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O apanhador de desperdícios

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Uso a palavra para compor meus silêncios.
Não gosto das palavras
fatigadas de informar.
Dou mais respeito
às que vivem de barriga no chão
tipo água pedra sapo.
Entendo bem o sotaque das águas
Dou respeito às coisas desimportantes
e aos seres desimportantes.
Prezo insetos mais que aviões.
Prezo a velocidade
das tartarugas mais que a dos mísseis.
Tenho em mim um atraso de nascença.
Eu fui aparelhado
para gostar de passarinhos.
Tenho abundância de ser feliz por isso.
Meu quintal é maior do que o mundo.
Sou um apanhador de desperdícios:
Amo os restos
como as boas moscas.
Queria que a minha voz tivesse um formato
de canto.
Porque eu não sou da informática:
eu sou da invencionática.
Só uso a palavra para compor meus silêncios.

MANOEL DE BARROS

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A dor da Rejeição

 

Se uma pessoa o rejeita, não significa que você é ruim ou que tem menos valor que outros. Significa apenas que a outra pessoa não está sintonizada com o seu desejo, naquele momento.

Não há motivo para vergonha, depressão, ou sentimento de menos valia. Ao contrário, se alguém é rejeitado significa que possui a capacidade de se envolver afetivamente.

Isso deve ser um alento quando suas esperanças esbarram no “não” do outro. Mais triste do que a dor de uma rejeição é o sofrimento de quem congela o desejo por medo de se decepcionar.

A rejeição faz parte das experiências que se tem na vida.

É saudável sentir-se decepcionado ao ser excluído ou barrado no afeto de alguém que você desejaria ter ao lado. Esse sentimento doloroso faz parte do processo de processamento interno do que aconteceu.

No primeiro momento, a tendência pode ser de carregar as tintas e ver tudo escuro.

Ninguém gosta de ser rejeitado. Porém, a pessoa com autoestima satisfatória não fica estacionada aí e logo se move adiante.

O mundo não se reduz a alguém, ou a um grupo de pessoas. Sua vida será tanto mais ampla quanto for seu olhar sobre o horizonte.

Se o indivíduo não se deixar aprisionar pela rejeição, encontrará oportunidades para viver novas experiências que lhe trarão momentos mais felizes do que poderia imaginar.

O universo costuma apresentar seus presentes mais valiosos para aqueles que seguem em frente e não se detém diante de aparentes fracassos.

A chave é deixar o medo de lado e acreditar no seu valor e na sua capacidade de atrair para sua vida o que o (a) fará feliz.

Assim, como a terra e as flores se renovam em beleza e perfumes depois da tempestade, sua vida se encherá de amor e alegrias se aprender a superar uma rejeição, por mais difícil que possa parecer.

 

Relacionamento – Dez dicas para superar a rejeição


@ Não tome a rejeição como se houvesse algo errado com você. As pessoas fazem escolhas por razões que são delas. Você não precisa ser aceito (a) nem aprovado por todos.

@ A rejeição não significa que você não merece ser amado (a). Não é realista esperar que todos seus desejos e expectativas se realizem. Se alguém não quer você em sua vida, agradeça.

@ A pior coisa é ficar em banho-maria, nem lá, nem cá, vivendo na dúvida. Uma vez que alguém é rejeitado em alguma situação, ganha de presente a liberdade para seguir em frente!

@ Em vez de olhar para a porta que se fechou, mire o horizonte e as infinitas possibilidades que se abrem para você. 

@ Quando uma pessoa se sente devastado por uma experiência de rejeição,não é pelo outro que sofre. A depressão e o pensamento obsessivo em torno do fato é decorrente de problemas emocionais da própria pessoa. Nesse caso, o melhor é tomar uma providência e buscar ajuda psicoterapêutica.

@  Aproveite o momento para iniciar um projeto de vida que você vem adiando. Ao voltar sua atenção e energia em um projeto que trará satisfação pessoal, você conseguirá superar o sentimento de rejeição mais facilmente.

@ Aproveite todas as oportunidades para crescer com as experiências vividas. Pergunte-se o que pode aprender sobre você mesmo (a) com a situação.

@ Use o momento para dar um up grade total. Interno e externo. Cuidar de si mesmo (a) faz bem à autoestima e aumenta a autoconfiança. Comece a meditar, mude o cabelo, renove algumas peças do guarda-roupa, leia sobre autoconhecimento, entre para uma academia, inicie a dieta que vem adiando há tempos, comece uma terapia, faça shiatsu,  mude o estilo de se vestir, entre para uma aula de dança de salão, etc…

@ Entre em contato com antigos colegas e amigos de infância que você não vê há tempos. Aproveite para renovar os laços de amizade e se divertir.

