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SOLIDÃO – Grima Grimaldi

941849_4675987499611_1241716037_nFoto by Grima Grimaldi

Virou cult ser solitário, é bacaninha ser um solitário que fracassou em todos seus relacionamentos. Isso mesmo, fracassou porque  a maioria dos solitários são egoístas, não amam ninguém a não ser a si próprios. não sabem dividir, ser parceiros. o mundo tornou-se tão individualista que o homem moderno é um solitário, o que vive só na sua oca.

Na minha opinião a solidão também traz junto uma dose de covardia, do medo de ser abandonado, de realmente ficar só. Solitários vivem reclamando da falta do amor, da falta da mulher ou do homem amado, se fazem de tristes.O teatro da solidão é algo que nunca me atraiu. o solitário também é arrogante porque acha quem não se sente solitário um babaca improdutivo porque só os solitários produzem coisas interessantes. Ser sozinho por opção é uma coisa, ser solitário para ser cult é outra completamente diferente.


Não me sinto um solitário apesar de viver mais no meu cantinho do que na rua, porque a coisa mais solitária são solitários se encontrando nas madrugas para conversarem sobre essa suposta solidão, principalmente quando são homens solitários que procuram justificar sua solidão detonando com as mulheres, colocando a culpa da sua solidão nelas e não assumem a sua incompetência e medo de se entregar a elas, morrem de medo de levar um pé na bunda.

Pode reparar numa turma de homens solitários que vc vai encontrar poucas ou quase nenhuma mulher no pedaço. Solitários também são lobos em pele de cordeiro, prontos para abater mais uma mina para uma trepada rápida. Também tem os solitários que só sabem falar ou escrever sobre a solidão e as derrotas deles.

Hoje para você fazer parte da turma dos solitários tem que abandonar sua mulher ou companheira e se adaptar a eles . Mas, eu me nego a isso,acho que muitos solitários são invejosos e odeiam quem tem uma mulher que ama do seu lado e conseguiu construir uma família que não se desestruturou, e nos tratam como mentirosos e acomodados.

Existe pior acomodação do que viver cercado pela mesma turminha? Se vc tem um relacionamento há muitos anos com alguém já passam a te olhar com desconfiança, você vira a piadinha preferida dos solitários, põe em dúvida seu relacionamento e dessa forma mostram o quanto são preconceituosos. Invejosos sim , de quem escolheu dividir sua vida com a pessoa que ama. Solitários , nunca vão se apaixonar por outra pessoa porque são tão egocêntricos que só se apaixonam por eles mesmos.

 

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Ela aprendeu! – Elisabete Cunha

ciume.

Moço,por favor, não estraga…

Ela não espera que você seja o-grande-amor-da–vida-dela ,ela parou de acreditar isso na  sexta- série. Um tempo para um respiro solitário só faz bem para ela . Algumas horinhas para se sentir completa na sua própria companhia.

Renova a saudade, faz valorizar o quanto é importante a companhia dela mesma e faz com que ela e outras pessoas se sintam livres e melhores, além de dar um gás para quando voltarem loucos de vontade da companhia, do sorriso, do papo furado delicioso y otras cositas más….

Fazem com que eles, sintam uma lacuna que precisa ser preenchida. E somente é preenchida de fato com quem sabe a senha exata para trazer a leveza e paz para ela. Sem grude excessivo, mas com vida própria o bastante para compartilhar a cada segundo quando estão unidos num mesmo momento – sem a necessidade de ter, mas de poder sentir, mesmo que longe, que um sentimento existente e que não vai acabar tão assim prematuramente por não precisar se avançar cedo demais com algumas etapas necessárias. Pressa para o que é durável : ainda bem que a maturidade deu isso a ela. Ela aprendeu na marra. Mas, aprendeu.Parabéns colega!

LIMITES HUMANOS?

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Na fronteira da insanidade
O indivíduo não é neurótico e nem psicótico, mas vive em uma linha sutil entre esses dois estados e a normalidade. Freqüentemente é confundido com o depressivo, mas na verdade sofre de transtorno de personalidade borderline

 

