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Dicas para fortalecer-se emocionalmente por Tereza Gurgel

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vida cotidiana é pontilhada de acontecimentos que fogem do nosso controle e vontade. Somos também influenciados diariamente pelas pessoas ao nosso redor e nos tornamos presas de nossas próprias emoções.Não é fácil aceitar a realidade, muitas vezes, dolorosa. Será que vivemos apenas no piloto automático, sem ter coragem para tomarmos o controle de nosso destino? Por que razão abrimos mão de nossa vida e deixamos que outros tomem o controle?

Na verdade, isto se deve ao fato de que é muito mais confortável para nós alimentarmos a preguiça. Mudar exige compromisso, muito empenho e o caminho para a melhora tem seus altos e baixos. Temos tanto com o que nos preocupar e fazer que não sobra tempo para o mais importante: cuidar de si.

Se você quer mudar sua vida, evitando emoções que podem minar a sua saúde, comece a aceitar alguns fatos:

  • É inevitável que as coisas não aconteçam exatamente como você quer; aliás, isto seria impossível, pois a nossa vontade pode, muitas vezes, contrariar a de outros! Comece a ver o quadro maior, saindo do vitimismo.
  • Você não pode voltar atrás, pois vivemos em uma dimensão em que o tempo não retrocede. Então, não há motivo para ficar imerso na recordação de tempos antigos. Se o passado existiu, é para que você aprenda as lições dele e siga em frente. Evite aquelas frases como: “No meu tempo…” O nosso tempo é o agora! Viva no presente, sempre alerta nesse instante precioso que passa.
  • Também evite se angustiar pelo futuro. Ele é fruto daquilo que você constrói hoje, com mais alguns imprevistos e mudanças que não dependem diretamente de você. Então, faça bem a sua parte.
  • Organize melhor seu tempo. As pessoas vivem dizendo que não têm tempo para nada, mas isto reflete a falta de coordenar melhor suas atividades diárias. Estar ocupado o tempo todo não significa necessariamente que você esteja produzindo mais! Você dedica tempo para fazer aquilo que gosta? Qual foi o último dia que você relaxou?

controle emocional

  • A vida, muitas vezes, pode ser brutal, injusta e dolorosa; reconheça seus sentimentos negativos. “Sim, estou com raiva por ter perdido aquele trabalho”, “Sim, estou triste porque perdi meu amor”, etc. Identifique seus sentimentos, não brigue com eles e, principalmente, não se abandone neles. Pense naquilo que você vai fazer a partir destes sentimentos, daqui por diante. “Ok, perdi aquele trabalho, fiquei com muita raiva, mas como posso arrumar outro, que seja o melhor para mim? Devo investir em um aprimoramento, fazer cursos?”, “Meu amor se foi, me sinto sem chão, mas a partir de agora tenho que cuidar com mais amor de mim mesma. Que tipo de pessoa quero atrair na minha vida?”. Pense se uma terapia, convencional e/ou complementar, não seria um bom caminho para se perceber melhor. Mas não se esqueça: terapia é esforço, terapeuta nenhum é mágico! Não delegue aos outros aquilo que é seu dever.
  • Não adianta querer ignorar a realidade. Muitas coisas não dão certo mesmo! Você se esforçou, procurou fazer tudo bem planejado, mas… Aprenda o seguinte: você pode mudar a maneira como reage frente a essas situações. Como? Aceitando que não funcionou, mas que existem outras maneiras de se fazer algo dar certo. O que você vai fazer daqui por diante? Sentar, se desesperar e se lamentar ou procurar outro rumo?

Buda já disse:

“A vida é sofrimento; a causa do sofrimento é o desejo; a cessação do sofrimento é se ver livre do desejo; o modo de fazê-lo é seguir o Nobre Caminho Óctuplo (entendimento correto, aspiração correta, linguagem correta, ação correta, meio de vida correto, esforço correto, atenção plena correta, concentração correta)”.

Deixo como reflexão final as palavras do político e escritor Walther Rathenau(1867 – 1922), que foi uma das primeiras vítimas nos primórdios do nazismo. Seu assassinato foi um sinal antecipado da instabilidade e dos horrores que viriam a seguir e que culminaram na Segunda Guerra Mundial:

“Mesmo as épocas de opressão são dignas de respeito, pois são a obra, não dos homens, mas da humanidade e, portanto, da natureza criadora, que pode ser dura, mas nunca é absurda. Se a época que vivemos é dura, temos o dever de amá-la ainda mais, de penetrá-la com o nosso amor, até que tenhamos afastado as enormes montanhas que dissimulam a luz que há para além delas.”

Organiza o Natal – Carlos Drummond de Andrade

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Alguém observou que cada vez mais o ano se compõe de 10 meses; imperfeitamente embora, o resto é Natal. É possível que, com o tempo, essa divisão se inverta: 10 meses de Natal e 2 meses de ano vulgarmente dito. E não parece absurdo imaginar que, pelo desenvolvimento da linha, e pela melhoria do homem, o ano inteiro se converta em Natal, abolindo-se a era civil, com suas obrigações enfadonhas ou malignas. Será bom.

Então nos amaremos e nos desejaremos felicidades ininterruptamente, de manhã à noite, de uma rua a outra, de continente a continente, de cortina de ferro à cortina de nylon — sem cortinas. Governo e oposição, neutros, super e subdesenvolvidos, marcianos, bichos, plantas entrarão em regime de fraternidade. Os objetos se impregnarão de espírito natalino, e veremos o desenho animado, reino da crueldade, transposto para o reino do amor: a máquina de lavar roupa abraçada ao flamboyant, núpcias da flauta e do ovo, a betoneira com o sagüi ou com o vestido de baile. E o supra-realismo, justificado espiritualmente, será uma chave para o mundo.

Completado o ciclo histórico, os bens serão repartidos por si mesmos entre nossos irmãos, isto é, com todos os viventes e elementos da terra, água, ar e alma. Não haverá mais cartas de cobrança, de descompostura nem de suicídio. O correio só transportará correspondência gentil, de preferência postais de Chagall, em que noivos e burrinhos circulam na atmosfera, pastando flores; toda pintura, inclusive o borrão, estará a serviço do entendimento afetuoso. A crítica de arte se dissolverá jovialmente, a menos que prefira tomar a forma de um sininho cristalino, a badalar sem erudição nem pretensão, celebrando o Advento.

