Arquivo | março 2013

Mario Quintana : Certezas

 

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Art by Monet

Não quero alguém que morra de amor por mim…
Só preciso de alguém que viva por mim, que queira estar junto de mim, me abraçando.
Não exijo que esse alguém me ame como eu o amo, quero apenas que me ame, não me importando com que intensidade.
Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim…
Nem que eu faça a falta que elas me fazem, o importante pra mim é saber que eu, em algum momento, fui insubstituível…
E que esse momento será inesquecível…
Só quero que meu sentimento seja valorizado.
Quero sempre poder ter um sorriso estampando em meu rosto, mesmo quando a situação não for muito alegre…
E que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem ao meu redor.
Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém…e poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos, que faço falta quando não estou por perto.
Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras, alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho…
Que me veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bons sentimentos que a vida lhe proporciona, que dê valor ao que realmente importa, que é meu sentimento…e não brinque com ele.
E que esse alguém me peça para que eu nunca mude, para que eu nunca cresça, para que eu seja sempre eu mesmo.
Não quero brigar com o mundo, mas se um dia isso acontecer, quero ter forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe…
Que ele é superior ao ódio e ao rancor, e que não existe vitória sem humildade e paz.
Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será outro dia, e se eu não desistir dos meus sonhos e propósitos, talvez obterei êxito e serei plenamente feliz.
Que eu nunca deixe minha esperança ser abalada por palavras pessimistas…
Que a esperança nunca me pareça um NÃO que a gente teima em maquiá-lo de verde e entendê-lo como SIM.
Quero poder ter a liberdade de dizer o que sinto a uma pessoa, de poder dizer a alguém o quanto ele é especial e importante pra mim, sem ter de me preocupar com terceiros… Sem correr o risco de ferir uma ou mais pessoas com esse sentimento.
Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão…
Que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades a às pessoas, que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim… e que valeu a pena.

Cólica menstrual (Dismenorreia)

verdades sobre as cólicas menstruais

Cólica menstrual, ou dismenorreia, é uma dor pélvica provocada pela liberação de prostaglandina, substância que faz o útero contrair para eliminar o endométrio (camada interna do útero que cresce para nutrir o embrião), em forma de sangramento, durante a menstruação, quando o óvulo não foi fecundado.

Mais ou menos 50% das mulheres sentem cólicas menstruais em alguma fase da vida.

A dismenorreia pode ser primária ou secundária. Primária, quando a causa é o aumento na produção de prostaglandina pelo endométrio, e secundária, quando resultante de alterações patológicas no aparelho reprodutivo (endometriose, miomas, tumores pélvicos, fibromas, estenose cervical, etc.).

Sintomas

O principal sintoma é a dor em cólica no baixo ventre, de intensidade variável, que se irradia para as costas e membros inferiores, durante a menstruação. É uma dor aguda e intermitente, às vezes incapacitante, com curtos períodos de acalmia. Quando muito forte, pode estar associada a outros sintomas como náuseas, vômitos, dor de cabeça e nas mamas, inchaço.

Diagnóstico

É importante estabelecer o diagnóstico diferencial entre a dismenorréia primária e secundária para conduzir o tratamento adequado. Além do levantamento da história clínica, exames de laboratório e de imagem ajudam nesse processo.

Tratamento

Mulheres com cólicas menstruais primárias, em geral, se beneficiam com a adoção de algumas medidas, como a prática de exercícios aeróbicos que ajudam a liberar endofirna, aplicação de calor local e dieta rica em fibras. Quando a dismenorreia é secundária, pode ser necessário recorrer ao tratamento cirúrgico.

Nos dois casos, há o recurso do uso de medicamentos antiinflamatórios não-esteróides para alívio da dor. Esse uso, porém, não deve ser indiscriminado: exige acompanhamento médico.

Como os hormônios contidos nos anticoncepcionais provocam atrofia do endométrio, local de produção da prostaglandina, a pílula está indicada nos casos de dismenorreia primária para mulheres com vida sexual ativa que não desejam engravidar.

Recomendações

* Evite levar vida sedentária. Exercícios aeróbicos moderados ajudam a aliviar a dismenorreia primária;

* Coloque uma bolsa de água quente sobre a região abdominal, quando estiver com cólica menstrual;

* Não ingira alimentos que retardam o trânsito abdominal ou provocam fermentação, especialmente no período pré-menstrual;

* Beba bastante água;

* Não se automedique. Procure assistência médica. É importante estabelecer um diagnóstico diferencial entre a dismenorreia primária e secundária para selecionar o melhor tratamento.

