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O tempo e como nos relacionarmos com ele.

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Tempo, tempo, tempo…

O tempo passa; adianta; corre; voa; avança; leva; faz esquecer e faz lembrar; faz ter esperança e faz perder a esperança; dá paciência e a tira também; faz ter certezas e faz perder todas elas; dá o controle por horas-minutos-segundos e faz perder o controle por avançar - aconteça o que acontecer -; eterniza momentos e faz outros apenas serem um lapso; traz amigos-famílias-amores e leva amigos-famílias-amores; une-nos em determinados períodos e afasta-nos em outros…

AH, SE NÃO FOSSE O RAIO DESSE TEMPO…

Esse tempo que inventamos, que montamos, que criamos, que contamos, que somamos, que diminuímos, que multiplicamos, que dividimos e que nos guia em nosso dia e em nossas decisões.

Ah, homem, que não sabe quanto tempo tem e nem quando tudo aconteceu. Não sabe quando chegou aqui, não sabe se já viveu aqui, não sabe se já foi a outros lugares, não sabe se nascerá, não sabe todos que são seus pais, mães e irmãos.

Que horas são agora?

Quem disse isso? Foi o céu, o sol, a lua, o mar, as estrelas, a terra, a natureza? Mas nenhum deles lhe mandou viver por isso. Mendigamos segundos, minutos, horas, dias, semanas, meses, anos e décadas, sem saber nada sobre isso. Apenas tratamos da matemática, mas esquecemos a nossa história, a nossa geografia, a nossa física, a nossa química e que tudo isso está em constante mudança.

Não deixe o tempo enjaulá-lo. Saia dos seus limites. Você provavelmente tem um tempo para tudo: trabalhar (talvez o maior deles), comer, dormir, ler, escrever, exercitar-se, namorar, cuidar, comprar, brincar (talvez o menor deles). Talvez não sejamos sempre a mesma pessoa: quando brinco, posso ser diferente de quando trabalho; quando cuido, posso ser diferente de quando namoro… E assim nos vamos particionando. Ficamos partidos e segmentados em personalidades, enquanto o nosso maior objetivo é ser união.

Temos família, parentes, amigos, colegas e namorados para promover essa união. Temos um trabalho para fazer algo em conjunto, temos uma religião para nos aproximar de algo maior, temos um relacionamento para nos unir em pensamentos e emoções e temos uma família para aprendermos a viver em amor.

Inventamos o dinheiro, mas, na verdade, o que estamos sempre trocando é o nosso tempo. Esse tempo que poderia ser mais aproveitado, ou não. Vamos à escola, para que o nosso tempo possa ser valorizado no futuro. Na faculdade, também acontece o mesmo: obtermos uma profissão que seja bem remunerada. Quando trabalho, assino um contrato de que receberei X reais para trabalhar X horas diárias/semanais. Para quem estou vendendo o meu tempo? Vale a pena vendê-lo? Gosto disso?

AH, SE NÃO FOSSE O RAIO DESSE TEMPO…

Teríamos tempo para nossos pais, para os nossos irmãos, para os nossos amigos, para os nossos amores, para sermos os nossos melhores sonhos, para fazermos o que gostamos, para estudarmos o que nos motiva… Teríamos tempo para sermos quem realmente estamos aqui para ser.

Tempo, já que você me deu tudo e um dia vai me tirar tudo, quero que saiba que não vou mais o seguir. Não vou mais me basear em você, não vou dividi-lo, não vou mais contabilizá-lo. Você continuará, mas uma grande parte de mim, não. E quero usá-lo, mas sem basear a minha vida em segundos-horas-minutos-dias. Eu quero deixar o passado e também o futuro. Eu quero o gosto de cada momento. Eu quero o agora, que é a única coisa que me deve, por me ter deixado chegar até aqui. Eu quero é viver sem medo do que aconteceu no passado e sem planejar um amanhã perfeito. Eu quero aprender a aceitar o que tem para agora e quero viver nisso, sem cobranças minhas ou dos outros.

Tempo, se eu viver por você, na verdade nunca terei vivido. Um dia tudo será passado. Quero aproveitar cada respiração, toda vez que eu tomar um banho, toda vez que eu colocar na minha boca aquela deliciosa comida, toda vez que os meus pés tocarem no chão e toda vez que sair um som da minha garganta.

Podemos experimentar dizer:

Tempo, me despeço de você, sabendo que, no fundo, você não vai embora, mas sim aquele velho padrão social. Eu o saúdo e agradeço.

