Arquivo | abril 2009

A LUMINOSIDADE DOS QUARENTA…

 

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Quem está na minha faixa etária sabe da delícia de ser mulher aos quarenta anos. Posso assegurar que hoje me sinto melhor do que quando eu tinha trinta, vinte e cinco…Nós, mulheres de quarenta, somos lindas porque a nossa beleza é especial.
Temos no rosto a marca das emoções vividas pelo anos que nos trouxeram sabedoria e maturidade o que nos enche de graça e formosura.

Somos de uma beleza plena, elegante, única.
E se cuidamos do nosso corpo, ai não tem pra ninguém! Tudo fica mais gostoso. A alma da mulher de quarenta é também muito mais bonita. Tem leveza, equilíbrio, serenidade. E transparece no olhar, nos gestos brandos e na forma de encarar a vida.
Somos claras e objetivas quando defendemos nossos pontos de vista e opiniões contrárias muitas vezes não nos fazem a menor diferença. Falamos o que pensamos, seja por palavras meias-palavras ou apenas com o silêncio. E temos sensibilidade para entender gestos, intenções e pretenções.
Somos mulheres sexualmente bem resolvidas e sabemos exatamente o que queremos. Não precisamos fingir prazer, quando não gostamos reclamamos mesmo. Somos mais decididas e mais exigentes também. Até os garotos ( os espertos) nos desejam e quando saímos na rua ainda causamos suspiros e admiração. Temos também os sentidos mais aguçados, o contato de pele nos causa arrepios, o perfume é sentido até nas lembranças e nossa visão torna-se mais ampla aonde chegamos a perceber até os mínimos detalhes.

Sim, nós somos mais românticas, mas não é qualquer um que nos ganha não. Porque sabemos quando é amor ou apenas paixão e separamos esses sentimentos com a sabedoria de quem separa o joio do trigo. Também temos nossas técnicas de sedução. O beijo, por exemplo, sabemos beijar como ninguém. Nossa cruzada pernas leva qualquer marmanjo a loucura. O nosso jeito de andar é diferente das outras mulheres, cada passo é dado como segurança e graciosidade, numa elegância discreta e sensual. Quando queremos conquistar…coitado dos homens… aahhh… Não tem menininha que seja páreo para nossa técnicas infalíveis de loba sedutora que nos transformamos.

Quando sorrimos, é de um modo especial, entre parênteses, como se tivéssemos escondendo nossa verdadeira intenção, deixando uma dúvida sobre o motivo real do nosso sorriso, o que nos deixa misteriosa e muito mais sensual. Sexo para gente tem que ter qualidade, e vamos direto ao ponto. Somos muito criativas também, inventamos mil coisas para apimentar a relação e uma noite de amor com uma mulher de quarenta é sempre marcante, nunca mais será esquecida, sempre deixará aquele gostinho de quero mais.

Gostamos de nos cuidar, não só do corpo, mas também do espírito. Não podemos nos dar ao luxo de tomar sol, é verdade, mas o tão necessário chapéu nos deixa mais charmosas ainda. Nós mulheres de quarenta somos muito vaidosas, não saímos sem protetor solar, não dormimos de maquiagem e também controlamos nosso peso. Praticamos esporte e suamos na malhação. Ficamos linda de vestido comportado e somos sexy de cabelo preso. Se estamos em forma, usamos biquíni de lacinho sem parecer ridícula, se estamos cheinha sabemos valorizar o que temos de belo, mostrando o decote numa túnica elegante que nos faz parecer uma deusa da praia arrancando suspiros dos pobres mortais. É…não subestime uma mulher de quarenta, você não vai saber nunca do que ela é capaz.

Nos mulheres de quarenta  ainda batemos um bolão!
Que maravilha ter quarenta anos!

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Fonte:Vila Mulher por  Maria do Sol

 

DIVULGAÇÃO CULTURAL

Recomendo  o livro:

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Recomendo o filme: 

 

EU MORO NA FILOSOFIA…

O que é filosofia?