A poesia escrita se identificará com o perfume das moitas antes do amanhecer, despojando-se do uso do som. Para que livros? perguntará um anjo e, sorrindo, mostrará a terra impressa com as tintas do sol e das galáxias, aberta à maneira de um livro.
A música permanecerá a mesma, tal qual Palestrina e Mozart a deixaram; equívocos e divertimentos musicais serão arquivados, sem humilhação para ninguém.
Com economia para os povos desaparecerão suavemente classes armadas e semi-armadas, repartições arrecadadoras, polícia e fiscais de toda espécie. Uma palavra será descoberta no dicionário: paz.

O trabalho deixará de ser imposição para constituir o sentido natural da vida, sob a jurisdição desses incansáveis trabalhadores, que são os lírios do campo. Salário de cada um: a alegria que tiver merecido. Nem juntas de conciliação nem tribunais de justiça, pois tudo estará conciliado na ordem do amor.
Todo mundo se rirá do dinheiro e das arcas que o guardavam, e que passarão a depósito de doces, para visitas. Haverá dois jardins para cada habitante, um exterior, outro interior, comunicando-se por um atalho invisível.

A morte não será procurada nem esquivada, e o homem compreenderá a existência da noite, como já compreendera a da manhã.
O mundo será administrado exclusivamente pelas crianças, e elas farão o que bem entenderem das restantes instituições caducas, a Universidade inclusive.
E será Natal para sempre.


Ah! Seria ótimo se os sonhos do poeta se transformassem em realidade.

Texto extraído do livro “Cadeira de Balanço”, Livraria José Olympio Editora – Rio de Janeiro, 1972, pág. 52.

Conheça o autor e sua obra visitando “Biografias“.

Manifesto das Almas Livres

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A inquietude é mais do que apenas uma consequência de ansiedade. Estar inquieto tem a ver com um estado da alma. É querer ver o mundo, se libertar de padrões, aceitar diferenças e preferir a incerteza de uma vida solta do que a previsibilidade de uma vida comum.

Estude, cresça, aprenda, se apaixone, namore, trabalhe, case, seja bem sucedido, tenha filhos, compre um apartamento, ganhe dinheiro, gaste dinheiro, se mostre feliz – a todo momento.

Esse script soa bem familiar, não? Por favor, manifeste-se quem nunca se viu pressionado a cumprir essa sequência, muitas vezes até por pessoas que nem fazem parte do nosso círculo íntimo de amizades.

Pior pra gente. Alguém andou esquecendo que, feliz ou infelizmente, os que hoje têm seus 20 e muitos ou 30 e poucos anos, vivem o limbo das gerações.

Já não somos mais daquele grupo de pessoas que trabalhava única e exclusivamente para ganhar dinheiro, mas também ainda não somos da geração que finalmente valorizará mais o trabalho como paixão do que o ofício como obrigação.

Não somos mais parte da estrutura familiar na qual o pai vestia o papel de chefe e a mãe de dona de casa, mas também não chegamos ao ponto em que não tem problema nenhum se acontecer de optarmos por construir nossa vida sozinhos, donos de nosso próprio nariz, vida e apartamento.

Nossos pais não entendem que talvez aos 27 ou 32 anos, a gente queira mais um gato do que um filho, um iPhone 39 do que um namorado, uma manhã de domingo com pizza fria do que um almoço na casa dos sogros, uma viagem de quatro meses pela Ásia do que aquele emprego promissor em uma empresa chata qualquer.

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O problema é que a sociedade vem exigindo que a gente siga os padrões antigos, que cada vez se aplicam menos as nossas vidas. Ainda não da muito dinheiro largar tudo e ir estudar os musgos que habitam as pedras das praias paradisíacas da Indonésia, mas isso não impede que a gente o faça mesmo assim.

Acordamos, vendemos o carro comprado há quatro anos, fazemos um bazar com as roupas que não usamos, passamos oito meses comendo maçã e pão, e mendigando copos de cerveja dos amigos a fim de economizar cada centavo possível, e então… Largamos tudo.

Vamos atrás de nossos sonhos. Viajamos. Para a Bahia ou para o interior da Europa. Deixamos nosso emprego promissor e vamos viver de arte. Abrimos nossa própria loja de regadores de Bonsai. Carregamos nossa vida dentro de uma mala de rodinhas.

Nos apaixonamos pelo vizinho, pelo ator da novela das nove, uma música greco-italiana, um filme mudo dos anos 20. Nos encantamos diariamente pela vida e pelas oportunidades que ela nos oferece, mesmo que elas sejam por vezes ingrata.

Os conceitos de felicidade vêm mudando. E tudo bem as pessoas mais próximas a nós, principalmente os mais velhos, quererem que a gente siga o roteiro de sempre. Na cabeça deles, a fórmula da felicidade é a mesma de 20 anos atrás.

Por isso às vezes bate aquele medo de estar fazendo tudo errado, de desperdiçar oportunidades ou decepcionar pessoas.

Às vezes, a gente até queria acalmar a alma e aceitar uma vida quadrada. Se encaixar no molde. Da vontade de tentar, de se obrigar a se relacionar com aquela pessoa que é legal mas não faz teu estômago dar cambalhotas, de aceitar aquele emprego no último andar do arranha-céu no centro da cidade, de deixar para lá o romance do continente vizinho e aceitar a vida como ela é por aqui.

Só que uma mente que se expande nunca mais volta ao seu tamanho original, certo? Uma alma que se liberta do físico nunca mais se encaixa no mesmo corpo. E entre a saudade do que não foi vivido e a inquietude de uma alma livre… Bom, eu fico com a segunda opção.

 Texto de MARIAMARIAALICE

 

Seja gostosa pra você!

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Gostosa é uma palavra muito boa. Qualquer coisa gostosa remete a algo bom, a deleite, a prazer. Mulher gostosa então, é um atalho para a felicidade. Todavia, quando usada para seres humanos (de qualquer tipo), essa palavra maravilhosa precisa vir com um asterisco. *Ser gostosa não depende de corpo, de medida, de viço da pele ou quilômetros rodados na academia.

