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TAG – Transtorno da ansiedade generalizada – Dráuzio Varela

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A ansiedade é uma reação normal diante de situações que podem provocar medo, dúvida ou expectativa. É considerada normal a ansiedade que se manifesta nas horas que antecedem uma entrevista de emprego, a publicação dos aprovados num concurso, o nascimento de um filho, uma viagem a um país exótico, uma cirurgia delicada, ou um revés econômico. Nesses casos, a ansiedade funciona como um sinal que prepara a pessoa para enfrentar o desafio e, mesmo que ele não seja superado,  favorece sua adaptação às novas condições de vida.

O transtorno da ansiedade generalizada (TAG), segundo o manual de classificação de doenças mentais (DSM.IV), é um distúrbio caracterizado pela “preocupação excessiva ou expectativa apreensiva”, persistente e de difícil controle, que perdura por seis meses no mínimo e vem acompanhado por três ou mais dos seguintes sintomas: inquietação, fadiga, irritabilidade, dificuldade de concentração, tensão muscular e perturbação do sono.

É importante registrar também que, nesses casos, o nível de ansiedade é desproporcional aos acontecimentos geradores do transtorno, causa muito sofrimento e interfere na qualidade de vida e no desempenho familiar, social e profissional dos pacientes.

O transtorno da ansiedade generalizada pode afetar pessoas de todas as idades, desde o nascimento até a velhice. Em geral, as mulheres são um pouco mais vulneráveis do que os homens.

Sintomas

Os sintomas podem variar de uma pessoa para outra. Além dos já citados (inquietação, fadiga, irritabilidade, dificuldade de concentração, tensão muscular) existem outras queixas que podem estar associadas ao transtorno da ansiedade generalizada: palpitações, falta de ar, taquicardia, aumento da pressão arterial, sudorese excessiva, dor de cabeça, alteração nos hábitos intestinais, náuseas, aperto no peito, dores musculares.

Diagnóstico

O diagnóstico do TAG leva em conta a história de vida do paciente, a avaliação clínica criteriosa e, quando necessário, a realização de alguns exames complementares.

Como os sintomas podem ser comuns a várias condições clinicas diferentes que exigem tratamento específico, é fundamental estabelecer o diagnóstico diferencial com TOC, síndrome do pânico ou fobia social, por exemplo.

Tratamento

O tratamento do TAG inclui o uso de medicamentos antidepressivos ou ansiolíticos, sob orientação médica, e a terapia comportamental cognitiva. O tratamento farmacológico geralmente precisa ser mantido por seis a doze meses depois do desaparecimento dos sintomas e deve ser descontinuado em doses decrescentes.

Recomendações

* Se você é visto como alguém de estopim curto, que anda sempre com os nervos à flor da pele e tem muita dificuldade para relaxar, provavelmente chegou a hora de procurar um médico para avaliar esse estado permanente de tensão e ansiedade;

* Se você cobra muito de si mesmo, está sempre envolvido em inúmeras tarefas e pressionado pelos compromissos, tente pôr ordem não só na sua agenda, mas também na sua rotina de vida, sem esquecer de reservar um tempo para o lazer. Se não conseguir sozinho, não se envergonhe, peça ajuda.

Sobre a ansiedade de cada dia – Por Clarissa Corrêa

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Não sei ficar parada, com a cabeça em algum lugar, pensando em como seria a minha vida. É claro que sonhar é bom, mas não tenho paciência para ficar vendo a coisa acontecer, prefiro tomar uma atitude e ver se dá certo. E se não dá vou tentando, porque o que é nosso uma hora chega. Mesmo que perca a hora ou passe do ponto.
 
Sou daquelas que paga para ver. E o que vejo nem sempre é bom, mas dou um jeito de embelezar as coisas. Acho que nós fazemos o nosso mundo. Na verdade, fazemos tudo: nosso trabalho, nossos amigos, nosso amor, nossa paixão por pessoas e coisas. Nós é que decidimos como queremos viver nossos relacionamentos. Nós é que estabelecemos, secretamente ou não, o que aceitamos. Você vive uma vida conturbada porque de uma forma ou de outra atrai isso. Por isso, é sempre bom decidir e colocar dentro da cabeça o que não queremos de forma alguma. É, eu sei que nem tudo sai como o esperado, tem coisa que foge das nossas mãos. Mas acho que o que nos pertence chega. Uma hora é claro que chega. 
 
