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5 virtudes das mulheres sábias

As 5 virtudes que caracterizam as mulheres sábias

 

Não é que exista um grupo de mulheres sábias e outro de mulheres inaptas. Toda mulher e, na verdade, todo ser humano, leva dentro de si a semente da sabedoria. O que acontece é que alguns ouvem o som dessas aprendizagens, enquanto outros preferem fingir que não ouviram.

Vamos usar o adjetivo “sábias” para caracterizar aquelas mulheres que conseguiram superar em grande medida os preconceitos e as falsas crenças que giram em torno do feminino. Pense que muitas sociedades se gabam de ter dado um lugar de maior relevância às mulheres; no entanto, todos nós sabemos que se trata de um processo que ainda não foi concluído e que, em muitos casos, ainda falta um longo caminho. Infelizmente, a verdade é que as mulheres de todo o mundo continuam enfrentando realidades de indolência e discriminação.

 

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Em todos os momentos de minha vida há uma mulher que me leva pela mão nas trevas de uma realidade que as mulheres conhecem melhor do que os homens, e nas quais se orientam melhor com menos luzes”.

-Gabriel García Márquez-

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Há muitas virtudes que definem as mulheres sábias. No entanto, aqui iremos dar relevância a cinco delas. São características complexas, que somente são alcançadas quando a mente e o coração passaram por um processo saudável de evolução. São as seguintes:

Solidariedade de gênero, uma virtude das mulheres sábias que se valorizam

A inveja é uma flor maligna que cresce com facilidade no reino feminino. As mulheres sábias têm consciência disso, pois investiram parte do seu tempo refletindo sobre essa realidade. Elas também sabem que essas desqualificações e essas críticas mordazes entre mulheres são apenas uma defasagem de um sentimento de inferioridade.

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As mulheres sábias entendem que questionar as outras mulheres não as faz melhores, muito pelo contrário. Por isso, elas se alegram com as vitórias de suas amigas e evitam a todo custo aquelas conversas fúteis em que a crítica age como pedra para lapidar a aparência das outras.

A independência afetiva: agir por convicção

A independência não consiste em ter dinheiro próprio para gastar, nem em viver de forma autossuficiente, como se não precisasse de ninguém. Também não tem nada a ver com o fato de viver em solidão ou em descartar as relações porque nenhuma chega a ser importante.

A independência é refletida sobretudo na capacidade de ter convicções próprias e ser coerente com elas, sem se importar com o que as outras pessoas pensem ou digam. As mulheres sábias podem se conectar consigo mesmas e seguir seus desejos, compreendendo que esses desejos são diferentes dos das outras pessoas, mas igualmente legítimos.

O senso de humor, um sinal de bem-estar

Uma característica marcante da sabedoria é o bom senso de humor. Qualquer pessoa que já tenha vivido o suficiente sabe que o riso é uma excelente resposta às reviravoltas e às ironias da vida. Finalmente, boa parte das situações que experimentamos não têm solução, e é quando o riso ajuda a aceitar o inevitável.

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O senso de humor traz cor a qualquer momento. As mulheres sábias entendem que rir é um ato de liberdade. Por isso, sabem fazê-lo. Elas não andam em busca de alguém que as divirta, mas aprenderam a encontrar sozinhas essa faceta lúdica que há em qualquer situação.

Realismo, quando você diz adeus aos contos de fadas

Quase todas as mulheres foram educadas para se transformarem em eternas românticas. Muitas vezes até as mais espevitadas e educadas continuam levando em seu interior um pingo de nostalgia pela inexistência dos amores perfeitos e dos finais felizes. Algumas renunciam aos sonhos românticos com certa amargura.

Mas as mulheres que conseguiram se tornar sábias pensam e sentem de forma diferente. Certamente houve um momento em que elas aprenderam a dizer adeus a essas fantasias que traziam somente frustrações. Elas entenderam que a dimensão da vida em casal é apenas mais uma da vida, e não uma revelação mágica que muda tudo para sempre. Elas amam os seus parceiros tal como são, e não os transformam nos responsáveis pela sua própria felicidade. Paradoxalmente, elas são mais felizes assim.