Gostosura é libido, malemolência, cheiro. Uma mina gostosa tem charme e qualquer coisa de poderosa. Tem um corpo que ri, que goza, mas veja, não é o pedaço de carne que é gostoso, é toda ela. Daí, meu amigo, não importa o peso que marca na balança, não importa se o peito foi inflado com silicone ou se a bunda foi moldada por trezentos chutes na aula de boxe.

Não importa se tem cicatriz de cesárea e nem curvas demais ou de menos. A gostosura mora dentro. Gente gostosa é aquela que encaixa na gente, que derrete as certezas e esquenta o sangue nas veias. É quem excita só com o cheiro ou com o despretensioso caminhar matinal. Estamos finalizando e é preciso deixar claro: a gostosura está em quem vê, está na troca, no encaixar da boca no ouvido, do olho no olho.

Se ela tem o corpo das propagandas de cerveja e biquíni? Não, ela não tem. Mas vou te dizer, ela é gostosa pra caralho.

Texto por LIA BOCK

Rejeição?

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Sentir-se rejeitado é algo doloroso e difícil de aceitar.

Em muitas ocasiões, com a intenção de não sermos rejeitados, nós traímos a nós mesmos em benefício do que querem os demais. Somos educados para conseguirmos a aceitação dos demais, por isso a rejeição é algo que evitamos tanto quanto uma doença.

Existem dois tipos de rejeição: a rejeição exterior, da sociedade, e a interior.

Não podemos evitar a rejeição exterior. Quantas vezes nós também já rejeitamos alguém? Sejamos sinceros… certamente fizemos isso algumas vezes. Não podemos fazer nada para reverter a rejeição, mas podemos nos tornar imunes a ela ou, até mesmo, ignorá-la.

Por outro lado, o que fazer com a rejeição interior? Esta é a mais difícil. Esta rejeição está em nossa mente; nós achamos que devemos ser rejeitados e este sentimento é o mais difícil de eliminar. É uma rejeição tóxica.

Em que nos transforma a rejeição?

Nos sentirmos rejeitados nos transforma em pessoas extremamente suscetíveis. Tudo nos causará dano e não saberemos apreciar as coisas boas.

A rejeição também nos transforma em pessoas inseguras. Não conseguiremos encontrar nosso lugar no mundo se não o aceitarmos.

Por último, a rejeição faz com que descuidemos de nossa pessoa. Não nos cuidamos, não nos preocupamos com nós mesmos. Além do mais, transmitiremos essa rejeição que sentimos aos demais. É um círculo negativo. 

Técnicas para nos sentirmos livres da rejeição

Para nos libertarmos de tudo de negativo que a rejeição nos proporciona, o que devemos fazer? Contaremos agora!

Utilize a sabedoria

Seja sábio quanto à rejeição. Do que adianta você se sentir assim? Você está evoluindo? De verdade? Você está bloqueando a si mesmo. Ninguém está rejeitando você, você está fazendo isto a si mesmo. Você deve se sentir seguro de si mesmo, use a cabeça! Decida rejeitar a rejeição e aprenda a desfrutar da vida.

Invista em si mesmo

Para gostar do outro, primeiro você tem que gostar de si mesmo. Quando se tem amor próprio, a rejeição pouco ou nada importa. Aceite a você mesmo e, depois, aceitará aos demais. Não use as coisas ruins que você já fez ou que possa vir a fazer para se culpar ou se rejeitar. Você é humano! Perdoe-se e tire algo de bom disso.

Fale bem de você

Sabemos falar bem dos demais, mas e de nós mesmos? Por que é tão difícil? O que acontece? Há algo que nos bloqueia, algo que nos faz pensar que não devemos falar bem de nós mesmos. Pense em seus pontos fortes, em seu potencial, em tudo aquilo de bom que você tem. Diga aos demais e também a você mesmo! Pense em tudo de positivo sobre a sua pessoa.

Presenteie-se com o melhor

Coma o melhor, vista o melhor, arrume-se, sinta-se saudável, livre… O que eu conseguirei com isto? Sentir-se positivo, com força. Presenteie-se com um bom livro ou com algo que considere um prêmio para você. Premie-se e se sentirá melhor com você mesmo. Não busque desculpas e justificativas de por que você não merece. Se deseja algo, faça disso um presente para si mesmo! Você se sentirá mais positivo e feliz.

Pessoas de sucesso

Cerque-se daqueles que já conseguiram o que queriam, não se deprima! Utilize a influência e o exemplo dessas pessoas para acreditar em você mesmo, para pensar que você também pode conseguir o que quer. Não se sinta rejeitado, todos podemos! Mas só se confiarmos em nós mesmos e realmente quisermos ir em frente.

Julgue-se sempre para melhor

A rejeição também tem a ver com com a autocrítica. Devemos nos avaliar, mas sempre para evoluirmos e nos sentirmos bem. O que temos feito de ruim? Como devemos proceder? São perguntas que deveríamos fazer a nós mesmos.

Estas técnicas serviram para você? Você está consciente dos inconvenientes de se sentir rejeitado? Você é o único que pode sair dessa rejeição, ninguém irá fazer isto por você. Não espere que isto desapareça por magia. Confie em você mesmo, raciocine sobre os inconvenientes de fazer você se sentir assim. Você é inteligente. Ninguém deveria evitar que você consiga aquilo que deseja, nem você mesmo.

Fonte- https://amenteemaravilhosa.com.br

“Querida garota do maiô verde”

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O texto que viralizou no verão europeu

O post de Facebook mais popular do verão europeu é uma carta a uma desconhecida. A espanhola Jessica Gómez se dirige a uma “garota do maiô verde” sentada a seu lado na praia para explicar a ela, de forma eloquente, como milhões de mulheres em todo mundo se envergonham de seu corpo, que no entanto é “belo simplesmente por estar vivo”.

O post, publicado no dia 5 de julho e que fala sobre a importância de gostar do si do jeito que se é, recebeu mais de 100.000 likes e 5.000 comentários em apenas dois dias e foi compartilhado 125.000 vezes. Abaixo, a versão traduzida da carta:

Querida garota do maiô verde:

Sou a mulher da toalha ao lado. A que veio com um menino e uma menina.

Antes de mais nada, quero te dizer que estou me divertindo muito perto de você e de seus amigos, neste pedacinho de tempo em que nossos espaços se tocam e suas risadas, sua conversa ‘transcendental’ e a música de sua turma me invadem o ar.

