Arquivo | abril 2017

MEDO – O GRANDE SABOTADOR

Danger

 

Você já sentiu medo do futuro, das possibilidades de escolha que a vida te ofereceu, de tentar fazer algo que você nunca fez por receio de não dar certo?

Vivemos adormecidos, sob o domínio do ego, que surge da identificação com a forma, com algum tipo de objeto-referência, com “bengalas psicológicas”e como ele – o ego, sabe que nada é permanente, o medo é inevitável, daí passamos a vida tendo medo da morte, medo de não sermos aceitos, medo de errar, medo de amar, medo de se expressar, medo de não ser ninguém na vida.

E quando estamos nessa paranoia que cria insegurança e ansiedade,geradas pelo medo, ficamos a mercê de criações mentais negativas, e a serviço do ego que por sua vez nos engana porque consegue encobri-lo temporariamente,seja com um relacionamento,  a aquisição de um novo bem, com horas e horas dedicadas ao trabalho,  uma atividade física, ou qualquer que seja a atividade que possamos usar para fugir da realidade.

Mas o fato é, a ilusão nunca nos satisfaz. Apenas a verdade de quem nós somos, se compreendida, nos fará plenos e seguros.

Esse veneno paralisante, chamado medo, que disparamos pra dentro de nós mesmos, nos limita externa e internamente, quem vive refém do medo não consegue se conhecer de verdade, logo, passará a viver de forma superficial.

Sabemos que tudo que alimentamos cresce,e com o medo não é diferente, e ele é capaz de nos enlouquecer, pois quando nos deixamos levar pelas emoções causadas por ele, criamos realidades paralelas e nos desligamos da realidade.

E ele é o pior dos conselheiros, e geralmente tem origem no passado e acaba estagnando o presente e destruindo o futuro, e essa é a grande chave…viver com presença verdadeira do Agora. Ele.

Ele é uma frequência extremamente castradora, que nos faz vibrar de forma tão pessimista que acabamos atraindo situações desagradáveis, pois tudo no universo funciona por ressonância.

A física quântica nos prova isso, basta fazermos alguns exercícios diários para verificar que tudo no universo reverbera, por exemplo, antes de sair de casa, fique por alguns instantes em silêncio, contemple esse silêncio, tente ouvir as batidas do seu coração… feito isso, silenciosamente, imagine que seu passeio, ou compromisso de trabalho será regido por uma força superior, e que tudo aquilo que você necessita para atingir seu objetivo (desde que ele esteja em conformidade com as leis superiores) será providenciado.

Feito isso, relaxe, esteja presente de momento a momento, dê real atenção às pessoas com as quais interagir, não se identifique com frequências e acontecimentos negativos. Não resista se algo fora do planejado ocorrer, seja receptivo as mudanças, e tente entender a lição que possa estar sendo passada, ao invés de se perguntar “por que isso está acontecendo comigo”, se pergunte “por que isso é bom pra mim?”, mude a perspectiva, interprete o fluxo positivamente.

Pois a vida nos proporciona todas as experiências que forem as mais úteis à evolução da nossa consciência.

Essa prática muito simples, se levada a sério, pode transformar nossa vida em poucas semanas…é só tentar, não custa nada, transforme as impressões, não faça nenhuma afirmação negativa a seu respeito, nem a respeito de outra pessoa, siga leve!

Mas não aceite o medo, vá em frente, transmute esse medo, cada vez que ele aparecer, questione…”de onde isso vem? faz sentido?” , esteja atento, se auto-observe e viva num mundo onde não há medo, escassez, onde há amor fraterno, compaixão e alegria!

 

Por: Lílian Ponte 

Rejeição?

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Sentir-se rejeitado é algo doloroso e difícil de aceitar.

Em muitas ocasiões, com a intenção de não sermos rejeitados, nós traímos a nós mesmos em benefício do que querem os demais. Somos educados para conseguirmos a aceitação dos demais, por isso a rejeição é algo que evitamos tanto quanto uma doença.

Existem dois tipos de rejeição: a rejeição exterior, da sociedade, e a interior.

Não podemos evitar a rejeição exterior. Quantas vezes nós também já rejeitamos alguém? Sejamos sinceros… certamente fizemos isso algumas vezes. Não podemos fazer nada para reverter a rejeição, mas podemos nos tornar imunes a ela ou, até mesmo, ignorá-la.

