Arquivo | agosto 2012

Sexo Oral

Se sexo oral já é recheado de tabus e dúvidas, o que dizer da cerejinha do bolo que habita o imaginário masculino – e boa parte dos filmes pornôs? Estou falando do velho dilema (quase existencial para o sexo) que é engolir ou não o esperma na hora da prática. Como não passa de uma secreção do organismo, como a saliva ou o suor, calma mulheres, não é preciso ter nojo do líquido do seu amado.

Mas cuidados são fundamentais para que o prazer não vire dor de cabeça.

O maior problema relacionado à prática de engolir o esperma após a relação sexual é a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis. Mesmo sendo o sêmen um líquido limpo, pode conter agentes como HPV, clamídia, herpes, vírus responsáveis por hepatites, sífilis e claro, o próprio HIV. Vale ressaltar que mesmo sem engolir – e por apenas ter o contato – as doenças podem ser transmitidas.

“É importante salientar que pessoas que apresentem lesões em cavidade oral, como ferimentos ou aftas, estão mais propensas a contrair tais doenças”, lembra o médico urologista Marcelo Alves Aranha, do Hospital Nossa Senhora das Graças, de Curitiba. “Outra situação curiosa a respeito é o relato de transmissão de conjuntivite por clamídia, através da ejaculação direta no globo ocular”.

Marcelo desmente o boato de que a alimentação interfere no odor (ou no sabor) do esperma, característico de sua composição. As variações estão relacionadas às diferentes concentrações das substâncias que a compõe. “Como exemplo de situações que podem alterar as características seminais podemos citar o período de tempo entre as ejaculações, onde um menor período acarreta em um ejaculado menos espesso e infecções uretrais (gonorréia) ou seminais, que podem tornar o sêmen amarelado e com odor fétido”, explica o médico.

Sabendo de tudo isso, o ideal mesmo é fazer o possível para sempre usar preservativos, independente da posição escolhida. Como há muita reclamação – tanto de homens quanto mulheres quando o assunto é prática oral – há opções de camisinhas sem lubrificante ou espermicida (sem aquele cheirinho e gosto desagradáveis), ou ainda os com aroma, que podem ainda apimentar a relação. Sex-shops e farmácias já vendem modelos “deliciosos” de menta, morango, laranja, uva…

Por Sabrina Passos (MBPress)

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Diga NÃO!

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Você é daquelas pessoas que mudam todo o seu trajeto para dar carona a alguém? Fica horas ao telefone ouvindo uma amiga contar sobre o namorado, enquanto uma pilha de trabalho inacabado espera por você sobre a mesa? Sai das refeições do domingo passando mal de tanto comer, só porque a sua tia cismou que você tinha que repetir a macarronada cinco vezes e ainda comer a sobremesa?

Se esse for seu caso, eu tenho certeza que você já perguntou a si mesmo… POR QUE FAÇO ISSO COMIGO?

A primeira e mais evidente resposta é… porque não queremos desagradar alguém. Não queremos desagradar uma pessoa que nos pede carona, não queremos desagradar uma amiga, nem a uma tia que é grande e que já tem fama de encrenqueira!

Mas é preciso que você perceba que, para não desagradar ao outro você acaba desagradando a você mesmo, repetidas vezes. Cada sim dito ao outro é um não dito a você!

Mas por que não queremos desagradar, afinal? Qual seria o problema em desagradarmos alguém??? Será que temos a capacidade de agradar a todas as pessoas, o tempo todo? Você conhece alguém que agrada a todas as pessoas o tempo todo???

Para que você se aprofunde nessas questões é preciso que faça uma diferenciação entre seu Eu adulto e seu Eu criança.

Pense na parte adulta de você. Eu tenho certeza que, sendo o adulto que você é, você sabe que tentar agradar a todos é algo simplesmente impossível de ser atingido. Eu sei também que você sabe que não existe problema algum em negar uma carona, se a pessoa não está sequer em sua trajetória. Ou em dizer a uma amiga que você tem muito trabalho a fazer, e que não pode falar com ela naquele momento ao telefone… Ou em não comer, caso não esteja sentindo vontade. É óbvio, para nosso Eu dulto, que não somos obrigados a fazer coisas que não nos fazem bem, e que temos o direito de esperar que as pessoas que convivem conosco compreendam e aceitem nossos limites.

Se fôssemos puramente racionais e adultos, tudo estaria resolvido, e ponto final.

Mas o problema é que muitas vezes é a criança em nós que assume o comando de nossas falas e decisões. E com a criança a coisa é mais complicada. Quando você era criança, houve uma época em que você realmente dependia da aceitação dos adultos. O que uma criancinha poderia fazer caso os pais não a aceitassem, não cuidassem dela? Poderia chegar a morrer, certo? Então, para a criança, ser aceita era caso de vida ou morte. E essa vivência da criança fica registrada na forma de emoções.

Então vamos repassar uma dessas situações que usei como exemplo:

Você está cansado, tem muito trabalho a fazer, e sua amiga liga querendo lhe contar o fim de semana.

Seu adulto pensa: – Oh, não!!!! Estou exausto, preciso terminar este relatório, vou dizer a ela que agora não posso falar, e que eu ligo quando estiver mais tranquilo _ esse parece um pensamento racional não é?

Mas a criança em você, que é toda emoção, se agita toda… – Ah, mas aí ela não vai mais gostar mais de mim… E a criança transforma a situação toda em uma bola de boliche que fica entalada na sua garganta, e você fica lá, mudo, paralisado, escutando… escutando… escutando… e se sentindo mal.

Horas depois, quando finalmente a sua amiga desliga lhe dizendo: – Desculpe, mas não posso mais falar com você, tenho que fazer o jantar (como se você a estivesse segurando ao telefone!!!!)

Bem, quando ela diz isso você se sente mal, e sente raiva de si mesmo, e passa a madrugada trabalhando enquanto ela dorme em paz.

Não é difícil perceber que existe algo errado nisso tudo.

Então, para deixar de fazer mal a si mesmo, você precisa aprender a dizer não. E para dizer não aos outros, você vai precisar aprender a dizer sim a você.

Quando estiver em uma situação dessas, procure analisar tudo de uma forma mais racional. Pergunte a si mesmo:

“Eu quero MESMO fazer isso para essa pessoa?”

“ Quais são as consequências, caso eu diga não?”

* Importante, responda “racionalmente”, e não “emocionalmente” a essas questões. Seja verdadeiro consigo mesmo.

É claro que existem situações em que dizer não ao outro não seria adequado… Um exemplo dramático, só para brincar com você: imagine que você chegue em casa e encontre seu marido (ou sua esposa) jogado não chão, roxo, e ele lhe pede para ligar ao médico… bem, nessa situação eu não lhe recomendaria a dizer : “Agora não estou com vontade, querido…. Mais tarde, talvez…”

Mas muitas vezes o não é um direito seu, uma forma de honrar a si próprio.

PRATIQUE DIZER NÃO!

Você verá que não vai perder as pessoas ao fazer isso.

Pelo contrário, vai ganhar mais uma pessoa na sua vida: você mesmo!

FONTE-http://vejasp.abril.com.br