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A dor da Rejeição

 

Se uma pessoa o rejeita, não significa que você é ruim ou que tem menos valor que outros. Significa apenas que a outra pessoa não está sintonizada com o seu desejo, naquele momento.

Não há motivo para vergonha, depressão, ou sentimento de menos valia. Ao contrário, se alguém é rejeitado significa que possui a capacidade de se envolver afetivamente.

Isso deve ser um alento quando suas esperanças esbarram no “não” do outro. Mais triste do que a dor de uma rejeição é o sofrimento de quem congela o desejo por medo de se decepcionar.

A rejeição faz parte das experiências que se tem na vida.

É saudável sentir-se decepcionado ao ser excluído ou barrado no afeto de alguém que você desejaria ter ao lado. Esse sentimento doloroso faz parte do processo de processamento interno do que aconteceu.

No primeiro momento, a tendência pode ser de carregar as tintas e ver tudo escuro.

Ninguém gosta de ser rejeitado. Porém, a pessoa com autoestima satisfatória não fica estacionada aí e logo se move adiante.

O mundo não se reduz a alguém, ou a um grupo de pessoas. Sua vida será tanto mais ampla quanto for seu olhar sobre o horizonte.

Se o indivíduo não se deixar aprisionar pela rejeição, encontrará oportunidades para viver novas experiências que lhe trarão momentos mais felizes do que poderia imaginar.

O universo costuma apresentar seus presentes mais valiosos para aqueles que seguem em frente e não se detém diante de aparentes fracassos.

A chave é deixar o medo de lado e acreditar no seu valor e na sua capacidade de atrair para sua vida o que o (a) fará feliz.

Assim, como a terra e as flores se renovam em beleza e perfumes depois da tempestade, sua vida se encherá de amor e alegrias se aprender a superar uma rejeição, por mais difícil que possa parecer.

 

Relacionamento – Dez dicas para superar a rejeição


@ Não tome a rejeição como se houvesse algo errado com você. As pessoas fazem escolhas por razões que são delas. Você não precisa ser aceito (a) nem aprovado por todos.

@ A rejeição não significa que você não merece ser amado (a). Não é realista esperar que todos seus desejos e expectativas se realizem. Se alguém não quer você em sua vida, agradeça.

@ A pior coisa é ficar em banho-maria, nem lá, nem cá, vivendo na dúvida. Uma vez que alguém é rejeitado em alguma situação, ganha de presente a liberdade para seguir em frente!

@ Em vez de olhar para a porta que se fechou, mire o horizonte e as infinitas possibilidades que se abrem para você. 

@ Quando uma pessoa se sente devastado por uma experiência de rejeição,não é pelo outro que sofre. A depressão e o pensamento obsessivo em torno do fato é decorrente de problemas emocionais da própria pessoa. Nesse caso, o melhor é tomar uma providência e buscar ajuda psicoterapêutica.

@  Aproveite o momento para iniciar um projeto de vida que você vem adiando. Ao voltar sua atenção e energia em um projeto que trará satisfação pessoal, você conseguirá superar o sentimento de rejeição mais facilmente.

@ Aproveite todas as oportunidades para crescer com as experiências vividas. Pergunte-se o que pode aprender sobre você mesmo (a) com a situação.

@ Use o momento para dar um up grade total. Interno e externo. Cuidar de si mesmo (a) faz bem à autoestima e aumenta a autoconfiança. Comece a meditar, mude o cabelo, renove algumas peças do guarda-roupa, leia sobre autoconhecimento, entre para uma academia, inicie a dieta que vem adiando há tempos, comece uma terapia, faça shiatsu,  mude o estilo de se vestir, entre para uma aula de dança de salão, etc…

@ Entre em contato com antigos colegas e amigos de infância que você não vê há tempos. Aproveite para renovar os laços de amizade e se divertir.

@ Resista aos impulsos de ficar contando para todo mundo o que aconteceu. A necessidade de ouvir opiniões e desabafar a torto e a direito mostra um transbordamento interno. Ninguém poderá curar a sua dor, a não ser você mesmo(a).

Acredite na sua capacidade de se renovar e de superar eventos que causam sofrimento. Aprenda e cresça com suas experiências. Esse é o caminho para a maturidade emocional, condição indispensável para uma vida feliz.