Fiquei meio atordoada ao perceber que não sei em que momento de minha vida deixei de estar aí para estar aqui: deixei de ser a menina para ser “a senhora do lado”, deixei de ser a que vai com os amigos para ser a que vai com as crianças.

Mas não te escrevo por nada disso. Escrevo porque gostaria de te dizer que prestei atenção em você. Não pude evitar.

Vi que você foi a última a ficar só em traje de banho.

Vi você se sentar na toalha em uma postura cuidadosa, tapando o ventre com os braços.

Vi você colocar o cabelo atrás da orelha inclinando a cabeça para alcançá-la, talvez para não tirar os braços de sua estudadíssima posição casual.

Vi você se levantar para ir dar um mergulho e engolir em seco, nervosa por ter de esperar assim, de pé, exposta, por sua amiga, e usar uma vez mais seus braços para encobrir as estrias, a flacidez, a celulite.

Vi você agoniada por não conseguir tapar tudo ao mesmo tempo enquanto ia se afastando do grupo tão discretamente como tinha feito antes para tirar a camiseta.

Não sei se tinha algo a ver, em sua insatisfação consigo mesma, o fato de a amiga por quem você esperava soltar a longuíssimo cabeleira sobre umas costas em que só faltavam as asas da Victoria’s Secret. E enquanto isso você ali, olhando para o chão. Procurando um esconderijo em si mesma, de si mesma.

E eu gostaria de poder te dizer tantas coisas, querida garota do maiô verde… Talvez porque eu, antes de ser a mulher que vem com as crianças, já estive aí, na sua toalha.

Eu gostaria de poder te dizer que, na verdade, estive na sua toalha e na de sua amiga. Fui você e fui ela. E agora não sou nenhuma das duas – ou talvez ainda seja ambas – assim, se pudesse voltar atrás, escolheria simplesmente curtir a vida em vez de me preocupar – ou me vangloriar – por coisas como em qual das duas toalhas, a dela ou a sua, prefiro estar.

Queria poder te dizer que vi que carrega um livro na bolsa, e que qualquer ventre que agora tenha seus dezesseis anos provavelmente perderá a firmeza muito antes de você perder o juízo.

Eu gostaria de poder te dizer que você tem um sorriso lindo e que é uma pena estar tão ocupada em se esconder que não te sobre tempo para sorrir mais vezes.

Eu gostaria de poder te dizer que esse corpo do qual você parece se envergonhar é belo simplesmente por ser jovem. É belo só por estar vivo. Por ser invólucro e transporte de quem você realmente é e poder te acompanhar em tudo que você faz.

Eu adoraria te dizer que gostaria que você se visse com os olhos de uma mulher de trinta e tantos porque talvez então percebesse o muito que merece ser amada, inclusive por você mesma.

Eu gostaria de poder te dizer que a pessoa que um dia te amar de verdade não amará a pessoa que você é apesar de seu corpo e sim adorará seu corpo: cada curva, cada buraquinho, cada linha, cada pinta. Adorará o mapa, único e precioso, que se desenha em seu corpo e, se não o fizer, se não te amar desse jeito, então não merece seu amor.

Eu gostaria de poder te dizer – e acredite, mas acredite mesmo – que você é perfeita do jeito que é: sublime em sua imperfeição.

O que posso te dizer eu, que sou só a mulher do lado?

Mas – sabe de uma coisa? – estou aqui com minha filha. É aquela do maiô rosa, a que está brincando no rio e se sujando de areia. Sua única preocupação hoje foi se a água estava muito fria.

Não posso te dizer nada, querida garota do maiô verde…

Mas vou dizer tudo, TUDO, a ela.

E direi tudo, TUDO, ao meu filho também.

Porque é assim que todos merecemos ser amados.

E é assim que todos deveríamos amar.

Fonte -TEXTO ORIGINAL DE EL PAÍS, via CONTI outra

 

 

Mindfulness: Atenção Plena

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Mindfulness é uma maneira de experimentar o mundo (incluindo seu mundo interno) pela qual você fica completamente ciente no momento presente do que está acontecendo. Estar plenamente ciente significa não estar pensando, julgando ou tentando controlar o que está acontecendo. Tudo isso de forma consciente.
Trata-se de um estado mental flexível, uma abertura à novidade, um processo em que se fazem ativamente distinções novas. Quando estamos atentos (mindful), ficamos sensíveis ao contexto e à perspectiva, somos situados no presente. Quando estamos desatentos (mindless), ficamos em estados mentais rígidos, indiferentes ao contexto ou à perspectiva. Então, mindfulness é uma busca ativa pela novidade, e midlessness é um desligamento passivo da vida cotidiana. O “piloto automático” é uma forma de mindlessness atribuível à repetição de comportamentos.

A prática de mindfulness costuma assumir forma de meditação mindfulness.
Respirar e se sentar de forma atenta (meditação) ajudam a relaxar e concentrar a mente. Apenas 5 minutos por dia podem lhe fazer sentir mais renovado e energizado.

Como fazer a meditação mindfulness:

Reserve um tempo e um lugar especiais para o “não-fazer”; adote uma postura corporal relaxada e alerta. É bom manter a coluna em posição ereta; olhos preferencialmente fechados, pernas cruzadas, ou ajoelhado, sentado numa cadeira ou deitado. Observe de forma desapaixonada as reações e os hábitos de sua mente. Preste atenção à sua respiração, contando, silenciosamente, “1” ao inspirar e “2” ao expirar, “3” ao inspirar, etc. Quando chegar ao 10, volte ao 1. (Se passar de 10, saiba que sua mente se perdeu.). Perceba como o ar entra e sai, como a respiração sobe e desce. Ela faz isso por conta própria você não precisa fazer nada para que ela ocorra. Continue a observar a respiração momento a momento, como ela flui. Você vai perceber sua mente fugindo da respiração e passando ao mundo do pensamento. Provavelmente você vai se distrair com algum pensamento de preocupação. Sempre que perceber que sua atenção se desviou, traga-a de volta à respiração quantas vezes for preciso.