FONTE-http://drauziovarella.com.br/

Mário Quintana

 

Os poemas
 
Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam vôo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto
alimentam-se um instante em cada par de mãos
e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhoso espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti…

 
(Mario Quintana)

Pierre Auguste Renoir

“A dor passa, mas a beleza permanece”, disse Renoir, um dos maiores pintores impressionistas, mestre em fixar em suas telas a luz, o brilho e a beleza das coisas.

Pierre-Auguste Renoir nasceu em família modesta – o pai era alfaiate. Em 1845, a família mudou-se para Paris, mas retornaria para Limoges três anos depois.

Em 1855, Renoir, com o intuito de adquirir um ofício, foi aprender decoração de porcelana e trabalhar no próprio ateliê onde estudava. Três anos depois, começou a pintar estampas em tecidos.

Em 1862, mudou-se para Paris e foi admitido na École des Beaux-Arts. Passou a visitar regularmente o Museu do Louvre e começou a estagiar no ateliê do pintor suíço Charles Gleyre.

Em 1866, inscreveu seu quadro “A Hospedaria da Mãe Anthony” no Salão Oficial das Artes, mas foi rejeitado. Dois anos depois, o salão aceitou a tela “Lise”. Mesmo assim, o impressionismo – o novo estilo que Renoir adotara – ainda não era uma forma de arte aceita pela crítica. Por isso, Renoir e seus companheiros planejaram organizar uma exposição de arte impressionista.

Mas, em 1870, com a invasão prussiana da França, Renoir foi convocado, participando da guerra como soldado.

Em 1874, Renoir e outros artistas (como Manet, Degas e Pissarro) enfim organizaram a exposição dos impressionistas.

Ela se realizou no estúdio do famoso fotógrafo Nadar. Embora rejeitada pelos críticos, a exposição se repetiria em 1876, 1877 e 1879. Em 1882, viajou para a Itália para estudar.

Durante esses anos, Renoir foi ficando famoso. Em 1890, casou com sua modelo Aline Charigot (eles teriam três filhos, Pierre, Jean e Claude). No ano seguinte, pintou “Rosa e Azul”, o célebre “quadro das duas meninas” que hoje está no Museu de Arte de São Paulo (Masp).

Em 1892, obteve reconhecimento oficial para a pintura impressionista: um quadro seu foi adquirido pelo governo francês.

Num acidente de bicicleta, em 1897, quebrou o braço. Dois anos depois, foi acometido de reumatismo, passando a ter problemas de mobilidade.

Em 1904, quando já era admirado em toda a Europa, organizou-se uma grande retrospectiva de sua obra. No ano seguinte, Renoir mudou-se para Cagnes, em busca de clima mais saudável.
Oito anos depois, as dificuldades de saúde o obrigaram a pintar sentado e amarrar os pincéis aos dedos.

Com a eclosão da Primeira Guerra Mundial (1914), teve dois de seus três filhos convocados (eles seriam feridos). Durante a guerra, também perdeu a esposa, Aline.

Em 1919, Renoir finalmente viu suas obras serem aceitas no Louvre. Em dezembro daquele ano, morreu em sua casa de Cagnes, aos 78 anos.

Principais obras

 

• 1. Retrato de Romaine Lacaux (1864): Nascido em Limoges, Renoir muda-se para Paris com sua família em 1844. Desde cedo, demonstra aptidão para a pintura. Em 1854, trabalha como aprendiz decorador em uma manufatura de porcelanas. Pinta também interiores de cafés, geralmente com cenas mitológicas. Neste mesmo ano, entra para a Escola de Desenho e Arte Decorativa. A partir de 1861, passa a frequentar o ateliê do pintor suíço Charles Gleyre, além de visitar o Louvre como copista. No ano seguinte matricula-se na Escola de Belas Artes. “Retrato de Romaine Lacaux“, pintado em 1864, é uma encomenda de um modesto ceramista, que deseja um retrato de sua filha. As encomendas feitas a Renoir, nesta época, eram bastante raras. No quadro, observa-se formas simplificadas no vestido e uma grande delicadeza nos tons, além de uma marca constante nos retratos de Renoir: a luminosidade dos olhos.