Tenho a mania de querer tudo para ontem, de ficar gastando energia e pensamento em coisas que nem sempre posso modificar. Estou trabalhando essas pequenas questões, tentando não ser tão apressadinha com resultados, retornos, decisões. Nem tudo acontece na hora em que achamos que deveria acontecer. E é isso que eu tento me dizer: calma, calma, a vida tem o seu tempo. 
 
Talvez eu seja muito otimista, sei lá. Mas prefiro viver achando que tudo vai ser sempre melhor do que ficar com a cara amarrada perdendo o melhor da festa. E o melhor é o que acontece justamente hoje. É que nem uma dieta: tem gente que só quer ver os quilos diminuírem ao subir na balança. Essas pessoas esquecem de apreciar o passo a passo, a trajetória, cada pequena conquista. O resultado não é o mais importante, o que vale é mudar a postura em relação ao alimento, é modificar esse relacionamento.  Não adianta nada chegar no peso ideal e voltar a comer desesperadamente, pois você vai engordar tudo de novo (e talvez até um pouco mais). Comer é bom, sim, mas é apenas uma coisa que fazemos na vida. Não é a nossa vida. Essa é a grande diferença. Não dá para focar apenas no destino, a gente precisa apreciar a paisagem que vai passando pouco a pouco pela nossa janela. Essas são as coisas simples da vida.
 
 
 
(Por isso, ao invés de correr contra o relógio eu vivo agora de uma forma mais leve. Acredite, isso é libertador.)

Expectativas : Saiba como lidar com as suas!

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A vida não é feita de expectativas, é feita de escolhas!

Expectativas são esperas ansiosas e produzem um efeito danoso em nossas vidas quando excedem os padrões da realidade.

É da natureza humana gerar expectativas com relação às coisas, o problema é que nossa imaginação é muito fértil e nossos desejos excedem nossa compreensão da realidade. Nestas condições criamos expectativas com pouca ou nenhuma chance de acontecerem e caminhamos rumo à decepção e a frustração.

Achamos que os outros nos decepcionam quando, na verdade, na maioria das vezes fomos nós quem criamos expectativas irreais sobre eles e suas atitudes.
A solução para essas questões que sempre causam sofrimento e desilusões passa pelas seguintes reflexões:

1ª) Precisamos compreender que nossas expectativas são formadas a partir de nossos desejos e fantasias e, não possuem, muitas vezes, nenhuma relação com a realidade.

2ª) Nossas expectativas estão ligadas à nossa imaginação e por isso podem assumir proporções muito difíceis de serem atendidas.

3ª) As expectativas são nossas, mas podem depender de ação de outras pessoas e acontecimentos para se concretizarem, portanto estamos esperando por algo sobre o qual não temos controle efetivo.

4ª) Expectativas estão associadas à imaginação, sentimentos, emoções e experiências anteriores.

5ª) Expectativas sofrem a ação da nossa ansiedade e dos outros aspectos psicológicos que compõe a nossa personalidade.

Assim, como em tudo na vida, também precisamos aprender a lidar com nossas expectativas e introduzir a razão como mediadora entre elas e a realidade.
Às vezes, você espera que alguém ligue para você e a pessoa não liga… Quanto maiores forem as expectativas de receber a ligação, maior será o sofrimento e a decepção de não a ter recebido. Não percebemos nitidamente, mas nos sentimos feridos, afinal a pessoa “devia” ter ligado e não ligou. Pronto. Esse “ferimento emocional”, que se originou em função de nossas expectativas não atendidas, será suficiente para que nossa imaginação agigante as consequências ao criar as “razões“ pelas quais a pessoa não ligou, tais como: ela não me dá a atenção que eu mereço; ela só me procura quando convém; ela deve estar se divertindo com outras pessoas; ela está me enganando; ela não tem por mim a mesma consideração e sentimento que eu tenho por ela, etc.

