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Santos e Ordinários! – Elisabete Cunha

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O meu oratório de vida é para Santos e Ordinários…
Muitos ordinários já foram importantes , muitos santos já foram expulsos…
Muitos ordinários foram santificados.
Muitos santos se transformaram em ordinários…
Quando falo em ordinários e santos estou falando de seres humanos em geral. Sem gênero. sem cor, sem rótulos superficiais.
Seres com defeitos e efeitos.
Seres com gratidões e ingratidões…
Seres que só se aproximam quando tudo está bem, calmo e estabilizado.
Seres que acolhem, que acolhem, que acolhem quando tudo está cinza, difícil e sem chão.
A grande diferença está justamente nisso:
Acolher ou Escolher.
Seres que acolhem não escolhem o melhor momento.
Eles acolhem em qualquer momento, mesmo que seja o pior momento.
Somos seres ordinários e santos.
Ser santo quando tudo vai bem é fácil.
Ser ordinário quando tudo vai mal é reflexo.
Quero ver ser santo quando tudo vai mal.
Seres humanos …
Seres com maldade, desprezo e indiferença.
Seres que matam cruelmente em nome de um Deus .
Santos que agridem com palavras.
Ordinários que beijam com o olhar.
E apesar de tudo , são seres que possuem toda generosidade e preciosidade humana revelada no toque, nos valores, nos pensamentos, nos sentimentos e principalmente no caráter.
Enfim , citando Clarice :
O que o ser humano mais aspira é tornar-se um ser humano.

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Mantenha o Foco!

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MANTENHA SEU FOCO NAQUILO QUE VOCÊ QUER, JAMAIS NO QUE VOCÊ NÃO QUER – frase de Wayne Dyer

  Para sobreviver, o Homo sapiens ganhou um cérebro que funciona, basicamente assim: tudo aquilo que tem a sua atenção, ganha sua força e sua ação… e tende a crescer.

Apesar de parecer uma frase vaga e pouco técnica, ela está correta e precisamos entender o seu real significado em nossas carreiras, nossas empresas, nossa vida pessoal e nosso autocontrole. Leia a frase novamente: tudo aquilo que tem a sua atenção, ganha sua força e sua ação… e tende a crescer.

Este simples mecanismo permitiu a construção da civilização como a conhecemos, incluindo nossos erros e acertos. Por que? Porque nosso cérebro não faz nenhuma distinção entre as coisas que queremos ou que não queremos. Ele somente se concentra em encontrar meios de obtermos aquilo que está em nossa cabeça, mesmo que seja o que não queremos. Por isso Wayne Dyer afirma: “Mantenha seu foco naquilo que você quer, jamais no que você não quer, ou não tem”.

Algumas pessoas acham que isso tem elementos esotéricos, paranormais ou de fé religiosa; Não tem. Na verdade é somente biologia darwiniana e matemática pura, pois a mente não tem meios de avaliar a qualidade relativa de cada um dos 50 mil pensamentos gerados diariamente pelos neurônios. Por isso ele, de modo simples e direto, ajuda você à conseguir aquilo em que você pensa. Sempre.

Se você pensa o dia inteiro no dinheiro que não tem, nas dívidas para pagar, nas noites solitárias e nos defeitos das pessoas…. seu cérebro, obedientemente, vai procurar modos de conseguir mais daquilo em que você pensa. Você tenderá a conseguir mais falta de dinheiro, mais dívidas para pagar, mais noites solitárias e encontrará ainda mais defeitos em mais pessoas… Repito, isso não tem mágica envolvida, só biologia.

É impossível explicar neuropsicologia em um texto de oito parágrafos, mas observe se isso não ocorre em todo lugar. Tudo aquilo que tem a sua atenção, ganha sua força e sua ação… e tende a crescer. Sejam pensamentos que ajudam ou atrapalham você.

Embora praticamente todos os livros de sucesso digam isso (com palavras diferentes) o impacto que este conceito pode ter, por aqueles que o entendem e o aplicam, é poderoso, seja dentro da cultura de uma empresa, uma equipe de trabalho, um casamento, um time e até dentro de nossa própria cabeça.

Tudo aquilo que tem a sua atenção, ganha sua força e sua ação… e tende a crescer, por isso, faça como sugere Wayne Dyer: mantenha seu foco naquilo que você quer, jamais no que você não quer, ou não tem.

[Aldo Novak, autor deste artigo, é coach, jornalista e conferencista, diretor da Academia Novak do Brasil.]

