Arquivo | novembro 2014

Depressão : Saiba como evitar recaídas

 
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Alejandro Jodorowsky

 

Viaja de ti até ti mesmo, tratando de ser o que será.

A única maneira de avançar é extrair a voz da palavra, extrair o ato da intenção,

extrair o amor do apego e o desejo de seu objeto imaginário.

Penetrar o diâmetro do túnel da mente, perdendo mil e uma peles, não ser este nem o outro, uni-los em um só circulo, buscar a visão oculta atrás da visão.

De olho em olho ascender até a última consciência

O artificial é levado pelo vento, como um enxame de pétalas.

Então circulará em suas veias o licor das entranhas cósmicas.

Arruinando os cegos, integrando os bosques nus à árvore encouraçada.

Sua pátria será somente as pegadas de seus pés descalços e sua idade, a idade do mundo.

Enquanto tiver em sua frente uma definição, nunca mais em seu peito a víbora da inveja.

Nunca mais entre as suas pernas o desejo de um corpo sem alma.

Elegerá por caminho o impalpável nevoeiro.

Vencerá o espelho que compara.

Demolirá a pirâmide de ancestrais que leva incrustada em suas costas.

A ascensão e a queda se amalgamam.

Os olhos que vêem por fim se vêem.

Prazer incessante, orgasmo eterno, silencio que é a soma de todas as músicas.

Deus como um espinho de arvore gira sobre a palma de sua mão.

Te integras à espiral de astros.

No umbigo do mundo sua alma se banha.

Cada um de seus fios de cabelo se amarram no céu.

Uma nuvem plena de chuva colorida alimenta o choro de seu êxtase.

Floresce em sua boca uma árvore branca e negra.

Seus dedos traçam hieróglifos de fogo.

Este é o momento em que os limites se abrem

Como as pétalas de uma flor que cresce nos pântanos.

O que foi uma senda negra se espatifa em raios de luz.

Terminam as fronteiras, as definições ficam esfumaçadas.

Ninguém pode se comparar ou julgar.

Calma eterna.

Os Egos ilusórios deixam de ser ilhas e se entregam ao êxtase do coração único para se dissolverem em grandes batimentos de amor.

A fragrância de cada ser zomba das idéias cristalizadas.

O calor essencial dos sentimentos afetuosos.

Estrela brilhante dos atos bondosos.

O inesquecível tremor da paixão, isso é eterno.

Não vem, nem vai, é uma carícia daquilo que sempre é.

Quero que essas palavras beijem seus olhos.

Que a planta de seus pés acaricie o solo onde estão.

Que seu corpo desenhe no ar labirintos sagrados.

Nada é inútil, tudo serve para alguma coisa.

Uma busca que só pode terminar quando nos convertermos no que buscamos.

O filosofo se converte na verdade.

O artista se converte na beleza.

O nadador se converte na água

O poeta abre uma porta em seu poema.

Possa uma água sem fim inundar a sua memória

Que os ossos do crânio se cubram de palavras sagradas.

Que no lugar de dinheiro se troquem mariposas brancas.

Cada instante é a proa do tempo total

Esse instante é o momento eleito

Hoje a eternidade.

Seu corpo é infinito.

Seu eu é a divindade.

Abdica da memória.

Que o mundo dos gananciosos se torne invisível

Sente ternura por cada mente que se despreza

Seja como uma arvore que toma a forma do canto dos pássaros que a habitam.

Mãe e pai nosso que estão na terra e no céu.

Purifica e santifica nossos nomes

Façamos parte de seu reino

Faça sua vontade no nosso corpo como no nosso espírito

A consciência prometida para o futuro nos dê hoje

Recompense nossos esforços, assim como nós recompensamos os nossos colaboradores.

Nos dê entusiasmo para que continuemos a fazer o bem

Porque é paz, a bondade e o amor nesta hora eterna, amém.

