Arquivo | outubro 2009

Danger Bullying!


Como trabalho na área educacional tem me chegado vários casos de Bullying ,  a palavra “Bully” é de origem inglesa e significa “valentão”. Grande parte das pessoas confunde ou tende a interpretar o bullying simplesmente como a prática de atribuir apelidos pejorativos às pessoas, associando a prática exclusivamente com o contexto escolar. No entanto, tal conceito é mais amplo,o bullying se caracteriza por ser algo agressivo e negativo, executado repetidamente e que ocorre quando há um desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas. Desta forma, este comportamento pode ocorrer em vários ambientes, como escolas, universidades, no trabalho ou até mesmo entre vizinhos. Basicamente, a prática do bullying se concentra na combinação entre a intimidação e a humilhação das pessoas, geralmente mais acomodadas, passivas ou que não possuem condições de exercer o poder sobre alguém ou sobre um grupo. Em outras palavras, é uma forma de abuso psicológico, físico e social. No ambiente de trabalho, a intimidação regular e persistente que atinge a integridade e confiança da vítima é caracterizada como bullying. Entre vizinhos, tal prática é identificada quando alguns moradores possuem atitudes propositais e sistemáticas com o fim de atrapalhar e incomodar os outros. Falando especificamente do ambiente escolar, grande parte das agressões é psicológica, ocasionada principalmente pelo uso negativo de apelidos e expressões pejorativas. No entanto, as práticas do bullying no ambiente escolar também se referem às agressões de caráter físico. Um dos casos mais chocantes de bullying escolar foi o de Curtis Taylor, um aluno do oitavo ano de uma escola secundária em Iowa, Estados Unidos. Curtis foi vítima do bullying durante três anos consecutivos: era espancado nos vestiários da escola, suas roupas eram sujas com leite achocolatado e seus pertences, vandalizados. Curtis não resistiu ao sofrimento e humilhação e suicidou em 1993. Este não foi um caso isolado. Na década de 90, os Estados Unidos se depararam com uma onda de tiroteios em escolas, realizados por alunos que se intitulavam vítimas da prática. Depressão, ansiedade, estresse, dores não-especificadas, perda de auto-estima, problemas de relacionamento, abuso de drogas e álcool são os principais problemas associados ao bullying. Ajude denunciando…

O Preservativo das Meninas

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Já experimentou usar a camisinha feminina ? Saiba que este tipo de preservativo é um método eficaz de proteção contra doenças sexualmente transmissíveis, AIDS e gravidez indesejada.

Ela pode ser usada por todas as mulheres com vida sexual ativa, colocada antes da relação e retirada logo após. 

O preservativo feminino pode ser de látex ou de poliuretano, um tipo de plástico 40% mais resistente e hipoalergênico (causa pouca alergia). E, segundo meu ginecologista Gabriel Fernandes, pode ser mais eficaz na prevenção de gravidez e DSTs, quando utilizado de forma correta. “A camisinha fica mais quieta na vagina do que no pênis. Ela o recebe no ato sexual sem se movimentar”, afirma o ginecologista.

Apesar da aparência estranha, ela é uma ótima opção para quem sente dor durante o ato sexual, pois já vem lubrificada. Na extremidade fechada da camisinha existe um anel flexível e móvel que serve de guia para a colocação da camisinha no fundo da vagina. A borda do outro extremo termina em outro anel flexível, que vai cobrir a vulva (parte externa da vagina).

 Veja o modo correto de colocar o preservativo feminino. “A mulher deve estar deitada na hora de colocá-lo. Ele é introduzido com três dedos. Com os dedos polegar, indicador e o terceiro, ela pega a camisinha e introduz o anel inferior com o indicador dentro da vagina até chegar ao fundo. Quando perceber que ele se adaptou ao fundo do órgão sexual, tire a mão, abre o anel e o adapta no meio da vagina”.

De acordo com meu ginecologista, não tem como errar. Caso a camisinha feminina fique um pouco fora do lugar, o próprio pênis a arrumará durante o ato. O mais importante é conhecer a anatomia da vagina na hora de utilizá-la e sempre consultar um ginecologista. Não custa nada experimentar para ver se você consegue se adaptar.

Como usar?

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Paixão pelas Letras !

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Quem me acompanha aqui no blog ,sabe dá minha paixão pela literatura, sou uma convicta apaixonada pelas letras…as sílabas me seduzem realmente.Quando tinha uns 18 anos entrei numa oficina literária. De contos, pelo que me lembro, mas nem cheguei a escrever ou mostrar nada. Na primeira aula o professor saiu arrotando um autoritarismo e não voltei mais. Com aquela idade eu não deveria estar ali, ele praticamente falou. Com aquela idade eu não sabia nada de literatura e não estava à altura da aula dele, seu olhar dizia. Pediu para cada aluno se apresentar e todos se disseram escritores. Eu me espantei e retraí: disse que queria aprender. Perguntou para mim o que eu gostava de ler e falei Kafka, estava lendo muito Kafka naquela época, e continuei com um outro autor, brasileiro. Mas para o professor eu deveria ter ficado calada. No que eu disse o nome desse escritor brasileiro que eu estava lendo – livro na mochila, inclusive, que não mostrei – o professor fez um muxoxo e disse que aquele não era um escritor de verdade. Por um tempo eu não entendi a raiva contida naquele muxoxo, o azedume do comentário, o esgar que, em peso dramático, foi quase um cuspe no chão ao ouvir o nome. Agora entendo: inveja; picuinhas; grupos literários. Aquele professor já passando dos 50 com uma raiva infantil de molecote mimado que não ganhou um parabéns da tia na redação. Lembro sempre dessa história , quando Inácio de Loyola Brandão venceu o Jabuti de melhor livro de ficção do ano. Era ele o escritor maldito. E o livro na mochila era justamente Dentes ao sol, que hoje,Loyola diz que é seu livro predileto, pelo qual gostaria de ser lembrado,ao ler que Loyola tinha vencido o Jabuti daquele ano lembrei daquele professor, daquela oficina, e sorri.

