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Recôncavo Baiano

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RESPOSTA aberta a um senhor que me chamou de petralha nordestina entre outras coisas. Um insulto como se nordestina fosse defeito ou desmerecimento.
Não sou filiada a nenhum partido, mas com certeza estarei do lado do injustiçado. Alguém que foi eleita verdadeiramente pelo voto do povo deve permanecer ate o final do mandato. Não sou Pt e não aprovo muita coisa .

Mas, a constituição deve ser respeitada. Não foi o nordeste que elegeu Dilma. Foi o Brasil caro amigo, sim, sou nordestina com o maior orgulho da alma. Eu sou nordestina, baiana e do recôncavo baiano. Sei de minha origem e sou fruto de gente corajosa e trabalhadora. Em Terra Nova – BA chegaram meus bisavós por parte de pai do Porto – Portugal pra tentar reconstruir e tentar sorte com armazém de secos e molhados na beira de uma Usina de Cana de Açúcar – ALIANÇA era o nome da usina. E eles venceram.
Pelo lado da minha mãe sou neta de uma mulher, culta, forte inteligente e poeta. Filha de um padre foi criada com a melhor educação que poderia ter na época. E meu bisavô padre assumiu a filha perante toda a sociedade e a deu carinho e educação.

Minha vó namorou anos com o caboclo belo e rude, administrador de usina através de cartas. quando ele se estabilizou foi buscar a minha vó e foram formar família , família grande parte de professores……Família que muito me orgulha…Fui criada na poesia , na verdade , na luta. E eles venceram. Não peçam de mim imparcialidade, indiferença e personalidade equilibrada e nula. Sou uma mistura de raças e isso me dá forças para reconstruir sempre!!!
Quando pequena adorava ver os raios e trovões riscando o céu.
O caos não me assusta… eu sempre venço ele.
Qual motivo estou escrevendo isto?
Um misto de orgulho de meus antepassados e esperança no meu futuro em um momento delicado , perigoso e incerto.
Um dia quando tiver netos quero que eles leiam este post.

EPAHEY OYÁ!

Carta ABERTA para uma VIDA INACABADA de uma Espectadora não linear.- Elisabete Cunha

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Como vai Vida?

Querida,você tem tentado testar minha resistência né danadinha? Eu te entendo, quem manda dizer que é corajosa, valente e destemida. não é mesmo? Agora aguenta coração! Este ano de 2014 tenho tido muitas surpresas com você amiga. Por aqui, nada no mesmo, tudo mudando e rodando. Você me tirou o chão várias vezes, mas não reclamo. Pois através disso descobri uma força que sabia que tinha, só não sabia como administra-la. Pois, como você bem sabe tudo acontece no superlativo comigo e através disso percebi que a maior certeza que temos é que não existem “certezas” .

É difícil conciliar tantos acontecimentos novos e emoções nada tranquilizantes tenho lados tão opostos, sou tão Yin-yang… eu que nunca fui muito certa, continuo batendo a cabeça. Estou feliz com meu pavio curto que tem ficado bem mais zen e equilibrado. Mas, difícil ainda é aceitar certos limites no meu corpo que não existiam e você já deve ter percebido que tenho tentado ser cuidadosa,carinhosa e acima de tudo compreensiva aceitando meus limites e aprendendo que somos apenas um grão de poeira na areia deste universo . E vida , como existem pessoas que ainda não “perceberam” este detalhe, tão importante. Somos frágeis e podemos morrer a qualquer segundo, você com o tempo me ensinou isso. Apesar de saber que ainda não consigo ver a morte como algo natural.

O fato de descobrir que não sou eterna me deixou mais humilde e resiliente. Seguranças são tão preciosas e ao mesmo tempo inseguras, não sei se você me entende. Por isso alterno. Me alterno. Por isso choro, sorrio,escrevo, invento e ainda me emociono com uma flor, uma música, uma criança, um idoso fofo, um abraço de verdade. Eu quero entender o mundo, mas só consigo amar. Penso que se entendesse um pouco de mim eu perceberia mais os porquês e sofreria menos por nada. Mas eu continuo sentindo muito, intensamente, dolorosamente e sem fim. Quando dói, dói muito. Corta, rasga, machuca e sangra. Quando fico feliz, o mundo me devora.Luz e energia fazem parte de mim, nasceram comigo, afinal sou uma típica ariana que encabeça o mundo.