Por outro lado, o que fazer com a rejeição interior? Esta é a mais difícil. Esta rejeição está em nossa mente; nós achamos que devemos ser rejeitados e este sentimento é o mais difícil de eliminar. É uma rejeição tóxica.

Em que nos transforma a rejeição?

Nos sentirmos rejeitados nos transforma em pessoas extremamente suscetíveis. Tudo nos causará dano e não saberemos apreciar as coisas boas.

A rejeição também nos transforma em pessoas inseguras. Não conseguiremos encontrar nosso lugar no mundo se não o aceitarmos.

Por último, a rejeição faz com que descuidemos de nossa pessoa. Não nos cuidamos, não nos preocupamos com nós mesmos. Além do mais, transmitiremos essa rejeição que sentimos aos demais. É um círculo negativo. 

Técnicas para nos sentirmos livres da rejeição

Para nos libertarmos de tudo de negativo que a rejeição nos proporciona, o que devemos fazer? Contaremos agora!

Utilize a sabedoria

Seja sábio quanto à rejeição. Do que adianta você se sentir assim? Você está evoluindo? De verdade? Você está bloqueando a si mesmo. Ninguém está rejeitando você, você está fazendo isto a si mesmo. Você deve se sentir seguro de si mesmo, use a cabeça! Decida rejeitar a rejeição e aprenda a desfrutar da vida.

Invista em si mesmo

Para gostar do outro, primeiro você tem que gostar de si mesmo. Quando se tem amor próprio, a rejeição pouco ou nada importa. Aceite a você mesmo e, depois, aceitará aos demais. Não use as coisas ruins que você já fez ou que possa vir a fazer para se culpar ou se rejeitar. Você é humano! Perdoe-se e tire algo de bom disso.

Fale bem de você

Sabemos falar bem dos demais, mas e de nós mesmos? Por que é tão difícil? O que acontece? Há algo que nos bloqueia, algo que nos faz pensar que não devemos falar bem de nós mesmos. Pense em seus pontos fortes, em seu potencial, em tudo aquilo de bom que você tem. Diga aos demais e também a você mesmo! Pense em tudo de positivo sobre a sua pessoa.

Presenteie-se com o melhor

Coma o melhor, vista o melhor, arrume-se, sinta-se saudável, livre… O que eu conseguirei com isto? Sentir-se positivo, com força. Presenteie-se com um bom livro ou com algo que considere um prêmio para você. Premie-se e se sentirá melhor com você mesmo. Não busque desculpas e justificativas de por que você não merece. Se deseja algo, faça disso um presente para si mesmo! Você se sentirá mais positivo e feliz.

Pessoas de sucesso

Cerque-se daqueles que já conseguiram o que queriam, não se deprima! Utilize a influência e o exemplo dessas pessoas para acreditar em você mesmo, para pensar que você também pode conseguir o que quer. Não se sinta rejeitado, todos podemos! Mas só se confiarmos em nós mesmos e realmente quisermos ir em frente.

Julgue-se sempre para melhor

A rejeição também tem a ver com com a autocrítica. Devemos nos avaliar, mas sempre para evoluirmos e nos sentirmos bem. O que temos feito de ruim? Como devemos proceder? São perguntas que deveríamos fazer a nós mesmos.

Estas técnicas serviram para você? Você está consciente dos inconvenientes de se sentir rejeitado? Você é o único que pode sair dessa rejeição, ninguém irá fazer isto por você. Não espere que isto desapareça por magia. Confie em você mesmo, raciocine sobre os inconvenientes de fazer você se sentir assim. Você é inteligente. Ninguém deveria evitar que você consiga aquilo que deseja, nem você mesmo.

Fonte- https://amenteemaravilhosa.com.br

Jogos de Poder

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Antes de tudo, quero e lembrá-lo de alguns aspectos importantes.

Oriento você a não entrar na vítima.

Você não é uma vítima, mas sim, um participante de inúmeros jogos que você mesmo criou, atraiu e/ou aceitou, o que o faz responsável por tudo o que acontece em sua vida.

Apesar de ser um participante responsável dentro desses jogos de poder – que todos nós jogamos, afinal, nossa vida é a soma de inúmeros jogos, que cria uma grande teia dentro da qual estamos inseridos e “aprisionados” -, nas situações em que você sofre consequências nos jogos, sua dor é muito “real” e os acontecimentos, quando olhados desta maneira, fazem sim de você uma “vítima” e fazem sim com que você se sinta usado e enganado.

