Arquivo de Tag | gente

TAG – Transtorno da ansiedade generalizada – Dráuzio Varela

>

A ansiedade é uma reação normal diante de situações que podem provocar medo, dúvida ou expectativa. É considerada normal a ansiedade que se manifesta nas horas que antecedem uma entrevista de emprego, a publicação dos aprovados num concurso, o nascimento de um filho, uma viagem a um país exótico, uma cirurgia delicada, ou um revés econômico. Nesses casos, a ansiedade funciona como um sinal que prepara a pessoa para enfrentar o desafio e, mesmo que ele não seja superado,  favorece sua adaptação às novas condições de vida.

O transtorno da ansiedade generalizada (TAG), segundo o manual de classificação de doenças mentais (DSM.IV), é um distúrbio caracterizado pela “preocupação excessiva ou expectativa apreensiva”, persistente e de difícil controle, que perdura por seis meses no mínimo e vem acompanhado por três ou mais dos seguintes sintomas: inquietação, fadiga, irritabilidade, dificuldade de concentração, tensão muscular e perturbação do sono.

É importante registrar também que, nesses casos, o nível de ansiedade é desproporcional aos acontecimentos geradores do transtorno, causa muito sofrimento e interfere na qualidade de vida e no desempenho familiar, social e profissional dos pacientes.

O transtorno da ansiedade generalizada pode afetar pessoas de todas as idades, desde o nascimento até a velhice. Em geral, as mulheres são um pouco mais vulneráveis do que os homens.

Sintomas

Os sintomas podem variar de uma pessoa para outra. Além dos já citados (inquietação, fadiga, irritabilidade, dificuldade de concentração, tensão muscular) existem outras queixas que podem estar associadas ao transtorno da ansiedade generalizada: palpitações, falta de ar, taquicardia, aumento da pressão arterial, sudorese excessiva, dor de cabeça, alteração nos hábitos intestinais, náuseas, aperto no peito, dores musculares.

Diagnóstico

O diagnóstico do TAG leva em conta a história de vida do paciente, a avaliação clínica criteriosa e, quando necessário, a realização de alguns exames complementares.

Como os sintomas podem ser comuns a várias condições clinicas diferentes que exigem tratamento específico, é fundamental estabelecer o diagnóstico diferencial com TOC, síndrome do pânico ou fobia social, por exemplo.

Tratamento

O tratamento do TAG inclui o uso de medicamentos antidepressivos ou ansiolíticos, sob orientação médica, e a terapia comportamental cognitiva. O tratamento farmacológico geralmente precisa ser mantido por seis a doze meses depois do desaparecimento dos sintomas e deve ser descontinuado em doses decrescentes.

Recomendações

* Se você é visto como alguém de estopim curto, que anda sempre com os nervos à flor da pele e tem muita dificuldade para relaxar, provavelmente chegou a hora de procurar um médico para avaliar esse estado permanente de tensão e ansiedade;

* Se você cobra muito de si mesmo, está sempre envolvido em inúmeras tarefas e pressionado pelos compromissos, tente pôr ordem não só na sua agenda, mas também na sua rotina de vida, sem esquecer de reservar um tempo para o lazer. Se não conseguir sozinho, não se envergonhe, peça ajuda.

Anúncios

Vergonha do Brasil? – Por Alexandre Esposito

bra1

Eu tenho vários péssimos hábitos, como a maioria das pessoas. Mas acho que o pior de todos é a terrível mania de ler a seção de comentários das notícias de grandes portais.

Os comentários geralmente cobrem toda a variedade de coisas detestáveis possíveis: discurso de ódio, radicalismo, erros grotescos de português, interpretações equivocadas do conteúdo da matéria (algo natural até, quem não sabe escrever também não costuma saber ler). Enfim, mas de tudo isso, uma das coisas mais recorrentes e que mais me incomoda é a tal vergonha do Brasil que tantos comentaristas afirmam ter.

