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A Felicidade na Vitrine


Em nenhuma outra época “ser feliz” ganhou tanta notoriedade. Mas será que é necessário tanto estardalhaço para mostrar ao mundo o quanto valorizamos nossas conquistas?

A felicidade é o novo status?

Não sei dizer do que mais gostei no livro “O Arroz de Palma”, de Francisco Azevedo. O livro é delicado e simples; seus personagens são repletos de defeitos e virtudes, com abundância daquilo que existe de mais humano em nós. Tia Palma e Antonio, os personagens centrais, parecem nossos chegados, e tia Palma não peca pelo excesso de palpitações. Um dia, a pitoresca senhorinha vai passear na casa de Antonio. Chegando lá, se depara com o arroz_ que tem uma história linda_ exposto dentro de um pote de cristal no restaurante do sobrinho. Sábia, pega o rapaz pelo braço e aconselha baixinho:

” O arroz é tua felicidade. Não deves fazer alarde dela. A felicidade desperta mais inveja que a riqueza.”

Tia Palma tinha razão. Expôr a felicidade é vaidade. Não basta ser feliz, ter afetos à sua volta, comida à mesa, teto, paz? É preciso expôr para validar?

Com o tempo a gente aprende: A alegria incomoda. E desperta desejos. Sempre haverá alguém querendo experimentar um pouquinho do seu arroz_ esse, que você valoriza tanto.

Não é pecado ser feliz. Não há nada de errado em irradiar alegria. O perigo é usar isso para alimentar o ego. Felicidade e ego não combinam, e é aí que muita gente se dá mal. Felicidade é benção. O arroz é benção. Mas quando você se engana colocando-o num pedestal e se infla por possuí-lo, ele deixa de ser dádiva. Passa a ser instrumento de sua vaidade, e atiça a cobiça.

Não precisamos ser publicitários de nosso bem estar. Não é preciso estardalhaço para mostrar ao mundo nossa vitória_ contra a solidão, contra a baixa estima, contra o tédio. É fácil vestir um personagem e mostrar a perfeição, mas aprendi que quem tem certeza de que é possuidor de riquezas não fica mostrando por aí. Não precisa postar no facebook nem viver de aparências.

Se você não deseja inveja à sua volta, permita-me um conselho: Cuide de seus canteiros com humildade. Exercite o encantamento do agricultor que se maravilha com o desabrochar da roseira mas não tenta esconder os espinhos nem as pragas.

Toquinho, em “À sombra de um Jatobá”, cantou lindamente : “Poucas coisas valem a pena, o importante é ter prazer… longe do amor de quem nos finge amar…”

Preste atenção à sua volta. Você não precisa de bajuladores, de um milhão de amigos que reafirmem quem você é. O importante é ter poucos e bons afetos, aquela turminha que sabe do seu sabor, de suas lutas diárias e vitórias merecidas.

Gosto de gente sem agrotóxico. Que não tem vergonha de sua casca “mais ou menos” e se perdoa pelas pragas. Que não tem medo de expôr suas fragilidades do mesmo modo que se vangloria de suas virtudes.

Gente que não se infla para parecer maior do que é. Gente que se humaniza e se aproxima de mim.

Que não faz alarde de sua felicidade, mas valoriza o que vale a pena _ como a sombra de um Jatobá…

Texto: FABÍOLA SIMÕES

Super Poderosas – Plantas Medicinais

  • 6 Plantas medicinais super poderosas, curativas e versáteis

Essas 6 plantas medicinais super poderosas que tem histórico de serem super curativas e versáteis.

Já são utilizadas em diversos remédios da medicina tradicional e eram super conhecidas pelos antigos povos em tratamentos medicinais.


1 – Cannabis

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Legal até 1970, quando tornou-se classificada como uma droga pesada.

O cânhamo é uma planta notável e renovável, oferecendo todos os usos tipos de produtos e alimentos que superam algodão e plástico.

Além de tecidos, o cânhamo é utilizado na fabricação de papel, cordas, alimentos (principalmente forragem animal) e para a fabricação de óleos, resinas e combustíveis.

É cinco vezes mais resistente que o algodão, e com seus longos feixes de até 4,5 m é usado para fabricar cordas e amarras de navios pois são bastante resistentes.

A planta é integralmente utilizada para os mais diversos fins, mas destaca-se especialmente a sua fibra, também chamada de filame, muito usada na indústria de papel, pois um hectare de cânhamo produz o mesmo que quatro hectares de eucaliptos, num período de vinte anos.

Da semente extrai-se um óleo muito usado nas indústrias de cosméticos como base para cremes, shampoos, óleos hidratantes, etc, na indústria mecânica para vernizes, lubrificantes, combustíveis, tintas e outros.

Sementes de cânhamo podem ser ingeridas cruas, preparadas junto de outros alimentos, germinadas, transformadas em leite de cânhamo, no chá e podem ser usadas para cozinhar.

As folhas frescas podem ser consumidas em saladas. Produtos já produzidos com cânhamo incluem cereais, waffles, tofu, creme, óleos, farinhas, bolos, suplementos em pó, cereais orgânicos, leite e até mesmo sorvete.

