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A Felicidade na Vitrine


Em nenhuma outra época “ser feliz” ganhou tanta notoriedade. Mas será que é necessário tanto estardalhaço para mostrar ao mundo o quanto valorizamos nossas conquistas?

A felicidade é o novo status?

Não sei dizer do que mais gostei no livro “O Arroz de Palma”, de Francisco Azevedo. O livro é delicado e simples; seus personagens são repletos de defeitos e virtudes, com abundância daquilo que existe de mais humano em nós. Tia Palma e Antonio, os personagens centrais, parecem nossos chegados, e tia Palma não peca pelo excesso de palpitações. Um dia, a pitoresca senhorinha vai passear na casa de Antonio. Chegando lá, se depara com o arroz_ que tem uma história linda_ exposto dentro de um pote de cristal no restaurante do sobrinho. Sábia, pega o rapaz pelo braço e aconselha baixinho:

” O arroz é tua felicidade. Não deves fazer alarde dela. A felicidade desperta mais inveja que a riqueza.”

Tia Palma tinha razão. Expôr a felicidade é vaidade. Não basta ser feliz, ter afetos à sua volta, comida à mesa, teto, paz? É preciso expôr para validar?

Com o tempo a gente aprende: A alegria incomoda. E desperta desejos. Sempre haverá alguém querendo experimentar um pouquinho do seu arroz_ esse, que você valoriza tanto.

Não é pecado ser feliz. Não há nada de errado em irradiar alegria. O perigo é usar isso para alimentar o ego. Felicidade e ego não combinam, e é aí que muita gente se dá mal. Felicidade é benção. O arroz é benção. Mas quando você se engana colocando-o num pedestal e se infla por possuí-lo, ele deixa de ser dádiva. Passa a ser instrumento de sua vaidade, e atiça a cobiça.

Não precisamos ser publicitários de nosso bem estar. Não é preciso estardalhaço para mostrar ao mundo nossa vitória_ contra a solidão, contra a baixa estima, contra o tédio. É fácil vestir um personagem e mostrar a perfeição, mas aprendi que quem tem certeza de que é possuidor de riquezas não fica mostrando por aí. Não precisa postar no facebook nem viver de aparências.

Se você não deseja inveja à sua volta, permita-me um conselho: Cuide de seus canteiros com humildade. Exercite o encantamento do agricultor que se maravilha com o desabrochar da roseira mas não tenta esconder os espinhos nem as pragas.

Toquinho, em “À sombra de um Jatobá”, cantou lindamente : “Poucas coisas valem a pena, o importante é ter prazer… longe do amor de quem nos finge amar…”

Preste atenção à sua volta. Você não precisa de bajuladores, de um milhão de amigos que reafirmem quem você é. O importante é ter poucos e bons afetos, aquela turminha que sabe do seu sabor, de suas lutas diárias e vitórias merecidas.

Gosto de gente sem agrotóxico. Que não tem vergonha de sua casca “mais ou menos” e se perdoa pelas pragas. Que não tem medo de expôr suas fragilidades do mesmo modo que se vangloria de suas virtudes.

Gente que não se infla para parecer maior do que é. Gente que se humaniza e se aproxima de mim.

Que não faz alarde de sua felicidade, mas valoriza o que vale a pena _ como a sombra de um Jatobá…

Texto: FABÍOLA SIMÕES

Rejeição?

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Sentir-se rejeitado é algo doloroso e difícil de aceitar.

Em muitas ocasiões, com a intenção de não sermos rejeitados, nós traímos a nós mesmos em benefício do que querem os demais. Somos educados para conseguirmos a aceitação dos demais, por isso a rejeição é algo que evitamos tanto quanto uma doença.

Existem dois tipos de rejeição: a rejeição exterior, da sociedade, e a interior.

Não podemos evitar a rejeição exterior. Quantas vezes nós também já rejeitamos alguém? Sejamos sinceros… certamente fizemos isso algumas vezes. Não podemos fazer nada para reverter a rejeição, mas podemos nos tornar imunes a ela ou, até mesmo, ignorá-la.

