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Estética & Filosofia

Com a ditadura imposta à sociedade de um padrão para o “Belo” fala-se muito da palavra “Estética”. Mas , de fato o que significa esta palavra ?

Estética é a área da filosofia que estuda racionalmente o belo – aquilo que desperta a emoção estética por meio da contemplação – e o sentimento que ele suscita nos homens. A palavra estética vem do grego aesthesis, que significa conhecimento sensorial ou sensibilidade, e foi adotada pelo filósofo alemão Alexander Baumgarten (1714-1762) para nomear o estudo das obras de arte como criação da sensibilidade, tendo por finalidade o belo.

Embora a expressão “estética” tenha uso recente para designar essa área filosófica, ela já era abordada sob outros nomes desde a Antiguidade. Entre os gregos usava-se freqüentemente o termo poética (poeisis) – criação, fabricação -, que era aplicado à poesia e a outras artes. Aos poucos, a estética passou a abranger toda a reflexão filosófica que tem por objeto as artes em geral ou uma arte específica. Engloba tanto o estudo dos objetos artísticos quanto os efeitos que estes provocam no observador, abrangendo os valores artísticos e a questão do gosto.

Contemporaneamente, sob uma perspectiva fenomenológica, não existe mais a idéia de um único valor estético (o belo) a partir do qual julgamos todas as obras de arte. Cada objeto artístico estabelece seu próprio tipo de beleza , ou seja, o tipo de valor pelo qual será julgado. Os objetos artísticos são belos porque são autênticos segundo seu modo de ser singular, sensível, carregando significados que só podem ser percebidos por meio da experiência estética.

*Alguns dados de André Rodrigo Martins
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Bonito filosofar!

 

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 Bonito filosofar!

 Mas pergunto: e daí? Como transformar, na prática, o meu paradgima, se somos, como pais ensinados, responsáveis perante a sociedade por transmitir justamente o paradigma dominante? Se somos as pessoas que continuam a dirigir bêbados, falando ao celular e matando, no trânsito, mais do que se mata nas atuais guerras? Como mudar essas crenças e esses valores? Por outro lado, a direção apontada por Boff *também requer uma mudança mais profunda ainda, pois depende de que mais gente, além de mim, mude seu paradigma, sob pena de que querer um “controle democrático sobre os mercados e capitais especulativos” não passe de mera … especulação; sob pena de que o “intercâmbio multicultural” não passe, como sempre foi, de um intercâmbio de bombas… Bonito filosofar.

 Num mundo onde trilhões de dólares são gastos ou perdidos tão somente para recuperar os “mercados e capitais especulativos”, a miséria e a fome continuam matando crianças, jovens e adultos. Há muito mais entre o filosofar e o agir: existem as crenças e valores que adotamos. Devemos oferecer um caminho prático para que as pessoas primeiro acreditem que mudar é possível e que a mudança não lhes causará prejuízo (as pessoas não mudam pensando nas vantagens que poderão obter e, sim, nos prejuízos que poderão evitar); segundo, que queiram mudar, por verem que uma nova crença – esta sim, baseada em uma “ética do cuidado, da compaixão, da cooperação e da responsabilidade universal” é boa para todos; terceiro, que seja um exercício (agir) que se adpte facilmente a vida das pessoas e não algo radical como muito das propostas que andam por aí. Precisamos contruir esse caminho prático, que nos fará sair do filosofar e passar para o agir. O mundo está sendo destruído pelos que fazem e não pelos que pensam

Notas:   por D. Afonso XX, o Chato1Capra, Fritjof. A teia da vida. uma nova compreensão científica dos sistemas vivos. 13ª ed. São Paulo. Cultrix. p.25. ;2Leonardo Boff.* Os limites do capital são os limites da Terra. Agência Carta Maior.

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FILOSOFICAMENTE NECESSÁRIO!

