamentos antes mesmo deles começarem. Ela te diz ‘você está enganada; ele não gosta de você e vai te deixar’. E você acredita.

Ansiedade é um estado constante de preocupação, pânico e viver no limite. É viver com medos irracionais.

É pensar demais, é se importar demais. Porque a raiz das pessoas ansiosas é se importar.

É ter mãos suadas e coração acelerado. Mas por fora, ninguém percebe. Você aparenta estar calma e sorridente, mas por dentro é o contrário.

Ansiedade é a arte da decepção por parte de pessoas que não te conhecem. E das pessoas que te conhecem, é ouvir constantemente ‘não se preocupe’, ‘você está pensando demais’, ‘relaxe’. É sobre seus amigos ouvirem suas conclusões e não entenderem como você chegou nelas.

Ansiedade é querer consertar algo que nem problema é.

É o amontoado de perguntas que te fazem duvidar de si mesma. É voltar atrás para checar novamente.

Ansiedade é o desconforto de uma festa por pensar que todo mundo está te observando e você não é bem-vinda lá.

Ansiedade é tentar compensar e agradar demais outras pessoas.

Ansiedade é estar sempre no horário porque o pensamento de chegar atrasada te deixa em pânico.

Ansiedade é o medo de fracassar e a busca incansável por perfeição. E então se punir quando você falha.

É sempre precisar de um roteiro e de um plano.

Ansiedade é a voz dentro da sua cabeça que diz ‘você vai falhar’.

É tentar suprir as expectativas dos outros mesmo que isso esteja te matando. Ansiedade é aceitar mais do que você consegue lidar para que você se distraia e não pense demais em outros assuntos.

Ansiedade é procrastinar, porque você está paralisada pelo medo de fracassar.

É o gatilho que te faz ter um ataque de pânico.

 

É estar quebrada na sua privacidade e chorar de preocupação quando ninguém mais está vendo.

É aquela voz crítica dizendo ‘você estragou tudo’ ou ‘você deveria mesmo se sentir um lixo agora’.

Mas mais que qualquer coisa, ansiedade é se importar. É nunca querer machucar alguém. É nunca querer fazer algo errado. Mais que tudo, é o desejo de simplesmente ser aceita e querida. Então você acaba tentando demais às vezes.
E quando você encontra amigos que entendem isso, eles te ajudam a superar juntos. Você percebe que essa pode ser uma batalha que você enfrente todos os dias, mas é uma que não precisa ser enfrentada sozinha.

Fonte- https://www.sabervivermais.com

 

 

A origem do natal e o significado da comemoração.

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O Natal é uma data em que comemoramos o nascimento de Jesus Cristo. Na antiguidade, o Natal era comemorado em várias datas diferentes, pois não se sabia com exatidão a data do nascimento de Jesus. Foi somente no século IV que o 25 de dezembro foi estabelecido como data oficial de comemoração. Na Roma Antiga, o 25 de dezembro era a data em que os romanos comemoravam o início do inverno. Portanto, acredita-se que haja uma relação deste fato com a oficialização da comemoração do Natal.

As antigas comemorações de Natal costumavam durar até 12 dias, pois este foi o tempo que levou para os três reis Magos chegarem até a cidade de Belém e entregarem os presentes (ouro, mirra e incenso) ao menino Jesus. Atualmente, as pessoas costumam montar as árvores e outras decorações natalinas no começo de dezembro e desmontá-las até 12 dias após o Natal.

Do ponto de vista cronológico, o Natal é uma data de grande importância para o Ocidente, pois marca o ano 1 da nossa História.

A Árvore de Natal e o Presépio

Em quase todos os países do mundo, as pessoas montam árvores de Natal para decorar casas e outros ambientes. Em conjunto com as decorações natalinas, as árvores proporcionam um clima especial neste período.

Acredita-se que esta tradição começou em 1530, na Alemanha, com Martinho Lutero. Certa noite, enquanto caminhava pela floresta, Lutero ficou impressionado com a beleza dos pinheiros cobertos de neve. As estrelas do céu ajudaram a compor a imagem que Lutero reproduziu com galhos de árvore em sua casa. Além das estrelas, algodão e outros enfeites, ele utilizou velas acesas para mostrar aos seus familiares a bela cena que havia presenciado na floresta.

Esta tradição foi trazida para o continente americano por alguns alemães, que vieram morar na América durante o período colonial. No Brasil, país de maioria cristã, as árvores de Natal estão presentes em diversos lugares, pois, além de decorar, simbolizam alegria, paz e esperança.

O presépio também representa uma importante decoração natalina. Ele mostra o cenário do nascimento de Jesus, ou seja, uma manjedoura, os animais, os reis Magos e os pais do menino. Esta tradição de montar presépios teve início com São Francisco de Assis, no século XIII. As músicas de Natal também fazem parte desta linda festa.

O Papai Noel: origem e tradição

Estudiosos afirmam que a figura do bom velhinho foi inspirada num bispo chamado Nicolau, que nasceu na Turquia em 280 d. C. O bispo, homem de bom coração, costumava ajudar as pessoas pobres, deixando saquinhos com moedas próximas às chaminés das casas.