@ Resista aos impulsos de ficar contando para todo mundo o que aconteceu. A necessidade de ouvir opiniões e desabafar a torto e a direito mostra um transbordamento interno. Ninguém poderá curar a sua dor, a não ser você mesmo(a).

Acredite na sua capacidade de se renovar e de superar eventos que causam sofrimento. Aprenda e cresça com suas experiências. Esse é o caminho para a maturidade emocional, condição indispensável para uma vida feliz.

Texto de Jael Coaracy

 

SEXO É BOM E EU GOSTO – Fabricio Carpinejar

 
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Sexo é treino. Não é como andar de bicicleta, que nunca desaprendemos. Não é como dirigir, que decoramos naturalmente.
Sexo é intimidade. Depende mais da transpiração do que da inspiração.
Quatro semanas sem sexo e será incomodado pela estranheza: a lentidão do gesto, a carência de aptidão, a aspereza decorrente dos maiores intervalos da fala.
O distanciamento pesa na pele. É como tirar de repente a música ambiente, e mergulhar no silêncio ensurdecedor da criação do mundo.
Haverá um toque cômico, patético, que virá da ausência de ritmo. Prenderá o cabelo dela com o cotovelo, esticará a perna além do necessário e confundirá com sessão de alongamento, baterá a cabeça na cabeceira da cama.
Sexo é sequência. É se afastar e terá que superar o desconforto, refinar o tato, reinventar o ritmo. Terá que quebrar o gelo.
Para remediar a distância, abusará do aquecimento, da insistência obsessiva, da alternância obrigatória das palavras ora ternas, ora safadas.
Tanto o homem como a mulher percebe o estremecimento; tira-se a roupa meio no seco, meio temerário, quase à meia-luz.
Não dá para puxar a cintura com ímpeto, entrar com vontade debaixo da camisa e da calça. Sacrifica-se a continuidade, a avidez lúbrica.
O sexo já pede explicações, já envolve desculpas.
Até para começar a transa é difícil, com interrogatórios desnecessários, educação exagerada, pudor de estreia.
Quando o par está há muito tempo sem sexo surge o questionamento se o outro quer transar. A pergunta é a prova do esfriamento da relação.
Os beijos pela casa tornam-se também raros, assim como aquele avanço bobo da língua na nuca e nas orelhas.
Ninguém se pegará na cozinha, na sala, fora de hora. O encontro fica restrito ao colchão e, de preferência, à noite.
Menos sexo equivale a menos romantismo. Estão diretamente ligados. Quem transa com frequência acaba mais receptivo e sensível, mais aberto e comunicativo, mais generoso e atento.
O sexo é o romance em ação. É dependência química. É vício dos laços.
Quanto mais transar, mais vontade de transar. Quanto menos transar, menos vontade de transar.
Não confio na máxima “Sexo é algo que não esquecemos”. Muita gente esquece de como se faz.
Casais que permanecem um mês de jejum enfrentarão a formalidade, a solenidade do início, a avareza do fôlego (interessados em guardar energia para o trabalho no decorrer da semana).
Sexo é mecânica amorosa. Demorar demais é encarar uma nova virgindade.
E a primeira transa – lembre! – nem sempre é boa.

Crônica publicada no site Vida Breve
Colunista de quarta-feira
30/4/2014

Borderline, um transtorno de personalidade no limite das emoções!

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Autora de best-sellers sobre psicopatia, bullying e TOC, a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva se volta para um transtorno ainda pouco conhecido no país: o da personalidade borderline. Em seu novo livro, “Corações descontrolados” (Ed. Fontanar), ela conta como são as pessoas que vivem no limite de suas emoções e também como lidar com elas. E dá exemplos: “A Carminha, de Avenida Brasil, é totalmente border”

O nome do seu livro é “Corações descontrolados. Ciúmes, raiva, impulsividade, o jeito borderline de ser”. Que jeito é esse?

Todos nós apresentamos momentos de explosões de raiva, tristeza, impulsividade, teimosia, instabilidade de humor, ciúmes intensos, apego afetivo, desespero, descontrole emocional, medo de rejeição, insatisfação pessoal. E, quase sempre, isso gera transtornos e prejuízos para nós mesmos e/ou para as pessoas ao nosso redor. Porém, quando esses comportamentos se apresentam de forma frequente, intensa e persistente, eles acabam por produzir um padrão existencial marcado por dificuldades de adaptação do indivíduo ao seu ambiente social. Quando isso ocorre, podemos estar diante do transtorno da personalidade borderline. Os borders apresentam hiperatividade emocional, ou seja, é muito sentimento e muita emoção sempre. E costumam lidar muito mal com qualquer tipo de adversidade, especialmente as que envolvem rejeição, desaprovação e/ou abandono. Quando se deparam com uma situação dessas, desencadeiam uma reação de estresse muito mais intensa e abrangente do que o esperado. E chama-se borderline por isso, porque vivem no limite das emoções.

