Arquivos

“O que REALMENTE significa ter ansiedade”

99706a2240d37f6a459891e46469f4d5.jpg

 

“O que realmente significa ter ansiedade?

Vai além de simplesmente se preocupar. Ansiedade significa noites em claro, conforme você suspira e vira de um lado para o outro. É o seu cérebro nunca sendo capaz de desligar. É a confusão de pensamentos que você pensa antes da hora de dormir e todos os seus piores medos se tornam realidade em sonhos e pesadelos. 

É acordar cansada mesmo que o dia só tenha começado.

Ansiedade é aprender como funcionar em privação de sono porque você só conseguiu fechar os olhos às duas da manhã.
É toda mensagem que você pensa ‘como fazer isso da forma correta?’. É duas ou três mensagens que você manda caso tenha feito algo errado. Ansiedade é responder mensagens de forma embaraçosamente rápida.

Ansiedade é o tempo que você gasta esperando uma resposta enquanto um cenário se monta na sua cabeça, questionando o que a outra pessoa está pensando ou se ela está brava.

Ansiedade é a mensagem não respondida que te mata por dentro, mesmo que você diga a si mesma ‘talvez ele esteja ocupado ou irá responder depois’.

Ansiedade é a voz crítica que diz ‘talvez ele esteja só te ignorando mesmo’. É você acreditar em cada cenário negativo que você cria.

Ansiedade é esperar. Parece que você está sempre esperando.

É o conjunto de conclusões inexatas que sua mente cria, e você não tem outra escolha a não ser aceita-las.

Ansiedade é se desculpar por coisas que nem precisam ser desculpadas.

Ansiedade é duvidar de si mesma e falta de autoconfiança.

Ansiedade é ser superatenta sobre tudo e todos. Você consegue dizer se alguém mudou de humor apenas pelo tom de voz da pessoa.

Ansiedade é arruinar relacionamentos antes mesmo deles começarem. Ela te diz ‘você está enganada; ele não gosta de você e vai te deixar’. E você acredita.

Ansiedade é um estado constante de preocupação, pânico e viver no limite. É viver com medos irracionais.

É pensar demais, é se importar demais. Porque a raiz das pessoas ansiosas é se importar.

É ter mãos suadas e coração acelerado. Mas por fora, ninguém percebe. Você aparenta estar calma e sorridente, mas por dentro é o contrário.

Ansiedade é a arte da decepção por parte de pessoas que não te conhecem. E das pessoas que te conhecem, é ouvir constantemente ‘não se preocupe’, ‘você está pensando demais’, ‘relaxe’. É sobre seus amigos ouvirem suas conclusões e não entenderem como você chegou nelas.

Ansiedade é querer consertar algo que nem problema é.

É o amontoado de perguntas que te fazem duvidar de si mesma. É voltar atrás para checar novamente.

Ansiedade é o desconforto de uma festa por pensar que todo mundo está te observando e você não é bem-vinda lá.

Ansiedade é tentar compensar e agradar demais outras pessoas.

Ansiedade é estar sempre no horário porque o pensamento de chegar atrasada te deixa em pânico.

Ansiedade é o medo de fracassar e a busca incansável por perfeição. E então se punir quando você falha.

É sempre precisar de um roteiro e de um plano.

Ansiedade é a voz dentro da sua cabeça que diz ‘você vai falhar’.

É tentar suprir as expectativas dos outros mesmo que isso esteja te matando. Ansiedade é aceitar mais do que você consegue lidar para que você se distraia e não pense demais em outros assuntos.

Ansiedade é procrastinar, porque você está paralisada pelo medo de fracassar.

É o gatilho que te faz ter um ataque de pânico.

 

É estar quebrada na sua privacidade e chorar de preocupação quando ninguém mais está vendo.

É aquela voz crítica dizendo ‘você estragou tudo’ ou ‘você deveria mesmo se sentir um lixo agora’.