Foi transformado em santo (São Nicolau) pela Igreja Católica, após várias pessoas relatarem milagres atribuídos a ele.

A associação da imagem de São Nicolau ao Natal aconteceu na Alemanha e espalhou-se pelo mundo em pouco tempo. Nos Estados Unidos, ganhou o nome de Santa Claus, no Brasil de Papai Noel e em Portugal de Pai Natal.

A roupa do Papai Noel

Até o final do século XIX, o Papai Noel era representado com uma roupa de inverno na cor marrom ou verde escura. Em 1886, o cartunista alemão Thomas Nast criou uma nova imagem para o bom velhinho. A roupa nas cores vermelha e branca, com cinto preto, criada por Nast foi apresentada na revista Harper’s Weeklys neste mesmo ano.

Em 1931, uma campanha publicitária da Coca-Cola mostrou o Papai Noel com o mesmo figurino criado por Nast, que também eram as cores do refrigerante. A campanha publicitária fez um grande sucesso, ajudando a espalhar a nova imagem do Papai Noel pelo mundo.

Curiosidade: o nome do Papai Noel em outros países

– Alemanha (Weihnachtsmann, O “Homem do Natal”), Argentina, Espanha, Colômbia, Paraguai e Uruguai (Papá Noel), Chile (Viejito Pascuero), Dinamarca (Julemanden), França (Père Noël), Itália (Babbo Natale), México (Santa Claus), Holanda (Kerstman, “Homem do Natal), POrtugal (Pai Natal), Inglaterra (Father Christmas), Suécia (Jultomte), Estados Unidos (Santa Claus), Rússia (Ded Moroz). Fonte: Web

Fraternalmente \o/

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A Arte de Envelhecer – Liane Alves

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O passar dos anos pode trazer perdas e limitações, mas também prazeres inesperados e uma sensação de liberdade enorme. Saiba como lidar com isso e, assim, aproveitar a vida em qualquer idade

Eleonor Camargo vai se casar no próximo domingo e há quatro semanas parte de sua atenção está voltada para o vestido de noiva (musseline de seda champanhe?), o buquê (rosas vermelhas?) e as músicas (Canon, de Pachelbel, no final da cerimônia?). Já seu noivo está às voltas com o aluguel de mesas e cadeiras para o jardim.

Foi nesse período feliz, mas tenso, que um dia Eleonor se olhou no espelho e pensou que o seu rosto não seria assim para sempre. Pensou no seu envelhecimento e como seria viver junto com o seu companheiro quando fossem velhinhos. Refletiu… Eles gostavam da presença um do outro, da energia que trocavam no toque, das conversas que tinham. A noiva lembrou-se do que escreveu o psicanalista e educador Rubem Alves: “case-se com alguém com quem goste de conversar.” Portanto, com o tempo, o que era essencial nesse relacionamento não iria se alterar.

Não, Eleonor não é uma jovem noiva. Ela tem 57 anos, e o noivo, Antonio, 63. Estão realizados, inteiros, e evidentemente felizes. Mais uma vez na vida, apostaram na felicidade, mas agora sem muitas expectativas.

Viram? Há vida depois dos 60, 70, 80…

Eleonor e Antonio souberam compensar o seu envelhecer com entusiasmo, esperança, sensibilidade, criatividade. Fiquei surpresa com a quantidade de boas qualidades que eles conseguiram colocar no lugar das benesses de ser belo e jovem. Por isso, começo esse artigo com esse casamento, uma cerimônia feliz que a gente associa apenas à juventude e à beleza. Vê-los maduros e plenos de contentamento é uma ode à vida, e ao envelhecer com sabedoria. Eles mostram como é possível aceitar o envelhecimento, inevitável, com consciência, serenidade e alegria. Os dois descobriram muitos presentes escondidos na maturidade, que certamente só chegam depois do enfrentamento de limites, sofrimentos e obstáculos. Envelhecer pode ser um pouco mais difícil para o corpo, é verdade, mas para a alma pode fazer um bem incrível. O casal é a prova disso.

Enfrentando a crise

A antropóloga carioca Mirian Goldenberg começou o seu livro A Bela Velhice (Record) com o mesmo desafio que enfrento agora: mostrar que a harmonia, a alegria e o bem-estar podem estar presentes com muita intensidade no processo do envelhecimento. Numa sociedade que estimula o contrário disso, e que dá valor apenas ao que é jovem e belo, esse pode ser um desafio e tanto. “Quero compreender se há algum caminho para chegar à última fase da vida de uma maneira mais digna, plena e mais feliz. Meu objetivo é descobrir os passos necessários para construir minha própria bela velhice”, diz ela. Para isso, assegura Mirian, é preciso dar sentido maior e mais profundo para a vida. Casar, ter filhos e conquistar sucesso na carreira deixam de ter tanta importância. Ser jovem e bonito também. Começa a acontecer um processo de dar um novo significado para a existência.

