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Uma carta da senhora Depressão / By Carolina Santos

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Pois é. Aqui estamos.
Uma data comum. Um dia comum. Porém, uma pessoa incomum.
Deixe-me apresentar: Meu nome é Depressão.

Estou ciente do quanto as pessoas de diversos lugares do mundo devem me odiar. Algumas até aceitam a minha presença e se conformam com o fato de que terão que me carregar nas costas pelo resto da vida, mas outras ainda sofrem. Elas tentam me despistar. Tentam me enganar. Tentam me matar. Mas eu que venço, na maioria das vezes.

Talvez você me considere um vilão, mas deixe-me explicar os reais motivos pelos quais eu vivo com você e em milhares de pessoas espalhadas pelo resto do mundo. Sei que lhe causo enormes problemas e que atrapalho sua vida em todos os aspectos. Quer saber o que eu faço com você?
1. Te deixo imensamente triste por meses e meses…
2. Implanto em sua mente pensamentos suicidas. Eu te engano direitinho, e você acredita que para resolver seus problemas basta morrer.
3. Acabo com a sua autoestima.
4. Faço você perder o prazer por tudo aquilo que ama.
5. Faço você se isolar do mundo.

6. Te faço derramar lágrimas todas as noites antes de dormir.
7. Graças a mim você sente dores no peito, falta de ar e um nó na garganta sufocante.
8. Te transformo em um ser totalmente desinteressado pela vida.
9. Te dou dicas de como tirar sua própria vida e ainda te ajudo a fazer isso.
10. Te convenço de que a vida não vale a pena e não tem o menor sentido.
11. Faço você ficar rude e assim maltratar todos aqueles que você ama.
12. Eu escondo todas as luzes que estão no seu caminho, para que você ande na escuridão.

Eu sou boa mesmo, não é verdade? Sou tão forte que posso acabar com sua vida. Mas e aí? Vai deixar que eu faça isso? Consegue entender que eu sou aquela pessoa que entra na sua vida para te ensinar a ser mais forte através da dor? Por mais que pareça que estou tentando te torturar, estou tentando torná-lo mais forte, e convenhamos: você é forte! Você realmente acha que qualquer um aguentaria conviver comigo? Com todas essas e outras coisas ruins que eu causo em você e em várias pessoas? Claro que não! As pessoas que estão livres da minha presença acreditam que são melhores, que estão na boa, mas nem sequer imaginam que eu posso visitá-las a qualquer momento de suas vidas. Elas são tolas por se acharem grandes demais.

Mas você… ah você é também é tolo, porque não reconhece o quão incrível você é. Está a todos esses anos comigo, sofrendo, mas sempre firme e forte. Me dando rasteiras e conseguindo lidar com a minha presença a cada dia que se passa. Você também me engana. Faz terapias, se exercita, toma remédios, ocupa a mente e em vista disso não me deixa brechas para fazer aquilo que sei fazer. Sabe, creio que meu objetivo de torná-lo forte dará certo uma hora ou outra.
Ao longo dos anos, você vai me conhecendo melhor e passa a encontrar métodos para me driblar. Olha aí, meu objetivo funcionando. Sabe o que mais gosto em você? A sua capacidade de aprender com os erros, seu amor incondicional, seu interesse pelo bem-estar das outras pessoas. Devo admitir que o ser humano que está de mãos dadas comigo tem muito mais compaixão. Pois eles sabem o que é a dor, e não desejam isso para mais ninguém. Pois é, olha eu aqui te elogiando. Eu te dou rasteiras, você me dá rasteiras e assim a gente vai levando a vida. Eu sou imortal, eu sei. Uma vez comigo, comigo para sempre. Mas você sabe que eu só apareço em momentos especiais. Momentos estes que você insiste em chamar de crise. Não é crise, é uma visita meu amigo. Eu te visito para te mostrar que tem coisa errada e que você pode aprender muito mais. Depois que vou embora, você até consegue perceber o quão está mais forte e maduro, não consegue? Então, eu não sou seu inimigo. Quer dizer, se você não tomar cuidado posso me tornar um inimigo.
Infelizmente muitos não foram capazes de conviver comigo e se debruçaram na tristeza, se entregaram para o caminho da morte. Mas você não! Você está aqui não está? E está lendo essa carta que estou lhe fazendo com muito amor, por incrível que pareça. Pare de ficar me vendo como algo ruim. Eu te dou todas as cartas para ser uma pessoa incrível. E você está sendo uma pessoa incrível. Poxa, você está aí, de pé. Talvez esteja um pouco abalado com minha presença, mas está aí não está? Creio que nem eu conseguiria viver comigo mesmo. Mas você consegue.