Mas mais que qualquer coisa, ansiedade é se importar. É nunca querer machucar alguém. É nunca querer fazer algo errado. Mais que tudo, é o desejo de simplesmente ser aceita e querida. Então você acaba tentando demais às vezes.
E quando você encontra amigos que entendem isso, eles te ajudam a superar juntos. Você percebe que essa pode ser uma batalha que você enfrente todos os dias, mas é uma que não precisa ser enfrentada sozinha.

Fonte- https://www.sabervivermais.com

 

 

Anúncios

Caixa com decoupage Frida Khalo.

 

 

Frida u

Caixa com decoupage Frida Khalo

by Elisabete Cunha

Quem quer?
Feito sob encomenda
Cada caixa será exclusiva.
Encomende a sua!

40 REAIS

betescunha@gmail.com

https://www.facebook.com/elisabetecunha13

A imagem pode conter: 1 pessoaA imagem pode conter: 1 pessoaA imagem pode conter: 1 pessoa

Conselhos De Puta Velha – Ísis Toth

0ç

1. Não se esforce demais. O lingerie de seda, o perfume importado e o jantarzinho a luz de velas com vinho caro é para quem merece. Algumas mulheres têm mania de pegar um ficante que encontrou há a uma semana na balada, levar pra casa e tratar como um rei. Tratamento vip é para namorado firme e marido, se merecerem. Porte-se como uma joia rara e como tal não se doe facilmente para o primeiro que aparecer, não importa o nível da sua carência, seja valiosa.

2. Pare de ser tão boazinha. Abrir mão do que gosta, mudar o jeito de ser, deixar de se divertir, só porque começou um relacionamento e está apaixonada? Homem gosta de mulher com vida própria, orbitar em volta dele é receita certa para o fracasso, ele pode momentaneamente demonstrar que gosta deste estilo, mas logo se cansa. No fim você perde o namorado e os amigos. Sem contar que ele não vai abrir mão de assistir futebol para ficar com você. Use o mesmo critério para lidar com ele e no fim ele estará te acompanhando em tudo, feliz da vida, afinal é muito bom estar ao lado de pessoas que tem vida.

 

3. Pare com os joguinhos. Os casais perdem a oportunidade de se conhecer de verdade e sem máscaras. Está manjado demais transar só no terceiro encontro, não responder a mensagem antes de 60 minutos, só atender o telefone no quinto toque, fazer ciúmes sem necessidade e fingir que não dá a mínima. Encontrar o equilíbrio entre ser disponível demais e ser inacessível está difícil. Ninguém mais demonstra interesse e tesão pelo outro de forma saudável. Nunca sabemos se o outro não liga no dia seguinte porque não está interessado ou porque está se fazendo de difícil para valorizar o passe. Ter tato para não perder a dignidade e saber a hora de bater em retirada é importante, mas um pouco de transparência e sinceridade não faz mal a ninguém. Se for fazer joguinho, seja inteligente, crie novos truques, pois alguns já estão batidos demais.

4. Jamais se rebaixe. Não importa qual foi a traição, a culpa é do seu parceiro e não da “vagabunda” que ele comeu, a não ser que ela tenha colocado um revolver na cabeça dele. Essa história de mulher bater na amante é ridícula. Nenhum homem é digno de escândalos e manifestações públicas de ciúmes, isso inclui as indiretas nas redes sociais. Mesmo que tiver chorando lágrimas de sangue, fique em cima do salto, ninguém precisa saber da sua condição miserável, não dê esse gostinho para as inimigas e para algumas amigas falsas e invejosas. Aprenda, para algumas pessoas só contamos as vitórias!

5. Seja você mesma. A performance do filme pornô de quinta categoria não precisa necessariamente ir para sua cama, nada mais patético que a mulherada que finge orgasmo e ainda quer contar vantagem “ pras amiga”. Sem contar que se a coisa for forçada demais o homem percebe. Já ouvi depoimentos de caras que simplesmente brocharam em situações assim. Nada contra quem gosta do estilo e faz porque realmente gosta e está com vontade, mas tudo que é falso e feito somente para tentar impressionar o outro pode gerar efeito contrário.