Texto de Jael Coaracy

 

Recôncavo Baiano

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RESPOSTA aberta a um senhor que me chamou de petralha nordestina entre outras coisas. Um insulto como se nordestina fosse defeito ou desmerecimento.
Não sou filiada a nenhum partido, mas com certeza estarei do lado do injustiçado. Alguém que foi eleita verdadeiramente pelo voto do povo deve permanecer ate o final do mandato. Não sou Pt e não aprovo muita coisa .

Mas, a constituição deve ser respeitada. Não foi o nordeste que elegeu Dilma. Foi o Brasil caro amigo, sim, sou nordestina com o maior orgulho da alma. Eu sou nordestina, baiana e do recôncavo baiano. Sei de minha origem e sou fruto de gente corajosa e trabalhadora. Em Terra Nova – BA chegaram meus bisavós por parte de pai do Porto – Portugal pra tentar reconstruir e tentar sorte com armazém de secos e molhados na beira de uma Usina de Cana de Açúcar – ALIANÇA era o nome da usina. E eles venceram.
Pelo lado da minha mãe sou neta de uma mulher, culta, forte inteligente e poeta. Filha de um padre foi criada com a melhor educação que poderia ter na época. E meu bisavô padre assumiu a filha perante toda a sociedade e a deu carinho e educação.

Minha vó namorou anos com o caboclo belo e rude, administrador de usina através de cartas. quando ele se estabilizou foi buscar a minha vó e foram formar família , família grande parte de professores……Família que muito me orgulha…Fui criada na poesia , na verdade , na luta. E eles venceram. Não peçam de mim imparcialidade, indiferença e personalidade equilibrada e nula. Sou uma mistura de raças e isso me dá forças para reconstruir sempre!!!
Quando pequena adorava ver os raios e trovões riscando o céu.
O caos não me assusta… eu sempre venço ele.
Qual motivo estou escrevendo isto?
Um misto de orgulho de meus antepassados e esperança no meu futuro em um momento delicado , perigoso e incerto.
Um dia quando tiver netos quero que eles leiam este post.

EPAHEY OYÁ!

I am alien NADA!

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Ahhh vai , desculpe-me a tristeza posta sob a mesa, é meu caso de amor mal resolvido comigo mesma: matei e vou congelar. mês que vem coloco no microondas, não precisa olhar. já está morta.

Tem erros de português e barulhos de madrugada que não deixam você dormir, porque eu sou big bang, porque eu sou caos, porque eu sou variável, tipo aquele x que foi foda pra você achar na questão 7 da prova da UFBA quando fiz passei em 1998.

Tenho segredos que são sagrados nem me pergunte,só meu analista e outra pessoa conseguem sobreviver ao FDP de um
Terremoto grau máximo na escala Richter que mora em mim.

A incerteza de sobreviver outro dia, instabilidade da margarida, a sede de calor do girassol, a vida compõe momentos paradoxais, mesmo simplista, as nuvens se dissipam, se misturam ao azul do céu, tomam formas distintas, brincam de faz de conta, pique esconde…A REALIDADE é foda!

Ok, você cresceu, perdeu coroa!

Sobre a Perversidade by Marla de Queiroz

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O perigo da perversidade é que ela é muito sútil. Um ser perverso jamais te atacará diretamente. Ele vai saborear cada silêncio calculado para despertar sua agonia. Ele vai tentar tolher seus lugares íntimos até que não reste qualquer espaço para manobras. Ele vai te seduzir da maneira mais irresistível e depois te tratar com um descaso inexplicável, como se algo de errado tivesse acontecido, mas sem te dar quaisquer indícios do que possa ter acontecido.

Ele será carismático com os outros, prestativo, mas demonstrará impaciência em responder à sua mais simples pergunta. Ele vai oscilar entre o tesão e a indiferença. Você se sentirá desejada quando o sufoco tiver tomado toda a sua alma e, totalmente desamparada quando o desejo demonstrado parecer esvaído nos primeiros suspiros da manhã. E o dia seguinte se tornará um longo e agonizante ano.

Ele parecerá espirituoso, depois irônico, mas estará sendo absurdamente crítico e sarcástico. E te deixará tão confusa que você, por momentos, não saberá identificar a crueldade que há neste tipo de comportamento. Os perversos são viciados em jogos de poder e controle. Não sabem o porquê. Simplesmente precisam tentar te destituir da sua autoconfiança e autoestima até que você se torne refém, dependente, à beira do desespero.