Todo mundo tem o direito de sentir vergonha do que quiser, até do próprio país, e nunca vocês vão me ver defendendo o “ame-o ou deixe-o” calhorda dos tempos da ditadura. A questão que me incomoda tanto na verdade está em duas coisas: 1) os motivos, que parecem mais um fruto do tal complexo de vira-lata que Nelson Rodrigues cunhou há mais de 50 anos do que justificativas aceitáveis; e 2) o quanto que essas mesmas pessoas que dizem ter vergonha do Brasil estão contribuindo ou não pra deixar o país “menos vergonhoso”.

Sobre o primeiro ponto, nada como aproveitar um ponto de vista de fora. Há umas semanas, bombou na Internet um post de um francês que vive no Brasil onde ele lista várias particularidades do nosso país e do povo. Algumas me chamaram atenção:

“Aqui no Brasil, o brasileiros acreditam pouco no Brasil. As coisas não podem
funcionar totalmente ou dar certo, porque aqui é assim, é Brasil. Tem um
sentimento geral de inferioridade que é gritante. Principalmente a respeito
dos Estados Unidos. Tô esperando o dia quando o Brasil vai abrir seus olhos.”

Olha o tal do complexo de vira-lata aí. Nelsão sabia das coisas. Só é uma pena que tantas décadas depois a gente ainda não tenha conseguido superar isso.

Mas não é só a mania de inferioridade que atrapalha, é o ódio mútuo. Tão fácil quanto ler sobre a vergonha do Brasil nos comentários de notícias, é encontrar discussões entre pessoas de regiões diferentes que ultrapassam o bairrismo e a rivalidade bem-humoradas e viram discursos de ódio. Podem conferir: tem sempre vários paulistas e cariocas ofendendo uns aos outros, vários gaúchos ofendendo o resto do Brasil e todo mundo, independente da origem, ofendendo os nordestinos. E talvez essa ignorância e incapacidade de ver os valores dos outros e a importância que eles tiveram pro crescimento do país (em todos os sentidos, desde economicamente até culturalmente) ajudem a explicar esse sentimento negativo de tanta gente quanto ao Brasil.

Aparentemente o brasileiro (ou pelo menos esses dos comentários) só faz parte de um só país durante a Copa do Mundo. Mas uma vez a cada quatro anos é muito pouco.

O francês falou de mais um ponto interessante:

“Aqui no Brasil, as pessoas acham que dirigir mal, ter trânsito, obras com
atraso, corrupção, burocracia, falta de educação, são conceitos
especificamente brasileiros. Mas nunca fui num país onde as pessoas dirigem
bem, onde nunca tem transito, onde as obras terminam na data prevista,
onde corrupção é só uma teoria, onde não tem papelada para tudo e onde
todo mundo é bem educado!”

Pois é, seja qual for a notícia ruim, sempre tem alguém para mandar um “só podia ser no Brasil! Lixo de país”. O mais curioso foi quando vi um comentário assim em uma notícia de um assalto… que tinha acontecido em Barcelona!

E eu não tô dizendo que é pra gente ser ufanista alienado e fechar os olhos para os problemas do país, como a corrupção, violência, falta de educação e afins. É pra reclamar, ficar em cima, cobrar mesmo (embora fazer isso apenas pela Internet não resolva nada). O que não dá é pra achar que só nós temos esses problemas, porque isso dá um ar de “missão impossível” para eles e torna as soluções ainda mais distantes.

bra3

É isso que eu quis dizer lá em cima sobre os motivos de ter vergonha pro Brasil não fazerem muito sentido. Corrupção, violência e falta de educação são vergonhosos sim, mas não são exclusividade nossa. Mas infelizmente tem aqui e tem na maior parte do mundo também.

Então que tal parar de sentir vergonha e tentar cobrar mais as mudanças? Fazer alguma coisa? Porque é justamente aí que entra a minha segunda questão: o quanto cada um está fazendo.

Quer reclamar da corrupção dos políticos? Ótimo. Mas se você faz carteirinha falsa pra ir a shows, ou se paga cinquentinha pro guarda não te multar quando é parado fazendo merda no trânsito, você é tão corrupto quanto eles. Nem mais, nem menos: a mesma coisa, porque é cada um tentando tirar vantagem de acordo com suas possibilidades. E depois disso, cabe à gente com mais participação política (constante e séria, e não só entrar na onda de compartilhar imagens de Facebook sobre o Feliciano) e votos conscientes mudar a situação a cada eleição. Mas em vez disso temos um grupo enorme de pessoas que tem preguiça, que não tem saco de falar de política, e que acham mais cômodo ficar só compartilhando as tais imagens.

