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Saúde mental – Rubem Alves

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Fui convidado a fazer uma preleção sobre saúde mental. Os que me convidaram supuseram que eu, na qualidade de psicanalista, deveria ser um especialista no assunto. E eu também pensei. Tanto que aceitei. Mas foi só parar para pensar para me arrepender. Percebi que nada sabia. Eu me explico.

Comecei o meu pensamento fazendo uma lista das pessoas que, do meu ponto de vista, tiveram uma vida mental rica e excitante, pessoas cujos livros e obras são alimento para a minha alma. Nietzsche, Fernando Pessoa, Van Gogh, Wittgenstein, Cecília Meireles, Maiakovski. E logo me assustei. Nietzsche ficou louco. Fernando Pessoa era dado à bebida. Van Gogh matou-se. Wittgenstein alegrou-se ao saber que iria morrer em breve: não suportava mais viver com tanta angústia. Cecília Meireles sofria de uma suave depressão crônica. Maiakoviski suicidou-se.

Essas eram pessoas lúcidas e profundas que continuarão a ser pão para os vivos muito depois de nós termos sido completamente esquecidos. Mas será que tinham saúde mental? Saúde mental, essa condição em que as idéias comportam-se bem, sempre iguais, previsíveis, sem surpresas, obedientes ao comando do dever, todas as coisas nos seus lugares, como soldados em ordem unida, jamais permitindo que o corpo falte ao trabalho, ou que faça algo inesperado; nem é preciso dar uma volta ao mundo num barco a vela, bastar fazer o que fez a Shirley Valentine (se ainda não viu, veja o filme) ou ter um amor proibido ou, mais perigoso que tudo isso, a coragem de pensar o que nunca pensou.

Pensar é uma coisa muito perigosa… Não, saúde mental elas não tinham. Eram lúcidas demais para isso. Elas sabiam que o mundo é controlado pelos loucos e idosos de gravata. Sendo donos do poder, os loucos passam a ser os protótipos da saúde mental. Claro que nenhum dos nomes que citei sobreviveria aos testes psicológicos a que teria de se submeter se fosse pedir emprego numa empresa. Por outro lado, nunca ouvi falar de político que tivesse estresse ou depressão. Andam sempre fortes em passarelas pelas ruas da cidade, distribuindo sorrisos e certezas.

Sinto que meus pensamentos podem parecer pensamentos de louco e por isso apresso-me aos devidos esclarecimentos. Nós somos muito parecidos com computadores. O funcionamento dos computadores, como todo mundo sabe, requer a interação de duas partes. Uma delas chama-se hardware, literalmente “equipamento duro”, e a outra denomina-se software, “equipamento macio”. O hardware é constituído por todas as coisas sólidas com que o aparelho é feito.

O software é constituído por entidades “espirituais” – símbolos que formam os programas e são gravados nos disquetes.

Nós também temos um hardware e um software. O hardware são os nervos do cérebro, os neurônios, tudo aquilo que compõe o sistema nervoso. O software é constituído por uma série de programas que ficam gravados na memória. Do mesmo jeito como nos computadores, o que fica na memória são símbolos, entidades levíssimas, dir-se-ia mesmo “espirituais”, sendo que o programa mais importante é a linguagem.

Um computador pode enlouquecer por defeitos no hardware ou por defeitos no software. Nós também. Quando o nosso hardware fica louco há que se chamar psiquiatras e neurologistas, que virão com suas poções químicas e bisturis consertar o que se estragou. Quando o problema está no software, entretanto, poções e bisturis não funcionam. Não se conserta um programa com chave de fenda. Porque o software é feito de símbolos, somente símbolos podem entrar dentro dele.

Assim, para se lidar com o software há que se fazer uso dos símbolos. Por isso, quem trata das perturbações do software humano nunca se vale de recursos físicos para tal. Suas ferramentas são palavras, e eles podem ser poetas, humoristas, palhaços, escritores, gurus, amigos e até mesmo psicanalistas.