É muito difícil identificar um ser perverso e, depois se livrar dele. Ele te tratará com uma bipolaridade emocional absoluta. E quando tudo parecer perdido, quando você tiver decidido de maneira explícita sua escolha por um afastamento ou desligamento da relação, ele te rondará da maneira mais amorosa possível tentando te convencer que a falta de sintonia anterior era um problema seu. O perigo da perversidade é porque ela é muito sutil.

E o único antídoto para se curar de uma relação doentia como esta é reunir toda a coragem que você jamais imaginou ter e partir com toda a convicção de que você não precisa continuar neste campo minado. Você pode escolher um lugar de paz. Você pode não ser presa de um predador voraz. Você não precisa se vestir de sangue para alimentar estes vampiros. Esteja atenta. O perverso sempre parecerá um ser inofensivo e carismático. Com os outros. Apenas com os outros. E isto te deixará com uma imensa vontade de conquistar aquilo que ele fará questão de demonstrar que não está disponível para você. 

Quando a saudade localiza o sujeito na gente by Marla de Queiroz


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Onde a saudade localiza o sujeito na gente? No coração, na mente, no corpo ou nesse conjunto todo que pulsa revirando o baú de adeuses que, talvez, quem sabe, quisessem dizer outra coisa? Pois insiste em nós essa impregnação na lembrança, mas o sentimento ocupa muito mais que a memória.

Onde a saudade localiza o sujeito na gente se os olhares já nem se veem mais e as peles só exalam o perfume da distância? Se o tempo correu enchendo de poeira luas e mais luas deixando sonolentas e opacas as estrelas que brilhavam nas madrugadas incandescentes? Onde fica guardado o sujeito na gente?

Onde a saudade localiza na gente o sujeito inerte, mas animado, não sendo coisa ou algo, mas um ser vivinho, vivente? E um suspiro intenso estendido por dentro, o segredo que o olhar na busca incessante não ocultou? Se as fotos foram apagadas e os bilhetes queimados na fogueira dos livramentos, se até o cartão postal mudou para fechar um ciclo e inaugurar outro momento, onde se escondia esse sujeito? No peito? Na pele? Porque de tudo dele ainda, mesmo que em sonho, reacende a lembrança do beijo, abraço e do jeito. Onde a saudade localizou esse sujeito?

Se a febre que pensávamos medicada arde incessante, embora esporádica, e a noite mal dormida espreita o pesadelo: do riso, do choro, do cheiro, para qual direção foram os ventos que não o levaram por inteiro? Por que a saudade incute na gente esse desmantelo?

Onde a saudade localizou na gente este ser que parecia morto e ressuscitou tão certeiro?

 Marla de Queiroz

Um Recado para Clarice – Elisabete Cunh

Clarice
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Espero que  você esteja bem e continue indo fundo da alma feminina de maneira em que incomode como um soco no estômago. Na verdade , poucos conseguem . Só você tem conseguido fazer isso comigo ao longo de tantos anos . Eu lhe conheci no ginásio, confesso que não lhe entendia muito naquela época,porque a vida ainda não tinha me tornado mulher com dores e amores, era uma menina curiosa e cheia de vontade de entender o mundo.

Você veio para o Brasil tão menina, Recife acolheu sua família…você cresceu e adquiriu traços da personalidade de mulher nordestina. Mulher nordestina já nasce com a alma sensibilizada com a beleza da nossa terra e com o sofrimento do nosso povo. Nascemos sabendo que temos que mostrar mais eficiência e coragem para que nos respeitem Brasil afora.

Aquele livro de Fotobiografia sobre você , que comprei na Casa das Rosas em São Paulo (um dos meus lugares preferido na terra da garoa) emprestei e nunca mais me devolveram…roguei uma praga pra pessoa que ficou e não me devolveu de nunca mais entender uma vírgula sobre você.
Acho que consegui…tomara!

Ahhh Clarice , como te deram frases que você nunca disse e nem sequer imaginou em escrever.
Querida , e o pior é que estão soltas pela internet. Cheias de blábláblá e dignas de quem nunca leu de fato um livro seu e não conhece seu estilo.

Você era uma grande leitora do mundo . Bem, acho que todo escritor, mesmo o medíocre, é. Um escritor não tem outra coisa para trabalhar, senão a própria vida. Pode se debruçar sobre a literatura do passado, pode fazer experiências formais e se entregar a uma “literatura culta”, pode tudo, mas estará sempre defrontado com a realidade.