Por outro lado, o que fazer com a rejeição interior? Esta é a mais difícil. Esta rejeição está em nossa mente; nós achamos que devemos ser rejeitados e este sentimento é o mais difícil de eliminar. É uma rejeição tóxica.

Em que nos transforma a rejeição?

Nos sentirmos rejeitados nos transforma em pessoas extremamente suscetíveis. Tudo nos causará dano e não saberemos apreciar as coisas boas.

A rejeição também nos transforma em pessoas inseguras. Não conseguiremos encontrar nosso lugar no mundo se não o aceitarmos.

Por último, a rejeição faz com que descuidemos de nossa pessoa. Não nos cuidamos, não nos preocupamos com nós mesmos. Além do mais, transmitiremos essa rejeição que sentimos aos demais. É um círculo negativo. 

Técnicas para nos sentirmos livres da rejeição

Para nos libertarmos de tudo de negativo que a rejeição nos proporciona, o que devemos fazer? Contaremos agora!

Utilize a sabedoria

Seja sábio quanto à rejeição. Do que adianta você se sentir assim? Você está evoluindo? De verdade? Você está bloqueando a si mesmo. Ninguém está rejeitando você, você está fazendo isto a si mesmo. Você deve se sentir seguro de si mesmo, use a cabeça! Decida rejeitar a rejeição e aprenda a desfrutar da vida.

Invista em si mesmo

Para gostar do outro, primeiro você tem que gostar de si mesmo. Quando se tem amor próprio, a rejeição pouco ou nada importa. Aceite a você mesmo e, depois, aceitará aos demais. Não use as coisas ruins que você já fez ou que possa vir a fazer para se culpar ou se rejeitar. Você é humano! Perdoe-se e tire algo de bom disso.

Fale bem de você

Sabemos falar bem dos demais, mas e de nós mesmos? Por que é tão difícil? O que acontece? Há algo que nos bloqueia, algo que nos faz pensar que não devemos falar bem de nós mesmos. Pense em seus pontos fortes, em seu potencial, em tudo aquilo de bom que você tem. Diga aos demais e também a você mesmo! Pense em tudo de positivo sobre a sua pessoa.

Presenteie-se com o melhor

Coma o melhor, vista o melhor, arrume-se, sinta-se saudável, livre… O que eu conseguirei com isto? Sentir-se positivo, com força. Presenteie-se com um bom livro ou com algo que considere um prêmio para você. Premie-se e se sentirá melhor com você mesmo. Não busque desculpas e justificativas de por que você não merece. Se deseja algo, faça disso um presente para si mesmo! Você se sentirá mais positivo e feliz.

Pessoas de sucesso

Cerque-se daqueles que já conseguiram o que queriam, não se deprima! Utilize a influência e o exemplo dessas pessoas para acreditar em você mesmo, para pensar que você também pode conseguir o que quer. Não se sinta rejeitado, todos podemos! Mas só se confiarmos em nós mesmos e realmente quisermos ir em frente.

Julgue-se sempre para melhor

A rejeição também tem a ver com com a autocrítica. Devemos nos avaliar, mas sempre para evoluirmos e nos sentirmos bem. O que temos feito de ruim? Como devemos proceder? São perguntas que deveríamos fazer a nós mesmos.

Estas técnicas serviram para você? Você está consciente dos inconvenientes de se sentir rejeitado? Você é o único que pode sair dessa rejeição, ninguém irá fazer isto por você. Não espere que isto desapareça por magia. Confie em você mesmo, raciocine sobre os inconvenientes de fazer você se sentir assim. Você é inteligente. Ninguém deveria evitar que você consiga aquilo que deseja, nem você mesmo.

Fonte- https://amenteemaravilhosa.com.br

Livre-se das relações tóxicas, afaste da sua vida quem lhe faz mal .

 

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Em alguns momentos de nossas vidas percebemos que mantemos ao nosso lado pessoas e relações que não valem a pena, nos fazem mal ou que esgotam nossas energias.