Durante nossa vida nos submetemos a situações, condições e interações que não são favoráveis e adequadas a uma vida saudável, de amor e confiança.

Isso acontece, porque desde o início de nossa vida, não nos sentimos verdadeiramente aceitos e aprovados e, para que pudéssemos nos sentir minimamente aceitos, ou melhor, não rejeitados, entendemos, distorcidamente, que precisaríamos abrir mão de nossa luz e de nossas reais necessidades de alma.

Para isso, nos anestesiamos para não sentirmos a dor intensa dessa falta de aceitação externa e passamos a estudar o mundo para percebermos o que nos faria agradáveis e incluídos. Nestes testes, fomos criando as condições mais favoráveis a essa pseudo-aceitação externa e fomos nos deixando manipular e submeter às necessidades dos outros.

Quando aceitávamos algumas condições absurdas na interação com alguma pessoa, – por exemplo, de suportar sua carga negativa, para aliviá-lo em seu sofrimento -, nos submetíamos a suportar um sofrimento que não era nosso e, ainda, tínhamos que “dar nossa energia” para que essa pessoa pudesse se sentir melhor não somente com o alívio da carga que jogou sobre nós, mas também com a força e o poder de nossa energia.

Fizemos tudo isso inconscientemente e nos condicionamos e nos habituamos a essa condição, portanto, não percebíamos o quanto isso nos destruía, simplesmente por ter sido assim “sempre”, isso passou a ser parte de nossa realidade e nos anestesiávamos ainda mais para não percebermos que o acúmulo de toda essa carga recebida, e a falta de nossa própria energia, causava-nos graves males nos fazendo deixar de sermos nós mesmos e passando a viver a realidade dos outros.

Fomos nos envolvendo com a ilusão de que tínhamos um lugar no mundo e que éramos aceitos e amados, mas, inconscientemente, sempre soubemos que não éramos realmente aceitos e que estávamos sempre sob ameaça de perdermos seu falso amor, que era a forma de manter seu poder sobre nós.

Em nossa interação com essas pessoas, criamos situações em que apenas fomos usados e enganados, pois nunca estiveram, de verdade, interessados em nossas necessidades de amor, mas sim, apenas interessados em suas próprias necessidades de domínio, e de sugar e “roubar” energias que nós tanto nos esmerávamos para gerar, energias estas, que se tivéssemos nos permitido utilizá-las em nosso beneficio, de acordo com o que nossa alma desejava, teríamos gerado grandes feitos em nossa vida.

Mas está tudo certo, pois nossa alma planejou que isso ocorresse, pois isto tinha um propósito adequado para a missão que ela escolheu.

Sermos usados e enganados por pessoas que amávamos e confiávamos foi necessário para nosso crescimento, foi um grande aprendizado para que pudéssemos entender o quanto sofre uma pessoa quando não é respeitada e é desprezada em seu real valor, quando não é vista em sua totalidade e beleza de alma.

Todos os seres humanos carregam em si as mesmas capacidades “negativas e destrutivas”; desta forma, nós também carregamos essa capacidade de usarmos e enganarmos os outros e, se olharmos com honestidade para nós, encontraremos algumas condições em que também enganamos e usamos as pessoas, talvez não de forma tão intensa quanto as que sofremos, mas mesmo que seja minimamente, também fizemos, pois a vida é um grande jogo.

Mas, para nós, que nos identificamos com o que foi descrito neste texto, com uma consciência mais elevada (e não com a mente), essa condição de sermos enganados e usados, aconteceu realmente com mais intensidade, pois assim foi a escolha de nossa alma, ela precisava que vivêssemos a intensidade das privações de vivermos em nossa própria verdade e luz, pois ela tinha planos para nós.

Num primeiro momento, esta condição fez com que sentíssemos “na própria pele” a grave “doença” que a grande maioria da humanidade vive, todos vivem privados de sua essência, ninguém pode estar em posse real de suas capacidades máximas de alma e isto é bom, pois estamos na dualidade e o ser humano precisa de freios para poder criar discernimento e resgatar a sabedoria interior para só, então, poder ser capaz de usar seus dons e potenciais de alma na plenitude, sem ser afetado e estimulado a interagir “erroneamente” com o todo, para não ativar em si a fera que poderia abusar desses poderes e sair por aí “matando” compulsivamente.