Retrato de Romaine Lacaux, 1864

• 2. A Hospedagem de Mère Anthony (1866): Em 1865, um grupo de alunos do ateliê de Gleyre, composto de Renoir, Monet, Bazille, Sisley, Pissarro e Guillemet, viaja para Marlotte, onde fica hospedado em uma estalagem, imortalizada por Renoir nesta pintura. No quadro, três pintores (Sisley, Jesles Le Coeur e, provavelmente, Monet) comentam o jornal de vanguarda Evénement, onde Émile Zola critica o júri do Salão de Paris. Este grupo realiza, durante algum tempo, longas sessões de pintura ao ar livre nos bosques de Fontainebleau. Para trabalhos em estúdio, usufruem de um espaço alugado por Bazille, o único do grupo que conta com uma boa renda mensal paterna e que auxilia os amigos. Os jovens artistas passam o ano estudando e tentando obter encomendas, enquanto aguardam a época do Salão.

A Hospedagem de Mère Anthony, 1866

• 3. Em Grenouillère (1869): em 1869, Renoir e Monet dedicam-se a um mesmo tema, o balneário de Grenouillère. Pintam lado a lado, ao ar livre, estudando os efeitos móveis e mutáveis da luz sobre a água. Antecipam técnicas utilizadas posteriormente pelos impressionistas, como a tache, pincelada dividida e destacada das outras, que se tornaria um marco do movimento. As duas obras, de Monet e Renoir, podem ser vistas e comparadas aqui.

A Grenouillère,1869

• 4. Banhista com Cão Grifon (1870): paralelas às pinturas e experimentações realizadas ao ar livre, Renoir continua produzindo obras mais tradicionais, destinadas ao Salão oficial. “Banhista com Cão Grifon” é aceita no Salão de 1870, juntamente com a obra “Mulher de Argel”. Embora seu estilo não seja rigorasamente tradicional, traz elementos já parcialmente assimilados pelo júri, como a bidimensionalidade vista em obras de Édouard Manet. A obra recebe duras críticas, especialmente em relação ao desenho.

Banhista com Cão Grifon, 1870

• 5. Cavaleiros no Bois de Boulogne (1873): Em 1870, eclode a Guerra Franco-Prussiana e Renoir é convocado. De volta a capital francesa, em 1871, Renoir encontra-se em meio aos conflitos da Comuna de Paris. Neste período turbulento, realiza alguns retratos, como “Cavaleiros no Bois de Boulogne”, recusado pelo Salão, mas exposto no Salão dos Recusados. A obra alcança um discreto sucesso de público, o que incentiva Renoir e seus amigos a organizarem uma mostra independente.

Cavaleiros no Bois de Boulogne, 1873

• 6. A Parisiense (1874): em 1874, Renoir e outos pintores modernos organizam a primeira mostra impressionista. As obras do grupo são influenciadas pelo trabalho de Édouard Manet, e trazem novidades em relação às formas e uso da cor. Renoir expõe seis quadros, dentre eles, “A Parisiense”, o retrato de uma mulher moderna, que em nada lembra os cânones tradicionais de beleza.

A Parisiense, 1874

• 7. Baile no Moinho da Galette (1876): Em 1875, Renoir conhece Georges “Zizi” Charpentier, que adquire alguns quadros do artista em um leilão. Charpentier apresenta Renoir para várias famílias ricas de Paris, que lhe encomendam pinturas, trazendo uma bem vinda estabilidade financeira na vida do pintor. A partir deste momento, Renoir divide sua carreira em pinturas mais tradicionais, para a burguesia parisiense, e experimentos ao ar livre, para as mostras impressionistas. “Baile no Moinho da Galette” é uma obra audaciosa, com muitos personagens, pintada quase que inteiramente ao ar livre – esboços e estudos preparatórios são realizados em seu ateliê. Renoir busca um retrato da vida moderna e festiva de Paris. No ano de 1900, Pablo Picasso realizou uma pintura com o mesmo tema. As obras de ambos os artistas podem ser vistas aqui.

Baile no Moinho da Galette, 1876

• 8. Os Guardas Chuvas (1881-1885): Em 1879, Renoir realiza sua primeira exposição individual, na sede da revista La Vie Miderne. Aos poucos, afasta-se dos pintores impressionistas e passa a valorizar o desenho. A partir de 1881, inaugura-se o chamado “período áspero” em seu trabalho – outros autores se referem a estes anos como “período azedo”ou “Ingresco”. Seu contorno fica mais nítido, e as cores, mais opacas. Apesar de ser conhecido como um pintor impressionista, Renoir dedicou ao movimento somente uma parte de sua vida. Já ao final da década de 1870, considera a experiência impressionista parcialmente esgotada, e percorre livremente outros estilos, inclusive a solenidade da pintura neoclássica.