Aproximadamente 44% do peso total da semente de cânhamo é composto por óleos comestíveis, contendo cerca de 80% de Ácido graxo essencial, tais como o ácido linoleico, ômega-6, ômega-3, ácido estearidônico.

Proteínas, incluindo a edestina, são o segundo principal componente das sementes e ainda assim perdem apenas para soja em sua concentração(33%).

Os aminoácidos da semente de cânhamo são quase tão “completos” quanto fontes comuns de proteínas, tais como o trigo, o leite, os ovos e a soja.

A proteína do cânhamo contém todos os 20 aminoácidos conhecidos, incluindo osnove essenciais que os indivíduos adultos não podem produzir.

Diferentes variedades de cânhamo possuem diferentes concentrações do psicoativo da maconha, o tetraidrocanabinol (THC).


2 – TANSY – Catinga-de-mulata

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Também conhecida pelos nomes de catinga-de-mulata, tanaceto, atanásia, erva-de-São-Marcos, entre outros, é uma erva medicinal encontrada na Europa, América do Norte e América do Sul em abundância.

As flores são pequenas de cor amarelo dourado agrupadas em capítulos formando um corimbo denso e aplanado, florecem no verão.

A planta é usada principalmente como vermicida, e também para hemorróidas, pois é tóxica a vermes intestinais.

A infusão de flores é um antihelmíntico recomendado contra as áscaris e os oxiuros. Em sua aplicação externa se aplica seu azeite para combater o reumatismo.

O Tanacetum parthenium é uma das plantas mais úteis para combater as migrâneas (síndrome migranosa) e transtornos menstruais em geral, assim como sua regulação.

É empregada em infusão, tintura mãe e extrato fluido. Seu princípio ativo -matricarina – se emprega em medicina convencional para os mesmos fins.

Seu uso também inclui combater problemas como taquicardia e epilepsia.

Na cultura popular, é uma erva usada para causar aborto espontâneo devido a sua toxicidade em doses excessivas.

Praticantes de candomblé utilizam a planta e suas propriedades aromáticas para fazer loções protetoras contra maus fluidos, bem como na água de cheiro.

 


3 – Hortelã

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Hortelã é uma poderosa planta com diversas utilidades e poderes.

São utilizadas para acalmar dores de cabeça, náuseas, acalmar o estômago, reduz o nervosismo e fadiga, é um antiviral bastante eficaz, tornando-o útil para combater resfriados e gripe.

Hortelã pode ser descrito como uma das ervas mais usados extensivamente no mundo da culinária.

Ele também tem muitas propriedades medicinais e é conhecida por fazer maravilhas ao sistema digestivo.

Hortelã tem poucas calorias, mas contém muitos nutrientes.

Ele fornece apenas 70 calorias por 100 gramas de seu consumo. Ela é uma rica fonte de fibra dietética e de proteína.

É rica em Vitamina C, vitamina B e Vitamina D e minerais como Magnésio, Ferro, sódio e Potássio.

Óleo de hortelã é usado em vários medicamentos para evitar dores de cabeça e o tratamento da depressão

Muitos perfumes e sabonetes aromáticos também estão disponíveis, que ajuda a elevar o humor.

Eles podem ser mantidos abaixo do travesseiro, a fim de obter um efeito relaxante e de uma Boa Noite de Sono.

Benefícios da Hortelã para a pele: A Hortelã é muito benéfico para a pele.

Possui propriedades anti-inflamatórias e é anti-pruriginosas; ele pode ser aplicado diretamente sobre as áreas que coçam.

Ele pode ser usado como um purificador para remover a pele morta e podem ajudar a trazer brilho para a pele.

O Hortelã é uma excelente fonte de antioxidantes e contém ácido rosmarínico, que ajuda a combater os radicais livres e protege a pele contra o câncer de pele.

Ele pode ser aplicado para a acne e espinhas. Tem efeito calmante e refrescante que ajuda na prevenção de acnes.

Benefícios da Hortelã contra o Câncer: Menta restringe o metabolismo das células cancerosas. Ele contém álcool perílico que limita o crescimento de células cancerígenas.

O câncer de próstata pode ser prevenido pelo seu consumo, pois ajuda a desestabilizar a estrutura do DNA. Os carotenóides e retinóides também estão presentes na hortelã que é útil contra câncer de fígado.

Outros Benefícios da Hortelã para Saúde:

  • Hortelã é conhecido como um limpador de sangue e ajuda na liberação de toxinas. É diurético e é útil para eliminar os resíduos corporais.
  • Hortelã foi usado para a saúde oral. É consumida para restringir o mau hálito. Combate bactérias e germes na boca. Também protege os dentes e gengivas.

4 – Alfafa

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Alfafa (Medicago sativa) é uma planta medicinal também conhecida como lucerna. Pertence a família das Leguminosas.

Amplamente utilizada como alimento para ruminantes em regiões de clima temperado e seco.

O nome alfafa é de origem árabe, derivado de al-fac-facah, que significa “o pai de todas as comidas”.