“…Agora, escureceu totalmente, não acendo a luz, cochilo um pouco, acordo assustada. E se meu marido chega e me vê com a carta? Dobro, recoloco no envelope. Vou à despensa, jogo a carta na cesta de natal, quero tomar um banho. Hoje é sexta-feira, meu marido chega mais tarde, passa pelo clube para jogar squash. A casa fica tranqüila, peço à empregada que faça omelete, salada, o tempo inteiro é meu. Adoro as segundas, quartas e sextas, ninguém em casa, nunca sei onde estão as crianças, nem me interessa. Porque assim me deito na cama (adolescente, escrevia o meu diário deitada) e posso escrever outra carta. Colocando amanhã, ela me será entregue segunda. O carteiro das cinco traz. Começo a ficar ansiosa de manhã, esperando o momento dele chegar e imaginando o que vai ser de minha vida se parar de receber estas cartas…”

Trecho do Conto “Obscenidades para uma dona-de-casa”, leia todo!


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Loronix: Amado Maita-(1972)

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Primeiro, único, raro e magnífico álbum lançado pela Copacabana do cantor, baterista, compositor e jornalista paulista Amado Maita, disputado a peso de ouro por colecionadores do mundo todo – nem o próprio artista tinha um exemplar. Gravado em apenas 16 horas, com influências do samba e do jazz, belas letras, melodias brilhantes e uma banda que incluía o sensacional Edison Machado (bateria), Guilherme Vergueiro (piano), Ricardo Pereira dos Santos (baixo), Silas (trombone), Ion Muniz (sax), Antônio Barbosa (violão e arranjos) e Mozar Terra (arranjos). “Samba de Amigo”, “Mariana”, “Gestos”, “Os Mergulhadores”, “Piedade” e “Reflexão”, são algumas das composições que merecem destaque deste LP.Hoje é o aniversário do Amado Maita que está cuidando da música em alguma estrela. Suas sementes aqui já estão germinando lindamente.


Não havia músicos na família de Amado Maita. Porém seu pai, de origem árabe, e sua mãe, de ascendência índia e espanhola, trouxeram musicalidades diversas para dentro de casa. A paixão pela música nasceu da convivência com a Escola de Samba Vai-Vai, dos tempos em que, ainda criança, morava diante da quadra de ensaios, no bairro paulistano do Bexiga – uma influência fundamental em sua música, somada à convivência com sambistas cariocas em excursão a São Paulo, que costumavam esticar as noites no bar da família Maita e ali realizar rodas de samba. Nesse tempo, o Bexiga se tornara um centro de atividade musical que ia muito além do samba. “[…] a comunidade musical de São Paulo centralizou-se no Bexiga. A quantidade de casas noturnas com música brasileira era enorme, e cada uma contratava quatro grupos que se revezavam. Um de choro, um seresteiro, um de ‘sambão’ e um mais sofisticado, com um trio (piano, contrabaixo e bateria), às vezes um sopro e uma cantora, mais para o lado da bossa nova. “Então vocês podem imaginar a quantidade de músicos que ficavam pelos bares ali da Santo Antonio se ‘confraternizando’ nos intervalos, mais os que apareciam para visitar ou procurar serviço. As batidas policiais também eram muito freqüentes. Ali, comecei a trabalhar e a conhecer muitos músicos. Fora os que já citei, que trabalhavam no Chez Regine, conheci o Anunciação, o Nenê, o Paulo Braga, o Robertinho Silva, o Milton Banana, o Mutinho, (bateristas), o Macumbinha (violonista), o Dagmar, (trompetista), o Amado Maita, o Zé das Flores, o Carlinhos Tumbadora, o Mozar Terra, o Tenório Jr., o Mario Edson, o Moacir Zwarg, o Luiz Melo (pianistas), Jorge Oscar, Alex, Waldir, Zé Alves, Carlinhos Monjardim, Pete Wooley, Fogueira, Claudio Bertrami, (contrabaixistas), o querido violonista e arranjador Antonio Barbosa, os também violonistas Manoel da Conceição, o ‘Mão de Vaca’, e o Sidney do Valle, o ‘Palhinha’, o Nivaldo Ornelas, o Nestico Aguiar, o ‘Bauru’, (saxofonistas), o Manezinho da Flauta, Evandro e seu Regional, o Theo da Cuíca, o Dom Bira, o Chacal, os cantores Pedro Miguel, Mauricy Moura, Tião Motorista, Adauto Santos, Ellen Blanco, Germano Mathias, a Leny de Andrade, o Agostinho dos Santos, a Alaíde Costa, Ana Maria Brandão… […] “Os artistas internacionais naquela época se apresentavam no Teatro Municipal e, invariavelmente, depois de suas apresentações iam para lá também ‘confraternizar’ e dar canjas com a gente. “Tive a oportunidade de conhecer Duke Ellington, Sara Vaughan, Erroll Garner, Cannonbal Adderley, Ella Fitzgerald, Dizzy Gillespie, Blue Mitchell e, numa ocasião muito singular, Stevie Wonder, que apareceu no Telecoteco e fez de tudo. Tocou bateria com a gente, cantou, e depois fui com ele e os músicos dele para o Hotel San Raphael, na Avenida São João, ‘confraternizar’ mais um pouquinho até de manhã.” (Guilherme Vergueiro) Nesse meio, Amado Maita fez seu aprendizado, quase inteiramente autodidata. O estudo formal foi curto; aos 15 anos, estudou violão com um professor de nome José Reinaldo e, a partir daí, aprendeu com a vida. A percussão veio intuitivamente dos ensaios da Escola de Samba e acabou abrindo as portas da bateria, que chegou a executar com maestria, e que começou a tocar profissionalmente a partir de 1975, num instrumento presenteado pelo contrabaixista Pete Wooley.

Fonte: Vinil velho


Daniel Taubkin & Special Guests performing:
“Passa Essa Bola!”(in memory of Amado Maita, Pete Wooley & Mozar Terra)
music by Daniel Taubkin/ lyrics by Luisa Maita and Daniel Taubkin

O que é Endometriose?