É o transtorno do amor?

É o transtorno dos afetos. Porque o amor deve ser funcional, positivo. O que o border tem é um afeto disfuncional.

Existe uma personalidade borderline e um transtorno de personalidade borderline? Como é isso? Qual a linha divisória?

A personalidade é o jeitão de cada um. É a parte biológica somada ao que aprendemos, à cultura. A junção dessas duas partes vai gerar uma série de comportamentos recorrentes, que caracterizam a personalidade de cada um. A personalidade borderline é marcada pela dificuldade nas relações interpessoais, pela baixa autoestima, instabilidade reativa do humor e impulsividade. Quando essas características se apresentam de forma muito disfuncional, nós a chamamos de transtorno.

Tipos diferentes de personalidades, mesmo com traços aparentemente negativos, podem ser requisitos para determinadas atividades, não? Quer dizer, não é qualquer tipo de pessoa que pode ser, por exemplo, um médico voluntário, trabalhando em meio à fome na África ou ajudando sobreviventes do terremoto no Haiti.

Só é transtorno quando apresenta problemas sérios para a pessoa, quando é tão disfuncional que a pessoa deixa de ser produtiva. Tirando isso, a personalidade border, ou, como dizemos, o traço border, pode ser muito interessante, se a pessoa não tem ataques de fúria, dependência. Grandes causas sociais, como você mencionou, demandam pessoas com grande capacidade de sentir empatia, com grande sensibilidade e que precisam de um alto grau de aceitação. Uma outra característica comum nessas pessoas é a fluidez na autopercepção. Por isso, pessoas com traço border dão grandes atores. Quando tratamos alguém com o transtorno, temos que ter em mente que, antes de mais nada, essa é uma maneira de ser, uma base estabelecida que não muda. O que buscamos no tratamento é transformar o transtorno em traço: ou seja, a pessoa vai continuar a ser sensível, emotiva, mas ela não vai capotar naquilo, vai canalizar para coisas produtivas.

O quanto do transtorno é biológico e o quanto é fruto do meio? No livro, a maior parte das pessoas com o transtorno teve vidas muito duras, marcadas por abuso sexual, agressão física, abandono. Como se pode dizer que isso é biológico?

Sabemos é que 50% são biológicos e 50% estão relacionados à criação, ao meio, à cultura. Quando a pessoa tem a biologia, mas vive num meio normal, o transtorno vai se apresentar de uma forma muito mais branda ou como traço. A estrutura genética não muda, mas é possível moldar a forma como se apresenta.

Como é a vida de quem tem o transtorno?

A pessoa tem uma dificuldade muito grande nos relacionamentos. Ela tem a autoestima destruída. Se vê muito pior do que é, de maneira depreciativa, e acha que a solução está no outro; é na dependência afetiva do outro que ela busca segurança e legitimidade. E é muito impulsiva. Mas essa impulsividade se manifesta de uma forma muito específica: ela está relacionada a explosões de raiva e ira. O border, como dizemos, é aquela pessoa que, literalmente, fica cega de raiva. Todo mundo que já viveu uma paixão alucinada sabe como é ser border: esse é o jeito border de ser. O estado da paixão, de acordo com a ciência, dura de dois meses a dois anos justamente porque, se durar mais, ninguém aguenta. Mas o border vive assim.

Trata-se de um transtorno que acomete muito mais mulheres do que homens. A neurociência explica por quê?

Sabemos que 75% dos pacientes são mulheres. Não sabemos exatamente por quê, mas não chega a ser uma grande surpresa se pensarmos que o transtorno está relacionado a uma hiperatividade do sistema límbico, que é o nosso verdadeiro coração, a região do cérebro que regula as emoções. No border, o sistema funciona demais, no extremo das emoções. Nos momentos de maior impulsividade, é como se houvesse uma pane total no sistema, um curto-circuito. Como a questão das emoções já é naturalmente mais marcada para as mulheres, é de se esperar que elas sejam a maior parte dos pacientes. Por outro lado, os homens, com cérebros mais racionais, são a maioria dos que sofrem de transtorno de psicopatia — em que o sistema límbico não funciona ou funciona muito pouco, o que os torna incapazes de ter empatia, de se sensibilizar com o sofrimento dos outros.