” É uma das perguntas mais formuladas na atualidade. A primeira resposta que vem à mente para explicar a intensidade e freqüência com que essa pergunta é colocada é a seguinte: se estamos em tempos de crise em campos tão diferentes quanto a ciência, a política, a arte e a religião, a filosofia nos faz uma nova proposta, não de nos livrar da crise, mas de compreendê- la. Ela se apresenta como uma promessa de lucidez no meio de toda a confusão que nos cerca.Mas de onde vem a lucidez prometida?

O que a filosofia nos oferece é o próprio sentido do pensamento como capacidade humana que pode nos mostrar outras dimensões da vida, nos oferecer novas visões sobre o que existe.Mas isso porque, em vez de nos prometer respostas, a filosofia nos ensina a perguntar. A filosofia investiga o sentido das múltiplas experiências, vivências e modificações de nossa época.Com isso, ela pode ajudar a entender, com a urgência que conhecemos, as ansiedades coletivas e nossas próprias angústias.

Perguntar para quê?

A pergunta pela essência (“o que é?”) se acompanha de outra: qual a função da filosofia nos dias de hoje? Ou seja, qual a função prática de algo que nos acostumamos a ver como apenas teórico?

A filosofia pode ser, acima de tudo, um lugar de exercício do imenso desejo de saber sobre a vida, sobre nós mesmos, sobre tudo o que experimentamos. O sentido das coisas é um problema que enfrentamos em nosso dia-a-dia mais comum. Mas o sentido não está pronto e acabado, ele precisa ser construído. O pensamento é a atividade de construção do sentido e, além disso, pensar também é um prazer muito específico.

O exercício da dúvida

Há uma curiosidade aqui de início, pois “o que é filosofia?” é uma pergunta que também pode ser uma resposta. Pois a filosofia é um processo de perguntar sobre todas as coisas – e que se inicia, desde os gregos, logo indagando sobre ela mesma. Perguntar sobre o que é filosofia é o primeiro passo para a descoberta essencial da própria filosofia: pois aquele que pergunta também é capaz de elaborar uma resposta. E assim é possível entender como funciona o pensamento filosófico.

Já entramos na filosofia quando perguntamos “o que é filosofia?”. A melhor imagem para ilustrar esse caminho é a do labirinto. Claro que podemos ir embora rapidinho, assustados, cansados, chateados com uma questão que pode nos soar banal. Ou até pensando que esse labirinto vai dar muito trabalho e que podemos não encontrar mais a saída. Podemos também circular e continuar abrindo portas, encontrando caminhos. É certo que, ao entrar nele, a cada possibilidade ficaremos em dúvida sobre que caminho seguir. Direita, esquerda, em frente, um passo atrás? O processo de pensamento a que chamamos filosofia é, sobretudo, um exercício constante de dúvida. E toda dúvida exercita-se pela pergunta que se desdobra em muitas outras e para as quais não há uma única resposta.

 

Fonte:Vida Simples

REVOLUÇÃO DOS CRAVOS

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Mulher grávida participa da comemoração do 35º aniversário da Revolução dos Cravos, em Lisboa, neste sábado (25). Em 1974, a revolução levou ao fim a ditadura então encabeçada por Marcelo Caetano.

(Foto: Reuters)

 

Portugueses saíram às ruas neste sábado para relembrar o 35º aniversário da Revolução dos Cravos. Também conhecida como “25 de Abril” ou “Dia da Liberdade” em Portugal, o acontecimento foi uma revolta liderada em 25 de abril de 1974 por oficiais intermediários, em grande parte capitães que tinham participado da guerra colonial na África, contra a ditadura iniciada em 1926 por Antônio de Oliveira Salazar e encabeçada, a partir de 1968, por Marcelo Caetano.

Os militares revoltosos destítuiram sem grande resistência o governo, dando início a uma transição para a democracia. Por isso denomina-se “Dia da Liberdade” o feriado de 25 de abril em Portugal. A associação com os cravos se deve ao fato de que essas flores foram distribuídas aos soldados durante o golpe. Os militares as colocaram nos canos de suas espingardas, criando um símbolo para a revolução.

Vava a Portugal!

FONTE-G1

 

Amor e amadurecimento!