Acontece, entretanto, que esse computador que é o corpo humano tem uma peculiaridade que o diferencia dos outros: o seu hardware, o corpo, é sensível às coisas que o seu software produz. Pois não é isso que acontece conosco? Ouvimos uma música e choramos. Lemos os poemas eróticos de Drummond e o corpo fica excitado. Imagine um aparelho de som. Imagine que o toca-discos e os acessórios, o hardware, tenham a capacidade de ouvir a música que ele toca e se comover. Imagine mais, que a beleza é tão grande que o hardware não a comporta e se arrebenta de emoção! Pois foi isso que aconteceu com aquelas pessoas que citei no princípio: a música que saía de seu software era tão bonita que seu hardware não suportou.

Dados esses pressupostos teóricos, estamos agora em condições de oferecer uma receita que garantirá, àqueles que a seguirem à risca, saúde mental até o fim dos seus dias. Opte por um software modesto. Evite as coisas belas e comoventes. A beleza é perigosa para o hardware. Cuidado com a música. Brahms e Mahler são especialmente contra-indicados. Já o rock pode ser tomado à vontade.

Quanto às leituras, evite aquelas que fazem pensar. Há uma vasta literatura especializada em impedir o pensamento. Se há livros do doutor Lair Ribeiro, por que se arriscar a ler Saramago? Os jornais têm o mesmo efeito. Devem ser lidos diariamente. Como eles publicam diariamente sempre a mesma coisa com nomes e caras diferentes, fica garantido que o nosso software pensará sempre coisas iguais. E, aos domingos, não se esqueça do Silvio Santos e do Gugu Liberato.

Seguindo essa receita você terá uma vida tranqüila, embora banal. Mas como você cultivou a insensibilidade, você não perceberá o quão banal ela é. E, em vez de ter o fim que tiveram as pessoas que mencionei, você se aposentará para, então, realizar os seus sonhos. Infelizmente, entretanto, quando chegar tal momento, você já terá se esquecido de como eles eram .

Rubem Alves

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Do universo à jabuticaba

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MINHA VIDA… se divide em três fases. Na primeira, meu mundo era do tamanho do univeso e era habitado por deuses, verdades e absolutos. Na segunda fase meu mundo encolheu, ficou mais modesto e passou a ser habitado por heróis revolucionários que portavam armas e cantavam canções de transformar o mundo. Na terceira fase, mortos os deuses, mortos os heróis, mortas as verdades e os absolutos, meu mundo se encolheu ainda mais e chegou não à sua verdade final mas à sua beleza final: ficou belo e efêmero como uma jabuticabeira florida.”

Levei um susto quando vi a capa do livro, assim verde e amarelo. Não parece em nada com o jeitão do Rubem. Mas independente de cor, o Rubem Alves é irresistível quando se precisa de um amigo para um longo papo. É só colocar um banquinho próximo a uma jabuticabeira, um pote no colo e jogar conversa fora (sou seriam caroços…) Se a prosa for à noite, melhor, sem pressa como velhos amigos após longo período de ausência. Assim é a leitura dos seus causos, histórias hilariantes (tem até de extintor desentupidor, acredite) tudo dito da mais simples forma. Pura filosofia, ou seria psicologia. Que importa, já relatou o próprio que o melhor negócio da vida é ser palhaço, no melhor sentido. Então, à palhaçada, sem perda de tempo!

