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Conselhos De Puta Velha – Ísis Toth

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1. Não se esforce demais. O lingerie de seda, o perfume importado e o jantarzinho a luz de velas com vinho caro é para quem merece. Algumas mulheres têm mania de pegar um ficante que encontrou há a uma semana na balada, levar pra casa e tratar como um rei. Tratamento vip é para namorado firme e marido, se merecerem. Porte-se como uma joia rara e como tal não se doe facilmente para o primeiro que aparecer, não importa o nível da sua carência, seja valiosa.

2. Pare de ser tão boazinha. Abrir mão do que gosta, mudar o jeito de ser, deixar de se divertir, só porque começou um relacionamento e está apaixonada? Homem gosta de mulher com vida própria, orbitar em volta dele é receita certa para o fracasso, ele pode momentaneamente demonstrar que gosta deste estilo, mas logo se cansa. No fim você perde o namorado e os amigos. Sem contar que ele não vai abrir mão de assistir futebol para ficar com você. Use o mesmo critério para lidar com ele e no fim ele estará te acompanhando em tudo, feliz da vida, afinal é muito bom estar ao lado de pessoas que tem vida.

 

3. Pare com os joguinhos. Os casais perdem a oportunidade de se conhecer de verdade e sem máscaras. Está manjado demais transar só no terceiro encontro, não responder a mensagem antes de 60 minutos, só atender o telefone no quinto toque, fazer ciúmes sem necessidade e fingir que não dá a mínima. Encontrar o equilíbrio entre ser disponível demais e ser inacessível está difícil. Ninguém mais demonstra interesse e tesão pelo outro de forma saudável. Nunca sabemos se o outro não liga no dia seguinte porque não está interessado ou porque está se fazendo de difícil para valorizar o passe. Ter tato para não perder a dignidade e saber a hora de bater em retirada é importante, mas um pouco de transparência e sinceridade não faz mal a ninguém. Se for fazer joguinho, seja inteligente, crie novos truques, pois alguns já estão batidos demais.

4. Jamais se rebaixe. Não importa qual foi a traição, a culpa é do seu parceiro e não da “vagabunda” que ele comeu, a não ser que ela tenha colocado um revolver na cabeça dele. Essa história de mulher bater na amante é ridícula. Nenhum homem é digno de escândalos e manifestações públicas de ciúmes, isso inclui as indiretas nas redes sociais. Mesmo que tiver chorando lágrimas de sangue, fique em cima do salto, ninguém precisa saber da sua condição miserável, não dê esse gostinho para as inimigas e para algumas amigas falsas e invejosas. Aprenda, para algumas pessoas só contamos as vitórias!

5. Seja você mesma. A performance do filme pornô de quinta categoria não precisa necessariamente ir para sua cama, nada mais patético que a mulherada que finge orgasmo e ainda quer contar vantagem “ pras amiga”. Sem contar que se a coisa for forçada demais o homem percebe. Já ouvi depoimentos de caras que simplesmente brocharam em situações assim. Nada contra quem gosta do estilo e faz porque realmente gosta e está com vontade, mas tudo que é falso e feito somente para tentar impressionar o outro pode gerar efeito contrário.

7. Escolha bem seu parceiro use a razão não só o coração. A mulherada lutou e luta tanto por igualdade, mas hoje tem jornada dupla e até tripla para dar conta da vida profissional, casa, filhos e marido. Queria saber onde está a igualdade nisso, pois enquanto a mulher se desdobra, muitos maridos estão no sofá assistindo tv ou no bar com os amigos. Quando for se relacionar com alguém, antes de se envolver loucamente em um amor de pica sem fim, preste muita atenção na sogra, veja como ela trata os filhos. Dá tudo na mão, recolhe os sapatos e meias sujas pela casa, faz o pratinho de comida com o feijão em cima, lava as cuecas, defende cada um até a morte mesmo que estejam errados? Se for esse o caso, AMIGA CORRAAAAA! Caso contrário, você será uma forte candidata a Amélia emancipada.