O psiquiatra austríaco Victor Frankel, em seus mais de 30 livros, ajuda na compreensão desse processo. Ele dizia que o desejo de dar um novo significado para a vida pode começar com uma sensação difusa de um “vazio existencial” – um sentimento de inutilidade e falta de sentido da própria vida. Podemos dizer que esse é o começo da crise do envelhecimento. A verdade é que o sucesso em várias áreas da vida é muito difícil, e que muitas vezes o que a sociedade diz que nos traria mais felicidade não traz.

Também podemos perceber que o não cumprimento das metas impostas pela sociedade pode gerar uma sensação de fracasso. Escreveu Frankel: “Não procurem mais o sucesso. Quanto mais você o procurar e o transformar em um alvo, mais vai errar”. Que alívio, não precisamos mais “ter de” nada. Podemos ser mais livres, autênticos, procurar o que realmente gostamos de fazer, o que dá tesão na vida. E uma das qualidades para se sentir feliz, de acordo com ele, é sentir-se livre do que é imposto, do que nos ensinaram que traria felicidade, mas que nunca trouxe. Que maravilha.

E qual seria o primeiro passo para sentir isso? Diante da crise, não a torne pesada demais. Ao analisar o comportamento dos sobreviventes dos campos de concentração nazistas, por exemplo, Frankel descobriu que os que estavam em melhores condições físicas e psicológicas eram justamente aqueles que tinham mais bom humor e leveza – e que isso era perfeitamente possível até em situações insuportáveis e adversas como aquela. Portanto, aceitar o envelhecer com certa dose de humor é muito sábio, e faz muito bem para a alma.

Envelhecendo, eu?

Se você olha no espelho e vê a sua imagem, certamente não afirma que seja a de um velho. É possível até que, com uma certa sorte genética e cuidados básicos, você possa aparentar dez ou 15 anos a menos. Sorte sua.

Mas não dá para se enganar. A curva da sua estrutura biológica cai inevitavelmente depois de atingir seu ápice aos 25 anos, e o seu corpo começa sua lenta volta para a terra. A boa-nova é que, cada vez mais, o envelhecer deixa de ser traduzido por decrepitude, fragilidade e doença. As pessoas estão se cuidando mais e mais cedo, os recursos para compensar o processo natural do envelhecimento se multiplicaram por mil, e os exemplos de gente mais velha e ativa aumentaram com uma velocidade espantosa. “É um erro acreditar que velhice seja um sinônimo de doença. A maior parte das pessoas na faixa dos 60 anos ou até 70 está bem”, diz a designer e empresária Deana Guimarães, criadora de um portal que oferece uma gama de produtos para a terceira idade. Ela mesma, já com 60, é um exemplo disso. “A gente sabe que o contorno do rosto não é o mesmo, e que a energia não mais se assemelha à dos 20 anos”, reconhece. “Mas não me sinto ‘idosa’ em nenhum grupo de que participo, e nem sou tratada assim. Sei que estou envelhecendo, mas não me sinto velha”, conta.

E vamos ser sinceros: o processo do envelhecimento não começa nem aos 40 e nem aos 50. Com 20 anos, você vai à balada, dorme quatro horas e aguenta superbem o pique no dia seguinte. Já na faixa dos 30, a história é outra. Com 40, então, nem pensar. Três dias de alta madrugada contínuos já são suficientes para matar. Quem é velho, então? Os chineses fazem uma classificação interessante da velhice: os jovens velhos ficam numa faixa bem elástica, dos 45 anos, aproximadamente, até aos 80. A partir disso são considerados velhos maduros.

E o comportamento nessa faixa muito elástica de jovens velhos muda com rapidez. Os homens e mulheres maduros de hoje não têm as mesmas reações e atitudes dos jovens velhos de 30 anos atrás, por exemplo. Deana Guimarães afirma, por exemplo, que a solidão não é mais a principal queixa dos idosos que frequentam seu site. “Eles estão procurando grupos de pessoas com os mesmos interesses, se socializando. Também procuram se cuidar mais, se prevenir, e ter uma melhor qualidade no último trecho da vida”, diz ela. E existe uma crescente demanda para que se abram cada vez mais grupos de apoio e organizações especializadas nos interesses de quem tem mais de 60, faixa que já responde por 15% do povo brasileiro.

A pressão social

Se você tem mais de 30, biologicamente já começou seu processo de envelhecimento. “E quem te diz primeiro que você envelheceu são as pessoas, não é o espelho. Primeiro começam a te chamar de ‘senhora’, depois de ‘tia’… Até que, um dia, te cedem o lugar no ônibus”, diz a administradora de empresas Maria Costa Fernandes.

Isto é, o envelhecer é também um fenômeno social, e não apenas algo que acontece no seu mundo interno. “Se você pudesse envelhecer sozinha e em paz, sem ninguém te apontar a ruga ou o sobrepeso, seria mais fácil. Mas não é assim”, diz Maria Costa. Em outras palavras, as pessoas podem se dar conta disso antes de você. “A saída é aceitar, perceber que algo mudou, mas que nem por isso o mundo acabou”, diz ela.