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Não foi à toa que Adélia Prado disse que “erótica é a alma”. Enganam-se aqueles que pensam que erótico é o corpo. O corpo só é erótico pelos mundos que andam nele. A erótica não caminha segundo as direções da carne. Ela vive nos interstícios das palavras. Não existe amor que resista a um corpo vazio de fantasias. Um corpo vazio de fantasias é um instrumento mudo, do qual não sai melodia alguma. Por isso, Nietzsche disse que só existe uma pergunta a ser feita quando se pretende casar: “continuarei a ter prazer em conversar com esta pessoa daqui a 30 anos?”

Rubem Alves

Sem química não dá!

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Como a gente ouve falar de tesão, hoje em dia!
Sabe aquela sensação gostosa de frio na espinha, aquela vontade que quase não dá para segurar quando se está agarradinha com seu parceiro, que mexe com todo o corpo e começa a dar sinais de que o que se quer mesmo é nos entregar as delicias do sexo? Pois é, isso é tesão.
O tesão provoca grandes mudanças no corpo, independente do estímulo, que pode variar de uma Simples cena de sexo (num filme, novela), ao fato de tocar a pessoa desejada. A excitação, o tesão todo, faz com que algumas alterações se caracterizem nessa hora, como, a cor da pele, que se torna ruborizada (corada), a temperatura do corpo aumenta, as batidas do coração e a respiração aumentam, e a lubrificação vaginal e a ereção começam a acontecer.
E todo esse movimento de mudanças ocorre, devido a uma série de fatores, que não são explicados somente por motivos emocionais, e sim por um conjunto, que engloba um turbilhão químico hormonal, que foi alertado, e passa a agir pelo corpo.
O tesão é uma sensação que acontece no cérebro por meio do estímulo de áreas erógenas que podem incluir todos os cinco sentidos.
A mulher pode ser estimulada pela audição, por exemplo, se o homem lhe disser coisas que a excitem. Dependendo da fase em que a mulher se encontra, ela exala um odor que atrai o homem. É a época em que a mulher está mais predisposta a ter relações sexuais, e estamos nos referindo ao período, em torno do décimo quarto dia do ciclo menstrual, quando está ocorrendo a ovulação, chamado de período fértil.
O tesão feminino é diferente do tesão masculino. O tesão na mulher costuma durar mais tempo, enquanto que no homem geralmente se extingue após a ejaculação (responsável pelo cansaço físico que abate o homem depois do sexo).
Às vezes, acontece de a necessidade biológica de transar pode se tornar prioridade e o sentimento podem ser deixados em segundo lugar.
É possível querer ficar com alguém só porque essa pessoa é atraente, e o sexo é bom. Mas a vida não é feita só de sexo, e os ser humano busca mais de seus relacionamentos, é por isso, que depois de algum tempo, a pessoa percebe que o tesão não é o bastante para manter duas pessoas unidas.
Você sabia, que a mulher sente mais tesão à noite, e o homem pela manha?
É isso mesmo, na mulher isso não ocorre devido a influências de hormônios, e sim pelo fato do anoitecer mesmo, que traz para a mulher mais facilidade para fantasias, ter sonhos romântico ou eróticos. E também, quando estão no seu período fértil, ou seja, pelo décimo quarto dia após o ciclo menstrual, exatamente quando ocorre a ovulação. Nesse período, a mulher exala um odor, que atrai o homem.
No homem, a questão é hormonal mesmo, isto é, pela manhã, os níveis de testosterona são sempre mais altos, e isso leva os homens sentirem mais tesão pela manhã, mais do que o anoitecer. Mas estamos falando aqui de picos, onde o tesão pode ser maio, e isso não significa que em outros horários do dia, não haja tesão, e que fora destes, ambos, homens e mulheres não respondam satisfatoriamente na atuação sexual.
Na mitologia grega, o tesão, ou a falta deste, pode ser explicado pela Deusa Afrodite.
Afrodite, a deusa grega do amor, tem individualidade e gosta de si mesma. Quando a mulher apresenta dificuldade em sentir tesão, ela mostra o pior lado da deusa que usa essa individualidade para fazer da relação algo superficial e carnal.
Por outro lado, quando o lado “Afrodite” da mulher está equilibrado, ela tira do homem o melhor que ele tem, e isso a leva a ter uma vida sexual feliz.
 

