Arquivo | maio 2010

O que é diabete ?

Arte: Tomie Ohtake

 

Doença provocada pela deficiência de produção e/ou de ação da insulina.O distúrbio envolve o metabolismo da glicose, das gorduras e das proteínas e tem graves conseqüências tanto quando surge rapidamente como quando se instala lentamente.

Nos dias atuais se constitui em problema de saúde pública pelo número de pessoas que apresentam a doença, principalmente no Brasil.

Como se desenvolve?

No tipo I, a causa básica é uma doença auto-imune que lesa irreversivelmente as células pancreáticas produtoras de insulina (células beta).

Assim sendo, nos primeiros meses após o início da doença, são detectados no sangue dos pacientes, diversos anticorpos sendo os mais importantes o anticorpo anti-ilhota pancreática, o anticorpo contra enzimas das células beta (anticorpos antidescarboxilase do ácido glutâmico – antiGAD, por exemplo) e anticorpos anti-insulina.

No tipo II, ocorrem diversos mecanismos de resistência a ação da insulina, sendo o principal deles a obesidade, que está presente na maioria dos pacientes.

Nos pacientes com outras formas de DM, o que ocorre em geral é uma lesão anatômica do pâncreas, decorrente de diversas agressões tóxicas seja por álcool, drogas, medicamentos ou infecções, entre outras.

OS SINTOMAS:

Apesar dos sintomas, muitas pessoas adultas têm diabetes e não sabem.

Diabetes Tipo I:

– Aumento do número de vezes de urinar: Poliúria.

– Sede excessiva: Polidipsia.

– Excesso de fome: Polifagia.

– Perda rápida de peso.

– Fadiga, cansaço e desânimo.

– Irritabilidade.

O Diabetes Tipo II pode apresentar os mesmos sintomas que o Diabetes Tipo I, freqüentemente menos intenso.

O Diabetes Tipo II ainda apresenta os seguintes sintomas:

– Infecções freqüentes.

– Alteração visual (visão embaçada).

– Dificuldade na cicatrização de feridas.

– Formigamento nos pés.

– Furunculose.

Os sintomas muitas vezes são vagos como formigamento nas mãos e pés, dormências, peso ou dores nas pernas, infecções repetidas na pele e mucosas.

Diagnóstico

É feito através da confirmação dos sinais e sintomas clássicos, da glicemia em jejum (exame de sangue onde são verificadas as taxas de glicose no sangue) e o teste padronizado de tolerância à glicose (TTG).

Estes critérios diagnosticados contidos na tabela estão baseados nas novas recomendações.

JEJUM 2 hs após 75g de glicose

Tolerância a Glicose > 110 a < 126 ³ 140 a <200

Diabetes Melitus ³ 126 ³ 200

Fonte:  Sociedade Brasileira de Diabetes

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NINGUÉM É O MESMO, MESMO QUE SE REPITA …

Eu me apago sozinho. Não me acendi, mas podes deixar, eu me apago sozinho. Minha vizinha se demora a pentear os cabelos. Ela é adolescente e vai sair. Acredita sinceramente na noite. Passou todo dia pensando na noite. Ela somente acordou para não dormir depois. O que fui em mim ainda será. Não fecho o ciclo, não bato a porta, permaneço acreditando na noite. A noite que me entreguei com toda fúria. Não sei se atingi o fundo ou fiquei com medo de chegar. Eu bebi o dobro do que minha voz permitia. Minha voz ficava aguada…

 Voltava sozinho para casa, com os bolsos cheios de papéis e guardanapos que não entendia e não passava a limpo, com telefones que prometi ligar no dia seguinte e não encontrei sentido e foram se despedindo antes mesmo de acontecer. Quantas vidas terminei sem antes começar? Quantas chances tive de ser diferente? Eu me consumi e não sei se sinceramente acreditava ou se era a noite que me fazia crer em noites. Eu me consumi e não me acabei. Eu quis me expulsar e me tranquei mais fundo. Ainda resta algo que não foi varrido, vasculhado, amansado.