 

Fonte – http://www.psiconlinews.com

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A origem do natal e o significado da comemoração.

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O Natal é uma data em que comemoramos o nascimento de Jesus Cristo. Na antiguidade, o Natal era comemorado em várias datas diferentes, pois não se sabia com exatidão a data do nascimento de Jesus. Foi somente no século IV que o 25 de dezembro foi estabelecido como data oficial de comemoração. Na Roma Antiga, o 25 de dezembro era a data em que os romanos comemoravam o início do inverno. Portanto, acredita-se que haja uma relação deste fato com a oficialização da comemoração do Natal.

As antigas comemorações de Natal costumavam durar até 12 dias, pois este foi o tempo que levou para os três reis Magos chegarem até a cidade de Belém e entregarem os presentes (ouro, mirra e incenso) ao menino Jesus. Atualmente, as pessoas costumam montar as árvores e outras decorações natalinas no começo de dezembro e desmontá-las até 12 dias após o Natal.

Do ponto de vista cronológico, o Natal é uma data de grande importância para o Ocidente, pois marca o ano 1 da nossa História.

A Árvore de Natal e o Presépio

Em quase todos os países do mundo, as pessoas montam árvores de Natal para decorar casas e outros ambientes. Em conjunto com as decorações natalinas, as árvores proporcionam um clima especial neste período.

Acredita-se que esta tradição começou em 1530, na Alemanha, com Martinho Lutero. Certa noite, enquanto caminhava pela floresta, Lutero ficou impressionado com a beleza dos pinheiros cobertos de neve. As estrelas do céu ajudaram a compor a imagem que Lutero reproduziu com galhos de árvore em sua casa. Além das estrelas, algodão e outros enfeites, ele utilizou velas acesas para mostrar aos seus familiares a bela cena que havia presenciado na floresta.

Esta tradição foi trazida para o continente americano por alguns alemães, que vieram morar na América durante o período colonial. No Brasil, país de maioria cristã, as árvores de Natal estão presentes em diversos lugares, pois, além de decorar, simbolizam alegria, paz e esperança.

O presépio também representa uma importante decoração natalina. Ele mostra o cenário do nascimento de Jesus, ou seja, uma manjedoura, os animais, os reis Magos e os pais do menino. Esta tradição de montar presépios teve início com São Francisco de Assis, no século XIII. As músicas de Natal também fazem parte desta linda festa.

O Papai Noel: origem e tradição

Estudiosos afirmam que a figura do bom velhinho foi inspirada num bispo chamado Nicolau, que nasceu na Turquia em 280 d. C. O bispo, homem de bom coração, costumava ajudar as pessoas pobres, deixando saquinhos com moedas próximas às chaminés das casas.

Foi transformado em santo (São Nicolau) pela Igreja Católica, após várias pessoas relatarem milagres atribuídos a ele.

A associação da imagem de São Nicolau ao Natal aconteceu na Alemanha e espalhou-se pelo mundo em pouco tempo. Nos Estados Unidos, ganhou o nome de Santa Claus, no Brasil de Papai Noel e em Portugal de Pai Natal.

A roupa do Papai Noel

Até o final do século XIX, o Papai Noel era representado com uma roupa de inverno na cor marrom ou verde escura. Em 1886, o cartunista alemão Thomas Nast criou uma nova imagem para o bom velhinho. A roupa nas cores vermelha e branca, com cinto preto, criada por Nast foi apresentada na revista Harper’s Weeklys neste mesmo ano.

Em 1931, uma campanha publicitária da Coca-Cola mostrou o Papai Noel com o mesmo figurino criado por Nast, que também eram as cores do refrigerante. A campanha publicitária fez um grande sucesso, ajudando a espalhar a nova imagem do Papai Noel pelo mundo.