O despertar real da consciência faz com que possamos, depois de tratar do nosso lado que foi “vitimado”, acessar nosso lado fera, para que ela, educada e dominada pela alma, possa nos tirar desses calabouços nos quais fomos jogados por nossos abusadores, enganadores e sugadores.

Ao sairmos desses lugares com a ajuda da fera interna, com nossa alma mais presente em nossa verdade, começamos a ter mais sabedoria para então começarmos a outra fase de nossa missão que é ajudar, mesmo que apenas vibracionalmente, todos aqueles que estão igualmente prisioneiros desta grave “doença do auto-abandono” a saírem dos seus calabouços. Nossa alma escolheu que passássemos por essa grave condição que quase nos destruiu e que fez com que nos perdêssemos de nós, para que soubéssemos como é viver essa doença e pudéssemos descobrir a cura real.

Assim, é tempo de nos libertarmos destas condições que nos limitam e nos interditam. Mas, lembrando que a vida é um processo. O primeiro passo da cura é o resgate do amor e do respeito por nós mesmos, somos nós que precisamos nos acolher e nos aceitar, incondicionalmente, pois isso faz com que recuperemos o nosso poder pessoal, a autoaceitação é fundamental em todo processo de cura.

Desta forma, ao invés de ficarmos criando condições para nos libertarmos e nos protegermos dos “predadores”, passaremos a criar condições de resgatarmos nossa força e poder e, ao confiarmos em nosso poder, naturalmente criamos uma aura de poder e isso, por si só, já nos protege do que, na dualidade, acreditamos ser o mal.

Quanto mais acreditarmos em nosso poder, mais ele se reforça e mais nos libertamos das crenças no mal. Isto, sim, é poder de cura que ressoa em todo o nosso ser e faz com que vibremos essa luz-informação de poder para o todo, para que outros possam aprender esse caminho, sem exatamente terem que fazer o mesmo caminho que fizemos. Assim é para toda a cura real, quando ela acontece para alguma pessoa e, quando esta é consciente de sua contribuição para o todo, sempre essa luz-informação irá vibrar e ressoar para que todos se banhem dela.

Autor Teresa Cristina Pascottocrispascotto@hotmail.com

4 Sinais de Que Você Está Sendo Manipulada.

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A pior parte de ser manipulado em um relacionamento é que, muitas vezes, você nem sabe que está acontecendo. Pessoas manipuladoras distorcem seus pensamentos, ações, desejos e vontades em algo que se adéqua melhor ao modo como eles vêem o mundo. Assim eles moldam você para servir aos seus próprios fins. Assustador não é?
Aqui estão algumas situações que ajudarão você a se certificar de que isso não está acontecendo com você:
 
1. Ele(a) faz você se sentir culpada(o) … por tudo.
 
A manipulação sempre começa com culpa. Se ele pode convencê-la a se sentir culpada por suas ações (mesmo quando você não fez nada de errado), então ele sabe que você estará mais predisposta a fazer o que ele diz. “Eu acho que o jantar estava bom. Não foi o que eu esperava, preferia que você tivesse feito algo diferente, mas acho que, se você estiver feliz, isso é tudo o que importa. Eu te amo e a sua felicidade é importante para mim, mesmo que isso signifique deixar de lado o que eu quero”.
 
Viu o que ele fez? Como ele usou as palavras para virar a situação contra você? Aparentemente, ele faz parecer que é um namorado amoroso, mas fica o alerta: quem ama não culpa.
 
Manipuladores também tentam fazer você acreditar que eles estão tentando ´´te amar melhor´´, de modo que você fique mais disposta a deixar de lado o que você quer. É um jogo ardiloso.
 
2. Ele(a) faz você duvidar de si mesma(o).
 
Quer saber por que é tão fácil para ele manipular você? Porque ele ´´ferrou´´ você até o ponto em que você já não confia mais em si mesma. É isso mesmo, manipuladores tomam suas inseguranças e usam contra você. Eles sempre apontam o que você está fazendo “errado” e como eles poderiam ter feito melhor. Eles ressaltam seus pontos fracos e, em seguida, mostram que, com a sua ajuda, você pode fazer melhor, ser melhor. Eles lentamente convencem você de que se interessam pelo seu bem-estar … mas não fazem nada por você.
 
