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O apanhador de desperdícios

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Uso a palavra para compor meus silêncios.
Não gosto das palavras
fatigadas de informar.
Dou mais respeito
às que vivem de barriga no chão
tipo água pedra sapo.
Entendo bem o sotaque das águas
Dou respeito às coisas desimportantes
e aos seres desimportantes.
Prezo insetos mais que aviões.
Prezo a velocidade
das tartarugas mais que a dos mísseis.
Tenho em mim um atraso de nascença.
Eu fui aparelhado
para gostar de passarinhos.
Tenho abundância de ser feliz por isso.
Meu quintal é maior do que o mundo.
Sou um apanhador de desperdícios:
Amo os restos
como as boas moscas.
Queria que a minha voz tivesse um formato
de canto.
Porque eu não sou da informática:
eu sou da invencionática.
Só uso a palavra para compor meus silêncios.

MANOEL DE BARROS

A dor da Rejeição

 

Se uma pessoa o rejeita, não significa que você é ruim ou que tem menos valor que outros. Significa apenas que a outra pessoa não está sintonizada com o seu desejo, naquele momento.

Não há motivo para vergonha, depressão, ou sentimento de menos valia. Ao contrário, se alguém é rejeitado significa que possui a capacidade de se envolver afetivamente.

Isso deve ser um alento quando suas esperanças esbarram no “não” do outro. Mais triste do que a dor de uma rejeição é o sofrimento de quem congela o desejo por medo de se decepcionar.

A rejeição faz parte das experiências que se tem na vida.

É saudável sentir-se decepcionado ao ser excluído ou barrado no afeto de alguém que você desejaria ter ao lado. Esse sentimento doloroso faz parte do processo de processamento interno do que aconteceu.

No primeiro momento, a tendência pode ser de carregar as tintas e ver tudo escuro.

Ninguém gosta de ser rejeitado. Porém, a pessoa com autoestima satisfatória não fica estacionada aí e logo se move adiante.

O mundo não se reduz a alguém, ou a um grupo de pessoas. Sua vida será tanto mais ampla quanto for seu olhar sobre o horizonte.

Se o indivíduo não se deixar aprisionar pela rejeição, encontrará oportunidades para viver novas experiências que lhe trarão momentos mais felizes do que poderia imaginar.

O universo costuma apresentar seus presentes mais valiosos para aqueles que seguem em frente e não se detém diante de aparentes fracassos.

A chave é deixar o medo de lado e acreditar no seu valor e na sua capacidade de atrair para sua vida o que o (a) fará feliz.

Assim, como a terra e as flores se renovam em beleza e perfumes depois da tempestade, sua vida se encherá de amor e alegrias se aprender a superar uma rejeição, por mais difícil que possa parecer.

 

Relacionamento – Dez dicas para superar a rejeição


@ Não tome a rejeição como se houvesse algo errado com você. As pessoas fazem escolhas por razões que são delas. Você não precisa ser aceito (a) nem aprovado por todos.

@ A rejeição não significa que você não merece ser amado (a). Não é realista esperar que todos seus desejos e expectativas se realizem. Se alguém não quer você em sua vida, agradeça.

@ A pior coisa é ficar em banho-maria, nem lá, nem cá, vivendo na dúvida. Uma vez que alguém é rejeitado em alguma situação, ganha de presente a liberdade para seguir em frente!

@ Em vez de olhar para a porta que se fechou, mire o horizonte e as infinitas possibilidades que se abrem para você. 

@ Quando uma pessoa se sente devastado por uma experiência de rejeição,não é pelo outro que sofre. A depressão e o pensamento obsessivo em torno do fato é decorrente de problemas emocionais da própria pessoa. Nesse caso, o melhor é tomar uma providência e buscar ajuda psicoterapêutica.

@  Aproveite o momento para iniciar um projeto de vida que você vem adiando. Ao voltar sua atenção e energia em um projeto que trará satisfação pessoal, você conseguirá superar o sentimento de rejeição mais facilmente.

@ Aproveite todas as oportunidades para crescer com as experiências vividas. Pergunte-se o que pode aprender sobre você mesmo (a) com a situação.

@ Use o momento para dar um up grade total. Interno e externo. Cuidar de si mesmo (a) faz bem à autoestima e aumenta a autoconfiança. Comece a meditar, mude o cabelo, renove algumas peças do guarda-roupa, leia sobre autoconhecimento, entre para uma academia, inicie a dieta que vem adiando há tempos, comece uma terapia, faça shiatsu,  mude o estilo de se vestir, entre para uma aula de dança de salão, etc…

@ Entre em contato com antigos colegas e amigos de infância que você não vê há tempos. Aproveite para renovar os laços de amizade e se divertir.

