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Cuidar de Mim!

3 sinais que indicam distância afetiva no casal

De uns tempos pra cá, mudei. Comecei a dar a importância que as coisas têm e parei de sofrer por bobagens. Se antes ponderava muito antes de sair das relações e ficava como um porteiro desequilibrado tentando controlar o fluxo e as despedidas, hoje ajudo a fazer as malas e fecho a porta sem arrependimento. Sim, você pode ir embora.

Não, não me tornei uma pedreira. Não sou insensível.

O meu coração continua bobo por sutilezas, tem predileção por exageros bonitos, bate na frequência mais forte, e às vezes fica descompassado e louco quando se depara com alguma beleza extravagante. O que acontece é que não faz sentido colocar intensidade nas coisas que não vibram. Despejar amor em corações baldios e improdutivos. Dedicar-se a quem não sabe o que é ter alguém que se preocupa com a qualidade do seu dia e que espera ansiosamente pelo carinho do seu abraço. Alguém que cuida e se doa nos mínimos detalhes só pra ver a dança da felicidade se exibindo no seu rosto.

Toda mudança requer um olhar demorado sobre as coisas, e ainda me pego pensando nos penduricalhos inúteis que não deixei ir embora e guardei ao longo dos anos; amizades de ocasião, que duraram apenas enquanto pude dar a elas a minha melhor versão.Pseudoamores que despejaram uma carga de insegurança na minha vida e me fizeram duvidar de que o pré-requisito pra ter o amor genuíno é cultivar o próprio.

A vida virou uma extensa passarela, onde vi tudo se exibir com pressa e se desmanchar, sem nenhum entusiasmo, sem nenhuma verdade, sem compromisso algum com a reciprocidade. Pessoas que chegaram, interpretaram suas cenas com calculada frieza e desapareceram.

É preciso aprender a deixar ir embora

Hoje cuido dos meus afetos com demorada alegria, sem deixar os meus desejos pra depois, sem estocar os sentimentos, porque coração intenso é órgão que vive exposto. Mas compreendi que é preciso domesticar os ímpetos e fazer triagem do que fica, de quem fica nestas terras sagradas, neste coração que não precisa sofrer quedas desnecessárias pra descobrir o quanto é importante. Hoje sei me despedir sem achar que é o fim do mundo, sem imaginar que viver sem uma pessoa vai comprometer a minha vida inteira. Hoje compreendo que quem não fica é porque não quer. Aprendi que a primeira cláusula de um sentimento verdadeiro se chama “liberdade”.

De uns tempos pra cá, mudei. Foi a melhor coisa que fiz.

Texto de Ester Chaves – Escritora brasiliense. Graduada em Letras pela Universidade Católica de Brasília e Pós-graduada em Literatura Brasileira pela mesma instituição. Atuante na vida cultural da cidade, participou de vários eventos poético-musicais.

Diabetes pode causar impotência sexual Dr. Arthur Frazão

Diabetes pode causar impotência, pois o portador desta doença sofre uma série de alterações vasculares, nervosas, hormonais e psicológicas. Estima-se que 30 a 50% dos homens diabéticos que têm a doença mal controlada possam ser afetados por problemas de ereção.

O Diabetes mellitus é uma doença caracterizada pela diminuição na produção de insulina pelo pâncreas, o que irá gerar um acúmulo de glicose no sangue. Esse aumento de glicose traz diversos problemas nas funções cardiovasculares, dificultando, portanto, a circulação sanguínea do indivíduo, que está intimamente relacionada com a ereção masculina.

Um homem, para ter ereção, necessita de estímulos físicos e psicológicos que irão desencadear uma circulação sanguínea mais constante, especialmente para a área genital. A elasticidade do órgão genital masculino facilita o enchimento do mesmo com sangue devido ao aumento do fluxo sanguíneo, causando a ereção. Se um homem possui alterações vasculares que possam afetar a irrigação para o seu órgão genital, como é o caso dos portadores de diabetes, é provável que possa a vir desenvolver problemas de ereção e impotência.