A fim de manter os seus desejos e necessidades na vanguarda de seu relacionamento, eles gentilmente distorcem o seu pensamento até que você precise consultar a sua opinião sobre tudo. Quando isso acontece, o manipulador pode fazer com que você faça tudo o que eles querem que você faça, porque agora você confia mais nele do que em si mesma.
 
3. Ele(a) faz você se responsabilizar pelas emoções dele(a).
Manipuladores são irônicos, no sentido de que eles tentam fazer você se sentir como se não pudesse pensar por si mesma, mas, em seguida, mudam e responsabilizam você pelo que estão sentindo. Se ele está triste, provavelmente é porque você o fez se sentir assim. Se ele está com raiva, bem, obviamente foi você quem fez algo errado.
 
Por mais que tentem fazer você acreditar que é totalmente incapaz de controlar a sua própria vida, eles esperam que você seja responsável pela forma como eles se sentem. Insano.
 
4. Ele faz você acreditar que você quer o que ele quer.
 
Todos nós iniciamos nossas relações com exigências e negociações – é natural, quando se começa a união de duas vidas, que alguns compromissos sejam feitos. O que não é normal: Quando você precisa deixar de lado tudo o que você quer, em um esforço para apaziguar o seu parceiro. Se você começar a perceber que as necessidades do seu parceiro estão sendo atendidas com muito mais freqüência do que as suas; cuidado, você pode estar casada com um manipulador.
 
Você está cedendo para o que ele quer para se livrar de sentimentos de culpa? Ou porque ele fez você se sentir responsável pela forma como ele se sente? Você desistiu do que queria porque ele fez você acreditar que deveria querer algo mais? Se você respondeu “sim” para qualquer uma dessas perguntas, talvez seja hora de reconsiderar essa relação.
 
Fonte: YourTango traduzido e adaptado por Psiconlinews

Quem vive a transformação, transforma-se

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Passaram 50 anos. Do nascimento até agora, aprendi e apreendi ensinamentos básicos e outros, mais elaborados, que chegaram por acréscimo. Foi a partir dos momentos mais agrestes, dos mais duros e difíceis de atravessar, que retirei os melhores ensinamentos e conquistei defesas para enfrentar adversidades que, de outro modo, me teriam dominado.

 

De um modo geral, a mulher de 50 equilibra-se entre duas forças: de um lado, o peso dos anos e, do outro, a leveza da sua liberdade – a liberdade de não ter obrigação de provar mais nada a ninguém. Quanto muito, apenas a si mesma – se e quando assim o entender.

 

A mulher de 50 não deixa que o tempo nem ninguém atropele os seus projetos. Convive com as suas (im)perfeições e mudanças do corpo. Caso não goste, não entra na histeria desmesurada tão característica de épocas anteriores – onde a insegurança a mantinha escrava de imagens idílicas ditadas por padrões e tricas alheias.

 

A mulher de 50 – casada, solteira ou divorciada – queixa-se das mesmas coisas que a mulher de 30 ou 40: queixa-se da dificuldade em encontrar alguém que a complemente, que a complete, da falta de de companheirismo, dinheiro, da falta de sexo. A diferença é que se sente mais capaz que nunca para dar azo ao que quer para si, para a sua vida.

 

Para a mulher de 30, ter marido é um capital extremamente valorizado e prova definitiva do seu sucesso – mesmo que, na prática, tenha um casamento infeliz – sendo a ausência de casamento vista como um fracasso. A mulher de 50, que já passou pela cobrança dos vários papéis a si atribuídos, vive com a liberdade de ser ela mesma, dá resposta às suas vontades e deixa de parte a obrigação de satisfazer desejos alheios.

 

A mulher de 50 assume, sem preconceito ou inibições, modelos diferentes de relação sem temer opiniões de terceiros ou medo de ser apontada como leviana. Quanto mais capital tem uma mulher, mais se torna livre para não assumir relações enfadonhas. Pelo contrário, assume quaisquer outras desde que obedeçam às suas pretensões.

 

Para a mulher de 50, o envelhecer está a ser reinventado por toda uma geração de mulheres que não aceita as classificações impostas socialmente e que atribui extrema valorização à sua liberdade. Após passar pelas diferentes obrigações de ciclo – arranjar marido, cuidar dos filhos, sexo no casamento sem vontade – considera ser esta a fase de vida em que se sente mais livre para ser ela mesma, definir os seus próprios projectos, fazer novas amizades, cultivar as que merecem a pena e usufruir dos mais diversificados prazeres.