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Olha ,quando vou a algum médico sei que sou daquelas pacientes que perguntam tudo. Até agora nunca reclamaram, porém acho que tenho direito de tirar minhas dúvidas. Já tive algumas amigas que iam trabalhar se torcendo de dor, quando perguntava diziam que era a Endometriose, na época pesquisava e tirava algumas dúvidas. Mais nada como um profissional para nos explicar de maneira mais resposável o que é a ENDOMETRIOSE?

A endometriose ataca milhões de mulheres no mundo inteiro de maneira progressiva. “Endometriose é a presença de endométrio (tecido que reveste o útero) fora do seu local normal de implantação. Ele pode se localizar em qualquer parte do abdômen, como na superfície do ovário, dentro do ovário e até no peritônio”,  me explicou o doutor Gabriel Fernandes, ginecologista da Sociedade Brasileira de Endometriose.

A doença, que costuma atingir mulheres entre 15 e 35 anos (fase chamada de idade reprodutiva) e com menstruação regular, pode causar infertilidade quando chega a um estágio elevado. “Uma das teses sobre o seu aparecimento, que prevalece desde 1927, é a teoria do refluxo menstrual. Ou seja, fragmentos do endométrio que se destacaram, refluem por dentro das trompas de uma forma retrógrada, caindo dentro do abdômen e ali se implantando e desenvolvendo”, Se o organismo não consegue eliminar este sangue armazenado, surge a endometriose.

 A partir dos anos 80, algumas pesquisas apontaram que ela pode aparecer devido a alterações do sistema imunológico. Essa parte do corpo é responsável pelo mecanismo de defesa do organismo e está diretamente ligada ao sistema nervoso central, responsável pelas emoções do indivíduo. Quando algumas sensações negativas chegam ao sistema nervoso central, como estresse, pânico, cansaço e preocupação, o imunológico diminui seu funcionamento e abre espaço para doenças físicas. Por isso, ela é considerada uma “doença desagradável”. Os sintomas aparecem durante o período menstrual e são fáceis de identificar: dores para evacuar e urinar, cólicas e dores nas relações sexuais.

A falta de tratamento da doença pode levar à infertilidade. Já as causas ainda não são bem definidas. O método mais eficaz para identificar o problema é a biópsia feita durante a videolaparoscopia, que consiste na introdução de instrumentos cirúrgicos através de pequenos orifícios do abdômen. A incisão é feita abaixo do umbigo e a presença de uma microcâmera possibilita reconhecer a doença, seu estudo anatomopatológico e o grau de estágio, que varia de mínima a severa. Segundo Gabriel Fernandes, esse é o melhor tratamento da endometriose, em qualquer estado que esteja. Além de diagnosticar, ele classifica e trata da melhor forma até mesmo as mais profundas, que se localizam nos órgãos da pelve. “Todas as vezes que uma mulher for menstruar, esse tecido que está fora do seu local normal responde e se comporta como o endométrio normal durante a menstruação, ou seja, ele necrosa e sangra. Com isso, surge o quadro de dor pélvica, que alcança níveis de intensidade muitas vezes insuportáveis, mesmo com uso de medicamentos”, afirma o especialista.

 Os tratamentos que têm capacidade de suspender a menstruação por tempo indeterminado são grandes coadjuvantes na prevenção do problema. “Pode ser feito o bloqueio menstrual com o uso da pílula anticoncepcional em caráter contínuo. Mesmo as que já têm a doença, podem ser adeptas a esse método, pois assim o endométrio não descama e não há refluxo. Os sintomas tendem a diminuir diante da pílula”, indica o ginecologista. Para as mulheres que apresentam o problema, é importante impedir seu avanço. Até agora, não foi descoberta nenhuma cura definitiva para a endometriose. Porém, ela não pode levar à morte. “O diagnóstico precoce em meninas adolescentes é a melhor forma de tratamento. Diante de dores consecutivas e fortes, a mulher deve procurar um médico.

 Em casos mais sérios, além da infertilidade, a doença pode causar a destruição de órgãos pélvicos, como bexiga e intestino. Neste caso, o problema necessita de cirurgias extremamente complexas, cujos resultados são ainda incertos”, afirma Gabriel Fernandes.

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#Observação : Estas manchas vermelhas mais escuras são fragmentos do endométrio que não foram expelidas com a menstruação.

 

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VAI NO PSICÓLOGO!!!


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A expressão “é psicológico”, “é emocional” ou “é psicossomático” está na boca do povo. Médicos costumam utilizá-la com frequência. É fato comum: você vai ao médico e ele pede uma série de exames. Não conseguindo encontrar evidências fisiológicas ou orgânicas relacionadas aos males que você apresenta, não hesita, solta logo seu veredicto sagrado: “seu problema é de origem psicológica”.
Alguns encaminham o paciente para um psiquiatra. Outros recomendam psicoterapia. E esses pacientes aparecem em nossos consultórios. E, não muito raro, têm expectativas médicas e até mecânicas em relação à solução de seus problemas. Geralmente esperam que a solução virá de um conserto aqui e outro ali, ou de um medicamento que logo apagará tudo o que lhe tem feito padecer. Pode-se dizer que, nesses casos, muitas vezes o médico passa a batata quente para as mãos do psicólogo. Pois o paciente chega até nós bastante ansioso em relação à solução imediata de problemas que nem mesmo se tem certeza sobre sua possível causalidade. Dizer ao paciente que é psicológico possui talvez alguns sentidos que seria interessante tratar aqui. O que um médico está fazendo quando enuncia isso a seu paciente? Está de fato apontando a causa dos problemas desse paciente e lhe indicando o melhor caminho ou tratamento a ser seguido? Na minha concepção não está apontando causa nenhuma. O enunciado “é psicológico” é muito vago para poder ser considerado científico. Se tivéssemos que tornar esta comunicação mais precisa, seria mais interessante comunicar ao paciente que ele deveria procurar profissionais de outras áreas, psiquiatras e psicólogos, por exemplo, para continuar a investigação das possíveis causas de seu problema de saúde.