Você Clarice, porém, lia o mundo não na visão chapada das grandes paisagens, ou dos personagens “perfeitos”, mas nas entrelinhas. Você conseguia ver o “entre”. Perfurava o real, cavando ali onde, quase sempre, por preguiça, por desatenção, por medo, nos detemos. Você não.
Espero que daí onde está você não veja. Certamente morreria (de novo) de desgosto ao lê-las tão fofinhas e açucaradas.

Pela vida Clarice, tenho observado o quanto você é sempre muito envolvente. Algumas pessoas não a suportam, e não voltam mais. Outras se entregam e, até, se desfazem em lágrimas. Ler você cara Clarice é, sempre, uma ameaça.
Você cirugicamente mexe no fundo de cada um que lê, e se for uma mulher ,muitas vezes você mata a dita cuja sem dó, gosto disso.
Quantas pessoas gostariam de escrever cada letra , cada vírgula que você consegue expressar nas linhas da vida?

Bem, vou me despedindo por aqui e já que estamos falando de frases , as suas me descrevem. “Estou passando a vida tentando corrigir os erros que cometi na minha ânsia de acertar…”
Enfim:
“Valorize quem te ama, esses sim merecem seu respeito. Quanto ao resto, bom… ninguém nunca precisou de restos para ser feliz.”
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Ave Clarice !
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Um beijo!

Elisabete Cunha

“Não suporto meios termos. Por isso, não me dou pela metade. Não sou sua meio amiga nem seu quase amor. Ou sou tudo ou sou nada”
―Clarice Lispector
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“Sorrisos e abraços espontâneos me emocionam. Palavras até me conquistam temporariamente. Mas atitudes me ganham para sempre.”
―Clarice Lispector
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“Eu sou uma eterna apaixonada por palavras, música e pessoas inteiras. Não me importa seu sobrenome, onde você nasceu, quanto carrega no bolso. Pessoas vazias são chatas e me dão sono.”
―Clarice Lispector
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“Deixo-te livre para sentir minha falta, se é que faço falta. Tens meu número, na verdade, meu coração, então se sentir vontade de falar comigo, me procura você.”
―Clarice Lispector
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“Sou como você me vê.
Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania,
Depende de quando e como você me vê passar.”

―Clarice Lispector

 

Delicadeza – Elisabete Cunha

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Eu adoro a língua portuguesa.

Sempre adorava minhas aulas de Português, eu era uma boa aluna. O grande detalhe é que eu era fera nas matérias de humanas e um fracasso nas matérias exatas. Meu grande tesão era de uma matéria só: “Português”.

O meu boletim sempre vinha com notas altas e em azul e por algumas razões exatas eu não gostava na mesma intensidade das aulas de Matemática.

Para mim a Matemática era muito lógica, engessada, muito concreta e gelada.

As letras não…eram abstratas e sempre foram uma festa para mim.

Eu podia criar palavras, fantasiar situações e alimentar a minha cabecinha de criança ao escrever e isso me fazia feliz.

Sempre viajei nas palavras, histórias, contos , no significado, no peso e na leveza de cada uma delas.Tem palavra que tem até cheiro e gosto .

Isso sem falar do poder que possuem em levantar e derrubar qualquer pessoa.

Tenho paixão por palavras terminadas com o sufixo EZA…

(com o sufixo esa , não me interesso muito).

A minha predileta é DELICADEZA. Mas, também gosto de beleza, certeza, gentileza, clareza, fineza, firmeza,franqueza, grandeza,leveza, limpeza, nobreza, pureza e algumas outras lindezas.

Mas, como nada é perfeito tambem existem :
Frieza, Dureza e TRISTEZA.

P.S.. Não sei, só sei que é assim!
(Como diria o Suassuna , aquele que escrevia numa boniteza retada )

Elisabete Cunha

O que é resiliência? – Dr. Cristiano Nabuco

 

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O termo resiliência quer dizer – em seu significado original, na Física, – o nível de resistência que um material pode sofrer frente às pressões sofridas e sua capacidade de retornar ao estado original sem a ocorrência de dano ou ruptura. A Psicologia pegou emprestada a palavra, criando o termo resiliência psicológica para indicar como as pessoas respondem às frustrações diárias, em todos os níveis, e sua capacidade de recuperação emocional. Falando de uma maneira bem simples, quando mais resiliente você for, mais fortemente estará preparado para lidar com as adversidades da vida.