 

A mulher de 50 preocupa-se em usufruir do poder que conquistou, da sua sabedoria, personalidade e da autonomia adquirida. Liga-se à qualidade de vida e ao gozo da sua própria casa, viagens, amizades e programas culturais. Não se sente velha. Sente-se madura, segura e mais confiante que nunca. O envelhecimento deixou de ser vivido como um momento de perda de capital do próprio corpo e da sua sexualidade. Pelo contrário, a mulher de 50 encara, esta fase, como sendo o momento da colheita.

 

Para a mulher de 50, a ruptura com padrões pré-estabelecidos marca o momento de mudança. Não aceita classificações e estigmas sociais e faz, da sua própria vida, uma permanente invenção. Não paralisa. Afasta-se de preconceitos e modelos rígidos do que é ser mulher, ser velha ou ser nova. Reinventa a sexualidade, o corpo, formas conjugais e de relacionamentos, novas formas de ser mãe, reinventa o envelhecer. Não se aposenta de si mesma. Não aceita uma identidade colectiva.

 

A mulher de 50, não dispõe da mesma frescura física da de 30, o peito não tem a densidade de outrora, o cabelo perde força e cor, a pele já não é a mesma. Porém, a mulher de 50, arrasa na pele de mulher madura, sábia, sensual e com experiência de vida. Desempenha, com segurança e leveza, os vários domínios e territórios em que se move e segura firme as rédeas da sua vida.

 

Até há pouco tempo, a mulher deixava de contar quando entrava na menopausa. Algo tido como penoso e vergonhoso. O fim da capacidade de procriar significava o fim do seu sentido de ser. Nem o consolo de uma terapia restava a essa “infeliz”. Como se a mulher se tornasse física e sexualmente incapaz de continuar a viver de forma gratificante. Como se a maternidade – essa dádiva reservada à mulher –  fosse razão do seu histórico infortúnio, encarnando um ser inferior ao homem e consolidando a ideia de mulher como ser menor e nefasto.

 

A cinquentona ‘sortuda’ de hoje, pode optar por estar a léguas de distância de uma boca de fogão e ficar mais perto de uma boca de prazer. Deixou de estar aprisionada em casa e com tudo o que dela faz parte. A fantasia da mulher “sexo frágil” e sinónimo único de “mulher-mãe” foi substituída pela mulher poderosa, sedutora, realizada, livre e independente de pressões alheias. A mulher geradora de filhos dá lugar à mulher geradora do seu próprio prazer, à mulher profissional, à mulher de corpo inteiro.

 

Todas estas mudanças fizeram com que a mulher chegasse hoje aos 50 como sendo um mulherão invejável. Cinquenta anos é um marco para a mulher. Como se se tratasse de um clique que dá início à vivência de libertação. É o momento em que a mulher deixa, maioritariamente, de cuidar dos outros – casa, filhos, marido, pais – em que deixa de se preocupar com o que os outros pensam e dizem, deixa de estar virada para fora e coloca o foco em si e nas suas vontades.

 

A medicina, a tecnologia e o avanço em vários campos, são os seus grandes aliados. Sente-se física e psicologicamente bem, tem a segurança que chega com a idade e a experiência que faz dela um furacão.

 

A mulher de 50 permite-se envelhecer bem, cuida-se, não quer engordar e faz ou pondera fazer, pequenas intervenções ou correcções. É a segunda metade de vida. É o período em que se dá o processo psicológico mais importante: o da busca da identidade profunda de quem é e o assumir do que é e quer. Fá-lo de forma leve e livre.

 

A minha felicidade nunca passou por ter marido e filhos. Mulheres como eu são muitas vezes vistas como ETs ou sem coragem suficiente para assumir a sua homossexualidade. Não me incluo em nenhum destes dois grupos. Incluo-me no grupo de quem quer ser feliz para além dos modelos tradicionais.

 

Toda a vida corri atrás dos meus sonhos. Hoje corro à sua frente com a maturidade conquistada. Casar e ter filhos nunca fez parte do meu projecto de vida. Nunca aceitei ter uma vida segundo o modelo que a sociedade criou. Optei por ter uma vida plena – mas traçada e definida por mim. “Ficar com alguém até que a morte nos separe?” Nunca tinha pensado nisso – senão agora. Não por medo de ficar sozinha. Mas por vontade de me entregar, livre e consciente, a quem ame, me ame e mereça. Foi preciso chegar aos 50 para ver, nessa hipótese, o sorriso de liberdade, felicidade e determinação.