Outro fator muito importante, que pode aumentar a maior predisposição dos diabéticos à impotência, relaciona-se com as complicações neurológicas próprias da doença. A diabetes pode causar alterações no sistema nervoso, causando a chamada neuropatia diabética, a qual poderá impedir que os impulsos elétricos que auxiliam na ereção se completem, deixando o pênis flácido, com menor sensibilidade ao prazer e maior impotência.

Em alguns casos, a impotência causada pela diabetes também pode acontecer em consequência de fatores psicológicos, próprios de portadores de doenças crônicas, como traumas causados por restrições na alimentação, necessidade de cuidados circulatórios, estresse e medo de ficar doente. Todos esses fatores associados podem trazer consequências negativas na qualidade de vida e no funcionamento sexual, tornando-se necessários apoio psicológico, compreensão por parte da companheira e a realização de algumas atividades capazes de restabelecer maior vínculo entre o casal, tentando afastar ao máximo todos os fatores que possam aumentar a ansiedade.

As alterações hormonais e os medicamentos utilizados pelo portador de diabetes também podem afetar a ereção. No entanto, medidas como o controle dos valores da glicose e da pressão arterial, manutenção do peso ideal através de uma dieta equilibrada, mudanças no estilo de vida, pratica de exercícios físicos e visitas regulares ao médico podem ser importantes na manutenção de uma vida saudável, ajudando no tratamento da impotência causada pela diabetes.

Do ponto de vista médico, existem algumas opções de tratamento, como o uso de substâncias vasodilatadoras, injeções no órgão genital masculino ou acolocação de próteses semi-rígidas. É fundamental realçar que cada caso deve ser analisado cuidadosamente por um médico urologista especializado, pois trata-se de uma região frágil do corpo e a automedicação pode ser extremamente prejudicial ao homem, podendo trazer ainda mais complicações para o portador de diabetes.

Dr. Arthur Frazão
Dr. Arthur Luis Alves Frazão de Carvalho, formado pela Universidade Federal de Pernambuco em 2008 – CRM/PE – 16878. 
Médico especialista em Oftalmologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
Atualmente Fellowship na Fundação Altino Ventura na área de Glaucoma Clínico/cirúrgico.
Também pode encontrar o Dr. Arthur Frazão no Google+.

O diagnóstico de câncer de mama – Por Luciana Holtz

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“Perdi o meu chão”, “Chorei muito”, “Não tenho mais vontade de fazer nada”, Estou com medo”.

Sabemos que essas e outras frases são muito frequentes entre os pacientes que recebem o diagnóstico de um câncer. Ou seja, o câncer tem um forte impacto no psicológico e emocional do paciente. Sentimentos como raiva, depressão, ansiedade, medo, preocupações, angustias, negação e agressividade são comuns entre os pacientes com câncer.

Seguem alguns exemplos de situações nos quais esses sentimentos podem aparecer:

A negação costuma estar mais relacionada ao momento do diagnóstico. É comum percebermos durante certo tempo que o paciente não quer/não pode acreditar no que está vivendo. Esse sentimento pode durar algumas semanas.

Já a raiva, que pode aparecer em qualquer fase do tratamento, muitas vezes, vem acompanhada pela pergunta: Por que eu? Por que comigo? O que eu fiz de errado? Neste momento, a vida pode parecer muito injusta. Pacientes costumam rever suas posturas religiosas e alguns até relatam que estão brigados com Deus.

Comumente a insegurança é relatada durante todo o tratamento (“ela me acompanha o tempo todo”). Podemos relacionar esse sentimento com a presença do tumor que de certa forma é uma ameaça desconhecida. Tudo que é desconhecido sempre assusta muito.

O sentimento de resignação (“tinha que ser assim mesmo”) também é muito comum e precisa ser monitorado. Afinal, pode se tornar uma depressão.