Texto deVirgilio Magalde

Moça, valorize-se!

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Moça, valorize-se. Você merece muito mais do que estão te oferecendo!

Ele não ligou, não te procurou no dia seguinte ao encontro e não demonstrou que quer um relacionamento sério. Mas, como você acreditou em todas as palavras que ele disse, seu coração encontrou todas as justificativas possíveis para convencer o cérebro de que “com o tempo, ele irá te amar”.

Moça, não faça isso! Você merece muito mais do que estão te oferecendo. Você não precisa de quem te procura no final da noite, como última opção. Não precisa de alguém que não te assume, porque a vida de solteiro é mais interessante. Não precisa de alguém que te elogie só para te usar como estepe de relacionamento. Você, simplesmente, não precisa!

Eu sei que te ensinaram a ser a melhor em tudo: na escola, na faculdade, na família, no trabalho e que, por isso, lidar com a rejeição não é seu forte. Mas, acredite, há rejeições que são defesas.

Você nunca foi mulher para ser encaixada em agenda de segunda-feira ou no encontro de domingo à noite. Você nasceu para ser prioridade! Não aceite menos que isso. Não acredite nessa sua autoestima instável que grita que “qualquer relacionamento serve”.

Não corra atrás de quem sabe onde te encontrar. Dê a você o valor que merece, antes de exigir isso dos outros. Saiba diferenciar as pessoas que gostam de você em toda a sua essência, daqueles que são gentis por conveniência.

Sabe, não podemos exigir dos outros aquilo que não estão dispostos a nos dar. Então, deixe ir quem nunca quis ficar. Pare de tentar manter em sua vida, alguém que só se afasta. Não ligue, não peça, não insista. Não é preciso ouvir um “não” quando as atitudes deixam explícito isso. Faça como Pablo Neruda quando afirmava que “se sou amado, quanto mais amado mais correspondo ao amor. Se sou esquecido, devo esquecer também…Pois amor é feito espelho: – tem que ter reflexo.”

Pouco importa se ele mandou flores para se desculpar pelas grosserias da semana passada ou se ele te mandou mensagem para explicar porque te apresentou como amiga naquela festa. O que importa é a forma como você permite ser tratada.

Cuide mais de você e não fique tentando entender as escolhas dos outros. Cada um sabe o caminho que segue e a vida não é um roteiro de filme com final feliz garantido.

Agradeça pelas ligações não atendidas, pelos encontros em que ele não foi e pelas vezes em que ele disse em que vocês não combinavam. Ele estava certo! Você nunca combinou com gente desinteressada e fria mesmo.

Livre-se das relações tóxicas, afaste da sua vida quem lhe faz mal .

 

.

Em alguns momentos de nossas vidas percebemos que mantemos ao nosso lado pessoas e relações que não valem a pena, nos fazem mal ou que esgotam nossas energias.

Nem tudo são flores e em muitos casos não podemos escolher quem nos cerca, não há como pulverizar o colega de trabalho invejoso, o chefe arrogante ou o filho problemático, mas podemos selecionar melhor, por exemplo, com quem vamos cultivar uma amizade, nos relacionar na internet, entregar nosso amor, etc.

Muitas vezes contribuímos para isso adotando a postura de salvador do mundo ou o bonzinho 24hs, atendendo a todos, engolindo sapos, aceitando o inaceitável e compreendendo o incompreensível…

 Agimos desta forma por inúmeros motivos, talvez uma carência mal resolvida ou o hábito de medir nosso valor apenas pela opinião alheia, de qualquer forma é preciso estar atento para não pisotear a auto­-estima e se anular apenas para ser aceito ou pelo medo de ser rejeitado.

Em várias situações os abusos são consumados justamente porque permitimos, na verdade nem sempre somos “vítimas” dos mal intencionados e sim, responsáveis por dar abertura a quem não deveríamos e ainda mantê-­los em nosso convívio.

Por mais que queiramos exercitar a paciência, a tolerância, o perdão, a 

compreensão é quase impossível aplicar isso com certas pessoas. É preciso ser

prático para analisar bem com quem estamos gastando nosso precioso tempo.

O fato é que algumas relações nunca mudarão mesmo que façamos maravilhosamente o nosso papel, existem aqueles que nos fazem mal voluntariamente e não estão preparados ou interessados em interações saudáveis.

 Quando percebemos que estamos lidando com alguém nocivo é necessário nos afastarmos, deixar a culpa de lado e seguir em frente. Sentimos culpa porque em nosso íntimo acreditamos que é preciso ser sempre benevolente e compreensivo, do contrário, estaríamos agindo de forma egoísta ou cruel.