O caos no trânsito te envergonha? Perfeito, a menos que você faça bandalhas no trânsito, não use seta, dirija embriagado. Se o mal planejamento urbano é uma das causas dos congestionamentos, a falta de educação da maioria das pessoas também é. Aliás, o trânsito é justamente o lugar que prova que falta de educação está longe de se restringir à falta de instrução. O que mais se vê nas grandes cidades é o empresário com todas as graduações possíveis (e que, apesar de se sentir espertalhão superior aos outros, pagou em seu carro gigantesco o triplo do valor que o resto do mundo paga) fechando cruzamentos ou cortando todo o trânsito sem a menor consideração e respeito pelo próximo.

484632_595682997109671_1067926596_n

O Brasil tá longe de ser o que poderia, mas só sentir vergonha não resolve nada. Enquanto a individualidade falar mais alto que a coletividade e ninguém se unir pra trazer soluções reais, nada vai mudar.

Mas é aquela coisa, se você quer ter vergonha do Brasil, direito seu. Mas primeiro tenha vergonha na cara.

Publicitário, blogueiro, produtor de festa e, pro azar de vocês, piadista.

13 coisas que as pessoas mentalmente fortes evitam…

tumblr_m74ihxm69q1qfzhjlo1_500Arte- Gustave Klimt

Inúmeros artigos, particularmente voltados a empreendedores, falam sobre as características críticas das pessoas mentalmente fortes, como tenacidade, otimismo e uma capacidade de superar obstáculos.

No entanto, também podemos definir força mental identificando as coisas que indivíduos mentalmente fortes não fazem. Confira alguns desses itens na lista compilada pela psicoterapeuta e assistente social Amy Morin:

1. Perder tempo sentindo pena de si mesmas

Você não vê pessoas mentalmente fortes sentindo pena de si mesmas ou suas circunstâncias. Elas aprenderam a assumir a responsabilidade por suas ações e resultados, e têm uma compreensão inerente de que muitas vezes a vida não é justa. Elas são capazes de emergir de uma situação difícil com consciência e gratidão pelas lições aprendidas. Quando uma ocasião acaba mal para elas, pessoas fortes simplesmente seguem em frente.

2. Ser controladas ou subjugadas

Pessoas mentalmente fortes evitam dar aos outros o poder de fazê-los sentir-se inferiores ou ruins. Elas entendem que estão no controle de suas ações e emoções. Elas sabem que a sua força está na sua capacidade de reagir de maneira adequada.

3. Fugir de mudanças

Pessoas mentalmente fortes aceitam e abraçam a mudança. Seu maior “medo”, se tiverem um, não é do desconhecido, mas de tornarem-se complacentes e estagnadas. Um ambiente de mudança e incerteza pode energizar uma pessoa mentalmente forte e estimular o seu melhor lado.

4. Gastar energia em coisas que não podem controlar

Pessoas mentalmente fortes não reclamam (muito) do tráfego, da bagagem perdida e especialmente das outras pessoas, pois reconhecem que todos esses fatores estão, geralmente, fora do seu controle. Em uma situação ruim, elas reconhecem que a única coisa que sempre podem controlar é a sua própria resposta e atitude.

5. Preocupar-se em agradar os outros

É impossível agradar a todos. Pior ainda é quem se esforça para desagradar outros como forma de reforçar uma imagem de força. Nenhuma dessas posições é boa. Uma pessoa mentalmente forte se esforça para ser gentil e justa e para agradar aos outros quando necessário, mas não tem medo de dar sua opinião ou apoiar o que acha certo. Elas são capazes de suportar a possibilidade de que alguém vai ficar chateado com elas, e passam por essa situação, sempre que possível, com graça e elegância.

6. Ter medo de assumir riscos calculados

Uma pessoa mentalmente forte está disposta a assumir riscos calculados. Isso é uma coisa completamente diferente do que pular de cabeça em situações obviamente tolas. Mas com a força mental, o indivíduo pode pesar os riscos e benefícios completamente, e avaliar plenamente as potenciais desvantagens e até mesmo os piores cenários antes de tomar uma atitude.