Embora exista certa controvérsia a respeito dos indicadores de uma boa resiliência, não se acredita que ela seja resultante de um traço de caráter ou de personalidade. Na verdade, a melhor definição da palavra seria o resultado de um processo de aprendizagens de vida. Portanto, você, assim como eu, está apto para desenvolvê-la.

O treinamento começa desde cedo

Desde a infância, pessoas que ativamente se esquivam das dificuldades ou que são isoladas dos problemas cotidianos (como fazem alguns pais para “poupar” a criança), deixam de “treinar” suas habilidades resilientes. Desta forma, quando crescem, tais indivíduos não conseguem apresentar repertórios adequados de enfrentamento aos problemas e, desta forma, perdem a habilidade de atravessar as situações de crise de maneira construtiva.  Sua falta de habilidade faz com que reajam em excesso (aumentando assim o tamanho das adversidades) ou, no polo oposto, respondam de maneira passiva, ou seja, permanecem anestesiados frente aos dilemas, perpetuando-os.

Um dos princípios mais importantes neste aprendizado diz respeito ao que chamamos de capacidade de enfrentamento de uma pessoa. Eu explico: em todas às situações adversas que passamos podemos compreendê-las de duas formas.

A primeira diz respeito a uma interpretação mais negativa dos fatos, ou seja, entendemos que coisas ruins que acontecem a nós estão fora de nosso raio de ação, pois não temos a menor responsabilidade a respeito de sua ocorrência. Nesta posição, como  não temos controle pelo acontecido, não exibimos nenhuma atitude de mudança. E, assim, assumimos uma postura de vítima das circunstâncias da vida.

Uma segunda possibilidade diz respeito a uma interpretação mais ativa dos fatos, ou seja, podemos assumir que parte dos problemas e das dificuldades que vivemos dizem única e exclusivamente respeito a nossa forma de agir no mundo, e portanto, entendemos que possuímos alguma responsabilidade sobre o fato.

Assim, quando eu me vejo parte integrante do problema e pelo que acontece a minha volta, recupero a possibilidade de mudar as coisas que não me fazem bem. Aqui, exatamente, encontra-se um dos maiores dilemas humanos. Embora muitas pessoas desejem ativamente mudar as situações de sua vida, dificilmente querem se automodificar. Mudar então é apenas um desejo.

Nesse sentido, nossa atitude mental frente às adversidades é uma das primeiras lições para construir uma boa resiliência psicológica, pois nos possibilita uma postura mais ativa: a de nos tornamos responsáveis pelo que acontece a nossa volta. Um bom exemplo deste posicionamento pode ser compreendido através de antigo ditado que diz: “não importa o que fizeram conosco, mas sim o que fazemoscom aquilo que fizeram de nós”.

E você leitor, em qual posição mais se situa?… A de vítima ou a de responsável pela sua vida? Se optar por entender sua realidade dentro de uma maneira mais ativa e, principalmente sob seu controle, é provável que sua resiliência seja aumentada de maneira expressiva. Pode não ser muito usual, mas tente praticar este pensamento.

Buscando um sentido

Um segundo ponto que aumenta de forma significativa nossa resiliência é o desenvolvimento de um projeto pessoal de vida. Conhecemos pessoas que vivem apenas contando com o dia de hoje e assim passam por sua vida de maneira quase que inconsciente, alheias a tudo e a todos. Uma importante lição deve ser aprendida neste ponto.

Uma história que merece ser contada aqui é a do psicólogo existencialista Viktor Frankl. Prisioneiro dos campos de concentração, ele teve a oportunidade de observar as mais diversas reações dos prisioneiros frente às atrocidades cometidas pelos nazistas. Em seus relatos, descreve que muitas pessoas em certo ponto não mais conseguiam tolerar o sofrimento e assim deliberadamente desistiam de viver. Faziam isso se jogando contra as cercas eletrificadas, deixando de se alimentar ou, finalmente, se atirando contra os militares e seus cachorros. Em suas notas, descreveu que aquelas que mais suportavam a dor de uma prisão (e que sobreviveram) eram aquelas que desenvolviam um sentido de vida como, por exemplo, guardar comida para um prisioneiro mais fragilizado ou mobilizar-se para conseguir medicações para algum outro mais necessitado. Tais ações, segundo ele, traziam de volta a dignidade humana, pois abasteciam as pessoas com força e determinismo pessoal.

