Arquivo | maio 2012

Criatividade – Por Sérgio Navega


Por Que Criatividade é tão importante? Será que todos nós somos criativos? É algo que vem de berço ou se aprende? Pode ser cultivada, incentivada? Dá para ser Criativo em uma Empresa não Criativa? O que é afinal Criatividade?

São muitas perguntas, grande parte delas com várias respostas possíveis, e nenhuma resposta pode ser considerada a “melhor”. Criatividade é o típico conceito que resiste a definições e durante muito tempo temos visto aparecer diversos livros e manuais tentando apresentar visões pessoais (e algumas vezes idiosincráticas) sobre o assunto. Nosso enfoque neste pequeno artigo é mostrar que Criatividade pode ser encarada de uma maneira bastante diferente das tradicionais e que essa forma é mais fundamentada do que muitas outras alternativas.

Criatividade de Vários Pontos de Vista

Quando a coisa é difícil de definir ou entender, um exercício interessante é observá-la sob diversos ângulos. É o que faremos aqui, através de enfoques bastante distantes um do outro. Todos tentam iluminar a questão “O que é Criatividade?”.

Sob o ponto de vista humano
Criatividade é a obtenção de novos arranjos de idéias e conceitos já existentes formando novas táticas ou estruturas que resolvam um problema de forma incomum, ou obtenham resultados de valor para um indivíduo ou uma sociedade. Criatividade pode também fazer aparecer resultados de valor estético ou perceptual que tenham como característica principal uma distinção forte em relação às “idéias convencionais”.

Sob o ponto de vista cognitivo
Criatividade é o nome dado a um grupo de processos que procura variações em um espaço de conceitos de forma a obter novas e inéditas formas de agrupamento, em geral selecionadas por valor (ou seja, possuem valor superior às estruturas já disponíveis, quando consideradas separadamente). Podem também ter valor similar às coisas que já se dispunha antes mas representam áreas inexploradas do espaço conceitual (nunca usadas antes).

Sob o ponto de vista neurocientífico
É o conjunto de atividades exercidas pelo cérebro na busca de padrões que provoquem a identificação perceptual de novos objetos que, mesmo usando “pedaços” de estruturas perceptuais antigas, apresentem uma peculiar ressonância, caracterizadora do “novo valioso”, digno de atenção.

Sob o ponto de vista computacional
É o conjunto de processos cujo objetivo principal é obter novas formas de arranjo de estruturas conceituais e informacionais de maneira a reduzir (em tamanho) a representação de novas informações, através da formação de blocos coerentes e previamente inexistentes.

Como quase todas as definições, estas são opacas e difíceis de entender, mas servem para demonstrar como é vasto o repertório de idéias que podem ser postas em conjunto para tentar explicar o que é o fenômeno criativo. Há, no entanto, uma grande tendência em se “assustar” com essas idéias e dessa forma evitar compreendê-las, ficando com aquelas noções batidas de “preparação, incubação, insight”. Não temos espaço neste artigo para mostrar porque essas idéias velhas não vão muito longe. Basta dizer que a grande maioria dos autores de livros e manuais de Criatividade se contentam em expor “técnicas” com variações dessas estratégias e com isso parecem se satisfazer com as idéias que historicamente tem sido usadas para explorar esse assunto. No mínimo, isto pode ser dito como muito pouco criativo da parte deles. Temos que ser criativos para pensar sobre criatividade.

Propomos pensar sobre Criatividade a partir de outro enfoque: para ser mais criativo, temos que entender porque o cérebro humano é naturalmente criativo, porque as crianças são espontaneamente criativas.

Temos que compreender como funciona a mente humana, em seus aspectos mais cognitivos e perceptuais, não através de “chutes” sobre como pensamos, mas sim através do acompanhamento criterioso das descobertas científicas acerca da mente e do cérebro humanos. Nunca houve tantas informações sobre esse assunto quanto tivemos nos últimos dez anos.

Criatividade Auxilia Percepção e Vice Versa

A Ciência Cognitiva estuda, entre outras coisas, como o cérebro humano desenvolve progressivamente sua capacidade perceptual. Uma criança aprende com o tempo a perceber expressões faciais de seus pais quando eles estão, por exemplo, zangados ou impacientes. A percepção é uma atividade contínua do cérebro e para identificar os diversos objetos e eventos que uma criança tem que lidar, muito de seu aprendizado depende de correlacionar coisas que acontecem em frente a seus olhos, ouvidos e mãos. Para executar essa correlação a criança precisa ser ativa, precisa interagir com o ambiente e testar seus limites, precisa verificar se aquilo que aconteceu ontem também vai acontecer hoje. Isto é, na essência, um dos procedimentos fundamentais da Criatividade, o desenvolvimento (através de testes e observação) de uma capacidade perceptual apurada através da atitude ativa.

Com o tempo, a criança se desenvolve e vai querer atingir novos objetivos.

Agora ela já está mais apta a atuar sobre o mundo e teve tempo de desenvolver um aparelho perceptual suficientemente poderoso para ajudá-la na tentativa de satisfazer seus anseios. Um deles pode ser, por exemplo, alcançar aquele bolo que está ali sobre a mesa. Sua percepção lhe informa que um banquinho próximo à mesa lhe daria suporte para quase alcançar o topo dela. Falta apenas um pouco mais. Então, sua criatividade vai impeli-la a observar ao redor e ver se há algo mais que possa lhe “fornecer” o tipo de suporte de que necessita para elevá-la além da altura do banco. Ao encontrar uma caixa de brinquedos, um “estalo” ocorre: se colocada sobre o banquinho, isto lhe permitirá atingir a mesa e assim saborear o bolo.