Curiosidade: o nome do Papai Noel em outros países

– Alemanha (Weihnachtsmann, O “Homem do Natal”), Argentina, Espanha, Colômbia, Paraguai e Uruguai (Papá Noel), Chile (Viejito Pascuero), Dinamarca (Julemanden), França (Père Noël), Itália (Babbo Natale), México (Santa Claus), Holanda (Kerstman, “Homem do Natal), POrtugal (Pai Natal), Inglaterra (Father Christmas), Suécia (Jultomte), Estados Unidos (Santa Claus), Rússia (Ded Moroz). Fonte: Web

Fraternalmente \o/

http://www.parentoni.com

A Arte de Envelhecer – Liane Alves

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O passar dos anos pode trazer perdas e limitações, mas também prazeres inesperados e uma sensação de liberdade enorme. Saiba como lidar com isso e, assim, aproveitar a vida em qualquer idade

Eleonor Camargo vai se casar no próximo domingo e há quatro semanas parte de sua atenção está voltada para o vestido de noiva (musseline de seda champanhe?), o buquê (rosas vermelhas?) e as músicas (Canon, de Pachelbel, no final da cerimônia?). Já seu noivo está às voltas com o aluguel de mesas e cadeiras para o jardim.

Foi nesse período feliz, mas tenso, que um dia Eleonor se olhou no espelho e pensou que o seu rosto não seria assim para sempre. Pensou no seu envelhecimento e como seria viver junto com o seu companheiro quando fossem velhinhos. Refletiu… Eles gostavam da presença um do outro, da energia que trocavam no toque, das conversas que tinham. A noiva lembrou-se do que escreveu o psicanalista e educador Rubem Alves: “case-se com alguém com quem goste de conversar.” Portanto, com o tempo, o que era essencial nesse relacionamento não iria se alterar.

Não, Eleonor não é uma jovem noiva. Ela tem 57 anos, e o noivo, Antonio, 63. Estão realizados, inteiros, e evidentemente felizes. Mais uma vez na vida, apostaram na felicidade, mas agora sem muitas expectativas.

Viram? Há vida depois dos 60, 70, 80…

Eleonor e Antonio souberam compensar o seu envelhecer com entusiasmo, esperança, sensibilidade, criatividade. Fiquei surpresa com a quantidade de boas qualidades que eles conseguiram colocar no lugar das benesses de ser belo e jovem. Por isso, começo esse artigo com esse casamento, uma cerimônia feliz que a gente associa apenas à juventude e à beleza. Vê-los maduros e plenos de contentamento é uma ode à vida, e ao envelhecer com sabedoria. Eles mostram como é possível aceitar o envelhecimento, inevitável, com consciência, serenidade e alegria. Os dois descobriram muitos presentes escondidos na maturidade, que certamente só chegam depois do enfrentamento de limites, sofrimentos e obstáculos. Envelhecer pode ser um pouco mais difícil para o corpo, é verdade, mas para a alma pode fazer um bem incrível. O casal é a prova disso.

Enfrentando a crise

A antropóloga carioca Mirian Goldenberg começou o seu livro A Bela Velhice (Record) com o mesmo desafio que enfrento agora: mostrar que a harmonia, a alegria e o bem-estar podem estar presentes com muita intensidade no processo do envelhecimento. Numa sociedade que estimula o contrário disso, e que dá valor apenas ao que é jovem e belo, esse pode ser um desafio e tanto. “Quero compreender se há algum caminho para chegar à última fase da vida de uma maneira mais digna, plena e mais feliz. Meu objetivo é descobrir os passos necessários para construir minha própria bela velhice”, diz ela. Para isso, assegura Mirian, é preciso dar sentido maior e mais profundo para a vida. Casar, ter filhos e conquistar sucesso na carreira deixam de ter tanta importância. Ser jovem e bonito também. Começa a acontecer um processo de dar um novo significado para a existência.

O psiquiatra austríaco Victor Frankel, em seus mais de 30 livros, ajuda na compreensão desse processo. Ele dizia que o desejo de dar um novo significado para a vida pode começar com uma sensação difusa de um “vazio existencial” – um sentimento de inutilidade e falta de sentido da própria vida. Podemos dizer que esse é o começo da crise do envelhecimento. A verdade é que o sucesso em várias áreas da vida é muito difícil, e que muitas vezes o que a sociedade diz que nos traria mais felicidade não traz.