8. O borogodó Magnetismo pessoal e amor próprio vale mais que um corpo sarado. A mulherada está caprichando tanto no treino, na lipoaspiração e no silicone, mas o número de fracassos amorosos não diminui. Outra ala se sente gorda demais e sem autoconfiança para atrair o sexo oposto, mas também não faz nada para mudar. Existem mulheres que aparentemente não possuem nada de especial, podem até ser “feias”, porém, por alguma razão os homens caem aos seus pés. Esse magnetismo em algumas mulheres vem de onde? O que elas têm é independência emocional, se apoiam sozinhas, se bastam, tem outras metas além de agarrar um homem, estudam, trabalham, viajam e são felizes sozinhas ou acompanhadas. Não vivem carentes chorando pelos

Esse título foi inspirado por uma grande amiga, prostituta aposentada, que acumulou uma experiência de vida que poucas vezes vi igual. Na verdade, ela tem a idade da minha mãe e sempre me deu conselhos dizendo: – Ouve o conselho dessa puta velha! Por incrível que pareça, toda vez que não seguia os conselhos dela me dava mal. Esta mulher até hoje tem em suas mãos tudo que quer e um poder de atração de dar inveja a qualquer ninfeta de 20 anos, soube investir todo dinheiro que ganhou e tem uma vida mais que tranquila ao lado do grande e único amor de sua vida. E quando pensamos em puta, pensamos logo em promiscuidade e vender o corpo, mas tem muita puta por aí mais digna e honesta que certas mulheres tidas como “damas da sociedade”, mas que já se venderam mais que tudo e por muito pouco. Histórias assim são para quebrar os paradigmas e fazer repensar alguns valores, sem contar que chacoalham os puritanos, as feministas e críticos de plantão.

Texto baseado no livro de Argov,Sherry – Por que os Homens Amam as Mulheres Poderosas? Sextante / Gmt
Autora:Ísis Toth

 

Seja gostosa pra você!

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Gostosa é uma palavra muito boa. Qualquer coisa gostosa remete a algo bom, a deleite, a prazer. Mulher gostosa então, é um atalho para a felicidade. Todavia, quando usada para seres humanos (de qualquer tipo), essa palavra maravilhosa precisa vir com um asterisco. *Ser gostosa não depende de corpo, de medida, de viço da pele ou quilômetros rodados na academia.

Gostosura é libido, malemolência, cheiro. Uma mina gostosa tem charme e qualquer coisa de poderosa. Tem um corpo que ri, que goza, mas veja, não é o pedaço de carne que é gostoso, é toda ela. Daí, meu amigo, não importa o peso que marca na balança, não importa se o peito foi inflado com silicone ou se a bunda foi moldada por trezentos chutes na aula de boxe.

Não importa se tem cicatriz de cesárea e nem curvas demais ou de menos. A gostosura mora dentro. Gente gostosa é aquela que encaixa na gente, que derrete as certezas e esquenta o sangue nas veias. É quem excita só com o cheiro ou com o despretensioso caminhar matinal. Estamos finalizando e é preciso deixar claro: a gostosura está em quem vê, está na troca, no encaixar da boca no ouvido, do olho no olho.

Se ela tem o corpo das propagandas de cerveja e biquíni? Não, ela não tem. Mas vou te dizer, ela é gostosa pra caralho.

Texto por LIA BOCK

JEAN-MICHEL BASQUIAT

A arte é uma linguagem, e a perfeição técnica isolada não pode comunicar porque não é individual. Jean-Michel Basquiat é a prova de que na escola não se aprende tudo: não tendo formação acadêmica, tornou-se num dos pintores mais conhecidos da Pop Art, comunicando sentimentos e emoções em bruto.

 

Apesar de não ter qualquer educação formal e de ter morrido bastante jovem, Jean-Michel Basquiat entrou para a História da Arte americana e, consequentemente, para a mundial. Quem era este jovem que foi amigo íntimo de Andy Warhol e, segundo consta, namorou com Madonna?

Jean-Michel Basquiat nasceu em Brooklyn, em 1960, mas os pais eram imigrantes de Porto Rico e do Haiti. Conhecendo bem a vida nos subúrbios e os problemas a ele inerentes, como o racismo, a imigração e a exclusão social, Basquiat tornou-se um símbolo dos desenhos urbanos dos anos 80.