Mas não é bem assim.

Todos temos limites e limitações, não é vergonha ou maldade desistir

 de manter em sua vida alguém que não lhe agrega absolutamente nada e

que transforma a convivência em um verdadeiro inferno.

Todo tipo de relação requer entrega e reciprocidade, quando continuamos dando “murro em ponta de faca”, no final restam apenas exaustão física, mental e emocional…

Joga fora no lixo! Já dizia a sábia Sandra de Sá 🙂

Não mantenha em sua vida quem lhe prejudica, maltrata, aborrece ou entristece, desapegue-­se da imagem de bom moço ou boa moça que deseja avidamente pintar para o mundo, respeite seus sentimentos, diga adeus a quem não veio somar, não valoriza seus esforços, amor ou amizade e sequer tenta ser alguém melhor para contribuir nesta troca.

 É necessário resgatar o nosso amor próprio e fazer uma faxina nas relações de tempos em tempos para que possamos recuperar nossas forças e seguir adiante, deixando de lado o remorso irracional que sentimos ao abandonar algo que nos faz mal e valorizando a lição que isso nos trouxe.

Não é nenhum crime se afastar do amigo falso, do namorado mulherengo ou do colega inconveniente, tenha consciência de que você não é responsável pela evolução de todos os que passam pelo seu caminho, nem é preciso endireitar todo pau que nasce torto… 

Não  somos  obrigados  a  aceitar  tudo,  devemos  fazer  o  bem  também  a  nós  mesmos, respeito  é  imprescindível,  e  neste  caso  é  o respeito  pelos  nossos  limites  e vontades.

Escolher, quando possível, quem desejamos manter em nossas vidas é um direito que nos cabe e um dever para com a nossa felicidade.

Sua decisão, pode surgir ressentimentos, atritos e até difamações afinal muitos preferem julgar e apedrejar o que lhes foge ao entendimento pois é mais fácil do que fazer uma auto reflexão ou respeitar a escolha do outro, mas este é um preço baixo que se paga pela liberdade de ter ao seu lado as pessoas que lhe agregam, auxiliam, completam e motivam.

Precisamos saber e fortes para fazer a nossa parte sem nos violentar.

 Discernir relações saudáveis com problemas normais de relações tóxicas

 e administrar isso de forma que possamos ser felizes .  

Vamos nos dedicar mais a quem está aberto para aceitar o que temos

a oferecer e que também nos dão, não a perfeição, mas o seu melhor

e tirar de nossas vidas todos aqueles que só vem para trazer a discórdia,

aborrecimentos, as críticas negativas, maus tratos e

nos desequilibram sem o menor escrúpulo.

 Não se acomode e nem se conforme com relacionamentos

destrutivos ou desagradáveis, sejam eles de amizade, amor ou

até superficiais.

Aprenda a dizer não e a ser mais seletivo, posso afirmar com 

toda certeza : 

Não é nada fácil, mas é libertador ! 

 Texto de :  Samanta Sammy

Camille Claudel

Camille Claudel foi assistente de trabalho e companheira de Auguste Rodin em um romance altamente destrutivo. Mas, o maior drama de sua história foi o fato de que seu talento extraordinário levaria décadas para ser reconhecido.

 

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Camille Athanaïse Cécile Cerveaux Prosper (1864-1943), ou Camille Claudel, como ficou conhecida, nasceu em Aisne (França), e cresceu em Villeneuve-sur-Fère.

Sua brincadeira de infância preferida era fugir de sua casa, sem que os adultos percebessem, para que ela e seu irmão Paul Claudel fossem para as montanhas que cercavam a vila, local no qual se encontrava o barro que era esculpido por eles durante a brincadeira.

Diferentemente de sua mãe, o pai de Camille, Louis Prosper, começou a se orgulhar das esculturas realizadas por ela, cujas primeiras figuras retratavam personagens como Napoleão, Davi e Golias e membros da família. Em 1881, acreditando na genialidade da filha de 17 anos, Louis Prosper a levou a Paris, palco da efervescência artística do século XIX.

Camille enfrentou várias diversidades diante desse novo mundo: contava com pouco dinheiro para sobrevivência, mal conseguia pagar o local onde morava e tinha dificuldade para comprar o mármore e o bronze para suas esculturas. Além disso, a escultura ainda era classificada como uma atividade essencialmente masculina, tendo Camille que colocar seu talento à prova a todo momento.