Ah, minha amiga, esse meu coração me devora mesmo! As ventanias são tão fortes que as vezes penso que vou cair…Daí , vem a brisa soprando baixinho no meu ouvido: – Quem é de Oyá não cai, enverga enverga, mas não quebra. O meu Deus é um Deus de bondade , um Deus que une crenças e aceita o amor de qualquer religião. pois para mim , Deus é amor. E é esse Deus conciliador que é a minha base para nunca me deixar desistir de viver.Mas, a minha fome de viver é tanta que devora minhas palavras, minhas frases, meu desejo, e me alimenta para prosseguir.

Existe uma citação da Lya Luft que adoro e tento seguir: ”A maturidade me permite olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranquilidade, querer com mais doçura.”Querida Vida, eu nunca fui uma pessoa equilibradamente linear, você bem sabe que desde menina sempre me refugiei no meu mundo de desenhos, livros e fantasia. Era minha salvação diante de tantos fatos que ocorriam na vida de uma menininha questionadora. Ainda não sou uma pessoa terminada e nem quero ser, eu não quero rótulos nem roteiros prontos, não existe começo nem fim em mim. Eu existo. E eu quero viver!

Enfim ,a cada dia aprendo que para compreender o outro é preciso respeitar a individualidade alheia. É preciso ter coragem pois acho que a vida é um processo mutável , além de tudo, não temos o controle de nada. É quase uma arte mostrar-se sem pudores, tornar-se vulnerável é coisa para gente forte… Não tem jeito, o caminho é prosseguir e contemplar cada momento que você nos dá como se fosse o último.O último suspiro.

Um beijo e dá lembrança a Felicidade , manda ela aparecer mais e avisa a Esperança que estou sempre confiando nela.Só vou te fazer um pedido…Não deixe o Medo e aquela galera do mal  que o seguem virem para o lado de cá,tá?

 Sem Mais !

Elisabete Cunha 06/11/2014

P. S. Esqueci de agradecer tantas coisas maravilhosas que você me proporciona a cada dia minha amiga Vida . Você tem sido generosa comigo sim. Muito! Pois é, esquecemos sempre que a gratidão é algo tão grandioso e pratica-la é tão raro . É esta feia mania de pedinte que os seres humanos possuem… Desculpe, somos seres difíceis de lidar. Eu sei. E novamente citando a grande Lya Luft  finalizo : “Apesar das minhas fragilidades, avanço.”

Adoro ESCADAS E JANELAS… Elisabete Cunha

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“Escadas me fazem lembrar que na vida temos subidas e descidas…é algo que é inevitável, você tem que enfrentar o degraus sem medo ou corre o risco de paralisar-se.
Janelas servem para mim como uma típica ariana, senhora da impulsividade para lembrar que antes de sair porta a fora …é muito mais prudente que primeiro fiquemos a observar da janela, sem pressa, nem arroubos. Longe de mim ser assim tão equilibrada em todas as situações, na teoria sou ótima, na prática acabo fazendo tudo errado.
Estou aprendendo, a dona vida vai ensinando através das decepções se realmente pode valer a pena investir e insistir em um objetivo. Valendo mesmo e nunca sabemos ao certo se vale de fato, podemos sair com a alma aberta pela porta da vida sem medo de começar e se preciso for, recomeçar.”
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RIR DE SI MESMO…

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Como é gostosa a sensação de rirmos espontaneamente de nós mesmos, principalmente quando por uma coisa boba, talvez, alguma preocupação infundada que no final não deu em nada, ou quem sabe, uma atitude impulsiva que nos colocou, frente a frente, com uma situação de embaraço, com relação as nossas reais dificuldades.

Às vezes, é importante sair de si mesmo , olhando-se de fora para dentro, dando um descanso de nós mesmos. Esse olhar distante, de cima e de longe, rindo ou chorando de nós mesmos, é uma maneira de aprendermos muito sobre aquilo que somos e ainda temos a aprender com a própria vida.

Hoje em dia consigo rir de mim mesma, de uma maneira bastante espontânea e feliz, principalmente, quando me deparo com situações inusitadas, aonde, por exemplo: algumas vezes imaginava que poderia acontecer alguma coisa negativa em relação a determinado fato ou pessoa, e de repente , surge o inesperado, acontecendo exatamente ao contrario. Consigo rir das besteiras que digo, das coisas engraçadas que costumam acontecer no dia-a-dia, consigo rir até mesmo quando me encontro triste, pois sei que tudo vai passar mais rapidamente quando me encontro mais propensa, a não levar as coisas tão a sério.

