Arquivo | novembro 2011

Meu Corpo é esse: Ponto final!

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O culto ao corpo é uma das características mais marcantes da sociedade contemporânea, cresce dia a dia o número de cirurgias estéticas, as academias de ginástica são cada vez mais freqüentadas por mulheres de todas as idades, o corpo torna-se objeto de consumo, onde substanciosos investimentos fazem as pessoas estarem em constante busca da imagem ideal. Acho uma imposição cruel quando a mídia cria um padrão de beleza inviolável, onde quem não segue , torna-e e sente-se excluída [ Basta observar os vários casos de anorexia que a própria mídia nos mostra].
Temos que ser sempre magérrimas , louras, altas , olhos claros , bocão , peitão siliconizado e eternamente jovens.
Gente, nós somos brasileiras, temos uma miscigenação fantástica. Essa mistura resulta mulheres belíssimas. Temos que nos valorizar do jeito que somos : Baixinha, altinha, magrinha , cheinha, coxuda ,bunduda, sem bunda, peituda, despeitada, negra, morena, branca , japonesa, índia… ou outras características existentes.
Existem vários padrões de beleza e temos que saber valorizar o nosso , sempre cuidando da nossa alimentação , fazendo atividades físicas, cuidando da nossa pele e principalmente limpando a nossa mente para nos tornarmos melhor espiritualmente. Respeitando as diiferenças,automaticamente nos transformamos mais belas por dentro e por fora.
Acredito que o Brasil é o país que vende mais água oxigenada do mundo, e que faz mais chapinha , que toma mais inibidores de apetite……todo mundo quer ser loura , magra, cabelo” ultra ,super ,mega “ liso e todo mundo acaba ficando com a mesma cara[parecem mulheres em série…, tô fora!].
P.S. Com todas as conquistas alcançadas pelas mulheres, com a grande revolução dos costumes, o novo milênio ainda deixa transparecer muitos desequilíbrios na tão almejada igualdade de poderes entre homens e mulheres. Um deles diz respeito à imagem do corpo da mulher, que ainda é permeada por discriminações, pois atrás da aparência de independência da mulher, esconde-se sua submissão, dependência e inferioridade, visto que ao corpo da mulher é imbutido a obrigação de estar sempre belo e jovem.

Elisabete Cunha

Devagarinho – Ana Jácomo

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O amor desbasta o ego. Enxuga excessos. Delata as mínguas. Transforma as mágoas. Destrona arrogâncias e idealizações. Desmancha certezas e tece oportunidades. Bagunça a autoimagem todinha, piedade zero, culpa nenhuma. O amor percorre territórios devastados da alma com a calma necessária para reflorestar um a um. Dissolve neblinas. Revela o sol. Destece máscaras. Reinaugura a humildade. Faz ventar. Faz chorar. Faz sorrir. Faz tempestade um monte de vezes pra dizer também céu azul um monte de vezes depois.
O amor nos ensina a simplificar perdões porque nos humaniza e nos lembra o quanto precisamos ser igualmente perdoados por tanta coisa, tanta gente, a começar por nós mesmos. Ele dispensa julgamentos porque abraça virtudes e limitações. Ele nos aproxima do nosso tamanho e  nos recorda quem somos. O amor nos revista, inteiros, pra retirar relógios, calculadoras, roteiros, estratégias, controles, defesas; não raro, escondidíssimos. Diz nas sutilezas. Diz preciosidades que, mesmo às vezes bem baixinho, conseguimos ouvir e reconhecer, por mais cético e assustado que tenha se tornado o nosso coração. 
O amor nos molda a cada movimento também para a liberdade de acolher o imprevisível, o inimaginável, o inevitável, o aprazível. Para querer ser e querer sinceramente que os outros também sejam. Ele nos torna mais sensíveis à alegria e à dor de toda gente, inclusive, principalmente, às nossas. Faz com que a gente se sinta parte da família humana. Conta que aquilo que procuramos, amiúde, num mundaréu de lugares, esteve o tempo todo, primeiro disponível, onde raramente buscamos. Reinventa-nos para nos tornar mais parecidos com nós mesmos, o máximo possível a cada instante. Dia após dia da nossa prática. Com medo e tudo. Com propósito e também com carinho. Devagarinho.