 

Quem vive a transformação, transforma-se. E a mulher de 50 tem tudo para o conseguir e conquistar. Mais do que ganhar autonomia financeira, a mulher de 50 adquire autonomia existencial. Acreditem: ser mulher aos 50, é do caralho!

Texto : ISABEL FEIO

 

Com o tempo a gente aprende quais brigas comprar

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É no tempo que as verdades se revelam. Que a vida acontece e floresce como tem que ser. O tempo é um bálsamo e um ótimo antídoto contra os impulsos que com certeza, em algum momento da vida, já nos jogaram em meio a um turbilhão de situações delicadas.

Quantas brigas de outros compramos para nós sem nos darmos conta das consequências? Quantas vezes falamos ou agimos sem analisar se nossas palavras ou atos trariam mais benefícios que estragos?

Pois é, foi preciso que passássemos por algumas situações para aprendermos a pensar antes de agir, a olhar bem para os lados antes de atravessar, a buscar todas as motivações antes de tomarmos alguma posição.

Entre o preto e o branco existe uma infinidade de matizes e esses matizes a gente só enxerga depois de certas experiências. Eles só aparecem depois que aprendemos caindo e ralando os joelhos ou depois que descobrimos como analisar as coisas de forma mais desprendida.

A vivência faz com que tenhamos confiança e amor-próprio suficientes para adiar respostas rápidas diante de situações que nos aparecem de supetão. A vida nos faz entender que existem outros personagens além do lobo e da chapeuzinho. Que há muito mais que merece ser visto e ouvido antes de efetivamente entrarmos de cabeça em alguma coisa.

Certas pessoas têm mais facilidade para controlar a impulsividade e acessar suas vozes interiores, independente da vida e ensinamentos que tiveram. Isso é ótimo, pois nossa voz interior é o resultado de nossas percepções mais profundas. Já outras pessoas têm um pouco mais de dificuldade para se aquietar. A boa notícia é que o tempo é um professor paciente, que ensina a todos, mais cedo ou mais tarde.

De acordo com a ciência quem sabe esperar e refletir tem melhores resultados acadêmicos e sociais a longo prazo, em suma, tem uma qualidade de vida melhor. Mas se você ainda não conseguiu controlar seus impulsos de forma satisfatória, um exercício simples pode ajudar a aquietar pensamentos e sentimentos acelerados, sem que seja preciso muitos tapas na cara para isso: deixe para agir amanhã.

Você vai perceber que algumas resoluções que você julgava urgentes não eram tão urgentes assim. Que algumas coisas se encaixam sozinhas e que outras só podem ser ajeitadas com carinho, paciência e dedicação.

Quando aprendemos a controlar nossos ímpetos, a vida, indiscutivelmente, se apresenta mais suave para nós.

Ser paciente. Refletir. Saber quais brigas comprar, ciente das consequências, e quais ignorar, certamente nos livra de muitos aborrecimentos e denota que hoje estamos mais amadurecidos.

Texto de:Vanelli Doratioto

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Vanelli Doratioto – Alcova Moderna.

 

 

NÃO ESTAMOS PREPARADOS PARA SERMOS PAIS DOS NOSSOS PAIS.

  • “…Quanto mais eles perdem memória, vigor, audição, mais sozinhos nos sentimos, sem compreender por que o inevitável aconteceu. Pode até surgir alguma revolta interior por esperar deles que reagissem ao envelhecimento do corpo, que lutassem mais a favor de si, sem percebermos, na nossa própria desorientação, que eles não têm a mesma consciência que nós, não têm como impedir a passagem do tempo ou que possuem, simplesmente, o direito de sentirem-se cansados…”

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Nascemos filhos. E esperamos ser filhos para sempre. Mimados, educados, amados. Que nossos pais invistam doses cavalares de amor em todo nosso caminho pela vida. Que, quando a vida doer, haja um colo materno. Que quando a vida angustiar, encontremos neles um conselho sábio. E, quando isso nos falta, há sempre uma lacuna, um sentimento estranho de sermos exceção.