Eu e as palavras somos companheiros de brincadeira. Esse livro é uma brincadoteca. Para explicar isso me lembrei do que Neruda escreveu, ele que também amava brincar com as palavras. Não sou Neruda, mas a literatura me dá permissão para brincar com os brinquedos que ele fez com as palavras: Amo-as, uno-me a elas, persigo-as, modo-as, derreto-as… Amo tanto as palavras… As inesperadas… As que avidamente a gente espera, espreita até que de repente caem… Vocábulos amados… Brilham como pedras coloridas, saltam como peixes de prata, são espuma, fio, metal, orvalho… Persigo algumas palavras. São tão belas que quero colocá-las todas em meu poema… Agarro-as no voo, quando vão zumbindo, e capturo-as, limpo-as, aparo-as, preparo-me diante do prato, sinto-as cristalinas, vibrantes, ebúrneas, vegetais, oleosas, como frutas, como algas, com ágatas, como azeitonas… E então as revolvo, gito-as, bebo-as, sugo-as, trituro-as, adorno-as, liberto-as… Deixo-as, como estalactites em meu poema, como pedacinhos de madeira polida, como carvão, como restos de naufrágio, presentes da onda… Tudo está na palavra…”

Assim eu gostaria que fossem as minhas palavras – perdão, as palavras nunca são minhas porque são elas que brincam comigo – mas quem sou eu? Não sou poeta. Sou um palhaço. Meus textos? Como se fossem um espetáculo de circo. Assim lhes desejo, aos que brincam com o que escrevo, leveza e risos. E, se possível, beleza e espanto.

Rubem Alves – do universo à jabuticaba

Previna-se : Câncer de Mama.

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Se toque, menina! É hora de combater o câncer de mama!

o mais a gente se conhecer, mais armas teremos para buscar ajuda”, explica Paula Vilela Gherpelli, médica ginecologista. Paula participou de um vídeo, a pedido da eduK, para nos ensinar como fazer o autoexame das mamas. Ela ressalta a importância de estarmos sempre de olho nas mamas e de procurar ajuda tão logo se perceba algo diferente. “Essa pode ser a diferença entre a vida e a morte”, diz.

Neste mês de outubro, é comemorado o movimento Outubro Rosa. O Inca, Instituto Nacional de Câncer, explica, em seu site: o movimento conhecido como Outubro Rosa nasceu nos Estados Unidos, na década de 1990, para estimular a participação da população no controle do câncer de mama. A data é celebrada anualmente com o objetivo de compartilhar informações sobre o câncer de mama e promover a conscientização sobre a importância da detecção precoce da doença.

E o Inca recomenda:

Estima-se que 30% dos casos de câncer de mama possam ser evitados quando são adotadas práticas saudáveis como:

  • Praticar atividade física;

  • Alimentar-se de forma saudável;

  • Manter o peso corporal adequado;

  • Evitar o consumo de bebidas alcoólicas;

  • Amamentar

Vídeo: #OutubroRosa na eduK contra o câncer de mama

Passo a passo do autoexame

Passo 1: em frente a um espelho, coloque as mãos na cintura e observe o formato, tamanho e contorno das suas mamas. Veja se existem pregas, depressões ou alterações na pele.

Passo 2: agora, coloque as mãos para o alto e fique alerta aos mesmos sinais, veja se aparecem alterações significativas.

Passo 3: coloque uma mão atrás da nuca e com a ponta dos dedos da outra mão, percorra toda a área da mama em movimentos circulares, de fora pra dentro. Procure por nódulos ou qualquer sinal diferente. Uma dica: no chuveiro, com as mamas e axilas ensaboadas, as mãos escorregam mais facilmente, ajudando no auto-exame.

Passo 4: pressione suavemente os mamilos e veja se saem secreções.

Passo 5: as axilas também fazem parte do tecido mamário e devem ser examinadas com movimentos circulares, iguais aos feitos nas mamas.

O autoexame deve ser feito uma vez por mês, depois do período menstrual. Dessa forma, você vai conseguir detectar qualquer alteração bem no início. Se achar algo diferente, procure seu médico, ok?

Não dê bobeira para o câncer de mama! Se toque!

Fonte-https://www.eduk.com.b

Atitudes que roubam a energia.