Os Guardas Chuvas, 1881-1885

• 9. Meninas ao Piano (1892): A partir da década de 1890, inicia-se o “período nacarado” na obra de Renoir. Os tons ficam menos severos do que no “período áspero”, e a temática gira em torno de retratos e nus femininos. “Meninas ao Piano” é a primeira e única encomenda pública de Renoir, destinada ao “Museu dos Artistas Vivos de Luxemburgo”. Foram realizadas seis versões desta obra. Neste mesmo ano, realiza-se uma antologia retrospectiva da carreira de Renoir, na galeria Ruel, em Pigalle. Cento e dez obras são expostas e a mostra é um sucesso. Com o nome já consagrado, Renoir participaria de diversas outras exposições, em galerias de todo o mundo.

Meninas ao Piano, 1892

• 10. Banhistas (1918-1919): Renoir enfrenta diversos problemas de saúde. Em 1888, sofre uma paralisia facial. A partir da década de 1890, passa a sofrer com uma grave artrose reumática, que lhe causa dores intensas. Continua pintando, mas cada vez com maiores dificuldades de movimento. Em seus últimos anos de vida, já em uma cadeira de rodas, precisa amarrar o pincel na mão, para poder realizar sua arte. Passa a dedicar-se também a escultura, que é produzida por ajudantes, segundo suas orientações. Morre em 1919, de pneumonia, em sua casa.

Banhistas, 1918-1919

Mais informações sobre Auguste Renoir:
Retratos e autorretratos de Renoir


Coragem para seguir em frente!

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As situações de enfrentamento acontecem a todo instante em nossas vidas e muitas vezes quando menos esperamos elas estão ali clamando por uma solução que só pode partir de nós mesmos. Na era em que vivemos, uma era de serviços, podemos pagar para obter muitas coisas como um corte de cabelo, uma limpeza em nossa casa, uma viagem ou mesmo uma tele-entrega. Mas existem situações em que não podemos contratar ninguém além de nós mesmos para que elas se resolvam.

O fim de um relacionamento, um comportamento errôneo, uma decisão, o limite a uma pessoa, tudo isso mexe com nossas emoções pois normalmente temos a tendência de deixarmos para depois, simplesmente para que não precisemos criar algum tipo de briga, discussão ou rompimento. Muitos de nós, por muitas vezes esperamos por anos para ver o que acontece, para que as coisas se resolvam sozinhas ou se algum milagre vem bater à nossa porta. Tudo para não enfrentar… Normalmente, as pessoas que apresentam problemas em enfrentar a vida são pessoas quietas, doces, meigas, aquelas que “não têm boca pra nada” e por isso costuma ter muitos amigos, porque é vista pelos outros como um amor de pessoa, ou seja ela se comporta do jeito que as outras pessoas gostam e não do jeito que ela quer, somente para agradá-los!!!

Em outro extremo, estão as pessoas que estão sempre “enfrentando” a tudo e a todos, em uma tentativa de se destacar entre os demais. São pessoas que estão sempre prontas para o combate, inclusive vivem combatendo, discutindo, defendendo seus pontos de vista com convicção. Se dizem “sinceras”, e normalmente utilizam expressões como “se tenho algo a dizer, eu falo na cara” ou “sou muito sincero”. Podemos ter o cuidado de não confundir sinceridade e honestidade com grosseria. Podemos expressar nossa opinião de forma educada, dar um conselho de forma amorosa e auxiliar a quem precisa de forma generosa, pois as pessoas que se autodenominam “sinceras” costumam ficar sozinhas, visto que raramente alguém consegue conviver com tanta agressividade…

Não queremos ficar sozinhos e muito menos rodeados de pessoas que conduzem o nosso comportamento, então, a melhor alternativa é a busca do equilíbrio para enfrentar cada desafio que a nossa vida apresenta com coragem e sabedoria. Postergar nossas atitudes de enfrentamento é como uma dívida que a cada mês que não pagamos, vão-se somando muitos juros e cada vez vai ficando pior e mais caro. O amanhã é incerto, então, precisamos aprender a pedir desculpas, perdoar, pedir ajuda e libertarmo-nos do orgulho agora, no momento presente. A humanidade viveria tão melhor se enfrentássemos os problemas de cabeça erguida, se não tivéssemos vergonha daquilo que os outros vão pensar, se conseguíssemos nos expressar com equilíbrio e amorosidade! Tente, procure enfrentar e resolver os problemas que lhe afligem!!!

Vamos enfrentar os presentes (desafios) que a vida nos dá com sabedoria e muita coragem, para podermos seguir em frente, evoluindo e crescendo com muita felicidade!

