Arquivo | julho 2015

Edgar Degas

edgar

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“Chamam-me o pintor das bailarinas”, dizia Degas com tristeza, “não compreendem que a bailarina é um pretexto para reproduzir o movimento fluido.”

“Bailarinas em Rosa” – Edgar Degas
Pintor francês impressionista (1834-1917)

Degas era conhecido como “o pintor das bailarinas”, mas hoje é reconhecido como tendo feito a ponte entre a pintura do século XIX e a do século XX.

Degas (cujo nome completo era Hilaire-Germain-Edgar De Gas) nasceu em Paris, na França, no dia 19 de julho de 1834, e morreu na mesma capital, no dia 27 de setembro de 1917.

Degas era pintor, artista gráfico e escultor, amplamente celebrado pelas suas imagens da vida parisiense. Seu tema principal era a figura humana — especialmente a feminina —, que ele trabalhou em obras que vão desde os retratos sombrios de seus primeiros anos até os estudos de lavadeiras, cantoras de cabaré e modistas, em que seguia as técnicas do estilo de pintura chamado impressionismo. As bailarinas e as mulheres se banhando foram temas dos quadros de Degas durante toda a sua carreira.

Degas foi um inovador incansável e, mesmo reconhecido como um dos melhores desenhistas de seu tempo, fez experiências com uma ampla variedade de materiais e meios de criar imagens, usando óleo, pastel, guache, gravura, litografia, monotipia, modelagem em cera e fotografia.

Nas últimas décadas de sua vida, tanto os seus temas quanto as suas técnicas simplificaram-se, originando uma nova arte de cores vivas e formas expressivas, bem como vastas sequências de obras intimamente ligadas.

Ele chegou a ser marginalizado como “o pintor das bailarinas”, mas agora é reconhecido como uma das figuras mais complexas e inovadoras de sua geração, tendo influenciado Pablo Picasso, Henri Matisse e muitos dos principais artistas do século XX.

“A Primeira Bailarina” – Edgar Degas
“A Aula de Dança” – Edgar Degas







“Ensaio de Balé” – Edgar Degas
Degas
“As Bailarinas em Azul” – Edgar Degas

Degas

 

Fonte – 

Um Recado para Clarice – Elisabete Cunh

Clarice
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Espero que  você esteja bem e continue indo fundo da alma feminina de maneira em que incomode como um soco no estômago. Na verdade , poucos conseguem . Só você tem conseguido fazer isso comigo ao longo de tantos anos . Eu lhe conheci no ginásio, confesso que não lhe entendia muito naquela época,porque a vida ainda não tinha me tornado mulher com dores e amores, era uma menina curiosa e cheia de vontade de entender o mundo.

Você veio para o Brasil tão menina, Recife acolheu sua família…você cresceu e adquiriu traços da personalidade de mulher nordestina. Mulher nordestina já nasce com a alma sensibilizada com a beleza da nossa terra e com o sofrimento do nosso povo. Nascemos sabendo que temos que mostrar mais eficiência e coragem para que nos respeitem Brasil afora.

Aquele livro de Fotobiografia sobre você , que comprei na Casa das Rosas em São Paulo (um dos meus lugares preferido na terra da garoa) emprestei e nunca mais me devolveram…roguei uma praga pra pessoa que ficou e não me devolveu de nunca mais entender uma vírgula sobre você.
Acho que consegui…tomara!

Ahhh Clarice , como te deram frases que você nunca disse e nem sequer imaginou em escrever.
Querida , e o pior é que estão soltas pela internet. Cheias de blábláblá e dignas de quem nunca leu de fato um livro seu e não conhece seu estilo.

Você era uma grande leitora do mundo . Bem, acho que todo escritor, mesmo o medíocre, é. Um escritor não tem outra coisa para trabalhar, senão a própria vida. Pode se debruçar sobre a literatura do passado, pode fazer experiências formais e se entregar a uma “literatura culta”, pode tudo, mas estará sempre defrontado com a realidade.

Você Clarice, porém, lia o mundo não na visão chapada das grandes paisagens, ou dos personagens “perfeitos”, mas nas entrelinhas. Você conseguia ver o “entre”. Perfurava o real, cavando ali onde, quase sempre, por preguiça, por desatenção, por medo, nos detemos. Você não.
Espero que daí onde está você não veja. Certamente morreria (de novo) de desgosto ao lê-las tão fofinhas e açucaradas.

Pela vida Clarice, tenho observado o quanto você é sempre muito envolvente. Algumas pessoas não a suportam, e não voltam mais. Outras se entregam e, até, se desfazem em lágrimas. Ler você cara Clarice é, sempre, uma ameaça.
Você cirugicamente mexe no fundo de cada um que lê, e se for uma mulher ,muitas vezes você mata a dita cuja sem dó, gosto disso.
Quantas pessoas gostariam de escrever cada letra , cada vírgula que você consegue expressar nas linhas da vida?

Bem, vou me despedindo por aqui e já que estamos falando de frases , as suas me descrevem. “Estou passando a vida tentando corrigir os erros que cometi na minha ânsia de acertar…”
Enfim:
“Valorize quem te ama, esses sim merecem seu respeito. Quanto ao resto, bom… ninguém nunca precisou de restos para ser feliz.”
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Ave Clarice !
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Um beijo!

Elisabete Cunha

“Não suporto meios termos. Por isso, não me dou pela metade. Não sou sua meio amiga nem seu quase amor. Ou sou tudo ou sou nada”
―Clarice Lispector
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“Sorrisos e abraços espontâneos me emocionam. Palavras até me conquistam temporariamente. Mas atitudes me ganham para sempre.”
―Clarice Lispector
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“Eu sou uma eterna apaixonada por palavras, música e pessoas inteiras. Não me importa seu sobrenome, onde você nasceu, quanto carrega no bolso. Pessoas vazias são chatas e me dão sono.”
―Clarice Lispector
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“Deixo-te livre para sentir minha falta, se é que faço falta. Tens meu número, na verdade, meu coração, então se sentir vontade de falar comigo, me procura você.”
―Clarice Lispector
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“Sou como você me vê.
Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania,
Depende de quando e como você me vê passar.”

―Clarice Lispector