@ Resista aos impulsos de ficar contando para todo mundo o que aconteceu. A necessidade de ouvir opiniões e desabafar a torto e a direito mostra um transbordamento interno. Ninguém poderá curar a sua dor, a não ser você mesmo(a).

Acredite na sua capacidade de se renovar e de superar eventos que causam sofrimento. Aprenda e cresça com suas experiências. Esse é o caminho para a maturidade emocional, condição indispensável para uma vida feliz.

Texto de Jael Coaracy

 

Recôncavo Baiano

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RESPOSTA aberta a um senhor que me chamou de petralha nordestina entre outras coisas. Um insulto como se nordestina fosse defeito ou desmerecimento.
Não sou filiada a nenhum partido, mas com certeza estarei do lado do injustiçado. Alguém que foi eleita verdadeiramente pelo voto do povo deve permanecer ate o final do mandato. Não sou Pt e não aprovo muita coisa .

Mas, a constituição deve ser respeitada. Não foi o nordeste que elegeu Dilma. Foi o Brasil caro amigo, sim, sou nordestina com o maior orgulho da alma. Eu sou nordestina, baiana e do recôncavo baiano. Sei de minha origem e sou fruto de gente corajosa e trabalhadora. Em Terra Nova – BA chegaram meus bisavós por parte de pai do Porto – Portugal pra tentar reconstruir e tentar sorte com armazém de secos e molhados na beira de uma Usina de Cana de Açúcar – ALIANÇA era o nome da usina. E eles venceram.
Pelo lado da minha mãe sou neta de uma mulher, culta, forte inteligente e poeta. Filha de um padre foi criada com a melhor educação que poderia ter na época. E meu bisavô padre assumiu a filha perante toda a sociedade e a deu carinho e educação.

Minha vó namorou anos com o caboclo belo e rude, administrador de usina através de cartas. quando ele se estabilizou foi buscar a minha vó e foram formar família , família grande parte de professores……Família que muito me orgulha…Fui criada na poesia , na verdade , na luta. E eles venceram. Não peçam de mim imparcialidade, indiferença e personalidade equilibrada e nula. Sou uma mistura de raças e isso me dá forças para reconstruir sempre!!!
Quando pequena adorava ver os raios e trovões riscando o céu.
O caos não me assusta… eu sempre venço ele.
Qual motivo estou escrevendo isto?
Um misto de orgulho de meus antepassados e esperança no meu futuro em um momento delicado , perigoso e incerto.
Um dia quando tiver netos quero que eles leiam este post.

EPAHEY OYÁ!

Um Recado para Clarice – Elisabete Cunh

Clarice
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Espero que  você esteja bem e continue indo fundo da alma feminina de maneira em que incomode como um soco no estômago. Na verdade , poucos conseguem . Só você tem conseguido fazer isso comigo ao longo de tantos anos . Eu lhe conheci no ginásio, confesso que não lhe entendia muito naquela época,porque a vida ainda não tinha me tornado mulher com dores e amores, era uma menina curiosa e cheia de vontade de entender o mundo.

Você veio para o Brasil tão menina, Recife acolheu sua família…você cresceu e adquiriu traços da personalidade de mulher nordestina. Mulher nordestina já nasce com a alma sensibilizada com a beleza da nossa terra e com o sofrimento do nosso povo. Nascemos sabendo que temos que mostrar mais eficiência e coragem para que nos respeitem Brasil afora.

Aquele livro de Fotobiografia sobre você , que comprei na Casa das Rosas em São Paulo (um dos meus lugares preferido na terra da garoa) emprestei e nunca mais me devolveram…roguei uma praga pra pessoa que ficou e não me devolveu de nunca mais entender uma vírgula sobre você.
Acho que consegui…tomara!

Ahhh Clarice , como te deram frases que você nunca disse e nem sequer imaginou em escrever.
Querida , e o pior é que estão soltas pela internet. Cheias de blábláblá e dignas de quem nunca leu de fato um livro seu e não conhece seu estilo.

Você era uma grande leitora do mundo . Bem, acho que todo escritor, mesmo o medíocre, é. Um escritor não tem outra coisa para trabalhar, senão a própria vida. Pode se debruçar sobre a literatura do passado, pode fazer experiências formais e se entregar a uma “literatura culta”, pode tudo, mas estará sempre defrontado com a realidade.

Você Clarice, porém, lia o mundo não na visão chapada das grandes paisagens, ou dos personagens “perfeitos”, mas nas entrelinhas. Você conseguia ver o “entre”. Perfurava o real, cavando ali onde, quase sempre, por preguiça, por desatenção, por medo, nos detemos. Você não.
Espero que daí onde está você não veja. Certamente morreria (de novo) de desgosto ao lê-las tão fofinhas e açucaradas.