Começou por ganhar destaque com os graffiti que fazia em Manhattan com a sigla SAMO (Same Old Shit). Interessado em hip-hop, jazz, basebol e boxe, mas também em poesia francesa, Leonardo Da Vinci e arte modernista, cedo se iniciou na pintura, comunicando com clareza e urgência a sua própria experiência de vida num tom neo-expressionista. As suas criações são uma combinação de símbolos, escrita e cores encontradas fora da “normalidade”: são as cores da cidade, das ruas e do mundo em que viveu. Nos anos 80 – quando tinha apenas 20 anos –, Basquiat ganhou reputação no meio artístico pela realidade que, de uma forma completamente nova, apresentava nos seus quadros. Inspirado na pintura dos países de origem dos seus pais e também na cultura africana, ele consegue dominar a cor, mesclando-a com palavras crípticas e garrafais. Assim, a fama surgiu-lhe quase imediatamente, catapultando-o para a vida artística nas mais conceituadas galerias de Nova Iorque, e inserindo-o nos círculos de artistas mais em voga de então – como Andy Warhol com quem colaborou a partir de 1984 e de quem se tornou amigo próximo. Não obstante todo o sucesso conquistado, Basquiat era uma pessoal atribulada que cedeu ao domínio da toxicodependência. Acabou por morrer de overdose de heroína em 1988, um ano depois do seu grande amigo e mentor, Andy Warhol. Tinha apenas 27 anos e deixou o mundo artístico como sendo o primeiro artista negro de relevo no mundo ocidental. Sem dúvida, um nome incontornável da pintura, especialmente de um dos mais inquietantes movimento artísticos do século XXI, a Pop Art.

pintura arte pop

Pegasus 1987. Acrylic, graphite and colored pencil on paper mounted on canvas. Courtesy John McEnroe Gallery

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Gravestone 1987. Acrylic, oil and oil paintstick on wood. Collection Enrico Navarra

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Jim Crow 1986. Acrylic and oil paintstick on wood. Private Collection, Paris

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Philistines 1982. Acrylic and oil paintstick on canvas. Collection of Mr. and Mrs. Thomas E. Worrell Jr.

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Native Carrying Some Guns, Bibles, Amorites on Safari 1982. Acrylic and oil paintstick on canvas. Collection of Hermes Trust (Courtesy of Francesco Pellizzi)

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Exu 1988. Acrylic and oil paintstick on canvas. Collection Aurelia Navarra

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Untitled 1981. Acrylic, spray paint, and oil paintstick on canvas. Courtesy The Stephanie and Peter Brant Foundation, Greenwich, CT

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Untitled 1981. Acrylic and spray paint on canvas. Collection of Annina Nosei

Texto de DIANA CALDEIRA GUERRA

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A Felicidade na Vitrine


Em nenhuma outra época “ser feliz” ganhou tanta notoriedade. Mas será que é necessário tanto estardalhaço para mostrar ao mundo o quanto valorizamos nossas conquistas?

A felicidade é o novo status?

Não sei dizer do que mais gostei no livro “O Arroz de Palma”, de Francisco Azevedo. O livro é delicado e simples; seus personagens são repletos de defeitos e virtudes, com abundância daquilo que existe de mais humano em nós. Tia Palma e Antonio, os personagens centrais, parecem nossos chegados, e tia Palma não peca pelo excesso de palpitações. Um dia, a pitoresca senhorinha vai passear na casa de Antonio. Chegando lá, se depara com o arroz_ que tem uma história linda_ exposto dentro de um pote de cristal no restaurante do sobrinho. Sábia, pega o rapaz pelo braço e aconselha baixinho:

” O arroz é tua felicidade. Não deves fazer alarde dela. A felicidade desperta mais inveja que a riqueza.”

Tia Palma tinha razão. Expôr a felicidade é vaidade. Não basta ser feliz, ter afetos à sua volta, comida à mesa, teto, paz? É preciso expôr para validar?

Com o tempo a gente aprende: A alegria incomoda. E desperta desejos. Sempre haverá alguém querendo experimentar um pouquinho do seu arroz_ esse, que você valoriza tanto.

Não é pecado ser feliz. Não há nada de errado em irradiar alegria. O perigo é usar isso para alimentar o ego. Felicidade e ego não combinam, e é aí que muita gente se dá mal. Felicidade é benção. O arroz é benção. Mas quando você se engana colocando-o num pedestal e se infla por possuí-lo, ele deixa de ser dádiva. Passa a ser instrumento de sua vaidade, e atiça a cobiça.

Não precisamos ser publicitários de nosso bem estar. Não é preciso estardalhaço para mostrar ao mundo nossa vitória_ contra a solidão, contra a baixa estima, contra o tédio. É fácil vestir um personagem e mostrar a perfeição, mas aprendi que quem tem certeza de que é possuidor de riquezas não fica mostrando por aí. Não precisa postar no facebook nem viver de aparências.