7. Saudosismo freqüente

Há força em reconhecer o passado e, sobretudo, as coisas aprendidas com as experiências passadas, mas uma pessoa mentalmente forte é capaz de evitar se afundar em decepções antigas ou fantasias dos “dias de glória” de outrora. Elas investem a maior parte de sua energia na criação de um presente e futuro melhores.

8. Cometer os mesmos erros repetidamente

Não adianta realizarmos as mesmas ações repetidas vezes esperando um resultado diferente e melhor do que o que já recebemos. Uma pessoa mentalmente forte assume total responsabilidade por seu comportamento passado e está disposta a aprender com os erros. Pesquisas sugerem que a capacidade de ser autor reflexivo de forma precisa e produtiva é uma das maiores características de executivos e empresários bem-sucedidos.

9. Ressentir o sucesso dos outros

É preciso ter força de caráter para sentir alegria genuína pelo sucesso de outras pessoas. Pessoas mentalmente fortes têm essa capacidade. Elas não ficam com ciúmes ou ressentidas quando outros alcançam sucesso (embora possam tomar nota do que o indivíduo fez bem). Elas estão dispostos a trabalhar duro por suas próprias chances de sucesso, sem depender de atalhos.

10. Desistir depois de falhar

Cada fracasso é uma oportunidade para melhorar. Mesmo os maiores empresários estão dispostos a admitir que seus esforços iniciais invariavelmente trouxeram muitas falhas. Pessoas mentalmente fortes estão dispostas a falhar de novo e de novo, se necessário, desde que cada “fracasso” os traga mais perto de seus objetivos finais.

11. Ter medo de passar tempo sozinhas

Pessoas mentalmente fortes apreciam e até mesmo valorizam o tempo que passam sozinhas. Elas usam esse tempo de inatividade para refletir, planejar e ser produtivas. Mais importante, elas não dependem de outros para reforçar a sua felicidade e humor. Elas podem ser felizes com os outros, bem como sozinhas.

12. Sentir que o mundo lhes deve algo

Na economia atual, executivos e funcionários de todos os níveis estão ganhando a percepção de que o mundo não lhes deve um salário, um pacote de benefícios e uma vida confortável, independentemente da sua preparação e escolaridade. Pessoas mentalmente fortes entram no mercado preparadas para trabalhar e ter sucesso de acordo com seu mérito, ao invés de já chegar com uma lista de coisas que deveriam receber de mão beijada.

13. Esperar resultados imediatos

Quer se trate de um treino, um regime nutricional ou de começar um negócio, as pessoas mentalmente fortes entram nas situações pensando a longo prazo. Elas sabem que não devem esperar resultados imediatos. Elas aplicam sua energia e tempo em doses e celebram cada etapa e aumento de sucesso no caminho. Elas têm “poder de permanência” e entendem que as mudanças genuínas levam tempo.

E aí? Você tem força mental?

Existem elementos nesta lista que você precisa melhorar?

fonte -[Forbes]

Desejos

tumblr_m1fj24czEI1rnsvrwo1_500

Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.
Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconseqüentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim,
Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.
Desejo depois que você seja útil,
Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.
Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.
Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
É preciso deixar que eles escorram por entre nós.
Desejo por sinal que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.
Desejo que você descubra ,
Com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.
Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque, assim, você sesentirá bem por nada.
Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore.
Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga `Isso é meu`,
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.
Desejo também que nenhum de seus afetos morra,
Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.
Desejo por fim que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher,
Tenha um bom homem
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer,
Não tenho mais nada a te desejar.

Sergio Jockymann

A Infelicidade Humana

“O mal estar na civilização” foi escrito em 1930 por Sigmund Freud, partindo do pressuposto que o indivíduo é um ser infeliz, e que esse mesmo indivíduo vive á mercê de uma infelicidade permanente. Freud especula que mesmo com o advento da ciência, religião e arte como artifício de sublimação do sofrimento, o homem não obteve o contentamento da felicidade. A nomenclatura felicidade pode ser analisada a partir da ideia moderna existente nela, sabemos que todo ser humano tem um ideal de felicidade, e que o homem se posiciona diante da busca por esse ideal. A felicidade é um conceito conhecido pelo senso comum, porém, analisando de maneira análoga, é um objeto muito mais complexo e – pelo viés de Freud – utópico.