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Camille Claudel – “Jovem com um feixe [de trigo]” (1887)

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Camille Claudel – “A velha Helena”

A artista passou a ter aulas com Alfred Boucher, que a apresentou ao diretor Nacional de Belas Artes, Paul Dubois. Esse identificou semelhanças entre o trabalho de Camille Claudel e de Auguste Rodin e os apresentou. Nesta época, Rodin ainda não era famoso, mas era amado pelos vanguardistas da arte impressionista.

Rodin convidou Camille para trabalhar como sua assistente, a única mulher entre o grupo de artistas contratados para auxiliá-lo em uma de suas maiores obras: “Os Burgueses de Calais”. Camille era incumbida de esculpir pés e, principalmente, mãos, e era por meio das mãos que, segundo especialistas, Rodin costumava definir a emoção de seus personagens.

Camille tornou-se musa de Rodin. Eles se tornaram também amantes e, posteriormente, rivais.

Camille teria sido a modelo para esta escultura de Rodin: camille dana 02.jpg

Auguste Rodin – “A Danaide” (1885)

O relacionamento de Camille e Rodin configurou-se, desde o início, em algo extremamente conturbado. Rodin se recusava a deixar sua esposa e filho para viver definitivamente com Camille, o que tornou a proximidade de ambos atormentadora. Eles também brigavam pela autoria na concepção de obras.

Na interpretação da historiadora Monique Laurent, ex-diretora do Museu Rodin, Auguste Rodin tinha medo de assumir seu relacionamento com Camille por ser consciente da inteligência e do talento de sua amante, o que fazia dela uma artista que poderia suplantá-lo.

Sakuntala, também conhecida como Vertumnus e Pomona (1888), é um marco na trajetória de Camille Claudel. A escultura é inspirada no conto do poeta hindu Kalidasa e retrata o momento do reencontro de Sakuntala e seu marido, após um longo período de separação causado por um feitiço.

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“Sakuntala” ou ” “Vertumnus e Pomona” (1888)

Em 1892, após passar por um aborto, Camille decidiu se afastar de Rodin e desvincular sua arte da obra dele, embora os amantes tenham se encontrado por mais algum tempo depois dessa decisão. E foi nesse processo de distanciamento e rompimento que o trabalho de Camille Claudel teve seu período mais profícuo.

Suas obras desse período demonstram amadurecimento de concepções e de técnicas. Camille estudou arte oriental e, de 1894 a 1897, Camille passou do realismo ao fantástico e buscou trabalhar com a miniaturização de cenas de movimento.

Fazem parte desse período de grande produtividade de Camille as obras:

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“A Valsa” (1892)

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“As Bisbilhoteiras” (1893)

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A Pequena Castelã” (1893)

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“Reflexão Profunda” (1898)

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“A Onda” (1903)

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“A Tocadora de Flauta (1905)

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“A Idade Madura” (1899) – Museu D’Orsay – Paris

Em consequência da falta de reconhecimento de seu trabalho, dos conflitos com Rodin e após não conseguir se recuperar de um grande golpe que foi para si quando “A Idade Madura”, considerada a mais autobiográfica de suas obras, foi recusada pela Exposição Universal de 1900, mesmo após ter sido encomendada para a referida exposição, Camille passou a viver trancada em seu estúdio e a considerar que havia um complô de Rodin contra ela.

Camille continuou a sofrer preconceito pelo fato de ser uma mulher inserida no universo dos escultores e por ser acusada de copiar o trabalho de Rodin.

Em 1913, Camille Claudel foi diagnosticada como portadora de delírio paranoico e internada em um manicômio. Nunca mais voltou a esculpir e permaneceu nesse local durante 30 anos, até morrer em 1943, aos 79 anos de idade.

O amplo reconhecimento de seu talento só viria muitas décadas depois de sua produção.

Fontes:

WAHBA, Liliana Liviano. “Camille Claudel: criação e loucura”. Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos, 2002.

DELBÉE, Anne.”Camille Claudel”. São Paulo: Martins Fontes, 1988.

Revista Aventuras na História. Editora Abril: nº 05 – janeiro/2004

Texto de : 

ANA CÉLIA ELLERO

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Esqueça as contas !

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Por favor, me deixe pensar que pelo menos alguma coisa boa pode sair desse medo do desconhecido .

Apague a luz do corredor e desliga as preocupações sobre a insônia.

Vamos comer pudim ,sorvete com pipoca e beber uns 3 copos cheios de Nescau geladão.

Ok, tá bom eu troco tudo por cervejas geladas.