Pensamentos e sentimentos negativos (“Penso muito na morte”, “tenho sentido medo de sair de casa”) também são esperados e podem estar relacionados ao estresse gerado pelo diagnóstico do câncer e também por se tratar de uma situação a qual não podemos controlar e ter certeza do que vai acontecer.

A aceitação da doença é um passo importante. A partir desse momento, percebemos que o paciente é capaz de planejar a própria vida de um modo mais significativo e construtivo. Eles relatam que a vida presente está muito diferente que a vida passada, e preferem não pensar no futuro.

Pode parecer estranho, mas muitos pacientes narram que o câncer fez com que avaliassem as próprias vidas posicionando-as em um caminho mais positivo.

Infelizmente não existem regras para ensinar a lidar com esses sentimentos.

Como você pode ver, os sentimentos são muitos e variados. E mais, cada pessoa reage de uma maneira. Importante: não há certo ou errado, mas há aquilo que faz bem ou mal, que ajuda ou atrapalha…

Pense nos seguintes pontos:

Como está sendo a reação diante da doença?

Há com quem desabafar?

Os sentimentos estão sendo colocados para fora?

Como está o lado religioso ou espiritual?

Será que o sentimento de raiva pode estar sendo descontado em alguém?

Se você tem câncer de mama ou conhece alguém que esteja passando por este momento, procure a ajuda de um psicólogo, ele é um profissional capacitado para ajudar a compreender e lidar com todos estes sentimentos.

Contar para as pessoas que você está com câncer pode ser tão difícil quanto receber o diagnóstico. Você pode ter receio em perturbar a família e os amigos, além de se preocupar com a reação deles. Mesmo depois de já ter dado a notícia, você pode se sentir inseguro para falar abertamente sobre a doença, pedir ajuda ou até mesmo responder as perguntas que te fazem e prefira dar um tempo a si mesmo.

Como, quando e para quem falar, depende de você, separamos aqui algumas dicas para ajudá-lo a compartilhar a doença:

Conversando com seu parceiro

Conversando com família e amigos

Conversando com os filhos

Fonte- http://vivomaissaudavel.com.br/

Janelas Semi Abertas

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 ALGUÉM NÃO QUERER ESTAR AO SEU LADO DEVERIA SER SUFICIENTE PARA VOCÊ NÃO QUERER TAMBÉM.

O que nos faz querer estar com alguém que não quer estar conosco?
Esses dias eu li que não receber mensagem também é uma mensagem.

Só que, muitas vezes, ouvir o que não está sendo dito, perceber o que está nas entrelinhas é bem difícil.

Ou a gente prefere não perceber mesmo.

Muitas vezes é tão óbvio que, se fosse dito, o mundo todo poderia ouvir, mas é normal a gente preferir se apegar apenas ao que queremos e às projeções e histórias que a nossa cabeça inventa.

Talvez seja mais fácil viver num mundo encantado do que acordar para a vida e para o fato de que aquela pessoa simplesmente não quer estar ao seu lado.

“O tempo das verdades plurais acabou. Vivemos no tempo da mentira universal. Nunca se mentiu tanto. Vivemos na mentira, todos os dias.”

José Saramago.

 

© obvious:Publicado por

LESÕES AFETIVAS- Carolina Vila Nova

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Nada nos machuca mais do que as lesões afetivas, as feridas que ficam na alma. Mais do que dor física, a falta de amor, a traição, a ausência de determinadas pessoas ou ainda as palavras proferidas na hora errada são capazes de nos ferir mais do que a dor da carne.

  • Nada nos machuca mais do que as lesões afetivas, as feridas que ficam na alma. Mais do que dor física, a falta de amor, a traição, a ausência de determinadas pessoas ou ainda as palavras proferidas na hora errada são capazes de nos ferir mais do que a dor da carne.

Desde criança nos habituamos a segurar o choro, escondemos os momentos de fraqueza e engolimos “seco” a dor de mesmo pequenos, carregarmos a obrigação de agir como adultos.