Este ato criativo no caso da criança tem dois componentes que eu gostaria de destacar. O primeiro é a solução inovadora (a criança não “sabia” desta solução, ela a concebeu, principalmente porque sua percepção “juntou partes”). Mas há também o fator “risco”, pois qualquer adulto que estivesse presente iria desincentivar a criança porque talvez a caixa de brinquedos sobre o banquinho fosse instável e assim a criança poderia cair. Temos aqui dois itens que influenciam bastante a criatividade:

1) A necessidade de um lado (em conjunto com a habilidade perceptual) fornecem impulso positivo para o desenvolvimento de soluções criativas. Para ser criativo, devemos ter claro em nossa mente o objetivo (mesmo que vago e incerto) que queremos atingir.

2) A crítica dos pais fornece reforço negativo (neste caso, apropriado), pois há a imposição de uma regra que “corta” o fluxo criativo de pensamento (essa regra, na verdade, só tem significado para os pais, para a criança não significa nada, pois ela não sabe do perigo de cair de apoios instáveis, só irá aprender quando cair uma vez).

Obviamente, a regra dos pais é bem-vinda pois evita um acidente desagradável. Mas se os pais não esclarecem à criança o porquê da regra, isto fará sobrar em sua pequena mente apenas a parte negativa da regra, aquela que tolhe a iniciativa sem dizer qual a causa disso. É fundamental que todos nós entendamos o porquê das coisas.

Quando adultos, mantemos boa parte dessas restrições impostas sem explicação em nossas cabeças.

Elas nos colocam regras, normas, procedimentos, padrões, bloqueios que agem como os pais originais agiram em relação à criança. À primeira vista, isto pode parecer tão útil quanto a situação original da criança: as regras e procedimentos foram desenhados porque eles deram certo no passado  (evitam quedas dolorosas). As regras que nos ensinaram na escola e na faculdade também tiveram certo cuidado em sua confecção. Então como justificar a criatividade (quebra de regras) neste caso? Vamos nos concentrar agora no porque é necessário quebrar regras.

Criatividade e Expansão de Potencialidade

A grande diferença entre as regras dos pais em relação à criança e as regras e procedimentos aprendidos na faculdade e no trabalho em relação aos adultos vem do fato de que os pais da criança estão totalmente certos de que há um risco alto em se apoiar em uma caixa de brinquedos instável. Já as regras dos adultos são apenas coisas que funcionaram bem até hoje. Entretanto, não há ninguém que consiga justificar porque elas irão funcionar bem amanhã (isto é parte de uma discussão filosófica sobre a justificação de procedimentos indutivos). Além disso, se a regra é apresentada a nós sem nenhuma explicação convincente, então ela pode ter sido desenvolvida por força de generalizações imperfeitas. O mundo evolui, descobrimos novas coisas a todo o instante. Confiar cegamente nas regras antigas significa desprezar o potencial criado pelas descobertas recentes.

Esta é mais uma das observações que fazemos para justificar porque temos que entender as coisas. Não basta sabermos sobre fatos, temos que captar a essência de suas interligações. Em outras palavras, em vez de ensinar a nossas crianças o nome dos afluentes do rio Amazonas (e de cobrar esses nomes em provas, valendo nota!), elas deveriam ser expostas ao ciclo de eventos que ocorrem por causa da chuva, deslocamento de águas dos rios para os mares e posterior evaporação.

Esse conhecimento (conhecimento causal) é muito mais importante do que nomes e dados factuais, pois permite a pessoa pensar sobre as coisas e usar o pensamento para melhorar sua vida (via criatividade!).

Há utilidade também em dividirmos a criatividade em duas áreas (como faz Margaret Boden): a criatividade psicológica, na qual aquilo que é inventado é novidade para a pessoa, mas não para a humanidade (ou seja, alguém já fez isso no passado) e a criatividade histórica, na qual a criação é inédita em termos universais. As crianças tem em geral criatividade psicológica, é novo para elas mas já foi feito muitas vezes no passado. Mas como adultos em geral estamos à cata de criações históricas, coisas que nunca foram tentadas (ao menos na exata situação contextual em que estamos). Portanto, estamos à procura justamente de criações para as quais não existem regras definidas previamente, ou seja, as regras atuais não valem. Entende porque temos que quebrar regras?

Portanto, Criatividade serve muito para explorarmos o desconhecido, e para isso precisamos ter em mente que frequentemente vamos errar. Tentar e errar faz parte do processo criativo e um dos pontos básicos para ampliarmos nosso potencial criativo é justamente reconsiderar nosso “medo” de errar, talvez transformando a palavra em “testar”.

Veja que a cada “teste” malsucedido que fazemos conseguimos novos elementos para nosso aparelho perceptual (mais ligações de causa/efeito, mais identificação de correlações, mais micro-regras unindo partes do problema a outras partes, mais conhecimento sobre partes montando um todo, etc). Por isso se diz que muito se aprende com os erros. Eles enriquecem nossa percepção de forma que possamos ter melhores chances de simular o mundo em nossas mentes em futuras situações.

Criar é Ter Inteligência Para Simular

Uma das características mais marcantes dos “seres inteligentes” que habitam este planeta é a habilidade de aprender e antever consequências de atos imaginados. Isto nos permite fazer “modelos” do mundo. Conseguimos “rodar” um programa simulador em nossa mente. Uma criança desde cedo aprende a entender o que significa a força da gravidade e a partir daí irá ganhar uma forma virtual de testar mentalmente uma determinada ação física, verificando se ela é segura ou não antes de executá-la. As crianças acabam descobrindo que se colocar o dedinho no fogo a consequência é dor lancinante. Depois disso, elas podem antever a consequência do ato de estender seu dedinho mental no fogo virtual e sentir assim o efeito virtual correspondente, sem ter que passar pelo efeito físico.