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1 – Pensamentos obsessivos

 

Pensar gasta energia, e todos nós sabemos disso. Ficar remoendo um problema cansa mais do que um dia inteiro de trabalho físico. Quem não tem domínio sobre seus pensamentos – mal comum ao homem ocidental, torna-se escravo da mente e acaba gastando a energia que poderia ser convertida em atitudes concretas, além de alimentar ainda mais os conflitos. Não basta estar atento ao volume de pensamentos, é preciso prestar atenção à qualidade deles. Pensamentos positivos, éticos e elevados podem recarregar as energias, enquanto o pessimismo consome energia e atrai mais negatividade para nossas vidas.

 

2 – Sentimentos tóxicos

 

Choques emocionais e raiva intensa também esgotam as energias, assim como ressentimentos e mágoas nutridos durante anos seguidos. Não é à toa que muitas pessoas ficam estagnadas. Isso acontece quando a energia que alimenta o prazer, o sucesso e a felicidade é gasta na manutenção de sentimentos negativos. Medo e culpa também gastam energia, e a ansiedade descompassa a vida. Por outro lado, os sentimentos positivos, como a amizade, o amor, a confiança, o desprendimento, a solidariedade, a auto-estima, a alegria e o bom-humor recarregam as energia e dão força para empreender nossos projetos e superar os obstáculos.

 

3 – Maus hábitos – Falta de cuidado com o corpo

 

Descanso, boa alimentação, hábitos saudáveis, exercícios físicos e o lazer são sempre colocados em segundo plano. A rotina corrida e a competitividade fazem com que haja negligência em relação a aspectos básicos para a manutenção da saúde energética.

 

4 – Fugir do presente

 

As energias são colocadas onde a atenção é focada. O homem tem a tendência de achar que no passado as coisas eram mais fáceis: “bons tempos aqueles!”, costumam dizer. Tanto os saudosistas, que se apegam às lembranças do passado, quanto aqueles que não conseguem esquecer os traumas, colocam suas energias no passado. Por outro lado, os sonhadores ou as pessoas que vivem esperando pelo futuro, depositando nele sua felicidade e realização, deixam pouca ou nenhuma energia no presente. E é apenas no presente que podemos construir nossas vidas.

 

5 – Falta de perdão

 

Perdoar significa soltar ressentimentos, mágoas e culpas. Libertar o que aconteceu e olhar para frente. Quanto mais perdoamos, menos bagagem interior carregamos, gastando menos energia ao alimentar as feridas do passado. Mais do que uma regra religiosa, o perdão é uma atitude inteligente daquele que busca viver bem e quer seus caminhos livres, abertos para a felicidade. Quem não sabe perdoar os outros e si mesmo, fica “energeticamente obeso”, carregando fardos passados.

 

 

 

6 – Mentira pessoal

 

Todos mentem ao longo da vida, mas para sustentar as mentiras muita energia é gasta. Somos educados para desempenhar papéis e não para sermos nós mesmos: a mocinha boazinha, o machão, a vítima, a mãe extremosa, o corajoso, o pai enérgico, o mártir e o intelectual. Quando somos nós mesmos, a vida flui e tudo acontece com pouquíssimo esforço.

 

7 – Viver a vida do outro

 

Ninguém vive só e, por meio dos relacionamentos interpessoais, evoluímos e nos realizamos, mas é preciso ter noção de limites e saber amadurecer também nossa individualidade. Esse equilíbrio nos resguarda energeticamente e nos recarrega. Quem cuida da vida do outro, sofrendo seus problemas e interferindo mais do que é recomendável, acaba não tendo energia para construir sua própria vida. O único prêmio, nesse caso, é a frustração.

 

8 – Bagunça e projetos inacabados

 

A bagunça afeta muito as pessoas, causando confusão mental e emocional. Um truque legal quando a vida anda confusa é arrumar a casa, os armários, gavetas, a bolsa e os documentos, além de fazer uma faxina no que está sujo. À medida em que ordenamos e limpamos os objetos, também colocamos em ordem nossa mente e coração. Pode não resolver o problema, mas dá alívio. Não terminar as tarefas é outro “escape” de energia. Todas as vezes que você vê, por exemplo, aquele trabalho que não concluiu, ele lhe “diz” inconscientemente: “você não me terminou! Você não me terminou!” Isso gasta uma energia tremenda. Ou você a termina ou livre-se dela e assuma que não vai concluir o trabalho. O importante é tomar uma atitude. O desenvolvimento do auto-conhecimento, da disciplina e da terminação farão com que você não invista em projetos que não serão concluídos e que apenas consumirão seu tempo e energia.