7. Escolha bem seu parceiro use a razão não só o coração. A mulherada lutou e luta tanto por igualdade, mas hoje tem jornada dupla e até tripla para dar conta da vida profissional, casa, filhos e marido. Queria saber onde está a igualdade nisso, pois enquanto a mulher se desdobra, muitos maridos estão no sofá assistindo tv ou no bar com os amigos. Quando for se relacionar com alguém, antes de se envolver loucamente em um amor de pica sem fim, preste muita atenção na sogra, veja como ela trata os filhos. Dá tudo na mão, recolhe os sapatos e meias sujas pela casa, faz o pratinho de comida com o feijão em cima, lava as cuecas, defende cada um até a morte mesmo que estejam errados? Se for esse o caso, AMIGA CORRAAAAA! Caso contrário, você será uma forte candidata a Amélia emancipada.

8. O borogodó Magnetismo pessoal e amor próprio vale mais que um corpo sarado. A mulherada está caprichando tanto no treino, na lipoaspiração e no silicone, mas o número de fracassos amorosos não diminui. Outra ala se sente gorda demais e sem autoconfiança para atrair o sexo oposto, mas também não faz nada para mudar. Existem mulheres que aparentemente não possuem nada de especial, podem até ser “feias”, porém, por alguma razão os homens caem aos seus pés. Esse magnetismo em algumas mulheres vem de onde? O que elas têm é independência emocional, se apoiam sozinhas, se bastam, tem outras metas além de agarrar um homem, estudam, trabalham, viajam e são felizes sozinhas ou acompanhadas. Não vivem carentes chorando pelos

Esse título foi inspirado por uma grande amiga, prostituta aposentada, que acumulou uma experiência de vida que poucas vezes vi igual. Na verdade, ela tem a idade da minha mãe e sempre me deu conselhos dizendo: – Ouve o conselho dessa puta velha! Por incrível que pareça, toda vez que não seguia os conselhos dela me dava mal. Esta mulher até hoje tem em suas mãos tudo que quer e um poder de atração de dar inveja a qualquer ninfeta de 20 anos, soube investir todo dinheiro que ganhou e tem uma vida mais que tranquila ao lado do grande e único amor de sua vida. E quando pensamos em puta, pensamos logo em promiscuidade e vender o corpo, mas tem muita puta por aí mais digna e honesta que certas mulheres tidas como “damas da sociedade”, mas que já se venderam mais que tudo e por muito pouco. Histórias assim são para quebrar os paradigmas e fazer repensar alguns valores, sem contar que chacoalham os puritanos, as feministas e críticos de plantão.

Texto baseado no livro de Argov,Sherry – Por que os Homens Amam as Mulheres Poderosas? Sextante / Gmt
Autora:Ísis Toth

 

Seja gostosa pra você!

Resultado de imagem para plus size

Gostosa é uma palavra muito boa. Qualquer coisa gostosa remete a algo bom, a deleite, a prazer. Mulher gostosa então, é um atalho para a felicidade. Todavia, quando usada para seres humanos (de qualquer tipo), essa palavra maravilhosa precisa vir com um asterisco. *Ser gostosa não depende de corpo, de medida, de viço da pele ou quilômetros rodados na academia.

Gostosura é libido, malemolência, cheiro. Uma mina gostosa tem charme e qualquer coisa de poderosa. Tem um corpo que ri, que goza, mas veja, não é o pedaço de carne que é gostoso, é toda ela. Daí, meu amigo, não importa o peso que marca na balança, não importa se o peito foi inflado com silicone ou se a bunda foi moldada por trezentos chutes na aula de boxe.