Também podemos perceber que o não cumprimento das metas impostas pela sociedade pode gerar uma sensação de fracasso. Escreveu Frankel: “Não procurem mais o sucesso. Quanto mais você o procurar e o transformar em um alvo, mais vai errar”. Que alívio, não precisamos mais “ter de” nada. Podemos ser mais livres, autênticos, procurar o que realmente gostamos de fazer, o que dá tesão na vida. E uma das qualidades para se sentir feliz, de acordo com ele, é sentir-se livre do que é imposto, do que nos ensinaram que traria felicidade, mas que nunca trouxe. Que maravilha.

E qual seria o primeiro passo para sentir isso? Diante da crise, não a torne pesada demais. Ao analisar o comportamento dos sobreviventes dos campos de concentração nazistas, por exemplo, Frankel descobriu que os que estavam em melhores condições físicas e psicológicas eram justamente aqueles que tinham mais bom humor e leveza – e que isso era perfeitamente possível até em situações insuportáveis e adversas como aquela. Portanto, aceitar o envelhecer com certa dose de humor é muito sábio, e faz muito bem para a alma.

Envelhecendo, eu?

Se você olha no espelho e vê a sua imagem, certamente não afirma que seja a de um velho. É possível até que, com uma certa sorte genética e cuidados básicos, você possa aparentar dez ou 15 anos a menos. Sorte sua.

Mas não dá para se enganar. A curva da sua estrutura biológica cai inevitavelmente depois de atingir seu ápice aos 25 anos, e o seu corpo começa sua lenta volta para a terra. A boa-nova é que, cada vez mais, o envelhecer deixa de ser traduzido por decrepitude, fragilidade e doença. As pessoas estão se cuidando mais e mais cedo, os recursos para compensar o processo natural do envelhecimento se multiplicaram por mil, e os exemplos de gente mais velha e ativa aumentaram com uma velocidade espantosa. “É um erro acreditar que velhice seja um sinônimo de doença. A maior parte das pessoas na faixa dos 60 anos ou até 70 está bem”, diz a designer e empresária Deana Guimarães, criadora de um portal que oferece uma gama de produtos para a terceira idade. Ela mesma, já com 60, é um exemplo disso. “A gente sabe que o contorno do rosto não é o mesmo, e que a energia não mais se assemelha à dos 20 anos”, reconhece. “Mas não me sinto ‘idosa’ em nenhum grupo de que participo, e nem sou tratada assim. Sei que estou envelhecendo, mas não me sinto velha”, conta.

E vamos ser sinceros: o processo do envelhecimento não começa nem aos 40 e nem aos 50. Com 20 anos, você vai à balada, dorme quatro horas e aguenta superbem o pique no dia seguinte. Já na faixa dos 30, a história é outra. Com 40, então, nem pensar. Três dias de alta madrugada contínuos já são suficientes para matar. Quem é velho, então? Os chineses fazem uma classificação interessante da velhice: os jovens velhos ficam numa faixa bem elástica, dos 45 anos, aproximadamente, até aos 80. A partir disso são considerados velhos maduros.

E o comportamento nessa faixa muito elástica de jovens velhos muda com rapidez. Os homens e mulheres maduros de hoje não têm as mesmas reações e atitudes dos jovens velhos de 30 anos atrás, por exemplo. Deana Guimarães afirma, por exemplo, que a solidão não é mais a principal queixa dos idosos que frequentam seu site. “Eles estão procurando grupos de pessoas com os mesmos interesses, se socializando. Também procuram se cuidar mais, se prevenir, e ter uma melhor qualidade no último trecho da vida”, diz ela. E existe uma crescente demanda para que se abram cada vez mais grupos de apoio e organizações especializadas nos interesses de quem tem mais de 60, faixa que já responde por 15% do povo brasileiro.

A pressão social

Se você tem mais de 30, biologicamente já começou seu processo de envelhecimento. “E quem te diz primeiro que você envelheceu são as pessoas, não é o espelho. Primeiro começam a te chamar de ‘senhora’, depois de ‘tia’… Até que, um dia, te cedem o lugar no ônibus”, diz a administradora de empresas Maria Costa Fernandes.

Isto é, o envelhecer é também um fenômeno social, e não apenas algo que acontece no seu mundo interno. “Se você pudesse envelhecer sozinha e em paz, sem ninguém te apontar a ruga ou o sobrepeso, seria mais fácil. Mas não é assim”, diz Maria Costa. Em outras palavras, as pessoas podem se dar conta disso antes de você. “A saída é aceitar, perceber que algo mudou, mas que nem por isso o mundo acabou”, diz ela.