Passamos boa parte de nossa vida aprendendo como melhorar nossa simulação do mundo exterior. Modelamos o mundo físico, modelamos as emoções das pessoas com as quais convivemos, modelamos a empresa em que trabalhamos, o governo, nossos vizinhos, nosso carro, o trânsito, etc. Boa parte de nosso raciocínio é meramente uma simulação de grandes cadeias causais (isto causa aquilo que causa aquilo…). Podemos dizer que essa sequência de inferências são representantes das “regras” que usamos no dia-a-dia, equivalentes às regras mais simples como aquela que diz que quando vou atravessar uma rua, devo olhar para os dois lados. Essa regra é tão forte que chega ao caráter de comportamento condicionado. Tudo isto é muito, muito útil, pois poupa-nos tempo, automatiza procedimentos rotineiros, aumenta nossas margens de acerto e evita erros fatais. Há poucas (se é que há alguma!) vantagem em ser criativo no atravessar a rua.

Mas há um lado ruim dessa tática: essas regras também nos fazem ficar acomodados e por isso evitamos procurar novas possibilidades. Para sermos criativos, temos que estar dispostos a quebrar (mesmo que apenas mentalmente) várias dessas sequências pré-programadas e dessa forma rodar nossa simulação do mundo com um conjunto alterado de regras. Mas para que mesmo fazer isso? Vamos rever essa idéia.

O Estalo Perceptual

Aposto que todos os leitores já ouviram falar (ou mesmo já tiveram) o famoso “aha!” ou o “eureka”. São expressões que exprimem o momento em que as coisas se “encaixam” de um jeito ideal mostrando seu valor imediatamente. Chamo a isso de “estalo perceptual”. Por que?

Porque esse estalo aparece devido ao nosso treinamento perceptual para reconhecer coisas valiosas. Quando as coisas se juntam, há um momento onde identificamos uma espécie de “objeto” como se tivessemos reconhecido a face de um velho amigo que não vemos há muito tempo. Na realidade, em termos neurocientíficos é exatamente isso o que ocorre. Essa é uma atividade essencialmente cognitiva e que mostra a importância de cultivarmos habilidades perceptuais.

Ainda há muito a se falar sobre este tópico e caso você esteja interessado em maiores informações, você pode me contatar no e-mail abaixo. Veja também a página do meu seminário sobre criatividade que trata desses assuntos com maior profundidade, em especial como podemos fazer para alterar as regras que conhecemos e assim obter maiores chances de estalos perceptuais.

Nós humanos somos os únicos seres inteligentes deste planeta capazes de uma profunda auto-reflexão. Para ser mais criativos, temos que levar esse auto-conhecimento um passo adiante. Temos que conhecer como funcionam nossos cérebros para poder não apenas nos deleitar com esse conhecimento, mas também para potencializar nossas capacidades e assim ampliar o alcance de nossas melhores intenções humanísticas.

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Homem feminino – Carlos Nader

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Nosso colunista alerta: está faltando mulherzinha nos homens. E, veja só, nas mulheres também…

Eu era daqueles homens que poderiam ter um adesivo no vidro do carro: “Eu Também Jogo Toalha Molhada na Cama”. Era mais forte do que eu. Um instinto irresistível, diretamente ligado ao cromossomo Y.

Não tinha jeito. Eu saía do banho, pensando em tudo que tinha que fazer durante o dia, todo o trabalho que me esperava, e, quando via, já tinha jogado a toalha. Sempre assim. As aranhas teciam suas teias, os deputados teciam suas tramóias e eu jogava uma toalha molhada na minha própria cama.

Com o tempo, eu me regenerei, iluminado por uma aparição de Nossa Senhora do Apocalipse. Arremesso de toalha na cama é um gesto que tem ligação direta com o fim do mundo. É. Homem, em geral, não sabe cuidar da casa. Nem da própria, nem da de todos. A história ambiental da Terra é lotada de homens jogando toalhas sujas em camas limpas.

Um petroleiro vaza no Alasca. Uma usina atômica vaza na Rússia. Um litro de mercúrio de garimpeiro vaza para um rio da Amazônia. Nenhuma dessas cenas é fruto de uma maldade programada, dolosa. Como a toalha na cama, o acidente ecológico resulta sempre de um descaso autodestrutivo, vindo de gente que está mais preocupada em conquistar algo lá fora do que em preservar algo aqui dentro. Homens, em geral.

Não fere o meu lado masculino
É claro que existem homens que cuidam da casa. E mulheres que conquistam o mundo. É só olhar para qualquer Madonna Louise armada de um microfone ou qualquer dona Maria armada de uma direção de carro: as mulheres não são necessariamente um poço natural de bondade e abnegação.

Tem aquela frase do Mencken que diz que só existe uma coisa em que homens e mulheres concordam. Nenhum dos dois confia nas mulheres. A frase não é minha, mas eu também rejeito qualquer tipo de populismo sexual, qualquer demagogia de gênero. Homem que só fica elogiando o papel das mulheres no mundo está geralmente querendo jogá-las no mesmo lugar onde joga a toalha molhada.

O que defendo não é grande novidade: acho que falta energia feminina no mundo. Não só ao lado dos homens, mas também dentro deles. Correndo por fora desde os anos 60, a maioria das mulheres não teve medo de realizar seu lado masculino. Inclusive com certo exagero, às vezes. Mas o fato é que há pouca mulher mulherzinha hoje em dia. Enquanto isso, a maioria dos homens continua homenzinha demais.

O equilíbrio ambiental do planeta passa pelo balanço mais justo dessas energias vitais. O feminino, mesmo dentro de um menino, gosta de brincar de casinha, dentro da casinha. E o masculino, mesmo no coração de uma menina, gosta de brincar de construir e destruir casinhas.

Está faltando pulso feminino no mundo, enquanto há mundo. As mulheres ficaram mais homens. Os homens precisam ficar mais mulheres. Ficar mais mulher é coisa para macho.

*Carlos Nader, 41, ainda não jogou a toalha. Seu e-mail é: carlos_nader@hotmail.com

Fonte- Revista Trip

Joan Miró – Divino!