Ora, todas estas “razões” são meras suposições da nossa imaginação ampliadas pela ansiedade e por frustrações e comparações com situações anteriores.
A pessoa pode não ter ligado por razões concretas e justificáveis as quais poderíamos facilmente compreender em uma conversa franca com ela. Julgamos baseados em suposições, e suposições são apenas probabilidades manipuladas pela nossa imaginação.

Quanto maiores forem as suas expectativas diante de qualquer situação na vida, maiores serão suas chances de se decepcionar. Quando não estamos esperando nada, achamos tudo o que acontece maravilhoso. Quando esperamos pouco, o que acontece facilmente atende ou supera as nossas expectativas, mas quando esperamos muito…

Esperar muito é depositar nas mãos de outras pessoas e acontecimentos a responsabilidade de fazer seus desejos acontecerem. É uma perigosa ilusão.
Procure dividir os aspectos de sua vida em dois grandes grupos: as coisas que você espera que aconteçam e depende determinantemente de você e as coisas que você espera que aconteça, mas dependem muito mais de outras pessoas e acontecimentos que da sua ação.

Observe que você só pode agir sobre as coisas que dependem determinantemente de você. Somente sobre elas você possui controle. As coisas que dependem de outras pessoas e acontecimentos estão fora do seu controle, você pode até influenciá-las de alguma maneira, mas não pode controlá-las.

Utilize a sabedoria para não gerar expectativas muito elevadas para as coisas que não dependem diretamente de você e de suas atitudes. Elas dependem de outras pessoas que não pensam como você pensa, não agirão como você agiria e não sentem as coisas exatamente como você sente.

Concentre-se em alterar as coisas que você pode e em buscar compreender as que estão nas mãos dos outros.

Deixar a vida ser dirigida por nossas expectativas é como dirigir em alta velocidade de olhos vendados. Abra os olhos da razão, use o coração para amar a vida e as pessoas e a razão para conhecê-las, compreendê-las e aceitá-las.

Uma vida baseada em expectativas é irreal e muito perigosa. Faça as pazes com a realidade e aprenda a ajustar suas expectativas dentro de um padrão lúcido e flexível.

Nem a vida nem as pessoas são como nós gostaríamos que fossem, são como são. Nem mesmo nós somos como gostaríamos de ser…

Um alerta importante: Antes de tentar se tornar quem você gostaria de ser, observe se suas expectativas com relação a si mesmo não estão equivocadas, talvez você esteja melhor assim…

A vida é feita de escolhas, mas é impactada por nossas expectativas.

Texto de Carlos Hilsdorf

 

TPM

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TPM é uma síndrome que apresenta um conjunto de sintomas psico-físico-emocional e atinge cerca de 80% das mulheres em fase reprodutiva.

No campo psíquico, vemos predominância da ansiedade, excitação e agressividade. No campo emocional, crises acentuadas de depressão, ou estados depressivos, com forte sentimento de desesperança e tristeza profunda; sentimentos de rejeição e pensamentos auto-depreciativos; irritabilidade e facilidade para chorar; além de dificuldade de concentração em atividades do cotidiano, insônia e mau humor.

Acontecem também alterações físicas, como a retenção de líquidos, inchaço, dores musculares, de cabeça, nos seios e dores em geral; há também acentuado desejo de comer algum tipo de alimento, sobretudo doces e chocolates, ou um aumento generalizado do apetite. Todos esses sintomas e outros mais são decorrentes da mudança hormonal, típica do próprio ciclo menstrual da mulher; somados ao stress decorrente do ritmo e qualidade de vida que a mulher vive.