De acordo com Freud, a felicidade nunca chega a nos pertencer, existe um desencontro brutal entre nossas aquisições e nossos desejos, ela passa por nós como flecha invisível, todavia, continuamos a pregar um possível estado de felicidade. A verdade é que nunca experimentados a felicidade em sua plenitude, e é essa ânsia natural do homem que nos transforma em um eterno caçador frustrado, que tenta a todo custo ser feliz.

tumblr_lxazadjxVY1qmifpro1_500.jpg

Freud se encarregou exaustivamente em analisar o tema, ele afirma que existem impulsos que levam o homem a buscar a felicidade, procurando constantemente sensações de prazer e, em contrapartida, evitando o desprazer. Exemplo moderno dessa necessidade de afastamento do desprazer é o intuito com que muitos vão em busca de análise, psicanalistas são procurados com a finalidade de aliviar dores, na expectativa de uma felicidade imediata e plena.

Freud diz que o ser humano vive em uma reta constante e infinita de busca pelo prazer, mas essa satisfação é impossível de ser realizada, gerando a partir disso uma série de descontentamentos. Usando como base as análises de Freud, podemos entender que existem dois tipos de busca pela felicidade: A ausência da dor e o sentimento de prazer propriamente dito. Freud enfatiza a felicidade momentânea, discorrendo sobre ela como se fosse o mais próximo da felicidade que podemos chegar, nas palavras de Freud: “O que se chama felicidade no sentido mais estrito resulta da satisfação bastante súbita de necessidades fortemente postas em êxtase e, por sua natureza, é possível somente como um fenômeno episódico”.

Sigmund-Freud-photo1.jpg

Freud também aponta os limites da cultura que estamos inseridos como sendo fortes geradores de infelicidade, ao passo que a exigência imposta pela civilização torna a meta pela felicidade algo impossível. A cultura exige do homem sacrifícios, causando assim o supracitado mal estar. Para manutenção da sociedade, nos é exigido acatar ordens e leis, a busca pelo gozo do prazer e o individualismo são colocados em segundo plano, nas palavras de Freud: “A liberdade individual não é um patrimônio da cultura”.

Na concepção freudiana, existe uma forte abdicação da vontade do homem, para viver de acordo com as normas e preceitos da sociedade, abrindo mão das suas pulsões de prazer. Freud diz que “O homem da cultura trocou uma parte de felicidade por uma parte de segurança”, ele se refere a repressão social frente a agressividade e sexualidade natural de todo ser humano, tornando, desta forma, o homem infeliz. “Posto que a cultura imponha tantos sacrifícios não somente à sexualidade, mas também à inclinação agressiva do ser humano, compreendemos melhor que os homens dificilmente se sintam felizes dentro dela”.

Podemos entender, analisando de maneira simplória os recortes freudianos, além dos nossos limites psíquicos que transformam a felicidade em uma meta impossível, existem os limites inibidores oriundos da cultura. A civilização exige do homem limpeza, ordem e beleza, o mal estar na civilização é uma condição inerente ao homem moderno. A ansiedade e a exigência de se adaptar aos valores sociais, cria o ser humano como um verdadeiro produtor de mal estar. Em linhas gerais, podemos resumidamente dizer que Freud destaca a cultura como limitadora da própria felicidade, proporcionando o principal sentimento de desprazer que habita no ser humano.

Texto de Fernanda Frota.

VOAR – Be Lins


São muitos os voos que queremos alçar. Anseios de liberdade. De independência.
Desejos amorosos. Períodos sabáticos. Sonhos com o norte e tantas direções…
Confortos afetivos, aproveitar melhor os sentidos. São tantos sentimentos que
solicitam um voo alto que os liberte, ou os faça alcançar aquilo que falta, aquilo
que grita, aquilo que alegra…

Tantas metáforas contidas num único voo. Nietzsche, um traçador de rotas
metafóricas tem uma das mais brilhantes sobre como aprender a voar:
‘Quem deseja aprender a voar deve primeiro aprender a caminhar, a correr,
a escalar e a dançar. Não se aprende a voar voando.’