Segundo a antropóloga Mirian Goldenberg, as reações perante o envelhecer podem mudar de acordo com o meio social e também segundo a cultura de um país. No livro Coroas: Corpo, Envelhecimento, Casamento e Infidelidade (Record), ela toca num ponto importante desse processo. Por meio de dezenas de entrevistas, ela notou, por exemplo, que as alemãs estavam menos obcecadas com sua estética corporal do que as brasileiras. Envelheciam mais tranquilamente, sem querer cancelar sua idade, embora namorassem ou tivessem um companheiro.

Em resumo: lutamos desesperadamente para não envelhecer, pois se admira com muita intensidade a ideia de perfeição de um corpo jovem e bonito. “Por isso tenho investido em revelar aspectos positivos e belos da velhice, sem deixar de discutir os aspectos negativos”, diz a antropóloga. E uma das coisas que nos libertará da corrida frenética rumo ao rejuvenescimento a qualquer custo é nos lembrar que somos mais do que um corpo.

Na abertura do livro Memórias de um Envelhescente (Regência), escrito pela médica Judith Nogueira, o geriatra Franklin Santana Santos, que assina a apresentação da obra, revela o outro lado da história. “Envelhecer é uma experiência psíquica e espiritual profunda de enriquecimento da personalidade, do espírito”, escreve. “Ser velho é estar na vanguarda do processo evolutivo, pensando aqui do ponto de vista material estritamente darwiniano, ou em uma perspectiva mais transcendental, na qual ser velho é o crème de la crème”. Já a autora Judith Nogueira reflete sobre o processo de envelhecer, e aproveita a expressão envelhescente para definir quem atravessa essa fase com características hormonais e psicológicas próprias, tal como a adolescência. “Aos 40 anos não somos totalmente velhos, mas caminhamos para tal. Assim como a adolescência é o vestibular para a idade adulta, os 40 anos o são para a velhice; como se representassem a admissão para a segunda metade da vida”, diz a médica.

Então, que tal fazer um meio termo disso tudo? Nem obcecado demais com o envelhecimento do corpo e com o desejo de estar sempre jovem, nem relaxado e displicente demais com o próprio envelhecimento. Em quase tudo, o caminho do meio dá certo.

Numa palestra para o ted, o médico cirurgião cardíaco (e celebridade) Mehmet Oz dá cinco pontos básicos que ajudam a conservar a saúde física durante o envelhecer: monitoração da pressão arterial, controle do estresse (mediante meditação, ioga ou tai-chi, por exemplo), corte de cigarro e toxinas, 30 minutos de exercícios diários e uma dieta saudável que seja também gostosa. Não é nada tão difícil assim e, segundo ele, esses poucos itens são capazes de manter uma vida saudável por muitos e muito anos.

Entre quatro paredes

Uma peça célebre, Huis Clos, ou Entre Quatro Paredes, escrita pelo filósofo francês Jean-Paul Sartre, traz a discussão de um grupo de personagens sobre os limites e obstáculos da vida num cenário claustrofóbico. Aos poucos, percebe-se que eles estão mortos e no inferno.

Se o envelhecer for centrado na preocupação com o corpo e com as exigências individualistas do ego, as paredes irão se fechar e se estreitar cada vez mais, pois as perdas e limites serão bem mais evidentes. O envelhecimento se transformará num inferno. Mas essa não é, claro, a única alternativa. O envelhecer implica uma troca de códigos, valores, referências e metas. É preciso se reinventar completamente, substituir e compensar. Se a ênfase foi colocada na direção do autoconhecimento e da doação, seguindo os passos do espírito, as paredes automaticamente se abrirão, trazendo mais paz interior, amor e oxigênio para sua existência. O envelhecer poderá se tornar, dessa maneira, um delicioso paraíso.

O psicanalista suíço Carl Gustav Jung dizia que durante metade da vida você se volta para fora, para o ter (uma carreira, um casamento, uma família, um negócio, uma casa…). E que, na outra metade, o processo começa a se inverter: você se volta para o ser, para o universo interior, para a espiritualidade. É a fase ideal para compartilhar o que aprendeu na sua existência com quem é mais jovem. Porém, para que isso de fato aconteça, é necessário soltar-se e se divertir com as possibilidades que a vida lhe apresenta. Exatamente como faria uma criança.

Organiza o Natal – Carlos Drummond de Andrade

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Alguém observou que cada vez mais o ano se compõe de 10 meses; imperfeitamente embora, o resto é Natal. É possível que, com o tempo, essa divisão se inverta: 10 meses de Natal e 2 meses de ano vulgarmente dito. E não parece absurdo imaginar que, pelo desenvolvimento da linha, e pela melhoria do homem, o ano inteiro se converta em Natal, abolindo-se a era civil, com suas obrigações enfadonhas ou malignas. Será bom.