 Ana Jácomo 

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Prece para quem se ama – Ana Jácomo

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Desejo que a sua vida inteira seja abençoada, cada pequenino trecho dela, em toda a sua extensão. Que cada bênção abrace também as pessoas que ama e seja tão vasta que leve abraço a outros tantos seres, sobretudo àqueles que mais sofrem, seja lá por que sofrem. Desejo que os nós que apertam o seu coração sejam gentilmente desatados e que os sentimentos que os formaram se transformem na abertura capaz de criar belos laços de afeto. Desejo que o seu melhor sorriso, esse aí tão lindo, aconteça incontáveis vezes pelo caminho. Que cada um deles crie mais espaço em você. Que cada um deles cure um pouco mais o que ainda lhe dói. Que cada um deles cante uma luz que, mesmo que ninguém perceba, amacie um bocadinho as durezas do mundo.

Desejo que volte para o seu mar quantas vezes forem necessárias até encontrar o seu tesouro. Que quando encontrá-lo, não seja avarento. Que descubra maneiras para compartilhar a sua felicidade, o jeito mais gostoso para se expandir a riqueza. Desejo que quando os ventos da mudança ventarem mais forte, e sentir medo de ser carregado junto com tudo o que parecerem arrastar, você já conheça o lugar onde nada pode arrastá-lo. Que já saiba maneiras de respirar mais macio, quando as circunstâncias lhe encurtarem o fôlego. Que, com o passar do tempo, a sua alma se torne cada vez mais maleável, mas que seja firme o bastante para nunca desistir de você.
Desejo que tudo o que mais lhe importa floresça. Que cada florescimento seja tão risonho e amoroso que atraia os pássaros com o seu canto, as borboletas com as suas cores, o toque do sol com seu calor mais terno, e a chuva que derrama de nuvens infladas de paz. Desejo que, mais vezes, além de molhar só os pés, você possa entrar na praia da poesia da vida com o coração inteiro e brincar com a ideia que cada onda diz. Que, ao experimentar um caixote ou outro, não se arrependa por ter entrado na água, nem desista de brincar. Todo mundo experimenta um caixote ou outro, às vezes um monte deles, quando se arrisca a viver. O outro jeito é estar morto. O outro jeito é não sentir.
Desejo que não tenha tanta pressa que esqueça de colher estrelas com os olhos, nas noites em que o céu vira jardim, e levar para plantar no seu coração as mudas daquelas mais luzentes. Que tenha sabedoria para encontrar descanso e alimento nas coisas mais simples da vida. Que a cada manhã a sua coragem acorde bem juntinho de você, sorria pra você, e o convide para viverem uma história toda nova, apesar do cenário aparentemente costumeiro. Que tenha saúde no corpo, saúde na alma, saúde à beça.
Desejo que encontre maneiras para ser feliz no intervalo entre o instante em que cada dia acorda e o instante em que ele se deita pra dormir, porque a verdade é que a gente não sabe se tem outro dia. Que quanto mais passar a sua alma a limpo, mais descubra, mais desnude, mais partilhe, com medo cada vez menor, a beleza que desde sempre você é. Que se sinta livre e louco o bastante pra deixar a sua essência florir.
Não importa quanto tempo passe, não importa onde eu esteja, não importa onde esteja você, abra os olhos pra dentro e ouça: o meu coração estará dizendo esta mesma prece de amor para o seu. Amor incondicional, exatamente como neste instante. Não importa o quanto a gente mude, o quanto a distância aparente nos afastar, isto que sinto por você, eu sei, não muda nunca mais.

Ana Jácomo

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Exame de Próstata

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Em novembro do ano passado a Sociedade Brasileira de Urologia divulgou uma pesquisa realizada pelo instituto Datafolha sobre a percepção masculina em relação ao câncer de próstata e o temido exame de toque. Apesar de 76% dos entrevistados terem ciência deste tipo de detecção, somente 32% já o fizeram. Os números são mais alarmantes no nordeste onde apenas 36% dos homens vão ao urologista e na população de classe D/E, onde 74% nunca fez o exame de toque.