Nos ensinam a ser fortes, como se força significasse o não sentir, quando na verdade sentimos muito: sentimos a falta de afeto, sentimos a falta de nossas mães e nossos pais, sentimos a morte ou o sumiço do cãozinho de estimação, sentimos a repreensão injusta da professora na escola e os risos dos colegas sobre quem somos.

Durante toda a vida vivenciamos situações de injustiças, crueldade, desamor e tanto mais. Para o que nos fere não existe escapatória. Faz parte da vida, e de diferentes formas e momentos, iremos vivenciar a dor.

Qual a solução então para aquilo nos machuca mais profundamente? O afeto, os gestos e momentos do mais puro amor. E apesar de parecer algo simples, não temos tido tempo nesta vida para aquilo que é o alimento e remédio da alma.

Numa sociedade em que todos estamos sempre correndo, não há mais tempo para a conversa com os amigos, um telefonema, um olhar mais demorado, o apreciar da chuva ou do pôr-do-sol. Não viajamos mais para dentro de nós mesmos através daquilo que nos conecta com a própria vida.

Nossos filhos crescem sem nossa presença, rodeados de presentes que representam as falhas tentativas de compensação. Envelhecemos dia-após-dia, afastando de nós mesmos os que mais amamos, devido à nossa pressa de ir ao trabalho, à faculdade, ao supermercado e de cumprir as infinitas tarefas que a vida em sociedade nos incumbe.

Acumulamos nossa feridas na alma e acabamos por recriar lesões afetivas ao nosso redor. Não por uma maldade existente em nós mesmos, mas pelo ritmo contagioso da vida. Repetimos os erros de nossos pais em nós mesmos e em nossos filhos. E assim sucessivamente.

Diante da loucura de preencher os requisitos diários do dia-a-dia, devemos nos lembrar também, diariamente, do que faz a vida valer a pena. São os pequenos momentos, as pequenas coisas, aquilo que acontece de forma natural e expontânea e nem preço tem. Um momento de qualidade com nossos filhos e familiares, sem pressa, com real presença de nós mesmos. Uma palavra de conforto e motivação. Um elogio e um reconhecimento.

Se por um lado as lesões afetivas nos marcam profundamente, os afetos tem o poder de nos curar de todo mal vivenciado um dia. O abraço afetuoso, um beijo na testa, uma expressão de amor que pode vir em palavras ou numa simples expressão corporal.

Nada muda o nosso passado. E por mais dor e arrependimentos que se carregue, o comportamento de agora tem o poder de ser transformador. Para nós e para os outros.

Se a falta de amor em diversos momentos da vida nos marca com dor, a presença do amor alivia as marcas adquiridas ao longo de nossa existência, nos torna mais fortes e tolerantes para as dores que ainda hão de vir e nos permite ser os que irão aliviar as feridas de outros, de preferência as dos que tanto amamos.

A resposta é simples: amor!

Fonte :© obvious: http://lounge.obviousmag.org/reading_terapia/2016/07/lesoes-afetivas.html#ixzz4FkllFhwL

Da morte, da solitude e do vazio – Tatiana Nicz

tauchner: “ Loui Jover - Deconstructing Frida ”

Existe no português uma palavra chamada solitude, que diferente de solidão é uma solidão voluntária, escolhida, desejada. Nós não somos muito acostumados a ligar vontade com solidão, por isso a palavra solitude é pouco usada. É meio óbvio pensar que as sociedades antigas só podiam dar nomes àquilo que elas viam ou que existia, pois é essencialmente da necessidade de dar nome e sentido às coisas que nasceram as palavras. Por isso ela existe não apenas no português, como também no inglês, e em muitas outras línguas.