Não deixo de me lembrar de algumas considerações acerca desse tipo de interações com médicos. Em um determinado episódio da série de televisão “House, M.D.”, o protagonista diz mais ou menos assim: “Quando um médico diz que seu problema é psicológico é porque ele é um idiota e não descobriu as causas”. Apesar de ofensiva, esta fala chama a atenção para um fato: o que muitos médicos estão fazendo quando emitem esse enunciado tão genérico a seus pacientes? Estão, muitos deles, tentando esconder de seu paciente sua incapacidade ou limites para saber o que está acontecendo? Não são capazes de dizer: “sinto muito, mas não sei o que você tem”? Por que tudo, no meio médico, tem de terminar com uma espécie de veredicto, com um diagnóstico categórico? Outra passagem da qual me recordo é de Susan Sontag, em seu livro “A doença como metáfora”. Ela diz que se ouvir de seu médico que seu problema é psicológico, se isto ocorrer, peça seu dinheiro de volta. E há como ter esta segurança toda, enunciando que o problema é “psicológico”?

Tem como simplesmente transferir o problema para psicólogos e psiquiatras? Penso que não é tão simples assim. Alguns médicos, nessas situações, estão mais tentando se livrar do problema e de assumir seus limites do que trabalhando para de fato tentar descobrir o que está acontecendo. Assumir seus limites e deixar claro que estão compartilhando a investigação com outros profissionais talvez seja uma devolutiva mais profissional. Neste mesmo livro, Sontag deixa claro os equívocos históricos que já ocorreram em função dessa atribuição espúria de causalidade. Os exemplos mais notórios são a tuberculose e as úlceras estomacais, sendo que o segundo exemplo é bem recente – só para não nos esquecermos desse tipo de equívoco. No caso da tuberculose, antes da descoberta de sua verdadeira causa, a bacterial, eram atribuídas a ela, também, causas psicológicas. No caso das úlceras estomacais, é bem mais fácil de se compreender o cenário, pois o papel etiológico significativo de um agente microbiano (a Helicobacter pylori) rendeu até mesmo um Prêmio Nobel de Medicina em 2005. Ou seja, há evidências, na história, da repetição do misticismo de que esta ou aquela doença é “psicológica”. É muito mais fácil atribuir uma causalidade vaga do que investigar de fato o que pode estar acontecendo, com abertura para todas as possibilidades factíveis. Não estou também, por outro lado, querendo apagar os componentes comportamentais ou interacionais de nossa saúde. Se há a possibilidade desses componentes estarem exercendo sua influência de modo mais determinante, eles devem ser investigados com mais precisão. Há um argumento de Skinner que talvez ajude a compreender essa questão da causalidade.

Em seu livro “Ciência e comportamento humano”, mais especificamente no capítulo 3, ele defende que toda causa é sempre externa e que a atribuição de causas internas a nossos comportamentos não teria qualquer função explicativa. Se um sujeito, por exemplo, está bebendo água com uma frequência alta e perguntarmos o por quê desse comportamento, geralmente teremos a seguinte resposta: bebe água porque está com sede. E assim acabamos ficando reféns de uma explicação circular: bebe água porque tem sede, logo tem sede porque bebe água. E isso não nos leva a lugar algum, a qualquer possibilidade concreta ou precisa de resolução do problema. Se, por outro lado, pensarmos em possíveis causas concretas, teremos algo mais palpável, mais razoável como hipóteses. O sujeito bebe muita água pois pode estar com uma dieta muito salgada; pode estar transpirando bastante, devido a altas temperaturas; pode estar com alguma disfunção orgânica, tal como diabetes, por exemplo. Enfim, essas são hipóteses mais precisas e menos vagas. E isto é investigar, de fato.

Quando alguém diz que é “psicológico”, podemos logo então perguntar: psicológico como, de que maneira? O que este sujeito faz para que assim o seja? Qual é precisamente sua participação? Que tipos de interações ou comportamentos, especificamente, podem ser determinantes? E até que ponto dizer que é psicológico também pode piorar a situação, em vez de ajudar? Sim, pode haver casos em que a pessoa, ao ouvir um enunciado vago desses, venha a se sentir culpada por coisas que nem mesmo lhe dizem respeito. Para tornar isso mais claro, vamos a um exemplo bem prático. Uma conhecida minha padeceu durante meses de coceiras nas costas. Foi de médico em médico, fez diversos exames, e ouvia sempre o quê? “Isso é psicológico…”. Um belo dia, ela teve uma idéia muito simples: trocaria de marca de sabonete. Assim o fez e as coceiras desapareceram, por completo. E aí me pergunto: onde esses médicos vão colocar essa conversa banal e reducionista de que “é psicológico” depois de uma dessas? E vamos supor que ela começasse a se sentir responsável por seus sintomas de um modo bastante difuso e comum: “ah, tenho coceiras nas costas, pois sou uma pessoa que carrega rancores, que não sabe perdoar, de ruindade mesmo…”. Enfim, com todo um desfile de superstições modernas, psicologizantes. Sim, pois todo o desespero em atribuir sentidos ou causas, gerando equívocos, é superstição.

É mais fácil nomear logo, encontrar uma pseudocausa para nossos problemas do que a investigação e ponderação razoável sobre o que de fato pode estar acontecendo. E assim também talvez não seja muito difícil desembocarmos em lugares comuns os quais afirmam uma série de outras besteiras atuais, tais como a força do pensamento positivo, por exemplo. Tudo pode, dessa maneira, terminar em algumas idéias pobres e comuns de que tudo depende de nossas crenças, do poder de nossa mente para mudar o que se encontra em nossa volta e por aí vai. Ou seja, se é psicológico, a responsabilidade é inteiramente sua. Logo, além de doente, você ainda terá motivos, obtusos, de sobra, para se sentir também culpado. Um fardo e uma ilusão a mais, e muita investigação a menos.