 

Alejandro Jodorowsky 

 

EFEITO COLATERAL DA MULHER ROMÂNTICA – Fabrício Carpinejar

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A mulher romântica tem um efeito colateral: não perdoa. Não perdoa mesmo.
Ela não esquecerá qualquer mancada que você tenha feito. Pode recorrer ao exorcismo, afogar Santo Antônio, investir o salário em macumba.
Nada apagará a ofensa de sua memória. Nada amansará sua dor.
O tempo não desgastará a mágoa, é tudo como se fosse ontem. Ou melhor, hoje de manhã.
Não existe atenuante, não existe a tecla Delete, não existe nem condenação a serviços comunitários.
A idealização, quando machucada, traz a intransigência. Não encontrará mais rascunhos na idealização.
A partilha, antes bênção dos elogios, será calvário das acusações.
Para a mulher romântica, a memória tem uma única vida, como o vestido de noiva. Não há maneira de reaproveitá-la.
Uma falsidade, ainda que eventual, tornará o resto inteiro falso, criando a suspeita do engano permanente.
Ela se lembrará da tristeza pela relação inteira. Sempre voltará ao assunto, sempre trará o ressentimento à baila.
A mácula se transformará num quartinho proibido e assombrado da convivência, a mancha fechará a porta da espontaneidade.
Você pensa que, por ser romântica, ela é tapada. Você pensa que, por ser romântica, ela é dependente e frágil. Você pensa que, por ser romântica, ela aceitará qualquer coisa. Você pensa que, por ser romântica, ela terá compaixão. Enganou-se redondamente.
Você confundiu romantismo com amor incondicional, este é o seu engano.
Toda mulher romântica, por mais que se esforce, jamais perdoa qualquer deslealdade ou infidelidade.
O homem pode se retratar diante da família e dos amigos, arrepender-se publicamente, rastejar no chão da cozinha, subir escadarias de joelhos, prometer ser perfeito dali por diante: não adianta.
Mulher romântica apenas é boa quando você não pisa na bola. Depois da falha, ela será um inferno.
Como ela é devota, sensível e dedicada, qualquer sofrimento pesa duas vezes mais. A ferida dói o dobro.
A mulher romântica não tolera mentira.
Desde o início da relação, só faz uma exigência: a sinceridade.
Quando quebrada a sinceridade, ela não acreditará mais.
O conto de fadas não tem como ser refeito. O encantamento some, e o poder das juras desaparece. É agora falar para o vento e viver casado com a tempestade.

LIMITES HUMANOS?

Encanto de Renascer

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Na fronteira da insanidade
O indivíduo não é neurótico e nem psicótico, mas vive em uma linha sutil entre esses dois estados e a normalidade. Freqüentemente é confundido com o depressivo, mas na verdade sofre de transtorno de personalidade borderline

 

Como tudo começa
O transtorno se forma provavelmente a partir da combinação de três fatores: a própria constituição da pessoa, a dinâmica familiar e o meio social. Segundo a psicóloga Vanda Di Iório, algumas crianças exigem muita atenção por parte de seus cuidadores, que podem não estar preparados para tal demanda e responder de forma insatisfatória a essa vulnerabilidade do bebê.Esse desencontro pode desencadear níveis primários e altos de insatisfação antes que o indivíduo tenha desenvolvido um aparelho psíquico para tolerar seus impulsos agressivos, o que gera os sentimentos paradoxais sempre presentes no borderline: raiva, agressão e medo de abandono. “O doente quer ser livre para fazer o que…