Nem tudo são flores e em muitos casos não podemos escolher quem nos cerca, não há como pulverizar o colega de trabalho invejoso, o chefe arrogante ou o filho problemático, mas podemos selecionar melhor, por exemplo, com quem vamos cultivar uma amizade, nos relacionar na internet, entregar nosso amor, etc.

Muitas vezes contribuímos para isso adotando a postura de salvador do mundo ou o bonzinho 24hs, atendendo a todos, engolindo sapos, aceitando o inaceitável e compreendendo o incompreensível…

 Agimos desta forma por inúmeros motivos, talvez uma carência mal resolvida ou o hábito de medir nosso valor apenas pela opinião alheia, de qualquer forma é preciso estar atento para não pisotear a auto­-estima e se anular apenas para ser aceito ou pelo medo de ser rejeitado.

Em várias situações os abusos são consumados justamente porque permitimos, na verdade nem sempre somos “vítimas” dos mal intencionados e sim, responsáveis por dar abertura a quem não deveríamos e ainda mantê-­los em nosso convívio.

Por mais que queiramos exercitar a paciência, a tolerância, o perdão, a 

compreensão é quase impossível aplicar isso com certas pessoas. É preciso ser

prático para analisar bem com quem estamos gastando nosso precioso tempo.

O fato é que algumas relações nunca mudarão mesmo que façamos maravilhosamente o nosso papel, existem aqueles que nos fazem mal voluntariamente e não estão preparados ou interessados em interações saudáveis.

 Quando percebemos que estamos lidando com alguém nocivo é necessário nos afastarmos, deixar a culpa de lado e seguir em frente. Sentimos culpa porque em nosso íntimo acreditamos que é preciso ser sempre benevolente e compreensivo, do contrário, estaríamos agindo de forma egoísta ou cruel.

Mas não é bem assim.

Todos temos limites e limitações, não é vergonha ou maldade desistir

 de manter em sua vida alguém que não lhe agrega absolutamente nada e

que transforma a convivência em um verdadeiro inferno.

Todo tipo de relação requer entrega e reciprocidade, quando continuamos dando “murro em ponta de faca”, no final restam apenas exaustão física, mental e emocional…

Joga fora no lixo! Já dizia a sábia Sandra de Sá 🙂

Não mantenha em sua vida quem lhe prejudica, maltrata, aborrece ou entristece, desapegue-­se da imagem de bom moço ou boa moça que deseja avidamente pintar para o mundo, respeite seus sentimentos, diga adeus a quem não veio somar, não valoriza seus esforços, amor ou amizade e sequer tenta ser alguém melhor para contribuir nesta troca.

 É necessário resgatar o nosso amor próprio e fazer uma faxina nas relações de tempos em tempos para que possamos recuperar nossas forças e seguir adiante, deixando de lado o remorso irracional que sentimos ao abandonar algo que nos faz mal e valorizando a lição que isso nos trouxe.

Não é nenhum crime se afastar do amigo falso, do namorado mulherengo ou do colega inconveniente, tenha consciência de que você não é responsável pela evolução de todos os que passam pelo seu caminho, nem é preciso endireitar todo pau que nasce torto… 

Não  somos  obrigados  a  aceitar  tudo,  devemos  fazer  o  bem  também  a  nós  mesmos, respeito  é  imprescindível,  e  neste  caso  é  o respeito  pelos  nossos  limites  e vontades.

Escolher, quando possível, quem desejamos manter em nossas vidas é um direito que nos cabe e um dever para com a nossa felicidade.

Sua decisão, pode surgir ressentimentos, atritos e até difamações afinal muitos preferem julgar e apedrejar o que lhes foge ao entendimento pois é mais fácil do que fazer uma auto reflexão ou respeitar a escolha do outro, mas este é um preço baixo que se paga pela liberdade de ter ao seu lado as pessoas que lhe agregam, auxiliam, completam e motivam.

Precisamos saber e fortes para fazer a nossa parte sem nos violentar.

 Discernir relações saudáveis com problemas normais de relações tóxicas

 e administrar isso de forma que possamos ser felizes .  

