Arquivo | setembro 2013

Confesso, eu sou estabanada! – Elisabete Cunha

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Confesso, eu sou estabanada!

Nunca fui uma mulher mignon , delicadinha, princesinha e pequenina…Sempre fui uma mulher grande, ossos largos, pernas compridas e tenho quadril e peito… sou brasileira com a mistura perfeita de um povo que veio do Porto – Portugal nos anos 20 do século passado para ganhar a vida em armazéns de secos e molhados das usinas de cana de açúcar do recôncavo baiano e a brejeirice e” baianidade” do povo do recôncavo ( Qual é o problema de aceitarmos de bom grado o  auto elogio?…modéstia? Só que não!). Poucas vezes na vida entrei num 36 , acho que quando tinha uns 14, 15 anos…Hoje vivo oscilando entre o 44 e o 46 (Lojas lembrem-se disto, existem mulheres normais  sem serem necessariamente obesas que não usam só de 36 ao 40, ok?). Sempre fui muito estabanada, sempre as coisas caem da minha mão, sempre tropeço, sempre bato a cabeça nas vitrines, estou sempre com o corpo roxo de bater em algum lugar….

Não sou daquelas estabanadas muito desajeitadas, sem modos, aliás, falta de modos para mim é o mesmo que não ter educação, e eu sei me portar em qualquer lugar como qualquer outra pessoa muito bem educada, mas não posso fazer nada diante dessa minha inquietude e expansividade que são marcas registrada da minha personalidade.Se eu fosse lutar contra isso, estaria indo contra a minha essência, e essa, eu quero mais é regar, em taças de cristal Baccarat, com muita alegria e risos escancarados, mesmo que a estabanada aqui acabe quebrando todas elas…
Posso não ser tão delicada por um aspecto, mas possuo a delicadeza das pessoas educadas, afáveis, que prezam os amigos e todos aqueles que estão à sua volta, e que não tem vergonha de sorrir e de ser feliz exatamente como são. Gente que se acha demais e melhor do que os outros por questões estéticas e financeiras, estas sim, são estabanadas com a própria vida...

Sou menina levada, sou criança crescida com contas para pagar. E mesmo pequena, não deixo de crescer. Trabalho igual gente grande, fico séria, traço metas. Mas quando chega a hora do recreio, aí vou eu… Escrevo escondido, faço manha, tomo sorvete no pote, choro quando dói, choro quando não dói. E eu amo. Amo igual criança. Amo com os olhos vidrados, amo com todas as letras. A-M-O. Sem restrições. Sem medo. Sem frases cortadas. Quer me entender? Não precisa. Quer me fazer feliz? Me dê um chocolate, um bilhete, um brinde que você ganhou e não gostou, uma mentira bonita pra me fazer sonhar. Não importa. Todo dia é dia de ser criança e criança não liga pra preço, pra laço de fita e cartão com relevo. Criança gosta mesmo é de beijo, abraço e surpresa!

(E eu – como boa criança que sou – quero mais é rasgar o pacote com toda minha *” estabanagem”)

Muito Prazer, meu olhar economiza palavras…e ás vezes até xinga !

* Significado de Estabanada-adj. Fam. Desajeitada, desastrada…poizé!
* Signifado de Estabanagem – Verbo que inventei agora, acho que nem existe…perdão!
 
 
 
 

 

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Síndrome de Burnout – O QUE É?

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Em poucas palavras, a Síndrome de Burnout pode ser definida como um estado de esgotamento físico e mental em consequência de fatores ligados ao trabalho. A expressão inglesa “to burn out” significa “queimar-se, consumir-se por completo” e foi muito empregada em décadas passadas no esporte para referir-se a atletas que já tinham dado tudo o que podiam e não conseguiam mais manter o desempenho. Os primeiros estudos sobre esse problema foram feitos pelo psicólogo alemão radicado nos Estados Unidos Herbert J. Freudenberg, ainda nos anos 70. De lá para cá, não só o número de trabalhos científicos sobre o assunto se multiplicou, como também os casos identificados: segundo uma pesquisa publicada pela International Stress Management Association do Brasil (ISMa-BR), cerca de 30% dos trabalhadores brasileiros são vítimas da síndrome, considerada por muitos especialistas como o nível mais alto do estresse.