Ele nasceu em Barcelona e, na escola, era apelidado de “cabeçudo”, por ser considerado o garoto mais abobalhado entre os colegas. Passava o tempo desenhando ou colecionando pedras e plantas. A contragosto, o senhor Miguel Miró Adzerias permitiu que o filho, aos 14 anos, ingressasse na Escola de Belas Artes de Barcelona. Mas o jovem não chegou a esquentar os bancos da instituição. Insatisfeito com o currículo essencialmente acadêmico, deixou de freqüentar as aulas.

O pai de Miró convenceu-se de que o rapaz era um caso perdido. Obrigou-o então a se empregar como guarda-livros em uma drogaria e disse que ele precisava começar a planejar o próprio sustento. Resultado: a pressão e a rotina burocrática do trabalho levou o jovem Miró a uma crise de depressão, que veio acompanhada de febre tifóide.

Foi durante o período de convalescença, numa fazenda da família em Montroig, nas montanhas da Catalunha, que Miró decidiu levar adiante, apesar das resistências paternas, o projeto de ser artista. Ao retornar a Barcelona, passou a freqüentar o ateliê e escola de arte de Francisco Gali, a partir dos quais passou a travar contato com o mundo artístico e boêmio da cidade. Apesar disso, seu comportamento arredio e introvertido nunca lhe permitiram acompanhar os colegas nas costumeiras incursões madrugada adentro.

Por volta dos 25 anos, em 1919, decidiu mudar-se para Paris, onde as vanguardas dominavam o cenário artístico e cultural. Instalado na capital francesa, Miró ficou particularmente interessado nas experiências surrealistas de exploração do inconsciente. “Ele foi o mais surrealista de todos nós”, chegou a dizer o líder inconteste do movimento, o escritor André Breton.

Mais tarde, ao recordar esse período de sua vida, em que alternava os verões em Montroig e os invernos em Paris, o próprio Miró diria que havia uma diferença básica entre eles e os colegas ligados ao surrealismo. Enquanto estes utilizavam substâncias artificiais para “abrirem livremente as portas da percepção”, seu principal canal com o mundo da alucinação e do delírio era mesmo a fome.

“Eu voltava tarde da noite para casa e, por falta de dinheiro, não jantava. Assim, rabiscava no papel as sensações que a fome provocava em meu organismo”, revelaria. Sem conseguir vender um número suficiente de quadros que lhe permitisse uma vida apenas razoavelmente digna, Miró chegou a enfrentar o rigoroso inverno de 1925 tiritando de frio, pois não tinha recursos para sequer mandar consertar o aquecedor que estava quebrado.

Um contrato com o negociante de quadros Jacques Viot tirou-lhe dos tempos de penúria extrema. Em 1928, Miró aproveitou os melhores ventos e viajou para a Holanda, em busca de novas fontes de inspiração. No ano seguinte, casou-se com Pilar Juncosa, que lhe daria a única filha, Dolores, e com quem passaria a morar em Paris e, posteriormente, na Espanha. O artista levou um vida sossegada, dedicado integralmente à família e à arte, até o momento em que o fantasma da Guerra Civil Espanhola exigiu-lhe uma tomada de posição.

Contrariado, Miró trocou novamente a Espanha pela França, mas participou ativamente da luta pela liberdade de seu país. Pintou cartazes de propaganda política e idealizou o painel “O Ceifeiro”, que seria apresentado ao lado do célebre “Guernica”, de Pablo Picasso, no pavilhão espanhol da Exposição Internacional de Paris.

Quando estourou a Segunda Guerra Mundial, Miró viu-se forçado a deixar novamente a França, em 1940, diante da iminência da ocupação nazista em Paris. Depois de uma temporada em Maiorca, retornou a Barcelona, em 1942. Nesse momento, o artista confessou por mais de uma vez que estava desiludido com os rumos da vida na Europa e temeu a vitória de Hitler. São desse período algumas de suas obras mais líricas e famosas, as que compõem a série “Constelações”, na qual parece conjurar céus inteiros para se sobrepor à fúria cega desencadeada pela guerra.

Miró e sua arte sobreviveram ao conflito e ganharam reconhecimento internacional definitivo nas décadas seguintes. Morreu aos 90 anos, rico e bem-sucedido, celebrado em todo mundo como um dos maiores artistas do século 20.

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Mais da Arte de Miró – Clique no link –http://www.ricci-arte.biz/pt/Joan-Miro-2.htm

