Arquivo | julho 2017

Não perca sua identidade

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Ainda que possa tentar a ideia de que, agindo de outra maneira, a pessoa que lhe interessa possa gostar de você também, tudo que você irá conseguir será passageiro caso precise deixar de ser você.

 

Não perca sua identidade, não se boicote. Não deixe de ser você mesmo para que alguém o ame mais. Se fizer isso, de forma inevitável, estará se sabotando.

Quando gostamos de uma pessoa e queremos conhecê-la mais profundamente, desejamos causa-lhe uma boa impressão. Isto, às vezes, nos leva a não agir com naturalidade.

Porém, com esta atitude você mente para si mesmo e também para a pessoa por quem se interessou. A encherá de expectativas com mentiras, acreditará que algumas coisas em você a atraem, mas na realidade essas coisas são falsas…

Não deixe de ser você mesmo ou terminará em um falso amor.

 

A magia de todo começo

 

Os inícios das relações são mágicos. Tudo parece fluir de uma maneira mística, sem esforço. Porém, com o tempo isso se desvanece. De repente, é preciso se esforçar em aspectos nos quais não era preciso fazer antes.

Talvez tenha chegado a este momento porque se transformou no ideal da outra pessoa. Quis afirmar as expectativas que ela tinha em relação a você. Isto, cedo ou tarde, tinha que acabar.

Não só você se apaixona por alguém que espera que se adapte aos seus padrões, como também você mesmo tenta apaixonar à outra pessoa se transformando no que ela deseja.

E onde ficou a sua autenticidade? O que aconteceu com o seu “eu”? Tentou camuflar tudo o possível para mergulhar em um amor falso.

Todas essas conexões que criou com a outra pessoa eram falsas. Seu medo de não gostar de você, de que seus defeitos a espantassem, fez com que você agisse diferente do que você é.

Essa magia do começo logo irá embora, simplesmente porque sua forma de começar a relação não foi a mais sincera e nem justa.

A importância de ser assertivo

 

Desde um primeiro momento, com a pessoa que gostamos, é imprescindível manifestar nossos gostos, nossos interesses e mostrar o nosso verdadeiro caráter.

Não temos porque esconder o que nos desagrada, porque com o tempo desejaremos fazê-lo e nosso parceiro ficará confuso a respeito e dirá: eu não sabia!

Pensemos em um breve exemplo: imagine que a pessoa com a qual você está, fuma. Ela faz isso desde sempre e você nunca expressou sua desconformidade quanto a ela fazer isso no carro ou em casa.

Mas, um dia você se incomoda muito. Se irrita, grita perguntando se ela não percebe que você não gosta desse hábito. Sua resposta, sem dúvidas, será: eu não pensei que isso te incomodasse, afinal, você nunca se queixou.

Poderíamos dar muito mais exemplos similares que não farão mais do que comprovar o quanto somos pouco assertivos.

Não nos damos conta de que, em nosso afã por gostar, nos enganamos.

 

Os problemas que surgem quando começa a ser você mesmo

 

Tudo vai bem, sem problemas, até que você começa a ser você mesmo. Porque a máscara que colocou não pode ser sustentada por muito tempo.

É então quando surgem os conflitos. A conexão que há entre você e seu parceiro é alterada. Agora está sendo assertivo, mas já é tarde.

Há partes de nosso parceiro que começam a nos incomodar, mas o mesmo acontece com ele. Começamos a reclamar de coisas que antes não nos incomodavam ou é isso que parecia.

Discussões, irritações e conflitos que não os levam a nenhum entendimento se fazem presentes e não têm mais volta.

Tudo isso te desgasta. Você crê que já não ama mais o outro, que o amor se desgastou. Porém, não se dá conta de que tudo isso é fruto de um falso amor que ambos criaram.

Não deixe de ser você, ainda que se sinta tentado. É difícil ser consciente de como estamos agindo no início, mas devemos fazer um esforço para não terminarmos frustrados, doídos e decepcionados.

Não tenha medo de ser autêntico. Quem se apaixonar por você deve fazê-lo pelo seu verdadeiro eu, não pelo modelo que adotou para gostar de você.

Se não pode ser quem é do lado da pessoa que ama no começo, não vale a pena mantê-la ao seu lado.

Não deixe de ser você mesmo e terá o relacionamento que sempre quis.

 

 

 

Fonte indicada: Melhor com Saúde

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A peneira by Grasiela Bernardes

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Instrumento poderoso é a peneira. Capaz de remover as imperfeições, as sementes, os bagaços. Simplesmente, retira o que está atrapalhando e conserva o que é bom e interessante.