Segundo a antropóloga Mirian Goldenberg, as reações perante o envelhecer podem mudar de acordo com o meio social e também segundo a cultura de um país. No livro Coroas: Corpo, Envelhecimento, Casamento e Infidelidade (Record), ela toca num ponto importante desse processo. Por meio de dezenas de entrevistas, ela notou, por exemplo, que as alemãs estavam menos obcecadas com sua estética corporal do que as brasileiras. Envelheciam mais tranquilamente, sem querer cancelar sua idade, embora namorassem ou tivessem um companheiro.

Em resumo: lutamos desesperadamente para não envelhecer, pois se admira com muita intensidade a ideia de perfeição de um corpo jovem e bonito. “Por isso tenho investido em revelar aspectos positivos e belos da velhice, sem deixar de discutir os aspectos negativos”, diz a antropóloga. E uma das coisas que nos libertará da corrida frenética rumo ao rejuvenescimento a qualquer custo é nos lembrar que somos mais do que um corpo.

Na abertura do livro Memórias de um Envelhescente (Regência), escrito pela médica Judith Nogueira, o geriatra Franklin Santana Santos, que assina a apresentação da obra, revela o outro lado da história. “Envelhecer é uma experiência psíquica e espiritual profunda de enriquecimento da personalidade, do espírito”, escreve. “Ser velho é estar na vanguarda do processo evolutivo, pensando aqui do ponto de vista material estritamente darwiniano, ou em uma perspectiva mais transcendental, na qual ser velho é o crème de la crème”. Já a autora Judith Nogueira reflete sobre o processo de envelhecer, e aproveita a expressão envelhescente para definir quem atravessa essa fase com características hormonais e psicológicas próprias, tal como a adolescência. “Aos 40 anos não somos totalmente velhos, mas caminhamos para tal. Assim como a adolescência é o vestibular para a idade adulta, os 40 anos o são para a velhice; como se representassem a admissão para a segunda metade da vida”, diz a médica.

Então, que tal fazer um meio termo disso tudo? Nem obcecado demais com o envelhecimento do corpo e com o desejo de estar sempre jovem, nem relaxado e displicente demais com o próprio envelhecimento. Em quase tudo, o caminho do meio dá certo.

Numa palestra para o ted, o médico cirurgião cardíaco (e celebridade) Mehmet Oz dá cinco pontos básicos que ajudam a conservar a saúde física durante o envelhecer: monitoração da pressão arterial, controle do estresse (mediante meditação, ioga ou tai-chi, por exemplo), corte de cigarro e toxinas, 30 minutos de exercícios diários e uma dieta saudável que seja também gostosa. Não é nada tão difícil assim e, segundo ele, esses poucos itens são capazes de manter uma vida saudável por muitos e muito anos.

Entre quatro paredes

Uma peça célebre, Huis Clos, ou Entre Quatro Paredes, escrita pelo filósofo francês Jean-Paul Sartre, traz a discussão de um grupo de personagens sobre os limites e obstáculos da vida num cenário claustrofóbico. Aos poucos, percebe-se que eles estão mortos e no inferno.

Se o envelhecer for centrado na preocupação com o corpo e com as exigências individualistas do ego, as paredes irão se fechar e se estreitar cada vez mais, pois as perdas e limites serão bem mais evidentes. O envelhecimento se transformará num inferno. Mas essa não é, claro, a única alternativa. O envelhecer implica uma troca de códigos, valores, referências e metas. É preciso se reinventar completamente, substituir e compensar. Se a ênfase foi colocada na direção do autoconhecimento e da doação, seguindo os passos do espírito, as paredes automaticamente se abrirão, trazendo mais paz interior, amor e oxigênio para sua existência. O envelhecer poderá se tornar, dessa maneira, um delicioso paraíso.

O psicanalista suíço Carl Gustav Jung dizia que durante metade da vida você se volta para fora, para o ter (uma carreira, um casamento, uma família, um negócio, uma casa…). E que, na outra metade, o processo começa a se inverter: você se volta para o ser, para o universo interior, para a espiritualidade. É a fase ideal para compartilhar o que aprendeu na sua existência com quem é mais jovem. Porém, para que isso de fato aconteça, é necessário soltar-se e se divertir com as possibilidades que a vida lhe apresenta. Exatamente como faria uma criança.