Mas estão aí os dicionários a misturar sentidos e neles “solus” em Latim vem do ato de estar/sentir-se sozinho trazendo em si uma conotação meio triste, talvez porque a solitude contenha também certa melancolia em si. A verdade é que ninguém nos ensina sobre a tristeza, que é um dos nossos sentimentos primários*. As escritas, as religiões e a economia se encarregaram de transformar a felicidade em “commodity”, algo rentável incentivando assim uma busca excessiva por ela, e nessa busca não podemos dar espaço para algo (tão precioso) como a tristeza, ou entender que a vida é feita de ciclos e que devemos vivê-los inteiramente com a sabedoria de que não são eternos, pois tudo na vida é impermanente. A desconstrução faz parte de nosso crescimento e ela só nasce na tristeza. E acima de tudo isso, nós precisamos nos libertar das polaridades e aprender a substituir o “ou” pelo “e”, uma coisa sempre complementa a outra, sendo assim nós não somos felizes ou tristes, nós somos felizes e somos também tristes.

Se a solitude é melancólica, é também ela que dá força ao processo de morte e ressurreição; que dá beleza à arte; que os poetas declamam; que os músicos cantam; que os grandes filósofos tentam há anos entender; que a psicologia entende; que dá sentido ao ditado “antes só do que mal acompanhado”; que clama para que “conheça-te a ti mesmo”; é ela que dá sentido à insignificância. Aprender que o copo não precisa estar meio cheio, nem meio vazio. Ele está apenas vazio.

Mas não aprendemos a encontrar alegria na tristeza, queremos ser apenas felizes, então não escutamos falar da morte, nem da tristeza e muito menos da solitude, pois isso tudo não cabe na felicidade. Mas a verdade mesmo é que só amando e conhecendo esses três grandes conceitos é que encontramos a felicidade. Não falamos de solitude, mas fala-se em meditação, essa é a palavra da moda e confesso que não vejo toda essa grandiosidade no ato em si, porque aprendi a reverenciar a solitude de diversas maneiras, para mim ela não mora apenas no ato de meditar. E finalmente eu acredito que aprendi a amar o encontro e não a busca. Por isso não preciso de livros, mestres e dizeres. Para mim basta escutar o vazio. Viver a solidão voluntária, escolhida, desejada, amada, sagrada. Aprendi a sentar no desconforto e enfrentá-lo. Ele. O nada. The void. Aquele que tanto nos amedronta, paralisa. E entendo também agora porque passei a vida toda fugindo desse vazio ou tentando preenchê-lo.

Enfrentar o vazio é mesmo um ato de coragem, muita coragem. Olhar para a morte, olhar para a tristeza, olhar para o vazio e encontrar beleza neles, requer muita coragem. E eu achava que tinha coragem de sobra, pois me senti corajosa em muitos momentos de minha vida. Mas hoje entendo que coragem é algo muito mais grandioso do que eu sentia, pois enfrentar o vazio requer algo maior, uma coragem que eu não sabia que existia e muito menos que eu poderia ter. É essa coragem que precisamos para enfrentar nossa própria sombra, para desviar das muitas distrações que o caminho traz, para enfrentar os olhos desconfiados dos que nos cercam e confundem solitude com isolamento; é preciso muita coragem para olhar a morte na cara e parar para sentir a dor dilacerante que emerge dela; para sentir-se vazio; precisamos de coragem para entender e amar a grandiosidade que existe em nossa completa insignificância. Uma coragem que vem do seu próprio significado: no Latim coragem deriva da palavra “cor”, que tem a mesma raiz que a palavra coração.

A flor de lótus nasce da lama do fundo da lagoa e é ali que ela encontra forças para crescer solitária e emergir na superfície e assim florescer. Uma vez que floresce nenhuma sujeira prende-se às suas pétalas que mantém-se sempre limpas e sua semente pode germinar novamente após longos períodos dormentes. Apesar de poder estar rodeada de outras flores, ela faz todo o processo em solitude.