A alfafa é muito nutritiva, apresentando importantes qualidades como: proteína bruta=22 a 25%, cálcio= 1,6%, fósforo= 0,26% e NDT = 60%, níveis muito superiores aos de outras fontes de alimentos habitualmente utilizados (milho, cana-de-açúcar e capim-elefante)

Suas propriedades medicinais se encontram nas folhas, flores e principalmente nos brotos de alfafa.

A planta é altamente nutritiva, traz benefícios para a glândula pituitária (hipófise),alcaliniza o corpo rapidamente e desintoxica o fígado.

Externamente é utilizada em feridas. É usada como uma erva de banho e enxaguante para cabelo.

A raiz da alfafa pode ser descascada, secada e desfiada para ser usada como uma espécie escova de dentes natural, pois a planta possui propriedades medicinais para combater a halitose (mau-hálito).

Alfafa, além de ser rica em clorofila e cálcio, possui vitamina C, vitamina K, ácido fenólico, ácido fólico, cobre, fósforo, manganês, ferro, zinco, flúor e várias outras substâncias.

Possui propriedades antioxidantes e ajuda a diminuir os níveis de colesterol, reduzindo o risco de aterosclerose.

O ácido fenólico ajuda a prevenir a formação de coágulos sanguíneos, reduzindo a incidência de doenças cardiovasculares.

Os carotenóides previnem o surgimento de doenças degenerativas nos olhos.

Também é indicado que os carotenoides podem ajudar a prevenir o aparecimento de alguns tipos de câncer e doenças do coração.

O efeito diurético da alfafa evita que o corpo retenha muitos líquidos.

A alfafa também, por ser um alimento alcalino rico em sais minerais como magnésio, potássio, ferro, zinco e sobretudo cálcio, ajuda a eliminar o sódio em excesso no corpo, evitando a ocorrência de gota.

Ajuda a equilibrar o fator ácido-base do corpo, evitando a acidificação do sangue. Contém saponina com ingrediente ativo, que no intestino, funciona como um emulsificante de gordura, fazendo com que o corpo não absorva dessa gordura, e que a mesma seja eliminada pelo organismo.

A alfafa, rica em proteínas, é um bom fortificante contra o raquitismo.

É eficaz no tratamento de anemias, deficiência de ferro no corpo. Auxilia a circulação sanguínea, protegendo de hemorragias.

O chá de alfafa tomado em jejum recalcifica os ossos e combate o raquitismo e o excesso de ureia, além de ser um calmante natural.

Também combate o escorbuto (doença causada pela deficiência de vitamina C no corpo), falta de apetite, má digestão, úlceras nervosas, cistite, reumatismo e artrite.

As flores e as folhas podem ser comidas em forma de salada ou cozidas na panela.

O broto pode ser cozido e depois consumido em forma de legume na salada ou adicionado a sopas.

Onde a alfafa cresce selvagem e abundante, é um indicador que a terra em questão é bastante rica em minerais.

Muitos fazendeiros plantam alfafa em suas propriedades rurais de forma à enriquecer a terra, que passa a dispor de grande fixação de nitrogênio.

Quando as vacas são alimentadas à base de alfafa, a produção de leite costuma aumentar. Também é explorada comercialmente para a extração de clorofila.

Segundo a EMBRAPA, a alfafa foi introduzida no Brasil pelo Rio Grande do Sul, a partir do Uruguai e da Argentina.

Dentre os fatores que ainda dificultam sua expansão no Brasil, destaca-se o pouco conhecimento, por parte de produtores, das exigências da cultura quanto à fertilidade do solo, do manejo, e das práticas de irrigação, e principalmente a limitada produção de sementes e a inexistência de cultivares adaptadas às principais pragas e doenças, que acompanham a alfafa em todo o mundo.

5 – Sálvia 

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A maioria de suas propriedades medicinais encontra-se, principalmente, em suas folhas – de onde é possível extrair óleos aromáticos, resinas e bálsamo.

A sálvia é uma planta medicinal que pode ser utilizada no tratamento de diversas doenças, como bronquite ou gengivite.

Para que serve a sálvia

A sálvia serve para facilitar o tratamento de aftas, bronquite, caspa, catarro, gengivite, reumatismo, vômito, tosse, diarreia, diabetes e indigestão.

As propriedades da sálvia incluem sua ação anti-inflamatória, anti-reumática, balsâmica, cicatrizante, digestiva, anti-sudorífica e tônica.

Flores cor de rosa avermelhado da planta pode ser usada para tosses e resfriados, mas eles são uma excelente desintoxicante e limpador de sangue também.

A sálvia pode ser uma grande aliada das mulheres, já que, por estimular a vesícula biliar, favorece o transito intestinal, melhora a digestão e, portanto, diminui a circunferência abdominal.

Ou seja, diminui barriga.

Além disso, por ser considerada uma planta carminativa, a sálvia ajuda a eliminar os gases que contribuem para o aumento da barriga.

A ação diurética também contribui para os benefícios entre mulheres, pois ela evita a retenção de líquidos.

Contraindicações da sálvia

A sálvia está contraindicada durante a menstruação, gravidez, aleitamento ou em indivíduos com problemas renais.