Nada soterra o tempo: cada vez mais recente quanto mais antigo. Olho para os filhos e não sei dizer o que queria dizer, não sei o que dizer, quando estou pensando tenho convicção que direi e, na hora de falar, estou de novo esvaziado. Eu precisava de tão pouca coisa e não me aceitei em troca. Não mudei o mundo apenas porque não sabia qual o mundo em que vivia. A noite tinha uma promessa que não era esperança, uma promessa que me fazia vivo, possível, insolente, insensato, inconseqüente. Ardendo vivo uma água-viva, árvore de água, escada de água. Plumas de água, espuma de escada. O vento amassava o pão da grama e eu pastava a céu aberto, patético como a relva em seu início, entontecido de uma umidade branda. Perdi amigos por tão pouco, por tão pouco julgava e condenava e não me absolvia. E como uma oração que se pressente, não dizia, não podia dizer com meus braços magros e ossudos, de imprevista simplicidade. E não me via inteiro, e sim aos sorvos e goles, falava o que queria, negava o que podia, afirmava o que não sentia e tudo era misturado o suficiente para não descobrir a origem.

Perdi amigos, ganhei amigos, porém estive irremediavelmente isolado. Eu não me atingia. Nunca me alcancei. Seguro minha mão como a de um estranho. E houve desencanto, houve engano, disse que não mais faria, que era forte e que não precisava disso e refiz e fiz e voltei como quem nasce para ensaiar o grito. Como explicar minha risada súbita no meio de um jantar sério de negócios? Como explicar que debocho do que sou, mas com ternura? O deboche é minha maneira de falar que eu me entendo e isso não me basta. Que eu caminho como quem se escora em um ombro, que me escondo como quem caminha. Que nunca me salvei das noites onde não estive, que envelheci sem saber se a verdade traz beleza, se estava mesmo em mim ou se alguém perto me descreveu. Eu me apago sozinho. Não me acendi, mas podes deixar, eu me apago sozinho…

Fabrício Carpinejar

Deprimi sim, DEMOROU e passou!

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Durante um longo e triste tempo passei a procura de mim. Eu tinha me perdido em lacunas de medos e frustrações que tornaram paralisante a minha trajetória  de vida sempre sadia, dinâmica e corajosa ; Logo eu que sempre fui produtiva e cheia de esperança ,que ironia…

Virei farrapo humano psicológico.Tinha um corpo e uma alma sugada pelo monstro da inércia que consumia minha coragem, alegria e garra (traços que eram marcantes desde cedo em minha personalidade). Da dignidade à auto- estima. Tudo  sugado até o seu mais íntimo desejo de continuar e me empurrando sem dó num buraco sem fundo . É muito triste acordar ,desejando profundamente que  dia acabe logo, é triste você não ter vontade de levantar da cama, conversar ,comer, levantar pra vida, levantar da lama que acabamos criando em torno de nós . Um espécie de limbo, lodo, sei lá.

Em quatro Anos você pode destruir uma vida inteira de sucessos, ousadia , atitudes certeiras numa vida triste , sem estima e sem vontade de melhorar. Só chorar, chorar e lamentar vendo uma vida toda de conquistas se desmanchar. A cobrança externa é cruel, nos chamam de sem metas , preguiçosos e  o olhar que nos lançam é o olhar de quem observam um falido. E não  temos energia  nem para uma resposta adequada para uma acusação leviana que nos é atribuida.

Hoje posso falar de cadeira o quanto a Depressão nos rouba a dignidade, o carinho, a esperança , é extremamente sofredor ser  vítima  de pressão social e não é teatro não, não é nada confortável se sentir eternamente vítima, é horrível a sensação de incapacidade. É verdadeiro e é urgente um acolhimento,um carinho, uma mão, um abraço , até mesmo um olhar …

Se você que lê , sente parecido ao que escrevi , procure um médico e diga o que sente, vai ser bem melhor, um dia você vai sentir que o buraco que você estava era pequeno e com esforço você conseguirá sair (ás vezes é necessário medicamentos e terapia sim,e daí?). No começo engatinhar e com o tempo voltar a andar com a espinha ereta e o coração tranqüilo , como diz aquela música.

Hoje , depois de tantos anos , estou enxergando caminhos… estou adorando este cheirinho de vida Nova!

Espero ardentemente não tropeçar mais em mim mesma!

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De onde vêm os bebês?


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De onde vêm os bebês?