Pela vida Clarice, tenho observado o quanto você é sempre muito envolvente. Algumas pessoas não a suportam, e não voltam mais. Outras se entregam e, até, se desfazem em lágrimas. Ler você cara Clarice é, sempre, uma ameaça.
Você cirugicamente mexe no fundo de cada um que lê, e se for uma mulher ,muitas vezes você mata a dita cuja sem dó, gosto disso.
Quantas pessoas gostariam de escrever cada letra , cada vírgula que você consegue expressar nas linhas da vida?

Bem, vou me despedindo por aqui e já que estamos falando de frases , as suas me descrevem. “Estou passando a vida tentando corrigir os erros que cometi na minha ânsia de acertar…”
Enfim:
“Valorize quem te ama, esses sim merecem seu respeito. Quanto ao resto, bom… ninguém nunca precisou de restos para ser feliz.”
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Ave Clarice !
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Um beijo!

Elisabete Cunha

“Não suporto meios termos. Por isso, não me dou pela metade. Não sou sua meio amiga nem seu quase amor. Ou sou tudo ou sou nada”
―Clarice Lispector
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“Sorrisos e abraços espontâneos me emocionam. Palavras até me conquistam temporariamente. Mas atitudes me ganham para sempre.”
―Clarice Lispector
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“Eu sou uma eterna apaixonada por palavras, música e pessoas inteiras. Não me importa seu sobrenome, onde você nasceu, quanto carrega no bolso. Pessoas vazias são chatas e me dão sono.”
―Clarice Lispector
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“Deixo-te livre para sentir minha falta, se é que faço falta. Tens meu número, na verdade, meu coração, então se sentir vontade de falar comigo, me procura você.”
―Clarice Lispector
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“Sou como você me vê.
Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania,
Depende de quando e como você me vê passar.”

―Clarice Lispector

 

10 coisas que fazem as pessoas se afastarem de você by Frederico Mattos

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No consultório algumas pessoas me perguntam sem o saber qual seria o motivo para suas vidas não fluírem como deveriam. Às vezes se queixam de relacionamentos que nunca seguem em frente ou da solidão que sentem e não desconfiam dos motivos das pessoas se afastarem delas. Tenho certeza que essa é uma pergunta feita por várias pessoas, segue uma lista de motivos possíveis:
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1- Instabilidade emocional
Uma das coisas mais difíceis é se relacionar com uma montanha-russa, por dez minutos ou em uma festa pode até ser tolerável, mas para seguir numa amizade, como colega de profissão ou parceiro amoroso é impossível. O mínimo de estabilidade e previsibilidade é importante quando se trata de estabelecer vínculos de confiança.
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2- Ser dominador
Naqueles dias que você não sabe nem o que quer jantar é muito bem-vindo alguém que tenha pulso firme para tomar a liderança. Outra coisa é conviver com um ditador que quer ter a razão em qualquer assunto e determinar como, quando, onde e pra quê sua vida deve existir. Sempre haverá alguém sem vida própria para revezar ao lado de uma pessoa mandona, mas no longo prazo é só reparar, nunca são as mesmas pessoas, ninguém aguenta.
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3- Egoísmo galopante

 

Auto-confiança, opinião própria e boa autoestima são apreciadas numa pessoa, mas dividir espaço com um rei momo psicológico que coloque todas essas características na décima potência é asfixiante. Parte dos motivos que nos fazem ficar ao lado de uma pessoa é saber que ela valoriza quem nós somos por nós mesmos e não como espectadores de sua vida.

4- Ser o centro das atenções

Não importa o motivo, o lugar ou o artifício o que importa é estar no meio do palco. Tem quem coloque uma melancia no pescoço, mas tem quem se faça de coitadinho ou sexy, o modus operandi muda mas o essencial é que aquela pessoa receba atenção constante. Bastou outra pessoa começar uma história ou a outra ficar feliz com sua conquista e surgirá a parasita de energia dos outros para cortar o assunto e sequestrar as atenções. Por um dia até vai, mas a vida inteira é insuportável.

5- Viajar na maionese

Ser distraído é uma característica de quem está fechado no seu próprio mundo, e quando isso vem acompanhado de uma ingenuidade e falta de senso do ridículo o pacote fica completo para produzir alguém que não fala coisa com coisa. É até engraçado conviver com alguém que age na vida como se fosse café-com-leite, mas para aquelas coisas sérias, que dependem de firmeza esse tipo de pessoa não entra na lista de prioridades.

6- Nunca levar nada a sério

As amizades, os relacionamentos amorosos e profissionais precisam de refresco nessa rotina acelerada que vivemos, mas ser bobo alegre e descomprometido ao extremo não é uma boa receita para gerar credibilidade. É como alho e vampiro, não combinam.