Benefícios do chá de sálvia

O consumo frequente do chá de sálvia ainda limpa completamente as vias respiratórias, cura hemorróidas, contém hemorragias menstruais, trata cólicas e alivia os sintomas da menopausa.

Já para curar feridas ou úlceras, faça compressas com o chá e passe no local desejado. Este procedimento também é válido para auxiliar nas dores de cabeça mais fortes, como a enxaqueca.

Mas sálvia também serve como um calmante natural.

Sua infusão acalma o sistema nervoso e controla a ansiedade, proporcionando uma noite de sono calma e sem interrupções.

Óleo

A planta também pode ser usada em forma de óleo.

Suas propriedades, que são a cânfora, o cineal e o beta-tujona, auxiliam no tratamento de entorses e inchaços.

Curiosidade: Sálvia para espantar energias ruins.

Além das propriedades medicinais, a sálvia cuida também das energias da casa. A prática de queimar algumas folhas para defumar a casa é comum para afastar vibrações negativas.

Conforme o conceito Ayurveda, essa planta é um incenso natural e traz energias positivas por um bom tempo e para o ambiente.

Para eliminar o mau olhado do corpo é indicado tomar um banho com o chá de sálvia.

Como fazer chá de Sálvia

Em uma chaleira com um litro de água, coloque 2 colheres de sopa de folhas e deixe no fogo até levantar fervura. Tampe abafe por 10 minutos. Coe e adoce com açúcar ou mel a gosto.

6 – Trevo Vermelho


O trevo vermelho é uma erva selvagem e membro da família das leguminosas.

O trevo vermelho é uma fonte com muitos nutrientes, incluindo o cálcio, o cromo, o magnésio, a niacina, o fósforo, o potássio, a tiamina e a vitamina C.

Aqui estão os 6 benefícios do trevo vermelho para saúde:

Prevenção de Câncer: O trevo vermelho contém isoflavonas, uma substância semelhante ao estrogênio.

Estudos da Universidade de Maryland Medical Center mostram que as isoflavonas pode impedir as células cancerígenas de se desenvolver e até mesmo matar certos tipos de câncer, incluindo o de próstata e câncer endometrial.

Em 2010, Isso foi mostrado em um estudo japonês isoflavonas associado à diminuição do risco de câncer de pulmão em não fumantes.

É importante observar que os investigadores acreditam que as isoflavonas poderão também contribuir para certos tipos de crescimento do câncer.

Pacientes com câncer de mama são desencorajados a usar o trevo vermelho até que mais pesquisa os conduzida.

Saúde do Coração: As isoflavonas encontradas no trevo vermelho pode ajudar a aumentar o bom colesterol HDL, reduzindo o colesterol LDL ruim.

O trevo vermelho também tem sido associada com as artérias mais fortes e podem ter qualidades para diluir o sangue, os quais ajudam a prevenir ataques cardíacos e doenças cardiovasculares.

Saúde Óssea: O trevo vermelho pode ajudar a prevenir a osteoporose, especialmente em mulheres na menopausa.

A perda de estrogênio no corpo está ligado ao desenvolvimento de osteoporose e o trevo vermelho contém fitoestrogénios, que imitam estrogénio natural produzido no corpo feminino.

A menopausa: O trevo vermelho contém fitoestrogénios, nomeadamente isoflavonas, que atuam de forma semelhante ao estrogênio produzido naturalmente no organismo feminino.

Estes phytoestrongens pode ajudar a conter muitos dos efeitos colaterais experimentados durante a menopausa, incluindo suores noturnos, afrontamentos, e enfraquecimento dos ossos.

Saúde da Pele: Os cremes de Trevos vermelhos foram utilizados com sucesso para tratar doenças da pele tais como eczema, psoríase, e outros tipos de pruridos.

Saúde Respiratória: O trevo vermelho pode ser útil no tratamento de condições respiratórias como a asma, bronquite e tosse.

Pode beneficiar o câncer de pulmão e aliviar os sintomas de outras doenças pulmonares.

No entanto, e preciso de mais evidência científica para confirmar a ligação entre o trevo vermelho e aliviar os sintomas de doenças respiratórias.

 

Fontes

http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%A2nhamo

 

MEDO – O GRANDE SABOTADOR

Danger

 

Você já sentiu medo do futuro, das possibilidades de escolha que a vida te ofereceu, de tentar fazer algo que você nunca fez por receio de não dar certo?

Vivemos adormecidos, sob o domínio do ego, que surge da identificação com a forma, com algum tipo de objeto-referência, com “bengalas psicológicas”e como ele – o ego, sabe que nada é permanente, o medo é inevitável, daí passamos a vida tendo medo da morte, medo de não sermos aceitos, medo de errar, medo de amar, medo de se expressar, medo de não ser ninguém na vida.

E quando estamos nessa paranoia que cria insegurança e ansiedade,geradas pelo medo, ficamos a mercê de criações mentais negativas, e a serviço do ego que por sua vez nos engana porque consegue encobri-lo temporariamente,seja com um relacionamento,  a aquisição de um novo bem, com horas e horas dedicadas ao trabalho,  uma atividade física, ou qualquer que seja a atividade que possamos usar para fugir da realidade.