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Posso citar aqui três causas como estopins desse pré-conceito sobre a filosofia. A primeira é o desconhecimento. Muitas pessoas desconhecem o que é realmente a filosofia e alguns nem sabem que ela existe. Partindo mais fundo, deve-se saber o porquê desse desconhecimento e analisando sabe-se que faz pouco tempo que a filosofia como estudo reaparece nas discussões para voltar a sala de aula, ela que esteve proibida pelos sistemas políticos por muito tempo foi sendo pouco difundida, estava quase que adormecida.

Aqui pode-se destacar que sendo ela tão importante para o pensar da sociedade, não deveria estar encoberta, porém devido a força que ela exerce nos pensares, e a liberdade que ela cria , além de pôr em duvida, incomoda muitos patrões e as principais autoridades da sociedade atual. Esta na hora de discutirmos, de difudi-las nas escolas na sociedade.

É claro que aqui quem deva conhecer não precisar necessariamente saber que para” Nietzsche, a primeira proposição filosófica foi aquela enunciada por Tales, a saber, que a água é o princípio de todas as coisas [Aristóteles. Metafísica, I, 3].” Mas é importante saber que pode pensar diferente e que a filosofia é muito mais do que simplesmente uma matéria de universidade ou de sala de aula. Ela é uma vida, mas uma vida bem analisada, bem vivida.

A segunda causadora desse preconceito é a mídia, que difunde esse pensar sobre a filosofia e impede que ela faça seu desenvolvimento. Diria que é a partir da mídia que hoje se vive, que se veste, às vezes até que sonha-se ou almeja algo, sendo ela tão importante, deveria ter um controle maior do que se é repassado para o público.

Sabendo dessa importância da mídia que divulga o senso comum, que “comanda” a sociedade, que cria nela um enraizamento de culturas, modificando conforme sua “moda”, faz-se necessário, ou deveria se cogitar que também a filosofia tivesse acesso a esse meio. Por mais que há alguns canais de televisão ou revistas filosóficas, faz-se necessário também um cuidado para a não manipulação da sociedade através do obrigar a pensar, o que acabaria por seguir no mesmo caminho que hoje perpassa na relação mídia-povo.

Mas como é mais importante o “povo” continuar calado e oprimido, para a terceira causa destaca-se o sistema, este sendo “financiado” pela mídia, prega sem parar a lógica do trabalho, não importando se o trabalhador pensa ou não, apenas mostrar resultado basta. Transforma-se homens em máquinas do trabalho, a filosofia continua no mundo do desconhecido, e o povo continua no mundo do lucro, do trabalho exagerado, da opressão, das classes sociais.

 Elisabete Cunha

Fonte-ADORNO, et ali, comentários e seleção de Luiz Costa Lima TEORIA DA CULTURA DE MASSA, São Paulo, editora paz e terra S/A, 2000

 

FILOSOFIA ,SEXO,VIDA E ALEGRIA…

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A própria filosofia que prega contra a opressão, dentro de seu antropocentrismo cego e tradicionalista, gera opressões ainda mais cruéis. Filósofos que pregam para que “se libertem os excluídos”, excluem o direito de viver de todos aqueles a quem, em teoria, defendem, pois a teia da vida é muito mais longa do que ele pode supor.

 Toda vez que se sentam para fazer um simples ritual como o de comer, iniciam um mecanismo de opressão que desfaz, literalmente, tudo aquilo pelo qual trabalharam e teorizaram. Esse antropocentrismo não os deixa visualizar que são eles também, os principais pilares que sustentam a opressão, quando se propõe a excluir uma classe que lhes é singular, em favor daquela que lhes é totalmente aprazível.

Se fôssemos tão importantes como nos imaginamos, não estaríamos atravessando tantos problemas de ordem climática como estamos. Se chegamos a esse ponto do caos ecológico de um sistema que era perfeito, de uma teia que era perfeita, é porque nossa filosofia preocupou-se apenas com a vida de determinados indivíduos renegando outros a marginalidade.