Autocuidado, a conquista de si mesma

Há uma diferença grande entre o autocuidado e a vaidade. O autocuidado tem a ver com a proteção da integridade própria. Do bem-estar pessoal, da saúde. Também, é claro, envolve a aparência. Tem a ver com o fato de se sentir agradável de um modo próprio. Ou seja, não são os outros que dizem como você deve se enxergar, é você quem decide isso.

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A vaidade, por outro lado, busca agradar aos olhos dos outros. É uma característica própria das mulheres que querem ser julgadas com gestos de aprovação pelos outros. Elas precisam que os outros as vejam como belas e são capazes de tudo para conseguir isso, até mesmo de passar por grandes inconvenientes ou de colocar suas vidas em perigo. Seu conceito de beleza é ditado pelas revistas, pelos anúncios, pelo mercado.

As características que definem as mulheres sábias têm a ver com um elemento comum: o amor próprio. É fácil dizer isso, mas para poder construir uma verdadeira autoestima, é preciso superar muitos preconceitos e fantasias. O esforço vale a pena, pois no final o prêmio é uma vida mais livre e plena.

Imagens cortesia de Kathrin Honesta.

Fonte-https://amenteemaravilhosa.com.br

Rejeição?

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Sentir-se rejeitado é algo doloroso e difícil de aceitar.

Em muitas ocasiões, com a intenção de não sermos rejeitados, nós traímos a nós mesmos em benefício do que querem os demais. Somos educados para conseguirmos a aceitação dos demais, por isso a rejeição é algo que evitamos tanto quanto uma doença.

Existem dois tipos de rejeição: a rejeição exterior, da sociedade, e a interior.

Não podemos evitar a rejeição exterior. Quantas vezes nós também já rejeitamos alguém? Sejamos sinceros… certamente fizemos isso algumas vezes. Não podemos fazer nada para reverter a rejeição, mas podemos nos tornar imunes a ela ou, até mesmo, ignorá-la.

Por outro lado, o que fazer com a rejeição interior? Esta é a mais difícil. Esta rejeição está em nossa mente; nós achamos que devemos ser rejeitados e este sentimento é o mais difícil de eliminar. É uma rejeição tóxica.

Em que nos transforma a rejeição?

Nos sentirmos rejeitados nos transforma em pessoas extremamente suscetíveis. Tudo nos causará dano e não saberemos apreciar as coisas boas.

A rejeição também nos transforma em pessoas inseguras. Não conseguiremos encontrar nosso lugar no mundo se não o aceitarmos.

Por último, a rejeição faz com que descuidemos de nossa pessoa. Não nos cuidamos, não nos preocupamos com nós mesmos. Além do mais, transmitiremos essa rejeição que sentimos aos demais. É um círculo negativo. 

Técnicas para nos sentirmos livres da rejeição

Para nos libertarmos de tudo de negativo que a rejeição nos proporciona, o que devemos fazer? Contaremos agora!

Utilize a sabedoria

Seja sábio quanto à rejeição. Do que adianta você se sentir assim? Você está evoluindo? De verdade? Você está bloqueando a si mesmo. Ninguém está rejeitando você, você está fazendo isto a si mesmo. Você deve se sentir seguro de si mesmo, use a cabeça! Decida rejeitar a rejeição e aprenda a desfrutar da vida.

Invista em si mesmo

Para gostar do outro, primeiro você tem que gostar de si mesmo. Quando se tem amor próprio, a rejeição pouco ou nada importa. Aceite a você mesmo e, depois, aceitará aos demais. Não use as coisas ruins que você já fez ou que possa vir a fazer para se culpar ou se rejeitar. Você é humano! Perdoe-se e tire algo de bom disso.

Fale bem de você

Sabemos falar bem dos demais, mas e de nós mesmos? Por que é tão difícil? O que acontece? Há algo que nos bloqueia, algo que nos faz pensar que não devemos falar bem de nós mesmos. Pense em seus pontos fortes, em seu potencial, em tudo aquilo de bom que você tem. Diga aos demais e também a você mesmo! Pense em tudo de positivo sobre a sua pessoa.

Presenteie-se com o melhor

Coma o melhor, vista o melhor, arrume-se, sinta-se saudável, livre… O que eu conseguirei com isto? Sentir-se positivo, com força. Presenteie-se com um bom livro ou com algo que considere um prêmio para você. Premie-se e se sentirá melhor com você mesmo. Não busque desculpas e justificativas de por que você não merece. Se deseja algo, faça disso um presente para si mesmo! Você se sentirá mais positivo e feliz.