Mas o fato é, a ilusão nunca nos satisfaz. Apenas a verdade de quem nós somos, se compreendida, nos fará plenos e seguros.

Esse veneno paralisante, chamado medo, que disparamos pra dentro de nós mesmos, nos limita externa e internamente, quem vive refém do medo não consegue se conhecer de verdade, logo, passará a viver de forma superficial.

Sabemos que tudo que alimentamos cresce,e com o medo não é diferente, e ele é capaz de nos enlouquecer, pois quando nos deixamos levar pelas emoções causadas por ele, criamos realidades paralelas e nos desligamos da realidade.

E ele é o pior dos conselheiros, e geralmente tem origem no passado e acaba estagnando o presente e destruindo o futuro, e essa é a grande chave…viver com presença verdadeira do Agora. Ele.

Ele é uma frequência extremamente castradora, que nos faz vibrar de forma tão pessimista que acabamos atraindo situações desagradáveis, pois tudo no universo funciona por ressonância.

A física quântica nos prova isso, basta fazermos alguns exercícios diários para verificar que tudo no universo reverbera, por exemplo, antes de sair de casa, fique por alguns instantes em silêncio, contemple esse silêncio, tente ouvir as batidas do seu coração… feito isso, silenciosamente, imagine que seu passeio, ou compromisso de trabalho será regido por uma força superior, e que tudo aquilo que você necessita para atingir seu objetivo (desde que ele esteja em conformidade com as leis superiores) será providenciado.

Feito isso, relaxe, esteja presente de momento a momento, dê real atenção às pessoas com as quais interagir, não se identifique com frequências e acontecimentos negativos. Não resista se algo fora do planejado ocorrer, seja receptivo as mudanças, e tente entender a lição que possa estar sendo passada, ao invés de se perguntar “por que isso está acontecendo comigo”, se pergunte “por que isso é bom pra mim?”, mude a perspectiva, interprete o fluxo positivamente.

Pois a vida nos proporciona todas as experiências que forem as mais úteis à evolução da nossa consciência.

Essa prática muito simples, se levada a sério, pode transformar nossa vida em poucas semanas…é só tentar, não custa nada, transforme as impressões, não faça nenhuma afirmação negativa a seu respeito, nem a respeito de outra pessoa, siga leve!

Mas não aceite o medo, vá em frente, transmute esse medo, cada vez que ele aparecer, questione…”de onde isso vem? faz sentido?” , esteja atento, se auto-observe e viva num mundo onde não há medo, escassez, onde há amor fraterno, compaixão e alegria!

 

Por: Lílian Ponte 

O tempo e como nos relacionarmos com ele.

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Tempo, tempo, tempo…

O tempo passa; adianta; corre; voa; avança; leva; faz esquecer e faz lembrar; faz ter esperança e faz perder a esperança; dá paciência e a tira também; faz ter certezas e faz perder todas elas; dá o controle por horas-minutos-segundos e faz perder o controle por avançar - aconteça o que acontecer -; eterniza momentos e faz outros apenas serem um lapso; traz amigos-famílias-amores e leva amigos-famílias-amores; une-nos em determinados períodos e afasta-nos em outros…

AH, SE NÃO FOSSE O RAIO DESSE TEMPO…

Esse tempo que inventamos, que montamos, que criamos, que contamos, que somamos, que diminuímos, que multiplicamos, que dividimos e que nos guia em nosso dia e em nossas decisões.

Ah, homem, que não sabe quanto tempo tem e nem quando tudo aconteceu. Não sabe quando chegou aqui, não sabe se já viveu aqui, não sabe se já foi a outros lugares, não sabe se nascerá, não sabe todos que são seus pais, mães e irmãos.

Que horas são agora?

Quem disse isso? Foi o céu, o sol, a lua, o mar, as estrelas, a terra, a natureza? Mas nenhum deles lhe mandou viver por isso. Mendigamos segundos, minutos, horas, dias, semanas, meses, anos e décadas, sem saber nada sobre isso. Apenas tratamos da matemática, mas esquecemos a nossa história, a nossa geografia, a nossa física, a nossa química e que tudo isso está em constante mudança.

Não deixe o tempo enjaulá-lo. Saia dos seus limites. Você provavelmente tem um tempo para tudo: trabalhar (talvez o maior deles), comer, dormir, ler, escrever, exercitar-se, namorar, cuidar, comprar, brincar (talvez o menor deles). Talvez não sejamos sempre a mesma pessoa: quando brinco, posso ser diferente de quando trabalho; quando cuido, posso ser diferente de quando namoro… E assim nos vamos particionando. Ficamos partidos e segmentados em personalidades, enquanto o nosso maior objetivo é ser união.

Temos família, parentes, amigos, colegas e namorados para promover essa união. Temos um trabalho para fazer algo em conjunto, temos uma religião para nos aproximar de algo maior, temos um relacionamento para nos unir em pensamentos e emoções e temos uma família para aprendermos a viver em amor.