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Rubem Alves

Este texto tem um pouco a ver talvez com o meu momento, quem sabe, com o seu também. O seu título é OSTRA FELIZ NÃO FAZ PÉROLA.
Esse para mim é um dos livros mais lindos dele (Só perde para o Amor que acende a lua!).
Num dos textos dessa obra Rubem relembra como nasce a pérola que, na verdade, deriva de uma agressão à ostra. Essa agressão não se dá na casca dela, ou seja, no lado externo, e sim, no seu interior. Para se proteger do agente agressor que a fere, a ostra começa a liberar um material que isola aquele intruso e que vai formando camadas e mais camadas em seu entorno, até se transformar naquilo que é o desejo de consumo de muita gente: uma linda e reluzente pérola.
E ele faz a conexão dessa situação da ostra, conosco, seres humanos.
Todos nós passamos por momentos da vida em que somos agredidos, machucados, magoados. As vezes nos ferimos imensamente. As vezes essas dores são causadas por termos ferido alguém. E isso gera uma dor muito grande dentro de nós. São as chamadas “dores da alma”. E assim como a ostra, nós também tentamos nos “proteger” da dor. 
Alguns criam uma espécie de “capa” no sentimento para fazer de conta que ele não existe, não está ali. Seja por incapacidade de olhar pra ele, de suportar sua intensidade, de descobrir sua participação nele, seja porque deseja fugir mesmo daquilo. Para isso se anestesiam, dopam-se ou de remédios ou de drogas diversas, ou ainda, foge através do bloqueio mental, da negação, para poder “dar conta” de necessidades do momento, afinal é preciso trabalhar, sobreviver pois a vida continua. E jogam-no lá no “lixão” da mente. 
Esses, apesar de momentaneamente conseguirem o amortecimento da dor, não a resolvem, deixam ela lá latente, prestes a explodir a qualquer momento, bastando para isso um agente catalisador. E quando ela não explode, vai com o tempo encrustando dentro da gente, virando uma espécie de capa dura. Vai nos “endurecendo” o sentimento, nos anulando por dentro, nos consumindo. Aos poucos perdemos o sentido de viver, o prazer na convivência conosco e com o outro, vamos azedando, nos tornando pessoas pesadas, densas, amargas. Morremos por dentro, adoecemos. Por fora, vamos definhando a olhos vistos. Estes, enquanto não tiverem a coragem de olhar “para o intruso”, nesse caso o sentimento que tenta negar, não obterão cura, não realizarão seu crescimento emocional. Não transformarão isso em mudança. Não virarão pérola.
Para virar pérola a gente precisa receber a dor e aceitá-la. Ter a coragem de vivê-la, senti-la, por maior que ela seja. É preciso identificá-la dentro de nós, nominá-la e não ter medo. Falar dela, chorar num ombro amigo ou sozinho, confiar em alguém para compartilhar essa dor. Porque a dor que se compartilha fica mais leve, mais suportável. Não a transferimos para o outro, mas falar dela com alguém faz com que ela deixe de nos assustar porque tivemos a coragem de vê-la, ouvi-la, conversar com ela. Perdoá-la e nos perdoar. 
É a partir dessa “aceitação” e vivencia que começamos a soltar o “nácar” (o material que a ostra libera para envolver o intruso que a fere) para envolver aquela ameaça interna que nos agride. Começa ai a bela construção de algo melhor, mais bonito, mais pleno dentro de nós. É o momento de trabalhar com afinco, com carinho, com amor por nós mesmos. Sem medo, sem amarras, com fé e autoaceitação.
E desse movimento interno de “transmutação”, o agente intruso que antes nos incomodava é transformado em um ponto de luz e nós começamos a nos tornar belas pérolas. Seres melhores, mais leves, mais felizes. Mais plenos.
Ah Rubem, você, de fato, sabia o que estava dizendo meu amigo. 
Todos nós somos ostras que a vida precisa, de vez em quando, invadir para que possamos nos tornar pérolas. Caso contrário morreremos apenas como algo duro por fora e mole por dentro, deixando nos outros apenas a sensação de uma satisfação momentânea, perecível. 
A pérola, não!! Transformar-se nessa pedra preciosa significa encantar a vida de alguém por muito tempo, através da beleza que de si emana. Ficar em sua memória.
E ai vem a inevitável pergunta: você está se mantendo uma ostra, fechado para a vida, ou se transformando numa linda pérola?!
Bjs.
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OSTRA FELIZ NÃO FAZ PÉROLA
 
Ostras são moluscos, animais sem esqueletos, macias, que são as delícias dos gastrônomos. Podem ser comidas cruas, de pingos de limão, com arroz, paellas, sopas. Sem defesas – são animais mansos – seriam uma presa fácil dos predadores.
 
Para que isso não acontecesse a sua sabedoria as ensinou a fazer casas, conchas duras, dentro das quais vivem.
 
Pois havia num fundo de mar uma colônia de ostras, muitas ostras. Eram ostras felizes. Sabia-se que eram ostras felizes porque de dentro de suas conchas, saía uma delicada melodia, música aquática, como se fosse um canto gregoriano, todas cantando a mesma música. Com uma exceção: de uma ostra solitária que fazia um solo solitário… Diferente da alegre música aquática, ela cantava um canto muito triste… As ostras felizes riam dela e diziam: “Ela não sai da sua depressão…” Não era depressão. Era dor. Pois um grão de areia havia entrado dentro da sua carne e doía, doía, doía. E ela não tinha jeito de se livrar dele, do grão de areia. Mas era possível livrar-se da dor.
 
