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A dor da Rejeição

 

Se uma pessoa o rejeita, não significa que você é ruim ou que tem menos valor que outros. Significa apenas que a outra pessoa não está sintonizada com o seu desejo, naquele momento.

Não há motivo para vergonha, depressão, ou sentimento de menos valia. Ao contrário, se alguém é rejeitado significa que possui a capacidade de se envolver afetivamente.

Isso deve ser um alento quando suas esperanças esbarram no “não” do outro. Mais triste do que a dor de uma rejeição é o sofrimento de quem congela o desejo por medo de se decepcionar.

A rejeição faz parte das experiências que se tem na vida.

É saudável sentir-se decepcionado ao ser excluído ou barrado no afeto de alguém que você desejaria ter ao lado. Esse sentimento doloroso faz parte do processo de processamento interno do que aconteceu.

No primeiro momento, a tendência pode ser de carregar as tintas e ver tudo escuro.

Ninguém gosta de ser rejeitado. Porém, a pessoa com autoestima satisfatória não fica estacionada aí e logo se move adiante.

O mundo não se reduz a alguém, ou a um grupo de pessoas. Sua vida será tanto mais ampla quanto for seu olhar sobre o horizonte.

Se o indivíduo não se deixar aprisionar pela rejeição, encontrará oportunidades para viver novas experiências que lhe trarão momentos mais felizes do que poderia imaginar.

O universo costuma apresentar seus presentes mais valiosos para aqueles que seguem em frente e não se detém diante de aparentes fracassos.

A chave é deixar o medo de lado e acreditar no seu valor e na sua capacidade de atrair para sua vida o que o (a) fará feliz.

Assim, como a terra e as flores se renovam em beleza e perfumes depois da tempestade, sua vida se encherá de amor e alegrias se aprender a superar uma rejeição, por mais difícil que possa parecer.

 

Relacionamento – Dez dicas para superar a rejeição


@ Não tome a rejeição como se houvesse algo errado com você. As pessoas fazem escolhas por razões que são delas. Você não precisa ser aceito (a) nem aprovado por todos.

@ A rejeição não significa que você não merece ser amado (a). Não é realista esperar que todos seus desejos e expectativas se realizem. Se alguém não quer você em sua vida, agradeça.

@ A pior coisa é ficar em banho-maria, nem lá, nem cá, vivendo na dúvida. Uma vez que alguém é rejeitado em alguma situação, ganha de presente a liberdade para seguir em frente!

@ Em vez de olhar para a porta que se fechou, mire o horizonte e as infinitas possibilidades que se abrem para você. 

@ Quando uma pessoa se sente devastado por uma experiência de rejeição,não é pelo outro que sofre. A depressão e o pensamento obsessivo em torno do fato é decorrente de problemas emocionais da própria pessoa. Nesse caso, o melhor é tomar uma providência e buscar ajuda psicoterapêutica.

@  Aproveite o momento para iniciar um projeto de vida que você vem adiando. Ao voltar sua atenção e energia em um projeto que trará satisfação pessoal, você conseguirá superar o sentimento de rejeição mais facilmente.

@ Aproveite todas as oportunidades para crescer com as experiências vividas. Pergunte-se o que pode aprender sobre você mesmo (a) com a situação.

@ Use o momento para dar um up grade total. Interno e externo. Cuidar de si mesmo (a) faz bem à autoestima e aumenta a autoconfiança. Comece a meditar, mude o cabelo, renove algumas peças do guarda-roupa, leia sobre autoconhecimento, entre para uma academia, inicie a dieta que vem adiando há tempos, comece uma terapia, faça shiatsu,  mude o estilo de se vestir, entre para uma aula de dança de salão, etc…

@ Entre em contato com antigos colegas e amigos de infância que você não vê há tempos. Aproveite para renovar os laços de amizade e se divertir.

@ Resista aos impulsos de ficar contando para todo mundo o que aconteceu. A necessidade de ouvir opiniões e desabafar a torto e a direito mostra um transbordamento interno. Ninguém poderá curar a sua dor, a não ser você mesmo(a).

Acredite na sua capacidade de se renovar e de superar eventos que causam sofrimento. Aprenda e cresça com suas experiências. Esse é o caminho para a maturidade emocional, condição indispensável para uma vida feliz.