Prejuízo duplo

Evidentemente, a primeira e maior vítima do burnout é o profissional. Os sintomas podem ser físicos, que vão desde um “simples” cansaço até infarto do miocárdio; comportamentais, como impaciência e agressividade; e psíquicos, como falta de memória, fadiga crônica e estado depressivo. Por outro lado, também as empresas perdem, uma vez que terão funcionários pouco produtivos, além da possibilidade de licenças médicas. Estima-se que o Brasil tenha um prejuízo de 3,5% no Produto Interno Bruto (PIB, ou a soma de todas as riquezas produzidas pelo país) anualmente devido à improdutividade relacionada ao burnout.

Vítimas Preferenciais

Teoricamente, profissionais de todas as áreas estão sujeitos ao burnout. No entanto, estudos indicam que os mais afetados pelo problema são médicos e enfermeiros, seguidos de professores, psicólogos, assistentes sociais, policiais e bombeiros. Em comum, à exceção dos professores, são profissões que colocam o indivíduo em contato com outros, em geral, em situações desconfortáveis, de sofrimento e até morte. O fato de se sentir impotente diante de situações desesperadoras acaba gerando um estresse difícil de ser controlado, uma vez que a cada dia tudo pode se repetir.

Sintomas mais comuns

– Fadiga, apatia e desânimo constantes, mesmo quando se está de folga ou em férias;

– Irritabilidade, falta de concentração e baixo rendimento no trabalho;

– Baixa autoestima, insônia, palpitações, dores de cabeça e desordens gastrointestinais;

– Comportamento agressivo com os colegas de trabalho;

– Relacionamento cada vez mais distante com amigos e familiares;

– Uso de medicamentos ou bebidas alcoólicas para relaxar;

– Sensação de estar sobrecarregado(a) de trabalho o tempo todo;

– Vida sexual insatisfatória;

– Falta de perspectivas em relação ao futuro e sensação de que o trabalho não é recompensado como deveria;

Prevenção

O primeiro passo para se curar do burnout é reconhecer que sofre com o problema e buscar tratamento com um psicólogo, psiquiatra ou assistente social. Mas, tal como acontece com outras modalidades de estresse, o ideal é prevenir-se e evitar que o problema atinja o nível que exija tratamento.

Veja algumas atitudes que ajudam a evitá-lo:

– procure estreitar os laços familiares e de amizades fora do trabalho;

– pratique atividades físicas ou um esporte que lhe dê prazer;

– se possível, faça algum trabalho voluntário;

– se possui crença religiosa, dedique um pouco mais de tempo à sua religião;

– faça alguma terapia que proporcione relaxamento, como yoga ou tai chichuan, por exemplo;

– se a insatisfação com a profissão é muito grande, atualize o currículo e, se possível, arrisque uma mudança para alguma área que realmente goste;

– busque o autoconhecimento e respeite seus limites físicos e mentais;

– evite ao máximo levar trabalho para casa, especialmente nos finais de semana, que devem ser dias de descanso total;

– cuide da alimentação, evitando alimentos gordurosos e industrializados, bem como excessos, principalmente de bebidas alcoólicas;

– sempre que possível, dê uma pausa no trabalho, nem que seja para tomar um copo de água apenas e aproveite para fazer alongamentos, respirar fundo e dar uma relaxada de leve.

Workaholism

Nem sempre a causa da Síndrome de Burnout está na profissão em si, mas no indivíduo. Mais especificamente, no comportamento diante do trabalho. A situação tem até um termo específico: workaholism, um trocadilho em língua inglesa com as palavras work (trabalho) e alcoholism (alcoolismo). Assim, pode ser traduzida por vício em trabalho e descreve um dos comportamentos que mais geram o burnout. Em geral, o workaholic é perfeccionista, tem uma grande paixão por sua profissão e cobra muito de si mesmo (e dos colegas de trabalho). A princípio, parece ser algo positivo, pois é um indivíduo altamente produtivo. No entanto, devido a esse envolvimento intenso, quando há risco de perda do emprego ou os resultados esperados não são alcançados, o trabalhador se torna uma vítima potencial de burnout. O impacto de uma notícia negativa será sempre maior para esse tipo de pessoa, por isso, é preciso estar atento aos sintomas, que são bem subjetivos e silenciosos. Em geral, quando o workaholic chega ao extremo, já é tarde demais.