A prática do mindfulness vai ajudar a ficar no presente, momento em que a ansiedade não existe. Ela acalmará sua mente e relaxará seu corpo. Com a constância da prática você perceberá que a intensidade de sua ansiedade vai diminuir consideravelmente. A prática da atenção plena está ligada profundamente aos nossos pensamentos. Estar no momento presente indica estar afinado com o que está acontecendo: nossa respiração, um barulho, uma dor, pensamentos e etc.

Cabe lembrar que não podemos impedir as situações de estresse na vida, mas sim controlar as reações a elas. A prática do Mindfulness tem sido cada vez mais pesquisada e utilizada em tratamentos ambulatoriais e consultórios para casos de estresse, depressão, transtornos alimentares, dor crônica, transtornos de ansiedade, TDAH, transtornos de controle dos impulsos, dependência química, outras dependências e etc.

 

Fonte : Aline Cataldi

Psicóloga Clínica e Escolar (PUC/RJ) – CRP: 05/29285 – Mestre em Saúde Mental (UFRJ)- Formação em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC)- Formação em Entrevista Motivacional- Conselheira em Dependência Química- http://www.alinecataldi.com.br

Talco cabeça , tronco e membros.

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Você me aceita com talco cabeça , tronco e membros? Você me aceita de unhas ruídas e de peito em ruínas? me aceita de sono pesado e respiração profunda? de sonho rasgado e de otimismo fajuto? me aceita?

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Você me aceita de força estridente e covardia que ladra/late/bate?
me aceita de dente torto e vida torta e beijo ainda mais torto? de olhos tristes e medo quente? me aceita com fome com sede com sina? cantando Gonzaguinha às sete da manhã?

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Aceita esses e outros milhões de pontos e traços e riscos que tô disposta a correr?
aceita a exclamação que duvida e a interrogação segura? aceita minha cara de puta? minha alma serpente? meus orixás?

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Aceita meu pai XANGÔ e minha mãe OYÁ? que eu sou do raios e trovões e sendo deles eu não sou sua? aceita minha facilidade ainda que mutante em pertencer? em caber em você tão bem? aceita minha lua em áries? minha vontade contrastante em mandar e desaparecer? aceita minha descrença? meu ateísmo? minha frieza cética?

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Aceita minha ética, minhas teses poéticas de sobrevivência?
aceita minha física? minhas fórmulas? minhas fichas que caem e derrubam nossa paz num efeito dominó? aceita que mesmo ao seu lado eu seria só?
me aceita?

 

Você me deixa depois do sim
ou fica comigo até que o fim nos mostre
que a empatia precisa ser esmiuçada seja por meu terapeuta na sexta passada ou seja  dilacerada desse jeito esquisito, por mim?

Da morte, da solitude e do vazio – Tatiana Nicz

tauchner: “ Loui Jover - Deconstructing Frida ”

Existe no português uma palavra chamada solitude, que diferente de solidão é uma solidão voluntária, escolhida, desejada. Nós não somos muito acostumados a ligar vontade com solidão, por isso a palavra solitude é pouco usada. É meio óbvio pensar que as sociedades antigas só podiam dar nomes àquilo que elas viam ou que existia, pois é essencialmente da necessidade de dar nome e sentido às coisas que nasceram as palavras. Por isso ela existe não apenas no português, como também no inglês, e em muitas outras línguas.

Mas estão aí os dicionários a misturar sentidos e neles “solus” em Latim vem do ato de estar/sentir-se sozinho trazendo em si uma conotação meio triste, talvez porque a solitude contenha também certa melancolia em si. A verdade é que ninguém nos ensina sobre a tristeza, que é um dos nossos sentimentos primários*. As escritas, as religiões e a economia se encarregaram de transformar a felicidade em “commodity”, algo rentável incentivando assim uma busca excessiva por ela, e nessa busca não podemos dar espaço para algo (tão precioso) como a tristeza, ou entender que a vida é feita de ciclos e que devemos vivê-los inteiramente com a sabedoria de que não são eternos, pois tudo na vida é impermanente. A desconstrução faz parte de nosso crescimento e ela só nasce na tristeza. E acima de tudo isso, nós precisamos nos libertar das polaridades e aprender a substituir o “ou” pelo “e”, uma coisa sempre complementa a outra, sendo assim nós não somos felizes ou tristes, nós somos felizes e somos também tristes.

Se a solitude é melancólica, é também ela que dá força ao processo de morte e ressurreição; que dá beleza à arte; que os poetas declamam; que os músicos cantam; que os grandes filósofos tentam há anos entender; que a psicologia entende; que dá sentido ao ditado “antes só do que mal acompanhado”; que clama para que “conheça-te a ti mesmo”; é ela que dá sentido à insignificância. Aprender que o copo não precisa estar meio cheio, nem meio vazio. Ele está apenas vazio.

Mas não aprendemos a encontrar alegria na tristeza, queremos ser apenas felizes, então não escutamos falar da morte, nem da tristeza e muito menos da solitude, pois isso tudo não cabe na felicidade. Mas a verdade mesmo é que só amando e conhecendo esses três grandes conceitos é que encontramos a felicidade. Não falamos de solitude, mas fala-se em meditação, essa é a palavra da moda e confesso que não vejo toda essa grandiosidade no ato em si, porque aprendi a reverenciar a solitude de diversas maneiras, para mim ela não mora apenas no ato de meditar. E finalmente eu acredito que aprendi a amar o encontro e não a busca. Por isso não preciso de livros, mestres e dizeres. Para mim basta escutar o vazio. Viver a solidão voluntária, escolhida, desejada, amada, sagrada. Aprendi a sentar no desconforto e enfrentá-lo. Ele. O nada. The void. Aquele que tanto nos amedronta, paralisa. E entendo também agora porque passei a vida toda fugindo desse vazio ou tentando preenchê-lo.

Enfrentar o vazio é mesmo um ato de coragem, muita coragem. Olhar para a morte, olhar para a tristeza, olhar para o vazio e encontrar beleza neles, requer muita coragem. E eu achava que tinha coragem de sobra, pois me senti corajosa em muitos momentos de minha vida. Mas hoje entendo que coragem é algo muito mais grandioso do que eu sentia, pois enfrentar o vazio requer algo maior, uma coragem que eu não sabia que existia e muito menos que eu poderia ter. É essa coragem que precisamos para enfrentar nossa própria sombra, para desviar das muitas distrações que o caminho traz, para enfrentar os olhos desconfiados dos que nos cercam e confundem solitude com isolamento; é preciso muita coragem para olhar a morte na cara e parar para sentir a dor dilacerante que emerge dela; para sentir-se vazio; precisamos de coragem para entender e amar a grandiosidade que existe em nossa completa insignificância. Uma coragem que vem do seu próprio significado: no Latim coragem deriva da palavra “cor”, que tem a mesma raiz que a palavra coração.