A peneira filtra, purifica, limpa. Facilita a vida. Ela seleciona, escolhe, separa, destaca. Grande, média ou pequena, não importa. A praticidade e a eficiência de uma boa peneira são indiscutíveis. Se na cozinha ela é útil, na vida muito mais…

Ultimamente, a vida tem me ensinado a peneirar minhas pessoas. Engana-se quem pensa que passo todas juntas em uma peneira gigantesca, na esperança de selecionar as melhores. Todas as pessoas da minha vida têm algo maravilhoso para me oferecer.

A peneira me ajuda a focar nisso e não no lado mais obscuro delas. Então, procuro passá-las, uma a uma, em uma peneira invisível que seleciona o melhor de cada exemplar, enquanto deixa o restante ir. O que me acrescenta, aproveito. O que me diminui, elimino. Tudo aquilo que não me agrada, que não me agrega ou que faz minha admiração por alguém diminuir, ponho no lixo. Porém, tudo aquilo que engrandece a pessoa, absorvo e uso ao meu favor para nutrir e fortalecer minha alma.

Estou tentando conviver bem com as imperfeições dos outros porque eu mesma sou imperfeita e incapaz de oferecer coisas boas ao mundo o tempo todo. Estou tentando não tentar mais modificar ninguém. Cada um dá o que tem. E todas as pessoas à minha volta têm uma imensidade de qualidades. Não posso deixar o que me desagrada nelas prevalecer. Eu as amo apesar das diferenças. Tudo aquilo que vem delas e me fere, simplesmente, tento deixar ir. Tudo aquilo que nelas me agrada, guardo em mim e me torno melhor.

Na cozinha, esse processo é rápido e fácil. Na vida, nem sempre é assim. Colocar parte de alguém no lixo,me afeta demais. Muitas vezes, é doloroso olhar aquele ser amado e ver que há tanto nele que poderia ser diferente… Mas, as pessoas só mudam quando elas próprias sentem essa necessidade. Percebi que sou impotente.

Não tenho armas para promover a mudança alheia. E, se as tivesse, talvez não fosse algo justo de se fazer, afinal, o que é um defeito aos meus olhos, pode ser uma virtude aos olhos do outro. E, se tenho minhas razões para achar que estou certa, o outro também as tem. É preciso agir com cautela quando o assunto é precioso. E não há nada mais precioso, para mim, do que minha coleção de pessoas.

Se pararmos para pensar, a própria vida seleciona quem vai passar por cada um de nós. Até o destino usa peneira. Por isso, entre tentar modelar alguém ao meu jeito ou peneirar, fico, hoje, com a segunda opção. Acontece assim: a pessoa se mostra para mim e eu escolho com qual parte dela ficar e qual parte dela ignorar.E, de quebra, também me permito ser peneirada.

Admito que há coisas em mim que merecem um único destino: o lixo. Em compensação, há tantas beleza sem meu ser que só devem parar mesmo no coração dos outros.

Esses tempos, andei peneirando os sentimentos também. Resolvi que sou eu quem decide o que me afeta e o que só passa por mim. Eu defino com o que quero conviver por dentro. Eu sou a dona da peneira. E, de tanto peneirar, tive que expulsar uma velha companheira: a culpa. Mas a culpada foi ela, por insistir em me tirar a paz sem deixar nada de bom no lugar. Cansei de esperar seu lado doce aparecer.

Mas, em compensação, convidei um quase desconhecido para viver comigo: o perdão. Esse, sim, vem preenchendo muitos vazios e me fazendo entender um bocado de coisas. Perdoar o outro e perdoar a mim mesma é algo que me renova e que me faz aceitar e crescer. O perdão enche meus pulmões do mais puro ar. Ele me deixa ser quem sou e permite que os outros sejam quem são, sem mágoas. E assim, tenho convidado a leveza para fazer parte da minha vida.

Penso que fiz bom negócio. Sinto que sou dona de mim mesma. Sinto que sou poderosa. Mas, poderosa mesmo é a peneira: facilitadora de vidas dentro e fora da cozinha.

Como se manter calmo durante um conflito?

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“Conflitos causam estragos em nossos cérebros. Nós somos preparados pela evolução para nos proteger sempre que sentimos uma ameaça. Em nosso mundo, não lutamos como um texugo com um coiote, nem fugimos como um coelho de uma raposa. Mas nosso impulso básico para nos proteger é automático e inconsciente.”