Como tudo começa
O transtorno se forma provavelmente a partir da combinação de três fatores: a própria constituição da pessoa, a dinâmica familiar e o meio social. Segundo a psicóloga Vanda Di Iório, algumas crianças exigem muita atenção por parte de seus cuidadores, que podem não estar preparados para tal demanda e responder de forma insatisfatória a essa vulnerabilidade do bebê.Esse desencontro pode desencadear níveis primários e altos de insatisfação antes que o indivíduo tenha desenvolvido um aparelho psíquico para tolerar seus impulsos agressivos, o que gera os sentimentos paradoxais sempre presentes no borderline: raiva, agressão e medo de abandono. “O doente quer ser livre para fazer o que tem vontade, ao mesmo tempo em que deseja ser cuidado e protegido. Esse conflito aparece desde cedo e é reforçado pela ambivalência familiar, que dessa forma não é capaz de ajudar a criança a desenvolver habilidades para regular a experiência e a expressão de seus afetos.Essa interação inadequada ao longo dos anos cria seqüelas que interferem de forma distorcida na percepção de si e do mundo. E como ela se organiza emocionalmente em função dessas percepções, dá para entender por que cresce tão confusa”, explica a especialista. O distúrbio pode dar os primeiros sinais na adolescência, mas é bem difícil distingui-lo, já que o próprio adolescente é rebelde e vive uma crise-limite, muitas vezes com comportamento ‘autodestrutivo’. Em geral o diagnóstico é feito a partir dos 20 anos ou bem mais tarde. 

 

Abandono: o medo maior
Alguns borderlines ameaçam cometer suicídio, enquanto outros se machucam com freqüência, cortando-se ou queimando-se. “Na maioria das vezes, eles não querem se matar e sim sentir uma dor física mais intensa que a dor psíquica, o que lhes traz um certo alívio”, explica Vanda Di Iório. “É por isso também que o doente se acalma quando entra em uma briga violenta em família: depois da discussão todos ficam mal, mas ele, como descarregou sua tensão, age como se nada de importante tivesse acontecido – e espera o mesmo comportamento dos demais”, completa a psicóloga.
O indivíduo não possui uma identidade definida: não sabe direito quem é, o que quer, quais são seus valores preferenciais. Tem dificuldade – real – de avaliar as conseqüências de seus atos e de aprender com a experiência, e assim segue repetindo os mesmos erros (e ninguém entende por quê). Ou seja, o borderline sofre e faz sofrer. Os que o cercam se cansam e se afastam porque ele é imprevisível e muito exigente. E aí acontece justamente o que o mais teme – ser abandonado. Para espantar o sentimento crônico de uma vida sem sentido, a pessoa ainda faz milhões de coisas ao mesmo tempo, sempre buscando novidades.
“O borderline não tem necessidade, tem urgência. Não sabe adiar e não agüenta esperar”, esclarece Vanda Di Iório. E quanto mais estressado e pressionado, mais os sintomas se intensificam. Para o psiquiatra Erlei Sassi Júnior, do Ambulatório Integrado de Transtornos de Personalidade e do Impulso do Hospital das Clínicas de São Paulo, esse paciente manifesta imensa necessidade de estar sempre agradando o outro. “Ele tem dependência de gratificação e tanto medo de ser abandonado quanto uma criança pequena. Ou seja, continua funcionando, na vida adulta, como um bebê. Por isso aparenta estar se fazendo de vítima, quando não está.”

Todos precisam de ajuda
O tratamento de borderline leva vários anos e deve ser feito por uma equipe multidisciplinar bem integrada: um psicoterapeuta, um psiquiatra e um terapeuta de família. O doente precisa de medicação, por isso o apoio do psiquiatra é imprescindível – em diversos casos ele medica e também atende o indivíduo. Os remédios utilizados são os estabilizadores de humor e também os inibidores de recaptação de serotonina e medicamentos que agem na noradrenalina e na dopamina, diminuindo a ansiedade e a impulsividade e melhorando a persistência. 

Como a família também sofre muito, sua qualidade de vida pode se beneficiar de um trabalho voltado para o grupo, ou para quem está emocionalmente ligado ao paciente, como namorados e amigos íntimos. Segundo o psiquiatra Erlei Sassi Júnior, uma internação só deve acontecer se ele estiver se automutilando, tentar o suicídio ou em caso de bulimia e dependência química. “Seu temperamento, que é nato, pode melhorar com remédios e com o tempo.

Mas seu caráter, que é o que aprendeu na vida, precisa do apoio constante de psicoterapia para mudar”, diz. Nunca é demais lembrar: antes de achar que você é borderline, ou que alguém na sua família tem essa doença, deve-se consultar um bom profissional, já que os sintomas também ocorrem em outras patologias.