O tratamento, normalmente, é feito através de recomendação de exercícios físicos, vitaminas e/ou anti-depressivos.
Por que algumas mulheres não têm TPM? Por que outras têm alguns sintomas mais acentuados e outras, menos? E, por que outras mulheres, ainda, têm um quadro gravíssimo de sintomas deixando-as com a sensação de falta de controle sobre si mesmas?
Entendo que as doenças desde as mais leves, como uma gripe, por exemplo, ou a TPM, até uma mais grave, como um câncer ­têm como fator decisivo desencadeante o psiquismo. Se pensarmos numa simples gripe, por exemplo, por que algumas pessoas “pegam” mais gripes que outras? Por que algumas pessoas demoram mais para se curarem e outras, recuperam-se mais rapidamente de uma mesma doença? Vírus estão no ar o tempo todo convivendo conosco, então, porque não somos “atacados” constantemente por eles e, sim, somente em algum determinado momento? Por que estamos vulneráveis e com baixa resistência num momento e em outros, não?
Acredito que as doenças ­inclusive a TPM ­são psicossomáticas.

Esclarecendo a tempo: doença psicossomática é uma doença real em todo o seu quadro de sintomatologia física, que precisa ser tratada com medicamentos, mas, tem como fator determinante o psiquismo.
E, como estudiosa do psiquismo humano, acredito que, inconscientemente, “escolhemos” nossas doenças ­como última instância ­para despertar e refletir e, obviamente, mudar nossas crenças e comportamentos.
Podemos tratar os sintomas da TPM, seja com um complexo vitamínico e/ou algum anti-depressivo; mas é preciso tratar a “causa”, caso contrário, a mulher torna-se refém, mês a mês, dos seus sintomas, tornando-a incapaz de viver, nestes períodos, sua vida com liberdade e assertividade.
A meu ver, tratar apenas seus sintomas é paliativo, pois no mês seguinte lá estão eles, à sua revelia, perturbando e alterando sua vida de uma forma geral.
Como psicóloga, entendo que qualquer situação que se repete na vida de alguém ­ e, aí incluo a TPM acontece para que ele reflita sobre as suas crenças e atitudes no que concerne à sua pessoa e à sua própria vida.

A TPM, com seu conjunto de sintomas, e de como e quanto perturba sua vida ­ pessoal e profissional ­ é um “sintoma” de que há algo de errado com a mulher.
Na fase do ciclo menstrual em que ocorre a TPM há extrema sensibilidade e tudo o que acontece neste período atinge intensamente a mulher. O que antes a mulher relevava, deixava passar e procurava dar pouca importância, nesta fase tem-se a impressão que ocorre o contrário. De fato, ocorre o inverso dos outros momentos!
Acredito que justamente por a mulher estar, realmente, extremamente sensível­ “com a sensibilidade a flor da pele” ­que tudo o que vive é sentido muito mais intensamente, portanto, sua reação também será intensa e super-dimensionada à situação em si.
Acontece que, antes, as situações eram sub-valorizadas e sub-dimensionadas em prol das relações ou da imagem que a mulher quer preservar; porem, durante o período em que ocorre a TPM, estando ela com elevado nível de sensibilidade, tudo a atinge de forma impactante, tornando muitas vezes insuportável o que era antes suportável.
Vemos, então, que por força da alta sensibilidade deste período seu nível de tolerância cai em progressão geométrica em relação aos momentos anteriores.
Portanto, a mulher deve ficar atenta ao que lhe acontece no período da TPM, pois suas reações vão “sinalizar” onde podem estar algumas de suas dificuldades e fontes geradoras de stress e frustrações.

Não justifique uma crise de choro ou uma explosão emocional, por exemplo, ocorridas durante este momento com “Ah, eu estava de TPM!”, como se não fosse nada. Ao contrário, o que acontece de “diferente” aí deve ser observado com atenção.
Embora não conheça nenhuma pesquisa neste sentido, acredito que a TPM seja uma doença da mulher moderna, sobrecarregada com atividades e obrigações múltiplas; com alto grau de exigência, onde ela tem que dar conta de tudo, 100% e perfeitamente.
Essas atividades múltiplas e o alto grau de exigência pessoal e social geram elevado nível de pressão ­ interna e externa e, conseqüentemente, levam a um stress tal que o organismo e o psiquismo não conseguem absorver, elaborar e transformar, revertendo assim numa sintomatologia patológica: a TPM, por exemplo.
Parece que a mulher na atualidade esqueceu-se do que é ser mulher, sobre o seu papel diante do homem e da sociedade.

O caminho que a mulher percorreu em nossa história ocidental, na busca de liberdade e autonomia do homem e na sociedade, fez com que ela se afastasse de si própria, negando seu próprio ritmo e necessidades femininas.
Ela conseguiu provar para si, para o homem e para a sociedade, sua inteligência e competência (dentro do universo masculino), mas a um preço muito alto, que foi ignorar a sua importância como mulher para a sociedade humana apenas por ser mulher.
Vive hoje num ritmo “como se” fosse um homem (até mais sobrecarregada!).
Homem é diferente da mulher: tem outro processo fisiológico, hormonal e psicológico. E, parece, que a mulher esqueceu-se disso. Esqueceu-se que mulher é diferente do homem. Por isso, seu corpo “grita” através dos sintomas da TPM, para despertá-la para a “sua” realidade como mulher.
É preciso que a mulher se redescubra enquanto mulher. Aprenda a valorizar-se, agregando suas qualidades naturais, como, por exemplo, sua receptividade e sensibilidade com as ‘recém descobertas’, tais como, a capacidade de estratégia e objetividade.

A mulher deve ser a primeira a dar o devido valor para o seu papel e o que este representa dentro da sociedade humana, começando consigo mesma.
Como disse anteriormente, qualquer situação que reincida na vida de alguém acontece para que a pessoa pare e reflita. Não acredito que o que passamos na vida e que chamamos “sofrimento” seja apenas para nos prejudicar gratuitamente, mas, sim, para “despertar”, refletir e resolver.
Para a mulher, a reincidência da TPM mostra o quanto ela não está respeitando o seu ritmo e suas necessidade psíquicas, emocionais e fisiológicas.

Para curar a TPM, a mulher precisa curar a causa, que é resgatar-se como mulher, despertando-se para seu autovalor e auto-estima e começar respeitando seus ritmos fisiológico, hormonal, psicológico e emocional.
A TPM, então, como “sintoma” existe na vida da mulher para que ela desperte, desperte para si mesma!

* Maria Aparecida Diniz Bressani é psicóloga e psicoterapeuta Junguiana, especializada em atendimento individual de jovens e adultos, em seu consultório em São Paulo.
Fonte: somos todos um

Ansiedade = Ejaculação Precoce

O fantasma da ejaculação precoce

75% dos casos de ejaculação precoce estão ligados à ansiedade

O seu parceiro anda preocupado por que não está conseguindo segurar a ejaculação pelo tempo que gostaria e, por consequência, as transas têm se tornado cada vez mais curtas? Chegou a hora de você acalmar o gato e mostrar a ele que: 1) sexo não é só penetração e 2) a ejaculação precoce, na maioria dos casos, é decorrente de fatores emocionais. Ou seja, quanto mais ele encanar menos tempo vai durar.

Segundo levantamento elaborado no ambulatório de sexualidade do Centro de Referência da Saúde do Homem, órgão da Secretaria de Estado da Saúde, a ejaculação precoce, em 75% dos casos relatados por homens entre 20 e 70 anos, é causado por fatores emocionais, como ansiedade acentuada e baixa autoestima.

Para quem não sabe, a ejaculação precoce acontece quando o homem chega ao auge da relação em um curto espaço de tempo e com poucos estímulos sexuais. Este ‘descontrole’ pode acontecer antes mesmo da penetração, durante as preliminares e, claro, causa constrangimento e insatisfação tanto para eles como para elas.

Por mais incomum que você possa achar, o problema ocorre com mais facilidade entre os jovens e no encontro com novo parceiros, isso porque a ansiedade intensa que atormenta o sexo masculino antes do sexo, principalmente pelo medo de não corresponder às expectativas da parceira, é um dos principais vilões do bom desempenho sexual. Outra característica em comum entre os pacientes que mais se queixam do problema é a timidez excessiva.

“A insegurança em relação à própria aparência, e muitas vezes a inexperiência, geram grande pressão psicológica no homem. A consequência deste ‘transtorno ansioso’ é o aceleramento da ejaculação”, explica o urologista Cláudio Murta. Ele ainda ressalta que, segundo estudos, o tempo médio de uma relação é de 15 a 20 minutos. “Saber disso é um dos primeiros passos para que o paciente consiga diminuir as expectativas em relação ao seu desempenho”.

Se o gato anda sofrendo com a ansiedade é hora de explicar que apesar de gostar e apreciar uma boa noite de sexo, penetração não é tudo. Além do mais é bom lembrá-lo que, mesmo que ele goze antes de você, se ele não te deixar a ‘ver navios’, tudo bem. Afinal, não é só o sexo que mantém um relacionamento.Por Paula Perdiz

Controlando a Ansiedade…

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Falta de sono, pressa exagerada para resolver os problemas, medo de uma situação que ainda está por acontecer… Quando essas incômodas sensações começam a fazer seu coração disparar, é hora de controlá-las.De repente, o coração começa a bater mais rapidamente. As mãos tremem, o ar começa a faltar. Vem uma sensação de angústia, como se o mundo se fechasse em torno de você. Na cabeça, uma só frase: “não há saída”. O que você está sentindo é ansiedade, uma vontade de preencher a lacuna que existe entre o presente e o futuro, tornando-o mais previsível. Na mente de uma mulher ansiosa, a impossibilidade de saber o que pode vir a acontecer -já que ninguém tem bola de cristal -vira uma história de terror, dá até para construir um roteiro de filme. O que a pessoa sente é preocupação, ou seja, se ocupa antes de uma coisa que não tem solução possível naquele momento.

Essa inquietação interior é uma epidemia. Se não for exagerada, não chega a fazer mal. Mas quando a apreensão ultrapassa um certo limite, torna-se um caso clínico e é preciso procurar ajuda médica. Uma em cada quatro pessoas chega a esse extremo. É quando aparece a obesidade, a síndrome do pânico, problemas de coração. Mas isso tudo pode ser evitado. Preparamos uma lista com 30 dicas para ajudar a pôr o pé no freio dessas emoções e garantir o mínimo de tranqüilidade.

1. Cada vez que você perceber que vai fantasiar um desfecho catastrófico para alguma situação, escreva em um papel o que está prevendo. Depois, escreva ao lado, no mesmo papel, o que realmente aconteceu para poder comparar. Com o tempo, irá reunir casos que mostram o quanto você sofreu por antecipação.

2. Considere o pior desfecho para uma situação apenas como uma das hipóteses, e imagine outras possibilidades não tão ruins ou até boas.

3. Inspire profundamente e jogue o ar para o abdome. Repita várias vezes, se possível de olhos fechados. Isso diminui as reações que o cérebro desencadeia ao identificar uma situação de perigo.

4. Esforce-se para dormir bem: tome um banho morno antes, mantenha o quarto escuro, totalmente silencioso, vista-se de forma confortável.

5. Aprimore seu filtro de pensamentos. Não gaste suas energias e seu tempo com coisas que não mereçam, de fato, a sua preocupação.

6. Tome uma taça de vinho. Alimentos e bebidas vasodilatadores, como é o caso do álcool e da pimenta, proporcionam uma sensação de relaxamento. Mas nada de excessos.

7. Pare de reclamar de prazos apertados. No geral, não dá para alterá-los e as queixas consomem um tempo que poderia ser gasto para resolver o problema.

8. Vença seus medos se expondo gradualmente a eles e pare de evitar situações que são necessárias embora você as considere desconfortáveis.

9. Antes de experimentar alguma situação, você tem sempre duas possibilidades: sim e não. Quando você evita logo de cara, passa a ter apenas o não como possibilidade. Enfrente as situações.

10. Coma castanha-do-pará. A semente melhora a transmissão dos impulsos nervosos do cérebro.

11. Dedique um bom tempo para o banho. Se for de banheira, melhor ainda. No chuveiro, massageie o corpo e deixe a água quente cair nos pontos de tensão como ombros.

12. Faça um exercício leve que dê prazer, como uma caminhada. Com a liberação de endorfina, fica mais fácil surgirem soluções e os pensamentos tornam-se mais variados.

13. Olhe para trás e veja se você deixou de lado alguma atividade que proporcionava prazer, como um grupo de teatro, um curso de canto ou o time de vôlei. Tente retomar.

14. Inclua você em sua agenda. Raras pessoas fazem pausas durante o horário de trabalho. Com a dedicação intensa você passa a se envolver com tantos problemas que isso gera estresse, um fator externo de ansiedade.

15. Em cada refeição procure unir uma verdura crua, um alimento verde-escuro e uma fruta amarela. Por sua consistência mais dura, exigem um número maior de mastigações, ajudando a dissipar a
ansiedade.

16. Direcione suas energias para a solução e não aos problemas. Em vez de ficar ansiosa diante de um projeto importante que você tem que apresentar, ou de questionar sua capacidade, concentre todas as suas energias para fazer o melhor projeto possível.

17. Combata o perfeccionismo. Quando você estabelece o perfeito como meta, só vale o recorde mundial. Determine sempre submetas e assim ficará mais fácil atingi-las.

18. Pratique técnicas de relaxamento rotineiramente. Primeiro contraia cada um dos seus músculos para depois relaxá-los.

19. Quando estiver ansiosa, faça um esforço para distrair-se com um momento de lazer, alguma bobagem que divirta e ocupe a cabeça. Se está na expectativa de receber uma ligação importante e vai ficar em casa para esperá-la, experimente ler uma revista, fazer as unhas ou assistir a novela.
20. Quando você está pessimista diante de um acontecimento, encare o insucesso como uma forma de aprendizado e não uma catástrofe.

21. Coma chocolate. Como auxiliam na liberação de serotonina, o hormônio do prazer, no sistema nervoso, a pessoa passa a ter a sensação de conforto e bem-estar meia hora ou 40 minutos após o consumo. Mas evite exageros para não engordar.

22. Confie no poder das ervas. A kava-kava é um potente ansiolítico. A planta é encontrada em cápsulas só que, embora natural, é vendida apenas com prescrição médica.

23. Se está ansiosa com alguma coisa que vai mesmo acontecer, ensaie antes. Vivencie o fato sem clima de terror, aja sem pânico. Não sofra por antecedência.

24. Responda a seguinte pergunta: o que você pode fazer para solucionar a causa da sua ansiedade hoje? Se descobrir que só será possível agir na próxima semana, relaxe e deixe para se preocupar depois.

25. Para as pessoas que descontam a ansiedade na comida, uma boa saída é a combinação de cravo e canela. Salpicados sobre as frutas, chás e alimentos de baixas calorias, eles diminuem a compulsão alimentar além de melhorar bastante o sabor.

26. Lembre-se de que 90% dos “filmes mentais” que ficamos desenvolvendo não acontecem. E os problemas que realmente se concretizam nem chegamos a imaginar.

27. Os chás são aliados poderosos na batalha contra a ansiedade. O capim-cidreira tem um princípio ativo que acalma. Só o cheiro já ajuda a diminuir a tensão. Uma outra infusão menos popular é o chá de casca de mulungu, que diminui a ansiedade e ainda melhora a qualidade do sono.

28. Procure uma academia e siga uma rotina de exercícios. A atividade regular ajuda a equilibrar o funcionamento do organismo.

29. Pratique atividades como tai chi chuan e ioga, que exercitam a respiração, ocupam a mente, reduzem o batimento cardíaco e fazem circular a energia do corpo. Equilibrado, o organismo combate a ansiedade.

30. Procure a companhia de pessoas tranqüilas e bem-humoradas. Ficar com outras pessoas ansiosas só vai alimentar seu desconforto.

*Consultores: Alceu Roberto Casseb, psicanalista da Sociedade Brasileira de Psicanálise, Flora Lys Spolidoro, nutricionista, Marco Antonio De Tommaso, psicólogo do Hospital das Clínicas, Rodrigo Cardoso, consultor de qualidade de vida e autor do livro A Resposta do Sucesso Está em Suas Mãos (Editora Record), Úrsula Maria Hecht, médica homeopata, Vanderli Marchiori, nutricionista e fitoterapeuta, diretora da Associação Paulista de Nutrição.

Texto: Juliana Nogueira

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