Pessoas de sucesso

Cerque-se daqueles que já conseguiram o que queriam, não se deprima! Utilize a influência e o exemplo dessas pessoas para acreditar em você mesmo, para pensar que você também pode conseguir o que quer. Não se sinta rejeitado, todos podemos! Mas só se confiarmos em nós mesmos e realmente quisermos ir em frente.

Julgue-se sempre para melhor

A rejeição também tem a ver com com a autocrítica. Devemos nos avaliar, mas sempre para evoluirmos e nos sentirmos bem. O que temos feito de ruim? Como devemos proceder? São perguntas que deveríamos fazer a nós mesmos.

Estas técnicas serviram para você? Você está consciente dos inconvenientes de se sentir rejeitado? Você é o único que pode sair dessa rejeição, ninguém irá fazer isto por você. Não espere que isto desapareça por magia. Confie em você mesmo, raciocine sobre os inconvenientes de fazer você se sentir assim. Você é inteligente. Ninguém deveria evitar que você consiga aquilo que deseja, nem você mesmo.

Fonte- https://amenteemaravilhosa.com.br

Tanto Faz !

 

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Maldita parafernália eletrônica que nos mantêm cativos voluntários de seus atrativos.

E alguém quer ficar livre livre disso? Meia dúzia, talvez, consiga viver no acrisolamento “sociovirtual”. Mas a maioria dirá que não abre mão das facilidades que elas nos trazem.  Ocorre que você envia uma mensagem para alguém e o aplicativo mostra: mensagem enviada, mensagem entregue, mensagem lida… Mas a pessoa, do outro lado da tela, não lhe responde.

Tudo bem, o mundo está uma loucura. A gente fica antenado dezoito horas por dia e são tantas atualizações: email, WhatsApp, Facebook, Google +, Twitter, Instagram, Mesenger… Ufa.. E tem alguém ali, em todas elas, dizendo “oi”.

Um “oizinho” não é importante, deixa pra lá, depois falo com essa pessoa. Depois do “oi”, você envia outra mensagem que é visualizada e ignorada. Tudo bem, lá vamos nós, o mundo anda uma correria… e blá, blá… Mas então você percebe que a pessoa entrou várias vezes – maldito aplicativo que tudo informa – e ela sequer envia um emoticon pra dizer, “perai”. Não pode escrever? Manda um áudio. Visualizar e não responder – em momento algum – é deselegante e demonstra desrespeito por quem envio. E o respeito é a coisa mais importante em todos as relações.

 (“Nunca o nosso mundo teve ao seu dispor tanta comunicação. E nunca foi tão dramática a nossa solidão”, disse Mia Couto em um de seus discursos.

E Zygmunt Bauman completa: “Eu penso que a atratividade desse novo tipo de amizade, o tipo de amizade de Facebook, como eu a chamo, está exatamente aí: que é tão fácil de desconectar. É fácil conectar e fazer amigos, mas o maior atrativo é a facilidade de se desconectar. Na internet é tão fácil, você só pressiona ‘desfazer amizade’ e pronto, em vez de 500 amigos, você terá 499, mas isso será apenas temporário, porque amanhã você terá outros 500, e isso mina os laços humanos”. )

“Mas, por quê a mensagem enviada é quase sempre é ignorada num ‘tô nem aí se essa pessoa me envia uma mensagem ou não’ – Você pensa: ‘o que eu disse de errado?’.

Nunca antes a indiferença, maquiada pela tecnologia, ‘destruiu’ tantas expectativas como atualmente. Não é o ‘ódio’ pelo outro que desmonta seu sorriso tão duramente costurado. Não é a ofensa que apaga do coração a centelha de uma afinidade qualquer. O que entristece a alma, aquilo que pode afogar os sentimentos mais básicos de um coração, chama-se indiferença. A indiferença é arte do desdém.

Quem pratica a indiferença possui uma veia artística. Esse tipo de pessoa costuma pintar em matizes opacas no rosto do desdenhado a palavra ‘desumanidade’. Pois o que seria a indiferença senão a desconstrução da humanidade? Quem pratica a indiferença – ‘te respondo quando me der na telha e olhe lá’ – faz do outro qualquer coisa, menos ser humano.