Se você não deseja inveja à sua volta, permita-me um conselho: Cuide de seus canteiros com humildade. Exercite o encantamento do agricultor que se maravilha com o desabrochar da roseira mas não tenta esconder os espinhos nem as pragas.

Toquinho, em “À sombra de um Jatobá”, cantou lindamente : “Poucas coisas valem a pena, o importante é ter prazer… longe do amor de quem nos finge amar…”

Preste atenção à sua volta. Você não precisa de bajuladores, de um milhão de amigos que reafirmem quem você é. O importante é ter poucos e bons afetos, aquela turminha que sabe do seu sabor, de suas lutas diárias e vitórias merecidas.

Gosto de gente sem agrotóxico. Que não tem vergonha de sua casca “mais ou menos” e se perdoa pelas pragas. Que não tem medo de expôr suas fragilidades do mesmo modo que se vangloria de suas virtudes.

Gente que não se infla para parecer maior do que é. Gente que se humaniza e se aproxima de mim.

Que não faz alarde de sua felicidade, mas valoriza o que vale a pena _ como a sombra de um Jatobá…

Texto: FABÍOLA SIMÕES

Rejeição?

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Sentir-se rejeitado é algo doloroso e difícil de aceitar.

Em muitas ocasiões, com a intenção de não sermos rejeitados, nós traímos a nós mesmos em benefício do que querem os demais. Somos educados para conseguirmos a aceitação dos demais, por isso a rejeição é algo que evitamos tanto quanto uma doença.

Existem dois tipos de rejeição: a rejeição exterior, da sociedade, e a interior.

Não podemos evitar a rejeição exterior. Quantas vezes nós também já rejeitamos alguém? Sejamos sinceros… certamente fizemos isso algumas vezes. Não podemos fazer nada para reverter a rejeição, mas podemos nos tornar imunes a ela ou, até mesmo, ignorá-la.

Por outro lado, o que fazer com a rejeição interior? Esta é a mais difícil. Esta rejeição está em nossa mente; nós achamos que devemos ser rejeitados e este sentimento é o mais difícil de eliminar. É uma rejeição tóxica.

Em que nos transforma a rejeição?

Nos sentirmos rejeitados nos transforma em pessoas extremamente suscetíveis. Tudo nos causará dano e não saberemos apreciar as coisas boas.

A rejeição também nos transforma em pessoas inseguras. Não conseguiremos encontrar nosso lugar no mundo se não o aceitarmos.

Por último, a rejeição faz com que descuidemos de nossa pessoa. Não nos cuidamos, não nos preocupamos com nós mesmos. Além do mais, transmitiremos essa rejeição que sentimos aos demais. É um círculo negativo. 

Técnicas para nos sentirmos livres da rejeição

Para nos libertarmos de tudo de negativo que a rejeição nos proporciona, o que devemos fazer? Contaremos agora!

Utilize a sabedoria

Seja sábio quanto à rejeição. Do que adianta você se sentir assim? Você está evoluindo? De verdade? Você está bloqueando a si mesmo. Ninguém está rejeitando você, você está fazendo isto a si mesmo. Você deve se sentir seguro de si mesmo, use a cabeça! Decida rejeitar a rejeição e aprenda a desfrutar da vida.

Invista em si mesmo

Para gostar do outro, primeiro você tem que gostar de si mesmo. Quando se tem amor próprio, a rejeição pouco ou nada importa. Aceite a você mesmo e, depois, aceitará aos demais. Não use as coisas ruins que você já fez ou que possa vir a fazer para se culpar ou se rejeitar. Você é humano! Perdoe-se e tire algo de bom disso.

Fale bem de você

Sabemos falar bem dos demais, mas e de nós mesmos? Por que é tão difícil? O que acontece? Há algo que nos bloqueia, algo que nos faz pensar que não devemos falar bem de nós mesmos. Pense em seus pontos fortes, em seu potencial, em tudo aquilo de bom que você tem. Diga aos demais e também a você mesmo! Pense em tudo de positivo sobre a sua pessoa.

Presenteie-se com o melhor

Coma o melhor, vista o melhor, arrume-se, sinta-se saudável, livre… O que eu conseguirei com isto? Sentir-se positivo, com força. Presenteie-se com um bom livro ou com algo que considere um prêmio para você. Premie-se e se sentirá melhor com você mesmo. Não busque desculpas e justificativas de por que você não merece. Se deseja algo, faça disso um presente para si mesmo! Você se sentirá mais positivo e feliz.

