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Umberto Eco alerta: “Nem todas as verdades são para todos os ouvidos.”

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Uma das maiores dificuldades comunicativas diz respeito à capacidade de expor pontos de vista sem exagerar no tom impositivo ou mesmo agressivo com que se defendem argumentos, mesmo os mais incoerentes. Cada vez mais intolerantes, as pessoas parecem precisar revestir seus discursos de agressividade, para que pareçam convincentes.

Com o advento da Internet, todos possuímos espaços virtuais onde podemos nos expressar, expondo nossos pontos de vista sobre assuntos vários. Ilusoriamente protegidos pela distância que a tela fria traz, muitas vezes excedemos no radicalismo com que pontuamos nossos comentários, sem levar em conta a maneira como aquelas palavras atingirão o outro.

A frieza do cotidiano e a concorrência de mercado acabam por contaminar nocivamente os relacionamentos humanos, que se tornam cada vez menos afetivos, tão robóticos quanto as máquinas de café que nos entopem os sentidos. Importamo-nos quase nada com os sentimentos alheios, com a historia de vida alheia, com a necessidade de entender as razões que não são nossas, pois queremos a todo custo extravasar tudo isso que se acumula dentro de nós em meio à velocidade estressante de nossas vidas. 

Nesse contexto, quando expomos aquilo que pensamos sobre determinado assunto, principalmente relacionados à política e/ou à religião, acabamos sendo vítimas de contra-ataques violentos que não rebatem o que expusemos, mas tão somente tentam neutralizar nossa verdade com destemperos emocionais isentos de criticidade. Aceitável seria, entretanto, uma contra-argumentação pautada por reflexões plausíveis, o que não ocorre, em grande parte dos casos.

O fato é que poucos estão dispostos a se abrir ao que o outro tem a oferecer, a dizer, a mostrar, a trazer de diferente para suas vidas, porque é trabalhoso refletir sobre idéias já postas e cristalizadas dentro de nós, ao passo que manter intacto aquilo que carregamos há tempos é cômodo e tranquilo. E quem não quer não muda, não recebe o novo, somente dá em troca o pouco que tem e, pior, muitas vezes de forma deselegante e depreciativa.

Portanto, é necessário que aprendamos a nos expressar e a debater nossas ideias com quem realmente estiver pronto para trocar conhecimentos, com quem possui uma postura receptiva para com o novo e que não se importa com a quebra de certezas. Não percamos nosso precioso tempo com quem só ouve o que quer e da forma que lhe convém, diminuindo-nos por conta da diversidade de opiniões. Esses definitivamente não merecem nem mesmo nossa presença.

Texto de Marcel Camargo

 

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Usa e joga fora!

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Curtir, compartilhar, se conectar ao Wi-Fi, começar uma amizade, terminar uma amizade, descurtir. A vida contemporânea inexoravelmente também se passa na rede, de modo que é imprescindível para o entendimento do mundo que nos cerca a compreensão do que significa uma vida ligada por uma rede wireless, assim como, de que modo esse estilo de vida interfere nas relações interpessoais.

A despeito disso, o sociólogo polonês Zygmunt Bauman nos oferece um manancial de conhecimento através do seu olhar crítico e atento do mundo contemporâneo. Para ele, o grande sucesso da vida “online” reside na facilidade de desconectar, isto é, de fazer e se desfazer dos laços construídos sem o dispendioso trabalho que possuímos na vida “off-line”. Dessa maneira, as relações são pautadas pela extrema fluidez e velocidade, uma vez que o grande atrativo da vida online é poder estar em constante movimento, desfrutando livremente da tecla “delete” assim que uma relação acene com possibilidades melhores.

Esse modelo de relacionamento, portanto, parece ter como fonte principal de prazer o ato de se desfazer das relações, já que o sucesso dos relacionamentos não é medido pela profundidade, e sim pela sua capacidade rotativa que transforma tudo em uma grande rede descartável.

“A alegria de livrar-se de algo, o ato de descartar e jogar no lixo, esta é a verdadeira paixão do nosso mundo.”

Sendo assim, qualquer tempo investido em uma relação mais profunda e, sobretudo, fora de uma tela, é tido como sinônimo de desperdício, afinal, com tantas opções, qual a razão para estar preso em apenas algumas delas? A associação de tempo investido com desperdício ganha contornos ainda piores ao analisarmos o contexto no qual estamos inseridos, em que o tempo tornou-se um artigo de luxo e, portanto, o “sucesso” do indivíduo está diretamente relacionado ao modo como abandona antigas preferências e desliza com agilidade e leveza por novas.

“Fazer contato visual ou permitir a aproximação física de um outro ser humano é sinônimo de desperdício, pois equivale a dedicar algum tempo, escasso e precioso, a aproximação: decisão que poderia interromper ou impedir o surfe em tantas outra superfícies convidativas.”

Há de se considerar, dessa forma, que no mundo online a quantidade exerce maior importância que a qualidade, de tal maneira que se deve buscar a maior rotatividade possível, a fim de contemplar um maior número de conexões. Para facilitar tantas conexões, as relações devem ser ausentes de contradições e contrastes que tornam as relações reais mais trabalhosas, levando, assim, a uma padronização das relações e, consequentemente, das pessoas presentes nessas relações.

“A capacidade interativa da internet é feita sob medida para essa nova necessidade. É a quantidade das conexões, mais que sua qualidade, que faz a diferença entre as possibilidades de sucesso ou fracasso.”

Essa padronização talvez seja o traço mais destrutivo do modelo de vida online que levamos, já que há uma despersonalização do individuo, que é despido de suas características próprias para que possa ser integrado pela grande rede. Em outras palavras, ao seguir esse modelo, há uma automatização que transforma os humanos em ciborgues e, pior, de forma espontânea e livre, posto que já estamos biologicamente programados, como revela uma pesquisa, a qual diz que recebemos um fluxo de dopamina (produto químico que negocia o prazer no cérebro) quando ouvimos o aviso da caixa de entrada.

Entretanto, é inocência pensar que a vida off-line esteja tão diferente, diria que esta está englobada pela vida online ou no mínimo segue os seus ditames, ou seja, busca fugir da dispendiosidade que relações verdadeiras possuem, bem como, do tempo que é necessário ser investido nas mesmas. Nesse ponto reside o cerne da questão, uma vez que uma relação verdadeira seja real ou virtual necessita de tempo e da capacidade de o indivíduo estar aberto às dificuldades inerentes em qualquer tipo de relacionamento. Apesar disso, não estamos dispostos a nos esforçar tanto por uma relação, já que, como disse, existem milhares o tempo inteiro acenando com possibilidades mais atraentes.

Essa grande rede de conexões, no entanto, é apenas uma ideia ilusória, posto que ao estar inserido em tantas relações, não há envolvimento com nada, de tal forma que o indivíduo se encontra em um meio termo em que não se envolve verdadeiramente com o que acontece com os amigos virtuais, mas também não está envolvido com o que acontece nas relações reais, inclusive, pelo fato destas estarem cada vez mais parecidas com as relações virtuais.

Obviamente, nem todas as relações são pautadas da forma supracitada, bem como, não há problema em usufruir a internet, afinal, esse texto chegará até você por meio dela. Sendo assim, o problema está no modo como utilizamos essa ferramenta e como temos aplicado o seu modus operandi na vida off-line, revelando ao mesmo tempo uma solidão imensa que cria a necessidade de estar o tempo inteiro “conectado” e a incapacidade/falta de vontade/preguiça de estar inserido profundamente em uma relação que não seja equipada com a tecla “delete” e “antispam”, “[…] mecanismos que protegem das consequências incômodas (e sobretudo dispendiosas em termos de tempo) das interações mais profundas”.

Como dizia Millôr Fernandes – “O importante é ter sem que o ter te tenha”, de modo que ao estarmos inseridos na grande rede, é preciso lembrar que a pessoa humana real precede e é mais importante que um perfil em uma rede social. Mais que isso, é preciso lembrar que pessoas reais não sorriem o tempo inteiro e não “seguem” as mesmas coisas que nós, de forma que impreterivelmente haverá problemas que não poderão ser resolvidos com a tecla “delete”, assim como, existem emoções e sentimentos que jamais poderão ser sentidos através de uma tela, já que por mais que a internet tenha avançado, nada substitui a conexão de dois corações em sintonia.

 

Texto de Erick Morais

 

 

Dicas para fortalecer-se emocionalmente por Tereza Gurgel

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vida cotidiana é pontilhada de acontecimentos que fogem do nosso controle e vontade. Somos também influenciados diariamente pelas pessoas ao nosso redor e nos tornamos presas de nossas próprias emoções.Não é fácil aceitar a realidade, muitas vezes, dolorosa. Será que vivemos apenas no piloto automático, sem ter coragem para tomarmos o controle de nosso destino? Por que razão abrimos mão de nossa vida e deixamos que outros tomem o controle?

Na verdade, isto se deve ao fato de que é muito mais confortável para nós alimentarmos a preguiça. Mudar exige compromisso, muito empenho e o caminho para a melhora tem seus altos e baixos. Temos tanto com o que nos preocupar e fazer que não sobra tempo para o mais importante: cuidar de si.

Se você quer mudar sua vida, evitando emoções que podem minar a sua saúde, comece a aceitar alguns fatos:

  • É inevitável que as coisas não aconteçam exatamente como você quer; aliás, isto seria impossível, pois a nossa vontade pode, muitas vezes, contrariar a de outros! Comece a ver o quadro maior, saindo do vitimismo.
  • Você não pode voltar atrás, pois vivemos em uma dimensão em que o tempo não retrocede. Então, não há motivo para ficar imerso na recordação de tempos antigos. Se o passado existiu, é para que você aprenda as lições dele e siga em frente. Evite aquelas frases como: “No meu tempo…” O nosso tempo é o agora! Viva no presente, sempre alerta nesse instante precioso que passa.
  • Também evite se angustiar pelo futuro. Ele é fruto daquilo que você constrói hoje, com mais alguns imprevistos e mudanças que não dependem diretamente de você. Então, faça bem a sua parte.
  • Organize melhor seu tempo. As pessoas vivem dizendo que não têm tempo para nada, mas isto reflete a falta de coordenar melhor suas atividades diárias. Estar ocupado o tempo todo não significa necessariamente que você esteja produzindo mais! Você dedica tempo para fazer aquilo que gosta? Qual foi o último dia que você relaxou?

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  • A vida, muitas vezes, pode ser brutal, injusta e dolorosa; reconheça seus sentimentos negativos. “Sim, estou com raiva por ter perdido aquele trabalho”, “Sim, estou triste porque perdi meu amor”, etc. Identifique seus sentimentos, não brigue com eles e, principalmente, não se abandone neles. Pense naquilo que você vai fazer a partir destes sentimentos, daqui por diante. “Ok, perdi aquele trabalho, fiquei com muita raiva, mas como posso arrumar outro, que seja o melhor para mim? Devo investir em um aprimoramento, fazer cursos?”, “Meu amor se foi, me sinto sem chão, mas a partir de agora tenho que cuidar com mais amor de mim mesma. Que tipo de pessoa quero atrair na minha vida?”. Pense se uma terapia, convencional e/ou complementar, não seria um bom caminho para se perceber melhor. Mas não se esqueça: terapia é esforço, terapeuta nenhum é mágico! Não delegue aos outros aquilo que é seu dever.
  • Não adianta querer ignorar a realidade. Muitas coisas não dão certo mesmo! Você se esforçou, procurou fazer tudo bem planejado, mas… Aprenda o seguinte: você pode mudar a maneira como reage frente a essas situações. Como? Aceitando que não funcionou, mas que existem outras maneiras de se fazer algo dar certo. O que você vai fazer daqui por diante? Sentar, se desesperar e se lamentar ou procurar outro rumo?

Buda já disse:

“A vida é sofrimento; a causa do sofrimento é o desejo; a cessação do sofrimento é se ver livre do desejo; o modo de fazê-lo é seguir o Nobre Caminho Óctuplo (entendimento correto, aspiração correta, linguagem correta, ação correta, meio de vida correto, esforço correto, atenção plena correta, concentração correta)”.

Deixo como reflexão final as palavras do político e escritor Walther Rathenau(1867 – 1922), que foi uma das primeiras vítimas nos primórdios do nazismo. Seu assassinato foi um sinal antecipado da instabilidade e dos horrores que viriam a seguir e que culminaram na Segunda Guerra Mundial:

“Mesmo as épocas de opressão são dignas de respeito, pois são a obra, não dos homens, mas da humanidade e, portanto, da natureza criadora, que pode ser dura, mas nunca é absurda. Se a época que vivemos é dura, temos o dever de amá-la ainda mais, de penetrá-la com o nosso amor, até que tenhamos afastado as enormes montanhas que dissimulam a luz que há para além delas.”

O que é Fibromialgia? Saiba Tudo Sobre Esta Doença!

Saiba Tudo Sobre a Fibromialgia
 

Você já ouviu falar de fibromialgia? Trata-se de uma doença crônica, também conhecida por Síndrome de Joanina Dogninim, que origina dores pelo corpo inteiro, basicamente causando “pontos sensíveis”. A doença acomete especialmente as articulações e nos tendões. Os pontos sensíveis são locais específicos, que doem quando a pressão é colocada sobre eles. A doença é mais comum do que se imagina, sendo em torno de 2 milhões de casos por ano entre os brasileiros.

As idades afetadas constam a partir dos 3 anos, porém, a maior ocorrência se dá a partir dos 19 anos. A maioria das pessoas que possuem esta doença,  são as mulheres, sobretudo com idade entre 35 a 50 anos. No entanto, indivíduos portadores de diferentes doenças, por exemplo, a artrite reumatoide, lúpus e outras opções que envolvem a artrite ou possuem um parente próximo com fibromialgia podem ter mais chances do aparecimento dessa doença.

Infelizmente, muitas vezes a Síndrome de Joanina Dogninim é incompreendida, especialmente no começo, podendo a dor iniciar em apenas alguns locais e depois progredir. No entanto, assim que nota-se algo errado no corpo, a busca por orientação médica deve existir, especialmente visando que o tratamento seja efetuado o quanto antes.

1) Quais são as causas da fibromialgia?

Veja a reportagem sobre a fibromialgia no programa bem estar da globo (4:47)

Os médicos não sabem exatamente a causa a fibromialgia, mas indicam que envolve uma variedade de fatores trabalhando juntos. Estes podem ser:

  • Genética ou histórico familiar
  • Infecções por vírus ou doenças autoimunes
  • Físico ou trauma emocional – estresse pós-traumático pode estar relacionado a fibromialgia.

Em relação ao motivo da dor, os pesquisadores acreditam que a estimulação do nervo repetida vezes causa ao cérebro de pessoas com fibromialgia a mudar. Esta mudança envolve um aumento anormal em níveis de determinadas substâncias químicas no cérebro que sinaliza dor, neurotransmissores.

Além desse fator, os receptores correspondentes a dor do cérebro parecem desenvolver um tipo de memória da dor e se tornar mais sensível, o que remete ao fato de que podem tornar a reação aos sinais da dor ainda maior.

Outro fator importante, é que nos portadores da doença, notam-se níveis mais baixos de serotonina. Dessa maneira, acredita-se que desequilíbrios hormonais, como o estresse, possuem a capacidade de estarem relacionados com o surgimento da fibromialgia.

2) Quais são os sintomas?

A dor causada pela fibromialgia fica mais intensa quando se pressiona alguns pontos específicos do corpo. Os pontos estão localizados perto das articulações. Veja abaixo os pontos dolorosos da fibromialgia.

 

Além da dor, as pessoas com fibromialgia podem representar estes sintomas:

  • Confusão mental e perda de memória, chamado de “névoa fibro”
  • Problemas para dormir
  • Rigidez matinal
  • Dores de cabeça
  • Síndrome do intestino irritável
  • Dolorosos períodos menstruais
  • Dormência ou formigamento das mãos e pés
  • Síndrome das pernas inquietas
  • Sensibilidade à temperatura, a ruídos altos ou a luzes

3) Como diagnosticar?

A doença não resulta em deformidades físicas ou inflamações, por essa razão, pessoas com fibromialgia muitas vezes veem muitos médicos antes de ser diagnosticadas. Uma razão para isso pode ser que a dor e a fadiga que são os principais sintomas da fibromialgia, também são sinais de muitas outras doenças.

A fibromialgia não pode ser diagnosticada por um teste de laboratório, porém os testes podem ser feitos para descartar outras condições que podem ter sintomas semelhantes. Por essa razão, em alguns casos podem ser necessários exames laboratoriais ou de imagem.

Ao fazer um diagnóstico, deve-se levar em conta estes dois critérios:

  • Uma história de dor generalizada com duração superior a 3 meses – a dor tem de estar presente em ambos os lados do corpo bem como acima e abaixo da cintura.
  • Presença de pontos dolorosos – o corpo tem 18 lugares que são possíveis pontos sensíveis. Para o diagnóstico de fibromialgia, uma pessoa deve ter 11 ou mais pontos sensíveis. As localizações dos pontos sensíveis são o pescoço, tórax, cotovelos, joelhos, nuca, ombros, costas, nádegas e quadril.

4) Como tratar?

A doença não tem cura, porém, o tratamento pode ajudar com os sintomas. É importante encontrar um médico especializado ou que já tenha tido contato com pacientes que apresentaram fibromialgia, dessa maneira, você se sentirá mais confiante. Muitos médicos de família ou reumatologistas (médicos que tratam artrite e outras condições que afetam as articulações) podem tratar essa doença.

Além dessas opções, fisioterapeutas podem contribuir no fortalecimento muscular que muitas vezes é comprometido e o psicólogo pode colaborar com o tratamento dos distúrbios hormonais. Por essa razão, o tratamento geralmente requer uma equipe que pode incluir o seu médico, um fisioterapeuta e possivelmente, outros prestadores de saúde.

Casos graves de fibromialgia podem exigir um encaminhamento para uma clínica de dor, que nessa situação, auxilia a melhorar a qualidade de vida, já que viver com dor pode ser muito desconfortável e impor restrições em tarefas que antes pareciam simples.

Existem seguintes tratamentos:

4.1) Reduzir Estresse

Desenvolver um plano para evitar ou limitar o estresse emocional. Dar-se tempo a cada dia para relaxar. No entanto, não significa mudar a rotina completamente. As pessoas que param de trabalhar ou largam toda atividade tendem a fazer pior do que aquelas que permanecem ativas. Tentar técnicas de gerenciamento de estresse é importante, como exercícios de respiração profunda ou meditação.

4.2) Controle da dor

Além dos medicamentos prescritos pelo médico, um banho quente ou banhos minerais também pode aliviar dores musculares.

4.3) Melhora do sono

A quantidade certa de sono durante a noite pode ajudar a melhorar os indícios, a dor e fadiga.

4.4) Apoio psicológico

Viver com uma doença crônica pode ser difícil para você. Se você tem Síndrome de Joanina Dogninim, encontre um grupo de apoio. Sessões de aconselhamento com um conselheiro treinado poderá melhorar a sua compreensão de sua doença.

4.5) Prática de exercício

Embora a dor e fadiga possam tornar o exercício e atividades diárias difíceis, é crucial ser ativo. O exercício regular é um dos tratamentos mais eficazes para a fibromialgia. As pessoas que têm muita dor ou fadiga de fazer o exercício, devem apenas começar a mover-se mais e tornar-se mais ativo em atividades diárias de rotina. Em seguida, eles podem começar com uma caminhada ou outro exercício mais suave.

4.6) Mudanças no trabalho

A maioria das pessoas com fibromialgia continua a trabalhar, mas elas podem ter que fazer grandes mudanças para isso. Por exemplo, algumas pessoas reduzem o número de horas de trabalho, mudam para um emprego menos exigente ou se adaptam ao trabalho atual. Se você enfrenta obstáculos no trabalho, tais como uma cadeira desconfortável que deixa as costas doendo ou dificuldade de levantar caixas pesadas ou arquivos, o empregador pode fazer alterações que lhe permitirá manter o seu emprego.

4.7) Alongamento

O alongamento deve acompanhar os exercícios, porém, existe a opção de explorar ainda mais os exercícios voltados apenas para se alongar, pois é algo que contribui com a condição física, melhorando especialmente a flexibilidade.

4.8) Hábitos alimentares

Busque ter um estilo de vida mais saudável, além dos alimentos mais benéficos para a saúde, reduzir o consumo de café também pode ser positivo, especialmente para as pessoas que desejam reduzir a insônia.

4.9) Outros tratamentos

As terapias complementares podem ajudá-lo. Converse com seu médico antes de tentar qualquer tratamento alternativo. Esses incluem fisioterapia, massagem, acupuntura ou exercícios de relaxamento.

5) Quais são os pontos sensíveis que caracterizam a Fibromialgia?

Os pontos sensíveis da fibromialgia foram citados anteriormente. No entanto, está na hora de apresentá-los de maneira mais detalhada. É fundamental observar que são simétricos, ou seja, ocorrem dos dois lados do corpo.

As localizações dos pontos sensíveis são:

  • Laterais inferiores frontais do pescoço
  • Parte superior do tórax
  • Parte interna dos cotovelos
  • Logo acima da parte interna dos joelhos
  • Nuca
  • Alto dos ombros
  • Alto das costas (omoplatas)
  • Acima das nádegas
  • Quadris

Quando se trata de pontos sensíveis, é importante entender que a fibromialgia não é um transtorno consistente. Isso significa que a pessoa pode sentir dor intensa em algumas regiões num dia e em outras no dia seguinte. Felizmente, há dias em que o paciente pode nem sentir dor. Se ele consultar o médico em um dia em que esteja sentindo menos dor que o normal, o médico pode achar que ele não tem fibromialgia.

Por isso é vital monitorar os pontos sensíveis de dor (mantendo um diário, por exemplo) para garantir o diagnóstico apropriado. Dessa forma, seus relatos ao médico poderão ser mais verídicos e detalhados, para que possíveis doenças sejam descartadas e o tratamento mais adequado seja encontrado para a sua situação.

6) Tem cura?

Trata-se de uma doença crônica, com possibilidade de durar a vida inteira. Por essa razão, é fundamental buscar um tratamento adequado, que contribua com a amenização dos sintomas. É importante ressaltar que apesar de não ter cura, é possível melhorar a sua qualidade de vida mesmo possuindo a doença, tratando os sintomas de uma maneira notável.

7) Quais remédios geralmente são utilizados?

Claramente, para o consumo de remédios, é necessário obter a orientação adequada do seu médico, pois erros nas substâncias ou doses podem agravar a sua saúde. Por não ter cura, os remédios geralmente usados para a fibromialgia visam amenizar os sintomas, sendo assim, geralmente eles se enquadram nas seguintes opções:

  • Analgésicos: como uma das principais características da fibromialgia é a dor, os médicos podem recomendar o uso dos analgésicos, que contribuem com que a dor seja amenizada;
  • Antidepressivos: indicados por psiquiatras, os antidepressivos contribuem para a regularização dos níveis de serotonina que geralmente são baixos em pessoas com a doença;
  • Relaxantes musculares: quando a rigidez muscular está presente, o médico pode recomendar o uso de relaxantes musculares;

Outros remédios que podem ser receitados, como indutores do sono ou mais específicos como para regular a ansiedade. Por essa razão, é fundamental ter um acompanhamento médico para a fibromialgia, para que suas necessidades sejam atendidas corretamente.

8) Veja a seguir como a psicologia pode tratar os sintomas da Fibromialgia

Saiba Tudo Sobre a Fibromialgia

Muitas vezes os sintomas da fibromialgia podem ser também psicológicos e, por isso, é importante o acompanhamento por parte de profissionais especializados. A síndrome dolorosa fascial geralmente acompanha a fibromialgia, sendo então possível que se sinta dor nos pontos sensíveis (devido à fibromialgia) e nos pontos-gatilho (devido à síndrome dolorosa fascial).

Em 1990, o American College of Rheumatology resumiu os critérios para a classificação da fibromialgia. Definiram que há 18 pontos no corpo. Para ser diagnosticada como fibromiálgica a pessoa deve sentir dor – não simplesmente sensibilidade – em pelo menos 11 dos 18 pontos sensíveis quando estes forem pressionados.

8.1) Quais são os pontos sensíveis que caraicterizam a Fibromialgia?

Os pontos sensíveis da fibromialgia são simétricos; ocorrem dos dois lados do corpo. As localizações dos pontos sensíveis são:

  • Laterais inferiores frontais do pescoço
  • Parte superior do tórax
  • Parte interna dos cotovelos
  • Logo acima da parte interna dos joelhos
  • Nuca
  • Alto dos ombros
  • Alto das costas (omoplatas)
  • Acima das nádegas
  • Quadris

Quando se trata de pontos sensíveis, é importante entender que a fibromialgia não é um transtorno consistente. Isso significa que a pessoa pode sentir dor intensa em algumas regiões num dia e em outras no dia seguinte. Felizmente, há dias em que o paciente pode nem sentir dor. Se ele consultar o médico em um dia em que esteja sentindo menos dor que o normal, o médico pode achar que ele não tem fibromialgia. Por isso é vital monitorar os pontos sensíveis de dor (mantendo um diário, por exemplo) para garantir o diagnóstico apropriado.

8.2) Saiba como os psicólogos auxiliam os pacientes de Fibromialgia

Dor, especialmente a dor da fibromialgia, nem sempre é apenas física. Cerca de 30% dos fibromiálgicos sofrem de depressão, ansiedade ou alguma forma de transtorno de humor. Os pesquisadores ainda não definiram se é a fibromialgia que provoca esses estados ou vice-versa, mas o que ficou claro é que quando o estado mental sucumbe à dor física, esta fica mais forte. É por isso que o médico pode recomendar uma consulta a um psicólogo ou psiquiatra.

A fibromialgia é uma condição complicada. Seus sintomas são variados e geralmente causarão impacto à vida de modos que transcendem a dor física. Dor e fadiga por si só podem ser suficientes para alterar de modo negativo o estilo de vida, afetando assim o humor. Para controlar os sintomas, pode ser necessária uma abordagem multidisciplinar, incorporando medicação, fisioterapia e psicologia.

8.3) A terapia mental e emocional pode ser apenas uma parte do tratamento da fibromialgia

Qual a diferença entre depressão e ansiedade? As pessoas muitas vezes confundem depressão e ansiedade. É verdade que a pessoa pode ser deprimida e ansiosa, mas não se tratam de distúrbios sinônimos.

A depressão se caracteriza por uma tristeza extrema e crônica. Pode-se dizer que se alguém está deprimido após um dia particularmente ruim no trabalho, mas a verdadeira depressão é muito mais significativa.

As pessoas lidam com a depressão de modo próprio. Talvez chorem ou tenham acessos de ira. Podem passar a maioria dos dias na cama ou comer em excesso em reação à dor que sentem. Qualquer que seja o motivo, o importante é reconhecer a mudança no comportamento. Se a pessoa se flagrar pensando ”Eu não costumava me sentir assim. Minha vida era melhor.”, é hora de consultar o médico ou terapeuta.

Ansiedade, por outro lado, é conhecida por suas intensas sensações de pânico, medo e preocupação excessiva. Talvez você sinta que o coração disparou, na verdade de tal modo que pode confundir a ansiedade com um problema cardíaco.

8.4) A ligação com a fibromialgia

Para ajudar a entender como a fibromialgia se relaciona à depressão e à ansiedade, assim como para ver as diferenças entre os dois transtornos, compare alguns dos sintomas na tabela abaixo.

Observação: os símbolos indicam os sintomas mais associados com o transtorno (isto é, pode-se ter menos sono que o normal se a pessoa tiver depressão, mas é mais comum dormir mais que o usual).

Saiba Tudo Sobre a Fibromialgia

9) Como encontrar um profissional de saúde mental?

Há vários tipos de profissionais, dentre eles psicólogos e psiquiatras, treinados para diagnosticar e tratar qualquer perturbação mental ou emocional que a pessoa esteja experimentando. O médico pode ajudar na escolha daquele que mais pode auxiliar. Os psicólogos são profissionais formados para tratar problemas mentais e emocionais, que usam diversas terapias (por exemplo, a cognitiva comportamental). Os psiquiatras são formados em medicina e podem receitar medicações que auxiliem na depressão e/ou ansiedade.

A dor física da fibromialgia é debilitante. Quando seu impacto é adicionado ao estado mental e emocional, a qualidade de vida da pessoa pode ser gravemente afetada.

Reconhecer que a dor não é só física pode ser difícil e consultar um profissional de saúde mental pode ser assustador, mas fazer isso pode diminuir as dores da fibromialgia. Mesmo que a pessoa não necessite de medicação, a consulta a um profissional de saúde mental é extremamente benéfica. A possibilidade de falar abertamente sobre a experiência com a fibromialgia pode ser terapêutica por si só.Se você tiver fibromialgia e perceber uma mudança em sua perspectiva de vida, não hesite em procurar auxílio psicológico. O principal objetivo á ajudá-lo a se sentir melhor consigo mesmo e resgatar uma vida plena e feliz.

10) Existem complicações da fibromialgia?

As complicações sérias da doença podem surgir por meio de um tratamento inadequado e com a severidade de seus sintomas. Pessoas que não ficam ativas, por exemplo, tendem a piorar e a ficarem mais expostas ao estresse, sofrendo uma sobrecarga emocional, o que naturalmente, pode agravar o bem-estar psicológico e refletir na saúde do organismo.

11) Quais são as opções de tratamentos naturais?

É possível se cuidar buscando opções naturais de relaxamento e que ajudem a amenizar os sintomas. Não se esqueça de sempre buscar orientações médicas, para que o problema não seja agravado. Confira a seguir algumas das opções que podem ser benéficas:

Chás e sucos

Recomendados para complementar o tratamento da fibromialgia, são capazes de contribuir com um melhor sono, alívio das dores e relaxamento. As seguintes opções podem ser utilizadas para a preparação dessas bebidas:

  • Erva de São João;
  • Ginseng indiano;
  • Couve;
  • Gengibre;
  • Cravo da índia.

Para quem busca outras opções de tratamento além dos remédios, buscar por orientações sobre acupuntura, hidroterapia, massagens e até mesmo pilates como formas complementares de tratamento, é de extrema importância e pode acabar sendo benéfico para o bem-estar do paciente.

12) Aplicativo ProFibro

O ProFibro é um aplicativo criado pela fisioterapeuta Susan Lee King Yuan, que busca contribuir com o autocuidado das pessoas que sofrem de fibromialgia. A ferramenta possui uma grande capacidade de influenciar positivamente o tratamento da doença, que pode causar um desconforto enorme na vida das pessoas. Veja a seguir alguns dos principais recursos do ProFibro:

  • Diário: escreva o que tem passado, realizado, sua evolução, objetivos, obstáculos, esse é um local seu;
  • Progresso: como está sendo o progresso? Com o ProFibro você exerce um maior controle sobre ele;
  • Exercício Físico: o aplicativo possui dicas de exercícios que você pode realizar, com dicas, como a posição e duração do exercício;
  • Sono: problemas para dormir, como a insônia, podem surgir em pacientes que enfrentam a fibromialgia e no ProFibro, você encontra estratégias para experimentar, que podem melhorar o seu sono;
  • Família: naturalmente, qualquer doença que alguém enfrente, pode acabar influenciando no dia a dia de seus familiares e por meio deste aplicativo, é possível aprender a lidar com a fibromialgia com seus familiares. Afinal, você não precisa passar por isso sozinho e ter suporte é muito importante para um bom tratamento;
  • Sintomas: é onde você pode colocar o que vem sentindo, por exemplo, a intensidade de cada um deles e os outros sintomas que estão sendo presentes no seu convívio com a doença.

Segundo as informações que constam na página do aplicativo no PlayStore, ele foi desenvolvido com base na experiência clínica e evidências científicas disponíveis na literatura. Ele foi testado em um ensaio clínico com 40 participantes voluntários e após seis semanas, os usuários do ProFibro apresentaram redução na gravidade dos sintomas.

Ainda mais, no próprio aplicativo é possível organizar suas atividades diárias, encontrar mais informações sobre a doença e seu tratamento. Lembrando que é apenas uma opção para complementar o tratamento recomendado pelo médico, por isso que o indicado é deixar seu médico ciente desta opção, caso opte por baixar e utilizar o aplicativo de forma frequente.

Fontes:

http://www.nytimes.com/health/guides/disease/fibromyalgia/overview.html

http://www.emedicinehealth.com/fibromyalgia/article_em.htm

http://www.medicinenet.com/script/main/art.asp?articlekey=8930

“O que REALMENTE significa ter ansiedade”

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“O que realmente significa ter ansiedade?

Vai além de simplesmente se preocupar. Ansiedade significa noites em claro, conforme você suspira e vira de um lado para o outro. É o seu cérebro nunca sendo capaz de desligar. É a confusão de pensamentos que você pensa antes da hora de dormir e todos os seus piores medos se tornam realidade em sonhos e pesadelos. 

É acordar cansada mesmo que o dia só tenha começado.

Ansiedade é aprender como funcionar em privação de sono porque você só conseguiu fechar os olhos às duas da manhã.
É toda mensagem que você pensa ‘como fazer isso da forma correta?’. É duas ou três mensagens que você manda caso tenha feito algo errado. Ansiedade é responder mensagens de forma embaraçosamente rápida.

Ansiedade é o tempo que você gasta esperando uma resposta enquanto um cenário se monta na sua cabeça, questionando o que a outra pessoa está pensando ou se ela está brava.

Ansiedade é a mensagem não respondida que te mata por dentro, mesmo que você diga a si mesma ‘talvez ele esteja ocupado ou irá responder depois’.

Ansiedade é a voz crítica que diz ‘talvez ele esteja só te ignorando mesmo’. É você acreditar em cada cenário negativo que você cria.

Ansiedade é esperar. Parece que você está sempre esperando.

É o conjunto de conclusões inexatas que sua mente cria, e você não tem outra escolha a não ser aceita-las.

Ansiedade é se desculpar por coisas que nem precisam ser desculpadas.

Ansiedade é duvidar de si mesma e falta de autoconfiança.

Ansiedade é ser superatenta sobre tudo e todos. Você consegue dizer se alguém mudou de humor apenas pelo tom de voz da pessoa.

Ansiedade é arruinar relacionamentos antes mesmo deles começarem. Ela te diz ‘você está enganada; ele não gosta de você e vai te deixar’. E você acredita.

Ansiedade é um estado constante de preocupação, pânico e viver no limite. É viver com medos irracionais.

É pensar demais, é se importar demais. Porque a raiz das pessoas ansiosas é se importar.

É ter mãos suadas e coração acelerado. Mas por fora, ninguém percebe. Você aparenta estar calma e sorridente, mas por dentro é o contrário.

Ansiedade é a arte da decepção por parte de pessoas que não te conhecem. E das pessoas que te conhecem, é ouvir constantemente ‘não se preocupe’, ‘você está pensando demais’, ‘relaxe’. É sobre seus amigos ouvirem suas conclusões e não entenderem como você chegou nelas.

Ansiedade é querer consertar algo que nem problema é.

É o amontoado de perguntas que te fazem duvidar de si mesma. É voltar atrás para checar novamente.

Ansiedade é o desconforto de uma festa por pensar que todo mundo está te observando e você não é bem-vinda lá.

Ansiedade é tentar compensar e agradar demais outras pessoas.

Ansiedade é estar sempre no horário porque o pensamento de chegar atrasada te deixa em pânico.

Ansiedade é o medo de fracassar e a busca incansável por perfeição. E então se punir quando você falha.

É sempre precisar de um roteiro e de um plano.

Ansiedade é a voz dentro da sua cabeça que diz ‘você vai falhar’.

É tentar suprir as expectativas dos outros mesmo que isso esteja te matando. Ansiedade é aceitar mais do que você consegue lidar para que você se distraia e não pense demais em outros assuntos.

Ansiedade é procrastinar, porque você está paralisada pelo medo de fracassar.

É o gatilho que te faz ter um ataque de pânico.

 

É estar quebrada na sua privacidade e chorar de preocupação quando ninguém mais está vendo.

É aquela voz crítica dizendo ‘você estragou tudo’ ou ‘você deveria mesmo se sentir um lixo agora’.

Mas mais que qualquer coisa, ansiedade é se importar. É nunca querer machucar alguém. É nunca querer fazer algo errado. Mais que tudo, é o desejo de simplesmente ser aceita e querida. Então você acaba tentando demais às vezes.
E quando você encontra amigos que entendem isso, eles te ajudam a superar juntos. Você percebe que essa pode ser uma batalha que você enfrente todos os dias, mas é uma que não precisa ser enfrentada sozinha.

Fonte- https://www.sabervivermais.com

 

 

Uma carta da senhora Depressão / By Carolina Santos

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Pois é. Aqui estamos.
Uma data comum. Um dia comum. Porém, uma pessoa incomum.
Deixe-me apresentar: Meu nome é Depressão.

Estou ciente do quanto as pessoas de diversos lugares do mundo devem me odiar. Algumas até aceitam a minha presença e se conformam com o fato de que terão que me carregar nas costas pelo resto da vida, mas outras ainda sofrem. Elas tentam me despistar. Tentam me enganar. Tentam me matar. Mas eu que venço, na maioria das vezes.

Talvez você me considere um vilão, mas deixe-me explicar os reais motivos pelos quais eu vivo com você e em milhares de pessoas espalhadas pelo resto do mundo. Sei que lhe causo enormes problemas e que atrapalho sua vida em todos os aspectos. Quer saber o que eu faço com você?
1. Te deixo imensamente triste por meses e meses…
2. Implanto em sua mente pensamentos suicidas. Eu te engano direitinho, e você acredita que para resolver seus problemas basta morrer.
3. Acabo com a sua autoestima.
4. Faço você perder o prazer por tudo aquilo que ama.
5. Faço você se isolar do mundo.

6. Te faço derramar lágrimas todas as noites antes de dormir.
7. Graças a mim você sente dores no peito, falta de ar e um nó na garganta sufocante.
8. Te transformo em um ser totalmente desinteressado pela vida.
9. Te dou dicas de como tirar sua própria vida e ainda te ajudo a fazer isso.
10. Te convenço de que a vida não vale a pena e não tem o menor sentido.
11. Faço você ficar rude e assim maltratar todos aqueles que você ama.
12. Eu escondo todas as luzes que estão no seu caminho, para que você ande na escuridão.

Eu sou boa mesmo, não é verdade? Sou tão forte que posso acabar com sua vida. Mas e aí? Vai deixar que eu faça isso? Consegue entender que eu sou aquela pessoa que entra na sua vida para te ensinar a ser mais forte através da dor? Por mais que pareça que estou tentando te torturar, estou tentando torná-lo mais forte, e convenhamos: você é forte! Você realmente acha que qualquer um aguentaria conviver comigo? Com todas essas e outras coisas ruins que eu causo em você e em várias pessoas? Claro que não! As pessoas que estão livres da minha presença acreditam que são melhores, que estão na boa, mas nem sequer imaginam que eu posso visitá-las a qualquer momento de suas vidas. Elas são tolas por se acharem grandes demais.

