Arquivo | janeiro 2014

O amor medroso – Jéssica Mendes

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 Acredito que poucas coisas sejam tão ruins quanto gostar de alguém que tem medo. Gostar de um medroso é pior do que ter um amor-não-correspondido, porque no fim das contas você sabe que o medroso gosta de você, e ele também sabe que gosta, mas não age. Mas já já eu volto nesse assunto. Primeiro, vamos falar da paixão, sentimento que antecede qualquer tipo de amor.

Vou resumir um estudo feito pela professora Cindy Hazan, da Universidade de Cornell, NY. Ela concluiu que “seres humanos são biologicamente programados para se sentirem apaixonados durante alguns meses”. A pesquisadora também identificou algumas substâncias responsáveis pela paixão, são elas a dopamina, a fenilitilamina e a oxitocina. “Estes produtos químicos são comuns no corpo humano, mas são encontrados juntos apenas nas fases iniciais do flerte. Porém, com o tempo, o organismo se torna resistente aos seus efeitos e toda a “loucura” da paixão desvanece gradualmente. É nesta fase que o casal tem que decidir. Ou se separam ou se acostumam com as formas mais brandas da paixão/amor: companheirismo, afeto, tolerância; e permanecem juntos.”

Acho interessante que no estudo esteja definido assim “formas mais brandas da paixão/amor”. É aquele momento em que uma coisa vira a outra e a gente não sabe bem onde está. Algumas pessoas – as bem resolvidas – já cruzaram a barrinha e tem certeza do que sentem: É amor! Afinal, depois de toda a convivência, os conflitos e as dificuldades, elas não conseguem ficar sem aquela pessoa. Mesmo depois de saber que ele tinha uma mania bem irritante, que o melhor amigo é uma péssima influência, e de ter perdoado uma mancada imperdoável. Fazer o que? É amor. E todos os bons momentos bem vividos e bem aproveitados durante a paixão fazem crer que dará certo.

Mas para o medroso não funciona assim. O medroso é aquele cara que some depois de ter te apresentado à família. É aquele que fica frio depois porque os amigos disseram que vocês foram feitos um para o outro. O medroso é aquele que mesmo recebendo todo o carinho e atenção de quem ele realmente gosta, prefere manter duas ou três opções na manga, para o dia em que você der um pé na bunda dele.

Sabe aquele sorriso amarelo que você recebeu depois de dizer um “eu adoro você”? Então, era a covardia perguntando ao outro se era aquilo mesmo e onde ele estaria se metendo. Essa sua inocente demonstração de afeto soou como uma ofensa, e qualquer tipo de resposta seria a declaração de uma sentença: “Game over, amigo. Você vai sofrer. Cai fora.” Ele faz com que o momento mais gostoso do relacionamento (a fase da paixão), seja destruído por inseguranças.

Enquanto isso, você já ouviu de mim ou sua melhor amiga: “Esquece. Você fez tudo o que podia. Ele não deu valor. O medo dele é maior do que o que ele sente por você. É isso mesmo o que você quer? São caras desse tipo que abandonam as mulheres no altar. Você não tem mais 15 anos. Seu relacionamento vai parar aonde? E daí que a mãe e os amigos dele gostam de você? Você quer ouvir um “eu te amo” de quem?”.

E é depois de perder todas as oportunidades, sozinho no quarto, que o medroso constata que o que ele sentia era real. Que ele queria fazer parte dos seus planos, que você era uma boa ideia. Mas infelizmente alguns só percebem isso depois de te ver marcada na foto de outro cara, com um sorriso de orelha a orelha e a legenda: “Me faz feliz”.

Jéssica Mendes

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Vou logo avisando… – Elisabete Cunha

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Nunca me chame:

Ir em festas de pagode, arrocha e similares
Ir ao shopping dia 24 de dezembro
Ir ao shopping dia 30 de dezembro
Ir encontrar com pessoas mal-humoradas, grossas e donas da verdade
Ir produzir matéria em camarote no carnaval de Salvador e nem poder aproveitar nada.
ir produzir matéria com gente que dá bolo.
Ir conhecer gente que te usa, usa, usa e não tem nenhuma gratidão em todos os setores da vida.
Ir enfrentar fila, seja ela qual for.
ir assistir o programa de Faustão.
ir viajar de ônibus sentada ao lado do banheiro.
Ir com o carro no centro e não ter lugar pra estacionar.
Ir aturar gente que só faz se queixar da vida, invejosa e mal amada.
(é que me lembro por enquanto, tem mais…muito mais)

Sempre me chame:

Ouvir Piaf , Ella, Billie, Aretha , Etta , Elza soares e Rita Lee.
Andar de bicicleta
Para o que der e vier (quando gosto da pessoa demais)
Beijar meu filho , minha mãe, meu namorido e similares.
Ir ao show de Marisa Monte,Arnaldo Antunes ,Nando Reis, Lenine, Zeca Baleiro . Karina Buhr, Tulipa Ruiz , Ed Motta, entre outros queridos.
Ir a Livraria Cultura , ler livros bem caros por horas e não comprar. (Por razões $$$$)
Ir a Livraria Cultura e tomar um Capuccino com pão de queijo.
Ir ao cinema (sem fila)
Ir ao teatro (sem fila)
Comer acarajé (sem fila)
Caminhar, caminhar, caminhar…
Tomar sorvete na Sorveteria da Ribeira
Tornar a caminhar, caminhar, caminhar por causa do sorvete.
Ficar estudando sobre Arte e visitar museus do mundo via INTERNET (Só posso assim por enquanto)
Ir para praia cedo…não ao meio dia (senão morro literalmente frita)
Beber água de Côco
ir ao salão de beleza
Comprar bolsas e sapatos.
Encontrar gente que me faz feliz de verdade, GENTE DE VERDADE.
(é que me lembro por enquanto, tem mais…muito mais)

Assinado : Elisabete Cunha

Vampiros Energéticos

10 formas de identificar o sugador !

Todos nós os conhecemos! Sabemos como são! Como se vestem! E como agem! E seus propósitos: sugar o sangue de suas vítimas, pois só assim eles sobrevivem. De quem estamos falando? É claro que dos “Vampiros dos filmes”, o Conde Drácula e seus amigos, seres errantes de capa preta e grandes dentes, ávidos por sangue (ou energia vital), e que andam pelas sombras em busca de suas vítimas que, na maioria das vezes, não percebem sua presença ou atuação maléfica, mesmo que estejam muito próximos. Aí, o filme termina e os vampiros desaparecem, certo? Errado!
Existe um tipo de vampiro que é de carne e osso, e com quem convivemos diariamente. Estamos falando dos “Vampiros de Energia”, pessoas de nosso relacionamento diário. Pode ser nosso irmão (a), marido/esposa, empregado, familiar, amigo de trabalho. vizinhos, gerente do banco, ou seja qualquer pessoa de nosso convívio, que esta roubando nossas energias, para se abastecer. Eles roubam energia vital, comum no universo, mas que eles não conseguem receber.

Mas, por que estas pessoas sugam nossa energia, afinal? Bem, em primeiro lugar a maioria dos Vampiros de Energia atuam inconscientemente, sugando a energia de suas vítimas, sem saber o que estão fazendo.
O vampirismo ocorre porque as pessoas não conseguem absorver as energias das fontes naturais, tão abundantes, e ficam desequilibradas energeticamente. Quando as pessoas bloqueiam o recebimento destas energias naturais (ou vitais), elas precisam encontrar outras fontes de energia mais próxima, que nada mais são do que as outras pessoas, ou seja, você.
Na verdade, quase todos nós, num momento ou outro de nossas vidas, quando nos encontramos em um estado de desequilíbrio, acabamos nos tornando vampiros de energia alheia.

Tipos de vampiros:

Mas, como identificar estas pessoas, ou estes vampiros? Em estudos feitos, foram identificados os seguintes tipos de vampiros (você provavelmente conhece mais de um):
Quais as principais características deles? Como combatê-los?

a) Vampiro Cobrador: Cobra sempre, de tudo e todos. Quando nos encontramos com ele, já vem cobrando o porque não lhe telefonamos ou visitamos. Se você vestir a carapuça e se sentir culpado, estará abrindo as portas. O melhor a fazer é usar de sua própria arma, ou seja, cobrar de volta e perguntar porque ele não liga ou aparece. Deixe-o confuso, não o deixe retrucar e se retire rapidamente.

b) Vampiro Crítico: é aquele que critica a tudo e a todos, e o pior que é só critica negativa e destrutiva. Vê a vida somente pelo lado sombrio. A maledicência tende a criar na vítima um estado de alma escuro e pesado e abrirá seu sistema para que a energia seja sugada. Diga “não” às suas críticas. Nunca concorde com ele. A vida não é tão negra assim. Não entre nesta vibração. O melhor é cair fora e cortar até todo o tipo de contato.

c) Vampiro Adulador: é o famoso “puxa-saco”. Adula o ego da vítima, cobrindo-a de lisonjas e elogios falsos, tentando seduzir pela adulação. Muito cuidado para não dar ouvidos ao adulador, pois ele simplesmente espera que o orgulho da vítima abra as portas da aura para sugar a energia.

d) Vampiro Reclamador: é aquele tipo que reclama de tudo, de todos, da vida do governo, do tempo, etc. Opõe-se a tudo, exige, reivindica, protesta sem parar. E o mais engraçado é que nem sempre dispõe de argumentos sólidos e válidos para justificar seus protestos. Melhor tática é deixá-lo falando sozinho.

e) Vampiro Inquiridor: sua língua é uma metralhadora. Dispara perguntas sobre tudo, e não dá tempo para que a vítima responda, pois já dispara mais uma rajada de perguntas. Na verdade, ele não quer respostas e, sim, apenas desestabilizar o equilíbrio mental da vítima, perturbando seu fluxo normal de pensamentos. Para sair de suas garras, não ocupe sua mente à procura de respostas. Para cortar seu ataque, reaja fazendo-lhe uma pergunta bem pessoal e contundente, e procure se afastar assim que possível.