Então nos amaremos e nos desejaremos felicidades ininterruptamente, de manhã à noite, de uma rua a outra, de continente a continente, de cortina de ferro à cortina de nylon — sem cortinas. Governo e oposição, neutros, super e subdesenvolvidos, marcianos, bichos, plantas entrarão em regime de fraternidade. Os objetos se impregnarão de espírito natalino, e veremos o desenho animado, reino da crueldade, transposto para o reino do amor: a máquina de lavar roupa abraçada ao flamboyant, núpcias da flauta e do ovo, a betoneira com o sagüi ou com o vestido de baile. E o supra-realismo, justificado espiritualmente, será uma chave para o mundo.

Completado o ciclo histórico, os bens serão repartidos por si mesmos entre nossos irmãos, isto é, com todos os viventes e elementos da terra, água, ar e alma. Não haverá mais cartas de cobrança, de descompostura nem de suicídio. O correio só transportará correspondência gentil, de preferência postais de Chagall, em que noivos e burrinhos circulam na atmosfera, pastando flores; toda pintura, inclusive o borrão, estará a serviço do entendimento afetuoso. A crítica de arte se dissolverá jovialmente, a menos que prefira tomar a forma de um sininho cristalino, a badalar sem erudição nem pretensão, celebrando o Advento.

A poesia escrita se identificará com o perfume das moitas antes do amanhecer, despojando-se do uso do som. Para que livros? perguntará um anjo e, sorrindo, mostrará a terra impressa com as tintas do sol e das galáxias, aberta à maneira de um livro.
A música permanecerá a mesma, tal qual Palestrina e Mozart a deixaram; equívocos e divertimentos musicais serão arquivados, sem humilhação para ninguém.
Com economia para os povos desaparecerão suavemente classes armadas e semi-armadas, repartições arrecadadoras, polícia e fiscais de toda espécie. Uma palavra será descoberta no dicionário: paz.

O trabalho deixará de ser imposição para constituir o sentido natural da vida, sob a jurisdição desses incansáveis trabalhadores, que são os lírios do campo. Salário de cada um: a alegria que tiver merecido. Nem juntas de conciliação nem tribunais de justiça, pois tudo estará conciliado na ordem do amor.
Todo mundo se rirá do dinheiro e das arcas que o guardavam, e que passarão a depósito de doces, para visitas. Haverá dois jardins para cada habitante, um exterior, outro interior, comunicando-se por um atalho invisível.

A morte não será procurada nem esquivada, e o homem compreenderá a existência da noite, como já compreendera a da manhã.
O mundo será administrado exclusivamente pelas crianças, e elas farão o que bem entenderem das restantes instituições caducas, a Universidade inclusive.
E será Natal para sempre.


Ah! Seria ótimo se os sonhos do poeta se transformassem em realidade.

Texto extraído do livro “Cadeira de Balanço”, Livraria José Olympio Editora – Rio de Janeiro, 1972, pág. 52.

Conheça o autor e sua obra visitando “Biografias“.

O que são Hormônios?

 

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Hormônios são substâncias produzidas pelas glândulas endócrinas que atuam dentro da corrente sanguínea. O sangue transporta esses hormônios para atuarem em áreas específicas do organismo. Os hormônios são governados por atividades cerebrais e regulam o crescimento, o desenvolvimento, controlam as funções de muitos tecidos, auxiliam as funções reprodutivas e regulam o metabolismo. O termo “hormônio” tem origem grega e significa “pôr em movimento”.

Os hormônios sexuais iniciam sua secreção por volta dos 10 anos de idade. O declínio desses hormônios é inversamente proporcional ao envelhecimento, ou seja, quanto mais velho o indivíduo fica, menos hormônios sexuais ele vai produzir naturalmente. Esse processo pode chegar até o desaparecimento total da produção desses hormônios a exemplo dos homens, no caso da mulher, no período conhecido como menopausa, o corpo cessa a produção de tais hormônios. Além disso, durante a vida, as pessoas podem apresentar patologias congênitas ou adquiridas, disfunções ou desequilíbrios hormonais que necessitam de um tratamento específico..

A Medicina oferece tratamento para esses tipos de situações. O tratamento é conhecido como Terapia de Reposição Hormonal. Conheça aqui
um pouco mais sobre esse tratamento clicando no próximo tópico da sessão

Os implantes podem ser colocados em qualquer parte do corpo, preferencialmente na região glútea. O procedimento de implantação dura menos de dez minutos, é indolor – já que é feito com anestesia local – e não apresenta restrições. Após a implantação, o hormônio é liberado gradativamente na corrente sanguínea, de maneira segura e com dosagem personalizada, por um período de seis meses a um ano.
Não aos efeitos colaterais
Os Implantes Hormonais de testosterona e estradiol são bioidênticos, o que significa que são iguais aos hormônios produzidos pelo próprio organismo, no que diz respeito à estrutura molecular. Desenvolvidos a partir de amostras orgânicas extraídas da urina de homens e mulheres jovens, causam efeitos colaterais consideravelmente menores do que os desconfortos gerados pelos hormônios sintéticos – obtidos em “laboratório” e geralmente utilizados nos tratamentos convencionais.
Inovação, praticidade e segurança

Entre os principais motivos que fazem com que os Implantes Hormonais sejam extremamente bem aceitos pelos pacientes, estão:
• Eficácia: os resultados alcançados por meio do método são surpreendentes;
• Praticidade: o paciente só precisa se preocupar com a troca do implante no intervalo de seis meses, ou um ano;
• Segurança: o método elimina a possibilidade do esquecimento
• Controle: garantia de que a dosagem correta será distribuída ao organismo.
• Bem-estar: a inexistência de efeitos colaterais típicos dos outros métodos de tratamentos em TRH.