A adolescência é uma época em que as emoções já são muito mais intensas. Como é o transtorno nessa fase da vida?

O transtorno surge pela primeira vez nessa fase que é, em geral, quando ocorre o primeiro rompimento ou afeto não correspondido. Essa rejeição desencadeia o curto-circuito. A adolescência é a época das paixões, da impulsividade, da sexualidade, do comportamento de risco. Tudo isso faz parte, o adolescente tem que arriscar para aprender. É uma erupção emocional. No border, no entanto, é uma hemorragia. A automutilação é um comportamento recorrente. E se você perguntar por que ele fez aquilo, vai dizer que é para aliviar a angústia, o vazio.

E alivia mesmo? Por quê?

Sim. Ele se sente muito melhor porque deixa de sentir angústia. Quando há uma ameaça física ao corpo, o sistema de defesa e estresse é acionado. A substância liberada para tamponar a agressão é a endorfina, que é um anestésico. Por isso, um tratamento ótimo é a atividade física intensa, que libera endorfina.

A Carminha, de Avenida Brasil, é border?

Totalmente. Basta ver aquelas explosões de fúria, de ódio, sua instabilidade emocional. E, ao mesmo tempo, o grande pavor que tem da rejeição. Aquela família é seu alicerce, ela jamais se separaria, embora diga o contrário.

Existe tratamento?

É possível diminuir a hiperatividade do sistema límbico com medicações específicas em doses específicas — muitas vezes mínimas. Com isso, você reduz muito os ataques de fúria, os atos destrutivos, as agressões; baixa a bola do sistema mesmo. Mas, paralelamente, é preciso terapia, uma terapia muito específica, mais direcionada para o presente do que para o passado, que vai treinar a pessoa a viver com menos intensidade, a sangrar menos. A não morrer de hemorragia.

Menstruação – Tire suas dúvidas!

 

 

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Bem, este post é dedicado as garotas e garotos que me enviam emails perguntando sobre sexo, menstruação, mudanças no corpo.Acredito que este texto pode esclarecer muitas dúvidas. Leiam!

1. O que é menstruação?

Quando a mulher não engravida, o organismo expele o óvulo que estava no útero e não foi fecundado. Com ele, vai o endométrio, a camada que reveste o útero.

2. Quanto sangue uma garota perde durante a menstruação?

Os médicos calculam uma média de 80 ml, menos da metade de um copo de requeijão.

3. O sangue da menstruação é sempre vermelho?
Nos dias em que o fluxo é menor, o sangue fica marrom como borra de café; quando aumenta, pode adquirir um tom vermelho-vivo. E, nos dias em que o fluxo é muito intenso e sai em forma de pequenos coágulos, fica cor de vinho.

4. Menstruação tem cheiro?
O sangue não tem cheiro. Mas quando passa pelo canal da vagina entra em contato com bactérias e ganha um odor característico. Se ele é muito ruim, pode indicar alguma infecção.

5. Por onde sai o sangue de quem é virgem?
O hímen tem um orifício capaz de dar vazão ao sangue.

6. Posso fazer ginástica?
Pode. “O exercício libera endorfina, que funciona como um analgésico natural”, diz Márcia Gaspar Nunes, do departamento de ginecologia da Universidade Federal de São Paulo.

7. Posso transar menstruada?
Pode. Como a vagina fica lubrificada demais, a sensação de contato entre o pênis e a vagina diminui. Menstruada ou não, tem que usar camisinha.

8. Há o risco de engravidar?

“Casos assim só aparecem em livros”, diz Mara Diêgoli, da clínica ginecológica do Hospital das Clínicas de São Paulo. Isso significa que existe a possibilidade, mas ela é raríssima.

9. É verdade que, na piscina, o sangue não desce?
O que acontece é que a água, se estiver gelada, contrai os vasos, o que dificulta a vazão do sangue. Quando você sair da água, tudo volta ao normal.

10. Quem toma pílula também menstrua?
A única diferença é que quem toma pílula não expele o óvulo durante a menstruação. A quantidade de sangue e as cólicas também diminuem.

11. Tomar pílula sem intervalo interrompe a menstruação?

Sim. Se a idéia é atrasar a menstruação por causa da viagem de formatura, não há problema, mas não é para fazer isso a toda hora. “O corpo da adolescente está aprendendo a menstruar. Não é bom interromper”, avisa Iara Linhares, ginecologista da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Conte os dias no calendário

12. Qual a idade certa para ficar menstruada?

Entre 9 e 14 anos. Se, aos 14, a menina ainda não tem seios desenvolvidos ou pêlos no púbis e nas axilas, é bom investigar.