O seu corpo sabia que, para se livrar da dor que o grão de areia lhe provocava, em virtude de sua aspereza, arestas e pontas, bastava envolvê-lo com uma substância lisa, brilhante e redonda. 
 
Assim, enquanto cantava o seu canto triste, o seu corpo fazia o seu trabalho – por causa da dor que o grão de areia lhe causava.
 
Um dia passou por ali um pescador com seu barco. Lançou a sua rede e toda a colônia de ostras, inclusive a sofredora, foi pescada. O pescador se alegrou, levou-a para sua casa e sua mulher fez uma deliciosa sopa de ostras. Deliciando-se com as ostras, de repente seus dentes bateram num objeto duro que estava dentro da ostra. Ele tomou-a em suas mãos e deu uma gargalhada de felicidade; era uma pérola, uma linda pérola. Apensa a ostra sofredora fizera uma pérola. Ele tomou a pérola e deu-a de presente para a sua esposa. Ela ficou muito feliz…”
 
Ostra feliz não faz pérolas. Isso vale para as ostras e vale para nós, seres humanos.
 
As pessoas que se imaginam felizes simplesmente se dedicam a gozar a vida. E fazem bem. Mas as pessoas que sofrem, elas têm de produzir pérolas para poder viver. Assim é a vida dos artistas, dos educadores, dos profetas. Sofrimento que faz pérola não precisa ser sofrimento físico. Raramente é sofrimento físico. Na maioria das vezes são dores da alma.
 
Rubem Alves
Fonte- mudandoavistadoponto

Carta ABERTA para uma VIDA INACABADA de uma Espectadora não linear.- Elisabete Cunha

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Como vai Vida?

Querida,você tem tentado testar minha resistência né danadinha? Eu te entendo, quem manda dizer que é corajosa, valente e destemida. não é mesmo? Agora aguenta coração! Este ano de 2014 tenho tido muitas surpresas com você amiga. Por aqui, nada no mesmo, tudo mudando e rodando. Você me tirou o chão várias vezes, mas não reclamo. Pois através disso descobri uma força que sabia que tinha, só não sabia como administra-la. Pois, como você bem sabe tudo acontece no superlativo comigo e através disso percebi que a maior certeza que temos é que não existem “certezas” .

É difícil conciliar tantos acontecimentos novos e emoções nada tranquilizantes tenho lados tão opostos, sou tão Yin-yang… eu que nunca fui muito certa, continuo batendo a cabeça. Estou feliz com meu pavio curto que tem ficado bem mais zen e equilibrado. Mas, difícil ainda é aceitar certos limites no meu corpo que não existiam e você já deve ter percebido que tenho tentado ser cuidadosa,carinhosa e acima de tudo compreensiva aceitando meus limites e aprendendo que somos apenas um grão de poeira na areia deste universo . E vida , como existem pessoas que ainda não “perceberam” este detalhe, tão importante. Somos frágeis e podemos morrer a qualquer segundo, você com o tempo me ensinou isso. Apesar de saber que ainda não consigo ver a morte como algo natural.

O fato de descobrir que não sou eterna me deixou mais humilde e resiliente. Seguranças são tão preciosas e ao mesmo tempo inseguras, não sei se você me entende. Por isso alterno. Me alterno. Por isso choro, sorrio,escrevo, invento e ainda me emociono com uma flor, uma música, uma criança, um idoso fofo, um abraço de verdade. Eu quero entender o mundo, mas só consigo amar. Penso que se entendesse um pouco de mim eu perceberia mais os porquês e sofreria menos por nada. Mas eu continuo sentindo muito, intensamente, dolorosamente e sem fim. Quando dói, dói muito. Corta, rasga, machuca e sangra. Quando fico feliz, o mundo me devora.Luz e energia fazem parte de mim, nasceram comigo, afinal sou uma típica ariana que encabeça o mundo.

Ah, minha amiga, esse meu coração me devora mesmo! As ventanias são tão fortes que as vezes penso que vou cair…Daí , vem a brisa soprando baixinho no meu ouvido: – Quem é de Oyá não cai, enverga enverga, mas não quebra. O meu Deus é um Deus de bondade , um Deus que une crenças e aceita o amor de qualquer religião. pois para mim , Deus é amor. E é esse Deus conciliador que é a minha base para nunca me deixar desistir de viver.Mas, a minha fome de viver é tanta que devora minhas palavras, minhas frases, meu desejo, e me alimenta para prosseguir.