 

9 – Afastamento da natureza

 

A natureza, nossa maior fonte de alimento energético, também nos limpa das energias estáticas e desarmoniosas. O homem moderno, que habita e trabalha em locais muitas vezes doentios e desequilibrados, vê-se privado dessa fonte maravilhosa de energia. A competitividade, o individualismo e o estresse das grandes cidades agravam esse quadro e favorecem o vampirismo energético, onde todos sugam e são sugados em suas energias vitais.

 

10. Preguiça, negligência

 

E falta de objetivos na vida. Esse ítem não requer muitas explicações: negligência com a sua vida denota também negligência com seus dons e potenciais e, principalmente, com sua energia vital. Aquilo do que você não cuida, alguém vem e leva embora. O resultado: mais preguiça, moleza, sono.

 

11. Fanatismo

 

Passa um ventinho: “Ai meu Deus!Tem energia ruim aqui!” Alguém olha para você: “Oh! Céus, ela está morrendo de inveja de mim!” Enfim, tudo é espírito ruim, tudo é energia do mal, tudo é coisa do outro mundo. Essas pessoas fanáticas e sugestionáveis também adoram seguir “mestres e gurus” e depositar neles a responsabilidade por seu destino e felicidade. É fácil, fácil manipular gente assim e não só em termos de energia, mas também em relação à conta bancária!

 

12. Falta de aceitação

 

Pessoas revoltadas com a vida e consigo mesmas, que não aceitam suas vidas como elas são, que rejeitam e fazem pouco caso daquilo que têm. Esses indivíduos vivem em constante conflito e fora do seu eixo. E, por não valorizarem e não tomarem posse dos seus tesouros – porque todos nós temos dádivas – são facilmente ‘roubáveis’.

 

Texto de   Vera Caballero

 

 

Não perca sua identidade

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Ainda que possa tentar a ideia de que, agindo de outra maneira, a pessoa que lhe interessa possa gostar de você também, tudo que você irá conseguir será passageiro caso precise deixar de ser você.

 

Não perca sua identidade, não se boicote. Não deixe de ser você mesmo para que alguém o ame mais. Se fizer isso, de forma inevitável, estará se sabotando.

Quando gostamos de uma pessoa e queremos conhecê-la mais profundamente, desejamos causa-lhe uma boa impressão. Isto, às vezes, nos leva a não agir com naturalidade.

Porém, com esta atitude você mente para si mesmo e também para a pessoa por quem se interessou. A encherá de expectativas com mentiras, acreditará que algumas coisas em você a atraem, mas na realidade essas coisas são falsas…

Não deixe de ser você mesmo ou terminará em um falso amor.

 

A magia de todo começo

 

Os inícios das relações são mágicos. Tudo parece fluir de uma maneira mística, sem esforço. Porém, com o tempo isso se desvanece. De repente, é preciso se esforçar em aspectos nos quais não era preciso fazer antes.

Talvez tenha chegado a este momento porque se transformou no ideal da outra pessoa. Quis afirmar as expectativas que ela tinha em relação a você. Isto, cedo ou tarde, tinha que acabar.

Não só você se apaixona por alguém que espera que se adapte aos seus padrões, como também você mesmo tenta apaixonar à outra pessoa se transformando no que ela deseja.

E onde ficou a sua autenticidade? O que aconteceu com o seu “eu”? Tentou camuflar tudo o possível para mergulhar em um amor falso.

Todas essas conexões que criou com a outra pessoa eram falsas. Seu medo de não gostar de você, de que seus defeitos a espantassem, fez com que você agisse diferente do que você é.