13. Quanto tempo dura o ciclo menstrual?

De 25 a 35 dias. Mas a maioria das mulheres tem ciclos de 28 dias. Conte a partir do primeiro dia da menstruação até o último dia antes de descer de novo.

14. Quando o ciclo fica regular?
De seis meses a dois anos depois da primeira menstruação.

15. É normal a menstruação atrasar muito?

Só nos dois primeiros anos após a primeira menstruação. Nessa fase, é possível ficar até 12 meses sem menstruar. Mas atraso menstrual também pode ser indício de gravidez ou de algum problema com os seus hormônios.

16. Quantos dias dura a menstruação?

De 3 a 5 dias. Pode durar um pouco mais, desde que o fluxo diminua.

75% das adolescentes sofrem de cólica. 15% delas não consegue nem ir à escola por causa da dor.

De olho nos absorventes

17. Quantos absorventes devo usar por dia?

Depende da garota. Tem gente que gosta de trocar a toda hora. Em média, o ideal é trocá-lo de três a quatro vezes por dia, mesmo nos dias de fluxo intenso. Se eles ficam encharcados e é preciso trocá-los mais de seis vezes no mesmo dia, é sinal de que há algo errado.

18. Absorvente dá alergia?
Algumas garotas sentem coceira quando usam determinado absorvente. A solução é trocar a marca até encontrar uma que não cause irritação. Se não der certo, coloque algodão entre a pele e o absorvente.

19. Menina virgem pode usar absorvente interno?
Pode. O hímen tem um orifício por onde passa o absorvente. “Mas tem que colocar com cuidado: a menina pode provocar pequenas rachaduras na pele do hímen e não perceber, porque já está sangrando”, avisa a ginecologista Mara Diêgoli. Nesses casos, Mara recomenda os absorventes internos do tipo míni ou teen. E, se a menina não consegue colocá-lo de jeito nenhum, não deve insistir: deve procurar orientação médica.

20. Posso dormir com o absorvente interno?

De jeito nenhum. Absorvente interno deve ser trocado a cada três ou quatro horas, no máximo. O sangue é um meio perfeito para a reprodução de bactérias. O risco de infecções é alto.

21. E se eu transar de absorvente interno?
Na hora da transa, o canal da vagina aumenta de tamanho (de 7 cm para 10 cm). Se o garoto não perceber o absorvente (o o.b. ocupa cerca de 5 cm da vagina), vai empurrá-lo para dentro e pode até machucar. Por isso, mesmo que o amasso esteja quente, peça licença, vá ao banheiro e tire o absorvente.

22. E se o fiozinho ficar preso lá dentro?
Lave as mãos, lubrifique o polegar e o indicador com vaselina e introduza-os na vagina. Se não conseguir retirá-lo, tem que ir ao médico.

23. O que acontece se alguém esquecê-lo na vagina?
As bactérias da flora vaginal vão se reproduzir loucamente. O primeiro sinal é um cheiro ruim. Em seguida, dores e febre. Se mesmo assim a menina não se ligar, a infecção pode se espalhar pelo corpo todo e até causar a morte.

Dias de fúria

24. Cólica é igual a TPM?

Não. A menina tem cólica quando já está menstruada. Os sintomas da TPM aparecem até 15 dias antes da menstruação e desaparecem, como mágica, assim que ela desce.

25. Existe alguma receita caseira para combater a cólica?
“Chás quentes ou bolsas de água quente podem ajudar”, explica Márcia Gaspar Nunes, ginecologista. Mas, se quiser combater a causa do problema, tem que tomar remédios. Os mais indicados são antiinflamatórios não-hormonais (como o Ponstan) ou antiespasmódicos (como Buscopan e Atroveran). “Evite medicamentos com ácido acetilsalicílico (como Aspirina), que aumentam o fluxo sangüíneo”, acrescenta Cláudia.

26. Só adolescente tem cólica?
Não. Mas elas costumam ser mais freqüentes e intensas durante a adolescência até os 25 anos.

27. Menstruação dá diarréia?
Algumas meninas podem ter diarréia na menstruação. O útero libera uma substância chamada prostaglandina, que provoca contrações musculares – por isso a cólica – e também pode alterar o trânsito intestinal.