Vamos nos dedicar mais a quem está aberto para aceitar o que temos

a oferecer e que também nos dão, não a perfeição, mas o seu melhor

e tirar de nossas vidas todos aqueles que só vem para trazer a discórdia,

aborrecimentos, as críticas negativas, maus tratos e

nos desequilibram sem o menor escrúpulo.

 Não se acomode e nem se conforme com relacionamentos

destrutivos ou desagradáveis, sejam eles de amizade, amor ou

até superficiais.

Aprenda a dizer não e a ser mais seletivo, posso afirmar com 

toda certeza : 

Não é nada fácil, mas é libertador ! 

 Texto de :  Samanta Sammy

Cuidar de Mim!

3 sinais que indicam distância afetiva no casal

De uns tempos pra cá, mudei. Comecei a dar a importância que as coisas têm e parei de sofrer por bobagens. Se antes ponderava muito antes de sair das relações e ficava como um porteiro desequilibrado tentando controlar o fluxo e as despedidas, hoje ajudo a fazer as malas e fecho a porta sem arrependimento. Sim, você pode ir embora.

Não, não me tornei uma pedreira. Não sou insensível.

O meu coração continua bobo por sutilezas, tem predileção por exageros bonitos, bate na frequência mais forte, e às vezes fica descompassado e louco quando se depara com alguma beleza extravagante. O que acontece é que não faz sentido colocar intensidade nas coisas que não vibram. Despejar amor em corações baldios e improdutivos. Dedicar-se a quem não sabe o que é ter alguém que se preocupa com a qualidade do seu dia e que espera ansiosamente pelo carinho do seu abraço. Alguém que cuida e se doa nos mínimos detalhes só pra ver a dança da felicidade se exibindo no seu rosto.

Toda mudança requer um olhar demorado sobre as coisas, e ainda me pego pensando nos penduricalhos inúteis que não deixei ir embora e guardei ao longo dos anos; amizades de ocasião, que duraram apenas enquanto pude dar a elas a minha melhor versão.Pseudoamores que despejaram uma carga de insegurança na minha vida e me fizeram duvidar de que o pré-requisito pra ter o amor genuíno é cultivar o próprio.

A vida virou uma extensa passarela, onde vi tudo se exibir com pressa e se desmanchar, sem nenhum entusiasmo, sem nenhuma verdade, sem compromisso algum com a reciprocidade. Pessoas que chegaram, interpretaram suas cenas com calculada frieza e desapareceram.

É preciso aprender a deixar ir embora

Hoje cuido dos meus afetos com demorada alegria, sem deixar os meus desejos pra depois, sem estocar os sentimentos, porque coração intenso é órgão que vive exposto. Mas compreendi que é preciso domesticar os ímpetos e fazer triagem do que fica, de quem fica nestas terras sagradas, neste coração que não precisa sofrer quedas desnecessárias pra descobrir o quanto é importante. Hoje sei me despedir sem achar que é o fim do mundo, sem imaginar que viver sem uma pessoa vai comprometer a minha vida inteira. Hoje compreendo que quem não fica é porque não quer. Aprendi que a primeira cláusula de um sentimento verdadeiro se chama “liberdade”.

De uns tempos pra cá, mudei. Foi a melhor coisa que fiz.

Texto de Ester Chaves – Escritora brasiliense. Graduada em Letras pela Universidade Católica de Brasília e Pós-graduada em Literatura Brasileira pela mesma instituição. Atuante na vida cultural da cidade, participou de vários eventos poético-musicais.

Benditas covinhas no rosto !

zzzzzzzzzzzzzzzzzzzz
🙂
Nasci com elas .
Elas me acompanham há muitos anos.
Houve uma época na adolescência que elas me salvaram.  Os garotos adoravam !!
Sempre me fizeram bem… e olha que descobri agora que elas são má formações genéticas. Benditas má formações genéticas.

Olha só!

Ter covinhas no rosto sem dúvida é um “algo mais”. Além ser charmoso, proporciona um charme, do tipo “coisa fofa”! As covinhas são pequenas depressões naturais da pele do rosto ou do queixo. Nestas regiões o tecido fibroso adere entre a pele e o osso da mandíbula (no queixo) ou entre a pele e os músculos da face (no rosto). A pele é “repuxada”, causando uma pequena retração que é mais acentuada quando as pessoas sorriem.
 