Ignorar aquele que nos escreveu uma mensagem, que deixou um recado na caixa postal do telefone ou que nos enviou um ‘olá’ pelas redes sociais é desrespeitoso.

Quem já leu Franz Kafka sabe o que é ver a indiferença tomar ares épicos. Tomo como exemplo ‘O Processo’. Na obra, um homem é processado sem saber o porquê procura entender o crime que cometeu sem ter cometido crime algum. Ele recebe menosprezo de seus detratores, amigos, família… todos. É visível durante a obra uma desconstrução de sua personalidade até sobrar nada mais do que algo, não alguém.   O mesmo aconteceu com ‘monstro’ erudito do doutor Frankenstein. Foi o desprezo, o preconceito, generalização e discriminação que o transformou numa criatura cruel.

Não é preciso morrer de amores por alguém que lhe escreve um ‘oi’ e você por educação lhe retribui com outro singelo ‘oi‘. Nunca soube de alguém que morresse por ser gentil, educado. Sejamos gentis nem que seja para dizer “gostaria que você não me escrevesse mais, ok?”. Acredite, isso soa mais ‘delicado’ do que o silêncio da indiferença.

A multiplicidade  aplicativos que nos conectam, carregam em seu DNA, como se projetados de fábrica, o recurso do desdém. É óbvio que não é uma boa ideia dar corda para aquele chato que a todo custo quer sair com você (Desfazer amizade e/ou bloquear são cortesias dos aplicativos). Mas pior ainda é silenciar diante das conexões virtuais. Estar conectado com todos é, ao mesmo tempo, não estar com ninguém. Não são poucos os que abdicam da vida social para viver atrás de um avatar que lhes garanta o anonimato.  Ledo engano. Estamos todos mergulhados, alguns mais, outros menos, no lago da decisão alheia. Ele vai me responder? Ela vai me ligar? Poxa, não custa nada. E assim dependentes de palavras vindas do outro lado da tela permanecemos ansiosos e reféns da indiferença.

Utilizo como exemplo algo que foi fantástico aos meus olhos. Enviei no modo ‘mala direta’ por e-mail algumas dicas de filmes e livros para várias pessoas. Nessas ocasiões é ‘normal’ não se esperar respostas. Mas a minha surpresa foi quando uma colega de livre vontade, com sua educação peculiar, me respondeu agradecendo as dicas.

É assim com pequenos gestos de atenção e respeito pelo outro que a sociedade muda. Se o desdém, a indiferença, a insensibilidade podem matar almas; gestos de educação podem revigorá-las. E isso vale mais que mil beijos.

Texto de Israel de Sá (Adaptado) 

Fonte -http://www.portalraizes.com

Cuidar de Mim!

3 sinais que indicam distância afetiva no casal

De uns tempos pra cá, mudei. Comecei a dar a importância que as coisas têm e parei de sofrer por bobagens. Se antes ponderava muito antes de sair das relações e ficava como um porteiro desequilibrado tentando controlar o fluxo e as despedidas, hoje ajudo a fazer as malas e fecho a porta sem arrependimento. Sim, você pode ir embora.

Não, não me tornei uma pedreira. Não sou insensível.

O meu coração continua bobo por sutilezas, tem predileção por exageros bonitos, bate na frequência mais forte, e às vezes fica descompassado e louco quando se depara com alguma beleza extravagante. O que acontece é que não faz sentido colocar intensidade nas coisas que não vibram. Despejar amor em corações baldios e improdutivos. Dedicar-se a quem não sabe o que é ter alguém que se preocupa com a qualidade do seu dia e que espera ansiosamente pelo carinho do seu abraço. Alguém que cuida e se doa nos mínimos detalhes só pra ver a dança da felicidade se exibindo no seu rosto.

Toda mudança requer um olhar demorado sobre as coisas, e ainda me pego pensando nos penduricalhos inúteis que não deixei ir embora e guardei ao longo dos anos; amizades de ocasião, que duraram apenas enquanto pude dar a elas a minha melhor versão.Pseudoamores que despejaram uma carga de insegurança na minha vida e me fizeram duvidar de que o pré-requisito pra ter o amor genuíno é cultivar o próprio.