28. Como saber se eu tenho tensão pré-menstrual?

Se essas mudanças de humor, irritação ou depressão só aparecem dias antes da menstruação e desaparecem no dia em que você fica menstruada, pode ser TPM. Inchaço e dor nos seios, dor de cabeça, inchaço na barriga e uma vontade louca de comer doces também são sintomas. Na adolescência, a TPM é menos freqüente que em mulheres adultas. Uma pesquisa do Hospital das Clínicas de São Paulo apontou que apenas 2,9% das meninas entre 10 e 19 anos sentiam a TPM em sua forma mais intensa. 48,3% não tinham nenhum sintoma do problema.
4 maneiras de lidar com a TPM

1. Vá dar um rolê de bike, caminhar no parque ou suar na aula de aerofunk. Exercícios reduzem a tensão, a depressão e melhoram a auto-estima.

2. Evite café ou refrigerantes do tipo “cola”. A cafeína é um estimulante e pode piorar a TPM.

3. Tente ingerir menos sal, para reduzir a retenção de líquidos. E consuma alimentos que ajudam o organismo a eliminar água, como morangos, melancia, alcachofra, aspargo, salsa e agrião.

4. Procure comer alimentos ricos em vitamina B6 (soja, melão, arroz integral, ovos, aveia, amendoim e nozes), vitamina E (soja, óleos vegetais, nozes, couve-de-bruxelas, verduras, cereais integrais e ovos) e magnésio (figo, amêndoas, vegetais verde-escuros, banana e frutos do mar). Eles ajudam a aliviar os sintomas da TPM.

fonte-http://capricho.abril.com.br

Por que não gostamos de mulheres boazinhas? – Por Leonardo Filomeno

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As mulheres boazinhas e fáceis até que são interessantes. Para um encontro de sábado à noite e nada mais. Se quisermos nos envolver de verdade ou até abandonar o futebol do fim de semana com os amigos, tem que ser por uma mulher de atitude, aquela que você admire pela sua personalidade e que você até possa sentir o risco de perder.

Antes que você pense que sou o único a pensar assim, saiba que elas já estão reconhecendo isso. A escritora estadunidense Sherry Argov apontou no seu best-seller “Por que os Homens Amam as Mulheres Poderosas?” os motivos da nossa atração pelas mulheres com mais atitude.

Resolvi então elencar os principais argumentos pelos quais as boazinhas só ficam com os mocinhos nas novelas ou comédias românticas. Homem de verdade gosta é de uma boa mulher com atitude.

1. Quando a esmola é de mais, o santo desconfia…
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Sabe aquela mulher que você fica pela primeira vez e ela acha tudo o que você faz incrível, desde a sua religiosa bebedeira com os amigos na sexta à noite, até sua segunda paixão futebolística pela Portuguesa? Sabemos que isso é só uma armadilha para nos fisgar e basta oficializar o romance para as restrições e críticas aparecerem.

Se você conheceu o cara em um boteco com os amigos, não imagine que ele possa largar a cerveja por sua causa. É que nem achar que vai tornar casto um ator de filmes das Brasileirinhas. Relacionamentos funcionam como um tribunal: tudo o que você abrir mão na relação e fizer no começo, será usado contra você por nós posteriormente.

2. Quanto maior for a luta, maior é a recompensa
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O ser humano é movido por conquistas e, quanto mais difícil for o troféu, com maior vontade e garra buscaremos o prêmio. Por isso mesmo, não vai ser apenas uma lingerie sexy e uma noite de sexo intensa que vai segurar um cara.

Ao invés de tentar conquistá-lo fazendo tudo para agradá-lo, saiba que gostamos da mulher de atitude porque às vezes ela está disponível, às vezes não. E vai ser nessa autonomia e na falta de dependência que ela vai conquistar o cara, porque vai fazer ele ir atrás dela para não perdê-la.

3. Não são as mulheres excepcionais que nos ganham e sim aquelas que nos desafiam
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Aqui não significa que compactuamos com joguinhos de relacionamento. Trata-se de demonstrar que você é feliz sozinha e não é dependente de alguém para isso. Quando elas demonstram inferioridade ou necessidade do parceiro, logo passamos a testá-la para ver até onde você vai ceder, sempre exigindo mais. Isso é da natureza humana e atinge homens e mulheres, gregos e troianos.

As concessões e a ânsia de agradar diminuem o nosso respeito e acabam com a atração que inicialmente nos aproximou. Nós, geralmente, não sentimos desafiados quando nos encontramos diante de uma mulher que não mede sacrifícios para nos conquistar.

4. Quanto menor é o domínio sobre a mulher, maior é a vontade de estar com ela
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Depois de algumas semanas, a mulher boazinha ‘fisgou’ o cara é esta feliz em ficar ao seu lado, isolada do resto do mundo, sem seus antigos laços com as amigas da época de solteira e submetendo sua vida a um espaço dentro da rotina do homem: trabalho, futebol, amigos e namorada.