Uma das minhas passagens favoritas, que muito já citei, diz “um homem não é uma ilha isolada em si”, mas hoje discordo em partes. Somos ilhas porque somos únicos, porque o nosso mundo é inteiramente baseado no que experenciamos sozinhos, mesmo quando estamos cercados, mesmo quando nos distraímos, nascemos sozinhos, vivemos sozinhos e morremos sozinhos, pois a experiência é única para cada ser. Ninguém nem nada pode nos tirar dessa condição de solitude, por tudo isso faz-se necessário conhecê-la e aprender a amá-la. O Budismo entende a beleza da solitude e usa a flor de lótus como uma bela analogia para isso. A flor de lótus nasce da lama do fundo da lagoa e é ali que ela encontra forças para crescer solitária e emergir na superfície e assim florescer. Uma vez que floresce nenhuma sujeira prende-se às suas pétalas que mantém-se sempre limpas e sua semente pode germinar novamente após longos períodos dormentes. Apesar de poder estar rodeada de outras flores, ela faz todo o processo em solitude.

E a busca, essa busca toda desenfreada, vem justamente da não apreciação dessa solitude, do medo que dá de vivê-la, da tentativa de preencher esse vazio. Mas ele está lá, sempre esteve e sempre estará. Todo mundo sente esse vazio, em maior ou menor escala, nas diferentes fases da vida, só não aprendemos ainda o que devemos fazer com ele. Então buscamos refúgio nas religiões, crenças, na medicina, nos outros para preenchê-lo sem lembrar que ele é o que nos faz humanos, únicos, isolados em nós mesmos.

Em seu recente livro “A festa da insignificância”, o grandioso e sábio escritor tcheco Milan Kundera nos convida a amar a insignificância e a insignificância traz o vazio em si. Insignificante é aquilo que é vazio de significado. E para aprender a amar o vazio, não precisamos ter posses, nem conhecimento de nada ou manual, aliás nem alfabetamento requer. Digo esse alfabetamento convencional, ler e escrever. Do contrário requer um profundo alfabetamento emocional, é preciso aprender a ler e escrever no vazio. Hoje olho para tudo que busquei um dia, e após minha tão recente experiência com a morte aprendi que é tudo tão mais simples do que eu pensava, a resposta está apenas em aprender a amar o vazio. Mas a sensação que tenho é que alguns amam mais a busca do que o encontro. Mas, há quem ame o encontro também. E o que posso dizer para estes é: escute o vazio, a tristeza, escute a morte. Porque tudo, tudo, tudo é insignificante diante dela. E mesmo assim a nossa libertação está em aprender a amá-la. E o vazio é aquilo que ela traz, é também o que nos faz maiores e melhores; pois é só o vazio que nos preenche.

“Agora, a insignificância me aparece sob um ponto de vista totalmente diferente de então, sob uma luz mais forte, mais reveladora. A insignificância, meu amigo, é a essência da existência. Ela está conosco em toda parte e sempre. Ela está presente mesmo ali onde ninguém quer vê-la: nos horrores, nas lutas sangrentas, nas piores desgraças. Isso exige muitas vezes coragem para reconhecê-la em condições tão dramáticas e para chamá-la pelo nome. Mas não se trata apenas de reconhecê-la, é preciso amar a insignificância, é preciso aprender a amá-la.”
Milan Kundera em A Festa da Insignificância

*são consideradas por algumas linhas da psicologia como emoções primárias: medo, alegria, raiva, tristeza, afeto

flor de lótus

 

E ela está com Câncer de Mama

   

E agora?

Passado o impacto inicial do diagnóstico de câncer de mama, é fundamental que você saiba que não está sozinha e que, com informação e tratamento adequado, você tem chances de cura.

O que é

Todo câncer se caracteriza por um crescimento rápido e desordenado de células, que adquirem a capacidade de se multiplicar. Essas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores malignos (câncer), que podem espalhar-se para outras regiões do corpo. O câncer também é comumente chamado de neoplasia.