Fonte- Folha Online e http://www.ricci-arte.biz

Rejeição e dor – Andrea Pavlovitsch

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Você já foi rejeitado? Aposto que sim. Aposto como aquela menininha linda da quarta-série não queria nada com você e quando você escreveu no bilhetinho “Quer namorar comigo?” com dois quadradinhos ao lado do SIM e do NÃO, ela assinalou um X no não tão forte que até furou o papel. E aposto que você ainda se lembra de quando o seu pai comprou um presente para o seu irmão mais novo, e não para você. Ou quando, sentado na sala de espera da entrevista de emprego, percebeu o quanto o ex-futuro chefe gostou muito mais do currículo da candidata que entrou antes de você. Ou dos peitos, que seja! A rejeição acontece. O tempo todo. Seja na fila do ônibus, seja no trabalho, mas onde ela realmente pega, são nas relações amorosas.
Perdi a conta do número de vezes que consolei minhas amigas rejeitadas pelos pretendentes. Perdi a conta do número de vezes que eu precisei delas para que me consolassem. A rejeição amorosa mexe em um lado nosso que nem sabíamos que existia. É como se, por alguns instantes, um imenso buraco abrisse debaixo dos nossos pés (a famosa sensação de estar sem chão) A cabeça fica turva, os olhos começam a lacrimejar, a garganta fecha completamente. É dor. Na sua forma mais pura, mais profunda. É como se fossemos, naquele momento, lixo. Quando estamos realmente, de verdade, apaixonados então a coisa piora. E muito. E não pense que precisamos das famosas palavras “eu não te amo mais” para nos sentirmos assim. Rejeição, quando começa, se sente. Sentimos nos olhares para a mesa ao lado do restaurante. Sentimos quando não importamos mais para aquela pessoa, quando tudo o que fazemos para ela ou para ele parece nada. É como se fosse uma coisa comum, por mais que nos esforcemos, não tem nenhum significado para o outro.
E como é duro se conformar com isso. Quando ele chega e diz “Acabou!” ficamos inconformados. Por quê? Como? Não entendemos nada porque não conseguimos ler os sinais. Pensamos: “Mas como pode, estava tudo tão bem?”. Mas não estava há tempos. Por isso acredito que a rejeição nos cegue. Talvez para que doa menos. Talvez para que possamos passar melhor por isso. E todos fogem da dor, o tempo todo. A dor das necessidades da vida. A dor de perder, de desapegar. A dor de mudar uma rotina que gostamos tanto. De esquecer, de deixar de gostar, de deixar de sentir necessidade e de sentir necessário.
De fato, a rejeição mexe com o que existe de mais primitivo em nós. Quando somos bebês não queremos, e nem podemos ser rejeitados pelos nossos pais. Dois dias sozinhos neste mundo cruel, sem comida, sem leite, sem cobertores nós até sobrevivemos. Mas um dia, que seja, sem carinho e sem toque, e não existiremos mais. A rejeição, portanto, mexe com o nosso instinto de sobrevivência, de capacidade de conseguir chegar numa idade em que poderemos nos virar sozinhos. Mexe com as necessidades de carinho e de afeto que só uma mãe pode dar. E são estes os sentimentos que aparecem quando acontecem as outras rejeições na nossa vida. É como se todas as outras remetessem a rejeição original que pode ser desde um “não sei se quero mesmo ter esse filho” até um abandono na cesta de lixo ou num rio, como está tanto na moda. E isso sempre é dolorido. E muito.

Mas porque somos rejeitados?
Essa é a pergunta que todos gostariam de ver respondida. Não existe uma fórmula. Não adianta você ser a mais bonita, a mais gostosa e a mais inteligente do planeta. Isso não fará com que você não precise passar por isso. E procuramos tanto nos “ajeitar” para evitar a rejeição. Enchemos-nos de botox, levantamos o bumbum, fazemos ginástica, aprendemos a falar direito. Qualquer truque! Para que aquela pessoa, aquela pessoa especial que amamos tanto e que escolhemos, também escolha a gente. E, um dia, um belo dia, descobrimos que nada do que fizermos vai adiantar muito. A rejeição, feliz ou infelizmente, está relacionada à energia. Simplesmente não deixamos de gostar de alguém porque a pessoa tem esse ou o outro defeito. Tantas mulheres aturam maridos bêbados e espancadores por medo da rejeição. Tantos homens sustentam mulheres que não merecem por medo de serem rejeitados por elas. Na pior das hipóteses, o medo da rejeição vira um imenso jogo. E se a pessoa amada sabe se aproveitar desse jogo, com certeza, o outro sofrerá muito.

Mas o que é a rejeição então?
A rejeição, portanto, é o quanto a gente se rejeita. O quanto achamos que não somos suficientemente perfeitos. O quanto não nos aceitamos como somos. É muito fácil aceitar um homem, ou uma mulher, que amamos como eles são. Até achamos os defeitos pequenos charmes passíveis de perdão. Mas quando cometemos um erro, quando fazemos algo de não gostamos, nos culpamos, nos rejeitamos. E quanto mais você se rejeita, mais o Universo vai mandar pessoas para você em forma de rejeição. É como se você estivesse pedindo isso para o Universo o tempo todo. Vibrando a rejeição, atraímos a rejeição.

Então, como nós livrarmos da rejeição?
O primeiro passo é uma grande, imensa, faxina interna. Sente-se um dia, com você, e se lembre de todas, todas, todas as ocasiões em que foi rejeitado ou que se sentiu assim. Chore, grite, esbrajeve. Soque umas almofadas, faça qualquer coisa que te faça sentir melhor, mas, por favor, não entre no coitadinho de mim. Você não é o único rejeitado do planeta e pode, muito bem, agüentar isso. Livre-se daquela coitadinha que não pode mais viver por ter sido rejeitada. Simplesmente mande ela embora da sua vida.
Segundo passo, e mais importante, amar a si sobre todas as coisas. Aprender a amar os seus erros, os seus defeitos, as suas atitudes impensadas, as coisas que você fez e não deram certo, os fracassos. Pense que tudo no Universo está sempre no local e na sintonia certa e que se essas coisas te aconteceram é porque tinham que acontecer. Não pense que seria diferente, que você teria feito outras escolhas, porque não teria. As coisas são o que são. Aceite-as. Aceite a si e, assim, você também vai aceitar o próximo. Pense nas vezes em que você rejeitou alguém. Pensei que você pode ser a menininha da quarta-série que respondeu a enquete. Pense que, muitas vezes, você teve que rejeitar uma pessoa que você sabia que não tinha nada a ver com você. Essa é a dinâmica da vida e não é você quem vai modificá-la. Simplesmente aceite.
Então, a lição de casa para a rejeição é a aceitação. E se isso te fizer chorar, chore. Se isso te fizer sofrer, sofra. Não é vergonha para ninguém passar por isso, não é humilhação. Humilhação, de verdade, é deixar de se amar e esperar que o outro faça isso por vocês dois.
Você é um ser humano perfeito! Com todas as suas imperfeições. E está numa grande escola chamada Vida, onde você pode errar a vontade. E sempre, sempre, sempre se perdoar por isso.