Essa magia do começo logo irá embora, simplesmente porque sua forma de começar a relação não foi a mais sincera e nem justa.

A importância de ser assertivo

 

Desde um primeiro momento, com a pessoa que gostamos, é imprescindível manifestar nossos gostos, nossos interesses e mostrar o nosso verdadeiro caráter.

Não temos porque esconder o que nos desagrada, porque com o tempo desejaremos fazê-lo e nosso parceiro ficará confuso a respeito e dirá: eu não sabia!

Pensemos em um breve exemplo: imagine que a pessoa com a qual você está, fuma. Ela faz isso desde sempre e você nunca expressou sua desconformidade quanto a ela fazer isso no carro ou em casa.

Mas, um dia você se incomoda muito. Se irrita, grita perguntando se ela não percebe que você não gosta desse hábito. Sua resposta, sem dúvidas, será: eu não pensei que isso te incomodasse, afinal, você nunca se queixou.

Poderíamos dar muito mais exemplos similares que não farão mais do que comprovar o quanto somos pouco assertivos.

Não nos damos conta de que, em nosso afã por gostar, nos enganamos.

 

Os problemas que surgem quando começa a ser você mesmo

 

Tudo vai bem, sem problemas, até que você começa a ser você mesmo. Porque a máscara que colocou não pode ser sustentada por muito tempo.

É então quando surgem os conflitos. A conexão que há entre você e seu parceiro é alterada. Agora está sendo assertivo, mas já é tarde.

Há partes de nosso parceiro que começam a nos incomodar, mas o mesmo acontece com ele. Começamos a reclamar de coisas que antes não nos incomodavam ou é isso que parecia.

Discussões, irritações e conflitos que não os levam a nenhum entendimento se fazem presentes e não têm mais volta.

Tudo isso te desgasta. Você crê que já não ama mais o outro, que o amor se desgastou. Porém, não se dá conta de que tudo isso é fruto de um falso amor que ambos criaram.

Não deixe de ser você, ainda que se sinta tentado. É difícil ser consciente de como estamos agindo no início, mas devemos fazer um esforço para não terminarmos frustrados, doídos e decepcionados.

Não tenha medo de ser autêntico. Quem se apaixonar por você deve fazê-lo pelo seu verdadeiro eu, não pelo modelo que adotou para gostar de você.

Se não pode ser quem é do lado da pessoa que ama no começo, não vale a pena mantê-la ao seu lado.

Não deixe de ser você mesmo e terá o relacionamento que sempre quis.

 

 

 

Fonte indicada: Melhor com Saúde

Manifesto das Almas Livres

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A inquietude é mais do que apenas uma consequência de ansiedade. Estar inquieto tem a ver com um estado da alma. É querer ver o mundo, se libertar de padrões, aceitar diferenças e preferir a incerteza de uma vida solta do que a previsibilidade de uma vida comum.

Estude, cresça, aprenda, se apaixone, namore, trabalhe, case, seja bem sucedido, tenha filhos, compre um apartamento, ganhe dinheiro, gaste dinheiro, se mostre feliz – a todo momento.

Esse script soa bem familiar, não? Por favor, manifeste-se quem nunca se viu pressionado a cumprir essa sequência, muitas vezes até por pessoas que nem fazem parte do nosso círculo íntimo de amizades.

Pior pra gente. Alguém andou esquecendo que, feliz ou infelizmente, os que hoje têm seus 20 e muitos ou 30 e poucos anos, vivem o limbo das gerações.

Já não somos mais daquele grupo de pessoas que trabalhava única e exclusivamente para ganhar dinheiro, mas também ainda não somos da geração que finalmente valorizará mais o trabalho como paixão do que o ofício como obrigação.

Não somos mais parte da estrutura familiar na qual o pai vestia o papel de chefe e a mãe de dona de casa, mas também não chegamos ao ponto em que não tem problema nenhum se acontecer de optarmos por construir nossa vida sozinhos, donos de nosso próprio nariz, vida e apartamento.