Inventamos o dinheiro, mas, na verdade, o que estamos sempre trocando é o nosso tempo. Esse tempo que poderia ser mais aproveitado, ou não. Vamos à escola, para que o nosso tempo possa ser valorizado no futuro. Na faculdade, também acontece o mesmo: obtermos uma profissão que seja bem remunerada. Quando trabalho, assino um contrato de que receberei X reais para trabalhar X horas diárias/semanais. Para quem estou vendendo o meu tempo? Vale a pena vendê-lo? Gosto disso?

AH, SE NÃO FOSSE O RAIO DESSE TEMPO…

Teríamos tempo para nossos pais, para os nossos irmãos, para os nossos amigos, para os nossos amores, para sermos os nossos melhores sonhos, para fazermos o que gostamos, para estudarmos o que nos motiva… Teríamos tempo para sermos quem realmente estamos aqui para ser.

Tempo, já que você me deu tudo e um dia vai me tirar tudo, quero que saiba que não vou mais o seguir. Não vou mais me basear em você, não vou dividi-lo, não vou mais contabilizá-lo. Você continuará, mas uma grande parte de mim, não. E quero usá-lo, mas sem basear a minha vida em segundos-horas-minutos-dias. Eu quero deixar o passado e também o futuro. Eu quero o gosto de cada momento. Eu quero o agora, que é a única coisa que me deve, por me ter deixado chegar até aqui. Eu quero é viver sem medo do que aconteceu no passado e sem planejar um amanhã perfeito. Eu quero aprender a aceitar o que tem para agora e quero viver nisso, sem cobranças minhas ou dos outros.

Tempo, se eu viver por você, na verdade nunca terei vivido. Um dia tudo será passado. Quero aproveitar cada respiração, toda vez que eu tomar um banho, toda vez que eu colocar na minha boca aquela deliciosa comida, toda vez que os meus pés tocarem no chão e toda vez que sair um som da minha garganta.

Podemos experimentar dizer:

Tempo, me despeço de você, sabendo que, no fundo, você não vai embora, mas sim aquele velho padrão social. Eu o saúdo e agradeço.

Texto deVirgilio Magalde

Moça, valorize-se!

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Moça, valorize-se. Você merece muito mais do que estão te oferecendo!

Ele não ligou, não te procurou no dia seguinte ao encontro e não demonstrou que quer um relacionamento sério. Mas, como você acreditou em todas as palavras que ele disse, seu coração encontrou todas as justificativas possíveis para convencer o cérebro de que “com o tempo, ele irá te amar”.

Moça, não faça isso! Você merece muito mais do que estão te oferecendo. Você não precisa de quem te procura no final da noite, como última opção. Não precisa de alguém que não te assume, porque a vida de solteiro é mais interessante. Não precisa de alguém que te elogie só para te usar como estepe de relacionamento. Você, simplesmente, não precisa!

Eu sei que te ensinaram a ser a melhor em tudo: na escola, na faculdade, na família, no trabalho e que, por isso, lidar com a rejeição não é seu forte. Mas, acredite, há rejeições que são defesas.

Você nunca foi mulher para ser encaixada em agenda de segunda-feira ou no encontro de domingo à noite. Você nasceu para ser prioridade! Não aceite menos que isso. Não acredite nessa sua autoestima instável que grita que “qualquer relacionamento serve”.

Não corra atrás de quem sabe onde te encontrar. Dê a você o valor que merece, antes de exigir isso dos outros. Saiba diferenciar as pessoas que gostam de você em toda a sua essência, daqueles que são gentis por conveniência.

Sabe, não podemos exigir dos outros aquilo que não estão dispostos a nos dar. Então, deixe ir quem nunca quis ficar. Pare de tentar manter em sua vida, alguém que só se afasta. Não ligue, não peça, não insista. Não é preciso ouvir um “não” quando as atitudes deixam explícito isso. Faça como Pablo Neruda quando afirmava que “se sou amado, quanto mais amado mais correspondo ao amor. Se sou esquecido, devo esquecer também…Pois amor é feito espelho: – tem que ter reflexo.”

Pouco importa se ele mandou flores para se desculpar pelas grosserias da semana passada ou se ele te mandou mensagem para explicar porque te apresentou como amiga naquela festa. O que importa é a forma como você permite ser tratada.

Cuide mais de você e não fique tentando entender as escolhas dos outros. Cada um sabe o caminho que segue e a vida não é um roteiro de filme com final feliz garantido.

Agradeça pelas ligações não atendidas, pelos encontros em que ele não foi e pelas vezes em que ele disse em que vocês não combinavam. Ele estava certo! Você nunca combinou com gente desinteressada e fria mesmo.

Livre-se das relações tóxicas, afaste da sua vida quem lhe faz mal .

 

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Em alguns momentos de nossas vidas percebemos que mantemos ao nosso lado pessoas e relações que não valem a pena, nos fazem mal ou que esgotam nossas energias.