Texto  por Patrícia Cândidopatricia@luzdaserra.com.br

VOA!

 

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São muitos os voos que queremos alçar. Anseios de liberdade. De independência.
Desejos amorosos. Períodos sabáticos. Sonhos com o norte e tantas direções…
Confortos afetivos, aproveitar melhor os sentidos. São tantos sentimentos que
solicitam um voo alto que os liberte, ou os faça alcançar aquilo que falta, aquilo
que grita, aquilo que alegra…

Tantas metáforas contidas num único voo. Nietzsche, um traçador de rotas
metafóricas tem uma das mais brilhantes sobre como aprender a voar:
‘Quem deseja aprender a voar deve primeiro aprender a caminhar, a correr,
a escalar e a dançar. Não se aprende a voar voando.’

A gente quer da vida o voo das coisas mais leves e todas as suas delícias.
Ao contrário do voo, não se aprende a viver senão vivendo. Para voar é
preciso viver com vontade, vontade que é o nome que a vida dá para as
suas asas que nos abraçam e nos tiram pra dançar:Confiança e vontade.

E agarrar-se com força nas asas da vida que tudo ensina.Inclusive, voar.

SORRIA!

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(Dia 03/02/2013 Formatura de Produção Audiovisual- Unijorge-BA)

Os sorridentes são aquele tipo de gente que tem mais do que um sorriso bonito. Sua beleza começa nos olhos. Eles têm o sorriso nas mãos e nas intenções. Tudo neles sorri: a compreensão das coisas, o raciocínio, as batidas do coração.  Seus sorrisos começam antes dos motivos: é pré-disposição. Eles são aquele tipo de gente que abre as portas da frente, e também as janelas, e todas as outras portas. Por isso são seres ventilados pelos mais variados motivos para sorrir.

Eles sorriem porque sentem-se bem dentro deles mesmos, na autenticidade de seus defeitos e inúmeras qualidades. São seres sem-vergonha de serem quem são. E como são… , seu verbo é o Ser. E são tudo o que lhes der na telha. Barulhentos, curiosos, espalhafatosos, falantes e distraídos, desfrutam a sabedoria de que viver por viver já é divertido. São catalisadores, eles têm o sorriso na cabeça como ferramenta, e a animação nasce em suas almas ávidas de vida, de gente, de contato, de rua, de movimentação.

Sua energia é sorridente. E autêntica. No universo dos sorrisos, são soberanos. Não precisam dos grandes motivos nem das condições perfeitas para brindarem o mundo com a grandeza de seus sorrisos. Conhecem o segredo de que tudo de bom começa justamente no sorriso. Um sorridente consegue rir até quando chora. Deve ser essa a mais genuína das emoções: _ emocionar-se com a vida em todas as nuances, mesmo quando tudo parece meio fora do lugar, eles conseguem reconhecer o valor de experimentar tudo. Da dor ao amor. Do limite à fartura. Da liberdade à insegurança. Do voo ao chão. Do tudo ao nada. Da luz e até da escuridão.

Os sorridentes não se poupam e não poupam ninguém. São contagiantes e sua influência é tal qual a do mar, deliciosamente grandiosa. Por sorte, eles estão em todo lugar. Há que se aprender com eles. E muito!

Esquizofrenia?

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Não existe resposta absoluta que explique a instalação da esquizofrenia. Diversos tipos de pesquisas entendem ser de ordem genética, outras tantas a observam como derivada de estresse emocional insuportável. Perturbações que podem acontecer em um momento único ou mesmo após séries de eventos de dificuldade máxima.

Assuntos relacionados à transgeracionalidade, segredos de família não revelados também constam como possíveis detonadores. A ideia é de que não existem segredos e que o nosso subconsciente percebe, computa e guarda muito mais informação do que nosso consciente. E o que por vezes suporta pode rachar ou mesmo quebrar.

Antes da instalação da conhecida esquizofrenia, ocorre a insuportável experiência da dissolução do eu, lugar onde gradativamente vai se perdendo os códigos que definem a realidade comum a todos. Seria como se as memórias pouco a pouco se dissolvessem ou perdessem o sentido, roubando o processo de passado, de continuidade e, por consequência, de proposta e de objetivos para o futuro. Este montante muitas vezes passa despercebido, o resultado, porém, sempre ocorre de modo desastroso.