Tipos de Reposição.

Estradiol:
A reposição hormonal com implantes de estradiol deve ser iniciada com base nos níveis sanguíneos do hormônio obtidos na fase proliferativa do ciclo menstrual.
Nas pacientes que se encontram na menopausa, a dosagem deve ser feita alguns dias depois de suspenso qualquer tipo de reposição hormonal que esteja em uso pela paciente.

Testosterona:
A associação do estradiol com testosterona se faz habitualmente com base nos níveis sanguíneos de testosterona total. O número de cápsulas varia de acordo com a necessidade de cada paciente.

Gestrinona:
A gestrinona é um 19-nor esteróide, anti-estrogênico e anti-progesterona. O composto tem efeito anabolizante e hemostático, sendo por isso usado no tratamento de anemia. Patologias estrogênio-dependentes respondem bem a gestrinona e podem ser utilizadas em tratamentos de endometriose, miomas e mastopatias. É indicada também para TPM, baixa de libido, adenomiose, hipertrofia uterina, perda de massa muscular e da massa óssea, revertendo, quando associada ao estrogênio a osteopenia.
Sob a forma de implantes, a gestrinona oferece a vantagem de não passar pelo fígado na primeira passagem e ser liberada lentamente ao longo de um ano, inibindo a ovulação e a menstruação por um ano, portanto, funciona como anticoncepcional.

Fonte – http://www.elsimarcoutinho.com/implantes-hormonais/o-que-sao-hormonios/

Eu sei, mas não devia – de Marina Colasanti

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“Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. 

Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. 

A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.”

Marina Colasanti

Saúde mental – Rubem Alves

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Fui convidado a fazer uma preleção sobre saúde mental. Os que me convidaram supuseram que eu, na qualidade de psicanalista, deveria ser um especialista no assunto. E eu também pensei. Tanto que aceitei. Mas foi só parar para pensar para me arrepender. Percebi que nada sabia. Eu me explico.

Comecei o meu pensamento fazendo uma lista das pessoas que, do meu ponto de vista, tiveram uma vida mental rica e excitante, pessoas cujos livros e obras são alimento para a minha alma. Nietzsche, Fernando Pessoa, Van Gogh, Wittgenstein, Cecília Meireles, Maiakovski. E logo me assustei. Nietzsche ficou louco. Fernando Pessoa era dado à bebida. Van Gogh matou-se. Wittgenstein alegrou-se ao saber que iria morrer em breve: não suportava mais viver com tanta angústia. Cecília Meireles sofria de uma suave depressão crônica. Maiakoviski suicidou-se.

Essas eram pessoas lúcidas e profundas que continuarão a ser pão para os vivos muito depois de nós termos sido completamente esquecidos. Mas será que tinham saúde mental? Saúde mental, essa condição em que as idéias comportam-se bem, sempre iguais, previsíveis, sem surpresas, obedientes ao comando do dever, todas as coisas nos seus lugares, como soldados em ordem unida, jamais permitindo que o corpo falte ao trabalho, ou que faça algo inesperado; nem é preciso dar uma volta ao mundo num barco a vela, bastar fazer o que fez a Shirley Valentine (se ainda não viu, veja o filme) ou ter um amor proibido ou, mais perigoso que tudo isso, a coragem de pensar o que nunca pensou.

Pensar é uma coisa muito perigosa… Não, saúde mental elas não tinham. Eram lúcidas demais para isso. Elas sabiam que o mundo é controlado pelos loucos e idosos de gravata. Sendo donos do poder, os loucos passam a ser os protótipos da saúde mental. Claro que nenhum dos nomes que citei sobreviveria aos testes psicológicos a que teria de se submeter se fosse pedir emprego numa empresa. Por outro lado, nunca ouvi falar de político que tivesse estresse ou depressão. Andam sempre fortes em passarelas pelas ruas da cidade, distribuindo sorrisos e certezas.

Sinto que meus pensamentos podem parecer pensamentos de louco e por isso apresso-me aos devidos esclarecimentos. Nós somos muito parecidos com computadores. O funcionamento dos computadores, como todo mundo sabe, requer a interação de duas partes. Uma delas chama-se hardware, literalmente “equipamento duro”, e a outra denomina-se software, “equipamento macio”. O hardware é constituído por todas as coisas sólidas com que o aparelho é feito.

O software é constituído por entidades “espirituais” – símbolos que formam os programas e são gravados nos disquetes.