A flor de lótus nasce da lama do fundo da lagoa e é ali que ela encontra forças para crescer solitária e emergir na superfície e assim florescer. Uma vez que floresce nenhuma sujeira prende-se às suas pétalas que mantém-se sempre limpas e sua semente pode germinar novamente após longos períodos dormentes. Apesar de poder estar rodeada de outras flores, ela faz todo o processo em solitude.

Uma das minhas passagens favoritas, que muito já citei, diz “um homem não é uma ilha isolada em si”, mas hoje discordo em partes. Somos ilhas porque somos únicos, porque o nosso mundo é inteiramente baseado no que experenciamos sozinhos, mesmo quando estamos cercados, mesmo quando nos distraímos, nascemos sozinhos, vivemos sozinhos e morremos sozinhos, pois a experiência é única para cada ser. Ninguém nem nada pode nos tirar dessa condição de solitude, por tudo isso faz-se necessário conhecê-la e aprender a amá-la. O Budismo entende a beleza da solitude e usa a flor de lótus como uma bela analogia para isso. A flor de lótus nasce da lama do fundo da lagoa e é ali que ela encontra forças para crescer solitária e emergir na superfície e assim florescer. Uma vez que floresce nenhuma sujeira prende-se às suas pétalas que mantém-se sempre limpas e sua semente pode germinar novamente após longos períodos dormentes. Apesar de poder estar rodeada de outras flores, ela faz todo o processo em solitude.

E a busca, essa busca toda desenfreada, vem justamente da não apreciação dessa solitude, do medo que dá de vivê-la, da tentativa de preencher esse vazio. Mas ele está lá, sempre esteve e sempre estará. Todo mundo sente esse vazio, em maior ou menor escala, nas diferentes fases da vida, só não aprendemos ainda o que devemos fazer com ele. Então buscamos refúgio nas religiões, crenças, na medicina, nos outros para preenchê-lo sem lembrar que ele é o que nos faz humanos, únicos, isolados em nós mesmos.

Em seu recente livro “A festa da insignificância”, o grandioso e sábio escritor tcheco Milan Kundera nos convida a amar a insignificância e a insignificância traz o vazio em si. Insignificante é aquilo que é vazio de significado. E para aprender a amar o vazio, não precisamos ter posses, nem conhecimento de nada ou manual, aliás nem alfabetamento requer. Digo esse alfabetamento convencional, ler e escrever. Do contrário requer um profundo alfabetamento emocional, é preciso aprender a ler e escrever no vazio. Hoje olho para tudo que busquei um dia, e após minha tão recente experiência com a morte aprendi que é tudo tão mais simples do que eu pensava, a resposta está apenas em aprender a amar o vazio. Mas a sensação que tenho é que alguns amam mais a busca do que o encontro. Mas, há quem ame o encontro também. E o que posso dizer para estes é: escute o vazio, a tristeza, escute a morte. Porque tudo, tudo, tudo é insignificante diante dela. E mesmo assim a nossa libertação está em aprender a amá-la. E o vazio é aquilo que ela traz, é também o que nos faz maiores e melhores; pois é só o vazio que nos preenche.

“Agora, a insignificância me aparece sob um ponto de vista totalmente diferente de então, sob uma luz mais forte, mais reveladora. A insignificância, meu amigo, é a essência da existência. Ela está conosco em toda parte e sempre. Ela está presente mesmo ali onde ninguém quer vê-la: nos horrores, nas lutas sangrentas, nas piores desgraças. Isso exige muitas vezes coragem para reconhecê-la em condições tão dramáticas e para chamá-la pelo nome. Mas não se trata apenas de reconhecê-la, é preciso amar a insignificância, é preciso aprender a amá-la.”
Milan Kundera em A Festa da Insignificância

*são consideradas por algumas linhas da psicologia como emoções primárias: medo, alegria, raiva, tristeza, afeto

flor de lótus

 

Recôncavo Baiano

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RESPOSTA aberta a um senhor que me chamou de petralha nordestina entre outras coisas. Um insulto como se nordestina fosse defeito ou desmerecimento.
Não sou filiada a nenhum partido, mas com certeza estarei do lado do injustiçado. Alguém que foi eleita verdadeiramente pelo voto do povo deve permanecer ate o final do mandato. Não sou Pt e não aprovo muita coisa .

Mas, a constituição deve ser respeitada. Não foi o nordeste que elegeu Dilma. Foi o Brasil caro amigo, sim, sou nordestina com o maior orgulho da alma. Eu sou nordestina, baiana e do recôncavo baiano. Sei de minha origem e sou fruto de gente corajosa e trabalhadora. Em Terra Nova – BA chegaram meus bisavós por parte de pai do Porto – Portugal pra tentar reconstruir e tentar sorte com armazém de secos e molhados na beira de uma Usina de Cana de Açúcar – ALIANÇA era o nome da usina. E eles venceram.
Pelo lado da minha mãe sou neta de uma mulher, culta, forte inteligente e poeta. Filha de um padre foi criada com a melhor educação que poderia ter na época. E meu bisavô padre assumiu a filha perante toda a sociedade e a deu carinho e educação.

Minha vó namorou anos com o caboclo belo e rude, administrador de usina através de cartas. quando ele se estabilizou foi buscar a minha vó e foram formar família , família grande parte de professores……Família que muito me orgulha…Fui criada na poesia , na verdade , na luta. E eles venceram. Não peçam de mim imparcialidade, indiferença e personalidade equilibrada e nula. Sou uma mistura de raças e isso me dá forças para reconstruir sempre!!!
Quando pequena adorava ver os raios e trovões riscando o céu.
O caos não me assusta… eu sempre venço ele.
Qual motivo estou escrevendo isto?
Um misto de orgulho de meus antepassados e esperança no meu futuro em um momento delicado , perigoso e incerto.
Um dia quando tiver netos quero que eles leiam este post.