“O sucesso, como a felicidade, não pode ser perseguido; ele deve acontecer, e só tem lugar como efeito colateral de uma dedicação pessoal a uma causa maior”, dizia Frankl.  Desta forma, temos em nosso cotidiano que desenvolver projetos que tragam um sentido a nossa existência, pois isso nos torna mais resilientes frente às adversidades da vida. Quando eu tenho um projeto maior para me apoiar, entendo que os problemas são apenas obstáculos a serem superados, pois persigo algo muito maior.

E você leitor, tem algum projeto pessoal maior de vida? O que realmente você espera de sua existência? Veja que não vale desejar ficar rico, pois sabemos que isso por si só não traz dignidade a ninguém. Ter um projeto maior é possuir uma causa que lhe traga sentido. Algo que nos faça sair da cama todos os dias e que seguramente poderá trazer-lhe de quebra mais resiliência.

Entendendo emoções

Finalmente, o tripé da resiliência se apoia na capacidade de compreender o que sentimos. Pode parecer algo mais simples, entretanto, não é o que ocorre. Vivemos usualmente sem entrar em contato com nossas sensações subjetivas e isso pode nos confundir bastante. Estar atento aos nossos sentimentos é uma das maneiras mais simples de desenvolver nossa capacidade de enfrentamento emocional. Entenda que estar em contato com nossas emoções nos faz sermos mais ágeis na busca daquilo que efetivamente nos faz bem, como também na evitação das situações que nos fazem mal. É a chamada inteligência emocional.

Em função de não estarmos habituados a nos conectar conosco, estamos sempre procurando aliviar nossos sentimentos ruins através de atitudes externas como, por exemplo, comprar quando não nos sentimos bem, comer quando estamos ansiosos etc, ou seja, agimos de uma maneira esquiva, na qual nos protegemos de nossos próprios sentimentos desconfortáveis. O ponto central aqui é perceber nosso estado subjetivo para então poder mudá-lo.

Caso você esteja achando difícil minha proposta, vou lhe ajudar. Usarei uma antiga crônica de Clarice Lispector que tem o seguinte título: “Se eu fosse eu”. Diz ela: “Quando a procura de um papel se torna inútil, pergunto-me: se eu fosse eu, em que lugar eu o guardaria?” E complementa dizendo: “Quando eu acho o objeto perdido, fico tão absorvida com a pergunta ‘se eu fosse eu’, que eu começo a pensar, diria melhor, sentir”. E finaliza indagando: “leitor, se você fosse você mesmo, quem você seria e onde estaria?”. Conclui sua crônica dizendo: “É como se a mentira fosse lentamente movida do lugar onde se acomodara e temos então contato com a experiência real da vida”.

Portanto, sabemos o que nos incomoda, apenas decidimos não pensar no assunto, anestesiando-nos. Se esta pergunta lhe deu algum frio na barriga, isso definitivamente é um bom sinal. Caso você ainda não tenha percebido, ainda há tempo para mudar. Se não consegue sozinho, busque ajuda.

Concluindo então nossa conversa: (a) desenvolva um papel ativo em sua vida (não se sinta vítima de sua existência), (b) elabore um grande projeto pessoal (caso ainda não o tenha) e finalmente (c) entenda suas emoções. Posso lhe assegurar que você desenvolverá de maneira espantosa sua resiliência emocional.  Milan Kundera em seu livro A lentidão afirmou que “cada possibilidade nova que tem a existência, até a menos provável, transforma a existência inteira”.

Fonte-http://cristianonabuco.blogosfera.uol.com.br/

É ou não é. – Elisabete Cunha

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Amor não acaba. Filmes acabam, balas acabam, dias acabam, beijos acabam, noites acabam, chocolate acaba, o assunto acaba, a paciência acaba, a vontade acaba – desejo diminui. Mas o amor não. Ele entra em coma, fica fraco, doente e, se for o caso, morre. Amor não é um sentimento, um fato, um objeto. Amor é uma vida, é algo que sai da compreensão humana, científica, racional. Amor não começa e acaba.
Amor nasce e morre.
É ou não é. Não sobrevive na UTI.
Morre de morte morrida.
Não tem ressurreição que dê jeito.