7- Agir com raiva diante das frustrações

A vida será sempre cercada de coisas lindas e descompassos e parte da maturidade de alguém se deve a habilidade em administrar com ginga, bom humor e eficiência os seus problemas. Tem gente que vira um furacão com o mínimo de contrariedade e desconta em quem está por perto. As pessoas podem parecer que respeitam você, mas na verdade elas tem medo e bastará uma distração sua para que elas saiam correndo e nunca mais voltem.

8- Confundir falta de educação com honestidade

Há quem ache bonito sair falando as verdades não-solicitadas na cara dos outros. Costumam aproveitar da fama de “honesto” para dar patada e descarregar suas frustrações em cima dos outros. Mas não se deixe enganar, quem gosta de falar as verdades na cara dos outros está mais para amargurado do que sincero. Cometer sincerocídio, portanto, não ajuda em nada se vier desacompanhado de carinho e intimidade.

9- Fazer jogos

Por causa do medo de sofrer algum tipo de humilhação algumas pessoas se antecipam em toda e qualquer suposta artimanha dos outros. Essa defensividade exagerada associada com paranóia e orgulho cria uma bomba explosiva que cria um jogador compulsivo seja na paquera, no trabalho, com os amigos ou amores. Por medo de sofrer a pessoa fica o tempo todo manipulando as vontades e interesses das pessoas na direção daquilo que quer. No final do jogo, no entanto, quem levou o xeque-mate foi ela.

10- Ser frio e insensível

Quem acha que os outros tem telepatia para adivinhar o tamanho do seu amor está enganado. Amor de verdade se mostra agindo e fazendo coisas concretas para mostrar que a companhia vale a pena e as coisas estão agradáveis. Conviver com uma pedra de gelo que não reage a nada pode endurecer quem está por perto. O medo da pessoa fria é parecer vulnerável e no final da história ela irá encarar seu maior fantasma ao afastar todas as pessoas importantes de sua vida por causa de sua insensibilidade.

 

Sobre Frederico Mattos

Sonhador nato, psicólogo provocador, autor do livro “Como se libertar do ex”. Adora contar e ouvir histórias de vida. Nas demais horas medita, cultiva um jardim, lava pratos, ama Juliana e escreve no blog Sobre a vida [www.sobreavida.com.br]. No twitter é @fredmattos.

Descomplica! – Via Elisabete Cunha

 

 

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É que a vida não é colorida, é colorível…levanta e vai pintar tua vida das cores que você mais gostar, porque ela é curta pra caramba (ia escrever caralho, mas achei que não ficava bem pra uma senhora). Certas porradas que chegam sem ser esperadas servem tanto, não se queixe,engula o choro agora!!
Nestes descaminhos aprendi que nada é tão grande como a gente vê. Ainda bem! Decidi descomplicar o simples, simplificar os dias. A gente planeja tanto, aí vem o inesperado fazendo festa, rindo dos nossos projetos megalomaníacos, nos ensinar que muita coisa depende de nós, mas que a vida é muito mais que um bloco de notas.
Vem nos mostrar que não existe receita pronta, palavra certa, escolhas erradas, a vida se apresenta cada dia com uma nova roupa e cabe a nós tirá-la para dançar ou ficarmos sentados esperando a coragem chegar. Reaprendi a construir caminhos sem me preocupar com a chegada, apenas com cada passo da caminhada. Tou dando minhas topadas ainda e são muitas. Mas, acho que melhorei minha mania de achar que podemos controlar tudo.
O lance é pintar estrelas no muro, e ter o céu ao alcance das mãos.Tudo, mas sem ilusões, na real mesmo porque existe uma coisa na vida que precisamos aprender, e ninguém ensina isso nas escolas…Só nos tsunamis que surgem do inesperado que aprendemos a capacidade de suportar e de se reinventar.

E essa tal Maturidade? – Via Elisabete Cunha

Algo que a maturidade ensina e quem é bobo “nem nada” aprende, é que para viver de verdade a gente tem que quebrar a cara ( eu sei, é uma merda!…mas é assim que acontece) Tem que tentar e não conseguir. Achar que vai dar e ver que não deu. Querer muito e não alcançar. Ter e perder. Tem que ter coragem , não adianta.