Auto-acolhimento…

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A habilidade de se auto-acolher após uma discussão

É nos momentos em que nos desentendemos com os outros que mais temos que nos entender conosco mesmo. Afinal, o desconforto com o outro nos leva a sentir nossa própria desarmonia. Diante de tais situações, o melhor é saber se recolher, dar a si a oportunidade de aumentar a sua compreensão da situação antes que a situação se torne caótica demais.

Toda negatividade se origina de um certo descontentamento. Mas, muitas vezes procuramos a raiz desse descontentamento no lugar errado. Polarizamos os conflitos. Sobrecarregamos pessoas e situações com tantos defeitos que nem nos damos conta que fazemos parte deste conflito.

Não é fácil escutar o descontentamento alheio sem se deixar contaminar pelo próprio desconforto. Por isso, quando uma discussão torna-se apenas um desabafo agressivo, o melhor é refletir antes de sair acusando o outro disto e daquilo. Saber se auto-observar e suportar o silêncio, gerado após de uma descarga de insatisfações de ambas as partes, requer a habilidade de se auto-acolher. Nestes momentos, buscar apoio em nós mesmos nos dá a chance de reconhecer nossas próprias falhas.

O problema surge quando não sabemos como nos auto-acolher. Pois buscamos no outro a base de nossa segurança. Naturalmente, não é fácil encontrá-lo disponível para nos receber, se há pouco havia uma enxurrada de insatisfações.

Mas, se estivermos acostumados a depender do estado emocional alheio para nos sentirmos bem, instintivamente começaremos a tentar transformá-lo para que ele possa nos atender em nossa necessidade de ser visto e acolhido. O outro, pressionado por nosso desejo secreto de mudá-lo, pode reagir negativamente e se tornar ainda mais indisponível. A essa altura ambos irão se sentir desconfortáveis sem saber bem o porquê. Afinal, todo esse processo de buscar se acalmar nas condições emocionais alheias ocorre, na maioria das vezes, sem que ambos estejam conscientes de suas carências e intenções.

Aqui ocorre um grande perigo: Quando não temos a nós mesmos para nos acolher acusamos o outro de não estar pronto para nos receber.
Surge, então, o ressentimento de não ter recebido a atenção que se buscava. É como diz a psicanalista Maria Rita Kehl: O ressentido acusa, mas não está seriamente interessado em ser ressarcido do agravo que sofreu. Afinal, ele não quer liberar o outro de sua punição, quer continuar secretamente a transformá-lo para que ele se adapte as suas demandas.

Lama Michel Rinpoche em seus ensinamentos nos alerta: Agredir o outro é uma forma de autoagressão. Pois a agressão nos impede de elaborar a nossa raiva interiormente. O quanto o outro quer lhe agredir é uma questão dele, mas o quanto nos deixamos ser agredidos é uma questão nossa.
Numa discussão, aquele que quer mais agredir é o mais fraco interiormente. Quanto mais elaboramos a nossa raiva interiormente, menos precisamos do outro para extravasá-la. Mais uma vez, podemos reconhecer que quando não nos acolhemos perdemos a chance de nos encontrar!

Os mestres budistas nos lembram que o que nos deixa doentes não é o fato de não expressarmos a nossa raiva, mas, sim, o apego ao desejo intenso de expressá-la. É o apego a esse desejo que devemos nos libertar. Para tanto, temos que nos acolher, escutar nossos próprios ressentimentos, faltas e insatisfações. Até sentir o calor da discussão passar…

Uma vez equilibrados, agora, está na vez de acolher o outro. Como?
Uma vez estava muito magoada com algo que um amigo me disse, e Lama Gangchen Rinpoche me falou: Não escute as palavras, elas são apenas a mente. Escute além das palavras. Assim, você vai encontrar o coração e, de coração para coração, algo acontece. Passo a passo.

:: Bel Cesar ::

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Donos da Verdade!

Acima da capacidade intelectual e profissional, está a capacidade de reconhecer que nenhuma verdade é absoluta. Ter a humildade em admitir o próprio erro, mesmo que isto represente situação adversa, é digno e nos aproxima das outras pessoas. O segredo do sucesso, começa por ser querido por todos. A chance de obter sucesso é inversamente proporcional ao número de inimigos que você cria. Ter autoconfiança, sim. Ser arrogante, JAMAIS. Não confunda arrogância com coragem, ousadia liderança ou segurança.

Fragmento do texto de Agnaldo Piva