Nossos pais não entendem que talvez aos 27 ou 32 anos, a gente queira mais um gato do que um filho, um iPhone 39 do que um namorado, uma manhã de domingo com pizza fria do que um almoço na casa dos sogros, uma viagem de quatro meses pela Ásia do que aquele emprego promissor em uma empresa chata qualquer.

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O problema é que a sociedade vem exigindo que a gente siga os padrões antigos, que cada vez se aplicam menos as nossas vidas. Ainda não da muito dinheiro largar tudo e ir estudar os musgos que habitam as pedras das praias paradisíacas da Indonésia, mas isso não impede que a gente o faça mesmo assim.

Acordamos, vendemos o carro comprado há quatro anos, fazemos um bazar com as roupas que não usamos, passamos oito meses comendo maçã e pão, e mendigando copos de cerveja dos amigos a fim de economizar cada centavo possível, e então… Largamos tudo.

Vamos atrás de nossos sonhos. Viajamos. Para a Bahia ou para o interior da Europa. Deixamos nosso emprego promissor e vamos viver de arte. Abrimos nossa própria loja de regadores de Bonsai. Carregamos nossa vida dentro de uma mala de rodinhas.

Nos apaixonamos pelo vizinho, pelo ator da novela das nove, uma música greco-italiana, um filme mudo dos anos 20. Nos encantamos diariamente pela vida e pelas oportunidades que ela nos oferece, mesmo que elas sejam por vezes ingrata.

Os conceitos de felicidade vêm mudando. E tudo bem as pessoas mais próximas a nós, principalmente os mais velhos, quererem que a gente siga o roteiro de sempre. Na cabeça deles, a fórmula da felicidade é a mesma de 20 anos atrás.

Por isso às vezes bate aquele medo de estar fazendo tudo errado, de desperdiçar oportunidades ou decepcionar pessoas.

Às vezes, a gente até queria acalmar a alma e aceitar uma vida quadrada. Se encaixar no molde. Da vontade de tentar, de se obrigar a se relacionar com aquela pessoa que é legal mas não faz teu estômago dar cambalhotas, de aceitar aquele emprego no último andar do arranha-céu no centro da cidade, de deixar para lá o romance do continente vizinho e aceitar a vida como ela é por aqui.

Só que uma mente que se expande nunca mais volta ao seu tamanho original, certo? Uma alma que se liberta do físico nunca mais se encaixa no mesmo corpo. E entre a saudade do que não foi vivido e a inquietude de uma alma livre… Bom, eu fico com a segunda opção.

 Texto de MARIAMARIAALICE

 

5 virtudes das mulheres sábias

As 5 virtudes que caracterizam as mulheres sábias

 

Não é que exista um grupo de mulheres sábias e outro de mulheres inaptas. Toda mulher e, na verdade, todo ser humano, leva dentro de si a semente da sabedoria. O que acontece é que alguns ouvem o som dessas aprendizagens, enquanto outros preferem fingir que não ouviram.

Vamos usar o adjetivo “sábias” para caracterizar aquelas mulheres que conseguiram superar em grande medida os preconceitos e as falsas crenças que giram em torno do feminino. Pense que muitas sociedades se gabam de ter dado um lugar de maior relevância às mulheres; no entanto, todos nós sabemos que se trata de um processo que ainda não foi concluído e que, em muitos casos, ainda falta um longo caminho. Infelizmente, a verdade é que as mulheres de todo o mundo continuam enfrentando realidades de indolência e discriminação.

 

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Em todos os momentos de minha vida há uma mulher que me leva pela mão nas trevas de uma realidade que as mulheres conhecem melhor do que os homens, e nas quais se orientam melhor com menos luzes”.