É a pergunta fatídica capaz de deixar pai e mãe na maior saia justa. Mas não adianta mudar de assunto. Falar sobre sexo e sexualidade com os filhos é importantíssimo e não dá pra deixar pra depois. Quando começar a conversa? Não tem uma idade exata para falar sobre sexo. Depende dos estímulos visuais e auditivos aos quais a criança é exposta. Geralmente, a curiosidade para saber de onde vêm os bebês começa com a gravidez da mãe ou de outra pessoa próxima.

 Vale lembrar que as crianças abaixo de 6 anos não têm memória auditiva tão aguçada, então não dão tanta importância para a resposta. O que interessa para elas é matar a curiosidade ou chamar a atenção, explica a sexóloga e ginecologista Franciele Minotto. O interesse chama A hora certa pra falar sobre sexo é quando surge o interesse! E não tem idade pra isso. Primeiro devemos informá-los sobre os órgãos genitais, como funcionam, sobre a higiene, e sobre a diferença entre os gêneros masculino e feminino, dando exemplos do papai e mamãe, irmão e irmã, se for necessário, sugere a ginecologista. E mesmo se não houver perguntas, a partir dos 10 anos, é legal introduzir o tema no papo em casa.

É necessário que os pais insiram o assunto nas conversas com as crianças. Comentar sobre o que é o namoro e como acontece; que as pessoas beijam na boca, se abraçam, fazem carinho pelo corpo da outra. E que um belo dia poderão ficar nus e, se assim desejarem, o pênis do menino entrará na vagina da menina, aconselha Franciele. Xô, mito! Desconversar, mudar de assunto, não pronunciar a palavra em casa apenas mistifica o sexo e o coloca distante da vida da criança. Como há muito estímulo visual, algumas vezes é difícil esconder ou dissimular a palavra sexo. Isso é importante para não deixar o assunto como algo proibido ou mágico, alerta a sexóloga.

E nada de ficar constrangida. Na hora de conversar, a naturalidade é importante para o entendimento da criança e facilita a percepção de que o sexo é uma prática constante da vida adulta. A professora Joana E. Antunes, 32 anos, não sabia o que responder quando a filha de cinco anos fez a primeira pergunta embaraçosa. Um belo dia, a Thaís virou pra mim e perguntou: mãe, eu posso cruzar? Fiquei surpresa e sem saber o que dizer. Mas expliquei que só podemos fazer isso quando amamos alguém de verdade. Foi a única saída, ri a professora. As metáforas Não adianta usar palavras do diminutivo para se referir aos órgãos sexuais. Nada de pirulitinho e pererequinha. Falar o nome correto de ambos e até utilizar-se de espelho para identificar as estruturas é muitíssimo importante. Sexo não pode ser relegado eternamente ao felizes para sempre do conto de fadas, adverte.

Anote!

Dicas para não engasgar quando a conversa de sexo aparecer na hora do jantar:

– Trate o assunto com naturalidade e deixe claro que é uma prática comum da vida adulta; – Vale perguntar o que a criança já sabe sobre o assunto, para especificar a dúvida;

 – Não esconda que os pais praticam o sexo. Isso estimula os filhos a perceber a união do casal e a compreender que você precisa daquela horinha pra ficar a sós; – Explique que o ato sexual é prazeroso, mas pode trazer transtornos sem algumas precauções: gravidez indesejada, doença sexualmente transmissível, etc;

– Tome cuidado com o contexto e as palavras usadas durante o diálogo para não associar o sexo a algo sujo ou feito apenas pelos maus – É necessário começar a conversa enquanto as modificações puberais estão acontecendo. Deixar para falar depois da primeira menstruação, para as meninas, é tapar o sol com a peneira e pode ser tarde demais!

Fonte: http://delas.ig.com.br

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Drummond…sempre Drummond!!!

 

Arte : Kandinski

Com uma obra tão vasta e complexa, torna-se praticamente impossível classificar ou rotular os poemas de Drummond. O olhar suave, a visão crítica, o tom sarcástico, a liberdade métrica dos versos e até mesmo as rimas se encontram e desencontram em sua escrita. Por não se prender a qualquer rótulo ou barreira, conseguiu que seu nome fosse sempre associado ao novo.

Os ombros suportam o mundo 


1935 – SENTIMENTO DO MUNDO

  

Os ombros que suportam o mundo
Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.
Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.
Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertam ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo,
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.

 

Fonte:http://www.carlosdrummonddeandrade.com.br/poemas.php?poema=13