Fonte:

14 Oct 2009

Adriano Facioli

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LISA HOKE ART

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Olhando este efeito tão bacana na parede nem dá pra desconfiar que são copinhos plásticos sujos de tinta, descartáveis ,resto de papéis plásticos coloridos e que provavelmente seriam jogados no lixo, mas que colocados harmonicamente juntos se tornaram uma arte muito interessante de se ver. Aliás, tem muita coisa bacana com material bem inusitado. Show de bola!Cor pura, alegria pura e raramente são tão próximos como estão em  Lisa Hoke, Lisa’s The Gravity of Color, New Britain (2008).  Montado no local neste museu Connecticut e programada para permanecer até 2010, o mosaico monumental de milhares de copos de papel e plástico é centrada em um alto muro ao lado de uma janela do chão ao teto, embora se espalha para uma parede adjacente e pula a janela para uma terceira parede do outro lado. O quarto de uma série de instalações, que começou na Addison Gallery of American Art em Andover em 2005 e tem crescido mais e mais ousadas com cada encarnação, é um tipo de matiz full-throated. 

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Fonte: http://www.elizabethharrisgallery.com/lh.html

Imutável Essência?

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Parece comm nos depararmos com rostos tristes em nosso cotidiano. Se prestarmos atenção com maior empatia na criança que está passando ao nosso lado no farol fechado, na senhora que leva seus pães para casa, no jovem que ouve seu player de mp3, podemos reparar uma sutil nuance que percorre os sulcos dos rostos destas pessoas. Há uma sensação de perda, de comoção, de dúvida sobre o que está por vir. Dificilmente alguns conseguem disfarçar tal impressão com um caminhar um pouco mais rápido, um chiclete entre os dentes ou um celular. Embora o resultado eventualmente venha à tona na forma de uma dúvida sobre que caminho tomar ou qualquer outro detalhe funesto. Mas por que a tristeza?
Talvez seja uma sensação mesquinha de falta de esperança, de ansiedade, de compaixão por quem não se pode ajudar, enfim. Razões se mesclam numa apoteose de dor e medo. As pessoas não parecem mais confiantes do que foram algum dia. O menor descuido revela nossa impressão nos outros. Será verdade?
Por que se manter ocupado com a tristeza quando há muito para celebrar? Não quero dizer com isso que é válido o argumento de que existem duas formas de encarar a tristeza: ou você a vê ou você a ignora. Ele é contundente enquanto definidor de sensações, mas podemos apagar de nossas mentes as comoções não interpretadas?
Parece inevitável fazer as pessoas deixarem de sentir tristeza. Somos bombardeados por eventos drásticos pela nossa mídia constantemente. São mortes, tragédias, falências, acidentes devidamente categorizados nos telejornais da manhã, meio-dia e noite. Como evitar de sentir tristeza?
Pior que sentir tristeza é lembrar-se dos eventos tristes. Você consegue entender porque seu cérebro guarda lembranças estúpidas enquanto lembranças importantes de eventos que pareciam marcar sua vida não fazem parte de seu acrevo com frequência? Talvez nosso cérebro aja com maior perspicácia que nós mesmos enquanto conscientes. Há uma seleção de lembranças associadas a eventos individuais que nos marcaram por alguma emoção, seja ela feliz ou trsite, mas principalmente, por ser única… Lembranças dos sapatos que usávamos na infância, dos doces que nossas avós faziam, da voz de nossa professora, do nosso primeiro bichinho de estimação, das brincadeiras na rua com nossos vizinhos ou primos. Entretanto não lembramos com detalhes de eventos como casamentos, batismos, formaturas. Talvez pela falta de individualidade desses eventos para nossas mentes. Não se trata de egoísmo. Trata-se de sobrevivência. Essas lembranças constroem nossa personalidade com o passar dos anos. Reunimos lembranças que servirão de base para  comparações futuras com nossas próximas percepções. São figuras comparativas de um passado que um dia nos trouxe um sentimento de exclusividade. Esses pequenos moldes são aos poucos preenchidos com outros elementos que incluem novas pessoas, novos conceitos e desejos que passarão a fazer parte de nossa mente complexa e bela. Somos frutos hoje de um processo que evoluiu às custas de sentimentos e fatos.
Entretanto parece que continuamos a nos ocupar de tristeza. Se dúvida, faça uma análise você mesmo.A grande maioria não estará lembrando das partes felizes de nossa rebuscada imaginação, mas das mágoas que povoam o espírito.
Podemos nos tornar felizes, não ignorando a tristeza ou nossas preocupações (um conceito que se aproxima muito da imprudência), mas permitindo que as impressões infelizes encontrem comparativos com as lembranças que realmente importam. Um sábio amigo uma vez me disse: Bete, se você quer saber se uma coisa merece sua tristeza, pense dessa forma “qual será a consequência disso daqui a um ano”? Confesso que é um raciocínio válido, embora um pouco displicente. Mas eu agradeço até hoje pela idéia.
Somos ricos de uma matéria evolutiva de raciocínio, onde sorrisos se encontram com caras raivosas e medíocres. Cabe à nossa impressão concebida ao longo desses anos destrinchar os efeitos de cada sensação e absorver em nossa mente o que realmente convém. Isso me traz à tona uma cena inesquecível que vi há 4 anos, mas desde então nunca me saiu da cabeça. Eu estava  triste após ter batido meu carro, lamentando a hora em que sai de casa. De repente um ônibus parou próximo a um supermercado e desceu um pequeno menino só. Olhei e avistei um garotinho se aproximar do meio fio para cruzar a rua. Ele parecia disperso, mas quando se aproximou da rua, olhou para sua mãe  que o esperava do outro lado, mudou sua expressão de tal forma que pude contemplar certo brilho em seu olhar. Ela o olhou de volta e apertou suavemente sua mão. Ele retribuiu o gesto deslocando seu rosto em direção ao corpo de sua mãe e levando o dedo de sua outra mão à boca. Sentiu segurança para ultrapassar. Naquele momento, ela era a referência para ele. base de uma segurança que iria se firmar na sua personalidade de um homem independente que iria se tornar um dia . A heroína base que não o abandonaria nos momentos difíceis. Tudo isto estava visivelmente exposto em seu olhar. Sem mistérios, sem disfarces,eu me senti feliz, e pude constatar em ação tudo o que ouvia sentada confortavelmente na Faculdade. Nossa Essência é fundamentalmente construida na nossa infâcia.    Às vezes me pego dirigindo  o carro na rua ,pensando em meus problemas. Chego para ultrapassar algum carro  e então me lembro do garotinho. Naquele momento me sinto feliz por ele e por mim, ao lembrar do fato de poder manter a felicidade e esperança estampada em meu rosto… Principalmente por ser humana, por ser resultado de todas essas transformações que me levaram até onde estou. A partir de então, a tristeza era apenas uma opção distante…Não acredito que nossa essência é imutável, isso não…Sempre podemos melhorar…
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Richard Sweeney : Mago das Dobraduras.