Nem tudo são flores e em muitos casos não podemos escolher quem nos cerca, não há como pulverizar o colega de trabalho invejoso, o chefe arrogante ou o filho problemático, mas podemos selecionar melhor, por exemplo, com quem vamos cultivar uma amizade, nos relacionar na internet, entregar nosso amor, etc.

Muitas vezes contribuímos para isso adotando a postura de salvador do mundo ou o bonzinho 24hs, atendendo a todos, engolindo sapos, aceitando o inaceitável e compreendendo o incompreensível…

 Agimos desta forma por inúmeros motivos, talvez uma carência mal resolvida ou o hábito de medir nosso valor apenas pela opinião alheia, de qualquer forma é preciso estar atento para não pisotear a auto­-estima e se anular apenas para ser aceito ou pelo medo de ser rejeitado.

Em várias situações os abusos são consumados justamente porque permitimos, na verdade nem sempre somos “vítimas” dos mal intencionados e sim, responsáveis por dar abertura a quem não deveríamos e ainda mantê-­los em nosso convívio.

Por mais que queiramos exercitar a paciência, a tolerância, o perdão, a 

compreensão é quase impossível aplicar isso com certas pessoas. É preciso ser

prático para analisar bem com quem estamos gastando nosso precioso tempo.

O fato é que algumas relações nunca mudarão mesmo que façamos maravilhosamente o nosso papel, existem aqueles que nos fazem mal voluntariamente e não estão preparados ou interessados em interações saudáveis.

 Quando percebemos que estamos lidando com alguém nocivo é necessário nos afastarmos, deixar a culpa de lado e seguir em frente. Sentimos culpa porque em nosso íntimo acreditamos que é preciso ser sempre benevolente e compreensivo, do contrário, estaríamos agindo de forma egoísta ou cruel.

Mas não é bem assim.

Todos temos limites e limitações, não é vergonha ou maldade desistir

 de manter em sua vida alguém que não lhe agrega absolutamente nada e

que transforma a convivência em um verdadeiro inferno.

Todo tipo de relação requer entrega e reciprocidade, quando continuamos dando “murro em ponta de faca”, no final restam apenas exaustão física, mental e emocional…

Joga fora no lixo! Já dizia a sábia Sandra de Sá 🙂

Não mantenha em sua vida quem lhe prejudica, maltrata, aborrece ou entristece, desapegue-­se da imagem de bom moço ou boa moça que deseja avidamente pintar para o mundo, respeite seus sentimentos, diga adeus a quem não veio somar, não valoriza seus esforços, amor ou amizade e sequer tenta ser alguém melhor para contribuir nesta troca.

 É necessário resgatar o nosso amor próprio e fazer uma faxina nas relações de tempos em tempos para que possamos recuperar nossas forças e seguir adiante, deixando de lado o remorso irracional que sentimos ao abandonar algo que nos faz mal e valorizando a lição que isso nos trouxe.

Não é nenhum crime se afastar do amigo falso, do namorado mulherengo ou do colega inconveniente, tenha consciência de que você não é responsável pela evolução de todos os que passam pelo seu caminho, nem é preciso endireitar todo pau que nasce torto… 

Não  somos  obrigados  a  aceitar  tudo,  devemos  fazer  o  bem  também  a  nós  mesmos, respeito  é  imprescindível,  e  neste  caso  é  o respeito  pelos  nossos  limites  e vontades.

Escolher, quando possível, quem desejamos manter em nossas vidas é um direito que nos cabe e um dever para com a nossa felicidade.

Sua decisão, pode surgir ressentimentos, atritos e até difamações afinal muitos preferem julgar e apedrejar o que lhes foge ao entendimento pois é mais fácil do que fazer uma auto reflexão ou respeitar a escolha do outro, mas este é um preço baixo que se paga pela liberdade de ter ao seu lado as pessoas que lhe agregam, auxiliam, completam e motivam.

Precisamos saber e fortes para fazer a nossa parte sem nos violentar.

 Discernir relações saudáveis com problemas normais de relações tóxicas

 e administrar isso de forma que possamos ser felizes .  

Vamos nos dedicar mais a quem está aberto para aceitar o que temos

a oferecer e que também nos dão, não a perfeição, mas o seu melhor

e tirar de nossas vidas todos aqueles que só vem para trazer a discórdia,

aborrecimentos, as críticas negativas, maus tratos e

nos desequilibram sem o menor escrúpulo.

 Não se acomode e nem se conforme com relacionamentos

destrutivos ou desagradáveis, sejam eles de amizade, amor ou

até superficiais.

Aprenda a dizer não e a ser mais seletivo, posso afirmar com 

toda certeza : 

Não é nada fácil, mas é libertador ! 

 Texto de :  Samanta Sammy

Camille Claudel

Camille Claudel foi assistente de trabalho e companheira de Auguste Rodin em um romance altamente destrutivo. Mas, o maior drama de sua história foi o fato de que seu talento extraordinário levaria décadas para ser reconhecido.

 

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Camille Athanaïse Cécile Cerveaux Prosper (1864-1943), ou Camille Claudel, como ficou conhecida, nasceu em Aisne (França), e cresceu em Villeneuve-sur-Fère.