Tomara que os nossos enganos mais devastadores não nos roubem o entusiasmo para semear de novo.Tomara!
Pois é como eu citei no começo : Eu desejo maturidade. Quando se tem maturidade, dá-se melhor o valor que tem cada coisa, sem supervalorizar o que é irrelevante ou subestimar um pequeno aprendizado.
E um bendito aprendizado que venho tentando aprender é que quero em minhas relações é possuir a capacidade de manter a cumplicidade.
Que o entendimento aconteça no olhar.
Que as palavras sejam estilingues e não pedras. Desejo que haja tolerância e muita paciência. Que os defeitos de um, não machuquem o outro. Que as qualidades de um, não ofusquem o outro. Desejo que o tempo seja generoso. Que os dias passem em paz. Que as noites sejam de sossego e carinho.
Desejo que a rotina não seja cruel. Que a paixão seja sempre descoberta. Que o abraço seja sempre acolhedor. Desejo que as vontades caminhem amigas e fiéis.E que as diferenças e as distâncias só sirvam para aproximar.

A ÚLTIMA BOLACHA RECHEADA DO PACOTE – Fabricio Carpinejar

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A vingança é um efeito colateral da vaidade. É um sinal da arrogância que existia desde o começo da relação.

Ninguém se torna vingativo, as pessoas já são vingativas e demonstram a predisposição de destruir logo no primeiro encontro.
A vingança não é uma novidade do fim, mas uma notícia velha do início.
Não venha dizer que só conheceremos com quem a gente se casou quando nos separamos. A gente conhece de quem a gente vai se separar quando casamos.
Quem se acha demais acaba se vingando. Porque pensa que, ao namorar, realiza um favor. Porque pensa que, ao namorar, concede o bilhete premiado de sua companhia. Porque pensa que, ao namorar, está garantindo a simpatia de sua conversa, a gentileza de sua personalidade, a dádiva de sua alegria, o luxo de seu humor, atributos raros e impossíveis de se jogar fora.
Quem se acha demais não namora, na verdade dá uma chance.
O tipo narcisista se coloca na posição de provedor da verdade. É afetado, unilateral e autoritário – tornou-se assim pela beleza, pelo dinheiro ou pela projeção social.
A questão é que se enxerga perfeito e intocável e confunde sua presença amorosa com filantropia.
O narcisista não admitirá qualquer crítica, e a separação é a maior delas, discordância evidente de seu modo de vida.
Jamais aceitará que errou, jamais pedirá desculpa, jamais arcará com a responsabilidade de seus atos, jamais carregará culpa pelo distanciamento. Não tem humildade da autocrítica para acolher suas falhas, muito menos sente o remorso que vem da saudade. Não tem aquela pontada natural após uma ruptura, aquela tristeza baldia e consciência aguda de que foi desatento e que poderia ter sido diferente.
Não atravessa o luto, parte direto para a represália. Uma vez rejeitado, fará de tudo para mostrar que a pessoa nada é sem ele. Diante de uma ruptura, pode deflagrar perseguição, boicote e uma série de constrangimentos sociais. Procura humilhar quem antes adorava, procura rebaixar quem antes endeusava. Troca de lado: odeia com todo o ânimo quem amava.
Sua generosidade é investimento ou um modo de manter o controle da situação. O que oferece ao longo da convivência cobrará no final.
É tão centralizador que usa a dor para aumentar seu poder e castigará qualquer um que renunciou o prazer de seu reflexo.
O narcisista é vingativo por perceber o amor como uma monarquia. Sem ele, o outro não é nada, não tem história, não tem passado, não tem futuro. Distanciado de seu domínio, perde o direito à coroa e converte-se, de novo, em reles súdito.
A vingança é vaidade, mas não tema, não se acovarde.

A última bolacha recheada do pacote ficará para as formigas.

O que você viveu ninguém rouba !

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O que você viveu ninguém rouba. Seus amores secretos, tempestades e estiagens, sonhos alagados de ideais, as vezes tão pueris e ingênuos. Seu pendor artístico, os gestos incompletos, sorrisos entregues às luzes do anoitecer, pálpebras que piscam com suavidade, mistérios da alvorada. Todas estas riquezas lhe pertencem. Esta é a sua abastada herança, que se manterá pulsante, enquanto você, com suas vestes de carne fresca ou amadurecida, deslizar entre a terra dos homens.”

Graça Taguti

Borderline, um transtorno de personalidade no limite das emoções!

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Autora de best-sellers sobre psicopatia, bullying e TOC, a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva se volta para um transtorno ainda pouco conhecido no país: o da personalidade borderline. Em seu novo livro, “Corações descontrolados” (Ed. Fontanar), ela conta como são as pessoas que vivem no limite de suas emoções e também como lidar com elas. E dá exemplos: “A Carminha, de Avenida Brasil, é totalmente border”

O nome do seu livro é “Corações descontrolados. Ciúmes, raiva, impulsividade, o jeito borderline de ser”. Que jeito é esse?