Não importa se tem cicatriz de cesárea e nem curvas demais ou de menos. A gostosura mora dentro. Gente gostosa é aquela que encaixa na gente, que derrete as certezas e esquenta o sangue nas veias. É quem excita só com o cheiro ou com o despretensioso caminhar matinal. Estamos finalizando e é preciso deixar claro: a gostosura está em quem vê, está na troca, no encaixar da boca no ouvido, do olho no olho.

Se ela tem o corpo das propagandas de cerveja e biquíni? Não, ela não tem. Mas vou te dizer, ela é gostosa pra caralho.

Texto por LIA BOCK

A dor

tumblr_om0109tnwc1sthf15o1_500

Cheguei a conclusão de existem pessoas na vida que não nasceram para serem amadas.
Eu sou assim. Não tenho vergonha de assumir. Hoje nem faço mais questão de que isso aconteça mais comigo. Endureci… É triste …mas é a mais pura verdade. Viver de ilusões  e embarcar numa mentira, alimentada muitas vezes por um parceiro que não a amou de fato, só alimentou uma história de faz de conta, criou uma situação onde a companheira se sentia amada e tinha confiança total e depois de todos os erros. Erros que se houvesse amor de verdade poderia ser perdoado.
Nunca houve amor, houve a transferência de culpa.
Tudo foi um teatro onde descartar o outro é banal.
Isso tudo é uma bomba…isso é sério.
Se alguém na infância recebe na medida certa o amor, o carinho, o afeto, o apoio e – por que não? – também a bronca ponderada, mas sente-se valorizado, estimulado, elogiado, bem como corrigido, desenvolve-se de forma adequada.
Se, pelo contrário, vive num ambiente desestruturado, em que não é ajudado a se desenvolver, a se descobrir, a participar, a se posicionar, sua personalidade fica esburacada. Um desses buracos é formado pela carência de afeto.
Quando não o recebe na dosagem certa, a pessoa se ressente, carregando essa deficiência como um pesado fardo pela vida afora. Se não entender o porquê desse vazio interior que sente e não tentar superá-lo, será uma pessoa muito infeliz.
Estas pessoas são mal-amadas e não resolvidas consigo mesmas. Não gostam de si e se julgam incapazes de serem amadas, porque não foram satisfeitas quando crianças na área do amor e do afeto. A carência afetiva é “irmã gêmea” da rejeição. A pessoa sente-se rejeitada porque não recebeu amor.Uma criança criada em um ambiente onde um dos pais é alcoolista marca para sempre o futuro afetivo .
Não é amada porque, de certa forma, se encolhe, não acreditando e não confiando em si. Mas se não acredita em si, é porque não recebeu esse crédito. Resultado: sua vida é marcada pela revolta, pela apatia, pelo isolamento, pela agressão, pela fuga e pela tirania. E impossível avaliar os estragos que a carência afetiva ocasiona dentro da pessoa.Eu hoje sei: Doenças crônicas e uma vida flagelada.
Hoje, tenho tentado aprender a não odiar tanto e sim a agradecer cada relacionamento falho, cada vez que meu coração se partiu, a agradecer cada despedida forçada, cada ferida estancada, cada espinho e cada tropeço, eles me fizeram o que sou hoje, uma pessoa forte  no ato cair e se levantar,  afinal de contas, a vida é feita de quedas, e eu vou aprender a me levantar.

LESÕES AFETIVAS- Carolina Vila Nova

67

Nada nos machuca mais do que as lesões afetivas, as feridas que ficam na alma. Mais do que dor física, a falta de amor, a traição, a ausência de determinadas pessoas ou ainda as palavras proferidas na hora errada são capazes de nos ferir mais do que a dor da carne.

  • Nada nos machuca mais do que as lesões afetivas, as feridas que ficam na alma. Mais do que dor física, a falta de amor, a traição, a ausência de determinadas pessoas ou ainda as palavras proferidas na hora errada são capazes de nos ferir mais do que a dor da carne.