Já tinha ouvido falar do artista , hoje á tarde eu vi  na net essas obras maravilhosas  de dobraduras feitas por Richard Sweeney.Há alguns conceitos muito interessantes aqui, e algumas formas arredondadas lembram das  curvas Huffman, em alguns aspectos.Richard realmente deve ter gasto muito tempo a descobrir as suas técnicas de dobradura para essas obras de criação de curvas que é extremamente difícil de fazer de forma precisa e limpa! É alguma coisa muito impressionante.

O potencial da superfície plana, como um meio de criar forma e estrutura é uma possibilidade intrigante.  Modelagem com uma folha de papel com as mãos na manipulação revela formas e volumes, que de outra forma permanecem ocultos na superfície plana.  A ação de dobrar é ao mesmo tempo simples e complexo, uma ação intuitiva, levando à formação de uma forma geométrica complexa. Na superfície, o meio pelo qual ele pode ser formado, e aplicado em uma variada gama de práticas artísticas.

Fonte:www.richardsweeney.co.uk/

Dor:Lado cego da faca…


Não existem palavras, línguas, gestos ou mesmo pensamentos que possam expressar a dor da perda. Ela é tão profundamente dolorida e fere a alma com esmero desmedido, cortando lenta e dolorosamente com o lado cego da faca. A dor é fenomenal, incrívelmente dor, extraordinariamente dor, fatalmente dor. É dor, dor, dor, somente dor. E não cede, não acalma, não dá trégua. E a alma se contorce, revolve, chora, berra e geme em lamentos surdos, que tomam o corpo, que fazem cambalear e entontecer o espírito. A dor da perda não tem som, não tem voz, e invade o âmago do ser silenciosa e cruelmente fazendo doer e adoecer o corpo. Massacra a alma a tal ponto de tudo ao redor perder o sentido. Tudo. Tudo perder o sentido e o brilho da vida. Os olhos olham mas nada vêem, os ouvidos ouvem sem nada ouvir, os braços caem sem sentir qualquer amparo, qualquer sussurro de compreenssão, de entendimento. Somente o gosto do sangue da dor é percebido no fundo do coração que sangra, falece e se afunda no fundo da terra, do pó. E tudo vira dor profunda e cortante como o fio de uma navalha. Os sentidos perdem a razão de ser. Robotizamos o corpo e caminhamos, perdidos e anestesiados de lá prá cá, de cá prá lá, desnorteados, confundidos, atordoados e completamente perdidos de nós mesmos. Esquecidos de tudo e de todos, menos da dor que rasga, dói e arranha o coração até o sangue jorrar em lágrimas profusas e gritos inaudíveis. A dor da perda cala fundo e faz sepultura da alma onde desejamos ardentemente nos enterrar, em silêncio absoluto, em escuridão infinda, em adormecer eterno. Faz desejar a morte e buscar o fim de tudo, inclusive de si mesmo, para calar… a dor… Não existem palavras que definam a intensidade da dor da perda. Ela é tão incrivelmente dor que perdemos a definição e a expressão do que sentimos. Nada mais importa. Nada. A dor da perda é pesada demais. Impossível de se carregar solitariamente. Por isso, por tudo isso, havemos de buscar forças para suportar a dor da perda, por mais profunda, pungente e dolorida que seja, por mais aterradora e insensível… Havemos de nos resguardar da dor, de acordar e lutar para viver, mesmo a alma em soluços, mesmo que o espírito, anestesiado pela dor, perca a vontade de lutar e continuar a viver… havemos de nos resguardar da dor no alento dos braços do AMOR À VIDA, que é o único que torna possível tudo, por ele, com ele, suportar…

Visão da Psicologia: Yin e Yang

 
Do ponto de vista junguiano os conceitos Yin e Yang da filosofia oriental expressam valores do simbolismo de nossa psique, ilustram o funcionamento psicológico que deriva do conflito entre opostos na estrutura de nossa mente. Na filosofia chinesa eles caracterizam polaridades de diversos opostos, bem x mal, masculino x feminino, racional x emocional, consciente x inconsciente, entre tantos outros.