Andrea Pavlovitsch
Terapeuta holística, taróloga e numeróloga. Atende com florais, reiki e psicoterapia.
Agende seu horário por (11)8132-7126,(11)6839-3412 ou (11) 9273-2657 ou peça seu mapa numerológico (pessoal e empresarial) e consulta de tarô através de andreateixeira@psicoterapeutas.com.br
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* Os créditos acima sempre devem acompanhar o texto *

LER (lesão por esforço repetitivo)

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A LER (lesão por esforço repetitivo) é designada para definir toda e qualquer lesão causada por movimentos repetitivos, como digitação, má postura, tocar piano, dirigir, algumas atividades físicas que exijam muito esforço, fazer crochê, entre tantos outros. A LER abrange um grupo de doenças que atinge principalmente os músculos, nervos e tendões, provocando irritações e inflamações em razão da sobrecarga do sistema musculoesquelético.

Várias são as causas que levam uma pessoa a apresentar LER, entre elas podemos citar:

*        Repetitividade de movimentos;

*        Postura inadequada por um longo período de tempo;

*        Atividades de trabalho que exijam força excessiva com as mãos;

*        Atividades esportivas que exijam grande esforço dos membros superiores;

*        Ritmo intenso de trabalho;

*        Mobiliário mal projetado e ergonomicamente errado;

*        Esforço físico;

*        Trabalho muscular estático;

*        Choques e impactos;

*        Executar a mesma tarefa por tempo prolongado;

*        Pressão mecânica sobre algumas regiões do corpo;

*        Pressão no ambiente de trabalho;

*        Cobrança por produtividade;

*        Má divisão das tarefas.

O primeiro sintoma da LER é a dor, seguida depois de outros sintomas como formigamento, dormência, insensibilidade ou falta de força para segurar objetos. Em estágios mais avançados da LER, as inflamações podem se tornar um processo degenerativo que afeta nervos e vasos sanguíneos de maneira prejudicial, podendo causar deformidades como cistos, inchaços, perda de potência, sendo que a dor pode se tornar insuportável e tarefas rotineiras como escovar os dentes e amarrar os sapatos tornam-se impraticáveis.

As doenças causadas pelo esforço repetitivo são muitas, dentre elas podemos citar: tendinite, síndrome do túnel do carpo, tenossinovites, bursite, mialgias, síndrome do pronador redondo entre outras.

O tratamento para a LER é feito com anti-inflamatórios e uma equipe interdisciplinar que envolve médico, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional e acupunturista. Especialistas recomendam a caminhada como um bom aliado ao tratamento, já que essa atividade estimula a liberação de endorfina, responsável pelo alívio da dor e também pelo relaxamento do corpo.

Postura correta em frente ao computador
Postura correta em frente ao computador

A LER não é considerada uma fatalidade e sim um acidente resultante de práticas e hábitos que agridem o corpo, e que podem ser evitadas por meio de algumas ações simples, como:

  • Para pessoas que trabalham com atividades repetitivas, é preciso que a cada 25 minutos se faça uma pausa de 5 minutos para descanso, e a cada hora de trabalho, saia da cadeira e se movimente;
  • Durante o tempo de pausa faça exercícios de alongamento para manter os tecidos irrigados;
  • Beba água regularmente durante o dia;
  • Mantenha uma postura adequada, com os ombros relaxados, apoiando-se no encosto da cadeira, e os pulsos retos;
  • Mantenha as plantas dos pés totalmente apoiadas no chão;
  • Sente-se de forma que o assento da cadeira e as suas costas formem um ângulo reto;
  • Use uma cadeira que se ajuste à mesa de trabalho, de forma que ela se ajuste a você;
  • Caso trabalhe com computadores, prefira que o monitor fique a altura dos olhos, e a uma distância equivalente à distância do seu braço;
  • Ar condicionado muito forte no ambiente de trabalho afeta a circulação e pode contribuir para a ocorrência de LER;
  • Prefira teclados e mouse que possuam apoiadores, que evitam a obstrução da circulação sanguínea.

Forma correta de colocar as mãos no teclado ao digitar
Forma correta de colocar as mãos no teclado ao digitar
Por Paula Louredo
Graduada em Biologia

Salvador Dalí – Obras do Pintor Surrealista

Salvador Dalí foi um pintor surrealista, cujas obras de artes são originais, bizarras e extremamente criativas, suas pinturas tiveram forte conotação metafisica e sexuais . É considerado um dos mais criativos gênios do movimento surrealista. Excêntrico, ostentava como marca pessoal um esquisito bigode. Tinha uma personalidade muito extravagante e sem modéstia, costumava dizer: “Sou um monstro de inteligência”. Suas obras são uma combinação de imagens bizarras e oníricas de extrema qualidade plástica. Além de pintor, Dalí realizou trabalhos para o cinema, esculturas, fotografias, desenhou jóias e ilustrou livros.
Salvador Dalí nasceu na Espanha, 1904, dia 11 de maio.
Um coquetel de medicamentos não prescritos danificou seu sistema nervoso provocando um fim em suas atividades artísticas. Sofria do Mal de Parkinson, e morreu no dia 23 de janeiro de 1989, na cidade natal de Figueiras, Espanha.
Dalí adorava o luxo e tinha uma paixão irresistível por dourado e por roupas. Casado com Gala Éluard, uma mulher gananciosa e extravagante que zelou toda a sua vida por Dalí e sua obra, e foi responsável pela saúde mental do marido. Muitos atribuem à Gala Éluard, o sucesso de Dalí, cuja a banalização e comercialização da obra do gênio surrealista, é atribuída também à ela, que era cultuada pelo pintor catalão de forma exagerada como a grande musa de sua vida, deificada muitas das vezes em suas pinturas.