O mais instigante confere ao porquê algum membro de uma família entra neste espectro de manifestação, enquanto nada acontece com os outros que passaram juntos pelas mesmas situações de vida. Certamente, nestes casos as variáveis são infinitas. O importante a saber sempre envolve onde reside o limite humano de cada um e que tipo de limite seria esse que quando quebra, avança em territórios inimagináveis de percepção, delírios, pensamentos intrusos. Tudo em aparente e absoluta desordem.

Se ampliarmos, porém, a nossa visão para além do usual, todos podemos reconhecer que temos algumas sensibilidades que navegam muito além da palavra falada. Estes dias, por exemplo, um paciente meu esteve numa situação social junto com pessoas que conhecera há pouco tempo e repentinamente sentiu que algo não ia bem, mesmo assim, em meio a essa sensação-intuição, ainda permaneceu no local, não levando a sério o seu incômodo. Mais um pouco, conta ter ouvido como que um sussurro em seu ouvido parecido com voz de seu avô recentemente falecido, avisando-o para ir embora do local onde fluía a conversa. Em mais 5 minutos, um bando de ladrões entram no local fazendo um assalto relâmpago.

A verdade é que quando estamos próximos de alguém, ou mesmo em algum ambiente, nossos campos de energia se misturam e se comunicam o tempo todo enviando mensagens ‘a nossa máquina cerebral. Às vezes, esses sinais são captados pela intuição ou por uma avaliação mais racional da pessoa. Entretanto, isso normalmente passa despercebido, embora esses pequenos sinais possam ser a evidência de acontecimentos maiores.

Outro paciente relatou que teve seu primeiro surto depois de fumar maconha apenas uma vez (isso ocorre muito mais do que se imagina). O fato seria que antes de fumar já havia um terror em relação ao tema, por parte do meu paciente; terror este que provavelmente deveria ser algum aviso real para que não tomasse a atitude que finalmente tomou.

O que surpreende também, diz respeito a pessoas que ao que tudo indica, não passaram por acontecimentos anteriores identificados como disparadores da esquizofrenia e aparentemente do nada passam a ter comportamentos diferentes, “saem da casinha”, como se diz por aí e muitos acabam por se encaixar dentro do diagnóstico.

A questão que fica é: se esse suposto dano neurológico não seria uma fresta, ou até uma porta escancarada para comunicações fora do consenso coletivo. Como se algo totalmente desmedido ocupasse lugar na mente e, como resultado, a leitura da realidade concreta ficasse praticamente impossível de se detectar.

Os que estão na vertente mais espiritual falam sobre as possessões espirituais. Sobre mediunidade desequilibrada. Sobre acesso desenfreado a outras lâminas de realidade. A pergunta que fica empata em: onde está a verdade?
E mais: o que fazer?

Numa visão mais holística, não poderíamos deixar de observar determinada questão optando por apenas uma percepção de verdade. Existe a matéria, mas sabemos que estamos e somos além da mesma. A moderna física quântica constantemente revela. Ampliar possibilidades sem tirar os pés do chão mostra ser excelente abertura para que verdades maiores possam ocupar espaço facilitando acesso e alterações profundas em nível de alma. E mesmo que o resultado nem sempre possa ser visto no concreto, certamente será sentido.

TEXTO DE :Silvia Malamud ::

– Art by Klimt

Por que algumas pessoas só dão valor quando perdem?

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Não sei o que é pior: já ter conhecido alguém que só dá valor ao que tem depois de perder, ou ser alguém assim. Não estou julgando. Não se trata de valores morais ou avaliações do tipo “certo” ou “errado”. O que quero dizer é que é mesmo lamentável só conseguir se dar conta de algo ou alguém quando já é tarde demais!

Sei que, aos mais céticos, parece conversinha inútil. Mas tenho visto, ouvido e até acompanhado algumas histórias de dar pena. Triste mesmo! De gente que parece estar contra si mesmo. De homens e mulheres botando a perder o que têm de melhor e de mais importante em suas vidas, simplesmente por não conseguirem enxergar o belo, o bom, o que, aos seus olhos fechados, parece pouco…

Muito já se repetiu que temos dois caminhos para aprender qualquer lição nesta vida: pelo amor ou pela dor. Em geral, infelizmente, escolhemos o segundo caminho. Claro, inconscientemente. Mas isso não nos torna vítimas ou inocentes. Nem culpados ou algozes, no entanto.

Trata-se, sobretudo, de uma constatação que deve, sim, servir para nos tornar mais atentos. É fato que já passou da hora de muitos de nós tomarmos uma boa sacudidela. Um susto suficientemente grande para nos fazer acordar e manter os olhos bem abertos!