EPAHEY OYÁ!

E ela está com Câncer de Mama

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E agora?

Passado o impacto inicial do diagnóstico de câncer de mama, é fundamental que você saiba que não está sozinha e que, com informação e tratamento adequado, você tem chances de cura.

O que é

Todo câncer se caracteriza por um crescimento rápido e desordenado de células, que adquirem a capacidade de se multiplicar. Essas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores malignos (câncer), que podem espalhar-se para outras regiões do corpo. O câncer também é comumente chamado de neoplasia.

O câncer de mama, como o próprio nome diz, afeta as mamas, que são glândulas formadas por lobos, que se dividem em estruturas menores chamadas lóbulos e ductos mamários. É o tumor maligno mais comum em mulheres e o que mais leva as brasileiras à morte, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca).

Segundo a Estimativa sobre Incidência de Câncer no Brasil, 2014-2015, produzida pelo Inca, o Brasil terá 576 mil novos casos de câncer por ano. Desses, 57.120 mil serão tumores de mama.

O câncer de mama é relativamente raro antes dos 35 anos, mas acima dessa idade sua incidência cresce rápida e progressivamente. É importante lembrar que nem todo tumor na mama é maligno e que ele pode ocorrer também em homens, mas em número muito menor. A maioria dos nódulos (ou caroços) detectados na mama é benigna, mas isso só pode ser confirmado por meio de exames médicos.

Quando diagnosticado e tratado ainda em fase inicial, isto é, quando o nódulo é menor que 1 centímetro, as chances de cura do câncer de mama chegam a até 95%. Tumores desse tamanho são pequenos demais para serem detectados por palpação, mas são visíveis na mamografia. Por isso é fundamental que toda mulher faça uma mamografia por ano a partir dos 40 anos.

Sintomas

O sintoma mais comum de câncer de mama é o aparecimento de um caroço. Nódulos que são indolores, duros e irregulares têm mais chances de ser malignos, mas há tumores que são macios e arredondados. Portanto, é importante ir ao médico. Outros sinais de câncer de mama incluem:

inchaço em parte do seio;

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irritação da pele ou aparecimento de irregularidades, como covinhas ou franzidos, ou que fazem a pele se assemelhar à casca de uma laranja;

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dor no mamilo ou inversão do mamilo (para dentro);

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vermelhidão ou descamação do mamilo ou pele da mama;

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saída de secreção (que não leite) pelo mamilo;caroço nas axilas;

 

 

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Detecção precoce

Câncer de Mama
O câncer de mama é uma doença grave, mas que pode ser curada. Quanto mais cedo ele for detectado, mais fácil será curá-lo. Se no momento do diagnóstico o tumor tiver menos de 1 centímetro (estágio inicial), as chances de cura chegam a 95%.
Quanto maior o tumor, menor a probabilidade de vencer a doença. A detecção precoce é, portanto, uma estratégia fundamental na luta contra o câncer de mama. Se a detecção precoce é a melhor estratégia, a principal arma para sair vitoriosa dessa luta é a mamografia, realizada uma vez por ano em toda mulher com 40 anos ou mais. É a partir dessa idade que o risco da doença começa a aumentar significativamente. A mamografia é o único exame diagnóstico capaz de detectar o câncer de mama quando ele ainda tem menos de 1 centímetro. Com esse tamanho, o nódulo ainda não pode ser palpado. Mas é com esse tamanho que ele pode ser curado em até 95% dos casos.

Diagnóstico precoce

O câncer de mama é uma doença grave, mas que pode ser curada. Quanto mais cedo ele for detectado, mais fácil será curá-lo. Se no momento do diagnóstico o tumor tiver menos de 1 centímetro (estágio inicial), as chances de cura chegam a 95%, segundo a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama – Femama. Quanto maior o tumor, menor a probabilidade de vencer a doença. A detecção precoce é, portanto, uma estratégia fundamental na luta contra o câncer de mama.

Se o diagnóstico precoce é a melhor estratégia, a principal arma para sair vitoriosa dessa luta é a mamografia, realizada uma vez por ano em todas as mulheres com 40 anos ou mais. É a partir dessa idade que o risco da doença começa a aumentar significativamente.

A mamografia é o único exame diagnóstico capaz de detectar o câncer de mama quando ele ainda tem menos de 1 centímetro. Com esse tamanho, o nódulo ainda não pode ser palpado. Mas é com esse tamanho que ele pode ser curado em até 95% dos casos.

Autoexame

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Durante muito tempo, as campanhas de conscientização para o câncer de mama divulgaram a ideia de que o autoexame das mamas, baseado na palpação, era a melhor forma para detectá-lo precocemente. Mas o tempo passou, a medicina evoluiu e as recomendações mudaram.

O autoexame continua sendo importante – mas de forma secundária. Ele é essencial para que a mulher conheça seu corpo, em especial sua mama, e possa perceber qualquer alteração. O autoexame pode ser feito visualmente e por meio da palpação, uma vez por mês, após o final da menstruação. Para as mulheres que não menstruam mais, o ideal é definir uma data e fazê-lo uma vez ao mês, sempre no mesmo dia. Entretanto, ele não substitui a importância do exame clínico feito por um profissional da saúde por meio da palpação e, menos ainda, a mamografia.

É fundamental que, além do autoexame, todas as mulheres acima dos 40 anos façam seus exames de rotina, entre eles a mamografia. Só ela pode detectar precocemente um nódulo pequeno e aumentar muito as chances de cura.

Fontes
1. National Comprehensive Cancer Network (NCCN) Clinical Practice Guidelines for Breast Cancer Screening and Diagnostic. Versão 1.2014. Consultado em 06 de outubro de 2014. Disponível em www.nccn.org

2. National Cancer Institute (NCI) Publication P017: What you need to know about breast câncer. Consultado em 06 de outubro de 2014. Disponível emhttps://pubs.cancer.gov/ncipl/detail.aspx?prodid=P017

3. Lei número 11.664, de 29 de abril de 2008. Consultada em 07 de outubro de 2014. Disponível emhttp://presrepublica.jusbrasil.com.br/legislacao/93804/lei-11664-08

Mamografia

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A mamografia é um exame de raio-X, na qual a mama é comprimida entre duas placas de acrílico para melhor visualização. Em geral são feitas duas chapas de cada mama: uma de cima para baixo e uma de lado. Apesar da compressão da mama ser um pouco desagradável para algumas mulheres, é importante lembrar que ela não é perigosa para a mama. A dose de raios X utilizada nos aparelhos modernos é também muito baixa, e não deve servir de empecilho para a realização do exame.