Rir de si mesmo é algo muito comum na vida da maioria das pessoas, que tem senso de humor. O riso tem uma extraordinária capacidade de liberar e curar e também, não deixa de ser um ato de entrar em contato consigo mesmo, surgindo , uma percepção mais aguçada perante as situações da própria vida. Pergunto: de que adianta ficar nervoso, brigar com meio mundo, ficar roxo de vergonha perante determinada situação, ou seja, lá o que for?.

Nada pode ser mais interessante do que percebermos que por de trás de alguma mancada, que possamos ter cometido, alguma coisa engraçada, teremos para lembrar ou associar, aquele fato. Não esqueça de que o “ significado” de todas as coisas , que nos sucedem, são determinados por nossas escolhas, ou seja, eu focalizo de que maneira aquilo pode ou não repercutir em mim, de forma positiva ou negativa.

Só não se aproveite da situação para rir dos outros… Isso é muito desagradável e acaba viciando, alem do fato de que, podemos correr o risco de acabar magoando as pessoas que amamos, de uma forma não desejada. Tirar sarro dos outros, dando uma de convencido, não é muito interessante para quem tem interesse em conhecer um pouco mais de si mesmo.

E no fundo, rir de alguém não é algo que a maioria das pessoas goste, mesmo que por detrás de uma aparente fachada, a pessoa que riu diga: era apenas “uma brincadeira”. Além do mais, dar uma de convencido enaltecendo seus pontos fortes, não vai fazer você parecer mais forte ou poderoso, do que aquilo que realmente, seja de verdade. Muitas vezes, você pode não perceber, mas esta fazendo um papel ridículo, a não ser que, saiba ser inteligente o suficiente, e acabe aproveitando a situação para também rir de si mesmo, e não somente do outro.

Você já tentou rir de si mesmo? Já se olhou no espelho e notou o quanto ridículo estava perante aquela situação ou diante daquela pessoa que lhe decepcionou? Com certeza, você pode ter rido em varias situações: de alguém, de vergonha, de alegria, de tristeza, de decepção e, até mesmo de raiva, enfim, os motivos podem ser os mais diversos, porem, você em alguma situação já riu de si e, muitas vezes acabou chegando à conclusão que foi a melhor coisa que fez, pois pelo menos, colocou para fora aquela energia estagnada, que no fundo estava precisando sair, de alguma maneira.

Também é importante lembrar que rir de si mesmo , além de elevar nossa auto estima, faz com que compreendamos melhor as pessoas, e também passamos a não dar tanta importância às coisas insignificantes. Tornamo-nos dessa forma, uma pessoa mais agradável e de fácil convivência. Quem não gosta da companhia de alguém que esta sempre alegre e sorrindo, mesmo que seja de si mesmo? Essa pessoa, com certeza, não leva a vida tão a sério, e sabe aproveitar os melhores momentos do nosso aqui e agora, que no fundo, é o mais importante.

Se soubéssemos o valor de um sorriso, seja ele qual for: amigável, simpático, ardoroso, enigmático, com certeza, daríamos mais valor as pessoas que sorriem com freqüência. Mas o que vale mesmo, é que ele seja sincero e brote do coração, da alma. Não vale aquele sorriso forçado, falso, ardiloso, ou o irônico, porque esse a gente acaba percebendo ou sentindo a verdadeira energia, que emana dele. E na maioria das vezes, se quer distancia desse tipo de “sorrisinho” disfarçado ou irônico.

Sorrir atrai e mexe com o sentimento afetivo das pessoas e, para alguém é sempre uma atitude positiva e prazerosa, principalmente quando sabemos que vamos fazer alguém feliz, ou, quando em determinada situação apenas com um sorriso, acabamos quebrando o gelo, nas mais variadas situações constrangedoras. O sorriso é nossa marca registrada, pois, por onde passamos, ele acaba permanecendo na lembrança de alguém, como um perfume que deixa o seu rastro pelo ar.

Por isso, não esqueça: SORRIA MAIS e, não leve a vida tão a sério, procurando acima de tudo ser feliz consigo mesmo, pois dessa forma, acabará achando o fio da meada, que nos levará com certeza, a uma forma de felicidade mais plena.
Se você soubesse a energia que emana, quando sorri, com certeza, nunca mais deixaria de dar um sorriso, nem que seja para si mesmo.