Muitos dos entrevistados apontaram o preconceito como o maior impedimento para a realização do toque, seguido do medo. Entre aqueles que nunca foram examinar sua próstata, 13% afirmaram descuido, preguiça, relaxo e falta de tempo e 15% responsabilizaram a falta de sintomas. Acontece que existe uma questão séria nessa história, o tumor maligno na próstata vai fazer em torno de 53 mil vítimas no Brasil em 2010, conforme informado pelo urologista e oncologista Carlos Eduardo Corradi:

O preconceito ao exame ainda persiste?
Carlos Eduardo Corradi: Sim, mas muito menor do que era anos atrás. Hoje se divulga mais pela imprensa a importância dos exames, e muitos homens perderam o medo. Agora, existem aqueles que se recusam a fazer o exame de toque. Por mais desconfortável que possa ser, é um exame simples, rápido e indolor.

É sabido que o exame de próstata mexe no psicológico dos homens pois atinge a masculinidade. O exame do toque é imprescindível para se detectar tumores?
É. Este é o câncer mais curável que existe no homem, desde que você detecte no início. Uma das armas para pegar essa doença é o PSA (uma proteína chamada Antígeno Prostático Específico), que é medido através de exame de sangue. O PSA, porém não é específico de câncer e, sim, da próstata, que pode se elevar por diversos motivos como relações sexuais, inflamação etc. Assim, outra arma que temos e, uma não substitui a outra é o toque. Se durante esse exame sentirmos endurecimento, nódulo ou massa tumoral, aí temos a possibilidade de ser câncer de próstata.

Então um complementa o outro?
Exatamente. Se o PSA estiver muito elevado e/ou algo foi detectado no toque, nós pedimos então um ultrassom transretal com biópsia. Só a biópsia vai diagnosticar definitivamente o câncer. Se os dois estiverem normal (PSA e toque) então as chances de tumor maligno são mínimas.

É recomendável fazer o exame a partir dos 40 anos de idade?
Quando há um histórico familiar onde o pai, irmão ou tio tiveram um câncer de próstata recomenda-se fazer aos 40. Ou 45 sem incidência na família. Existe um detalhe que é o tumor benigno da próstata, chamado de hiperplasia benigna, que aparece em 75% dos homens até os 70 anos de idade. De quatro homens, três vão ter a hiperplasia. Só que a hiperplasia benigna não pressupõe um câncer de próstata, ou seja, um tumor benigno não vai se tornar maligno. Se alguém da família teve hiperplasia prostática, não é motivo de alarme.

Algumas pessoas esperam o aparecimento de sintomas para ir ao urologista. Existem alguns sintomas que identificam que existe alguma coisa errada com a próstata?
Sim, por exemplo, a pessoa precisa urinar a todo o momento, o jato da urina fica mais fraco, diminui etc. Como o câncer de próstata acontece mais na periferia do órgão, os sintomas estão mais ligados à hiperplasia benigna, porque este começa perto da uretra. Se você esperar um câncer de próstata dar sintomas, ele provavelmente estará mais avançado.

Se você opera a próstata, perde a capacidade de ejacular?
Isso ocorre nos casos de hiperplasia benigna, mas o primeiro tratamento é com medicação e normalmente melhora e a operação não é necessária. Se mesmo com remédios, os sintomas não melhorarem, aí você tem que fazer uma cirurgia. No tumor benigno não se tira a próstata toda, só o tumor. Nesses casos, a ereção continua normal, a pessoa continua a ejacular, mas é mais fácil o esperma voltar para a bexiga do que sair para frente, pela uretra. A capacidade de procriar acaba.

E como fica nos casos de câncer de próstata?
Aí você retirar a próstata toda. Como o esperma é produzido por ela e pelas vesículas seminais, você não mais terá esperma. A ereção ocorre e o orgasmo também, mas sem esperma.

Então, pelas consequências apresentadas, é pior para um homem não fazer o exame de próstata?
É pior. Se você não fizer e tiver um câncer inicial da próstata, vai ser curado em torno de 95% dos casos. Se esperar os sintomas e tiver um câncer avançado, aí as possibilidades de cura são extremamente pequenas. E é uma doença terrível que pode passar para outros órgãos, principalmente ossos, com muita dor.

Existem alimentos que previnem o câncer de próstata como tomate, brócolis etc?
Acreditava-se que sim, mas existe um estudo americano mais recente que fez isso cair por terra. Não há fundamento científico, ou seja, não se diminuiu a incidência de câncer na população analisada devido a ingestão desses alimentos. O que aumenta o câncer, porém, são os alimentos gordurosos e a obesidade.