Desde criança nos habituamos a segurar o choro, escondemos os momentos de fraqueza e engolimos “seco” a dor de mesmo pequenos, carregarmos a obrigação de agir como adultos.

Nos ensinam a ser fortes, como se força significasse o não sentir, quando na verdade sentimos muito: sentimos a falta de afeto, sentimos a falta de nossas mães e nossos pais, sentimos a morte ou o sumiço do cãozinho de estimação, sentimos a repreensão injusta da professora na escola e os risos dos colegas sobre quem somos.

Durante toda a vida vivenciamos situações de injustiças, crueldade, desamor e tanto mais. Para o que nos fere não existe escapatória. Faz parte da vida, e de diferentes formas e momentos, iremos vivenciar a dor.

Qual a solução então para aquilo nos machuca mais profundamente? O afeto, os gestos e momentos do mais puro amor. E apesar de parecer algo simples, não temos tido tempo nesta vida para aquilo que é o alimento e remédio da alma.

Numa sociedade em que todos estamos sempre correndo, não há mais tempo para a conversa com os amigos, um telefonema, um olhar mais demorado, o apreciar da chuva ou do pôr-do-sol. Não viajamos mais para dentro de nós mesmos através daquilo que nos conecta com a própria vida.

Nossos filhos crescem sem nossa presença, rodeados de presentes que representam as falhas tentativas de compensação. Envelhecemos dia-após-dia, afastando de nós mesmos os que mais amamos, devido à nossa pressa de ir ao trabalho, à faculdade, ao supermercado e de cumprir as infinitas tarefas que a vida em sociedade nos incumbe.

Acumulamos nossa feridas na alma e acabamos por recriar lesões afetivas ao nosso redor. Não por uma maldade existente em nós mesmos, mas pelo ritmo contagioso da vida. Repetimos os erros de nossos pais em nós mesmos e em nossos filhos. E assim sucessivamente.

Diante da loucura de preencher os requisitos diários do dia-a-dia, devemos nos lembrar também, diariamente, do que faz a vida valer a pena. São os pequenos momentos, as pequenas coisas, aquilo que acontece de forma natural e expontânea e nem preço tem. Um momento de qualidade com nossos filhos e familiares, sem pressa, com real presença de nós mesmos. Uma palavra de conforto e motivação. Um elogio e um reconhecimento.

Se por um lado as lesões afetivas nos marcam profundamente, os afetos tem o poder de nos curar de todo mal vivenciado um dia. O abraço afetuoso, um beijo na testa, uma expressão de amor que pode vir em palavras ou numa simples expressão corporal.

Nada muda o nosso passado. E por mais dor e arrependimentos que se carregue, o comportamento de agora tem o poder de ser transformador. Para nós e para os outros.

Se a falta de amor em diversos momentos da vida nos marca com dor, a presença do amor alivia as marcas adquiridas ao longo de nossa existência, nos torna mais fortes e tolerantes para as dores que ainda hão de vir e nos permite ser os que irão aliviar as feridas de outros, de preferência as dos que tanto amamos.

A resposta é simples: amor!

Fonte :© obvious: http://lounge.obviousmag.org/reading_terapia/2016/07/lesoes-afetivas.html#ixzz4FkllFhwL

O que é resiliência? – Dr. Cristiano Nabuco

 

tumblr_nb5lp5UbG41sthf15o1_1280

.

O termo resiliência quer dizer – em seu significado original, na Física, – o nível de resistência que um material pode sofrer frente às pressões sofridas e sua capacidade de retornar ao estado original sem a ocorrência de dano ou ruptura. A Psicologia pegou emprestada a palavra, criando o termo resiliência psicológica para indicar como as pessoas respondem às frustrações diárias, em todos os níveis, e sua capacidade de recuperação emocional. Falando de uma maneira bem simples, quando mais resiliente você for, mais fortemente estará preparado para lidar com as adversidades da vida.