De acordo com essa forma de pensamento tudo o que existe no universo deriva desse conflito de opostos, mas o conflito não é negativo, é unificador, tornando-se é uma tentativa de combinar equilibradamente as partes do Yin e Yang.  Desse ponto de vista, nada é apenas um aspecto e se o é, se torna doentio. O ideal é utilizar todos os opostos para vivenciarmos diversas habilidades humanas.
Em seu livro Ponto de Mutação, o físico austríaco Fritjof Capra define os conceitos de yin e yang da seguinte maneira: Yin é a capacidade de energia receptiva, cooperativa, solidária, emocional, ou seja, é a capacidade feminina da psique. Já Yang é a capacidade externa, agressiva, expansiva, competitiva, ação e mostra o lado mais animal e masculino do ser humano. Na abordagem junguiana essas características ilustram Animus e Anima.
Todo arquétipo tem sua base na experiência biológica humana. Nós somos gerados da parceria que existem entre o homem e a mulher, para existirmos precisamos do espermatozóide masculino e do ventre feminino. Assim recebemos cargas genéticas de ambos os sexos. Nossa existência se da na junção de questões básicas do DNA, formadas a partir de 23 cromossomos masculinos e 23 femininos, totalizando 46 cromossomos numa célula chamada zigoto, dessa unificação nascem os seres humanos.
Da mesma forma os hormônios femininos e masculinos habitam o corpo. Algumas dessas substancias masculinos que habitam a alma feminina são a testosterona e o andrógeno, eles fazem parte da musculatura, ajudam a regular o sistema reprodutor e auxiliam que o processo da gravidez aconteça saudavelmente. No homem os hormônios femininos são a progesterona e o estrogênio, o que da ao homem auxiliam no processo energético, na massa corporal e gordura corporal.
Biologicamente um habita o corpo do outro. E por termos estas bases genéticas e biológicas, herdamos também a estrutura psíquica. Segundo Keleman, a estrutura psicológica caminha juntamente com a anatomia do individuo.
Enfim, Animus é o arquétipo que organiza as experiências do masculino, todos os homens já são animus, pois biologicamente identificam-se através do corpo com esse arquétipo. A Anima é o arquétipo responsável pelo feminino, as mulheres ao nascerem já se identificam com essa imagem. Entretanto podem ocorrer exceções que causam disfunções psicológicas em nossas estruturas.
Mas, esses arquétipos vivem enquanto realidades psicológicas nos seus opostos. Todo homem possui dentro de si uma imagem do feminino, da mulher, da mãe e isso é a sua Anima, ela ensina ao homem a entrar em contato com seus lados subjetivos. E o mesmo ocorre com a mulher mas sua figura interna é o Animus que é o masculino, o homem, o pai e auxiliando o contato com o lado físico e real. 
Nas pessoas com um desequilíbrio entre essas funções, não existe um meio termo, ou se vivencia o lado Yin (Anima) ou o lado Yang (Animus). Isso ocorre pelo fato já dito acima, os complexos materno e paterno, por causa da inversão de papeis familiares há também um erro na percepção do feminino e masculino das mulheres. 
Exemplos são as mulheres do esporte que procuram homens mais velhos para se envolverem afetivamente, a nível inconsciente procuram um pai que cuide delas, e eles com a energia do complexo paterno negativo atuando acabam sendo esta imagem psíquica. Ou então, as mulheres que se envolvem com homens que procuram mães, elas dominam esses homens, os sufocam, tratando-os como crianças, isso porque a nível inconsciente procuram ser mães dos parceiros.
A também o perfil de mulheres que valorizam demais o corpo e o sexo como se fosse a única coisa que tem, isso é patológico, pois a própria mulher desconhece o feminino. E muitas mulheres praticantes dessa luta podem exercer o complexo materno negativo, traindo ou escolhendo homens que as traiam e as desvalorizem.
Já nos homens, eles podem ser homens indecisos, às vezes preferem interromper o relacionamento, tendo medo de se machucarem emocionalmente, sendo assim, trocam rapidamente de parceiras, sempre buscando relacionamentos seguidamente, se envolvendo apenas sexualmente, entretanto, isso é uma forma de defesa ao amor, pois inconscientemente tem a idéia de que não são bons para receberem isso.
Ou ainda podem ser possuídos pelo complexo materno negativo, invocando a imagem arquetípica do Don Juan, estes geralmente seguem assim procurando uma mãe-deusa, uma mulher perfeita que os faça apaixonar fortemente.
Isso tudo é uma dinâmica inconsciente para os homens que são acometidos por esta imagem, eles não percebem que estão sendo manipulados por forças interiores, e além do mais, existe também uma cultura brasileira que reforça esse comportamento com diversos estímulos ambientais, fazendo as pessoas acreditarem que isso é ser homem.

Elisabete Cunha

FEMILINDA : LUISA MAITA…

               luisa maita

  Em minha vida a música de qualidade sempre terá espaço! Já tinha ouvido ela cantar com o Daniel Taubkin  [ Bem, tenho certeza que essa família possui cifras musicais no DNA…rs ], mas ontem ela se revelou ao mundo com a voz FEMILINDA no vídeo  da candidatura ao Rio de Janeiro as Olimpiadas 2016. Uma nova voz vem com certeza  e fará bastante sucesso  pelo Brasil e Planeta Terra . Estou falando da paulista Luisa Maita. Dona de uma voz doce e letras impecáveis, Luisa começa a fazer seu nome no topo das paradas de sucesso…

Elisabete Cunha

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 Brilho de estrela

Luísa cresceu rodeada de músicos. Desde a infância, quando morava em um sítio, ouvia todos os estilos musicais e conviveu com pessoas que muito contribuíram para sua vocação de cantar, como seu pai, Amado Maita. Aos 24 anos e com um brilho único, Luísa trilha carreira solo.

Com repertório que mistura clássicos da MPB, composições de autores menos conhecidos e canções de sua própria autoria, a cantora mostra, no show, músicas que fazem parte de sua história pessoal e que foram responsáveis por ela ter decidido cantar. 

A simpatia foi um dos ingredientes que a levaram por caminhos promissores. Luísa participou de diversos festivais estudantis, fez parte do Coralusp e do Coral Profissional Lírico da Congregação Israelita Paulista. Atualmente, estuda no Espaço Musical, escola de Ricardo Breim e é integrante dos grupos Urbanda e Trovadores Urbanos. “O show é resultado de todo esse envolvimento musical”, afirma.

Nos últimos anos, Luísa conheceu e interpretou a obra dos grandes sambistas e compositores brasileiros, apresentando-se como solista nos projetos “Samba da Benção”, no teatro Arthur de Azevedo, e “MPBAR”, no Teatro Folha, além de fazer participações especiais em discos de Jair Rodrigues, Daniel Taubkin, Fernando Falcão, Alexandre Birkett.

