Arquivo | janeiro 2013

Mantenha o Foco!

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MANTENHA SEU FOCO NAQUILO QUE VOCÊ QUER, JAMAIS NO QUE VOCÊ NÃO QUER – frase de Wayne Dyer

  Para sobreviver, o Homo sapiens ganhou um cérebro que funciona, basicamente assim: tudo aquilo que tem a sua atenção, ganha sua força e sua ação… e tende a crescer.

Apesar de parecer uma frase vaga e pouco técnica, ela está correta e precisamos entender o seu real significado em nossas carreiras, nossas empresas, nossa vida pessoal e nosso autocontrole. Leia a frase novamente: tudo aquilo que tem a sua atenção, ganha sua força e sua ação… e tende a crescer.

Este simples mecanismo permitiu a construção da civilização como a conhecemos, incluindo nossos erros e acertos. Por que? Porque nosso cérebro não faz nenhuma distinção entre as coisas que queremos ou que não queremos. Ele somente se concentra em encontrar meios de obtermos aquilo que está em nossa cabeça, mesmo que seja o que não queremos. Por isso Wayne Dyer afirma: “Mantenha seu foco naquilo que você quer, jamais no que você não quer, ou não tem”.

Algumas pessoas acham que isso tem elementos esotéricos, paranormais ou de fé religiosa; Não tem. Na verdade é somente biologia darwiniana e matemática pura, pois a mente não tem meios de avaliar a qualidade relativa de cada um dos 50 mil pensamentos gerados diariamente pelos neurônios. Por isso ele, de modo simples e direto, ajuda você à conseguir aquilo em que você pensa. Sempre.

Se você pensa o dia inteiro no dinheiro que não tem, nas dívidas para pagar, nas noites solitárias e nos defeitos das pessoas…. seu cérebro, obedientemente, vai procurar modos de conseguir mais daquilo em que você pensa. Você tenderá a conseguir mais falta de dinheiro, mais dívidas para pagar, mais noites solitárias e encontrará ainda mais defeitos em mais pessoas… Repito, isso não tem mágica envolvida, só biologia.

É impossível explicar neuropsicologia em um texto de oito parágrafos, mas observe se isso não ocorre em todo lugar. Tudo aquilo que tem a sua atenção, ganha sua força e sua ação… e tende a crescer. Sejam pensamentos que ajudam ou atrapalham você.

Embora praticamente todos os livros de sucesso digam isso (com palavras diferentes) o impacto que este conceito pode ter, por aqueles que o entendem e o aplicam, é poderoso, seja dentro da cultura de uma empresa, uma equipe de trabalho, um casamento, um time e até dentro de nossa própria cabeça.

Tudo aquilo que tem a sua atenção, ganha sua força e sua ação… e tende a crescer, por isso, faça como sugere Wayne Dyer: mantenha seu foco naquilo que você quer, jamais no que você não quer, ou não tem.

[Aldo Novak, autor deste artigo, é coach, jornalista e conferencista, diretor da Academia Novak do Brasil.]

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Fibromialgia

A fibromialgia é uma doença reumática crônica caracterizada por dor musculoesquelética generalizada e fadiga. A palavra fibromialgia significa = “dor nos músculos, ligamentos e tendões” (partes fibrosas do corpo).
Os pacientes com fibromialgia se queixam que sentem dores em todo o corpo. Relatam que seus músculos estão fortemente doloridos, e esta dor, é acompanhada por uma sensação de queimação ou fadiga muscular.
Na Espanha se calcula que estão afetados entre 2% a 3% da população. É mais freqüente em mulheres do que em homens, podendo se manifestar em qualquer idade, inclusive em crianças e adolescentes.
É muito importante um bom conhecimento sobre esta patologia nos diferentes âmbitos que têm relação com o doente. É fundamental o apoio familiar, para esta doença ser enfrentada de maneira positiva.
Ainda que a severidade dos sintomas variem em cada pessoa, a fibromialgia é parecida com um estado pós-viral. Este aspecto e muitos dos sintomas da fibromialgia são similares com outro transtorno chamado de Síndrome da Fadiga Crônica.

Diagnóstico

A fibromialgia foi reconhecida pela Organização Munial da Saúde (OMS), e hoje em dia, se diagnostica com base nos critérios descritos pelo Colégio Americano de Reumatologia, critério este, questionado na atualidade como insuficientes, por alguns especialistas.
– Dor à pressão (Aproximadamente de 4 Kg.) pelo menos em onze dos dezoito pontos sensíveis situados de forma específica ao longo do corpo:

– Dor generalizada e crônica, com duração superior à três meses, descartando a existência de outras patologias;
– Habitualmente as análises de laboratório não mostram alterações, sendo que somente ajudam a descartar outras doenças associadas.

Sintomas

Dor: A dor provocada pela fibromialgia está mal delimitada. As pessoas as descrevem como uma dor muscular profunda, latejamento, ou “como se algo estivesse travado ou queimando”. Freqüentemente, a dor e a rigidez pioram pela manhã e geralmente doem mais os músculos que se usam de forma repetitiva.

Fadiga: Este sintoma pode ser leve em alguns pacientes, todavia, muito severo em outros. Às vezes, é descrito como fadiga mental, com sensação de abatimento geral, como se houvessem lhe tirado a energia e sem vontade alguma para fazer os trabalhos habituais. Outras vezes, estas pessoas se referem ao desconforto, como se estivessem com braços e pernas presos em blocos de cimento.

Transtornos do Sono: A maioria dos pacientes com fibromialgia sofrem de transtornos do sono. Foi realizado um estudo do sono mediante o uso de um aparelho que registra as ondas cerebrais, observando-se que os pacientes que sofriam de fibromialgia, dormiam sem dificuldade, porém seu sono profundo era interrompido com freqüência com atividade cerebral do tipo alfa, quer dizer, era como se despertassem parcialmente, ou passassem toda a noite com pesadelos. A maioria dos pacientes com Síndrome de Fadiga Crônica mostram o mesmo padrão alfa nesta prova, enquanto que alguns indivíduos com fibromialgia têm outros sintomas associados, tais como apnéia noturna, mioclonias do sono (movimentos bruscos de braços e pernas) e bruxismo (ranger de dentes). O padrão de sono em pacientes deprimidos é muito diferente dos mencionados em pacientes com fibromialgia.

Síndrome do Intestino Irritável: Entre 40% a 70% dos pacientes com fibromialgia têm sintomas de intestino irritável, tais como, obstipação alternado com diarréia, dor abdominal, gases e náuseas.

Síndrome Temporomandibular: Causa uma dor tremenda na face e na cabeça em um quarto dos pacientes com fibromialgia. Se acredita que a maioria dos problemas que se associam com esta síndrome estão relacionados com os músculos e ligamentos que envolvem a articulação, e não com ela mesma.

Outros Sintomas Comuns: Podem apresentar-se com maior freqüência: menstruações dolorosas; dor torácica; rigidez matutina das articulações; alteração cognitiva ou da memória; Formigamento ou pontadas nas mãos; cãimbras musculares; bexiga urina irritável; sensação de inchaço nas extremidades, tonturas, secura nos olhos e na boca; mudança na prescrição de óculos, e alterações da coordenação motora.
Fatores Agravantes: As mudanças no clima, ambientes frios ou muito secos, hormonais (estados menopáusicos, estresse, depressão, ansiedade e excesso de exercício são fatores que podem contribuir para uma piora dos sintomas.

Causas

Sua causa é desconhecida. Todavia, se conhecem alguns fatores desencadeantes, como por exemplo: infecções (virais ou bacterianas), um acidente, ou outra doença simultânea, como artrite reumatóide, lupus ou hipotireoidismo.
Os fatores desencadeantes provavelmente não causam a fibromialgia, mas sim parecem despertar alguma anomalia fisiopatológica latente que já estava presente no paciente.
Algumas teorias em investigação implicam em alterações da regulação de neurotransmissores (serotonina), da função do sistema imunitário, da fisiologia do sono ou do controle hormonal.
Além do mais, estão utilizando técnicas de imagem para o estudo de funções cerebrais e análises virológicas para determinar o papel das infecções viróticas na fibromialgia. Ainda que, não se saiba com certeza, é provável que uma resposta anormal aos fatores que produzem estresse desempenhem um papel muito importante nesta enfermidade. A causa da fibromialgia não é um capítulo fechado na medicina, ainda há que se reconhecer que na atualidade segue sendo um mistério.

Tratamento

Os tratamento estão dirigidos a melhorar a qualidade de sono e a reduzir a dor. Como o sono profundo é tão importante para muitas funções do corpo humano (tais como reparação dos tecidos, e provavelmente regulagem de neurotransmissores, hormônios e substâncias imunológicas) se acredita que as alterações do sono tão corriqueiras em indivíduos com fibromialgia são um fator importante nos sintomas da doença. Por isso, às vezes se prescrevem doses baixas de medicamentos que potencializam os níveis de serotonina no corpo (é um neurotransmissor modulador do sono, dor e resposta imunológica).
Também se prescrevem uma grande variedade de analgésicos, sendo o mais comum o paracetamol.
A maioria dos pacientes, não obstante, necessitarão de outros tratamentos auxiliares, como a infiltração de pontos dolorosos, fisioterapia, exercícios suaves (piscina), calor local, massagens e outras técnicas prescritas por seu médico.

Qual é o Prognóstico??

O andamento a longo prazo da fibromialgia tem demonstrado que se trata de uma doença crônica, ainda que os sintomas possam oscilar em severidade ao longo do tempo.
O impacto que a fibromialgia pode ter sobre as atividades habituais do paciente, incluindo a capacidade de trabalhar, é muito variável, dependendo de cada pessoa. Em geral se recomenda que o paciente continue com sua rotina com a maior normalidade possível, e se trabalha, dê continuidade aos seus afazeres.
Todavia, com freqüência deve-se reduzir as atividades diárias, sugerindo alguns autores que a incapacidade na fibromialgia está pouco valorizada pelos médicos, podendo ter uma importância similar como a apresentada na artrite reumatóide.

O Papel do Reumatologista

Os pacientes com fibromialgia, geralmente, precisam ser avaliados por um médico especialista em reumatologia, para determinar a causa de seus sintomas, excluir outros processos reumatológicos e receber informação e educação, e um tratamento personalizado para sua doença. A fibromialgia requer um tratamento multidisciplinar, coordenado e supervisionado pelo reumatologista.

FONTE- http://www.revistapersonalite.com.br

Roy Lichtenstein – POP ART

 Roy Lichtenstein Pop Art

Roy Lichtenstein nasceu em 27 de outubro de 1923 na cidade de Nova Iorque, numa família de classe média, seu pai trabalhava como corretor de imóveis. Freqüenta uma escola secundária privada em Nova Iorque, onde a arte não fazia parte da grade educacional.

Começa a pintar em casa e desenha por livre vontade. Em sua adolescência desperta o interesse pelo jazz e assiste a concertos no Apollo Theater, no Harlem e em vários clubes de jazz na Rua 52, o que o leva a pintar retratos de músicos, muitas vezes tocando os seus instrumentos. Observa Pablo Picasso em busca de inspiração.

'M-maybe' (1963) - Roy Lichtenstein

‘M-maybe’ (1963)


No verão de 1939, freqüenta aulas de arte no Art Students League (Liga dos Estudantes de Arte), dirigido por Reginald Marsh, desenha a partir de modelos ou de cenas e vistas de Nova Iorque: Coney lsland, Carnaval, Lutas de Boxe…

Conclui os estudos na escola superior, em 1940, com o sério propósito de continuar a estudar para se tornar artista. Devido à ênfase regional colocada pela Art Students League, Lichtenstein não sente qualquer necessidade de permanecer em Nova Iorque e ingressa na School of Fine Arts (Escola de Belas-Artes), da Ohio State University (Universidade do Estado de Ohio) uma das poucas, instituições que dá cursos e licenciaturas em belas artes.

'Girl with ball'

‘Girl with ball’ (1961)


Na Ohio State é fortemente influenciado pelo Professor Hoyt L. Sherman: “Arte trata da percepção organizada. Com ele aprendi a ver com olhos de ver”. Seus Trabalhos são baseados em modelos e naturezas-mortas.

Em 1943 ingressa no Exército. Presta serviço a Inglaterra, França, Bélgica e Alemanha. Desenha a natureza utilizando aquarela, lápis e carvão. Após o fim da guerra muda-se da Alemanha para a França. Faz breves estudos da língua e civilização francesa na Cité Universitaire.

Volta a Ohio State University para continuar os estudos de arte dirigidos por G. I. Bill e licencia-se em Junho de 1946. Freqüenta o programa de graduação e é contratado como instrutor. Seus quadros são essencialmente abstrações geométricas seguindo-se depois pinturas semi-abstratas de inspiração cubista.

Em 1949 conclui a graduação na Ohio State University, onde permanece como instrutor até 1951. Em 1949, casa com Isabel Wilson, mas divorcia-se em 1965. Participa em várias exposições coletivas na Chinese Gallery, em Nova Iorque. Faz a primeira exposição individual na Carlebach Gallery, em Nova Iorque. Em seus trabalhos, faz referências a Frederic Remington e Charles W. Peale num estilo cubista. Sua obra torna-se gradualmente mais solta, mais expressionista.

 


Fazmontagens de objetos fundidos e gravados em madeira, representando cavalos, cavaleiros com armaduras e índios. Os mesmos temas são utilizados na pintura que flutua entre o expressionismo e o cubismo.

Muda-se para Cleveland em 1951, onde trabalha como gráfico, projetista, decorador de montras (vitrines) e desenhista em folha metálica. Faz três exposições individuais na John Heller Gallery, Nova Iorque. Nascem seus dois filhos, David Hoyt Lichtenstein e Mitchell Wilson Lichtenstein.

Lichtenstein concentra-se na pintura de temas americanos, empregando de forma exploratória o expressionismo e a abstração e pinta construções em madeira.
Em 1956, faz uma litografia humorística de uma nota de dez dólares, numa forma retilínea, uma espécie de nota falsa: proto-Pop.

Pinta num estilo expressionista abstrato não figurativo. Ocasionalmente faz desenhos de imagens de personagens já desenhados ( Mickey, Pato Donald e outras figuras Disney).

Faz uma exposição individual em 1958 na Condon Riley Gallery, Nova Iorque. Pinturas em expressionismo abstrato.

Forest Scene -1980

É nomeado professor assistente, em 1960, do Douglass College, Rutgers University, Nova Jersey. Muda-se para Highland Park, Nova Jersey. Conhece Robert Watts, Claes Oldenburg, Jim Dine, Robert Whitman, Lucas Samaras e George Segal. O ambiente e os acontecimentos artísticos voltam a despertar-lhe o interesse pelas imagens proto-Pop.

Em 1961, começa as primeiras pinturas Pop: imagens e técnicas inspiradas na aparência de impressão comercial. Lentamente passa a desenhar de lápis para a pintura a óleo diretamente sobre a tela. Começa a usar as imagens da publicidade que sugerem consumismo e trabalhos domésticos. No Outono do mesmo ano, coloca várias pinturas novas na Leo Castelli Gallery, em Nova Iorque. Algumas semanas mais tarde, vê na mesma galeria trabalhos de Andy Warhol usando também imagens da banda desenhada. (Castelli reconhece Lichtenstein como artista e rejeita Warhol.)

Em 1962, faz uma exposição individual na Leo Castelli Gallery. Tomou parte em “The New Paintings of Common Objects” (Novas Pinturas de Objetos Comuns), no Pasadena Art Museum, a primeira exposição num museu centrada na arte Pop. Esteve também presente em os “New Realists” (Novos Realistas) exposição que teve lugar na Sidney Janis Gallery, Nova Iorque.

No ano de 1962 seus trabalhos são inspirados nos de Picasso e de Piet Mondrian.


Em 1963 participa na “Six Painteirs and the Object” (Seis pintores e o objeto) no Solomou R. Guggenheim Mascam, Nova Iorque. Exposições individuais na Leo Castelli Gallery; na Ileana Sonnabend Gallery, Paris, na Ferus Gallery, Los Angeles e na II Punto Galeria, em Turim. É concedida a Lichtenstein, a licença de um ano na Universidade de Rutgers. Muda-se de Nova Jersey para Nova Iorque.

Demite-se da Universidade de Rutgers para se dedicar exclusivamente à pintura. Faz numerosas exposições, entre as quais uma retrospectiva (1961-67) na Pasadena Art Museum. A exposição retrospectiva viaja por Minneapolis, Amestrerdão, Londres, Berna e Hanover. Casa-se com Dorothy Herzka.

Faz pinturas e esculturas em cerâmica de cabeças de moças, inspiradas na banda desenhada da adolescência. Paisagens. Pinta monumentos ou clichés de arquitetura.

Em 1966 faz pinturas modernas usando imagens dos anos trinta. Em 1969, passa duas semanas nos estúdios da Universal Films, em Los Angeles, como artista-residente, para fazer um filme sobre o mar para a exposição “Art and Technology” (Arte e Tecnologia) no Los Angeles County Museum of Art. Trabalha em Nova Iorque com Joel Freedman da Cinnamon Productions, fazendo experiências com filmes.

Faz nova exposição retrospectiva dos trabalhos (1961-1969) no Solomon E. Guggenheim Museum, a qual viaja depois para Kansas City, Seattle, Columbus e Chicago.

Expõe a “New York Painting and Sculpture: 1945-l970” (Pintura e escultura de Nova Iorque: 1945-1970) no Metropolitan Museum of Art, Nova Iorque.

Em 1970, muda-se para Southampton, Long Island. Pinta quatro grandes murais com pinceladas para a Faculdade de Medicina da Universidade de Dusseldórfia. Foi eleito para a Academia Americana de Arte e Ciência. Dois dos seus filmes sobre o mar são exibidos na “Expo’70” de Osaka, Japão.

Numerosas exposições individuais em galerias (Espelhos, Entablamentos e Tromp l’oeil) e outras obras de arte (Surrealismo, Futurismo, Expressionismo, Estúdios do Artista). Em 1979 executa para a escultura pública do National Eudowment for the Arts: “Mermaid”, uma escultura de dez pés de altura feita em aço e betão para o Theater of the Perfoming Arts, Miami Beach, Florida.

No mesmo ano, é eleito membro da Academia Americana e Instituto das Artes e Letras.

Em 1981 faz outra exposição retrospectiva, desta vez das obras da década de 1970, organizada pelo Saint Louis Museum, que viaja pelos Estados Unidos, Europa e Japão.

 

Adquire em 1982 um atelier num sótão em Manhattan, além do estúdio em Southampton.

Pinta o Green Street Mural (Mural da Rua Verde) em 1983, na Leo Castelli Gallery, 142 Greene Street, Nova Iorque.

Expõe o Mural with Blue Brushstroke (Mural com Pincelada Azul) em 1986 no edifício da Equitable Life Assurance Society, em Nova Iorque.

Em 1987 exibe uma retrospectiva de desenhos no Museum of Modern Art, Nova Iorque. (Também exposta em Francoforte, em 1988.)

Participa em 1990 do “High and Low: Modern Art and Popular Culture”, no Museum of Modern Art, em Nova Iorque. “One-man show” nas galerias Ernst Beyeler, em Basileia, Daniel Templon, em Paris, e Hans Strelow, em Düsseldorf.

Em 1993 faz grande exposição de retrospectiva no Solomon R. Guggenheim Museum, em Nova Iorque, tendo sido depois exibida em Los Angeles, Montreal, Munique, Hamburgo, Bruxelas e Columbus, em Ohio (terminando em 1996).

Roy Lichtensten morre a 29 de Setembro de 1997, em Nova Iorque.

 Mais aqui : http://www.lichtensteinfoundation.org/

Informações retiradas do livro: ” Lichtenstein” de Janis Hendrickson.
(c) 2000 Benedikt Taschen Verlag Gmbh.

WWW.TASCHEN.COM

Cirurgia para Câncer de próstata.

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Em todo o mundo, a cirurgia (Prostatectomia Radical) é a forma de tratamento mais escolhida pelos pacientes com Câncer de próstata localizado (fases iniciais).

O objetivo desse texto é esclarecer as 10 principais dúvidas relacionadas a esse procedimento:

1) O que é Prostatectomia Radical com Preservação do Feixe Vásculo Nervoso?

Prostatectomia Radical é o nome dado a cirurgia usada para tratamento do câncer de próstata nas fases iniciais (tumor localizado e localmente avançado).

Tem como objetivo a retirada completa da próstata, vesículas seminais e parte dos ductos deferente preservando as estruturas vásculo-nervosas responsáveis pela ereção. Após essa remoção a bexiga é re-ligada à uretra reconstruindo a anatomia prévia. Uma sonda é colocada no interior da bexiga por alguns dias para drenar a urina do interior da bexiga e com isso facilitar a cicatrização da sutura entre bexiga e uretra.

Além disso é colocado um pequeno dreno no interior da cavidade abdominal que permanece em média por 1 ou 2 dias.

**A cirurgia para o tratamento de Câncer de próstata é diferente da cirurgia para tratamento de Hiperplasia Prostática Benigna (HPB).

2) Quais são as técnicas mais usadas de Prostatectomia Radical? Qual a melhor?

  • Prostatectomia Aberta (convencional)

 

  • Prostatectomia Perineal

 

  • Prostatectomia Videolaparoscópica

 

  • Prostatectomia Robótica

Comparação entre as técnicas:

Em relação aos resultados oncológicos (taxa de cura) e resultados funcionais (continência e potência após a cirurgia) não existem, até o momento, bons estudos que comprovem que uma técnica tem melhores resultados que a outra.

Os estudos vigentes mostram que técnicas videolaparoscópica e robótica, em média, oferecem melhores resultados relacionados a:

  • Menor taxa de sangramento na cirurgia

 

  • Menor dor no pós operatório

 

  • Recuperação geral mais rápida

 

  • Regresso mais rápido a atividade profissional

 

  • Cicatriz cirurgica menos visível (Vantagem estética)

A técnica aberta em geral tem o custo hospitalar menor que a cirurgia robótica.

3) Como devo escolher o Cirurgião Urologista?

Sugiro aos pacientes procurarem Urologistas que fazem essa cirurgia com frequência.

Estudo NorteAmericano mostrou que apenas 2% dos Urologistas fazem mais que 50 prostatectomias radicais por ano, a maioria (80%) não faz nem 10 cirurgias por ano. Isso é bastante importante porque cirurgiões mais habituados com o procedimento tem maior taxa de sucesso (menos complicações cirúrgicas, menor taxa de recorrência e melhores resultados funcionaiscontinência e potência).

4) O que devo fazer antes da cirurgia? (Avaliação pré-operatória)

A avaliação pré operatória faz parte da preparação para cirurgia e consta de história médica, exame físico, exames de sangue e, eventualmente, raio-X do tórax e eletrocardiograma. A razão dessa avaliação é assegurar que o paciente está em condições ideias para ser submetido ao procedimento e descartar possíveis problemas médicos que podem aumentar o risco de complicacões depois da cirurgia.

5) Quanto tempo de internação para a cirurgia?

Normalmente os pacientes permanecem 2 ou 3 noites no hospital nos casos de Prostatectomia Radical Aberta ou Perineal. Nos casos de Prostatectomia Videolaparoscópica e Robótica o tempo de internação normalmente é menor (1 ou 2 noites).

Após o procedimento o paciente se recupera inicialmente na sala de recuperação pós anestésica antes de ir para o quarto.

O paciente deve permanecer internado até que o médico Urologista se certifique que o paciente está conseguindo se alimentar, controlar a dor com as medicações com administração por via oral, deambula(caminha) sem problemas e têm riscos cirúrgicos de complicação minimizados, ou seja, dreno com débito de baixo volume, sem sinais de infecção, sem sangramento, diurese clara e com bom volume, abdome flácio, sem febre e sem outros sinais e sintomas clinicos.

 

6) Quais devem ser as orientações de alta hospitalar? Quando posso voltar as minhas atividades habituais?

Os pacientes devem saber controlar sua dor por meio de medicações, manejar o cateter(sonda) e seu saco coletor, ter os devidos cuidados com a/as incisões (cortes) feitos no procedimento, deambular pelo menos de 2 em 2 horas evitando permanecer deitado e, principalmente, deve saber os sinais de alerta que justificam o retorno ao Hospital (febre, dor, distensão abdominal importante, vômitos incoercíveis, falta de ar, dor no peito).

Normalmente os pacientes retiram o cateter/sonda entre 5 e 14 dias a depender do cirurgião Urologista e retomam a continência entre 1-3 meses em média. Isso depende sobretudo da idade, presença de comorbidades e condição física do paciente podendo demorar até 1 ano para ser reestabelecida.

O retorno às atividades habituais depende muito da recuperação e disposição do paciente e pode ocorrer em 1 ou até 4 semanas na ausência de complicacões.

7) Como otimizar os resultados funcionais após a cirurgia?

Os resultados funcionais continência e potência podem ser otimizados tomando algumas medidas:

Continência: treinamento muscular dos músculos do assoalho pélvico, também chamado de exercícios de Kegel reduzem o tempo para atingir a continência após a cirurgia.

Potência: uso de medicações por via oral (sildenafil, tadalafil e vardenafil) no pós operatório aumenta a taxa de recuperação da ereção após a cirurgia. Em caso de insucesso com essas medicações, farmacoterápicos injetáveis no corpo cavernoso podem ser usados.

8) Como devo acompanhar?

A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e European Urological Association (EAU) recomendam que o acompanhamento deve ser feito através de exames de sangue (PSA) no período 3, 6, e 12 meses no primeiro ano, de 6 em 6 meses até o terceiro ano a depois anualmente.

O valor esperado do PSA após a cirurgia é próximo a zero sendo considerado recorrência PSA superior a 0,2ng/mL.

9) O que posso fazer se caso houver recorrência? O que posso fazer nos casos de incontinência? E impotência?

O acompanhamento após a cirurgia é muito importante para detectar precocemente a recorrência (elevação do PSA acima de 0,2 ng/mL) que indica persistência do tumor em atividade. Nos casos de recorrência o Urologista deverá avaliar se essa recorrência tem caráter sistêmico (metástases) ou localizado.

Nos casos localizados recorre-se a Radioterapia Externa e nos casos sistêmicos inicia-se a hormonioterapia.

 

Os casos de Incontinência Pós prostatectomia, perda urinária persistente apos 1 ano da cirurgia, ocorrem em 3-5% dos casos. Para esses o Urologista deverá diferenciar incontinência urinária de esforço de urge-incontinência.

Os casos de incontinência urinária de esforço podem ser tratados com medidas comportamentais, fisioterapia do assoalho pélvico ou cirurgia para colocação de “sling”masculino ou esfíncter artificial.

Os casos de urgeincontinência podem ser tratados com medicações por via oral.

 

A incidência de disfunção erétil após a prostatectomia radical varia de 50 a 80% e depende de vários fatores: a idade, cirurgia realizada (com ou sem preservação dos feixes vásculo-nervosos) e condição clínica do paciente são os mais importantes.

Nos casos de insucesso de ereção mesmo com uso de medicações por via oral ou injetáveis no corpo cavernoso, o tratamento indicado é o de colocação de prótese peniana.

A prótese peniana é um dispositivo que é colocado por cirurgia no interior do corpo cavernoso (dentro do pênis), não é visível a quem está vendo , pode ser semirígida e inflável.

 

** Uma das grandes vantagens do tratamento cirúrgico (Prostatectomia Radical) em relação as outras modalidades de tratamento é a presença de tratamentos para as possíveis complicações com altas taxas de sucesso.

10) A Prostatectomia Radical é o melhor tratamento para o meu caso?

A Prostatectomia Radical é o tratamento mais realizado no mundo para Câncer de próstata localizado.

Tem como desvantagem ser o método mais invasivo e que tem como efeitos adversos incontinência urinária (3-5%) e disfunção erétil (20-50% dependendo da idade, cirurgia e condição clínica do paciente).

Tem como principais vantagens ser o tratamento com maior taxa de cura, fácil acompanhamento pós operatório e possibilidade de tratamento das possíveis efeitos adversos (incontinência urinária, disfunção erétil) e da recorrência com altas taxas de sucesso.

Isso não siginfica que é o mais adequado para todos os pacientes.

Características individuais de cada paciente + informação sobre cada opção de tratamento devem nortear a decisão sobre o tratamento a ser realizado.

Aos pacientes com Câncer de próstata sugiro que procurem um Urologista, de preferência um profissional que lida com esse tipo de doença com freqüência, e conversem sobre todas as formas de tratamento disponíveis no Brasil e no mundo , vantagens e desvantagens.

Da mesma forma para aqueles já decididos por cirurgia recomendo que procurem informações a respeito da técnica a ser realizada (prós e contra).

Baseado nessas informações o paciente é quem deverá decidir qual o tratamento a ser realizado.

Por Dr. Fábio Ortega CRM: 112039

Urologista pela USP

TPM

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TPM é uma síndrome que apresenta um conjunto de sintomas psico-físico-emocional e atinge cerca de 80% das mulheres em fase reprodutiva.

No campo psíquico, vemos predominância da ansiedade, excitação e agressividade. No campo emocional, crises acentuadas de depressão, ou estados depressivos, com forte sentimento de desesperança e tristeza profunda; sentimentos de rejeição e pensamentos auto-depreciativos; irritabilidade e facilidade para chorar; além de dificuldade de concentração em atividades do cotidiano, insônia e mau humor.

Acontecem também alterações físicas, como a retenção de líquidos, inchaço, dores musculares, de cabeça, nos seios e dores em geral; há também acentuado desejo de comer algum tipo de alimento, sobretudo doces e chocolates, ou um aumento generalizado do apetite. Todos esses sintomas e outros mais são decorrentes da mudança hormonal, típica do próprio ciclo menstrual da mulher; somados ao stress decorrente do ritmo e qualidade de vida que a mulher vive.

O tratamento, normalmente, é feito através de recomendação de exercícios físicos, vitaminas e/ou anti-depressivos.
Por que algumas mulheres não têm TPM? Por que outras têm alguns sintomas mais acentuados e outras, menos? E, por que outras mulheres, ainda, têm um quadro gravíssimo de sintomas deixando-as com a sensação de falta de controle sobre si mesmas?
Entendo que as doenças desde as mais leves, como uma gripe, por exemplo, ou a TPM, até uma mais grave, como um câncer ­têm como fator decisivo desencadeante o psiquismo. Se pensarmos numa simples gripe, por exemplo, por que algumas pessoas “pegam” mais gripes que outras? Por que algumas pessoas demoram mais para se curarem e outras, recuperam-se mais rapidamente de uma mesma doença? Vírus estão no ar o tempo todo convivendo conosco, então, porque não somos “atacados” constantemente por eles e, sim, somente em algum determinado momento? Por que estamos vulneráveis e com baixa resistência num momento e em outros, não?
Acredito que as doenças ­inclusive a TPM ­são psicossomáticas.

Esclarecendo a tempo: doença psicossomática é uma doença real em todo o seu quadro de sintomatologia física, que precisa ser tratada com medicamentos, mas, tem como fator determinante o psiquismo.
E, como estudiosa do psiquismo humano, acredito que, inconscientemente, “escolhemos” nossas doenças ­como última instância ­para despertar e refletir e, obviamente, mudar nossas crenças e comportamentos.
Podemos tratar os sintomas da TPM, seja com um complexo vitamínico e/ou algum anti-depressivo; mas é preciso tratar a “causa”, caso contrário, a mulher torna-se refém, mês a mês, dos seus sintomas, tornando-a incapaz de viver, nestes períodos, sua vida com liberdade e assertividade.
A meu ver, tratar apenas seus sintomas é paliativo, pois no mês seguinte lá estão eles, à sua revelia, perturbando e alterando sua vida de uma forma geral.
Como psicóloga, entendo que qualquer situação que se repete na vida de alguém ­ e, aí incluo a TPM acontece para que ele reflita sobre as suas crenças e atitudes no que concerne à sua pessoa e à sua própria vida.

A TPM, com seu conjunto de sintomas, e de como e quanto perturba sua vida ­ pessoal e profissional ­ é um “sintoma” de que há algo de errado com a mulher.
Na fase do ciclo menstrual em que ocorre a TPM há extrema sensibilidade e tudo o que acontece neste período atinge intensamente a mulher. O que antes a mulher relevava, deixava passar e procurava dar pouca importância, nesta fase tem-se a impressão que ocorre o contrário. De fato, ocorre o inverso dos outros momentos!
Acredito que justamente por a mulher estar, realmente, extremamente sensível­ “com a sensibilidade a flor da pele” ­que tudo o que vive é sentido muito mais intensamente, portanto, sua reação também será intensa e super-dimensionada à situação em si.
Acontece que, antes, as situações eram sub-valorizadas e sub-dimensionadas em prol das relações ou da imagem que a mulher quer preservar; porem, durante o período em que ocorre a TPM, estando ela com elevado nível de sensibilidade, tudo a atinge de forma impactante, tornando muitas vezes insuportável o que era antes suportável.
Vemos, então, que por força da alta sensibilidade deste período seu nível de tolerância cai em progressão geométrica em relação aos momentos anteriores.
Portanto, a mulher deve ficar atenta ao que lhe acontece no período da TPM, pois suas reações vão “sinalizar” onde podem estar algumas de suas dificuldades e fontes geradoras de stress e frustrações.

Não justifique uma crise de choro ou uma explosão emocional, por exemplo, ocorridas durante este momento com “Ah, eu estava de TPM!”, como se não fosse nada. Ao contrário, o que acontece de “diferente” aí deve ser observado com atenção.
Embora não conheça nenhuma pesquisa neste sentido, acredito que a TPM seja uma doença da mulher moderna, sobrecarregada com atividades e obrigações múltiplas; com alto grau de exigência, onde ela tem que dar conta de tudo, 100% e perfeitamente.
Essas atividades múltiplas e o alto grau de exigência pessoal e social geram elevado nível de pressão ­ interna e externa e, conseqüentemente, levam a um stress tal que o organismo e o psiquismo não conseguem absorver, elaborar e transformar, revertendo assim numa sintomatologia patológica: a TPM, por exemplo.
Parece que a mulher na atualidade esqueceu-se do que é ser mulher, sobre o seu papel diante do homem e da sociedade.

O caminho que a mulher percorreu em nossa história ocidental, na busca de liberdade e autonomia do homem e na sociedade, fez com que ela se afastasse de si própria, negando seu próprio ritmo e necessidades femininas.
Ela conseguiu provar para si, para o homem e para a sociedade, sua inteligência e competência (dentro do universo masculino), mas a um preço muito alto, que foi ignorar a sua importância como mulher para a sociedade humana apenas por ser mulher.
Vive hoje num ritmo “como se” fosse um homem (até mais sobrecarregada!).
Homem é diferente da mulher: tem outro processo fisiológico, hormonal e psicológico. E, parece, que a mulher esqueceu-se disso. Esqueceu-se que mulher é diferente do homem. Por isso, seu corpo “grita” através dos sintomas da TPM, para despertá-la para a “sua” realidade como mulher.
É preciso que a mulher se redescubra enquanto mulher. Aprenda a valorizar-se, agregando suas qualidades naturais, como, por exemplo, sua receptividade e sensibilidade com as ‘recém descobertas’, tais como, a capacidade de estratégia e objetividade.

A mulher deve ser a primeira a dar o devido valor para o seu papel e o que este representa dentro da sociedade humana, começando consigo mesma.
Como disse anteriormente, qualquer situação que reincida na vida de alguém acontece para que a pessoa pare e reflita. Não acredito que o que passamos na vida e que chamamos “sofrimento” seja apenas para nos prejudicar gratuitamente, mas, sim, para “despertar”, refletir e resolver.
Para a mulher, a reincidência da TPM mostra o quanto ela não está respeitando o seu ritmo e suas necessidade psíquicas, emocionais e fisiológicas.

Para curar a TPM, a mulher precisa curar a causa, que é resgatar-se como mulher, despertando-se para seu autovalor e auto-estima e começar respeitando seus ritmos fisiológico, hormonal, psicológico e emocional.
A TPM, então, como “sintoma” existe na vida da mulher para que ela desperte, desperte para si mesma!

* Maria Aparecida Diniz Bressani é psicóloga e psicoterapeuta Junguiana, especializada em atendimento individual de jovens e adultos, em seu consultório em São Paulo.
Fonte: somos todos um

A ARTE DE MENSTRUAR

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O que define uma mulher? Muitas respostas poderiam ser dadas a esta pergunta, mas o que caracteristicamente a define é o fato de que mulher menstrua. E em sua condição plena, ela menstrua regularmente, expressão redundante, pois a palavra menstruação, que significa, literalmente, ‘mudança de lua’, tem como sílaba-raiz mens, mensis, a medida, origem da contagem do tempo, i.é., da regularidade.

A sílaba latina mens forma palavras como medida, dimensão metro, mente, para citar algumas. No sânscrito, a sílaba original era ma, de mãe, mana. Na Suméria, os princípios organizadores do mundo, atributos da deusa Inana, eram os me, sílaba contida no nome de muitas deusas, como Medéia, Medusa, Nêmesis e Deméter.

Para as mulheres da Idade da Pedra, o sangue menstrual era sagrado. É provável que a palavra sacramento se origine de sacer mens, literalmente, menstruação sagrada. Um ritual exclusivamente feminino, conhecido pelos gregos como Thesmophoria, mas cuja origem se perde no tempo, era realizado anualmente no período da semeadura. As mulheres que tinham atingido a idade do sangramento se reuniam num campo sagrado, e ao primeiro sinal do fluxo menstrual, elas desciam por uma fenda para levar sua oferenda às Cobras, as grandes divindades primárias do mundo profundo, que representam o poder regenerador na terra, no campo e no corpo das mulheres. Ofereciam o melhor leitão da ninhada, cuja carne apodrecida junto ao sangue menstrual era misturada às sementes, que então eram enterradas no campo sagrado, para promover e propiciar uma colheita abundante.

Os antigos ritos de menstruação hindus estão relacionados com Vajravarahi, literalmente ‘Porca de Diamante’, a deusa que rege as divindades femininas iradas, que dançam o campo energético do ciclo menstrual. Ela é a dançante Dakini vermelha, filha da Deusa Primal do Oceano de Sangue, mais tarde denominado de Soma.

Representando o fluido da vida, o sangue menstrual sempre foi considerado tabu, palavra polinésia que significa ‘sagrado’ e que foi interpretada pelos antropólogos como sendo ‘proibido’. De fato, o sangue menstrual, como o poder de criar vida que conecta as mulheres com o próprio universo, era tabu, isto é, sagrado e portanto proibido àqueles que não menstruassem, como era o caso dos primeiros antropólogos homens.

No mais esotérico dos rituais tântricos, o Yoni Puja, os sucos liberados pela cópula eram misturados com vinho e partilhados pela congregação. O mais poderoso de todos os sucos era aquele obtido quando a yogini estava menstruando.

Ao longo dos milênios, as mulheres têm desaprendido a arte de menstruar, de fluir com a vida. Nas sociedades tribais, a menarca, o início do fluir do sangue, era celebrada com um rito de passagem, auxiliando a menina a realizar sua entrada para o reino do mana: o poder sagrado transmitido pelo sangue e que tanto podia dar como tirar a vida. Além de apaziguar o poder destruidor, o rito tinha como função auxiliar a menina a entender sua condição física e sua relação com a função procriadora da natureza. Ainda uma criança em espírito e condição social, a partir de suas regras, a jovem deve assumir o comando de sua vida. Sem ritos de passagem, o que temos para oferecer às nossas meninas, que as ajude a transformar e assumir sua nova identidade?

Ao longo do processo civilizatório, a menstruação foi sendo depreciada, relegada, virando tabu. O que era sagrado tornou-se proibido, sujo, contaminado. A regra passou a ser esconder a regra. O resultado disto foi que o evento central na vida de toda mulher madura tornou-se invisível. Ironicamente, retorna à visibilidade para se tornar um negócio milionário, o dos absorventes ditos ‘higiênicos’, mas que continua a reforçar a idéia de que o sangue menstrual é ‘sujo’. O apelo maior da propaganda de absorventes é tornar a menstruação invisível. Promete que usar tal ou qual marca de absorvente possibilita à mulher levar a vida como se nada estivesse acontecendo em seu corpo. Descaracteriza-a como mulher, negando sua característica mais distintiva.

Devemos abolir os absorventes? É claro que não, pois não vivemos na Idade da Pedra. Mas talvez devêssemos nos espelhar no exemplo das índias andinas, que simplesmente se agacham e deixam seu sangue fluir para a terra. Impossibilitadas de agir assim numa terra coberta de asfalto, podemos, contudo, transformar esta prática num ritual. É importante para as mulheres recuperarem o sentido sagrado do fato biológico central em suas vidas. Pois, ainda hoje, a maioria das mulheres ‘liberadas’ acredita que suas regras (aquilo que as rege) é uma inconveniência que, se possível, deveria ser eliminada. Se formos capazes de romper com esta crença, talvez possamos desvincular o feminino da idéia de fragilidade e instabilidade. A decantada imprevisibilidade feminina é, em grande parte, decorrente das oscilações a que a mulher está submetida, ao longo de seu ciclo mensal. É a expressão da imprevisibilidade da própria vida.

O ciclo hormonal feminino apresenta dois pontos culminantes: a ovulação e a menstruação. O polo branco da ovulação, chamado muitas vezes de rio da vida, é o polo ovariano, procriativo, momento do ciclo em que, biologicamente, a mulher se coloca plenamente a serviço da espécie. O polo vermelho da menstruação, também chamado de rio da morte, é o polo uterino, quando a mulher se volta para si mesma. Ou pelo menos deveria, pois a arte de menstruar, a habilidade de fluir com a vida, é o momento em que somos chamadas para dentro, a fim de curarmos a nós mesmas.

Desprezada e negligenciada, não é de estranhar que a menstruação revide. A TPM (Tensão entre Patriarcado e Menstruação) é a expressão do conflito que nós mulheres vivemos, entre voltarmo-nos para o acontecimento sagrado dentro de nós ou atender à demanda do mundo externo. O período menstrual nos torna mais sensíveis, captando os acontecimentos em torno de nós através de uma lente de aumento e reagimos de acordo. Se aprendermos a respeitar o movimento energético que acontece em nosso interior, poderemos usar esta sensibilidade de um modo mais significativo e reverter a depreciação a que o sangramento foi submetido, recuperando sua sacralidade.

Como mulheres modernas, inseridas num mundo que funciona de acordo com os valores masculinos, nem sempre podemos nos recolher na cabana de menstruação, como faziam nossas antecessoras, onde descansavam e partilhavam suas experiências. Mas podemos reduzir nossas atividades ao mínimo, deixando para outro momento algumas delas. Também podemos nos recolher para dentro de nós, enquanto executamos as atividades diárias que nos competem. Depois de cumpridas as tarefas, podemos nos retirar para um lugar tranqüilo e prestar atenção ao que acontece no nosso útero, observar as sensações e os sentimentos, os sonhos que emergem. O período menstrual é o momento em que podemos aprender mais a nosso respeito e curar nossas feridas. Assim reverenciada, a arte de menstruar pode ser recuperada, possibilitando uma vida mais plena e feliz como mulher.

Fonte: Caldeirão
 

Amor é isto…

Amor é isto: a dialética entre a alegria do encontro e a dor da separação. De alguma forma a gota de chuva aparecerá de novo, o vento permitirá que velejemos de novo, mar afora.
Morte e ressurreição. Na dialética do amor, a própria dialética do divino.
Quem não pode suportar a dor da separação, não está preparado para o amor. Porque o amor é algo que não se tem nunca. É evento de graça.
Aparece quando quer, e só nos resta ficar à espera. E quando ele volta,a alegria volta com ele. E sentimos então que valeu a pena suportar a dor da ausência, pela alegria do reencontro.

Rubem Alves