A gente quer da vida o voo das coisas mais leves e todas as suas delícias.
Ao contrário do voo, não se aprende a viver senão vivendo. Para voar é
preciso viver com vontade, vontade que é o nome que a vida dá para as
suas asas que nos abraçam e nos tiram pra dançar:

Confiança e vontade. E agarrar-se com força nas asas da vida que tudo ensina.
Inclusive, voar.

Se quiser…



Tumblr_lh2o67mwal1qciek8o1_500_large

1. Se quiser adoecer – “Não fale seus sentimentos”.
Emoções e sentimentos que são escondidos, reprimidos, acabam em doenças como: gastrite, úlcera, dores lombares, dor na coluna. Com o tempo a repressão dos sentimentos degenera até em coisa pior.
Então vamos desabafar, confidenciar, partilhar nossa intimidade, nossos segredos, nossos pecados. O diálogo, a fala , a palavra, é um poderoso remédio e excelente terapia.

2. Se quiser adoecer – “Não tome decisão”.
A pessoa indecisa permanece na dúvida, na ansiedade, na angústia. A indecisão acumula problemas, preocupações, agressões. A história humana é feita de decisões. Para decidir, é preciso saber renunciar,saber perder vantagem e valores para ganhar outros. As pessoas indecisas são vítima de doenças nervosas, gástricas e problemas de pele.

3. Se quiser adoecer – “Não busque as soluções”.
As pessoas negativas não enxergam soluções e aumentam os problemas. Preferem a lamentação, a murmuração, o pessimismo. Melhor é acender o fósforo que lamentar a escuridão. Pequena é a abelha, mas produz o que de mais doce existe. Somos o que pensamos. O pensamento negativo gera energia negativa que se transforma em doença.

4. Se alguém quiser adoecer – “Viva de aparências”.
Quem esconde a realidade, finge, faz pose, quer sempre dar a impressão que está bem, quer mostrar-se perfeito, bonzinho, etc., está acumulando toneladas de peso. É uma estátua de bronze, mas com pés de barro. Nada pior para a saúde que viver de aparências e fachadas. São pessoas com muito verniz e pouca raiz. Seu destino é a farmácia, o hospital, a dor.

5. Se quiser adoecer – “Não se aceite”.
A rejeição de si próprio, a baixa estima, faz com que sejamos algozes de nós mesmos. Ser eu mesmo é o núcleo de uma vida saudável. Os que não se aceitam são invejosos, ciumentos, imitadores, competitivos,destruidores.
Aceitar-se, aceitar ser aceito, aceitar as críticas, é sabedoria, bom senso e terapia.

6. Se quiser adoecer – “Não seja honesto”
O mentiroso e desonesto precisa mentir para sobreviver. Vende uma imagem falsa, camufla seu “eu real”, é um fugitivo da luz e amante das trevas. A falta de transparência é um pacto com a corrupção. Pessoas assim vivem sob a ameaça, o medo, o trambique, a falsidade, a insônia, o pesadelo. São candidatos à doença, porque já vivem na insanidade mental e ética.

7. Se quiser adoecer – “Não confie”.
Quem não confia, não se comunica, não se abre, não se relaciona, não cria liames profundos, não sabe fazer amizades verdadeiras. Sem confiança, não há relacionamento. A desconfiança é falta de fé em si, nos outros e em
Deus. Quem desconfia do médico, prejudica a cura. Quem desconfia do psicólogo,nunca se abre, só pode adoecer.

8. Se quiser adoecer – “Viva sempre triste”.
O bom humor, a risada, o lazer, a alegria, recuperam a saúde e trazem vida longa. A pessoa alegre tem o dom de alegrar o ambiente em que vive. “O bom humor nos salva das mãos do doutor”. Alegria é saúde e terapia.

AUTORIA: eu recebi o texto como sendo de Orlando Brandes. pesquisando achei vários sites com o mesmo texto como sendo do Dr. Dráuzio Varela.
se alguém souber quem realmente escreveu, por gentileza me avise!

Thumbbig-150791_large