Mesmo adultos, esperamos reconhecer nossa meninice nos olhos dos nossos pais. Desejamos, intimamente, atenções miúdas, como a comida favorita no dia do aniversário ou a camiseta do time de futebol se estamos na casa deles.

Não estamos prontos para trocar de lugar nesta relação.

É difícil aceitar que nossos pais envelheçam. Entender que as pequenas limitações que começam a apresentar não é preguiça nem desdém. Que não é porque se esqueceram de dar o recado que não se importam com a nossa urgência. Que pedem para repetirmos a mesma frase porque não escutam mais tão bem – e às vezes, não está surdo o ouvido mas distraído o cérebro. Demora até aceitarmos que não são mais os mesmos – que dirá “super-heróis”? Não podemos dividir toda a nossa angústia e todos os nossos problemas porque, para eles, as proporções são ainda maiores e aí tudo se desregula: o ritmo cardíaco, a pressão, a taxa glicêmica, o equilíbrio emocional.

Vamos ficando um pouco cerimoniosos por amor. Tentando poupar-lhes do que é evitável. Então, sem querer, começamos a inverter os papéis de proteção. Passamos a tentar resguardar nossos pais dos abalos do mundo.

Dizemos que estamos bem, apesar da crise. Amenizamos o diagnóstico do pediatra para a infecção do neto parecer mais branda. Escondemos as incompreensões do casamento para parecer que construímos uma família eterna. Filtramos a angústia que pode ser passageira ao invés de dividir qualquer problema. Não precisam preocupar-se: estaremos bem no final do dia e no final das nossas vidas. Mas, enquanto mudamos esses pequenos detalhes na nossa relação, ficamos um pouco órfãos. Mantemos os olhos abertos nas noites insones sem poder correr chorando para a cama dos pais. Escondemos deles o medo de perder o emprego, o cônjuge ou a casa para que não sofram sem necessidade e, aí, estamos sós nessa espera; não há colo nem bala nem cafuné para consolar-nos.

Quanto mais eles perdem memória, vigor, audição, mais sozinhos nos sentimos, sem compreender por que o inevitável aconteceu. Pode até surgir alguma revolta interior por esperar deles que reagissem ao envelhecimento do corpo, que lutassem mais a favor de si, sem percebermos, na nossa própria desorientação, que eles não têm a mesma consciência que nós, não têm como impedir a passagem do tempo ou que possuem, simplesmente, o direito de sentirem-se cansados.

Então pode chegar o dia em que nossos pais se transformem, de fato, em nossos filhos. Que precisemos lembrá-los de comer, de tomar o remédio ou de pagar uma conta. Que seja necessário conduzi-los nas ruas ou dar-lhes as mãos para que não caiam nas escadas. Que tenhamos que prepará-los e colocá-los na cama. Talvez até alimentá-los, levando o talher a sua boca.

E eles serão filhos piores porque lembrarão que são seus pais. Reagirão as suas primeiras investidas porque sabem que, no fundo, você acha que lhes deve obediência. Enfraquecerão seus primeiros argumentos e tentarão provar que ainda podem ser independentes, mesmo quando esse momento tiver passado, porque é difícil imaginarem-se sem o controle total das próprias rotinas. Mas cederão paulatinamente, quando a força física ou mental reduzir-se e puderem encontrar no seu amor por eles o equilíbrio para todas as mudanças que os assustam.

Não será fácil para você. Não é a lógica da vida. Mesmo que você seja pai, ninguém o preparou para ser pai dos seus pais. E se você não o é, terá que aprender as nuances desse papel para proteger aqueles que ama.

Mas, se puder, sorria diante dos comentários senis ou cante enquanto estiverem comendo juntos. Ouça aquela história contada tantas vezes como se fosse a primeira e faça perguntas como se tudo fosse inédito. E beije-os na testa com toda a ternura possível, como quando se coloca uma criança na cama, prometendo-lhe que, ao abrir os olhos na manhã seguinte, o mundo ainda estará lá, como antes, intocável, para ela brincar.

Porque se você chegou até aqui ao lado dos seus pais, com a porta aberta para interferir em suas vidas, foi porque tiveram um longo percurso de companheirismo. E propor-se a viver esse momento com toda a intensidade só demonstrará o quanto é grande a sua capacidade de amar e de retribuir o amor que a vida lhe ofereceu.

Texto de ANA LÚCIA GOSLING