Por todos os lados, vemos pessoas sendo amadas sem sequer notar, quiçá valorizar ou retribuir! Pessoas recebendo oportunidades incríveis, vivendo com familiares e amigos maravilhosos, estando em lugares imperdíveis… e nada! Só reclamando, só se lamentando, só desperdiçando. Pecando a vida!

Acreditam que a fonte nunca seca. Apostam que podem ignorar, disfarçar e adiar o amor à seu bel-prazer que nada vai mudar. E pior: acham que se mudar, nada vão perder, nada vão sentir, nada vão sofrer.

Mas quando chega o tal dia em que o outro se cansa e vai embora, ahhh, quando chega esse dia, é inacreditável o que já vi acontecer! Alguns, primeiro dão de ombros, como se nem se importassem. Mas com mais ou menos dias… para quase todos, o desespero bate! A lucidez chega e a impressão que dá é que, após curto-circuito, suas luzes se acenderam!

Mas agora? Agora acabou. Finito. O outro não quer mais. Cansou de tentar. Cansou, não de sua perfeição, porque isso não existe. Cada qual tem sua parte no enredo vivido. Mas, sim, cansou de se relacionar no escuro do outro!

E assim, diante da falta, do suposto abandono, arregalam os olhos! Reagem como se estivessem surpresos! “Como assim?!? O que houve?!?” E a fim de tentar reverter a situação, tornam-se tudo o que poderiam ter sido, mas nunca se dispuseram a ser! Flores, cartas, galanteios e declarações. Lágrimas, pedido de perdão, reconhecimentos e elogios.

As certezas, até então inexistentes, brotam de um não sei onde, baseadas num não sei o que, recheadas de propostas tão aguardadas, mas que jamais foram feitas. Onde estava esse desejo? Onde estava essa pessoa? Onde estava esse coração?

Preso em sua própria armadilha! Certamente escondido, defendido, entorpecido de falsas verdades, crenças distorcidas e enganos, tristes enganos. Sim, estou certa de que sua dor é mesmo real agora. Talvez tenha mesmo acordado. Mas talvez seja só a dor do vazio, da perda. Talvez seja a frustrante constatação de sua incapacidade de se entrelaçar. Talvez… Quem pode saber o que se passa?

Eu não posso! Quem esperou por atitudes durante tanto tempo também não tem como saber. Sem garantias. Sem certezas. Só quem pode descobrir qual a real disponibilidade, quais são os sentimentos pelos quais está pronto para viver é quem, de fato, acordou!

Portanto, se você é quem se cansou de esperar e foi embora… ou se você é quem, enfim, se deu conta de que estava dormindo, minha sugestão é que se aquiete, pare, respire, medite… Dê tempo ao tempo. Dê tempo ao outro e a si mesmo. Tente ser o mais honesto possível com seu próprio coração. A resposta virá de dentro. Da sua essência e não da sua tormenta.

E, por fim, se você nunca passou por isso, esteja atento ao seu amor para evitar as armadilhas. Porque não me restam dúvidas de que sucumbir a elas dói. Dói demais! E não há analgésico que faça passar.

BY : Rosana Braga ::

Quando um não quer, dois não brigam!

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“Quando um não quer, dois não brigam”, diz o ditado popular. Mas, como conviver com uma pessoa que quer sempre brigar?
Existem pessoas viciadas na raiva: elas só conseguem se organizar após uma explosão emocional.

Em nossa sociedade competitiva, os raivosos são vistos como pessoas fortes e os deprimidos com pessoas fracas. Na década de 1970, a raiva era considerada um sinal de saúde mental. O movimento feminista incentivava a mulheres a “entrar em contato” com sua raiva como forma de liberação. A técnica de socar a almofada ainda é vista por muitos como uma forma saudável de extravasar os sentimentos negativos. No entanto, descarregar a raiva traz apenas um alívio momentâneo, pois, a repetição da raiva reforça seus impulsos agressivos. Ou seja, expressando a raiva, aprendemos cada vez melhor a ser mais raivosos!

Aquele que mais quer agredir, é quem menos elaborou a sua dor. Torna-se fraco na medida em que precisa cada vez mais do outro para se distanciar da própria sombra.

Já aquele que não quer brigar está decidido a cuidar da própria dor. Escolhe elaborá-la. Isso não quer dizer tornar-se passivo diante da agressão, mas sim assertivo. A clareza do que é injusto, inadequado e abusivo o guiará em seus comportamentos. Será necessário que ele se posicione frente ao agressor, para colocar limites e proteger-se.