-Gabriel García Márquez-

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Há muitas virtudes que definem as mulheres sábias. No entanto, aqui iremos dar relevância a cinco delas. São características complexas, que somente são alcançadas quando a mente e o coração passaram por um processo saudável de evolução. São as seguintes:

Solidariedade de gênero, uma virtude das mulheres sábias que se valorizam

A inveja é uma flor maligna que cresce com facilidade no reino feminino. As mulheres sábias têm consciência disso, pois investiram parte do seu tempo refletindo sobre essa realidade. Elas também sabem que essas desqualificações e essas críticas mordazes entre mulheres são apenas uma defasagem de um sentimento de inferioridade.

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As mulheres sábias entendem que questionar as outras mulheres não as faz melhores, muito pelo contrário. Por isso, elas se alegram com as vitórias de suas amigas e evitam a todo custo aquelas conversas fúteis em que a crítica age como pedra para lapidar a aparência das outras.

A independência afetiva: agir por convicção

A independência não consiste em ter dinheiro próprio para gastar, nem em viver de forma autossuficiente, como se não precisasse de ninguém. Também não tem nada a ver com o fato de viver em solidão ou em descartar as relações porque nenhuma chega a ser importante.

A independência é refletida sobretudo na capacidade de ter convicções próprias e ser coerente com elas, sem se importar com o que as outras pessoas pensem ou digam. As mulheres sábias podem se conectar consigo mesmas e seguir seus desejos, compreendendo que esses desejos são diferentes dos das outras pessoas, mas igualmente legítimos.

O senso de humor, um sinal de bem-estar

Uma característica marcante da sabedoria é o bom senso de humor. Qualquer pessoa que já tenha vivido o suficiente sabe que o riso é uma excelente resposta às reviravoltas e às ironias da vida. Finalmente, boa parte das situações que experimentamos não têm solução, e é quando o riso ajuda a aceitar o inevitável.

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O senso de humor traz cor a qualquer momento. As mulheres sábias entendem que rir é um ato de liberdade. Por isso, sabem fazê-lo. Elas não andam em busca de alguém que as divirta, mas aprenderam a encontrar sozinhas essa faceta lúdica que há em qualquer situação.

Realismo, quando você diz adeus aos contos de fadas

Quase todas as mulheres foram educadas para se transformarem em eternas românticas. Muitas vezes até as mais espevitadas e educadas continuam levando em seu interior um pingo de nostalgia pela inexistência dos amores perfeitos e dos finais felizes. Algumas renunciam aos sonhos românticos com certa amargura.

Mas as mulheres que conseguiram se tornar sábias pensam e sentem de forma diferente. Certamente houve um momento em que elas aprenderam a dizer adeus a essas fantasias que traziam somente frustrações. Elas entenderam que a dimensão da vida em casal é apenas mais uma da vida, e não uma revelação mágica que muda tudo para sempre. Elas amam os seus parceiros tal como são, e não os transformam nos responsáveis pela sua própria felicidade. Paradoxalmente, elas são mais felizes assim.

Autocuidado, a conquista de si mesma

Há uma diferença grande entre o autocuidado e a vaidade. O autocuidado tem a ver com a proteção da integridade própria. Do bem-estar pessoal, da saúde. Também, é claro, envolve a aparência. Tem a ver com o fato de se sentir agradável de um modo próprio. Ou seja, não são os outros que dizem como você deve se enxergar, é você quem decide isso.

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A vaidade, por outro lado, busca agradar aos olhos dos outros. É uma característica própria das mulheres que querem ser julgadas com gestos de aprovação pelos outros. Elas precisam que os outros as vejam como belas e são capazes de tudo para conseguir isso, até mesmo de passar por grandes inconvenientes ou de colocar suas vidas em perigo. Seu conceito de beleza é ditado pelas revistas, pelos anúncios, pelo mercado.

As características que definem as mulheres sábias têm a ver com um elemento comum: o amor próprio. É fácil dizer isso, mas para poder construir uma verdadeira autoestima, é preciso superar muitos preconceitos e fantasias. O esforço vale a pena, pois no final o prêmio é uma vida mais livre e plena.

Imagens cortesia de Kathrin Honesta.

Fonte-https://amenteemaravilhosa.com.br