Pessoas de sucesso

Cerque-se daqueles que já conseguiram o que queriam, não se deprima! Utilize a influência e o exemplo dessas pessoas para acreditar em você mesmo, para pensar que você também pode conseguir o que quer. Não se sinta rejeitado, todos podemos! Mas só se confiarmos em nós mesmos e realmente quisermos ir em frente.

Julgue-se sempre para melhor

A rejeição também tem a ver com com a autocrítica. Devemos nos avaliar, mas sempre para evoluirmos e nos sentirmos bem. O que temos feito de ruim? Como devemos proceder? São perguntas que deveríamos fazer a nós mesmos.

Estas técnicas serviram para você? Você está consciente dos inconvenientes de se sentir rejeitado? Você é o único que pode sair dessa rejeição, ninguém irá fazer isto por você. Não espere que isto desapareça por magia. Confie em você mesmo, raciocine sobre os inconvenientes de fazer você se sentir assim. Você é inteligente. Ninguém deveria evitar que você consiga aquilo que deseja, nem você mesmo.

Fonte- https://amenteemaravilhosa.com.br

Livre-se das relações tóxicas, afaste da sua vida quem lhe faz mal .

 

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Em alguns momentos de nossas vidas percebemos que mantemos ao nosso lado pessoas e relações que não valem a pena, nos fazem mal ou que esgotam nossas energias.

Nem tudo são flores e em muitos casos não podemos escolher quem nos cerca, não há como pulverizar o colega de trabalho invejoso, o chefe arrogante ou o filho problemático, mas podemos selecionar melhor, por exemplo, com quem vamos cultivar uma amizade, nos relacionar na internet, entregar nosso amor, etc.

Muitas vezes contribuímos para isso adotando a postura de salvador do mundo ou o bonzinho 24hs, atendendo a todos, engolindo sapos, aceitando o inaceitável e compreendendo o incompreensível…

 Agimos desta forma por inúmeros motivos, talvez uma carência mal resolvida ou o hábito de medir nosso valor apenas pela opinião alheia, de qualquer forma é preciso estar atento para não pisotear a auto­-estima e se anular apenas para ser aceito ou pelo medo de ser rejeitado.

Em várias situações os abusos são consumados justamente porque permitimos, na verdade nem sempre somos “vítimas” dos mal intencionados e sim, responsáveis por dar abertura a quem não deveríamos e ainda mantê-­los em nosso convívio.

Por mais que queiramos exercitar a paciência, a tolerância, o perdão, a 

compreensão é quase impossível aplicar isso com certas pessoas. É preciso ser

prático para analisar bem com quem estamos gastando nosso precioso tempo.

O fato é que algumas relações nunca mudarão mesmo que façamos maravilhosamente o nosso papel, existem aqueles que nos fazem mal voluntariamente e não estão preparados ou interessados em interações saudáveis.

 Quando percebemos que estamos lidando com alguém nocivo é necessário nos afastarmos, deixar a culpa de lado e seguir em frente. Sentimos culpa porque em nosso íntimo acreditamos que é preciso ser sempre benevolente e compreensivo, do contrário, estaríamos agindo de forma egoísta ou cruel.

Mas não é bem assim.

Todos temos limites e limitações, não é vergonha ou maldade desistir

 de manter em sua vida alguém que não lhe agrega absolutamente nada e

que transforma a convivência em um verdadeiro inferno.

Todo tipo de relação requer entrega e reciprocidade, quando continuamos dando “murro em ponta de faca”, no final restam apenas exaustão física, mental e emocional…

Joga fora no lixo! Já dizia a sábia Sandra de Sá 🙂

Não mantenha em sua vida quem lhe prejudica, maltrata, aborrece ou entristece, desapegue-­se da imagem de bom moço ou boa moça que deseja avidamente pintar para o mundo, respeite seus sentimentos, diga adeus a quem não veio somar, não valoriza seus esforços, amor ou amizade e sequer tenta ser alguém melhor para contribuir nesta troca.

 É necessário resgatar o nosso amor próprio e fazer uma faxina nas relações de tempos em tempos para que possamos recuperar nossas forças e seguir adiante, deixando de lado o remorso irracional que sentimos ao abandonar algo que nos faz mal e valorizando a lição que isso nos trouxe.