A vida virou uma extensa passarela, onde vi tudo se exibir com pressa e se desmanchar, sem nenhum entusiasmo, sem nenhuma verdade, sem compromisso algum com a reciprocidade. Pessoas que chegaram, interpretaram suas cenas com calculada frieza e desapareceram.

É preciso aprender a deixar ir embora

Hoje cuido dos meus afetos com demorada alegria, sem deixar os meus desejos pra depois, sem estocar os sentimentos, porque coração intenso é órgão que vive exposto. Mas compreendi que é preciso domesticar os ímpetos e fazer triagem do que fica, de quem fica nestas terras sagradas, neste coração que não precisa sofrer quedas desnecessárias pra descobrir o quanto é importante. Hoje sei me despedir sem achar que é o fim do mundo, sem imaginar que viver sem uma pessoa vai comprometer a minha vida inteira. Hoje compreendo que quem não fica é porque não quer. Aprendi que a primeira cláusula de um sentimento verdadeiro se chama “liberdade”.

De uns tempos pra cá, mudei. Foi a melhor coisa que fiz.

Texto de Ester Chaves – Escritora brasiliense. Graduada em Letras pela Universidade Católica de Brasília e Pós-graduada em Literatura Brasileira pela mesma instituição. Atuante na vida cultural da cidade, participou de vários eventos poético-musicais.

OS VOTOS – Sérgio Jockymann.

 

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Poema que inspirou Frejat na música Amor pra Recomeçar

Desejo primeiro que você ame e que amando, seja também amado.
E que se não o for, seja breve em esquecer e esquecendo não guarde mágoa.
Desejo depois que não seja só, mas que se for, saiba ser sem desesperar.
Desejo também que tenha amigos e que mesmo maus e inconsequentes sejam corajosos e fiéis.
E que em pelo menos um deles você possa confiar e que confiando não duvide de sua confiança.
E porque a vida é assim, desejo ainda que você tenha inimigos, nem muitos nem poucos, mas na medida exata para que algumas vezes você interprete a respeito de suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo para que você não se sinta demasiadamente seguro.
Desejo depois que você seja útil, não insubstituivelmente útil mas razoavelmente útil.
E que nos maus momentos, quando não restar mais nada, essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.
Desejo ainda que você seja tolerante, não com que os que erram pouco, porque isso é fácil, mas com aqueles que erram muito e irremediavelmente.
E que essa tolerância nem se transforme em aplauso nem em permissividade, para que assim fazendo um bom uso dela, você dê também um exemplo para os outros.
Desejo que você seja triste, não o ano todo, nem um mês e muito menos uma semana,mas um dia.
Mas que nesse dia de tristeza, você descubra que o riso diário é bom, o riso habitual é insosso e o riso constante é insano.
Desejo ainda que você afague um gato, que alimente um cão e ouça pelo menos um João-de-barro erguer triunfante seu canto matinal.
Porque assim você se sentirá bom por nada.
Desejo também que você plante uma semente por mais ridículo que seja e acompanhe seu crescimento dia a dia, para que você saiba de quantas muitas vidas é feita uma árvore.
Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro porque é preciso ser prático. E que pelo menos uma vez por ano você ponha uma porção dele na sua frente e diga: Isto é meu.
Só para que fique claro quem é o dono de quem.
Desejo ainda que você seja frugal, não inteiramente frugal, não obcecadamente frugal, mas apenas usualmente frugal.
Mas que essa frugalidade não impeça você de abusar quando o abuso se impor*.
Desejo também que nenhum de seus afetos morra, por ele e por você. Mas que se morrer, você possa chorar sem se culpar e sofrer sem se lamentar.
Desejo por fim que, você tenha ao seu lado alguém bom para lhe aceitar como você é e que sejam felizes sendo quem são.
E que se amem hoje, amanhã, depois, no dia seguinte, mais uma vez e novamente de agora até o próximo ano acabar.
E que quando estiverem exaustos e sorridentes, ainda tenham amor pra recomeçar.

Até que a morte silencie as mandíbulas.

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Até onde você consegue ouvir a verdade?

Até quando o outro acredita que seu amor é mais forte que a mais grave mentira?

Acredito que as relações revelam sobre o quanto de verdade você está disposto a entregar para outra pessoa e para si mesmo.

O quanto de verdade que existe na sua entrega?