Elisabete Cunha

SOBRE ARREPENDIMENTOS – Marla de Queiroz

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Como me arrependo do choro engolido, do elogio economizado, do insulto recebido sem me posicionar, da trepada sem afeto, do poema forçado, do colo que não pedi, do conselho que dei quando eu mal sabia de mim mesma, da ferida que causei por um motivo qualquer, da ferida que me fizeram e que não curei com o perdão.
Quantas palavras foram gastas para falar do silêncio. Quantos abraços foram aceitos impregnando o meu campo energético com um peso denso, e quantas vezes me protegi de uma carícia sincera. Quantas vezes suguei e fui sugada chamando isto de bondade. Quanto mais adequada eu tentava ser, mas eu me perdia do que eu era. E abafei minha loucura no peito comprimido para ser socialmente agradável. E escrevi coisas otimistas quando estava sofrendo de tanto medo. E ninguém sabia que aqui do outro lado eu estava chorando. E deixei que me julgassem sábia quando sou apenas mais uma buscadora tateando no escuro à procura da luz que pretendo beber a grandes goles.
Sou tão humana, Meu Deus! E no processo de lapidação, joguei fora algumas das minhas arestas, que talvez fossem o que eu tinha de mais valioso. Sou apenas alguém que escreve, que oscila, que anseia, que sofre, que ama, que acorda de madrugada pra pensar e tem inveja dos que dormem tão profundamente àquela hora. Não tenho nada que outra pessoa não possa desenvolver também. Não há limite que eu não possa superar. E se você me encontrar por aí, ou por aqui dizendo coisas e mais coisas, duvide de mim também. Sou apenas mais uma na multidão que, enquanto caminha, vai deixando pra trás certezas, adereços, endereços…
Sou apenas mais alguém que.

Depressão : Saiba como evitar recaídas

 

EFEITO COLATERAL DA MULHER ROMÂNTICA – Fabrício Carpinejar

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A mulher romântica tem um efeito colateral: não perdoa. Não perdoa mesmo.
Ela não esquecerá qualquer mancada que você tenha feito. Pode recorrer ao exorcismo, afogar Santo Antônio, investir o salário em macumba.
Nada apagará a ofensa de sua memória. Nada amansará sua dor.
O tempo não desgastará a mágoa, é tudo como se fosse ontem. Ou melhor, hoje de manhã.
Não existe atenuante, não existe a tecla Delete, não existe nem condenação a serviços comunitários.
A idealização, quando machucada, traz a intransigência. Não encontrará mais rascunhos na idealização.
A partilha, antes bênção dos elogios, será calvário das acusações.
Para a mulher romântica, a memória tem uma única vida, como o vestido de noiva. Não há maneira de reaproveitá-la.
Uma falsidade, ainda que eventual, tornará o resto inteiro falso, criando a suspeita do engano permanente.
Ela se lembrará da tristeza pela relação inteira. Sempre voltará ao assunto, sempre trará o ressentimento à baila.
A mácula se transformará num quartinho proibido e assombrado da convivência, a mancha fechará a porta da espontaneidade.
Você pensa que, por ser romântica, ela é tapada. Você pensa que, por ser romântica, ela é dependente e frágil. Você pensa que, por ser romântica, ela aceitará qualquer coisa. Você pensa que, por ser romântica, ela terá compaixão. Enganou-se redondamente.
Você confundiu romantismo com amor incondicional, este é o seu engano.
Toda mulher romântica, por mais que se esforce, jamais perdoa qualquer deslealdade ou infidelidade.
O homem pode se retratar diante da família e dos amigos, arrepender-se publicamente, rastejar no chão da cozinha, subir escadarias de joelhos, prometer ser perfeito dali por diante: não adianta.
Mulher romântica apenas é boa quando você não pisa na bola. Depois da falha, ela será um inferno.
Como ela é devota, sensível e dedicada, qualquer sofrimento pesa duas vezes mais. A ferida dói o dobro.
A mulher romântica não tolera mentira.
Desde o início da relação, só faz uma exigência: a sinceridade.
Quando quebrada a sinceridade, ela não acreditará mais.
O conto de fadas não tem como ser refeito. O encantamento some, e o poder das juras desaparece. É agora falar para o vento e viver casado com a tempestade.

Carta ABERTA para uma VIDA INACABADA de uma Espectadora não linear.- Elisabete Cunha

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Como vai Vida?