Foto de Salvado Dalí e Sua Musa, Gala Éluard


Salvador Dalí foi um dos mais importantes pintores do movimento artístico denominado surrealismo, movimento fortemente influênciado pelas teorias psicanalíticas de Sigmund Freud, que enfatizava o papel do inconsciente na atividade criativa.
Apesar da semelhança e influência do mestre Chirico, as pinturas de Dalí são originais, povoadas por alegorias metafísicas e sexuais, em um mundo onírico.
Os representantes mais importantes do surrealismo foram os artistas plásticos René Magritte, Max Ernst e Miró, pintor catalão que convenceu Salvador Dalí a transferir-se para París e aderir o movimento surrealista. A maioria dos artistas plásticos surrealistas, são originados do movimento Dadaísmo.
Salvador Dalí foi alvo de duras críticas por parte dos artistas surrealistas e esteve envolvido em várias polêmicas, comandada por André Breton, o pai do movimento surrealista. Breton acusou Salvador Dalí de ser “Ávido por dólares”. Dalí foi expulso do movimento surrealista, pois no momento da guerra civil espanhola, apoiou o regime autoritário de Francisco Franco. Expulso do movimento, em resposta, disse: “Sou o próprio Surrealismo”.
Na biografia de Salvador Dalí, consta que ele era uma pessoa que gostava exageradamente de chamar a atenção, a ponto de causar desagrado a quem estava perto. Mas, polêmicas a parte, Dalí é sem dúvida nenhuma um dos grandes gênios do surrealismo e suas obras não deixam dúvidas.

Obras de Salvador Dalí

A Persistência da Memória – 1931


A persistência da memória, o mais conhecido dos quadros, é um quadro pequeno (24x33cm), Dalí levou apenas 2 hrs para realiza-lo.
A flacidez dos relógios dependurados e escorrendo mostram uma preocupação humana com o tempo e a memória. A cabeça adormecida que aparece nesse quadro, em muitos outros também, é o próprio Dalí presente.

Metamorfose de Narciso – 1937


O mito grego de Narciso, o jovem belo que viu sua imagem refletida em uma fonte e se apaixonou por ela. Segundo uma das versões, incapaz de satisfazer seus desejos ele se transformou em árvore; em uma outra alternativa dramática, ele se inclinou para frente até abraçar a imagem, caiu de cabeça dentro d’água e se afogou. Depois os deuses o transformaram em flor, Dali mostra Narciso sentado à beira de um lago, olhando para baixo, enquanto, próximo, uma figura de pedra se decompondo se parece bastante com ele. No fundo, um grupo de figuras nuas faz poses, enquanto uma figura semelhante a um narciso aparece no horizonte.

O sono – 1937


Em sono, Dali recriou o tipo de cabeça grande e mole e o corpo inexistente que aparecia com tanta frequência nos seus quadros por volta de 1929. Neste caso, entretanto, o rosto não é um auto-retrato. Sono e sonhos são temas comuns aos surrealistas, uma vez que é dormindo e sonhando que temos o dominio do inconsciente. O homem adormecido de Dali está dormindo precariamente sobre muletas. Muletas sempre foram a marca registrada de Dali, sugerindo a fragilidade em que nossa realidade se apoia. Até o cachorro está sustentado por ela. Toda a luz desta obra, mostra a ideia de fuga do mundo real.

Espanha – 1938


Espanha, pátria de Dalí, devastada pela guerra, está representada por uma mulher cuja cabeça e dorso superior podem também ser percebidos como grupos de homens lutando; os lábios dela correspondem a tunica vermelha de uma dos combatentes, os seios, as cabeças de dois cavaleiros. Tanto o rosto, quanto os combatentes estão pintados no estílo de Leonardo da Vinci.

Crianças Geopoliticas Assistindo ao Nascimento do Novo Homem – 1943


Após a segunda guerra mundial, imaginava-se que o mundo seria outro e que nasceria um novo homem dessa experiência traumática que é a guerra .
Mas a visão de Dalí não demonstra este otimismo. A criança que assiste ao nascimento está assustada e a mulher que aponta para o acontecimento, a saída do homem do ovo – mundo, é ao mesmo tempo esquelética e musculosa. É uma atmosfera de ameaça e não de alegria. O ovo é o próprio mundo, com uma casca mole, onde os continentes são moles e estão derretendo: misteriosamente, a África ocidental deixou cair uma lágrima. Há uma gota de sangue escorrendo da abertura de onde sai o homem.

A Desintegração da Persistência da Memória – 1952


Na reelaboração do seu famoso persistência da memória, Dalí usou o espírito da desintegração nuclear. Um quadro simboliza a persistência e o outro a desintegração. tudo está fragmentado em blocos geométricos; a maior parte da cena está sob a água, que Dali transformou numa espécie de pele, dependurada num galho.

A Última Ceia – 1955


Como os outros quadros de Dalí, ‘A última ceia’ provoca amplas reações: alguns críticos a denunciaram como banal, enquanto outros acreditam que Dalí conseguiu dar mais vida à imagem da Santa Ceia.
Jesus e os 12 apostólos, com as cabeças baixas, ajoelham em torno de uma grande mesa de pedra, suas formas sólidas constrastam com a transparência de Cristo. Dalí construiu este quadro baseando-se nos estudos de Leonardo da Vinci, que pintou a mais famosa das Santas Ceias.

Mais Obras de Salvador Dalí





Escultura – Rinoceronte vestido con puntilhas (rendas), 1956 – Pesa 3.600 quilos

Para entender a obra de Salvador Dalí, é preciso conhecer os simbolismos recorrentes de suas pinturas:

Relógio Fundido – Sugere a Teoria de Einstein, onde o tempo é relativo, a preocupação humana com o tempo e a memória.
O Elefante – Uma distorção do espaço.
O Ovo – pré-natal, o mundo.
A Formiga – morte, decadência, imenso desejo sexual.
O Caramujo – a cabeça do homem.
Gafanhoto – desperdício e medo.