Seu amor  não conhece o perdão?

O quanto de verdade você está disposto a depositar no colo de outrem? 

Confessar a verdade é algo covarde ou corajoso?

De quantas mentiras  você conseguiu não ser descoberto?

Se você consegue despejar sua verdade e a verdade sobre aquilo que você é.

Se você consegue se desesperar com a falta de honestidade dos discursos superficiais e se consegue, em meio à ditadura da frieza, reciclar a beleza da coragem em ir dizendo cada terremoto que tem se passado aí dentro do seu peito.

Qual o golpe mais baixo? 

Mentir ou omitir?

Ninguém é dono da verdade meu caro.

Você tem sido e tem dito a verdade?

 

 “Isto também passará”.

O luto é inevitável: Saiba como lidar com ele

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A morte é a experiência mais angustiante que passamos. Mais cedo ou
mais tarde, iremos sofrer a perda de alguém próximo, pode ser um amigo, um amor, um parente próximo. Na nossa cultura, falamos e pensamos muito pouco acerca da morte. Por isso, não aprendemos a lidar com o luto: como nos faz sentir, o que devemos fazer, o que é “normal” acontecer – e de o aceitar.

Vou tentar aqui esclarecer algumas das características principais do
luto como, às vezes, podemos ficar presas a ele e a ajuda que poderemos e deveremos procurar.

O luto é um processo que ocorre imediatamente após a morte de alguém que amamos. Não é um sentimento único, mas sim um conjunto de sentimentos e emoções que requer um tempo para serem digeridos e resolvidos e que não pode ser apressado, cada um de nós tem um “tempo emocional” que deve ser respeitado. Apesar de sermos indivíduos com características próprias, a forma como vivenciamos o luto é muito semelhante na maioria.

Enxurrada de emoções
Nas horas e dias seguintes à morte, a maioria das pessoas passa pela fase da negação ou descrença, ficando totalmente “atordoada”, como se não pudesse acreditar no ocorrido. Mesmo quando a morte era esperada, este sentimento pode surgir, mesmo que seja com menor intensidade. Este sentimento de torpor ou dormência emocional, como se estivéssemos anestesiados, pode ajudar a levar a cabo todos aqueles procedimentos burocráticos inerentes a este processo, mas pode tornar-se num problema se continuar a subsistir. Ver o corpo da pessoa falecida pode, para alguns, ser uma forma de começar a ultrapassar isto e começar a superar a perda. Da mesma forma, para algumas pessoas, o velório e o enterro podem ser situações onde a realidade começa a ser encarada. Apesar de ser difícil lidar com estas situações, o fato é que elas constituem um modo de dizer adeus àqueles que amamos. Estes acontecimentos podem parecer demasiadamente dolorosos, mas o fato é que fugir a eles pode trazer problemas mais tarde, muitas vezes, provocando um certo arrependimento.

Depois da fase de “negação”, poderá surgir um período de grande agitação, ansiedade e ânsia pelo que foi perdido. Surge o sentimento de querer encontrar essa pessoa seja de que maneira for, mesmo que tal seja impossível. Por isto, nesta fase a pessoa começa a não conseguir relaxar ou a concentrar-se e o sono pode ser muito agitado. Os sonhos que surgem nesta altura podem ser muito confusos, pode surgir o medo de dormir sozinho ou no escuro.

Algumas pessoas chegam mesmo a “ver” quem perderam, na rua, em casa. Com muita freqüência, a pessoa em luto sente-se muito zangada e revoltada contra médicos e enfermeiros que não conseguiram impedir a morte que agora lhe pesa, contra os amigos e familiares que nunca deram o seu máximo. É comum também sentir raiva da pessoa que morreu, que foi embora e assim a deixou, abandonou.

Culpa
Vamos falar de outro sentimento comum: a culpa. Quando se perde alguém, é comum começarmos a pensar em tudo aquilo que podia ter sido feito ou dito para aquela pessoa ou ainda o que podia ter feito para impedir essa morte. Claro que a morte é um acontecimento que está além do controle seja de quem for e a pessoa em luto deve ser lembrada disso o tempo todo, se for necessário.