Texto de Jael Coaracy

 

O Impacto da Rejeição na Auto-estima

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 A rejeição é bastante poderosa. Deixamos de fazer muitas coisas pelo simples medo de ser rejeitado, até por pessoas que não têm nenhuma ligação emocional conosco.  Isso você pode ver no dia-a-dia. Pessoas que têm dificuldades de pedir informação, de chamar alguém pra dançar, de vender algo… Vendedores que buscam clientes fora do seu  ambiente de trabalho, que visitam empresas e a abordam pessoas para expor seus produtos e serviços, tem que ser mestres na superação do sentimento de rejeição. A grande maioria vai dizer não ao vendedor, outros vão tratar com  indiferença, uns vão até ser grosseiros. Um pequeno percentual é que irá realmente se interessar e comprar no final das contas.

Racionalmente, não seria nada de mais oferecer um serviço ou produto a alguém. O pior  que pode ocorrer é se ouvir um não. Mas… emocionalmente não é tão simples.

A rejeição costuma deixar marcas na auto-estima. Ainda mais quando a pessoa é rejeitada na infância pelos pais. Nesse caso, as marcas podem ser bastante profundas e influenciar o comportamento pelo resto da vida, caso a pessoa não perceba e nem trate o sentimento.

A rejeição pode ocorrer de várias formas: Filhos que são abandonados pelos pais, levados para adoção, filhos que se sentem preteridos e percebem outro irmão como sendo mais querido, filhos que são criticados demais, não elogiados e comparados negativamente com outras crianças.

Na vida adulta, a rejeição ocorre também de outras maneiras: casamentos desfeitos, namoros rompidos unilateralmente, perda de emprego ou cargo, humilhações e tratamentos diferenciados no trabalho, amizades desfeitas…

Mas porque é que dói tanto ser rejeitado? O que acontece quando alguém é rejeitado, ou se sente rejeitado por alguma atitude de uma terceira pessoa, é o surgimento de um sentimento de menos valia. “Por que minha mãe me abandonou e não me criou? Por que fulano era preferido? Eu não entendo… Por que fulano me deixou? Por que fulano que era tão meu amigo agora age de tal forma?” A pessoa rejeitada, no fundo, acaba sentindo que tem algo de errado em si mesma.

Esse sentimento da pessoa rejeitada de que parece que tem algo de errado com ela, na maioria das vezes não é bem percebido. Essa é a causa maior da dor: achar que e a rejeição ocorreu por que há um “defeito” na pessoa e isso que a levou a ser descartada, desprezada, abandonada, rejeitada. A pessoa busca a explicação, não encontra, e, inconscientemente, é levada sentir que tem algo de errado nela que levou a outra pessoa a rejeitá-la.

E  quando alguém é a parte que foi deixada no relacionamento amoroso? Já atendi muitos casos…. é terrível, o sentimento de rejeição surge com toda força. A pessoa que vai embora diz coisas como: “o problema não é você, sou eu… a coisa é comigo, não estou num bom  momento, você merece pessoa melhor e blá, blá, blá…” É até uma forma de ter cuidado com outro, mas… essas palavras não amenizam em nada o sentimento de rejeição do outro lado. A pessoa fica se perguntando o porque daquilo, não entende, e, no final das contas, fica implícito: “tem algo de errado comigo, não sou bom o suficiente”.

Imagine carregar esse sentimento desde a infância pela rejeição dos pais: “eu não tenho valor, tem algo de errado comigo, eu devo merecer isso mesmo…” Isso vai gerar outros sentimentos como a culpa por exemplo. Se sentir culpado por não ser uma pessoa boa o suficiente, por não corresponder as expectativas dos pais…

Gera também uma necessidade constante de aprovação dos pais. O filho se esforça, tenta agradar, continua sem o reconhecimento, tenta novamente agradar, e vira um circulo vicioso: tentar agradar a todo custo, não ser reconhecido, se sentir rejeitado por isso, e novamente agradar… Vira uma busca eterna pela aprovação. Esse comportamento também pode se dar no relacionamento entre casais, amigos, bem como no trabalho.

Outras conseqüências da rejeição é a raiva e a mágoa. Como a atitude de rejeição faz a pessoa se sentir menos, e isso é bastante doloroso, é natural se defender ficando com raiva do outro.