Embora exista certa controvérsia a respeito dos indicadores de uma boa resiliência, não se acredita que ela seja resultante de um traço de caráter ou de personalidade. Na verdade, a melhor definição da palavra seria o resultado de um processo de aprendizagens de vida. Portanto, você, assim como eu, está apto para desenvolvê-la.

O treinamento começa desde cedo

Desde a infância, pessoas que ativamente se esquivam das dificuldades ou que são isoladas dos problemas cotidianos (como fazem alguns pais para “poupar” a criança), deixam de “treinar” suas habilidades resilientes. Desta forma, quando crescem, tais indivíduos não conseguem apresentar repertórios adequados de enfrentamento aos problemas e, desta forma, perdem a habilidade de atravessar as situações de crise de maneira construtiva.  Sua falta de habilidade faz com que reajam em excesso (aumentando assim o tamanho das adversidades) ou, no polo oposto, respondam de maneira passiva, ou seja, permanecem anestesiados frente aos dilemas, perpetuando-os.

Um dos princípios mais importantes neste aprendizado diz respeito ao que chamamos de capacidade de enfrentamento de uma pessoa. Eu explico: em todas às situações adversas que passamos podemos compreendê-las de duas formas.

A primeira diz respeito a uma interpretação mais negativa dos fatos, ou seja, entendemos que coisas ruins que acontecem a nós estão fora de nosso raio de ação, pois não temos a menor responsabilidade a respeito de sua ocorrência. Nesta posição, como  não temos controle pelo acontecido, não exibimos nenhuma atitude de mudança. E, assim, assumimos uma postura de vítima das circunstâncias da vida.

Uma segunda possibilidade diz respeito a uma interpretação mais ativa dos fatos, ou seja, podemos assumir que parte dos problemas e das dificuldades que vivemos dizem única e exclusivamente respeito a nossa forma de agir no mundo, e portanto, entendemos que possuímos alguma responsabilidade sobre o fato.

Assim, quando eu me vejo parte integrante do problema e pelo que acontece a minha volta, recupero a possibilidade de mudar as coisas que não me fazem bem. Aqui, exatamente, encontra-se um dos maiores dilemas humanos. Embora muitas pessoas desejem ativamente mudar as situações de sua vida, dificilmente querem se automodificar. Mudar então é apenas um desejo.

Nesse sentido, nossa atitude mental frente às adversidades é uma das primeiras lições para construir uma boa resiliência psicológica, pois nos possibilita uma postura mais ativa: a de nos tornamos responsáveis pelo que acontece a nossa volta. Um bom exemplo deste posicionamento pode ser compreendido através de antigo ditado que diz: “não importa o que fizeram conosco, mas sim o que fazemoscom aquilo que fizeram de nós”.

E você leitor, em qual posição mais se situa?… A de vítima ou a de responsável pela sua vida? Se optar por entender sua realidade dentro de uma maneira mais ativa e, principalmente sob seu controle, é provável que sua resiliência seja aumentada de maneira expressiva. Pode não ser muito usual, mas tente praticar este pensamento.

Buscando um sentido

Um segundo ponto que aumenta de forma significativa nossa resiliência é o desenvolvimento de um projeto pessoal de vida. Conhecemos pessoas que vivem apenas contando com o dia de hoje e assim passam por sua vida de maneira quase que inconsciente, alheias a tudo e a todos. Uma importante lição deve ser aprendida neste ponto.

Uma história que merece ser contada aqui é a do psicólogo existencialista Viktor Frankl. Prisioneiro dos campos de concentração, ele teve a oportunidade de observar as mais diversas reações dos prisioneiros frente às atrocidades cometidas pelos nazistas. Em seus relatos, descreve que muitas pessoas em certo ponto não mais conseguiam tolerar o sofrimento e assim deliberadamente desistiam de viver. Faziam isso se jogando contra as cercas eletrificadas, deixando de se alimentar ou, finalmente, se atirando contra os militares e seus cachorros. Em suas notas, descreveu que aquelas que mais suportavam a dor de uma prisão (e que sobreviveram) eram aquelas que desenvolviam um sentido de vida como, por exemplo, guardar comida para um prisioneiro mais fragilizado ou mobilizar-se para conseguir medicações para algum outro mais necessitado. Tais ações, segundo ele, traziam de volta a dignidade humana, pois abasteciam as pessoas com força e determinismo pessoal.