Sua brincadeira de infância preferida era fugir de sua casa, sem que os adultos percebessem, para que ela e seu irmão Paul Claudel fossem para as montanhas que cercavam a vila, local no qual se encontrava o barro que era esculpido por eles durante a brincadeira.

Diferentemente de sua mãe, o pai de Camille, Louis Prosper, começou a se orgulhar das esculturas realizadas por ela, cujas primeiras figuras retratavam personagens como Napoleão, Davi e Golias e membros da família. Em 1881, acreditando na genialidade da filha de 17 anos, Louis Prosper a levou a Paris, palco da efervescência artística do século XIX.

Camille enfrentou várias diversidades diante desse novo mundo: contava com pouco dinheiro para sobrevivência, mal conseguia pagar o local onde morava e tinha dificuldade para comprar o mármore e o bronze para suas esculturas. Além disso, a escultura ainda era classificada como uma atividade essencialmente masculina, tendo Camille que colocar seu talento à prova a todo momento.

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Camille Claudel – “Jovem com um feixe [de trigo]” (1887)

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Camille Claudel – “A velha Helena”

A artista passou a ter aulas com Alfred Boucher, que a apresentou ao diretor Nacional de Belas Artes, Paul Dubois. Esse identificou semelhanças entre o trabalho de Camille Claudel e de Auguste Rodin e os apresentou. Nesta época, Rodin ainda não era famoso, mas era amado pelos vanguardistas da arte impressionista.

Rodin convidou Camille para trabalhar como sua assistente, a única mulher entre o grupo de artistas contratados para auxiliá-lo em uma de suas maiores obras: “Os Burgueses de Calais”. Camille era incumbida de esculpir pés e, principalmente, mãos, e era por meio das mãos que, segundo especialistas, Rodin costumava definir a emoção de seus personagens.

Camille tornou-se musa de Rodin. Eles se tornaram também amantes e, posteriormente, rivais.

Camille teria sido a modelo para esta escultura de Rodin: camille dana 02.jpg

Auguste Rodin – “A Danaide” (1885)

O relacionamento de Camille e Rodin configurou-se, desde o início, em algo extremamente conturbado. Rodin se recusava a deixar sua esposa e filho para viver definitivamente com Camille, o que tornou a proximidade de ambos atormentadora. Eles também brigavam pela autoria na concepção de obras.

Na interpretação da historiadora Monique Laurent, ex-diretora do Museu Rodin, Auguste Rodin tinha medo de assumir seu relacionamento com Camille por ser consciente da inteligência e do talento de sua amante, o que fazia dela uma artista que poderia suplantá-lo.

Sakuntala, também conhecida como Vertumnus e Pomona (1888), é um marco na trajetória de Camille Claudel. A escultura é inspirada no conto do poeta hindu Kalidasa e retrata o momento do reencontro de Sakuntala e seu marido, após um longo período de separação causado por um feitiço.

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“Sakuntala” ou ” “Vertumnus e Pomona” (1888)

Em 1892, após passar por um aborto, Camille decidiu se afastar de Rodin e desvincular sua arte da obra dele, embora os amantes tenham se encontrado por mais algum tempo depois dessa decisão. E foi nesse processo de distanciamento e rompimento que o trabalho de Camille Claudel teve seu período mais profícuo.

Suas obras desse período demonstram amadurecimento de concepções e de técnicas. Camille estudou arte oriental e, de 1894 a 1897, Camille passou do realismo ao fantástico e buscou trabalhar com a miniaturização de cenas de movimento.

Fazem parte desse período de grande produtividade de Camille as obras:

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“A Valsa” (1892)

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“As Bisbilhoteiras” (1893)

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A Pequena Castelã” (1893)

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“Reflexão Profunda” (1898)

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“A Onda” (1903)

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“A Tocadora de Flauta (1905)

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“A Idade Madura” (1899) – Museu D’Orsay – Paris

Em consequência da falta de reconhecimento de seu trabalho, dos conflitos com Rodin e após não conseguir se recuperar de um grande golpe que foi para si quando “A Idade Madura”, considerada a mais autobiográfica de suas obras, foi recusada pela Exposição Universal de 1900, mesmo após ter sido encomendada para a referida exposição, Camille passou a viver trancada em seu estúdio e a considerar que havia um complô de Rodin contra ela.

Camille continuou a sofrer preconceito pelo fato de ser uma mulher inserida no universo dos escultores e por ser acusada de copiar o trabalho de Rodin.

Em 1913, Camille Claudel foi diagnosticada como portadora de delírio paranoico e internada em um manicômio. Nunca mais voltou a esculpir e permaneceu nesse local durante 30 anos, até morrer em 1943, aos 79 anos de idade.

O amplo reconhecimento de seu talento só viria muitas décadas depois de sua produção.

Fontes:

WAHBA, Liliana Liviano. “Camille Claudel: criação e loucura”. Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos, 2002.

DELBÉE, Anne.”Camille Claudel”. São Paulo: Martins Fontes, 1988.

Revista Aventuras na História. Editora Abril: nº 05 – janeiro/2004

Texto de : 

ANA CÉLIA ELLERO

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