Qualquer sentimento negativo pode ser tratado através da *EFT (técnica para autolimpeza emocional, veja como receber um manual gratuito no final do artigo), inclusive a rejeição. A melhor forma de se fazer isso é a seguinte. Primeiro, lembrar de eventos na sua vida onde você se sentiu rejeitado: lembrança dos pais criticando você, lembranças dos pais elogiando o irmão preferido, lembranças de relacionamentos rompidos pela outra pessoa, lembranças de eventos ocorridos no trabalho… Enfim, liste em um papel todos os eventos onde se sentiu rejeitado.

Depois desse primeiro passo, você vai passar a tratar cada evento com a EFT, para limpar a carga emocional contida em cada um deles.  Como assim limpar? Quando aplicamos a EFT em cima de lembranças dolorosas, o sentimento negativo se dissolve, dando lugar a um sentimento neutro, ou de paz interior. Na medida que você fizer isso para vários eventos, limpando a carga emocional de cada um deles, você sentirá o sentimento de rejeição diminuir cada vez mais, o sentimento de menos valia e de que tem algo errado cada vez menor. Automaticamente, haverá  melhoras na sua  autoestima.

Isso vai limpar o seu passado. Sua reação em momentos de rejeição no presente será cada vez mais saudável. E sempre que sentir rejeição no presente, pode também usar a EFT para rapidamente limpar a negatividade e se sentir bem em poucos minutos. Trate todos os sentimentos ligados aos eventos de rejeição: raiva, magoa, tristeza, abandono, culpa, e a rejeição em si.

Algumas sugestões de frases de EFT que podem ser utilizadas para tratar eventos de rejeição:

– Embora eu sinta raiva de fulano que me rejeitou em tal evento (é sempre importante aplicar a técnica ao lembrar de eventos específicos), eu me aceito profunda e completamente.
– Embora eu sinta mágoa de fulano por causa desse evento…
– Embora eu não entenda porque aconteceu isso…
– Embora eu sinta que tem algo de errado comigo…
– Embora me sinta culpado de ter causado isso…
– Embora eu não tenha sido bom o suficiente…
– Embora eu sinta tristeza…

Observe exatamente o que você sente e crie suas frases de forma personalizada, isso vai trazer resultados melhores. A cada rodada, você pode perceber novos sentimentos surgindo, aí é só reformular as frases. 

por Andre Limaandre@eftbr.com.br

*EFT – Emotional Freedom Techniques – É a auto-acupuntura emocional sem agulhas. Ensina a desbloquear a energia estagnada nos meridianos, de forma fácil, rápida e extremamente eficaz, proporcionando a cura rápida para questões físicas e emocionais. Você mesmo pode se auto-aplicar o método. Para  receber manual gratuito da técnica e já começar a se beneficiar, acesse: http://www.eftbr.com.br/ e solicite o seu manual. Veja também sobre cursos, atendimentos terapêuticos online e muito mais.