Nós também temos um hardware e um software. O hardware são os nervos do cérebro, os neurônios, tudo aquilo que compõe o sistema nervoso. O software é constituído por uma série de programas que ficam gravados na memória. Do mesmo jeito como nos computadores, o que fica na memória são símbolos, entidades levíssimas, dir-se-ia mesmo “espirituais”, sendo que o programa mais importante é a linguagem.

Um computador pode enlouquecer por defeitos no hardware ou por defeitos no software. Nós também. Quando o nosso hardware fica louco há que se chamar psiquiatras e neurologistas, que virão com suas poções químicas e bisturis consertar o que se estragou. Quando o problema está no software, entretanto, poções e bisturis não funcionam. Não se conserta um programa com chave de fenda. Porque o software é feito de símbolos, somente símbolos podem entrar dentro dele.

Assim, para se lidar com o software há que se fazer uso dos símbolos. Por isso, quem trata das perturbações do software humano nunca se vale de recursos físicos para tal. Suas ferramentas são palavras, e eles podem ser poetas, humoristas, palhaços, escritores, gurus, amigos e até mesmo psicanalistas.

Acontece, entretanto, que esse computador que é o corpo humano tem uma peculiaridade que o diferencia dos outros: o seu hardware, o corpo, é sensível às coisas que o seu software produz. Pois não é isso que acontece conosco? Ouvimos uma música e choramos. Lemos os poemas eróticos de Drummond e o corpo fica excitado. Imagine um aparelho de som. Imagine que o toca-discos e os acessórios, o hardware, tenham a capacidade de ouvir a música que ele toca e se comover. Imagine mais, que a beleza é tão grande que o hardware não a comporta e se arrebenta de emoção! Pois foi isso que aconteceu com aquelas pessoas que citei no princípio: a música que saía de seu software era tão bonita que seu hardware não suportou.

Dados esses pressupostos teóricos, estamos agora em condições de oferecer uma receita que garantirá, àqueles que a seguirem à risca, saúde mental até o fim dos seus dias. Opte por um software modesto. Evite as coisas belas e comoventes. A beleza é perigosa para o hardware. Cuidado com a música. Brahms e Mahler são especialmente contra-indicados. Já o rock pode ser tomado à vontade.

Quanto às leituras, evite aquelas que fazem pensar. Há uma vasta literatura especializada em impedir o pensamento. Se há livros do doutor Lair Ribeiro, por que se arriscar a ler Saramago? Os jornais têm o mesmo efeito. Devem ser lidos diariamente. Como eles publicam diariamente sempre a mesma coisa com nomes e caras diferentes, fica garantido que o nosso software pensará sempre coisas iguais. E, aos domingos, não se esqueça do Silvio Santos e do Gugu Liberato.

Seguindo essa receita você terá uma vida tranqüila, embora banal. Mas como você cultivou a insensibilidade, você não perceberá o quão banal ela é. E, em vez de ter o fim que tiveram as pessoas que mencionei, você se aposentará para, então, realizar os seus sonhos. Infelizmente, entretanto, quando chegar tal momento, você já terá se esquecido de como eles eram .

Rubem Alves

Previna-se : Câncer de Mama.

Z77

Se toque, menina! É hora de combater o câncer de mama!

o mais a gente se conhecer, mais armas teremos para buscar ajuda”, explica Paula Vilela Gherpelli, médica ginecologista. Paula participou de um vídeo, a pedido da eduK, para nos ensinar como fazer o autoexame das mamas. Ela ressalta a importância de estarmos sempre de olho nas mamas e de procurar ajuda tão logo se perceba algo diferente. “Essa pode ser a diferença entre a vida e a morte”, diz.

Neste mês de outubro, é comemorado o movimento Outubro Rosa. O Inca, Instituto Nacional de Câncer, explica, em seu site: o movimento conhecido como Outubro Rosa nasceu nos Estados Unidos, na década de 1990, para estimular a participação da população no controle do câncer de mama. A data é celebrada anualmente com o objetivo de compartilhar informações sobre o câncer de mama e promover a conscientização sobre a importância da detecção precoce da doença.

E o Inca recomenda:

Estima-se que 30% dos casos de câncer de mama possam ser evitados quando são adotadas práticas saudáveis como:

  • Praticar atividade física;

  • Alimentar-se de forma saudável;

  • Manter o peso corporal adequado;

  • Evitar o consumo de bebidas alcoólicas;

  • Amamentar

Vídeo: #OutubroRosa na eduK contra o câncer de mama

Passo a passo do autoexame

Passo 1: em frente a um espelho, coloque as mãos na cintura e observe o formato, tamanho e contorno das suas mamas. Veja se existem pregas, depressões ou alterações na pele.

Passo 2: agora, coloque as mãos para o alto e fique alerta aos mesmos sinais, veja se aparecem alterações significativas.

Passo 3: coloque uma mão atrás da nuca e com a ponta dos dedos da outra mão, percorra toda a área da mama em movimentos circulares, de fora pra dentro. Procure por nódulos ou qualquer sinal diferente. Uma dica: no chuveiro, com as mamas e axilas ensaboadas, as mãos escorregam mais facilmente, ajudando no auto-exame.