Coloca a Nina Simone bem alto, deixa pra lá os vizinhos…eles não sabem o que dizem e nem sabem o que ouvem.

Não deixe de trancar a janela do seu pesar e abrir a porta da esperança, não a do Sílvio Santos…A porta mesmo, escancara que ela entra, é meio tímida no começo, depois acostuma com nossa sede dela.

Esqueça as contas e a sua falta de ar.
Me dê sua mão e vem dançar no escuro de nossos murmúrios iluminados.

Vamos ser indecentes e puros como o vinho casto….

Elisabete Cunha

Tanto Faz !

 

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Maldita parafernália eletrônica que nos mantêm cativos voluntários de seus atrativos.

E alguém quer ficar livre livre disso? Meia dúzia, talvez, consiga viver no acrisolamento “sociovirtual”. Mas a maioria dirá que não abre mão das facilidades que elas nos trazem.  Ocorre que você envia uma mensagem para alguém e o aplicativo mostra: mensagem enviada, mensagem entregue, mensagem lida… Mas a pessoa, do outro lado da tela, não lhe responde.

Tudo bem, o mundo está uma loucura. A gente fica antenado dezoito horas por dia e são tantas atualizações: email, WhatsApp, Facebook, Google +, Twitter, Instagram, Mesenger… Ufa.. E tem alguém ali, em todas elas, dizendo “oi”.

Um “oizinho” não é importante, deixa pra lá, depois falo com essa pessoa. Depois do “oi”, você envia outra mensagem que é visualizada e ignorada. Tudo bem, lá vamos nós, o mundo anda uma correria… e blá, blá… Mas então você percebe que a pessoa entrou várias vezes – maldito aplicativo que tudo informa – e ela sequer envia um emoticon pra dizer, “perai”. Não pode escrever? Manda um áudio. Visualizar e não responder – em momento algum – é deselegante e demonstra desrespeito por quem envio. E o respeito é a coisa mais importante em todos as relações.

 (“Nunca o nosso mundo teve ao seu dispor tanta comunicação. E nunca foi tão dramática a nossa solidão”, disse Mia Couto em um de seus discursos.

E Zygmunt Bauman completa: “Eu penso que a atratividade desse novo tipo de amizade, o tipo de amizade de Facebook, como eu a chamo, está exatamente aí: que é tão fácil de desconectar. É fácil conectar e fazer amigos, mas o maior atrativo é a facilidade de se desconectar. Na internet é tão fácil, você só pressiona ‘desfazer amizade’ e pronto, em vez de 500 amigos, você terá 499, mas isso será apenas temporário, porque amanhã você terá outros 500, e isso mina os laços humanos”. )

“Mas, por quê a mensagem enviada é quase sempre é ignorada num ‘tô nem aí se essa pessoa me envia uma mensagem ou não’ – Você pensa: ‘o que eu disse de errado?’.

Nunca antes a indiferença, maquiada pela tecnologia, ‘destruiu’ tantas expectativas como atualmente. Não é o ‘ódio’ pelo outro que desmonta seu sorriso tão duramente costurado. Não é a ofensa que apaga do coração a centelha de uma afinidade qualquer. O que entristece a alma, aquilo que pode afogar os sentimentos mais básicos de um coração, chama-se indiferença. A indiferença é arte do desdém.

Quem pratica a indiferença possui uma veia artística. Esse tipo de pessoa costuma pintar em matizes opacas no rosto do desdenhado a palavra ‘desumanidade’. Pois o que seria a indiferença senão a desconstrução da humanidade? Quem pratica a indiferença – ‘te respondo quando me der na telha e olhe lá’ – faz do outro qualquer coisa, menos ser humano.

Ignorar aquele que nos escreveu uma mensagem, que deixou um recado na caixa postal do telefone ou que nos enviou um ‘olá’ pelas redes sociais é desrespeitoso.

Quem já leu Franz Kafka sabe o que é ver a indiferença tomar ares épicos. Tomo como exemplo ‘O Processo’. Na obra, um homem é processado sem saber o porquê procura entender o crime que cometeu sem ter cometido crime algum. Ele recebe menosprezo de seus detratores, amigos, família… todos. É visível durante a obra uma desconstrução de sua personalidade até sobrar nada mais do que algo, não alguém.   O mesmo aconteceu com ‘monstro’ erudito do doutor Frankenstein. Foi o desprezo, o preconceito, generalização e discriminação que o transformou numa criatura cruel.