Museu Dalí em Figueres, Catalunha, Espanha, onde está a exposição permanente da coleção de Salvador Dalí, além de conhecer o conjunto de 39 jóias, criadas por Dalí. A mais famosa jóia criadas por Dalí foi “The Royal Heart”, trabalhada em ouro e incrustada com quarenta e seis rubís, quarenta e dois diamantes e quatro esmeraldas, criada de forma a que o centro “Batidas” assemelha-se a um verdadeiro coração.



Fonte de pesquisa
Biografia de Salvador Dalí – Wikipédia
Pintores Famosos – Dalí
Educação Uol – Álbum Dalí
Fotos – google Imagem

Pênis – Tamanho é documento?- Tiago Lott

Você já deve ter visto em algum site de sacanagem o seguinte anuncio: “Aumente seu pênis de 3 a 5 centímetros”. Tal propaganda pode ser de cunho enganoso, pois, uma cirurgia só é capaz de aumentar o órgão em até 2 centímetros. Agora, por que o homem se preocupa tanto com o tamanho do pênis? Tamanho é documento?
Pênis: o símbolo universal do poder
Homens sempre competiram entre si. Mostrar saúde e vigor sexual para criar descendentes sempre foi um atrativo muito valorizado pela sociedade. Potencializados em sua masculinidade, o homem se sobrepôs à mulher, e se tornou o detentor do poder familiar e social. O boneco simboliza a disputa entre adolescentes, e acredite, entre adultos também. Segundo Galdino, professor de filosofia da FAI, “o pênis é o símbolo universal do poder”.
Por que o homem é o primata com o maior martelo?
Porque as mulheres possuem um órgão vaginal muito profundo. Quando o homem e a mulher começaram a andar com apenas os dois pés, todo o sêmen depositado direto no útero escorria pelas pernas no momento em que ela se levantava, por isso a mulher tem uma vagina profunda, por isso o caralho do homem é grande.

Outra explicação para o tamanho avantajado do órgão humano segundo o bio-geógrafo Jared Diamond, autor do livro The Third Chimpanzee. O pênis poderia ter um valor de competição por atenção. O que para mim fortalece a tese do pênis ser o “símbolo do poder”
O que fazer se o ferreira for realmente pequeno?
Piroca normal (na ereção mede de 12,5 a 17,5 cm) não é uma dádiva concedia pela mãe natureza a todos os homens. Os pipizinhos existem, fazem do homem motivos de piada, e destroem a auto-estima de seu possuidor. Na grande maioria das vezes o problema não é físico, mas sim, psíquico, o filete tem um tamanho normal, mas seu dono é convicto que seu órgão é defeituoso, neste caso, é melhor procurar um psicólogo.

A casos em que o cabeçudo é pequeno mesmo e a cirurgia para aumentá-lo pode ser a solução, apesar dela só poder acrescentar 2 centímetros. Funciona assim: o cirurgião faz o pênis crescer expondo um pedaço dele que normalmente fica escondido na pélvis.

Outra cirurgia possível é para aumentar o diâmetro do órgão se ele for muito fino, no procedimento é feito enxerto de gordura do próprio corpo do paciente, lacas de colágeno (emprestadas de porcos) ou materiais sintéticos feito com petróleo.
Vamos ao que interessa: Tamanho é documento?
Agora que você já sabe que a pistola é o símbolo universal do poder (você pode não concordar com isso), o porquê do homem ter o maior entre os primatas (a baleia azul é a campeã neste quesito), e por fim, como aumentar um pouco o instrumento. Vamos ao que realmente interessa.

Para tentar fundamentar minha resposta tive que interrogar uma mulher sobre o assunto. Resolvi perguntar a uma amiga que disse: “o que interessa pra mulher é o prazer que o órgão pode proporcionar e não o tamanho ou o apelo visual”. Já para Clarah Averbuck que escreveu um artigo sobre o tema na Revista Super Interessante em 2002, tamanho é documento, sim! “Sem essa de dizer que o que conta para as mulheres são as preliminares. Ou que o prazer feminino depende do envolvimento com o dono do pênis em questão. Claro que tudo isso é importante. Mas a gente, tanto quanto os homens, também gosta de carne. Carne bonita. Muita carne. Se homem gosta de bumbum grande e seios fartos, por que a gente não pode gostar de volumes generosos também?”

Quando comecei a redigindo este artigo me aconteceu um fato atípico que contribuiu para a construção de minha opinião sobre um tema. Um fake me adicionou no MSN, e em uma breve conversa começou a me xavecar, e uma das primeiras perguntas que me foi feita era em em relação ao tamanho do meu pau. Depois de tirar uma onda com a ousadia de um desconhecido gay, percebi que os homossexuais são mais esclarecidos sobre o tema, talvez as mulheres mais reservadas observem o sexo com uma ótica mais romântica, já as mais liberais e independentes não se importam em assumir o interesse no órgão, e os homossexuais (talvez não todos), acham o tamanho da coisa muito importante na hora do sexo.

Com essas informações concluo que tamanho é documento sim, antes ter um órgão avantajado do que um normal, ele eleva a auto estima, o ego, e a auto confiança de seu possuidor. Todos estas vantagens ajudam e muito na vida prática, principalmente sexual.

Entre as mulheres pesquisas já comprovaram que a cabeça de baixo não é o primeira característica masculina observada pelas mulheres, o jeba perde feio para a voz, pernas e ombros masculinos.

Ainda bem que Deus não deu ao homem o livre arbítrio para escolher o tamanho de seus pênis – a competição entre nós seria tão grande que todos escolheriam ser bem dotados. Seria uma competição quase que sem fim, e as mulheres provavelmente recusariam homens que possuíssem genitais gigantes para escolher os normais.
Obs: Utilizei de diversas gírias de épocas e regiões diferentes neste artigo. Aposto que você já utilizou alguma dessas nomenclaturas. Tenha bom humor =p

Fonte-http://www.fazmerir.com