A Infelicidade Humana

“O mal estar na civilização” foi escrito em 1930 por Sigmund Freud, partindo do pressuposto que o indivíduo é um ser infeliz, e que esse mesmo indivíduo vive á mercê de uma infelicidade permanente. Freud especula que mesmo com o advento da ciência, religião e arte como artifício de sublimação do sofrimento, o homem não obteve o contentamento da felicidade. A nomenclatura felicidade pode ser analisada a partir da ideia moderna existente nela, sabemos que todo ser humano tem um ideal de felicidade, e que o homem se posiciona diante da busca por esse ideal. A felicidade é um conceito conhecido pelo senso comum, porém, analisando de maneira análoga, é um objeto muito mais complexo e – pelo viés de Freud – utópico.

De acordo com Freud, a felicidade nunca chega a nos pertencer, existe um desencontro brutal entre nossas aquisições e nossos desejos, ela passa por nós como flecha invisível, todavia, continuamos a pregar um possível estado de felicidade. A verdade é que nunca experimentados a felicidade em sua plenitude, e é essa ânsia natural do homem que nos transforma em um eterno caçador frustrado, que tenta a todo custo ser feliz.

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Freud se encarregou exaustivamente em analisar o tema, ele afirma que existem impulsos que levam o homem a buscar a felicidade, procurando constantemente sensações de prazer e, em contrapartida, evitando o desprazer. Exemplo moderno dessa necessidade de afastamento do desprazer é o intuito com que muitos vão em busca de análise, psicanalistas são procurados com a finalidade de aliviar dores, na expectativa de uma felicidade imediata e plena.

Freud diz que o ser humano vive em uma reta constante e infinita de busca pelo prazer, mas essa satisfação é impossível de ser realizada, gerando a partir disso uma série de descontentamentos. Usando como base as análises de Freud, podemos entender que existem dois tipos de busca pela felicidade: A ausência da dor e o sentimento de prazer propriamente dito. Freud enfatiza a felicidade momentânea, discorrendo sobre ela como se fosse o mais próximo da felicidade que podemos chegar, nas palavras de Freud: “O que se chama felicidade no sentido mais estrito resulta da satisfação bastante súbita de necessidades fortemente postas em êxtase e, por sua natureza, é possível somente como um fenômeno episódico”.

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Freud também aponta os limites da cultura que estamos inseridos como sendo fortes geradores de infelicidade, ao passo que a exigência imposta pela civilização torna a meta pela felicidade algo impossível. A cultura exige do homem sacrifícios, causando assim o supracitado mal estar. Para manutenção da sociedade, nos é exigido acatar ordens e leis, a busca pelo gozo do prazer e o individualismo são colocados em segundo plano, nas palavras de Freud: “A liberdade individual não é um patrimônio da cultura”.

Na concepção freudiana, existe uma forte abdicação da vontade do homem, para viver de acordo com as normas e preceitos da sociedade, abrindo mão das suas pulsões de prazer. Freud diz que “O homem da cultura trocou uma parte de felicidade por uma parte de segurança”, ele se refere a repressão social frente a agressividade e sexualidade natural de todo ser humano, tornando, desta forma, o homem infeliz. “Posto que a cultura imponha tantos sacrifícios não somente à sexualidade, mas também à inclinação agressiva do ser humano, compreendemos melhor que os homens dificilmente se sintam felizes dentro dela”.

Podemos entender, analisando de maneira simplória os recortes freudianos, além dos nossos limites psíquicos que transformam a felicidade em uma meta impossível, existem os limites inibidores oriundos da cultura. A civilização exige do homem limpeza, ordem e beleza, o mal estar na civilização é uma condição inerente ao homem moderno. A ansiedade e a exigência de se adaptar aos valores sociais, cria o ser humano como um verdadeiro produtor de mal estar. Em linhas gerais, podemos resumidamente dizer que Freud destaca a cultura como limitadora da própria felicidade, proporcionando o principal sentimento de desprazer que habita no ser humano.

Texto de Fernanda Frota.

Pare de viver no Passado.

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Você viveu uma linda história de amor (ou nem tão linda assim), mas o fato é que não consegue se desvincular do passado, despedir-se do que não deu certo e botar a vida pra andar? Ainda está preso ao que já acabou, patinando sem sair do lugar?