Não é preciso morrer de amores por alguém que lhe escreve um ‘oi’ e você por educação lhe retribui com outro singelo ‘oi‘. Nunca soube de alguém que morresse por ser gentil, educado. Sejamos gentis nem que seja para dizer “gostaria que você não me escrevesse mais, ok?”. Acredite, isso soa mais ‘delicado’ do que o silêncio da indiferença.

A multiplicidade  aplicativos que nos conectam, carregam em seu DNA, como se projetados de fábrica, o recurso do desdém. É óbvio que não é uma boa ideia dar corda para aquele chato que a todo custo quer sair com você (Desfazer amizade e/ou bloquear são cortesias dos aplicativos). Mas pior ainda é silenciar diante das conexões virtuais. Estar conectado com todos é, ao mesmo tempo, não estar com ninguém. Não são poucos os que abdicam da vida social para viver atrás de um avatar que lhes garanta o anonimato.  Ledo engano. Estamos todos mergulhados, alguns mais, outros menos, no lago da decisão alheia. Ele vai me responder? Ela vai me ligar? Poxa, não custa nada. E assim dependentes de palavras vindas do outro lado da tela permanecemos ansiosos e reféns da indiferença.

Utilizo como exemplo algo que foi fantástico aos meus olhos. Enviei no modo ‘mala direta’ por e-mail algumas dicas de filmes e livros para várias pessoas. Nessas ocasiões é ‘normal’ não se esperar respostas. Mas a minha surpresa foi quando uma colega de livre vontade, com sua educação peculiar, me respondeu agradecendo as dicas.

É assim com pequenos gestos de atenção e respeito pelo outro que a sociedade muda. Se o desdém, a indiferença, a insensibilidade podem matar almas; gestos de educação podem revigorá-las. E isso vale mais que mil beijos.

Texto de Israel de Sá (Adaptado) 

Fonte -http://www.portalraizes.com

OS VOTOS – Sérgio Jockymann.

 

1-69
Poema que inspirou Frejat na música Amor pra Recomeçar

Desejo primeiro que você ame e que amando, seja também amado.
E que se não o for, seja breve em esquecer e esquecendo não guarde mágoa.
Desejo depois que não seja só, mas que se for, saiba ser sem desesperar.
Desejo também que tenha amigos e que mesmo maus e inconsequentes sejam corajosos e fiéis.
E que em pelo menos um deles você possa confiar e que confiando não duvide de sua confiança.
E porque a vida é assim, desejo ainda que você tenha inimigos, nem muitos nem poucos, mas na medida exata para que algumas vezes você interprete a respeito de suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo para que você não se sinta demasiadamente seguro.
Desejo depois que você seja útil, não insubstituivelmente útil mas razoavelmente útil.
E que nos maus momentos, quando não restar mais nada, essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.
Desejo ainda que você seja tolerante, não com que os que erram pouco, porque isso é fácil, mas com aqueles que erram muito e irremediavelmente.
E que essa tolerância nem se transforme em aplauso nem em permissividade, para que assim fazendo um bom uso dela, você dê também um exemplo para os outros.
Desejo que você seja triste, não o ano todo, nem um mês e muito menos uma semana,mas um dia.
Mas que nesse dia de tristeza, você descubra que o riso diário é bom, o riso habitual é insosso e o riso constante é insano.
Desejo ainda que você afague um gato, que alimente um cão e ouça pelo menos um João-de-barro erguer triunfante seu canto matinal.
Porque assim você se sentirá bom por nada.
Desejo também que você plante uma semente por mais ridículo que seja e acompanhe seu crescimento dia a dia, para que você saiba de quantas muitas vidas é feita uma árvore.
Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro porque é preciso ser prático. E que pelo menos uma vez por ano você ponha uma porção dele na sua frente e diga: Isto é meu.
Só para que fique claro quem é o dono de quem.
Desejo ainda que você seja frugal, não inteiramente frugal, não obcecadamente frugal, mas apenas usualmente frugal.
Mas que essa frugalidade não impeça você de abusar quando o abuso se impor*.
Desejo também que nenhum de seus afetos morra, por ele e por você. Mas que se morrer, você possa chorar sem se culpar e sofrer sem se lamentar.
Desejo por fim que, você tenha ao seu lado alguém bom para lhe aceitar como você é e que sejam felizes sendo quem são.
E que se amem hoje, amanhã, depois, no dia seguinte, mais uma vez e novamente de agora até o próximo ano acabar.
E que quando estiverem exaustos e sorridentes, ainda tenham amor pra recomeçar.