FONTE- Fernanda Rocha faz parte do grupo psiconlinebrasil
para atendimentos online clique aqui

Sobre a ansiedade de cada dia – Por Clarissa Corrêa

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Não sei ficar parada, com a cabeça em algum lugar, pensando em como seria a minha vida. É claro que sonhar é bom, mas não tenho paciência para ficar vendo a coisa acontecer, prefiro tomar uma atitude e ver se dá certo. E se não dá vou tentando, porque o que é nosso uma hora chega. Mesmo que perca a hora ou passe do ponto.
 
Sou daquelas que paga para ver. E o que vejo nem sempre é bom, mas dou um jeito de embelezar as coisas. Acho que nós fazemos o nosso mundo. Na verdade, fazemos tudo: nosso trabalho, nossos amigos, nosso amor, nossa paixão por pessoas e coisas. Nós é que decidimos como queremos viver nossos relacionamentos. Nós é que estabelecemos, secretamente ou não, o que aceitamos. Você vive uma vida conturbada porque de uma forma ou de outra atrai isso. Por isso, é sempre bom decidir e colocar dentro da cabeça o que não queremos de forma alguma. É, eu sei que nem tudo sai como o esperado, tem coisa que foge das nossas mãos. Mas acho que o que nos pertence chega. Uma hora é claro que chega. 
 
Tenho a mania de querer tudo para ontem, de ficar gastando energia e pensamento em coisas que nem sempre posso modificar. Estou trabalhando essas pequenas questões, tentando não ser tão apressadinha com resultados, retornos, decisões. Nem tudo acontece na hora em que achamos que deveria acontecer. E é isso que eu tento me dizer: calma, calma, a vida tem o seu tempo. 
 
Talvez eu seja muito otimista, sei lá. Mas prefiro viver achando que tudo vai ser sempre melhor do que ficar com a cara amarrada perdendo o melhor da festa. E o melhor é o que acontece justamente hoje. É que nem uma dieta: tem gente que só quer ver os quilos diminuírem ao subir na balança. Essas pessoas esquecem de apreciar o passo a passo, a trajetória, cada pequena conquista. O resultado não é o mais importante, o que vale é mudar a postura em relação ao alimento, é modificar esse relacionamento.  Não adianta nada chegar no peso ideal e voltar a comer desesperadamente, pois você vai engordar tudo de novo (e talvez até um pouco mais). Comer é bom, sim, mas é apenas uma coisa que fazemos na vida. Não é a nossa vida. Essa é a grande diferença. Não dá para focar apenas no destino, a gente precisa apreciar a paisagem que vai passando pouco a pouco pela nossa janela. Essas são as coisas simples da vida.
 
 
 
(Por isso, ao invés de correr contra o relógio eu vivo agora de uma forma mais leve. Acredite, isso é libertador.)

Nódulos na Tireóide – O que fazer ?

tumblr_mpm40eX7C01r3nz20o1_500Arte Henri Matisse

 

O que fazer em caso de nódulos na tireóide

Muita gente chega a meu consultório preocupada com os nódulos da tireóide. O que poucos sabem, porém, é que esses nódulos são relativamente comuns e podem ser detectados em cerca de 3% da população, seja pelo auto exame do paciente (olhando o pescoço no espelho) ou pelo exame médico. Se utilizarmos rotineiramente o exame ultra-sonográfico, vamos encontrar nódulos em 30% dos indivíduos com mais de 45 anos. Ou seja, eles são bem mais freqüentes do que a maioria imagina. O problema maior é saber se o nódulo é benigno ou maligno (câncer de tireóide).

Investigação de familiares é fundamental

O primeiro passo, portanto, é investigar os antecedentes familiares do paciente, com um aprofundado questionamento sobre casos de câncer de tireóide na família. A pesquisa deve incluir os avós, tios e tias, irmãos, pai e mãe, pois muito dos casos de nódulos malignos são de origem familiar. Depois o médico deve fazer um exame físico para verificar se o nódulo é firme, duro, se cresceu rapidamente e se existem gânglios (“pequenos caroços no pescoço”). E finalmente, indicar a ultra-sonografia – o melhor exame para “ver” o nódulo. Na ultra-sonografia é possível verificar se o nódulo tem liqüido (nódulo cístico), se é sólido, se ele apresenta calcificações. Examina-se ainda o contorno do nódulo e identificam-se gânglios. O ultra-sonografista pode sugerir (mas não comprovar) se o nódulo é benigno ou maligno.