“Uma pessoa que me influenciou bastante foi o Daniel Taubkin, que é meu tio. Ele lançou alguns discos nos Estados Unidos e passei a cantar com ele. Foi uma escola, pois é um músico talentoso, tem um jeito muito bacana de arranjar as músicas e encontrar uma interpretação”, conta. Depois dessa experiência, Luísa formou o grupo Urbanda, mas a vontade de fazer um trabalho diferenciado foi forte.

 
Para ela, é preciso buscar a valorização da música brasileira que tem um certo refinamento. “Quando não é de interesse da grande indústria fonográfica, corre-se risco, mas isso não quer dizer que seja impossível”. E a moça não se intimida: “Há vários caminhos e eu estou procurando não ir pelos pré-estabelecidos. Quando se tem vocação há paixão, isso me move e tenho certeza de que esse rio vai desaguar em algum mar”.

Quem for conhecer melhor ,  poderá conferir Luísa interpretando sucessos como “Para Manoel Bandeira”, de Amado Maita; “Anos luz”, de Daniel Taubkin; e “Nega”, de Waldir da Fonseca. Além de algumas música não inéditas, como “Acender as Velas”, de Zé Ketti, e “Curumim”, do Djavan.

Fonte:http://www.guiadavila.com/

 

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Guilherme Marconi- Arte e Design

É com grande prazer que trago para vcs que curtem Design  uma Entrevista realizada pelo blog do designUp sobre o grande ilustrador Guilherme Marconi.

dUp: Olá, Guilherme! Fale-nos um pouco de você e do seu trabalho.
GM: Eu sou artista auto ditada, nascido na Cidade de Nova Friburgo no Rio de Janeiro.
Eu não saberia dizer sobre meu trabalho, acho que ele é colorido, alegre, e mesmo que as vezes não pareça, existe um mensagem por trás de todo o caos.
Ah, não poderia esquecer, eu adoro desenhos e séries de tv, nunca perco um capítulo de Heroes, Lost, Prison Break, Smallville, Naruto, Avatar e Stargate Atlantis. Mais importante, eu amo comida japonesa. Isso sou eu…

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dUp: Desde quando você descobriu que seria um ilustrador?
GM: Eu sempre desenhei desde de criança, riscava tudo que podia, as provas do colégio, os livros e cadernos. Com passar do tempo eu sonhava em ilustrar história em quadrinhos, as coisas foram amadurecendo, a vontade de ilustrar quadrinhos passou, mas o desejo por desenhar não. Foi um processo que aconteceu naturalmente, acho que sempre quis ser ilustrador.

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dUp: Você frequentou escolas de design, cursos de desenho etc?
GM: Eu optei por não frequentar escolas ou cursos, sempre tive muito dificuldade em focar minha atenção, enquanto existe um mundo de pessoas à minha volta, eu me disperso muito fácil, quando existem coisas acontecendo à minha volta, é por isso que até hoje eu continuo como freela e trabalho sozinho.

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dUp: Quais são suas fontes de inspiração? E quem são as suas influências?
GM: Tudo me inspira: o Brasil, minha noiva, o cinema depois do trabalho, a comida japonesa com os amigos… Mas se for citar referências, artistas tradicionais são muito importantes para mim, eu amo Van Gogh, seu amarelo sempre me influenciou muito, e não posso me esquecer de
Romero Brito. Admiro muito Chuck Anderson e Joshua Davis. Eu me mantenho atualizado visitando o Cpluv o Uailab e lendo a Computer Arts UK e a Brasil.

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dUp: Nós vemos que você tem um estilo todo peculiar, cheio de detalhes, cores, vibração… A partir de quando você adquiriu esse estilo? (você não nasceu desenhando assim, certo?? o.O)
GM: Foi um processo, experimentações durante algum tempo, influência de artistas como
Adhemas Batista e Romero Brito. Joshua Davis me influenciou muito, com a arte generativa que ele produz com actionscript. Eu só me influenciei com isso tudo e juntei a minha compulsão por cores e detalhes.
Um trabalho que é o divisor de águas do meu estilo é a Absolut Brasil, a partir de desse trabalho eu deixei a minha compulsão por repetição e cores se tornar o meu estilo.

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dUp: Fale sobre seu processo de criação. Como se dá o nascimento de um trabalho?
GM: Para peças pessoais é mais fácil. Eu estou sempre vendo uma série de imagens que só existem na minha cabeça: pedaços, fragmentos, cores… Tudo passa na minha cabeça o dia todo, basta fechar os olhos (às vezes nem é preciso) e vejo coisas se formarem, imagens surgirem, movimentos acontecerem, e nada disso é real. Mas aí vem a parte divertida, quando eu trabalho e elas se tornam reais
Para comerciais eu sigo o “script” e tento imaginar, as coisas surgem…

dUp: Qual o projeto que você pode dizer que ficou muito orgulhoso em ver finalizado?
GM: Eu adoro Absolut Brasil, mas meu favorito foi o último trabalho para Nike, foi tão legal ver tudo pronto, as pessoas curtindo, pintando os painéis que foram produzidos para isso. Foi realmente incrível.

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dUp: Só por curiosidade: Quanto tempo em média você leva pra finalizar uma ilustração daquelas com muuuuitos detalhes?
GM: Em média de 5 a 15 dias, podendo se estender um pouco mais, para que a peça me agrade. Isso desde o rascunho (na minha imaginação), o processo de ilustração dos objetos, a composição, até a pintura das luzes e sombras.

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dUp: O que você acha importante na hora de montar um portfolio online?
GM: Acho que importante é que ele venda o seu trabalho, eu não sou nenhum especialista em web, mas no meu caso optei por mostrar meus desenhos em destaque.

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dUp: E pra finalizar, deixe algumas dicas para quem está começando (ou querendo começar) na área de design/ilustração.
GM: Uau! Essas perguntas sempre me matam, eu não sei nem que dizer quando brigo com minha noiva! Mas acho que o mais importante é: fazer o trabalho por paixão, que todo o resto naturalmente vai acontecer
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Obrigada, Guilherme! Pela entrevista e por nos inspirar com seus trabalhos!