Uma mulher de atitude não perde tempo refinando as habilidades indispensáveis para “agarrar um cara”. Se ela sai com um homem, é porque a companhia dele é agradável. Saiba que o seu círculo de amizades é tão importante para o relacionamento quanto o nossos amigos. Aprenda com a gente: é possível ter uma vida social fora do relacionamento e nós, homens, agradecemos muito por isso.

5. Aprendemos a conviver com o ônus dessa ‘porra’ toda
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Ok, sabemos claramente que gostar de uma mulher com atitude pode acarretar o ônus de encontrar no caminho algumas malucas ou mesmo ter que conviver por muito tempo com garotas de personalidades difíceis de engolir. Mas, como diria Nietzsche: “O verdadeiro homem quer duas coisas: perigo e jogo. Por isso quer a mulher: o jogo mais perigoso”.

Autor Leonardo FilomenoJornalista, fã de esportes, apreciador de cerveja (e destilados), e um camarada que vive dando pitacos na vida alheia – no G+

Não foi só pra te comer – Junior Costa


Depois de muito ouvir de mulheres a frase: “É impossível entender os homens”, resolvi montar esse blog para mostrar exatamente como nós pensamos.

Vou tentar mostrar que se vocês meninas retirarem todas as sutilezas de pensamento, todas as interpretações múltiplas sobre frases, toda a complexidade implícita sobre nossas atitudes verão que nós somos simples, planos, rasos e previsíveis.

Resumindo, vou tentar explicar o óbvio que vocês não enxergam e nenhum cara tem o menor saco de explicar.

Ass. Junior Costa

Celulite, parte 1

Este post foi pedido por três amigas ontem a noite. O que nós achamos de celulites, gordinhas, etc, etc.

Logo de cara eu poderia estrapolar o assunto em o que nós achamos da neurose que vocês tem em relação ao corpo, com toda aquela parafernália de cremes, shampoos (tive que ir conferir como escreve num frasco, pra vocês terem uma idéia), etc, etc, etc.

Pois bem, esse assunto é tão longo, mas tão longo que daria no mínimo uns 5 posts pra explicar que no fundo, no fundo, a gente caga e anda pra isso. Portanto vou começar a defecar nesse primeiro post.

Gostamos de mulher bonita? COM CERTEZA! Gostamos de mulher gostosa? ABSOLUTAMENTE SIM! Isso é totalmente fundamental? Depende…

Aqui cabe começar a mostrar a verdade no post anterior: Teremos que analisar os diversos tipos de homem que não são todos iguais. Vou tentar abordar todos os grupos, mas com certeza esquecerei de diversos, então guardem as tochas. Também darei um nome para cada grupo e esse nome é única e exclusivamente a minha opinião.

Os moleques

Estes são os mais novos, que ainda não acharam seu lugar, inexperientes, que ainda medem o “tamanho do pau” pela mulher que desfilam do lado pra mostrar pros amigos. Esses se importam sim, e muito, com os esteriótipos de beleza de vocês afinal é por esses esteriótipos que eles vendem a própria imagem. Via de regra nem sabem direito o que fazer com uma mulher na cama mas isso também não importa, visto que ainda estão se auto-afirmando, então o que vale é o mostram. Derivam em duas sub-espécies, os garanhõezinhos e os punheteiros, sendo que os primeiros conseguem desfilar e os segundos apenas querem desfilar.

Os semi-viados

São tudo os que os moleques são, com a diferença que fazem lipoaspiração, trocam marcas de shampoos e cremes com vocês, reparam no sapato que vocês usam e criticam as roupas que vocês usam. Normalmente trepam com eles mesmos apesar de vocês estarem presentes também.

Os Desencanados

Esses são os homens comuns que não reparam em porra nenhuma. Preferem as bonitas e gostosas mas desde que sejam bonitas e gostosas para o próprio gosto. Se você é legal, gostosinha e trepa bem não estão nem aí pro fato de você ter uns (poucos ou muitos) kilinhos a mais ou a menos. Preferem coxas lisas mas se você não está 100% depilada, tudo bem. Nunca perceberam se você está com a mão feita e pra ser sincero, acreditam que uma mão com 5 dedos é uma mão feita. Se preocupam mais em como você usa o seu corpo do que propriamente como ele é.

Os curva-de-rio

Similares aos desencanados com uma pequena diferença: Não tem nenhum senso crítico. Pra esses mulher é um buraco quentinho e úmido, todo o resto é um detalhe.