Baseado no texto de  Adriana Sommer
Psicóloga

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Grandes e pequenas mulheres…

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Há mulheres de todos os gêneros. Histéricas, batalhadoras, frescas, profissionais, chatas, inteligentes, gostosas, parasitas, sensacionais. Mulheres de origens diversas, de idades várias, mulheres de posses ou de grana curta. Mulheres de tudo quanto é jeito. Mas se eu fosse homem prestaria atenção apenas num quesito: se a mulher é do tipo que puxa pra cima ou se é do tipo que empurra pra baixo. Dizem que por trás de todo grande homem existe uma grande mulher. Meia-verdade. Ele pode ser grande estando sozinho também. Mas com uma mulher xarope ele não vai chegar a lugar algum. Mulher que puxa pra cima é mulher que aposta nas decisões do cara, que não fica telefonando pro escritório toda hora, que tem a profissão dela, que o apóia quando ele diz que vai pedir demissão por questões éticas e que confia que vai dar tudo certo. Mulher que empurra pra baixo é a que põe minhoca na cabeça dele sobre os seus colegas, a que tem acessos de carência bem na hora que ele tem que entrar numa reunião, a que não avaliza nenhuma mudança que ele propõe, a que quer manter tudo como está. Mulher que puxa pra cima é a que dá uns toques na hora de ele se vestir, a que não perturba com questões menores, a que incentiva o marido a procurar os amigos, a que separa matérias de revista que possam interessá-lo, a que indica livros, a que faz amor com vontade. Mulher que empurra pra baixo é a que reclama do salário dele, a que não acredita que ele tenha taco pra assumir uma promoção, a que acha que viajar é despesa e não investimento, a que tem ciúmes da secretária. Mulher que puxa pra cima é a que dá conselhos e não palpite, a que acompanha nas festas e nas roubadas, a que tem bom humor. Mulher que empurra pra baixo é a que debocha dos defeitos dele em rodinhas de amigos e que não acredita que ele vá mais longe do que já foi. Se por trás de todo grande homem existe uma grande mulher, então vale o inverso também: por trás de um pequeno homem talvez exista uma mulherzinha de nada.

Martha Medeiros

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Rubem Alves: “Aprendi pela minha recusa em aprender”

O escritor lembra os seus anos de escola e revela qual foi seu professor mais marcante.

Acho que foi Mark Twain que disse: “Nunca permiti que a escola interferisse na minha educação…” Fiquei a pensar: o que foi que a escola me ensinou? – pergunta que é diferente de uma outra, “o que aprendi na escola?”.

Aprendi muito na escola “a despeito dela”: ela foi apenas o espaço onde encontrei professores que me ensinaram a pensar. Aprendi pela minha recusa em aprender. Já ao fim da sua vida, Brunno Betelheim, falando de sua experiência com a escola, declarou: “Na escola os professores tentavam ensinar aquilo que eles queriam ensinar mas eu não queria aprender. Por isso não aprendi…”

Lembro-me bem do jovem professor de literatura – disciplina pela qual eu nutria uma grande ogeriza. Ele nunca ensinou análise sintática, nem pediu que fizéssemos “fichamentos”e nem fazia chamada. Éramos livres para deixar a sala, se quiséssemos. Mas ninguém deixava… Ninguém queria perder o prazer de vê-lo encarnar as grandes obras da literatura.

Foi assim que a escola me ajudou: forçando-me a pensar ao contrário dos meus próprios pensamentos…

Fonte-http://www.erasmobraga.com.br/artigos/como-a-educacao-mudou-minha-vida-04-05-2011-07-45-22    

 “O nascimento do pensamento é igual ao nascimento de uma criança: tudo começa com um ato de amor. Uma semente há de ser depositada no ventre vazio. E a semente do pensamento é o sonho. Por isso os educadores, antes de serem especialistas em ferramentas do saber, deveriam ser especialistas em amor: intérpretes de sonhos.”

(Rubem Alves)


 


Site do Rubens Alves:http://www.rubemalves.com.br/