“O sucesso, como a felicidade, não pode ser perseguido; ele deve acontecer, e só tem lugar como efeito colateral de uma dedicação pessoal a uma causa maior”, dizia Frankl.  Desta forma, temos em nosso cotidiano que desenvolver projetos que tragam um sentido a nossa existência, pois isso nos torna mais resilientes frente às adversidades da vida. Quando eu tenho um projeto maior para me apoiar, entendo que os problemas são apenas obstáculos a serem superados, pois persigo algo muito maior.

E você leitor, tem algum projeto pessoal maior de vida? O que realmente você espera de sua existência? Veja que não vale desejar ficar rico, pois sabemos que isso por si só não traz dignidade a ninguém. Ter um projeto maior é possuir uma causa que lhe traga sentido. Algo que nos faça sair da cama todos os dias e que seguramente poderá trazer-lhe de quebra mais resiliência.

Entendendo emoções

Finalmente, o tripé da resiliência se apoia na capacidade de compreender o que sentimos. Pode parecer algo mais simples, entretanto, não é o que ocorre. Vivemos usualmente sem entrar em contato com nossas sensações subjetivas e isso pode nos confundir bastante. Estar atento aos nossos sentimentos é uma das maneiras mais simples de desenvolver nossa capacidade de enfrentamento emocional. Entenda que estar em contato com nossas emoções nos faz sermos mais ágeis na busca daquilo que efetivamente nos faz bem, como também na evitação das situações que nos fazem mal. É a chamada inteligência emocional.

Em função de não estarmos habituados a nos conectar conosco, estamos sempre procurando aliviar nossos sentimentos ruins através de atitudes externas como, por exemplo, comprar quando não nos sentimos bem, comer quando estamos ansiosos etc, ou seja, agimos de uma maneira esquiva, na qual nos protegemos de nossos próprios sentimentos desconfortáveis. O ponto central aqui é perceber nosso estado subjetivo para então poder mudá-lo.

Caso você esteja achando difícil minha proposta, vou lhe ajudar. Usarei uma antiga crônica de Clarice Lispector que tem o seguinte título: “Se eu fosse eu”. Diz ela: “Quando a procura de um papel se torna inútil, pergunto-me: se eu fosse eu, em que lugar eu o guardaria?” E complementa dizendo: “Quando eu acho o objeto perdido, fico tão absorvida com a pergunta ‘se eu fosse eu’, que eu começo a pensar, diria melhor, sentir”. E finaliza indagando: “leitor, se você fosse você mesmo, quem você seria e onde estaria?”. Conclui sua crônica dizendo: “É como se a mentira fosse lentamente movida do lugar onde se acomodara e temos então contato com a experiência real da vida”.

Portanto, sabemos o que nos incomoda, apenas decidimos não pensar no assunto, anestesiando-nos. Se esta pergunta lhe deu algum frio na barriga, isso definitivamente é um bom sinal. Caso você ainda não tenha percebido, ainda há tempo para mudar. Se não consegue sozinho, busque ajuda.

Concluindo então nossa conversa: (a) desenvolva um papel ativo em sua vida (não se sinta vítima de sua existência), (b) elabore um grande projeto pessoal (caso ainda não o tenha) e finalmente (c) entenda suas emoções. Posso lhe assegurar que você desenvolverá de maneira espantosa sua resiliência emocional.  Milan Kundera em seu livro A lentidão afirmou que “cada possibilidade nova que tem a existência, até a menos provável, transforma a existência inteira”.

Fonte-http://cristianonabuco.blogosfera.uol.com.br/

%d blogueiros gostam disto: