Arquivo | janeiro 2011

Vai sarar!!!

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Dor de ferida aberta,na realidade FERIDAS de dentro e de fora…
Mas quanto mais me dói, mais FORÇA tenho!
Com mais emoção fico! Dor insuportável que vou suportando, com grande calmaria.
E a vou retendo, guardada, só para mim. Torna-se em egoísmo desmedido e vai crescendo e crescendo…
Quero controlá-la!! Quero senti-la! Tenho que senti-la ,sei que é necessário senti-la…!
Sentir uma dor que nos foi provocada, que nos foi roubada de um outro sentimento VERDADEIRO e nos foi paga com FALSIDADE. Criada no vazio que ficou, no vácuo da alma e nos sonhos traídos pela realidade de uma INGRATIDÃO.
Permaneço calada e imóvel.
ASSUMO,tenho o GRAVE defeito de NÃO saber PERDOAR com facilidade, sentindo o desassossego de uma ferida que sangra e não estanca.
Está inquieta pelo sentimento de indiferença… e abre, rasga!
Vinga-se de mim! Vinga-se em mim! É o meu ser que luta contra ele próprio, que vai abrindo e fechando este arranhão, provocando a sensação de ardor cada vez mais forte e presente no ferimento de DENTRO .
No fundo tenho a certeza da cicatrização, cicatrizes que levarei como uma rica lição de VIDA e que me ensinará a defender-me  PARA  sempre de TRAIÇÕES e INDIFERENÇAS.
Continuo imóvel. … Tudo porque o meu vazio foi preenchido por algo… Algo que, de certo modo, me mantém viva. Estou preenchida pela dor que  me amadurece e pela vontade de VIVER… que me ENCORAJA e me torna cada vez mais FORTE! UFA…!
Foi um desabafo! Estou bem!
Estou levantando!
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Com licença poética – Adélia Prado


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Com licença poética

Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não sou tão feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
— dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável. Eu sou.

Adélia Prado

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Depressão: estigma e incapacidade

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O QUE APRENDI COM A VIDA?

“… Aprendi que a dor passa, que o amor faz sofrer, que o passado dói, mas podemos aprender com ele, que a vida nem sempre é como agente pensa, que o que é certo para mim nem sempre é certo pros outros, que viver é mais difícil que morrer, que a doença da alma e da mente é a pior que tem, que obrigado e desculpa nunca é demais quando é de coração, que todos temos uma missão e que DEUS às vezes acredita muito mais na gente que agente nele…”

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Se quiser…



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1. Se quiser adoecer – “Não fale seus sentimentos”.
Emoções e sentimentos que são escondidos, reprimidos, acabam em doenças como: gastrite, úlcera, dores lombares, dor na coluna. Com o tempo a repressão dos sentimentos degenera até em coisa pior.
Então vamos desabafar, confidenciar, partilhar nossa intimidade, nossos segredos, nossos pecados. O diálogo, a fala , a palavra, é um poderoso remédio e excelente terapia.

2. Se quiser adoecer – “Não tome decisão”.
A pessoa indecisa permanece na dúvida, na ansiedade, na angústia. A indecisão acumula problemas, preocupações, agressões. A história humana é feita de decisões. Para decidir, é preciso saber renunciar,saber perder vantagem e valores para ganhar outros. As pessoas indecisas são vítima de doenças nervosas, gástricas e problemas de pele.

3. Se quiser adoecer – “Não busque as soluções”.
As pessoas negativas não enxergam soluções e aumentam os problemas. Preferem a lamentação, a murmuração, o pessimismo. Melhor é acender o fósforo que lamentar a escuridão. Pequena é a abelha, mas produz o que de mais doce existe. Somos o que pensamos. O pensamento negativo gera energia negativa que se transforma em doença.

4. Se alguém quiser adoecer – “Viva de aparências”.
Quem esconde a realidade, finge, faz pose, quer sempre dar a impressão que está bem, quer mostrar-se perfeito, bonzinho, etc., está acumulando toneladas de peso. É uma estátua de bronze, mas com pés de barro. Nada pior para a saúde que viver de aparências e fachadas. São pessoas com muito verniz e pouca raiz. Seu destino é a farmácia, o hospital, a dor.

5. Se quiser adoecer – “Não se aceite”.
A rejeição de si próprio, a baixa estima, faz com que sejamos algozes de nós mesmos. Ser eu mesmo é o núcleo de uma vida saudável. Os que não se aceitam são invejosos, ciumentos, imitadores, competitivos,destruidores.
Aceitar-se, aceitar ser aceito, aceitar as críticas, é sabedoria, bom senso e terapia.

6. Se quiser adoecer – “Não seja honesto”
O mentiroso e desonesto precisa mentir para sobreviver. Vende uma imagem falsa, camufla seu “eu real”, é um fugitivo da luz e amante das trevas. A falta de transparência é um pacto com a corrupção. Pessoas assim vivem sob a ameaça, o medo, o trambique, a falsidade, a insônia, o pesadelo. São candidatos à doença, porque já vivem na insanidade mental e ética.

7. Se quiser adoecer – “Não confie”.
Quem não confia, não se comunica, não se abre, não se relaciona, não cria liames profundos, não sabe fazer amizades verdadeiras. Sem confiança, não há relacionamento. A desconfiança é falta de fé em si, nos outros e em
Deus. Quem desconfia do médico, prejudica a cura. Quem desconfia do psicólogo,nunca se abre, só pode adoecer.

8. Se quiser adoecer – “Viva sempre triste”.
O bom humor, a risada, o lazer, a alegria, recuperam a saúde e trazem vida longa. A pessoa alegre tem o dom de alegrar o ambiente em que vive. “O bom humor nos salva das mãos do doutor”. Alegria é saúde e terapia.

AUTORIA: eu recebi o texto como sendo de Orlando Brandes. pesquisando achei vários sites com o mesmo texto como sendo do Dr. Dráuzio Varela.
se alguém souber quem realmente escreveu, por gentileza me avise!

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Faz de Conta -Martha Medeiros

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Faz de Conta

Não respondo teus e-mails, e quando respondo sou ríspido, distante, mantenho-me alheio: FAZ DE CONTA QUE EU TE ODEIO

Te encho de palavras carinhosas, não economizo elogios, me surpreendo de tanto afeto que consigo inventar, sou uma atriz, sou do ramo: FAZ DE CONTA QUE EU TE AMO.

Estou sempre olhando pro relógio, sempre enaltecendo os planos que eu tinha e que os outros boicotaram, sempre reclamando que os outros fazem tudo errado: FAZ DE CONTA QUE EU DOU CONTA DO RECADO.

Debocho de festas e de roupas glamurosas, não entendo como é que alguém consegue dormir tarde todas as noites, convidados permanentes para baladas na área vip do inferno: FAZ DE CONTA QUE EU NÃO QUERO.

Choro ao assistir o telejornal, lamento a dor dos outros e passo noites em claro tentando entender corrupções, descasos, tudo o que demonstra o quanto foi desperdiçado meu voto:FAZ DE CONTA QUE EU ME IMPORTO.

Digo que perdôo, ofereço cafezinho, lembro dos bons momentos, digo que os ruins ficaram no passado, que já não lembro de nada, pessoas maduras sabem que toda mágoa é peso morto: FAZ DE CONTA QUE EU NÃO SOFRO.

Cito Aristóteles e Platão, aplaudo ferros retorcidos em galerias de arte, leio poesia concreta, compro telas abstratas, fico fascinada com um arranjo techno para uma música clássica e assisto sem legenda o mais recente filme romeno: FAZ DE CONTA QUE EU ENTENDO.

Tenho todos os ingredientes para um sanduíche inesquecível, a porta da geladeira está lotada de imãs de tele-entrega, mantenho um bar razoavelmente abastecido, um pouco de sal e pimenta na despensa e o fogão tem oito anos mas parece zerinho: FAZ DE CONTA QUE EU COZINHO.

Bem-vindo à Disney, o mundo da fantasia, qual é o seu papel? Você pode ser um fantasma que atravessa paredes, ser anão ou ser gigante, um menino prodígio que decorou bem o texto, a criança ingênua que confiou na bruxa, uma sex symbol a espera do seu cowboy:FAZ DE CONTA QUE NÃO DÓI.

Martha Medeiros

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Lixo Humano…

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Que todo lixo humano fique bem longe de minha vida . Carregados com suas falsidades, soberbas, maldades ,lobos em pele de cordeiro descarreguem sua energia de xurume em volta da minha existência como fantasmas que tentam me puxar para o buraco negro da dor. Me levaram, mais não me levarão mais…

Que todo meu passado de humilhação, dor,tristeza, desconforto fiquem com essas criaturas do mal, que no fundo quiseram destruir minha vida, me fizeram me sentir culpada, crimonosa,  destruiram minha auto estima e minha alegria de viver.E eu me dei conta com uma penetrante sensação de desespero, que não havia jeito daquela criatura  ter sido feita para viver ao meu lado , onde a culpa se tornou minha companheira constante.Que esqueçam meu nome , meu rosto, minha vida e passem bem longe de mim. Deus sabe quem eu sou e como mereço viver! O desespero ganha muitas vezes batalhas.Eu só quero viver em paz, só isso…

“Estou no começo do meu desespero, e só vejo dois caminhos: ou viro doida, ou santa.”

Adélia Prado



Ressentimento

Não podemos negar o quanto a relação com o outro nos afeta. As relações humanas são marcadas consciente e inconscientemente, entretanto muitas vezes não nos damos conta o que determinados sentimentos nos provocam e nossa postura diante deles. Shakespeare teve o dom de nomear e expressar nossos sentimentos com muita destreza em suas 38 peças, 154 sonetos, 2 poemas e várias poesias e não me parece que o tempo tenha modificado nossos sentimentos da forma com que ele descreveu no século XVI. Nossos sentimentos se mostram sempre ambivalentes: Amor, Ódio, Compaixão, Agressividade, Entusiasmo, Timidez, Alegria, Tristeza, Altruísmo, Ambição, Generosidade, Avareza, Humildade, Vaidade, Inveja….

Mesmo diante de todos estes sentimentos e muitos outros que considero serem a maior expressão da natureza humana, o Ressentimento é algo que tem me chamado muito a atenção nas minhas relações. Ressentimento não é sinônimo de raiva, arrependimento ou vingança, mas a impossibilidade de se esquecer ou superar um agravo.

Maria Rita Kehl, em seu livro – Ressentimento (Editora Casa do Psicólogo) escreve logo na introdução que “ressentir-se significa atribuir a um outro a responsabilidade pelo que nos faz sofrer. Um outro a quem delegamos, em um momento anterior, o poder de decidir por nós, de modo a poder culpá-lo do que venha a fracassar”. Neste caso, o ressentido estabelece uma servidão inconsciente, se demite subjetivamente e não se implica como sujeito do desejo.
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Maria Rita Kehl e seu livro – Ressentimento

A pessoa ressentida, ao se sentir ofendida, agredida, submetida ao outro, não se manifesta no ato, mas mantém a cena viva remoendo (ruminando) a ofensa repetitivamente. Maria Rita Kehl menciona que o “ressentido não é alguém incapaz de se esquecer ou de perdoar; é um que não quer se esquecer, ou que quer não se esquecer, não perdoar, não deixar barato o mal que o vitimou”.

É muito interessante o quanto a nossa psique nos rege e que não podemos garantir que uma criança se desenvolva subjetivamente de uma ou outra maneira mesmo que a mãe (pais) tome todas as medidas nos primeiros momentos da vida. O bebê, a criança e posteriormente o adulto podem ter vivido experiências subjetivas que o fizeram assimilar de maneira muito particular. Desta forma, muitas vezes quando fazemos o possível para proporcionar amor, apoio, ajudar  psicológica, financeira e emocionalmente ou de qualquer outra natureza pensando estar fazendo o melhor ao outro, na experiência de quem recebe tudo isso pode ser assimilado não com gratidão, mas sim, como uma dívida que deve ser paga. Cada ajuda adicional no decorrer da vida o faz sentir pior e mais endividado (mais empobrecido). É como se cada ato de afeto e ajuda faça com que aquele que recebe fique mais pobre, desta forma ao invés de demonstrar espontaneamente a gratidão, este se volta contra aquele que oferece algo com muita violência.

Melanie Klein em um de seus principais trabalhos psicanalíticos, Inveja e Gratidão, descreve de maneira clara os processos primitivos dos bebês. As emoções e ansiedades manifestas por mecanismos de projeção e introjeção na relação do seio bom e seio mal – amor, ódio, fantasias e defesas. Klein descreve as ansiedades persecutórias nos impulsos destrutivos dirigidos a pessoa amada (mãe), que posteriormente na posição depressiva aparece a culpa relativa à destruição dos objetos amados internos e externos. Eu penso que o ressentido fixado na posição esquizo-paranóide se ocupa de uma certa persecutoriedade, como se  houvesse uma conspiração contra si próprio que não o permitisse  sentir  o  amor do outro e  demonstrar  gratidão. Em sua vida mesmo adulta, vive uma reedição das cenas primitivas.

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Melanie Klein e um de seus principais trabalhos psicanalíticos – Inveja e Gratidão

Um adulto que demonstra constantemente ressentimentos é como se fosse uma vítima e Maria Rita Kehl descreve muito bem os ganhos subjetivos deste. “Talvez seja possível afirmar que o derrotado só se torna um ressentido quando ele deixa de se identificar como derrotado e passa a se identificar como vítima, sobretudo de vítima inocente de um vencedor que, nesses termos, passa a ocupar o lugar de culpado. É no lugar da vítima que se instala o ressentido, cujas queixas e acusações silenciosamente a um outro funcionam para reassegurar sua inocência e para manter sua passividade. A manutenção ativa do ressentimento faz par com a posição passiva que ele ocupa diante do Outro; com isso, a suposta vítima obtém o ganho secundário de desincumbir-se moralmente de qualquer responsabilidade pela situação que o ofendeu”.

O ressentido se sente no direito de reclamar o tempo todo e se isenta de qualquer responsabilidade do que acontece na sua vida. Tudo de mal que acontece ou aconteceu na sua vida é de responsabilidade dos outros, por ter sido injustiçado ou por ter sido tratado de maneira desprivilegiada, desta forma, ao invés de tomar cabo de sua vida, se ocupa de uma vitimização pueril.

Maria Rita continua: “O ressentimento seria, neste caso, o avesso do arrependimento; é uma cobrança indireta de um bem cedido ao outro por submissão ou covardia. Instalado no lugar de queixoso, o ressentido não se arrepende: acusa. Sua reivindicação não é clara: ele não luta para recuperar aquilo que cedeu e sim para que o outro reconheça o mal que lhe fez. No entanto, não espera obter reparação: o que ele quer é uma espécie de vingança. Uma vingança imaginária, escreve Nietzche. Uma vingança sempre adiada, que ele prefere gozar na fantasia a executar.

Acho particularmente esclarecedor quando ela diz que não devemos confundir o ressentimento com as expressões de mágoa e da raiva. A mágoa, como Kehl define, é a dor de uma ferida narcísica que ainda não deixou de sangrar. Desta forma o ressentido é aquele que renuncia a seu desejo em nome da submissão a um outro (identificado desde seu lugar do superego), mas depois vem cobrar, insistentemente, pelo desejo negado. Ele não se arrepende – ele acusa. “O vingativo que não e vinga, que espera ser ressarcido pela justiça divina sem se implicar com seu desejo de vingança está condenado ao ressentimento”.

Jurandir da Costa Freire, Psiquiatra e Psicanalista, em uma de suas palestras organizadas pelo CEP – Centro de Estudos Psicanalíticos, proferiu sobre o tema da pueridade, sintoma apresentado por pacientes não somente na sua clínica, mas também nas nossas,  cuja  pessoa  assume uma posição de vitima infantil frente as questões do mundo adulto. Acredito que ambos os temas ressentimento e pueridade  são  correlatos e podem ser abordados conjuntamente pela psicanálise, embora nem Freud nem seus seguidores abordaram como Maria Rita Kehl e Jurandir Freire. Sigmund Freud em Estudos sobre histeria (1893-1895)  nomina  ressentimento como “covardia moral” no caso “Miss Lucy R.”.

É muito difícil lidar com o ressentimento do outro, uma vez que este se mostra sempre ético, correto e legítimo na sua posição de vítima inocente de uma injustiça, uma ofensa, um complô a qual somos responsabilizados, entretanto o ressentido não pode ser ético e suas reclamações não podem ser legitimadas uma vez que ele se demite subjetivamente não se responsabilizando por suas escolhas. O ressentido sempre encontra uma forma de demonstrar que está coberto de razões através de suas desculpas verdadeiras e atrai simpatizantes por demonstrar uma superioridade moral inquestionável.

Todos nós ainda vamos nos sentir culpados diante do silêncio acusador dos ressentidos que nos rondam.

Quero encerrar este texto com uma música de Nelson Cavaquinho, Alcides Caminha e Guilherme de Brito que ouvi na voz de Beth Carvalho – A Flor e o Espinho.

 

A Flor e o Espinho

Tire o seu sorriso do caminho
Que eu quero passar com a minha dor

Hoje pra você eu sou espinho
Espinho não machuca a flor
Eu só errei quando juntei minh’alma a sua
O sol não pode viver perto da lua

Tire o seu sorriso do caminho
Que eu quero passar com a minha dor

Hoje pra você eu sou espinho
Espinho não machuca a flor
Eu só errei quando juntei minh’alma a sua
O sol não pode viver perto da lua

E no espelho que eu vejo a minha magoa
E minha dor e os meus olhos rasos d’água

Eu na sua vida já fui uma flor
Hoje sou espinho em seu amor

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Por Carlos Alberto Alves e Silva