 

Os sintomas são complexos
Ao longo do século 20, vários estudiosos fizeram referências vagas a esse quadro, que geralmente era confundido com histeria grave e depressão. Porém, só na década de 90 o transtorno de personalidade borderline foi bem definido, sendo discriminado das outras patologias nas Classificações Internacionais das Doenças Mentais. Segundo o DSM-IV (sigla em inglês correspondente a Manual Diagnóstico e Estatístico dos Distúrbios Mentais), o problema começa a se manifestar no início da idade adulta e pode ser indicado por cinco (ou mais) dos seguintes sintomas:

1. Esforços frenéticos para evitar o abandono, real ou imaginado.
2. Padrão de relações interpessoais intensas e estáveis, que é caracterizado por alternância extrema entre a idealização e a desvalorização.
3. Perturbação da identidade: existe uma instabilidade persistente e marcada da auto-imagem ou do sentimento do próprio indivíduo.
4. Impulsividade pelo menos em duas áreas que são potencialmente autolesivas – gastos, sexo, abuso de substâncias tóxicas, viver perigosamente.
5. Gestos ou ameaças recorrentes de suicídio ou comportamento automutilante, ferindo-se.
6. Instabilidade afetiva marcada por variação de humor, como episódios intensos de disforia, irritabilidade ou ansiedade, que têm duração de poucas horas até alguns dias.
7. Sentimento crônico de vazio.
8. Raiva exagerada e inapropriada, ou dificuldade de a controlar.
9. Concepção paranóide transitória reagente ao estresse ou sintomas dissociativos em nível grave.

A psicóloga junguiana Vanda Di Iório (SP), formada pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) e pela Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica, traduz em miúdos esses sintomas, colocando- os na vida prática. Uma pessoa com transtorno borderline é aquela que valoriza demais uma situação, mas pela menor contrariedade já acha que ele não presta mais; e fica deprimida, largada na cama, “Não existe um sintoma mais marcante, é a composição de todos que mostra o borderline. E o pior é que um potencializa o outro, e o indivíduo entra em um círculo vicioso de agressão, briga e reconciliação que cansa todo mundo”, explica a psicóloga.

Fonte:http://revistavivasaude.uol.com.br

SÓ…

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Cada ser humano vem sozinho ao mundo, atravessa pela vida como uma pessoa separada e morre finalmente sozinho. As fases de passagem pela vida física e para além dela trazem muitas experiências, onde tudo é passageiro e impermanente . As situações, os encontros e os fatos da vida surgem, permanecem por algum tempo e se vão. Com o tempo, tenho compreendido esse fato. É doloroso , mais é a realidade ,no fundo somos sós …”

[ Elisabete Cunha ]


Sozinho – Caetano Veloso

SOLITUDE

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Engraçado isso ,  muitos fogem da solidão…

E eu me encontro justamente nela…

Tudo bem, eu assumo: EU ADORO A SOLIDÃO!

Será normal??

Não me importa,

Assim, Nunca fujo de mim.

No encontro com os outros…

Mas no desencontro,
Melhor me encontro…

Tá bom…, sou mesmo estranha!…

Eu sei…

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SOLITUDE -Billie Holiday

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Agradeço o carinho de ROBERTA do Blog DAS COISAS QUE EU SEI, Pelo selo DARDOS!

Obrigada Roberta e boa sorte na blogosfera!

Ofereço a todos que me visitam!

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Espero vocês no ENCANTO: HISTÓRIA DA ARTE

*LIBERDADE OU ABANDONO?*

loura

Estava eu no meu casulo [ não nego que há momentos que cultivo a minha solidão sem problemas e me faz muito bem… ], folheando meus livros, quando deparei-me com o livro do filósofo alemão Martin Heidegger (1889-1976)ele afirma em ‘Ser e Tempo’ que estar só é a condição original de todo ser humano. Que cada um de nós é só no mundo. É como se o nascimento fosse uma espécie de lançamento da pessoa à sua própria sorte. Podemos nos conformar com isso ou não. Mas nos distinguimos uns dos outros pela maneira como lidamos com a solidão e com o sentimento de liberdade ou de abandono que dela decorre, dependendo do modo como interpretamos a origem de nossa existência .A partir daí podemos construir dois estilos de vida diferentes: o autêntico e o inautêntico.

Segundo ele o homem se torna autêntico quando aceita a solidão como o preço da sua própria liberdade. E se torna inautêntico quando interpreta a solidão como abandono, como uma espécie de desconsideração de Deus ou da vida em relação a ele. Desse modo não assume responsabilidade sobre as suas escolhas. Não aceita correr riscos para atingir seus objetivos, nem se sente responsável por sua existência, passando a buscar amparo e segurança nos outros. Com isso abre mão de sua própria existência, tornando-se um estranho para si mesmo, colocando-se a serviço dos outros e diluindo-se no impessoal. Permanece na vida sendo um coadjuvante em sua própria história.Olha ,muitas vezes nem percebemos que agimos assim!…

Vocês já pensaram nisso?

🙂

Elisabete Cunha

06/09/08