Organiza o Natal – Carlos Drummond de Andrade

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Alguém observou que cada vez mais o ano se compõe de 10 meses; imperfeitamente embora, o resto é Natal. É possível que, com o tempo, essa divisão se inverta: 10 meses de Natal e 2 meses de ano vulgarmente dito. E não parece absurdo imaginar que, pelo desenvolvimento da linha, e pela melhoria do homem, o ano inteiro se converta em Natal, abolindo-se a era civil, com suas obrigações enfadonhas ou malignas. Será bom.

Então nos amaremos e nos desejaremos felicidades ininterruptamente, de manhã à noite, de uma rua a outra, de continente a continente, de cortina de ferro à cortina de nylon — sem cortinas. Governo e oposição, neutros, super e subdesenvolvidos, marcianos, bichos, plantas entrarão em regime de fraternidade. Os objetos se impregnarão de espírito natalino, e veremos o desenho animado, reino da crueldade, transposto para o reino do amor: a máquina de lavar roupa abraçada ao flamboyant, núpcias da flauta e do ovo, a betoneira com o sagüi ou com o vestido de baile. E o supra-realismo, justificado espiritualmente, será uma chave para o mundo.

Completado o ciclo histórico, os bens serão repartidos por si mesmos entre nossos irmãos, isto é, com todos os viventes e elementos da terra, água, ar e alma. Não haverá mais cartas de cobrança, de descompostura nem de suicídio. O correio só transportará correspondência gentil, de preferência postais de Chagall, em que noivos e burrinhos circulam na atmosfera, pastando flores; toda pintura, inclusive o borrão, estará a serviço do entendimento afetuoso. A crítica de arte se dissolverá jovialmente, a menos que prefira tomar a forma de um sininho cristalino, a badalar sem erudição nem pretensão, celebrando o Advento.

A poesia escrita se identificará com o perfume das moitas antes do amanhecer, despojando-se do uso do som. Para que livros? perguntará um anjo e, sorrindo, mostrará a terra impressa com as tintas do sol e das galáxias, aberta à maneira de um livro.
A música permanecerá a mesma, tal qual Palestrina e Mozart a deixaram; equívocos e divertimentos musicais serão arquivados, sem humilhação para ninguém.
Com economia para os povos desaparecerão suavemente classes armadas e semi-armadas, repartições arrecadadoras, polícia e fiscais de toda espécie. Uma palavra será descoberta no dicionário: paz.

O trabalho deixará de ser imposição para constituir o sentido natural da vida, sob a jurisdição desses incansáveis trabalhadores, que são os lírios do campo. Salário de cada um: a alegria que tiver merecido. Nem juntas de conciliação nem tribunais de justiça, pois tudo estará conciliado na ordem do amor.
Todo mundo se rirá do dinheiro e das arcas que o guardavam, e que passarão a depósito de doces, para visitas. Haverá dois jardins para cada habitante, um exterior, outro interior, comunicando-se por um atalho invisível.

A morte não será procurada nem esquivada, e o homem compreenderá a existência da noite, como já compreendera a da manhã.
O mundo será administrado exclusivamente pelas crianças, e elas farão o que bem entenderem das restantes instituições caducas, a Universidade inclusive.
E será Natal para sempre.


Ah! Seria ótimo se os sonhos do poeta se transformassem em realidade.

Texto extraído do livro “Cadeira de Balanço”, Livraria José Olympio Editora – Rio de Janeiro, 1972, pág. 52.

Conheça o autor e sua obra visitando “Biografias“.

O que são Hormônios?

 

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Hormônios são substâncias produzidas pelas glândulas endócrinas que atuam dentro da corrente sanguínea. O sangue transporta esses hormônios para atuarem em áreas específicas do organismo. Os hormônios são governados por atividades cerebrais e regulam o crescimento, o desenvolvimento, controlam as funções de muitos tecidos, auxiliam as funções reprodutivas e regulam o metabolismo. O termo “hormônio” tem origem grega e significa “pôr em movimento”.

Os hormônios sexuais iniciam sua secreção por volta dos 10 anos de idade. O declínio desses hormônios é inversamente proporcional ao envelhecimento, ou seja, quanto mais velho o indivíduo fica, menos hormônios sexuais ele vai produzir naturalmente. Esse processo pode chegar até o desaparecimento total da produção desses hormônios a exemplo dos homens, no caso da mulher, no período conhecido como menopausa, o corpo cessa a produção de tais hormônios. Além disso, durante a vida, as pessoas podem apresentar patologias congênitas ou adquiridas, disfunções ou desequilíbrios hormonais que necessitam de um tratamento específico..

A Medicina oferece tratamento para esses tipos de situações. O tratamento é conhecido como Terapia de Reposição Hormonal. Conheça aqui
um pouco mais sobre esse tratamento clicando no próximo tópico da sessão

Os implantes podem ser colocados em qualquer parte do corpo, preferencialmente na região glútea. O procedimento de implantação dura menos de dez minutos, é indolor – já que é feito com anestesia local – e não apresenta restrições. Após a implantação, o hormônio é liberado gradativamente na corrente sanguínea, de maneira segura e com dosagem personalizada, por um período de seis meses a um ano.
Não aos efeitos colaterais
Os Implantes Hormonais de testosterona e estradiol são bioidênticos, o que significa que são iguais aos hormônios produzidos pelo próprio organismo, no que diz respeito à estrutura molecular. Desenvolvidos a partir de amostras orgânicas extraídas da urina de homens e mulheres jovens, causam efeitos colaterais consideravelmente menores do que os desconfortos gerados pelos hormônios sintéticos – obtidos em “laboratório” e geralmente utilizados nos tratamentos convencionais.
Inovação, praticidade e segurança

Entre os principais motivos que fazem com que os Implantes Hormonais sejam extremamente bem aceitos pelos pacientes, estão:
• Eficácia: os resultados alcançados por meio do método são surpreendentes;
• Praticidade: o paciente só precisa se preocupar com a troca do implante no intervalo de seis meses, ou um ano;
• Segurança: o método elimina a possibilidade do esquecimento
• Controle: garantia de que a dosagem correta será distribuída ao organismo.
• Bem-estar: a inexistência de efeitos colaterais típicos dos outros métodos de tratamentos em TRH.

Tipos de Reposição.

Estradiol:
A reposição hormonal com implantes de estradiol deve ser iniciada com base nos níveis sanguíneos do hormônio obtidos na fase proliferativa do ciclo menstrual.
Nas pacientes que se encontram na menopausa, a dosagem deve ser feita alguns dias depois de suspenso qualquer tipo de reposição hormonal que esteja em uso pela paciente.

Testosterona:
A associação do estradiol com testosterona se faz habitualmente com base nos níveis sanguíneos de testosterona total. O número de cápsulas varia de acordo com a necessidade de cada paciente.

Gestrinona:
A gestrinona é um 19-nor esteróide, anti-estrogênico e anti-progesterona. O composto tem efeito anabolizante e hemostático, sendo por isso usado no tratamento de anemia. Patologias estrogênio-dependentes respondem bem a gestrinona e podem ser utilizadas em tratamentos de endometriose, miomas e mastopatias. É indicada também para TPM, baixa de libido, adenomiose, hipertrofia uterina, perda de massa muscular e da massa óssea, revertendo, quando associada ao estrogênio a osteopenia.
Sob a forma de implantes, a gestrinona oferece a vantagem de não passar pelo fígado na primeira passagem e ser liberada lentamente ao longo de um ano, inibindo a ovulação e a menstruação por um ano, portanto, funciona como anticoncepcional.

Fonte – http://www.elsimarcoutinho.com/implantes-hormonais/o-que-sao-hormonios/

Os Hormônios, Os Odores e o Sexo – Elsimar Coutinho

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Apesar do sexo envolver todos os sentidos na maioria dos animais, os odores que emanam dos parceiros atuam como sinalizadores químicos que permitem identificar não somente a presença dos indivíduos do sexo oposto nas redondezas como a sua localização. Como os odores característicos das fêmeas das diversas espécies são mais intensos no período da ovulação, a presença de uma fêmea que se encontre nessa fase é percebida a distância maiores, alcançando e atraindo assim um número maior de machos.

Nos mamíferos, os odores que emanam das fêmeas são fundamentais, pondo em dúvida a afirmativa do poeta que pede perdão às feias ao propor a beleza como fundamental. Na realidade a anatomia responsável pela beleza por si só não conduz ao sexo se o odor não for adequado. Nos animais domésticos e nos primatas subumanos que praticam o sexo à vista de todos pode ser constatada essa verdade biológica.