f) Vampiro Lamentoso: são os lamentadores profissionais, que anos a fio choram sua desgraças. Para sugar a energia da vítima, ataca pelo lado emocional e afetivo. Chora, lamenta-se e faz de tudo para despertar pena. É sempre o coitado, a vítima. Só há um jeito de tratar com este tipo de vampiro, é cortando suas asas. Corte suas lamentações dizendo que não gosta de queixas, ainda mais que não elas não resolvem situação alguma.

g) Vampiro Pegajoso: investe contra as portas da sensualidade e sexualidade da vítima. Aproxima-se como se quisesse lambê-la com os olhos, com as mãos, com a língua. Parece um polvo querendo envolver a pessoa com seus tentáculos. Se você não escapar rápido, ele irá sugar sua energia em qualquer uma das possibilidades. Seja conseguindo seduzi-lo com seu jogo pegajoso, seja provocando náuseas e repulsa. Em ambos os casos você estará desestabilizado, e, portanto, vulnerável. Saia o mais rápido possível. Invente uma desculpa e fuja rapidamente.

h) Vampiro Grilo-Falante: a porta de entrada que ele quer arrombar é o seu ouvido. Fala, absoluto, durante horas, enquanto mantém a atenção da vítima ocupada, suga sua energia vital. Para livrar-se, invente uma desculpa, levante-se e vá embora.
i) Vampiro Hipocondríaco: cada dia aparece com uma doença nova. Adora colecionar bula de remédios. Desse jeito chama a atenção dos outros, despertando preocupação e cuidados. Enquanto descreve os pormenores de seus males e conta seus infindáveis sofrimentos, rouba a energia do ouvinte, que depois sente-se péssimo.

j) Vampiro Encrenqueiro: para ele, o mundo é um campo de batalha onde as coisas só são resolvidas na base do tapa. Quer que a vítima compre a sua briga, provocando nela um estado raivoso, irado e agressivo. Esse é um dos métodos mais eficientes para desestabilizar a vítima e roubar-lhe a energia. Não dê campo para agressividade, procure manter a calma e corte laços com este vampiro.

Bem, agora que você já conhece como agem os Vampiros de Energia, vá a caça deles, ou melhor, saia fora deles o mais rápido possível. Mas, não esqueça de verificar se você, sem querer, é óbvio, não é um destes tipos de Vampiro.

By  Vania Taror

A Pessoa Errada – Luis Fernando Veríssimo

 

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Pensando bem em tudo o que a gente vê, vivencia, ouve e pensa, não existe uma pessoa certa para a gente. Existe uma pessoa que se você for parar pra pensar é, na verdade, a pessoa errada. Porque a pessoa certa faz tudo certinho! Chega na hora certa, fala as coisas certas, faz as coisas certas, mas nem sempre a gente está precisando das coisas certas. Aí é a hora de procurar a pessoa errada. A pessoa errada te faz perder a cabeça, perder a hora, morrer de amor… A pessoa errada vai ficar um dia sem te procurar que é para na hora que vocês se encontrarem a entrega ser muito mais verdadeira. A pessoa errada é na verdade, aquilo que a gente chama de pessoa certa. Essa pessoa vai te fazer chorar, mas uma hora depois vai estar enxugando suas lágrimas. Essa pessoa vai tirar seu sono. Essa pessoa talvez te magoe e depois te enche de mimos pedindo seu perdão. Essa pessoa pode não estar 100% do tempo ao seu lado, mas vai estar 100% da vida dela esperando você. Vai estar o tempo todo pensando em você. A pessoa errada tem que aparecer para todo mundo, porque a vida não é certa. Nada aqui é certo! O que é certo mesmo, é que temos que viver cada momento, cada segundo, amando, sorrindo, chorando, emocionando, pensando, agindo, querendo, conseguindo… E só assim, é possível chegar àquele momento do dia em que a gente diz: “Graças a Deus deu tudo certo”. Quando na verdade, tudo o que Ele quer é que a gente encontre a pessoa errada pra que as coisas comecem a realmente funcionar direito para a gente…

Luis Fernando Veríssimo

“Ano Novo” – Ferreira Gullar

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Ano Novo

Meia noite. Fim
de um ano, início
de outro. Olho o céu:
nenhum indício.

Olho o céu:
o abismo vence o
olhar. O mesmo
espantoso silêncio
da Via-Láctea feito
um ectoplasma
sobre a minha cabeça:
nada ali indica
que um ano novo começa.

E não começa
nem no céu nem no chão
do planeta:
começa no coração.

Começa como a esperança
de vida melhor
que entre os astros
não se escuta
nem se vê
nem pode haver:
que isso é coisa de homem
esse bicho
estelar
que sonha
(e luta)

GULLAR, Ferreira. Toda poesia. Rio de Janeiro: José Olímpio, 1997.