O câncer de mama, como o próprio nome diz, afeta as mamas, que são glândulas formadas por lobos, que se dividem em estruturas menores chamadas lóbulos e ductos mamários. É o tumor maligno mais comum em mulheres e o que mais leva as brasileiras à morte, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca).

Segundo a Estimativa sobre Incidência de Câncer no Brasil, 2014-2015, produzida pelo Inca, o Brasil terá 576 mil novos casos de câncer por ano. Desses, 57.120 mil serão tumores de mama.

O câncer de mama é relativamente raro antes dos 35 anos, mas acima dessa idade sua incidência cresce rápida e progressivamente. É importante lembrar que nem todo tumor na mama é maligno e que ele pode ocorrer também em homens, mas em número muito menor. A maioria dos nódulos (ou caroços) detectados na mama é benigna, mas isso só pode ser confirmado por meio de exames médicos.

Quando diagnosticado e tratado ainda em fase inicial, isto é, quando o nódulo é menor que 1 centímetro, as chances de cura do câncer de mama chegam a até 95%. Tumores desse tamanho são pequenos demais para serem detectados por palpação, mas são visíveis na mamografia. Por isso é fundamental que toda mulher faça uma mamografia por ano a partir dos 40 anos.

Sintomas

O sintoma mais comum de câncer de mama é o aparecimento de um caroço. Nódulos que são indolores, duros e irregulares têm mais chances de ser malignos, mas há tumores que são macios e arredondados. Portanto, é importante ir ao médico. Outros sinais de câncer de mama incluem:

inchaço em parte do seio;

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irritação da pele ou aparecimento de irregularidades, como covinhas ou franzidos, ou que fazem a pele se assemelhar à casca de uma laranja;

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dor no mamilo ou inversão do mamilo (para dentro);

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vermelhidão ou descamação do mamilo ou pele da mama;

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saída de secreção (que não leite) pelo mamilo;caroço nas axilas;

 

 

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Detecção precoce

Câncer de Mama
O câncer de mama é uma doença grave, mas que pode ser curada. Quanto mais cedo ele for detectado, mais fácil será curá-lo. Se no momento do diagnóstico o tumor tiver menos de 1 centímetro (estágio inicial), as chances de cura chegam a 95%.
Quanto maior o tumor, menor a probabilidade de vencer a doença. A detecção precoce é, portanto, uma estratégia fundamental na luta contra o câncer de mama. Se a detecção precoce é a melhor estratégia, a principal arma para sair vitoriosa dessa luta é a mamografia, realizada uma vez por ano em toda mulher com 40 anos ou mais. É a partir dessa idade que o risco da doença começa a aumentar significativamente. A mamografia é o único exame diagnóstico capaz de detectar o câncer de mama quando ele ainda tem menos de 1 centímetro. Com esse tamanho, o nódulo ainda não pode ser palpado. Mas é com esse tamanho que ele pode ser curado em até 95% dos casos.

Diagnóstico precoce

O câncer de mama é uma doença grave, mas que pode ser curada. Quanto mais cedo ele for detectado, mais fácil será curá-lo. Se no momento do diagnóstico o tumor tiver menos de 1 centímetro (estágio inicial), as chances de cura chegam a 95%, segundo a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama – Femama. Quanto maior o tumor, menor a probabilidade de vencer a doença. A detecção precoce é, portanto, uma estratégia fundamental na luta contra o câncer de mama.

Se o diagnóstico precoce é a melhor estratégia, a principal arma para sair vitoriosa dessa luta é a mamografia, realizada uma vez por ano em todas as mulheres com 40 anos ou mais. É a partir dessa idade que o risco da doença começa a aumentar significativamente.

A mamografia é o único exame diagnóstico capaz de detectar o câncer de mama quando ele ainda tem menos de 1 centímetro. Com esse tamanho, o nódulo ainda não pode ser palpado. Mas é com esse tamanho que ele pode ser curado em até 95% dos casos.