Fundamental e insubstituível, a mamografia pode detectar nódulos de mama em seu estágio inicial, quando não são percebidos na palpação do autoexame feito pela mulher ou pelo profissional de saúde. Por serem pequenos, esses nódulos têm menor probabilidade de disseminação e mais chances de cura.

Por essa razão, as mulheres acima de 40 anos devem realizar a mamografia regularmente, em intervalos anuais. E, com a efetivação da Lei Federal nº 11.664/2008, em vigor a partir de 29 de abril de 2009, toda mulher brasileira tem direito a realizar pelo SUS sua mamografia anual a partir dessa idade.

Como todo exame médico, a mamografia está sujeita a deficiências. Acredita-se que cerca de 10% dos casos comprovados de câncer de mama não sejam detectados na mamografia, principalmente em mulheres jovens, que têm a mama densa. A ultrassonografia pode auxiliar no diagnóstico quando associada à mamografia e pode ser muito útil para detectar lesões duvidosas.

Fontes
1. Você sabe por quê está tudo rosa? http://www.codonoticias.com.br. Consultado em 06 de outubro de 2014. Disponível emhttp://codonoticias.com.br/voce-sabe-porque-esta-tudo-rosa/

2. National Cancer Institute (NCI) Publication P017: What you need to know about breast câncer. Consultado em 06 de outubro de 2014. Disponível em https://pubs.cancer.gov/ncipl/detail.aspx?prodid=P017

3. Symptoms & Diagnosis of Breast Cancer. Breastcancer.org Foundation. Consultado em 06 de outubro de 2014. Disponível em www.breastcancer.org/symptoms/testing

4. Types of breast câncer. American Cancer Society. Consultado em 06 de outubro de 2014. Disponível emhttp://www.cancer.org/cancer/breastcancer/detailedguide/breast-cancer-breast-cancer-types

 

Sobre a Perversidade by Marla de Queiroz

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O perigo da perversidade é que ela é muito sútil. Um ser perverso jamais te atacará diretamente. Ele vai saborear cada silêncio calculado para despertar sua agonia. Ele vai tentar tolher seus lugares íntimos até que não reste qualquer espaço para manobras. Ele vai te seduzir da maneira mais irresistível e depois te tratar com um descaso inexplicável, como se algo de errado tivesse acontecido, mas sem te dar quaisquer indícios do que possa ter acontecido.

Ele será carismático com os outros, prestativo, mas demonstrará impaciência em responder à sua mais simples pergunta. Ele vai oscilar entre o tesão e a indiferença. Você se sentirá desejada quando o sufoco tiver tomado toda a sua alma e, totalmente desamparada quando o desejo demonstrado parecer esvaído nos primeiros suspiros da manhã. E o dia seguinte se tornará um longo e agonizante ano.

Ele parecerá espirituoso, depois irônico, mas estará sendo absurdamente crítico e sarcástico. E te deixará tão confusa que você, por momentos, não saberá identificar a crueldade que há neste tipo de comportamento. Os perversos são viciados em jogos de poder e controle. Não sabem o porquê. Simplesmente precisam tentar te destituir da sua autoconfiança e autoestima até que você se torne refém, dependente, à beira do desespero.

É muito difícil identificar um ser perverso e, depois se livrar dele. Ele te tratará com uma bipolaridade emocional absoluta. E quando tudo parecer perdido, quando você tiver decidido de maneira explícita sua escolha por um afastamento ou desligamento da relação, ele te rondará da maneira mais amorosa possível tentando te convencer que a falta de sintonia anterior era um problema seu. O perigo da perversidade é porque ela é muito sutil.

E o único antídoto para se curar de uma relação doentia como esta é reunir toda a coragem que você jamais imaginou ter e partir com toda a convicção de que você não precisa continuar neste campo minado. Você pode escolher um lugar de paz. Você pode não ser presa de um predador voraz. Você não precisa se vestir de sangue para alimentar estes vampiros. Esteja atenta. O perverso sempre parecerá um ser inofensivo e carismático. Com os outros. Apenas com os outros. E isto te deixará com uma imensa vontade de conquistar aquilo que ele fará questão de demonstrar que não está disponível para você. 

Quando a saudade localiza o sujeito na gente by Marla de Queiroz


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Onde a saudade localiza o sujeito na gente? No coração, na mente, no corpo ou nesse conjunto todo que pulsa revirando o baú de adeuses que, talvez, quem sabe, quisessem dizer outra coisa? Pois insiste em nós essa impregnação na lembrança, mas o sentimento ocupa muito mais que a memória.

Onde a saudade localiza o sujeito na gente se os olhares já nem se veem mais e as peles só exalam o perfume da distância? Se o tempo correu enchendo de poeira luas e mais luas deixando sonolentas e opacas as estrelas que brilhavam nas madrugadas incandescentes? Onde fica guardado o sujeito na gente?

Onde a saudade localiza na gente o sujeito inerte, mas animado, não sendo coisa ou algo, mas um ser vivinho, vivente? E um suspiro intenso estendido por dentro, o segredo que o olhar na busca incessante não ocultou? Se as fotos foram apagadas e os bilhetes queimados na fogueira dos livramentos, se até o cartão postal mudou para fechar um ciclo e inaugurar outro momento, onde se escondia esse sujeito? No peito? Na pele? Porque de tudo dele ainda, mesmo que em sonho, reacende a lembrança do beijo, abraço e do jeito. Onde a saudade localizou esse sujeito?

Se a febre que pensávamos medicada arde incessante, embora esporádica, e a noite mal dormida espreita o pesadelo: do riso, do choro, do cheiro, para qual direção foram os ventos que não o levaram por inteiro? Por que a saudade incute na gente esse desmantelo?

Onde a saudade localizou na gente este ser que parecia morto e ressuscitou tão certeiro?

 Marla de Queiroz