Claudio R S Pucci

Especial para Terra

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Sexo Oral?

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Você pode usar a boca e a língua de várias maneiras na hora da transa, mas o termo sexo oral normalmente se refere a um contato oral-genital.

A estimulação dos genitais masculinos é chamada de felação, enquanto que a estimulação oral nos genitais da mulher é chamado de cunilíngua.

É talvez a forma mais íntima de estar sexualmente com o outro, sugerindo uma aceitação mútua, tanto fisicamente quanto emocionalmente. Pode ser extremamente excitante para os dois, tanto para o que está recebendo quanto para o que está fazendo.

Sexo oral é uma técnica de estimulação sexual que a maioria dos homens gostam e algumas mulheres se sentem desconfortáveis em fazer. Para estas mulheres o sexo oral pode estar ligado à moral, a algo sujo, sem pudor, associando esta estimulação a algum tipo de depreciação em relação a elas.

Existe uma freqüente preocupação tanto dos homens quanto das mulheres sobre a higiene da atividade do sexo oral. Muitas pessoas cresceram com a idéia de que a área genital é suja, mesmo sabendo hoje que os genitais podem ser limpos como qualquer outra parte de seu corpo.

Tomar banho junto estimula o sexo oral

Uma maneira de ajudar os casais a administrar esta preocupação, é um banho, a dois, antes da relação sexual. Lavando os genitais um do outro, não só reforça a certeza da limpeza do genital do parceiro (a) como a ação pode provocar sensualidade e prazer.

Naturalmente se um dos dois tiver alguma infecção genital, ou até alguma doença sexualmente transmissível, não será recomendável se envolver sexualmente até suas condições físicas melhorarem. O sexo oral não deverá ser feito se algum dos parceiros for portador do vírus HIV, ou se tiver boas razões de suspeitar que foi exposto ao vírus em uma relação sexual anterior.

A maioria dos médicos acredita que não existe quase risco nenhum de transmissão do vírus na estimulação oral-genital, porque a saliva contém uma substância que aniquila o vírus. Entretanto, quem tem cortes na boca, infeccões ou sangramento, o que é bem comum, corre o risco de ser infectado se o parceiro ejacular.

Dez dicas para homens e mulheres se satisfazerem no sexo oral

1ª) Beije e lamba o abdomem de sua parceira e a parte interior de suas coxas.

2ª) Abrindo as pernas de sua parceira, você pode passar a língua no períneo, que é a àrea entre a vagina e o ânus. Em muitas mulheres o períneo é repleto de terminais nervosos e, portanto, muito sensível ao ser tocado ou lambido, o que pode ser muito excitante.

3ª) O clitóris é provavelmente a parte mais sensível do corpo da mulher. Você pode começar passando a língua bem devagar em volta dele, fazendo movimentos mais suaves ou dependendo de sua parceira, movimentos mais rápidos e movimentos de pressão. A comunicação neste momento é importante, pois os dois podem sentir prazer juntos nesta atividade.

4ª) Alguns casais gostam de tocar e estimular outras áreas do corpo do outro enquanto se estimulam oralmente. O homem, por exemplo, pode acariciar os seios, mamilos ou coxas da parceira.

5ª) A mulher pode acariciar os testículos, o peito do parceiro enquanto estimula seu pênis oralmente.

6ª) Durante a felação, a mulher pode segurar o pênis de seu parceiro e colocar a ponta da cabeça entre os lábios e gentilmente percorrê-lo com a boca.

7ª) Com o pênis de seu parceiro na boca, pressione com os lábios e depois tire-o da boca, repita este movimento alguma vezes.

8ª) Pressione a extremidade do pênis (ponta) com os lábios e beije-a como se fosse puxá-la. Não use os dentes a não ser que seu parceiro peça.

9ª) Pincele levemente com a língua ao longo da cabeça do pênis de seu parceiro e, ao mesmo tempo, faça uma massagem vertical para cima e para baixo.

10ª) O famoso 69, onde os dois se estimulam oralmente ao mesmo tempo.

Toda atividade sexual não deverá ser realizada sob força ou coerção, pois só tende a acarretar medo ou desconforto, gerando no casal insatisfação e sentimentos negativos ao invés de prazer.

Ana Cláudia Simão é sexóloga e psicóloga. Possui Mestrado em Sexologia pela Middlesex University & Whittington Hospital – London

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