No entanto, aquele que cresceu em ambientes agressivos, servindo de base para as projeções alheias baseadas na raiva e na frustração, sente-se facilmente uma vítima culpabilizada. Afinal, foram tantos os condicionamentos de que “se ele” se comportasse como havia lhe sido dito, “tudo se acalmaria”. Quem convive sob a ditadura de uma pessoa violenta e mal-humorada sabe o que estou dizendo!

Todos sofrem sob a dinâmica da raiva. Aquele que vive mal humorado pode ser até corretamente interpretado como um pessoa egoísta, narcisista ou imatura, mas de pouco serve reclamar de suas inabilidades, se o seu sofrimento não for também reconhecido em suas necessidades. Todos precisam de ajuda. O desafio é saber buscá-la nos lugares e com as pessoas certas…

Muitas vezes, aquele que agride não está desejando que o outro sofra, mas, sim, que ele assuma para si a responsabilidade da sua raiva. O mal humor e a raiva o deixam cegos. Por isso é perverso: visa apenas destruir. Enquanto uma pessoa estiver reativa não há como ajudá-la. Será preciso aguardar até que surja uma pequena brecha de receptividade. Aliás, quando se perde o contato com o mundo interior, nada do mundo externo capaz de nos transformar verdadeiramente. Sem receptividade não há empatia: quem sente raiva vê o outro apenas como um objeto no qual pode descarregar (pelo menos momentaneamente) seu desconforto.

Mau humor constante, explosões de raiva e a falta de controle de impulso são sintomas de vários distúrbios mentais. Entre eles, há o Transtorno Explosivo Intermitente: devido a um desequilíbrio na quantidade de serotonina e testosterona no cérebro, a pessoa explode de modo profundamente exagerado em relação à causa. Em outro artigo, podemos explorar melhor a biologia da raiva. Por ora, o importante é ressaltar que diante de tal distúrbio todos sofrem e cada um sabe como!

Mas, como fortalecer-se para não se tornar uma presa fácil da raiva alheia?

Na medida em que conhecemos os mecanismos de ataque do agressor, podemos criar mecanismos de proteção. Mantenha em mente que o objetivo de quem agride é desestabilizá-lo! Portanto, não entregue a ele o papel de ser alguém capaz de julgá-lo corretamente pois ele irá acuá-lo ressaltando apenas seus defeitos até que você perca de vista seu potencial de força.

Se numa conversa o foco não estiver voltado para a solução de problemas, mas, sim, para seus pontos fracos, lembre-se de que se trata, então, de uma disputa de forças. O que era uma conversa, tornou-se agora uma discussão. Então, lembre-se: o ataque pessoal é a última estratégia de quem está perdendo numa discussão. Aquele que se tornou grosseiro é porque não tem mais argumentos lógicos. Mesmo que não demonstre, ele está com medo e indefeso, por isso irá atacar antes de ser atacado.

O melhor é cair fora, pois sem receptividade as transformações positivas não podem ocorrer. Nestes momentos, é melhor pensar e (se possível) dizer: “Esta discussão não tem senso, portanto, desta forma não temos o que falar. A situação já está ruim, assim só vai piorar. Quando conseguirmos focar em como irmos para uma situação melhor, volto a conversar”.

Devemos ouvir e registrar o que outro nos fala raivosamente, mas iremos precisar recuperar a calma para refletir corretamente. Neste sentido, é melhor evitarmos colocar um peso extra sobre nós mesmos. Se já nos sentimos fracos ou simplesmente cansados demais para refletir, precisamos nos respeitar.

Conhecer nossos limites e recursos é uma tarefa para a vida toda. Se permanecermos tempo demasiado em nosso circuito interno de emoções negativas, iremos nos intoxicar. Trancar-se em si mesmo por meio de uma postura autocondenadora só irá aumentar a sensação de solidão, suspeita e insegurança. Certa vez, Lama Michel Rinpoche disse: “Quando estamos sob pressão temos que começar por tirar a expectativa alheia sobre nós e cultivar um relacionamento honesto com nossa própria expectativa”.

Procure espairecer. Nossa mente precisa de espaço para se reorganizar. Se não souber como fazê-lo, busque ajuda daqueles que já superaram situações semelhantes. Assim como nos fala Lama Gangchen Rinpoche: “Trabalhe para manter o seu sorriso interior. Quando os outros o inundarem com informações negativas, não beba da sua energia: ela danifica o corpo tanto quanto uma substância intoxicante!”

Por :: Bel Cesar ::