Rejeição e dor – Andrea Pavlovitsch

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Você já foi rejeitado? Aposto que sim. Aposto como aquela menininha linda da quarta-série não queria nada com você e quando você escreveu no bilhetinho “Quer namorar comigo?” com dois quadradinhos ao lado do SIM e do NÃO, ela assinalou um X no não tão forte que até furou o papel. E aposto que você ainda se lembra de quando o seu pai comprou um presente para o seu irmão mais novo, e não para você. Ou quando, sentado na sala de espera da entrevista de emprego, percebeu o quanto o ex-futuro chefe gostou muito mais do currículo da candidata que entrou antes de você. Ou dos peitos, que seja! A rejeição acontece. O tempo todo. Seja na fila do ônibus, seja no trabalho, mas onde ela realmente pega, são nas relações amorosas.
Perdi a conta do número de vezes que consolei minhas amigas rejeitadas pelos pretendentes. Perdi a conta do número de vezes que eu precisei delas para que me consolassem. A rejeição amorosa mexe em um lado nosso que nem sabíamos que existia. É como se, por alguns instantes, um imenso buraco abrisse debaixo dos nossos pés (a famosa sensação de estar sem chão) A cabeça fica turva, os olhos começam a lacrimejar, a garganta fecha completamente. É dor. Na sua forma mais pura, mais profunda. É como se fossemos, naquele momento, lixo. Quando estamos realmente, de verdade, apaixonados então a coisa piora. E muito. E não pense que precisamos das famosas palavras “eu não te amo mais” para nos sentirmos assim. Rejeição, quando começa, se sente. Sentimos nos olhares para a mesa ao lado do restaurante. Sentimos quando não importamos mais para aquela pessoa, quando tudo o que fazemos para ela ou para ele parece nada. É como se fosse uma coisa comum, por mais que nos esforcemos, não tem nenhum significado para o outro.
E como é duro se conformar com isso. Quando ele chega e diz “Acabou!” ficamos inconformados. Por quê? Como? Não entendemos nada porque não conseguimos ler os sinais. Pensamos: “Mas como pode, estava tudo tão bem?”. Mas não estava há tempos. Por isso acredito que a rejeição nos cegue. Talvez para que doa menos. Talvez para que possamos passar melhor por isso. E todos fogem da dor, o tempo todo. A dor das necessidades da vida. A dor de perder, de desapegar. A dor de mudar uma rotina que gostamos tanto. De esquecer, de deixar de gostar, de deixar de sentir necessidade e de sentir necessário.
De fato, a rejeição mexe com o que existe de mais primitivo em nós. Quando somos bebês não queremos, e nem podemos ser rejeitados pelos nossos pais. Dois dias sozinhos neste mundo cruel, sem comida, sem leite, sem cobertores nós até sobrevivemos. Mas um dia, que seja, sem carinho e sem toque, e não existiremos mais. A rejeição, portanto, mexe com o nosso instinto de sobrevivência, de capacidade de conseguir chegar numa idade em que poderemos nos virar sozinhos. Mexe com as necessidades de carinho e de afeto que só uma mãe pode dar. E são estes os sentimentos que aparecem quando acontecem as outras rejeições na nossa vida. É como se todas as outras remetessem a rejeição original que pode ser desde um “não sei se quero mesmo ter esse filho” até um abandono na cesta de lixo ou num rio, como está tanto na moda. E isso sempre é dolorido. E muito.

Mas porque somos rejeitados?
Essa é a pergunta que todos gostariam de ver respondida. Não existe uma fórmula. Não adianta você ser a mais bonita, a mais gostosa e a mais inteligente do planeta. Isso não fará com que você não precise passar por isso. E procuramos tanto nos “ajeitar” para evitar a rejeição. Enchemos-nos de botox, levantamos o bumbum, fazemos ginástica, aprendemos a falar direito. Qualquer truque! Para que aquela pessoa, aquela pessoa especial que amamos tanto e que escolhemos, também escolha a gente. E, um dia, um belo dia, descobrimos que nada do que fizermos vai adiantar muito. A rejeição, feliz ou infelizmente, está relacionada à energia. Simplesmente não deixamos de gostar de alguém porque a pessoa tem esse ou o outro defeito. Tantas mulheres aturam maridos bêbados e espancadores por medo da rejeição. Tantos homens sustentam mulheres que não merecem por medo de serem rejeitados por elas. Na pior das hipóteses, o medo da rejeição vira um imenso jogo. E se a pessoa amada sabe se aproveitar desse jogo, com certeza, o outro sofrerá muito.

Mas o que é a rejeição então?
A rejeição, portanto, é o quanto a gente se rejeita. O quanto achamos que não somos suficientemente perfeitos. O quanto não nos aceitamos como somos. É muito fácil aceitar um homem, ou uma mulher, que amamos como eles são. Até achamos os defeitos pequenos charmes passíveis de perdão. Mas quando cometemos um erro, quando fazemos algo de não gostamos, nos culpamos, nos rejeitamos. E quanto mais você se rejeita, mais o Universo vai mandar pessoas para você em forma de rejeição. É como se você estivesse pedindo isso para o Universo o tempo todo. Vibrando a rejeição, atraímos a rejeição.