Somos os causadores desse desequilíbrio e somos responsáveis pela opressão e pelos oprimidos. Quando a teia se desfizer, levará com ela aqueles que ignoramos, tanto quanto aqueles que idolatramos e elegemos como nosso objeto de defesa, porque não conseguimos aceitar que a teia da vida era feita de cada ser composto de matéria e forma, de cada ação que a tornava mais firme.

 A decisão agora é simplesmente: aprender filosofia ou aprender a filosofar, e filosofar é amar, é desprender-se dos preconceitos arraigados no ser, somente assim poder-se-á criar uma ética capaz de evitar a opressão, de evitar as mortes e as injustiças, libertando-se a vítima, elimina-se para sempre o opressor, essa sim, a Filosofia da Vida.


Fonte -Simone Nardi

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EU MORO NA FILOSOFIA…

O que é filosofia?

” É uma das perguntas mais formuladas na atualidade. A primeira resposta que vem à mente para explicar a intensidade e freqüência com que essa pergunta é colocada é a seguinte: se estamos em tempos de crise em campos tão diferentes quanto a ciência, a política, a arte e a religião, a filosofia nos faz uma nova proposta, não de nos livrar da crise, mas de compreendê- la. Ela se apresenta como uma promessa de lucidez no meio de toda a confusão que nos cerca.Mas de onde vem a lucidez prometida?

O que a filosofia nos oferece é o próprio sentido do pensamento como capacidade humana que pode nos mostrar outras dimensões da vida, nos oferecer novas visões sobre o que existe.Mas isso porque, em vez de nos prometer respostas, a filosofia nos ensina a perguntar. A filosofia investiga o sentido das múltiplas experiências, vivências e modificações de nossa época.Com isso, ela pode ajudar a entender, com a urgência que conhecemos, as ansiedades coletivas e nossas próprias angústias.

Perguntar para quê?

A pergunta pela essência (“o que é?”) se acompanha de outra: qual a função da filosofia nos dias de hoje? Ou seja, qual a função prática de algo que nos acostumamos a ver como apenas teórico?

A filosofia pode ser, acima de tudo, um lugar de exercício do imenso desejo de saber sobre a vida, sobre nós mesmos, sobre tudo o que experimentamos. O sentido das coisas é um problema que enfrentamos em nosso dia-a-dia mais comum. Mas o sentido não está pronto e acabado, ele precisa ser construído. O pensamento é a atividade de construção do sentido e, além disso, pensar também é um prazer muito específico.

O exercício da dúvida

Há uma curiosidade aqui de início, pois “o que é filosofia?” é uma pergunta que também pode ser uma resposta. Pois a filosofia é um processo de perguntar sobre todas as coisas – e que se inicia, desde os gregos, logo indagando sobre ela mesma. Perguntar sobre o que é filosofia é o primeiro passo para a descoberta essencial da própria filosofia: pois aquele que pergunta também é capaz de elaborar uma resposta. E assim é possível entender como funciona o pensamento filosófico.

Já entramos na filosofia quando perguntamos “o que é filosofia?”. A melhor imagem para ilustrar esse caminho é a do labirinto. Claro que podemos ir embora rapidinho, assustados, cansados, chateados com uma questão que pode nos soar banal. Ou até pensando que esse labirinto vai dar muito trabalho e que podemos não encontrar mais a saída. Podemos também circular e continuar abrindo portas, encontrando caminhos. É certo que, ao entrar nele, a cada possibilidade ficaremos em dúvida sobre que caminho seguir. Direita, esquerda, em frente, um passo atrás? O processo de pensamento a que chamamos filosofia é, sobretudo, um exercício constante de dúvida. E toda dúvida exercita-se pela pergunta que se desdobra em muitas outras e para as quais não há uma única resposta.

 

Fonte:Vida Simples