Querida,você tem tentado testar minha resistência né danadinha? Eu te entendo, quem manda dizer que é corajosa, valente e destemida. não é mesmo? Agora aguenta coração! Este ano de 2014 tenho tido muitas surpresas com você amiga. Por aqui, nada no mesmo, tudo mudando e rodando. Você me tirou o chão várias vezes, mas não reclamo. Pois através disso descobri uma força que sabia que tinha, só não sabia como administra-la. Pois, como você bem sabe tudo acontece no superlativo comigo e através disso percebi que a maior certeza que temos é que não existem “certezas” .

É difícil conciliar tantos acontecimentos novos e emoções nada tranquilizantes tenho lados tão opostos, sou tão Yin-yang… eu que nunca fui muito certa, continuo batendo a cabeça. Estou feliz com meu pavio curto que tem ficado bem mais zen e equilibrado. Mas, difícil ainda é aceitar certos limites no meu corpo que não existiam e você já deve ter percebido que tenho tentado ser cuidadosa,carinhosa e acima de tudo compreensiva aceitando meus limites e aprendendo que somos apenas um grão de poeira na areia deste universo . E vida , como existem pessoas que ainda não “perceberam” este detalhe, tão importante. Somos frágeis e podemos morrer a qualquer segundo, você com o tempo me ensinou isso. Apesar de saber que ainda não consigo ver a morte como algo natural.

O fato de descobrir que não sou eterna me deixou mais humilde e resiliente. Seguranças são tão preciosas e ao mesmo tempo inseguras, não sei se você me entende. Por isso alterno. Me alterno. Por isso choro, sorrio,escrevo, invento e ainda me emociono com uma flor, uma música, uma criança, um idoso fofo, um abraço de verdade. Eu quero entender o mundo, mas só consigo amar. Penso que se entendesse um pouco de mim eu perceberia mais os porquês e sofreria menos por nada. Mas eu continuo sentindo muito, intensamente, dolorosamente e sem fim. Quando dói, dói muito. Corta, rasga, machuca e sangra. Quando fico feliz, o mundo me devora.Luz e energia fazem parte de mim, nasceram comigo, afinal sou uma típica ariana que encabeça o mundo.

Ah, minha amiga, esse meu coração me devora mesmo! As ventanias são tão fortes que as vezes penso que vou cair…Daí , vem a brisa soprando baixinho no meu ouvido: – Quem é de Oyá não cai, enverga enverga, mas não quebra. O meu Deus é um Deus de bondade , um Deus que une crenças e aceita o amor de qualquer religião. pois para mim , Deus é amor. E é esse Deus conciliador que é a minha base para nunca me deixar desistir de viver.Mas, a minha fome de viver é tanta que devora minhas palavras, minhas frases, meu desejo, e me alimenta para prosseguir.

Existe uma citação da Lya Luft que adoro e tento seguir: ”A maturidade me permite olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranquilidade, querer com mais doçura.”Querida Vida, eu nunca fui uma pessoa equilibradamente linear, você bem sabe que desde menina sempre me refugiei no meu mundo de desenhos, livros e fantasia. Era minha salvação diante de tantos fatos que ocorriam na vida de uma menininha questionadora. Ainda não sou uma pessoa terminada e nem quero ser, eu não quero rótulos nem roteiros prontos, não existe começo nem fim em mim. Eu existo. E eu quero viver!

Enfim ,a cada dia aprendo que para compreender o outro é preciso respeitar a individualidade alheia. É preciso ter coragem pois acho que a vida é um processo mutável , além de tudo, não temos o controle de nada. É quase uma arte mostrar-se sem pudores, tornar-se vulnerável é coisa para gente forte… Não tem jeito, o caminho é prosseguir e contemplar cada momento que você nos dá como se fosse o último.O último suspiro.

Um beijo e dá lembrança a Felicidade , manda ela aparecer mais e avisa a Esperança que estou sempre confiando nela.Só vou te fazer um pedido…Não deixe o Medo e aquela galera do mal  que o seguem virem para o lado de cá,tá?

 Sem Mais !

Elisabete Cunha 06/11/2014

P. S. Esqueci de agradecer tantas coisas maravilhosas que você me proporciona a cada dia minha amiga Vida . Você tem sido generosa comigo sim. Muito! Pois é, esquecemos sempre que a gratidão é algo tão grandioso e pratica-la é tão raro . É esta feia mania de pedinte que os seres humanos possuem… Desculpe, somos seres difíceis de lidar. Eu sei. E novamente citando a grande Lya Luft  finalizo : “Apesar das minhas fragilidades, avanço.”