Mas você… ah você é também é tolo, porque não reconhece o quão incrível você é. Está a todos esses anos comigo, sofrendo, mas sempre firme e forte. Me dando rasteiras e conseguindo lidar com a minha presença a cada dia que se passa. Você também me engana. Faz terapias, se exercita, toma remédios, ocupa a mente e em vista disso não me deixa brechas para fazer aquilo que sei fazer. Sabe, creio que meu objetivo de torná-lo forte dará certo uma hora ou outra.
Ao longo dos anos, você vai me conhecendo melhor e passa a encontrar métodos para me driblar. Olha aí, meu objetivo funcionando. Sabe o que mais gosto em você? A sua capacidade de aprender com os erros, seu amor incondicional, seu interesse pelo bem-estar das outras pessoas. Devo admitir que o ser humano que está de mãos dadas comigo tem muito mais compaixão. Pois eles sabem o que é a dor, e não desejam isso para mais ninguém. Pois é, olha eu aqui te elogiando. Eu te dou rasteiras, você me dá rasteiras e assim a gente vai levando a vida. Eu sou imortal, eu sei. Uma vez comigo, comigo para sempre. Mas você sabe que eu só apareço em momentos especiais. Momentos estes que você insiste em chamar de crise. Não é crise, é uma visita meu amigo. Eu te visito para te mostrar que tem coisa errada e que você pode aprender muito mais. Depois que vou embora, você até consegue perceber o quão está mais forte e maduro, não consegue? Então, eu não sou seu inimigo. Quer dizer, se você não tomar cuidado posso me tornar um inimigo.
Infelizmente muitos não foram capazes de conviver comigo e se debruçaram na tristeza, se entregaram para o caminho da morte. Mas você não! Você está aqui não está? E está lendo essa carta que estou lhe fazendo com muito amor, por incrível que pareça. Pare de ficar me vendo como algo ruim. Eu te dou todas as cartas para ser uma pessoa incrível. E você está sendo uma pessoa incrível. Poxa, você está aí, de pé. Talvez esteja um pouco abalado com minha presença, mas está aí não está? Creio que nem eu conseguiria viver comigo mesmo. Mas você consegue.

 

Fonte – http://www.psiconlinews.com

A origem do natal e o significado da comemoração.

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O Natal é uma data em que comemoramos o nascimento de Jesus Cristo. Na antiguidade, o Natal era comemorado em várias datas diferentes, pois não se sabia com exatidão a data do nascimento de Jesus. Foi somente no século IV que o 25 de dezembro foi estabelecido como data oficial de comemoração. Na Roma Antiga, o 25 de dezembro era a data em que os romanos comemoravam o início do inverno. Portanto, acredita-se que haja uma relação deste fato com a oficialização da comemoração do Natal.

As antigas comemorações de Natal costumavam durar até 12 dias, pois este foi o tempo que levou para os três reis Magos chegarem até a cidade de Belém e entregarem os presentes (ouro, mirra e incenso) ao menino Jesus. Atualmente, as pessoas costumam montar as árvores e outras decorações natalinas no começo de dezembro e desmontá-las até 12 dias após o Natal.

Do ponto de vista cronológico, o Natal é uma data de grande importância para o Ocidente, pois marca o ano 1 da nossa História.

A Árvore de Natal e o Presépio

Em quase todos os países do mundo, as pessoas montam árvores de Natal para decorar casas e outros ambientes. Em conjunto com as decorações natalinas, as árvores proporcionam um clima especial neste período.

Acredita-se que esta tradição começou em 1530, na Alemanha, com Martinho Lutero. Certa noite, enquanto caminhava pela floresta, Lutero ficou impressionado com a beleza dos pinheiros cobertos de neve. As estrelas do céu ajudaram a compor a imagem que Lutero reproduziu com galhos de árvore em sua casa. Além das estrelas, algodão e outros enfeites, ele utilizou velas acesas para mostrar aos seus familiares a bela cena que havia presenciado na floresta.

Esta tradição foi trazida para o continente americano por alguns alemães, que vieram morar na América durante o período colonial. No Brasil, país de maioria cristã, as árvores de Natal estão presentes em diversos lugares, pois, além de decorar, simbolizam alegria, paz e esperança.

O presépio também representa uma importante decoração natalina. Ele mostra o cenário do nascimento de Jesus, ou seja, uma manjedoura, os animais, os reis Magos e os pais do menino. Esta tradição de montar presépios teve início com São Francisco de Assis, no século XIII. As músicas de Natal também fazem parte desta linda festa.

O Papai Noel: origem e tradição

Estudiosos afirmam que a figura do bom velhinho foi inspirada num bispo chamado Nicolau, que nasceu na Turquia em 280 d. C. O bispo, homem de bom coração, costumava ajudar as pessoas pobres, deixando saquinhos com moedas próximas às chaminés das casas.

Foi transformado em santo (São Nicolau) pela Igreja Católica, após várias pessoas relatarem milagres atribuídos a ele.

A associação da imagem de São Nicolau ao Natal aconteceu na Alemanha e espalhou-se pelo mundo em pouco tempo. Nos Estados Unidos, ganhou o nome de Santa Claus, no Brasil de Papai Noel e em Portugal de Pai Natal.

A roupa do Papai Noel

Até o final do século XIX, o Papai Noel era representado com uma roupa de inverno na cor marrom ou verde escura. Em 1886, o cartunista alemão Thomas Nast criou uma nova imagem para o bom velhinho. A roupa nas cores vermelha e branca, com cinto preto, criada por Nast foi apresentada na revista Harper’s Weeklys neste mesmo ano.

Em 1931, uma campanha publicitária da Coca-Cola mostrou o Papai Noel com o mesmo figurino criado por Nast, que também eram as cores do refrigerante. A campanha publicitária fez um grande sucesso, ajudando a espalhar a nova imagem do Papai Noel pelo mundo.

Curiosidade: o nome do Papai Noel em outros países

– Alemanha (Weihnachtsmann, O “Homem do Natal”), Argentina, Espanha, Colômbia, Paraguai e Uruguai (Papá Noel), Chile (Viejito Pascuero), Dinamarca (Julemanden), França (Père Noël), Itália (Babbo Natale), México (Santa Claus), Holanda (Kerstman, “Homem do Natal), POrtugal (Pai Natal), Inglaterra (Father Christmas), Suécia (Jultomte), Estados Unidos (Santa Claus), Rússia (Ded Moroz). Fonte: Web

Fraternalmente \o/

http://www.parentoni.com

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