Não é nenhum crime se afastar do amigo falso, do namorado mulherengo ou do colega inconveniente, tenha consciência de que você não é responsável pela evolução de todos os que passam pelo seu caminho, nem é preciso endireitar todo pau que nasce torto… 

Não  somos  obrigados  a  aceitar  tudo,  devemos  fazer  o  bem  também  a  nós  mesmos, respeito  é  imprescindível,  e  neste  caso  é  o respeito  pelos  nossos  limites  e vontades.

Escolher, quando possível, quem desejamos manter em nossas vidas é um direito que nos cabe e um dever para com a nossa felicidade.

Sua decisão, pode surgir ressentimentos, atritos e até difamações afinal muitos preferem julgar e apedrejar o que lhes foge ao entendimento pois é mais fácil do que fazer uma auto reflexão ou respeitar a escolha do outro, mas este é um preço baixo que se paga pela liberdade de ter ao seu lado as pessoas que lhe agregam, auxiliam, completam e motivam.

Precisamos saber e fortes para fazer a nossa parte sem nos violentar.

 Discernir relações saudáveis com problemas normais de relações tóxicas

 e administrar isso de forma que possamos ser felizes .  

Vamos nos dedicar mais a quem está aberto para aceitar o que temos

a oferecer e que também nos dão, não a perfeição, mas o seu melhor

e tirar de nossas vidas todos aqueles que só vem para trazer a discórdia,

aborrecimentos, as críticas negativas, maus tratos e

nos desequilibram sem o menor escrúpulo.

 Não se acomode e nem se conforme com relacionamentos

destrutivos ou desagradáveis, sejam eles de amizade, amor ou

até superficiais.

Aprenda a dizer não e a ser mais seletivo, posso afirmar com 

toda certeza : 

Não é nada fácil, mas é libertador ! 

 Texto de :  Samanta Sammy

Cuidar de Mim!

3 sinais que indicam distância afetiva no casal

De uns tempos pra cá, mudei. Comecei a dar a importância que as coisas têm e parei de sofrer por bobagens. Se antes ponderava muito antes de sair das relações e ficava como um porteiro desequilibrado tentando controlar o fluxo e as despedidas, hoje ajudo a fazer as malas e fecho a porta sem arrependimento. Sim, você pode ir embora.

Não, não me tornei uma pedreira. Não sou insensível.

O meu coração continua bobo por sutilezas, tem predileção por exageros bonitos, bate na frequência mais forte, e às vezes fica descompassado e louco quando se depara com alguma beleza extravagante. O que acontece é que não faz sentido colocar intensidade nas coisas que não vibram. Despejar amor em corações baldios e improdutivos. Dedicar-se a quem não sabe o que é ter alguém que se preocupa com a qualidade do seu dia e que espera ansiosamente pelo carinho do seu abraço. Alguém que cuida e se doa nos mínimos detalhes só pra ver a dança da felicidade se exibindo no seu rosto.

Toda mudança requer um olhar demorado sobre as coisas, e ainda me pego pensando nos penduricalhos inúteis que não deixei ir embora e guardei ao longo dos anos; amizades de ocasião, que duraram apenas enquanto pude dar a elas a minha melhor versão.Pseudoamores que despejaram uma carga de insegurança na minha vida e me fizeram duvidar de que o pré-requisito pra ter o amor genuíno é cultivar o próprio.

A vida virou uma extensa passarela, onde vi tudo se exibir com pressa e se desmanchar, sem nenhum entusiasmo, sem nenhuma verdade, sem compromisso algum com a reciprocidade. Pessoas que chegaram, interpretaram suas cenas com calculada frieza e desapareceram.

É preciso aprender a deixar ir embora

Hoje cuido dos meus afetos com demorada alegria, sem deixar os meus desejos pra depois, sem estocar os sentimentos, porque coração intenso é órgão que vive exposto. Mas compreendi que é preciso domesticar os ímpetos e fazer triagem do que fica, de quem fica nestas terras sagradas, neste coração que não precisa sofrer quedas desnecessárias pra descobrir o quanto é importante. Hoje sei me despedir sem achar que é o fim do mundo, sem imaginar que viver sem uma pessoa vai comprometer a minha vida inteira. Hoje compreendo que quem não fica é porque não quer. Aprendi que a primeira cláusula de um sentimento verdadeiro se chama “liberdade”.

De uns tempos pra cá, mudei. Foi a melhor coisa que fiz.

Texto de Ester Chaves – Escritora brasiliense. Graduada em Letras pela Universidade Católica de Brasília e Pós-graduada em Literatura Brasileira pela mesma instituição. Atuante na vida cultural da cidade, participou de vários eventos poético-musicais.