Então, como nós livrarmos da rejeição?
O primeiro passo é uma grande, imensa, faxina interna. Sente-se um dia, com você, e se lembre de todas, todas, todas as ocasiões em que foi rejeitado ou que se sentiu assim. Chore, grite, esbrajeve. Soque umas almofadas, faça qualquer coisa que te faça sentir melhor, mas, por favor, não entre no coitadinho de mim. Você não é o único rejeitado do planeta e pode, muito bem, agüentar isso. Livre-se daquela coitadinha que não pode mais viver por ter sido rejeitada. Simplesmente mande ela embora da sua vida.
Segundo passo, e mais importante, amar a si sobre todas as coisas. Aprender a amar os seus erros, os seus defeitos, as suas atitudes impensadas, as coisas que você fez e não deram certo, os fracassos. Pense que tudo no Universo está sempre no local e na sintonia certa e que se essas coisas te aconteceram é porque tinham que acontecer. Não pense que seria diferente, que você teria feito outras escolhas, porque não teria. As coisas são o que são. Aceite-as. Aceite a si e, assim, você também vai aceitar o próximo. Pense nas vezes em que você rejeitou alguém. Pensei que você pode ser a menininha da quarta-série que respondeu a enquete. Pense que, muitas vezes, você teve que rejeitar uma pessoa que você sabia que não tinha nada a ver com você. Essa é a dinâmica da vida e não é você quem vai modificá-la. Simplesmente aceite.
Então, a lição de casa para a rejeição é a aceitação. E se isso te fizer chorar, chore. Se isso te fizer sofrer, sofra. Não é vergonha para ninguém passar por isso, não é humilhação. Humilhação, de verdade, é deixar de se amar e esperar que o outro faça isso por vocês dois.
Você é um ser humano perfeito! Com todas as suas imperfeições. E está numa grande escola chamada Vida, onde você pode errar a vontade. E sempre, sempre, sempre se perdoar por isso.

Andrea Pavlovitsch
Terapeuta holística, taróloga e numeróloga. Atende com florais, reiki e psicoterapia.
Agende seu horário por (11)8132-7126,(11)6839-3412 ou (11) 9273-2657 ou peça seu mapa numerológico (pessoal e empresarial) e consulta de tarô através de andreateixeira@psicoterapeutas.com.br
Atendimento pessoal em São Paulo (Jardins, Vila Formosa e Tatuapé)
MSN: teixeira_psi@hotmail.com
* Os créditos acima sempre devem acompanhar o texto *

O contrário do Amor

O contrário do Amor

O contrário de bonito é feio, de rico é pobre, de preto é branco, isso se aprende antes de entrar na escola. Se você fizer uma enquete entre as crianças, ouvirá também que o contrário do amor é o ódio. Elas estão erradas. Faça uma enquete entre adultos e descubra a resposta certa: o contrário do amor não é o ódio, é a indiferença.

O que seria preferível, que a pessoa que você ama passasse a lhe odiar, ou que lhe fosse totalmente indiferente? Que perdesse o sono imaginando maneiras de fazer você se dar mal ou que dormisse feito um anjo a noite inteira, esquecido por completo da sua existência? O ódio é também uma maneira de se estar com alguém. Já a indiferença não aceita declarações ou reclamações: seu nome não consta mais do cadastro.

Para odiar alguém, precisamos reconhecer que esse alguém existe e que nos provoca sensações, por piores que sejam. Para odiar alguém, precisamos de um coração, ainda que frio, e raciocínio, ainda que doente. Para odiar alguém gastamos energia, neurônios e tempo. Odiar nos dá fios brancos no cabelo, rugas pela face e angústia no peito. Para odiar, necessitamos do objeto do ódio, necessitamos dele nem que seja para dedicar-lhe nosso rancor, nossa ira, nossa pouca sabedoria para entendê-lo e pouco humor para aturá-lo. O ódio, se tivesse uma cor, seria vermelho, tal qual a cor do amor.

Já para sermos indiferentes a alguém, precisamos do quê? De coisa alguma. A pessoa em questão pode saltar de bung-jump, assistir aula de fraque, ganhar um Oscar ou uma prisão perpétua, estamos nem aí. Não julgamos seus atos, não observamos seus modos, não testemunhamos sua existência. Ela não nos exige olhos, boca, coração, cérebro: nosso corpo ignora sua presença, e muito menos se dá conta de sua ausência. Não temos o número do telefone das pessoas para quem não ligamos. A indiferença, se tivesse uma cor, seria cor da água, cor do ar, cor de nada.

Uma criança nunca experimentou essa sensação: ou ela é muito amada, ou criticada pelo que apronta. Uma criança está sempre em uma das pontas da gangorra, adoração ou queixas, mas nunca é ignorada. Só bem mais tarde, quando necessitar de uma atenção que não seja materna ou paterna, é que descobrirá que o amor e o ódio habitam o mesmo universo, enquanto que a indiferença é um exílio no deserto.

Martha Medeiros