Passo 4: pressione suavemente os mamilos e veja se saem secreções.

Passo 5: as axilas também fazem parte do tecido mamário e devem ser examinadas com movimentos circulares, iguais aos feitos nas mamas.

O autoexame deve ser feito uma vez por mês, depois do período menstrual. Dessa forma, você vai conseguir detectar qualquer alteração bem no início. Se achar algo diferente, procure seu médico, ok?

Não dê bobeira para o câncer de mama! Se toque!

Fonte-https://www.eduk.com.b

Não perca sua identidade

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Ainda que possa tentar a ideia de que, agindo de outra maneira, a pessoa que lhe interessa possa gostar de você também, tudo que você irá conseguir será passageiro caso precise deixar de ser você.

 

Não perca sua identidade, não se boicote. Não deixe de ser você mesmo para que alguém o ame mais. Se fizer isso, de forma inevitável, estará se sabotando.

Quando gostamos de uma pessoa e queremos conhecê-la mais profundamente, desejamos causa-lhe uma boa impressão. Isto, às vezes, nos leva a não agir com naturalidade.

Porém, com esta atitude você mente para si mesmo e também para a pessoa por quem se interessou. A encherá de expectativas com mentiras, acreditará que algumas coisas em você a atraem, mas na realidade essas coisas são falsas…

Não deixe de ser você mesmo ou terminará em um falso amor.

 

A magia de todo começo

 

Os inícios das relações são mágicos. Tudo parece fluir de uma maneira mística, sem esforço. Porém, com o tempo isso se desvanece. De repente, é preciso se esforçar em aspectos nos quais não era preciso fazer antes.

Talvez tenha chegado a este momento porque se transformou no ideal da outra pessoa. Quis afirmar as expectativas que ela tinha em relação a você. Isto, cedo ou tarde, tinha que acabar.

Não só você se apaixona por alguém que espera que se adapte aos seus padrões, como também você mesmo tenta apaixonar à outra pessoa se transformando no que ela deseja.

E onde ficou a sua autenticidade? O que aconteceu com o seu “eu”? Tentou camuflar tudo o possível para mergulhar em um amor falso.

Todas essas conexões que criou com a outra pessoa eram falsas. Seu medo de não gostar de você, de que seus defeitos a espantassem, fez com que você agisse diferente do que você é.

Essa magia do começo logo irá embora, simplesmente porque sua forma de começar a relação não foi a mais sincera e nem justa.

A importância de ser assertivo

 

Desde um primeiro momento, com a pessoa que gostamos, é imprescindível manifestar nossos gostos, nossos interesses e mostrar o nosso verdadeiro caráter.

Não temos porque esconder o que nos desagrada, porque com o tempo desejaremos fazê-lo e nosso parceiro ficará confuso a respeito e dirá: eu não sabia!

Pensemos em um breve exemplo: imagine que a pessoa com a qual você está, fuma. Ela faz isso desde sempre e você nunca expressou sua desconformidade quanto a ela fazer isso no carro ou em casa.

Mas, um dia você se incomoda muito. Se irrita, grita perguntando se ela não percebe que você não gosta desse hábito. Sua resposta, sem dúvidas, será: eu não pensei que isso te incomodasse, afinal, você nunca se queixou.

Poderíamos dar muito mais exemplos similares que não farão mais do que comprovar o quanto somos pouco assertivos.

Não nos damos conta de que, em nosso afã por gostar, nos enganamos.

 

Os problemas que surgem quando começa a ser você mesmo

 

Tudo vai bem, sem problemas, até que você começa a ser você mesmo. Porque a máscara que colocou não pode ser sustentada por muito tempo.

É então quando surgem os conflitos. A conexão que há entre você e seu parceiro é alterada. Agora está sendo assertivo, mas já é tarde.

Há partes de nosso parceiro que começam a nos incomodar, mas o mesmo acontece com ele. Começamos a reclamar de coisas que antes não nos incomodavam ou é isso que parecia.

Discussões, irritações e conflitos que não os levam a nenhum entendimento se fazem presentes e não têm mais volta.

Tudo isso te desgasta. Você crê que já não ama mais o outro, que o amor se desgastou. Porém, não se dá conta de que tudo isso é fruto de um falso amor que ambos criaram.

Não deixe de ser você, ainda que se sinta tentado. É difícil ser consciente de como estamos agindo no início, mas devemos fazer um esforço para não terminarmos frustrados, doídos e decepcionados.

Não tenha medo de ser autêntico. Quem se apaixonar por você deve fazê-lo pelo seu verdadeiro eu, não pelo modelo que adotou para gostar de você.

Se não pode ser quem é do lado da pessoa que ama no começo, não vale a pena mantê-la ao seu lado.

Não deixe de ser você mesmo e terá o relacionamento que sempre quis.

 

 

 

Fonte indicada: Melhor com Saúde

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