As covinhas sem dúvida fazem o rosto mais bonito e atraente. Mas, de alguma forma, pode ser considerado um defeito congênito e mostra que as “malformações” nem sempre são ruins. As pessoas que tem covinhas apresentam o músculo menor em comprimento do que o tamanho do músculo é normal nas pessoas que não têm covinhas. Isso é causado por causa de algumas falhas no desenvolvimento do tecido conjuntivo subcutâneo.
 
Ter covinhas, ou não ter, não é sorte. É a genética que determina se uma pessoa vai ou não ter covinhas. O gene responsável é dominante e isso significa que se um dos pais tem covinhas, então provavelmente os filhos terão. É simplesmente uma aquisição hereditária que é transmitida de geração em geração. Geralmente, os bebês têm essas cavidades, mas elas desaparecem gradualmente conforme a criança cresce isso é porque o músculo cresce com a idade e chega a seu tamanho normal, que por sua vez, favorece o desaparecimento das covinhas.
Fonte- http://diariodebiologia.com/
 
 

AB-SINTO – Sonya Prazeres

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AB-SINTO…………………………………………………………………………..
Sinto muito
Por você sentir tão pouco
Sinto pouco
se você anda tão louco
Sinto quente
o coração
quando você passa rente
atropelando tudo
com seu ego caminhão

tem nada não!
tudo que eu sinto
vem da dor
de um instinto
que ainda te quer
sem renegar o teu poder
sem requerer qualquer razão

se me ab-sinto
chego mais perto de ti
saboreio
o distinto sal de tua pele
me embriago
de teu amargo aroma
e na calma de minha alma
te espero sentada
degustando
nosso velho vinho tinto
até que um gole lento
me revele
a entrada que me leve
ao jardim do teu labirinto .

Mãe Bahia – Carybé

mercurionaveia: “ Carybé  Mulata Grande, 1980 Óleo sobre tela 61 x 45 cm =-=-=-=-=-=-=-==-=-=-= Carybé É argentino, é brasileiro É quichua, é asteca, é Inca, é carioca por bossa Mas é baiano por fé. É amigo do mundo inteiro Menos de quem não dá...
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Carybé / Mulata Grande, 1980/Óleo sobre tela/61 x 45 cm

 

Carybé

É argentino, é brasileiro
É quichua, é asteca, é
Inca, é carioca por bossa
Mas é baiano por fé.
É amigo do mundo inteiro
Menos de quem não dá pé.
Canta cantigas de Cuzco
Da Havana e do Tremembé.
É um sambista milongueiro
Bate um violão de terreiro
E é santo de candomblé.
É um compadre capoeiro
Legal!-berimbau de mestre!
É pintor que pinta porta
Pinta parede, janela
Pinta mar e pinta peixe
Pinta a pesca do xaréu!
(Pintor que pinta Maria
E pinta até Isabel)
É um pé-de-cana ligeiro
E um grande come-amarelo.
É um branca e ameríndio
Um salvadorense che
É um cara todo carinho
Um xique-xique sem espinho
é meu, é o nosso irmãozinho
É o cacique Carybé!

“Ay, que cuadritos más lindos
Pinta el pintor Carybé”

Vinicius de Moraes

Carybé – Pintor nascido na Argentina. Nome artístico de Hector Julio Paride Bernabó. Radicou-se, inicialmente, no Rio de Janeiro depois de ter vivido na Itália até os oito anos de idade. Fixou-se definitivamente na Bahia a partir de 1950, naturalizando-se sete anos depois. Suas obras traduzem a baianidade expressa nas cenas cotidianas e no folclore popular. Destacou-se pela criação de murais, hoje expostos em São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Montreal, Buenos Aires e Nova York. Fez ilustrações de obras literárias, como O sumiço da santa, de Jorge Amado.

Fonte:
– LISPECTOR, Clarice. Clarice Lispector entrevistas. Rio de Janeiro: Rocco, 2007.