Bem, é claro que viver o luto pela morte de um relacionamento faz parte! Sofrer é até saudável quando a dor serve como elaboração e análise do que houve – erros, acertos e aprendizados. Desfazer um laço, até quando parece mesmo a melhor solução, não é uma das mais prazerosas situações que podemos viver, é verdade!

Mas também é verdade que você, bem lá no fundo, sabe que se manter atolado na dor, no desespero, na lamentação e no lugar de vítima não são opções para quem quer realmente ficar bem. Chorar e doer tem que ter limite! Tem que ter fim. O próximo passo é a porta para o recomeço!

Como? Sei que não é fácil e as respostas não estão disponíveis em sites de busca ou livros de autoajuda. Esses são ferramentas que até podem ajudar no apontamento de uma direção, mas as respostas, a forma de recomeçar, o jeito de reconstruir a vida e o chão a se seguir começam dentro de você. São habilidades que já estão aí e você precisa, pra recomeçar, lançar mão delas. O primeiro passo é você quem dá. Mais ninguém.

Dicas? Claro, existem várias! Uma delas é viver um dia de cada vez. Só por hoje. Só agora. Só o presente, este momento. Assim, fracionando o tempo, fica infinitamente mais fácil. Só o próximo passo, mas sabendo em qual direção você quer ir, aonde quer chegar. Tendo um plano, um propósito, uma meta.

Recaídas? Sim, provavelmente terão! Fazem parte! Mas cada vez mais espaçadas. Cada dia um pouquinho mais forte, um pouquinho mais lúcido e seguro. Um pouquinho mais perto do melhor que está por vir.

Mas uma coisa é certa: ficar preso ao passado é sinônimo de culpa, mágoa, arrependimento e tristeza. Assim como se tornar refém do futuro é sinônimo de medo, ansiedade, insegurança e incerteza. Por outro lado, o passado pode ser mestre quando você o reconhece como tal, aprende com ele e se torna dono e autor de sua história, suas lembranças, seus aprendizados e suas escolhas. Do mesmo modo com o futuro, quando você usa esse tempo que só existe em sua fantasia e o transforma em sonhos, planos e esperança.

De resto e de verdade, só temos o agora. É aqui que está a paz e as reais possibilidades. É o único tempo em que você pode fazer, agir. Em nenhum outro há alguma chance de você existir. Então, se quer deixar de ser refém e parar de sofrer por algo que já era, mude o foco. Escreva a próxima página do livro de sua vida. O que deseja contar nela? O que precisa fazer para torná-la muito além de um conto de fadas para ninar crianças?

Por fim, sinto muito se você esperava encontrar aqui alguma resposta curta, direta e objetiva para a solução da sua dor. Sinto se você esperava que eu indicasse o culpado por você estar se sentindo assim, colocando você no lugar de impotente e injustiçado. A vida definitivamente não funciona assim. Desde que o mundo é mundo, pessoas sofrem e doem, mas também desde que o mundo é mundo, elas só superam tudo isso depois de superarem, antes, a si mesmas. E se tantas podem, por que você, justo você, não poderia?

Sim, você pode e nem precisa ser sozinho. Para isso, o Universo nos encheu de facilitadores: amigos, cursos, colo das pessoas que nos amam, profissionais, bolos de chocolate, livros, flores, mar, canto dos pássaros, sol, lua, estrelas, entre outros. E se você ainda não encontrou nada disso ou tudo isso lhe parece pouco demais, abra os olhos e acorde!

Lembre-se: o mundo não vai parar até que você faça isso. Cada dia perdido é, de fato, mais um dia perdido! Então, comece logo, comece agora: é pra frente que se anda e que se vive! E só pra não dispensar a sabedoria popular, “quem vive de passado é museu”!

Texto de Rosana Braga

Chegou o Outono !


Chegou o Outono , e meu aniversário está se aproximando, sou uma mulher outonal , emocional e nada cerebral . Entrei na casa dos quarenta e descobri que o melhor é : Abrir a janela. De dentro.
Manter o coração aberto. Para tudo. E para todos. Usar mais a intuição. Arriscar. Permitir. Não se culpar tanto. Aceitar os erros. Os seus e dos outros. Sem exceção. Chorar sobre o leite derramado, mas depois enxugar tudo e prosseguir. De cabeça erguida. Ser forte mas ser doce. Ou agridoce, se preferir…

Elisabete Cunha