Existe uma citação da Lya Luft que adoro e tento seguir: ”A maturidade me permite olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranquilidade, querer com mais doçura.”Querida Vida, eu nunca fui uma pessoa equilibradamente linear, você bem sabe que desde menina sempre me refugiei no meu mundo de desenhos, livros e fantasia. Era minha salvação diante de tantos fatos que ocorriam na vida de uma menininha questionadora. Ainda não sou uma pessoa terminada e nem quero ser, eu não quero rótulos nem roteiros prontos, não existe começo nem fim em mim. Eu existo. E eu quero viver!

Enfim ,a cada dia aprendo que para compreender o outro é preciso respeitar a individualidade alheia. É preciso ter coragem pois acho que a vida é um processo mutável , além de tudo, não temos o controle de nada. É quase uma arte mostrar-se sem pudores, tornar-se vulnerável é coisa para gente forte… Não tem jeito, o caminho é prosseguir e contemplar cada momento que você nos dá como se fosse o último.O último suspiro.

Um beijo e dá lembrança a Felicidade , manda ela aparecer mais e avisa a Esperança que estou sempre confiando nela.Só vou te fazer um pedido…Não deixe o Medo e aquela galera do mal  que o seguem virem para o lado de cá,tá?

 Sem Mais !

Elisabete Cunha 06/11/2014

P. S. Esqueci de agradecer tantas coisas maravilhosas que você me proporciona a cada dia minha amiga Vida . Você tem sido generosa comigo sim. Muito! Pois é, esquecemos sempre que a gratidão é algo tão grandioso e pratica-la é tão raro . É esta feia mania de pedinte que os seres humanos possuem… Desculpe, somos seres difíceis de lidar. Eu sei. E novamente citando a grande Lya Luft  finalizo : “Apesar das minhas fragilidades, avanço.”

Superação Já!

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Quando as mulheres se apaixonam julgam que o relacionamento irá durar toda a vida, no entanto cada vez mais começamos a viver numa sociedade em que tal não se verifica, sendo que para encontrar o tal muitas mulheres terão que passar por algum fim de namoro.
Quando nos apaixonamos o sentimento de amor é forte, assim como o sentimento de possessão Não está nos nossos planos perder aquela companhia algum dia. Muitas mulheres não se importam que o ex-namorado traia, ou que minta, elas não se importavam de viver para sempre assim, numa mentira.Mas o que é isto do amor? Acho que as pessoas que chegam ao fim de namoro, não amam de verdade, embora custe deixar o outro partir, o amor é algo que possui dois sentidos. A sua felicidade deve estar acima de tudo. Não se deve forçar ou tentar forçar alguém a manter-se num relacionamento se o amor já se tiver desvanecido.“Se ama alguém, deixe-o ir. Se regressar para você, é seu. Se não regressar, nunca foi seu.”Lembre-se sempre destas dicas para seguir em frente e dar o seu lugar, deve ser digna e forte até ao final. Não deve chorar e implorar, as mágoas são para os fracos.Se por todos os meios já tentou combater o fim de namoro, de considerar que talvez seja tempo de seguir em frente. Tal como muitas outras pessoas que no passado se levantaram para tornar a juntar os pedaços do coração e recomeçar as vidas.

10 Conselhos para superar um fim de namoro:

  • Não implore por amor, isto diminui a auto-estima;
  • Amar é algo voluntário e não obrigatório, é livre de escolher;
  • Não chore por algo que já foi, não era para você, pense positivo;
  • Não force ninguém a ficar com outrem por pena, é a pior coisa que se pode fazer;
  • Pode sempre encontrar outra pessoa como você, que procura alguém para amar;
  • Não se desgaste com sentimentos de culpa;
  • Olha para você e veja como é bonita;
  • Faça coisas interessantes, mude de visual;
  • Você é mais que um objeto, é uma mulher maravilhosa;
  • Quando a deixam porque não a amam, há que fazer para o amor voltar!

E por último nunca se deve culpar pelo fim de namoro. O amor também se desgasta, e culpa não é inteiramente sua. O amor é igual às flores, que requerem constantes cuidados e mimos, caso contrários secam.

Fonte:diariodemulher.com