A culpa também pode surgir depois de se sentir alívio pela morte de alguém que nos era muito querido, mas que sabíamos estava a sofrer. Este sentimento é normal, compreensível e muito comum. Essas fases podem ser seguidas rapidamente de períodos de grande tristeza e depressão, retiro e silêncio. Estas mudanças súbitas de emoções podem deixar amigos e familiares confusos, mas faz parte do processo natural de luto. Crises de choro e angústia intensa podem surgir a qualquer momento. Algumas pessoas podem não conseguir perceber estas crises ou ficar sem saber o que fazer quando elas acontecem. Poderá haver uma tendência da parte da pessoa em luto para evitar as outras pessoas, mas isto pode trazer problemas futuros e, por isso, será melhor que volte à sua “vida normal” o mais rapidamente possível. Durante este período, pode parecer estranho aos outros que a pessoa em luto passe muito tempo sentada, sem fazer nada, mas o fato é que ela estará a pensar em quem perdeu, recordando constantemente os bons e maus períodos que passaram juntos. Esta é uma fase silenciosa, mas essencial à resolução do luto.

À medida que o tempo passa, a angústia intensa resultante do luto começa a desaparecer. A depressão atenua-se e será possível, finalmente, começar a pensar em outros assuntos e até em novos projetos. É importante salientar que o sentimento de perda nunca desaparecerá por inteiro. Depois de algum tempo, deve ser possível sentir-se de novo “completo”, apesar de faltar sempre uma parte de si que nunca será substituída. Quando sabemos disso e admitimos esse processo será menos dolorido.

Como ajudar nesse momento?
A família e os amigos podem ajudar a pessoa em luto passando um tempo com ela demonstrando que estão presentes para o que for necessário neste período de dor e tristeza. É importante que a pessoa em luto, se necessitar, tenha alguém com quem chorar e falar sobre a perda sentida, sem que o “amigo” fique dizendo para se recompor e refazer a sua vida. Nesse momento, o que ela precisa e falar e ser ouvida, pois o “falar” nessa fase é “terapêutico”. Com o tempo, a pessoa em luto se restabelecerá, mas não antes de ter chorado tudo, de ter falado sobre a pessoa e a perda.

Não devemos esquecer que datas importantes (o dia do aniversário, do casamento, etc.) poderão ser particularmente difíceis de reviver e pôr a pessoa em luto a participar ativamente na preparação de tais celebrações poderá ajudá-la a não se sentir tão sozinha. É importante dar o tempo necessário para que a pessoa em luto possa superar sua dor, pois de outra forma poderá vir a ter problemas no futuro.

Ficar “preso” ao luto
Há pessoas que parecem não passar pelo processo de luto, que não choram no velório ou no funeral e até evitam falar da pessoa que perderam. São pessoas que voltam à sua vida “normal” e retomam a rotina muito rapidamente. Esta pode ser sua forma normal de lidar com a perda sem conseqüências negativas, mas outras pessoas poderão, ao contrário, sofrer sintomas físicos e desencadear um processo depressivo. Algumas pessoas podem não ter a oportunidade de passar pelo processo de luto da melhor forma, uma vez que têm de continuar a sua vida profissional ou familiar, não tendo tempo de “passar” pelo luto.

Algumas pessoas podem iniciar o processo de luto, mas permanecer nele sem o resolver. Nestes casos, a dor e a angústia por quem se perdeu mantêm-se e podem mesmo passar anos sem que a situação seja realmente resolvida. Nestes casos, a pessoa pode continuar a não aceitar que perdeu quem faleceu, mantendo-se na fase de descrença referida atrás ou, por outro lado, só conseguir pensar em tal pessoa, mantendo, por exemplo, o quarto da pessoa falecida intacto e como uma espécie de local de culto.

Ocasionalmente, a depressão que ocorre com todo e qualquer luto pode agravar-se ao ponto de a pessoa deixar de se alimentar e até pensar em suicídio. Em todos estes casos será obviamente necessária ajuda profissional especializada.

Se você considera que pode estar em risco de sofrer desta incapacidade de resolução do luto, ou conhecer alguém que pode estar nesta situação e considera importante partilhar isso com alguém exterior a família ou amigos, pode buscar auxilio de um profissional, de um psicólogo para superar essa fase.

Kátia Horpaczky é psicóloga clinica, psicoterapeuta sexual, família e casal – CRP 06/41.454-3 – E-mail: consultoriodepsicologia@uol.com.br