Todos nós apresentamos momentos de explosões de raiva, tristeza, impulsividade, teimosia, instabilidade de humor, ciúmes intensos, apego afetivo, desespero, descontrole emocional, medo de rejeição, insatisfação pessoal. E, quase sempre, isso gera transtornos e prejuízos para nós mesmos e/ou para as pessoas ao nosso redor. Porém, quando esses comportamentos se apresentam de forma frequente, intensa e persistente, eles acabam por produzir um padrão existencial marcado por dificuldades de adaptação do indivíduo ao seu ambiente social. Quando isso ocorre, podemos estar diante do transtorno da personalidade borderline. Os borders apresentam hiperatividade emocional, ou seja, é muito sentimento e muita emoção sempre. E costumam lidar muito mal com qualquer tipo de adversidade, especialmente as que envolvem rejeição, desaprovação e/ou abandono. Quando se deparam com uma situação dessas, desencadeiam uma reação de estresse muito mais intensa e abrangente do que o esperado. E chama-se borderline por isso, porque vivem no limite das emoções.

É o transtorno do amor?

É o transtorno dos afetos. Porque o amor deve ser funcional, positivo. O que o border tem é um afeto disfuncional.

Existe uma personalidade borderline e um transtorno de personalidade borderline? Como é isso? Qual a linha divisória?

A personalidade é o jeitão de cada um. É a parte biológica somada ao que aprendemos, à cultura. A junção dessas duas partes vai gerar uma série de comportamentos recorrentes, que caracterizam a personalidade de cada um. A personalidade borderline é marcada pela dificuldade nas relações interpessoais, pela baixa autoestima, instabilidade reativa do humor e impulsividade. Quando essas características se apresentam de forma muito disfuncional, nós a chamamos de transtorno.

Tipos diferentes de personalidades, mesmo com traços aparentemente negativos, podem ser requisitos para determinadas atividades, não? Quer dizer, não é qualquer tipo de pessoa que pode ser, por exemplo, um médico voluntário, trabalhando em meio à fome na África ou ajudando sobreviventes do terremoto no Haiti.

Só é transtorno quando apresenta problemas sérios para a pessoa, quando é tão disfuncional que a pessoa deixa de ser produtiva. Tirando isso, a personalidade border, ou, como dizemos, o traço border, pode ser muito interessante, se a pessoa não tem ataques de fúria, dependência. Grandes causas sociais, como você mencionou, demandam pessoas com grande capacidade de sentir empatia, com grande sensibilidade e que precisam de um alto grau de aceitação. Uma outra característica comum nessas pessoas é a fluidez na autopercepção. Por isso, pessoas com traço border dão grandes atores. Quando tratamos alguém com o transtorno, temos que ter em mente que, antes de mais nada, essa é uma maneira de ser, uma base estabelecida que não muda. O que buscamos no tratamento é transformar o transtorno em traço: ou seja, a pessoa vai continuar a ser sensível, emotiva, mas ela não vai capotar naquilo, vai canalizar para coisas produtivas.

O quanto do transtorno é biológico e o quanto é fruto do meio? No livro, a maior parte das pessoas com o transtorno teve vidas muito duras, marcadas por abuso sexual, agressão física, abandono. Como se pode dizer que isso é biológico?

Sabemos é que 50% são biológicos e 50% estão relacionados à criação, ao meio, à cultura. Quando a pessoa tem a biologia, mas vive num meio normal, o transtorno vai se apresentar de uma forma muito mais branda ou como traço. A estrutura genética não muda, mas é possível moldar a forma como se apresenta.

Como é a vida de quem tem o transtorno?

A pessoa tem uma dificuldade muito grande nos relacionamentos. Ela tem a autoestima destruída. Se vê muito pior do que é, de maneira depreciativa, e acha que a solução está no outro; é na dependência afetiva do outro que ela busca segurança e legitimidade. E é muito impulsiva. Mas essa impulsividade se manifesta de uma forma muito específica: ela está relacionada a explosões de raiva e ira. O border, como dizemos, é aquela pessoa que, literalmente, fica cega de raiva. Todo mundo que já viveu uma paixão alucinada sabe como é ser border: esse é o jeito border de ser. O estado da paixão, de acordo com a ciência, dura de dois meses a dois anos justamente porque, se durar mais, ninguém aguenta. Mas o border vive assim.

Trata-se de um transtorno que acomete muito mais mulheres do que homens. A neurociência explica por quê?

Sabemos que 75% dos pacientes são mulheres. Não sabemos exatamente por quê, mas não chega a ser uma grande surpresa se pensarmos que o transtorno está relacionado a uma hiperatividade do sistema límbico, que é o nosso verdadeiro coração, a região do cérebro que regula as emoções. No border, o sistema funciona demais, no extremo das emoções. Nos momentos de maior impulsividade, é como se houvesse uma pane total no sistema, um curto-circuito. Como a questão das emoções já é naturalmente mais marcada para as mulheres, é de se esperar que elas sejam a maior parte dos pacientes. Por outro lado, os homens, com cérebros mais racionais, são a maioria dos que sofrem de transtorno de psicopatia — em que o sistema límbico não funciona ou funciona muito pouco, o que os torna incapazes de ter empatia, de se sensibilizar com o sofrimento dos outros.

A adolescência é uma época em que as emoções já são muito mais intensas. Como é o transtorno nessa fase da vida?

O transtorno surge pela primeira vez nessa fase que é, em geral, quando ocorre o primeiro rompimento ou afeto não correspondido. Essa rejeição desencadeia o curto-circuito. A adolescência é a época das paixões, da impulsividade, da sexualidade, do comportamento de risco. Tudo isso faz parte, o adolescente tem que arriscar para aprender. É uma erupção emocional. No border, no entanto, é uma hemorragia. A automutilação é um comportamento recorrente. E se você perguntar por que ele fez aquilo, vai dizer que é para aliviar a angústia, o vazio.

E alivia mesmo? Por quê?

Sim. Ele se sente muito melhor porque deixa de sentir angústia. Quando há uma ameaça física ao corpo, o sistema de defesa e estresse é acionado. A substância liberada para tamponar a agressão é a endorfina, que é um anestésico. Por isso, um tratamento ótimo é a atividade física intensa, que libera endorfina.

A Carminha, de Avenida Brasil, é border?

Totalmente. Basta ver aquelas explosões de fúria, de ódio, sua instabilidade emocional. E, ao mesmo tempo, o grande pavor que tem da rejeição. Aquela família é seu alicerce, ela jamais se separaria, embora diga o contrário.

Existe tratamento?

É possível diminuir a hiperatividade do sistema límbico com medicações específicas em doses específicas — muitas vezes mínimas. Com isso, você reduz muito os ataques de fúria, os atos destrutivos, as agressões; baixa a bola do sistema mesmo. Mas, paralelamente, é preciso terapia, uma terapia muito específica, mais direcionada para o presente do que para o passado, que vai treinar a pessoa a viver com menos intensidade, a sangrar menos. A não morrer de hemorragia.

AMAR NÃO É AMOR – Artur da Távola

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Amar está correto como verbo. É ação. Amor deveria ser outro verbo. E o é no idioma da alma. Eu amoro, tu amoras, ele amora, nós amoramos, vós amorais, eles amoram. Assim é o verbo amor no presente. Fica inventado a partir de agora.

Pode-se amar sem amor; amar com amor; desamar com amor. Existem: amor por quem se amou; amor por quem se ama; amor por quem se amaria. Porém não se pode amar quem se amou, ou quem se amaria. Só se ama a quem se ama.


Amor não é igual a amar. Amar é estado ativo, e sua conjugação deveria ser imperfeita, só existir no presente e no gerúndio. As demais formas deveriam ser do verbo amor. Amor não é substantivo: é verbo subjetivo. Amar é presente, gerúndio, ativo, inebriante, pulsátil, vitalizador. Amor é mais amplo, profundo, generoso e calado. Existe até quando não mais se ama. E, até mesmo, quando não se ama. É sentimento profuso, amplo, capaz de existir ainda quando se deixa de amar. É presente mas passado, futuro. É indicativo e subjuntivo.


“Eu amo” e “Eu sinto amor” não quer dizer o mesmo. O presente de amar não deveria ser amo e, sim “eu amoro”, etc. Amo é o presente do verbo Amor. A plenitude só se dá quando amor e amar coincidem. Amar é calor. Amor é o sol.


Amar é continente. Amor é conteúdo.


Amar é buscar. Amor é saber.


Amar é liberdade. Amor é sabedoria.


Para se amar, não é necessário o amor. E, sem o amor, o amar passa. Quando existe amor, o amar é melhor. E pode durar. Amar por amor eis a perfeição.


Amar é posse. Amor é doação. Amar foge. Amor reúne. Amar é delícia instintiva. Amor é milagre existencial. Amar tolda. Amor revela.


Amar é alegria. Amor é felicidade.


O amor sente. O amor sabe.


O amar está. O amor é.

Dissimulada …

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Querida!

Se você é impulsiva por instinto.É sincerona por criação. Mostra-se sem medo da máscara cair a qualquer momento e revelar que você não é fria , indiferente , equilibrada e que não é nenhum poço de segurança feminina. Bem, se for desbocada, pior ainda. Eu sinto muito, é provável que as recusa do convite venha logo na sequência. E com elas as rejeições por todos os lados.
As dissimuladas, porém, elas não sentem nada. Premeditam, se contém, são pacientes feito cordeiros no rebanho. E se dão bem, claro que sim: com tanta suavidade, o mundo fica desejoso de ver fora do centro de si mesma e em tons de vermelho, preto, roxo alguém que opta sempre pelo bege. Sim o bege, o neutro…estas devem ser as cores das sonsas..Logo eu que sou a fã number one das cores de Almodovar nunca conseguiria me ajustar a tanta neutralidade…
Se caso eu fosse um desses seres perfeitos e ajustados da familía das Dissimuladis Espertium , levaria os homens à loucura com minha indiferença,seria discreta em família e, claro, viveria para o trabalho e estudos porque as dissimuladas sabem muito bem parecer ótimas hardworkers independentes e criaturas cultíssimas.
Se eu fosse dissimulada, daria uma vontade imensa de ser exatamente essa bagunça incontida que sou eu mesma e claro que esconderia a verdade e agiria perfeitamente perfeita em tudo e com todos. Seria o oposto o que sou, também tenho certeza eu teria menos decepções..
Se eu fosse dissimulada deveria falar menos palavras de baixo calão, não demonstrar interesse algum e esquecer a ideia fantasiosa de deixar alguma marca, qualquer umazinha, nesse mundão.

É… não sou….me ferrei!!!

P.S, Ia falar me FODI…mas, n gosto de palavrões! ( sou dissimulada?)

As melhores coisas vêm quando você menos espera!

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Nada como um insight, aquela ideia que surge das cinzas e magicamente completa o quebra-cabeças da vida que lhe consumiu tantas horas a fio e tantos neurônios. E foi assim, sem querer, numa noite sem estrelas e vendo o tempo passar lento, que a vida veio com mais uma de suas extravagantes sabedorias. Tive que desentender tudo para entender o que ela dizia: é preciso desapegar-se para poder pegar com mais intensidade.

Naquela noite, aprendi que, além de deixar ir o que é ruim, desapego é permitir vir o que é bom. É preciso estar desprendido de crenças, paredes e corpos. Isso não quer dizer não tê-los – pelo contrário. Mas que nada disso te impeça de seguir um furacão, um vendaval ou mesmo uma boa brisa que seja.

Pode parecer contraditório, mas estar desapegado aguça o sentir, o olhar, a vontade. Permite-lhe se entregar aos momentos, estar mais presente e ser mais verdadeiro, porque livra você de tantos por quês, sês, serás… Essa é a fórmula do desapego. E, basicamente, ela vale para tudo: experiências gastronômicas, desamor com o chefe, dilemas existenciais, viagens imprevisíveis e SEMPRE para os relacionamentos.

Na vida, nada segue uma mera receita de bolo. Mas há algumas práticas indispensáveis para quem quer desapegar. Em primeiro lugar, livre-se de tantas expectativas, do que virá amanhã ou daqui um mês; em segundo, da perfeição, de ter que ser e fazer o tal; e em terceiro, dos estagnantes medos. É, meu amigo, ninguém disse que seria fácil – principalmente se considerarmos que vivemos em um mundo onde parece que temos sempre que saber de tudo e estar no controle das situações. Mas vale a pena tentar. Foque em apenas aproveitar o momento sem pensar tanto, é aí que a mágica começa.

Desapegar-se nada mais é do que viver o presente. Menos pés no passado que traz depressão, mais distância do futuro que tanto traz ansiedade. Afinal, o agora é o único tempo meramente vivo da nossa existência – o passado é lembrança e o futuro é especulação. E para viver o presente, é necessária uma certa dose de fluidez, como em um jogo; bola no campo da vida, essa grande artilheira que toca para alcançar o que deseja e manda pra escanteio quando preciso. Também é importante ter a compreensão de que há coisas, pessoas e situações que não adiantam ser forçadas ou controladas e que, nesses casos, melhor mesmo é deixa-las ir e abrir espaço para que o novo faça gol.

Desapegar não quer dizer que nada importa, pelo contrário, é atestado de amor que deixa com que cada um seja quem é, que faça o que gosta e até que siga outro caminho, se desejar. É pensamento que faz com que coisas e pessoas em sintonia cheguem até você.

Quando compreendemos isso, deixamos de querer mudar o que não podemos, de ansiar controlar momentos e pessoas, de querer transformá-las no que desejamos, de manter por perto quem não nos quer ou não nos faz bem, de empacar.

Portanto, um conselho: desapegue para pegar. Simplesmente viva a beleza do presente e da realidade, aprenda com os inusitados caminhos da vida, teça relações mais leves, aproveite, beije com mais vontade, goze com mais verdade, divirta-se e se delicie. Não se contente com menos, seja feliz e lembre-se sempre de que todo amor livre tende a ser mais verdadeiro porque ele não conhece limites.