– Diane Musho-Hamilton

A inteligência emocional (“I.E”) é definida como “a capacidade de identificar e gerenciar suas próprias emoções e as emoções dos outros”. Uma baixa I.E geralmente leva a uma incapacidade de manter a calma, resultando em mais conflito, enquanto que uma alta I.E leva a menos conflito e a capacidade de manter a calma sob pressão.

O conflito é uma parte inevitável da vida. Mesmo a pessoa mais legal, calma e coletiva experimenta algum grau de turbulência interpessoal, em algum momento. Na maioria dos casos, as pessoas não têm controle sobre o que acontece a seguir.

O único aspecto de um conflito que podemos controlar é como reagimos. Porém, isso não quer dizer que reverter esse processo “automático e inconsciente” é fácil, pois não é.

Mas podemos aprender a identificar, reconhecer e gerenciar nossas emoções negativas. Podemos substituir, até certo ponto, essa resposta fisiológica inata.

Podemos aprender a manter a calma durante qualquer conflito, inclusive no meio de uma discussão.

Abaixo estão 6 maneiras de fazermos isso:

1. Tomar respirações profundas

Porque: A capacidade de permanecer relaxado e centrado durante um conflito depende da sua capacidade de acalmar o corpo. A respiração superficial é a resposta inata do corpo quando confrontado com o estresse. Anular esta resposta natural e praticar mindfulness ajuda o corpo a permanecer calmo.

Como: Inalar profundamente pelo nariz antes de expirar lentamente pela boca. As respirações lisas e profundas cessam a produção de dois hormônios do estresse – adrenalina e cortisol.


2. Concentrar-se em seu corpo

Porque: Concentrar-se em quaisquer sensações físicas que surgem em um conflito permite que você as altere mentalmente. Quando seu foco muda para o corpo, você pode sentir a tensão, a respiração superficial, e outros efeitos que acompanham o estresse.

Como: Quando você percebe que seu corpo começa a ficar tenso, retorne sua postura para um estado neutro, relaxando seus ombros e mãos. Essa posição aberta comunica positividade usando linguagem corporal – e muitas vezes dissolve conflitos.


3. Escute ativamente

Porque: Uma pessoa iniciará uma briga, ou algum outro tipo de conflito, se sentir que não está sendo ouvida. Além disso, é impossível dissolver um conflito sem uma escuta atenta e ativa.

Como: Quando alguém estiver falando, concentre toda sua atenção no que a pessoa diz. Ignore quaisquer pensamentos de construir uma resposta. Uma vez que a pessoa terminar de falar, você terá as informações necessárias para responder de forma inteligente.


4. Faça perguntas abertas

Porque: As perguntas abertas são inestimáveis ​​na resolução de conflitos. Primeiro, elas demonstram que você está ouvindo atentamente. Em segundo lugar, esse tipo de pergunta mostra respeito pela pessoa, permitindo que ela articule seus pensamentos.

Como: Aprender a fazer perguntas abertas pode ser um pouco complicado para algumas pessoas. A maneira mais fácil de evitar perguntas fechadas é não usar as palavras “Não faz”, “Fez” e “Não fez” ao fazer uma pergunta. Em vez disso, use as palavras “O que”, “Por que”, “Quando” e “Como”.


5. Mantenha sua voz calma

Porque: A maneira mais fácil de esquentar o conflito é aumentar sua voz. Por outro lado, uma das maneiras mais fáceis de difundir o conflito é diminuir sua voz. O nível de voz também está ligado à pressão arterial. Quando ela atinge um certo ponto, torna-se mais difícil entender o que está sendo comunicado.

Como: O primeiro passo é dissolver a raiva inicial da outra pessoa. Você não pode fazer isso aumentando sua voz. Por outro lado pode rapidamente transmitir uma sensação de calma ao tomar a decisão consciente de falar mais baixo.


6. Concorde em não concordar

Porque: Nem todos os conflitos produzirão resultados amigáveis ​​ou mutuamente aceitáveis. No entanto, você pode evitar o aprofundamento do conflito, desconectando-se educadamente da conversa.

Como: Uma lei do conflito interpessoal é que é preciso dois participantes. Afastar-se de um conflito é apropriado sob uma das duas circunstâncias: (1) A pessoa se torna cada vez mais hostil, ou (2) A conversa, apesar de seus melhores esforços, não vai a lugar algum.

Ao seguir uma ou mais dessas seis dicas, você, certamente, sentir-se-á mais confiante em qualquer conflito. Como resultado, usará suas emoções e autocontrole em seu benefício!

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Traduzido pela equipe de O Segredo – Fonte: Power of Positivity