O “teste de ouro” é uma etapa decisiva

Passadas todas essas etapas, o teste final, ou “teste de ouro”, como se diz no jargão médico, é a punção aspirativa do nódulo. Todo mundo se arrepia de medo e angústia quando imagina enfiar uma agulha no pescoço. Mas vamos pensar juntos: a pele do pescoço tem pouca enervação (pouca sensibilidade) e a introdução de agulha fina, siliconizada, não irá provocar grande dor ou desconforto. Além disso, o profissional irá acompanhar por meio de ultra-sonografia o caminho da agulha até a entrada no nódulo. Em seguida aspira as células do nódulo e as examina no microscópio.

80% dos nódulos são benignos

Nos melhores centros médicos, 90% da punção aspirativa retira células suficientes para o exame; nos 10% restantes nova punção poder ser necessária. A chance de o nódulo ser benigno é enorme (mais de 80%), mas, como medicina não é uma ciência exata, muitas vezes o profissional não consegue um diagnóstico totalmente preciso. A conclusão pode ser: indeterminada.

Nesses casos, o paciente deve considerar a possibilidade de outros testes com o material colhido da punção (tais como pesquisa de outros elementos que separam benignos de malignos). Pode-se recorrer também a fixação de certos compostos radioativos que se “grudam” nos malignos, mas não nos benignos. Existem outros métodos de imagem que ainda confirmam benignidade (o exame chamado PET). Enfim a coordenação entre o seu médico, o especialista em ultra-sonografia e o citologista irá resolver o caso em cerca de 80% das vezes.

As situações indicadas para cirurgia

Para nódulos com mais de 2cm, dependendo da idade e sexo masculino/feminino, é possível que a melhor indicação seja a cirurgia. Freqüentemente o cirurgião manda examinar o nódulo durante a operação e, no caso de ser benigno, apenas retira parte da glândula. Nesse caso, não há nenhum prejuízo para o paciente, porque a outra metade continua produzindo hormônios em nível adequado e suficiente.

Minha recomendação aos que têm algum tipo de preocupação em relação a esse problema é ser otimista. A maioria dos nódulos na tireóide é do tipo benigno e os médicos conseguem chegar a um diagnóstico sem necessidade de operar.

Martha Medeiros

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Todo pedido é uma transferência de poder. Você quer que alguém, ou algo, uma entidade cósmica qualquer, tome conta dos seus dias. Não fique devendo esse favor para os céus. Cancele a encomenda e meta você mesmo a mão na massa. Seja mais legal com seus irmãos, tome banho de chuva, dê um beijo surpresa em quem você ama, cuide dos seus dentes, aproveite sua juventude, viaje de trem, ande de bicicleta, responda os e-mails recebidos e passe horas dentro do mar. Trate de fazer as pazes com o espelho, de se espreguiçar, de dizer bom-dia pro porteiro e de dançar sozinho no meio da sala. Comece a correr atrás dos seus sonhos, a valorizar as coisas simples e a zelar pelo o que só você tem: sua vida.”

  Martha Medeiros

O sentido da vida – Cora Coralina

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“Não sei se a vida é curta ou longa para nós, mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser: colo que acolhe, braço que envolve, palavra que conforta, silencio que respeita, alegria que contagia, lágrima que corre, olhar que acaricia, desejo que sacia, amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo, é o que dá sentido à vida. É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira, pura enquanto durar. Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina.”

Cora Coralina

Desejos

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Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.
Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconseqüentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim,
Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.
Desejo depois que você seja útil,
Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.
Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.
Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
É preciso deixar que eles escorram por entre nós.
Desejo por sinal que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.
Desejo que você descubra ,
Com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.
Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque, assim, você sesentirá bem por nada.
Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore.
Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga `Isso é meu`,
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.
Desejo também que nenhum de seus afetos morra,
Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.
Desejo por fim que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher,
Tenha um bom homem
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer,
Não tenho mais nada a te desejar.

Sergio Jockymann