Autoexame

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Durante muito tempo, as campanhas de conscientização para o câncer de mama divulgaram a ideia de que o autoexame das mamas, baseado na palpação, era a melhor forma para detectá-lo precocemente. Mas o tempo passou, a medicina evoluiu e as recomendações mudaram.

O autoexame continua sendo importante – mas de forma secundária. Ele é essencial para que a mulher conheça seu corpo, em especial sua mama, e possa perceber qualquer alteração. O autoexame pode ser feito visualmente e por meio da palpação, uma vez por mês, após o final da menstruação. Para as mulheres que não menstruam mais, o ideal é definir uma data e fazê-lo uma vez ao mês, sempre no mesmo dia. Entretanto, ele não substitui a importância do exame clínico feito por um profissional da saúde por meio da palpação e, menos ainda, a mamografia.

É fundamental que, além do autoexame, todas as mulheres acima dos 40 anos façam seus exames de rotina, entre eles a mamografia. Só ela pode detectar precocemente um nódulo pequeno e aumentar muito as chances de cura.

Fontes
1. National Comprehensive Cancer Network (NCCN) Clinical Practice Guidelines for Breast Cancer Screening and Diagnostic. Versão 1.2014. Consultado em 06 de outubro de 2014. Disponível em www.nccn.org

2. National Cancer Institute (NCI) Publication P017: What you need to know about breast câncer. Consultado em 06 de outubro de 2014. Disponível emhttps://pubs.cancer.gov/ncipl/detail.aspx?prodid=P017

3. Lei número 11.664, de 29 de abril de 2008. Consultada em 07 de outubro de 2014. Disponível emhttp://presrepublica.jusbrasil.com.br/legislacao/93804/lei-11664-08

Mamografia

mamografia

A mamografia é um exame de raio-X, na qual a mama é comprimida entre duas placas de acrílico para melhor visualização. Em geral são feitas duas chapas de cada mama: uma de cima para baixo e uma de lado. Apesar da compressão da mama ser um pouco desagradável para algumas mulheres, é importante lembrar que ela não é perigosa para a mama. A dose de raios X utilizada nos aparelhos modernos é também muito baixa, e não deve servir de empecilho para a realização do exame.

Fundamental e insubstituível, a mamografia pode detectar nódulos de mama em seu estágio inicial, quando não são percebidos na palpação do autoexame feito pela mulher ou pelo profissional de saúde. Por serem pequenos, esses nódulos têm menor probabilidade de disseminação e mais chances de cura.

Por essa razão, as mulheres acima de 40 anos devem realizar a mamografia regularmente, em intervalos anuais. E, com a efetivação da Lei Federal nº 11.664/2008, em vigor a partir de 29 de abril de 2009, toda mulher brasileira tem direito a realizar pelo SUS sua mamografia anual a partir dessa idade.

Como todo exame médico, a mamografia está sujeita a deficiências. Acredita-se que cerca de 10% dos casos comprovados de câncer de mama não sejam detectados na mamografia, principalmente em mulheres jovens, que têm a mama densa. A ultrassonografia pode auxiliar no diagnóstico quando associada à mamografia e pode ser muito útil para detectar lesões duvidosas.

Fontes
1. Você sabe por quê está tudo rosa? http://www.codonoticias.com.br. Consultado em 06 de outubro de 2014. Disponível emhttp://codonoticias.com.br/voce-sabe-porque-esta-tudo-rosa/

2. National Cancer Institute (NCI) Publication P017: What you need to know about breast câncer. Consultado em 06 de outubro de 2014. Disponível em https://pubs.cancer.gov/ncipl/detail.aspx?prodid=P017

3. Symptoms & Diagnosis of Breast Cancer. Breastcancer.org Foundation. Consultado em 06 de outubro de 2014. Disponível em www.breastcancer.org/symptoms/testing

4. Types of breast câncer. American Cancer Society. Consultado em 06 de outubro de 2014. Disponível emhttp://www.cancer.org/cancer/breastcancer/detailedguide/breast-cancer-breast-cancer-types