O cão se aproxima de uma cadela e com seu focinho cheira o corpo da fêmea em toda a sua extensão. Depois de cheirá-la, o cão toma uma de duas alternativas de ação. Ou vai embora ou tenta copular. Se o cão vai embora, distanciando-se, indiferente àquela cuja anatomia e leve odor a identificam como fêmea da sua espécie é porque ao cheirá-la nada lhe aconteceu. Se, entretanto, após a cheirada, o seu pênis sofreu vasodilatação e desenvolveu uma ereção, ele tenta esfregá-lo no corpo da cadela, porque o pênis ereto provoca comichão.

Ao apoiar as pernas dianteiras nas costas da cadela, ela faz uma corcova e levanta a cauda (fenômeno que só ocorre no pico estrogênico durante a ovulação). Para o cão (ou para o gato) a beleza está longe de ser fundamental. Gata sem cheiro de gata ou cadela com um odor exótico, por mais linda que seja aos olhos dos seus parceiros quando os atraem pela anatomia se revelam propaganda enganosa na hora da prova.

Ainda mais importante para o homem porque mais próximos antropologicamente estão os primatas subumanos cujo comportamento sexual é mais ou menos intermediário entre aquele dos quadrúpedes e os seres humanos. Os machos de espécies como o chimpanzé e o gorila preferem se masturbar a copular com uma fêmea que não esteja no cio e por mais bela que seja aos seus olhos. Através do estímulo manual, o macho consegue uma ereção melhor do que se esfregando numa fêmea sem o mágico cheiro de macaca no cio. Quando uma chimpanzé entra no cio todos os machos a procuram para copular.

Os estímulos quimio-sensoriais que governam as relações entre os indivíduos da mesma espécie começam a atuar sobre os receptores olfativos e gustativos do feto humano entre quatro e seis meses da gravidez quando o líquido amniótico começa a fluir livremente por via nasal. Os estímulos variam de acordo com a alimentação da mãe cujo líquido amniótico é exclusivo e terá odores e gostos específicos para cada indivíduo, permitindo não somente a identificação como afinidade entre mãe e filho. Durante o nascimento, os milhares de receptores na mucosa nasal e no órgão vomeronasal são expostos de maneira intensa aos componentes das secreções vaginais da mãe que se encontra sob forte influência estrogênica indispensável para iniciar e sustentar a atividade contrátil do útero.

A exposição dos receptores nos momentos iniciais da vida imprime de modo indelével as características odoríferas da vagina materna nas narinas do filho de tal forma que para o resto da vida o indivíduo é atraído para os corpos dos quais emanem os referidos odores que caracterizam o “cheiro de mulher”. A intensidade do “cheiro de mulher” aumenta sob a influência dos estrogênios e é por isso que alcançam o seu pico durante o período peri-ovulatório e durante o período expulsivo do trabalho de parto quando cessa o efeito bloqueador da progesterona (progesterone block). Na menopausa, quando os estrogênios ficam muito baixos, a vagina fica desprovida de secreções e conseqüentemente do seu cheiro. Nesse caso a reposição hormonal com estrogênios e testosterona devolve tanto as secreções quanto o odor característico da vagina normal.

A testosterona é transformada no corpo da mulher em estradiol graças à ação da aromatase. Os níveis de testosterona são cerca de dez vezes mais baixos na mulher do que no homem, mas, apesar disso, a testosterona também colabora para o “cheiro de mulher”.

O cheiro de homem, ao contrário do cheiro de mulher, não atrai a mulher para ele, mas aumenta a receptividade da fêmea à aproximação e penetração pelo macho. No homem, os níveis elevados de testosterona, resultantes da percepção da proximidade da fêmea, aumentam a sua agressividade e sua aptidão para a cópula. Ereções mais rápidas e mais firmes se desenvolvem em machos que aumentam seus níveis de testosterona na presença de uma fêmea estrogenizada.
As ereções espontâneas que ocorrem nas primeiras horas da manhã também coincidem como o pico diário da testosterona.

As emanações estrogênio dependentes que despertam o desejo do homem podem ser reduzidas e até eliminadas por excesso de higiene íntima, banhos repetidos, desodorantes e perfumes exóticos, razão pela qual devem ter o seu uso eliminado quando a mulher quer despertar o desejo do homem.

Caixa com decoupage Frida Khalo.

 

 

Frida u

Caixa com decoupage Frida Khalo

by Elisabete Cunha

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