Esses são os quatro grupos principais de homens, de novo, na minha visão. Não posso falar muito dos dois primeiros nem do último grupo, nem de todas as variações dos mesmo, portanto vou me ater ao terceiro grupo. Mas isso vai pro próximo post, onde detalharei mais a influência das neuroses que vocês tem em relação a estética e como nós percebemos tudo isso.

Celulite, parte 2

Primeiro, desculpem a demora nas atualizações. Muito trabalho e coisas tristes aconteceram nos últimos dias, nenhuma cabeça nem bom humor pra escrever. Mas vamos lá.

No último post listei alguns tipos de homem. Um tipo que dispensa qualquer análise (os curva de rio), dois que corroboram a neurose que vocês tem com corpo e aparência e um que será o padrão pra falarmos agora, os desencanados.

Nada contra meninas que gostem dos Moleques ou dos Semi-Viados, cada uma com seu mau gosto mas nós, os desencanados, não damos a mínima pras neuras que vocês tem. Vamos falar de algumas delas:

Mãos

Já falaei de mãos por aqui. Cinco dedos é mão feita. Claro que se as unhas estiverem sujas como a de um mecânico ou aquele bicolor de esmalte descascado, só aquelas rebarbas no cantinho, vamos achar feio, ponto. De resto, acredite, se falarmos que a cor tá bonita é só pra inflar o ego de vocês e facilitar uma eventual cantada. Um desencanado de verdade não vai lembrar que cor eram as suas unhas ontem. Mas vamos lembrar com certeza se vocês as cravaram nas nossas costas, sabe como é?

Barriga, bunda grande, coxas grossas

Nós TEMOS barriga. Nós não nos importamos com barriga. Claro que uma barriguinha lisa e definida é deliciosa, mas uma pancinha não é demérito NENHUM. SÉRIO! Nós sonhamos com atrizes pornôs, com dançarinas de axé, com capas da Playboy sim. Mas nós não somos nenhum modelo de revista nem ator de cinema. Logo acredite, normalmente nós achamos você MUITO mais gostosa do que você mesma se acha. Bunda grande e coxas grossas? Já ouví meninas se queixando disso. QUALÉ? Isso é sonho de consumo. Se o encaixe for legal, tudo isso é detalhe.

Celulite

Nove entre dez desencanados não tem certeza do que venha a ser celulite. É tanto nome, celulite, estria, varizes que poxa, dá pra confundir. Sabemos que isso são nomes de pequenas imperfeições que quando efetivamente estão ao alcance das mãos não querem dizer absolutamente nada! Se o encaixe está bom, nós queremos mais é encher as mãos e curtir. Ah, quer saber do décimo desencanado? Bom, ele jura que sabe o que é celulite, mas com certeza está errado.

Cabelos

Tá, cor de cabelo é meio fetichista. Ruivas naturais são fetiche pra muitos caras, mas elas são raras. Se o seu cabelo não parecer uma samambaia agonizante no deserto nós também não daremos muita bola pra isso. Preferimos, via de regra, cabelos naturais, nada daquelas coisas que nem podemos passar as mãos porque “vai desarrumar”. Seu charme pode estar nos cabelos, no pescoço, no colo, nos peitos. Cada mulher tem seu ponto positivo (e, acredite, TODAS tem). Não vai ser horas e fortunas tentando melhorar o cabelo que vai fazer você ficar mais ou menos interessante. Cuide-se, só isso.

Maquiagem

Gostamos? Sim, gostamos. Mas nada exagerado, pelamor. Uma coisinha discreta conta muito mais pontos do que aquele reboque que demora horas pra fazer e que não podemos nem passar a mão no rosto. Liberados para casamentos, mas poxa, queremos tocar vocês sem que vocês se transformem no bozo.

Acreditem, se nós fomos falar com vocês, convidamos você pra sair, é porque você é interessante, BEM interessante. E normalmente você é interessante mais pelo que é do que pelo que se esforça alucinadamente em ser. Claro que não estou pregando o desleixo. Mulher arrumada e cheirosa é ótima, mas não esperamos que você seja perfeita, porque sabemos que NÓS não somos perfeitos. A diferença é que não queremos ser perfeitos (exceto os outros grupos já citados). Nós queremos alguém legal, que achemos bonitas e gostosas e, nesse ponto, homens são absurdamente diferentes entre sí. Não conheço dois caras que gostem exatamente do mesmo tipo de beleza, cada qual valorizando um aspecto. E acaba sendo ridículo vocês todas procurando seguirem um padrão pra ficarem iguais.

O que conta mesmo, no final, é como vocês usam o corpo de vocês com a gente. Mas isso fica pro próximo post.