Arquivo | novembro 2013

Os 5 maiores arrependimentos das pessoas em seus leitos de morte.

Por muitos anos eu trabalhei em cuidados paliativos. Meus pacientes eram aqueles que tinham ido para casa para morrer. Algumas experiências incrivelmente especiais foram compartilhadas. Eu estava com eles nos últimas três a doze semanas de suas vidas. As pessoas crescem muito quando eles são confrontados com a sua própria mortalidade.

Eu aprendi a nunca subestimar a capacidade de alguém para o seu crescimento. Algumas mudanças foram fenomenais. Cada um experimentou uma variedade de emoções, como esperado, negação, medo, raiva, remorso, mais negação e, finalmente, aceitação. Cada paciente encontrou sua paz antes deles partirem, cada um deles.

Quando questionados sobre algum arrependimento que tiveram ou qualquer coisa que faria diferente, temas comuns vieram à tona. Aqui estão os cinco mais comuns:

1. Eu gostaria de ter tido a coragem de viver uma vida verdadeira a mim mesmo, e não a vida que os outros esperavam de mim.
Este foi o arrependimento mais comum de todos. Quando as pessoas percebem que sua vida está quase no fim e olham para trás, é fácil ver como muitos sonhos não foram realizados. A maioria das pessoas não tinha honrado nem metade dos seus sonhos e morreram sabendo que foi devido às escolhas que fizeram, ou não fizeram.

É muito importante tentar e honrar pelo menos alguns de seus sonhos ao longo do caminho. A partir do momento que você perde a sua saúde, é tarde demais. Saúde traz uma liberdade que muitos poucos percebem, até que já não a tem.

2. Eu gostaria de não ter trabalhado tão duro.
Isto veio de cada paciente do sexo masculino que eu acompanhei. Eles perderam a juventude de seus filhos e o companheirismo dos parceiros. As mulheres também falaram sobre esse arrependimento. Mas, como a maioria era de uma geração mais velha, muitas das pacientes do sexo feminino não tinham sido as pessoas que sustentavam a casa. Todos os homens que acompanhei lamentaram profundamente gastar tanto de suas vidas na esteira de uma existência de trabalho.

Ao simplificar o seu estilo de vida e fazer escolhas conscientes ao longo do caminho, é possível não precisar da renda que você acha que precisa. E criando mais tempo livre em sua vida, você se torna mais feliz e mais aberto a novas oportunidades, aquelas mais adequados ao seu novo estilo de vida.

3. Eu gostaria de ter tido a coragem de expressar meus sentimentos.
Muitas pessoas suprimiram seus sentimentos a fim de manter a paz com os outros. Como resultado, eles se estabeleceram por uma existência medíocre e nunca se tornaram quem eram realmente capazes de se tornar. Muitos desenvolveram doenças relacionadas à amargura e ressentimento que carregavam, como resultado disso.

Nós não podemos controlar as reações dos outros. No entanto, embora as pessoas possam, inicialmente, reagir quando você mudar a maneira que você está falando com honestidade, no final isso erguerá a relação à um nível totalmente novo e saudável. Ou isso ou ele libera o relacionamento doentio de sua vida. De qualquer maneira, você ganha.

4. Eu gostaria de ter mantido contato com meus amigos.
Muitas vezes eles não percebem verdadeiramente os benefícios de velhos amigos até estarem em seu leito de morte, e nem sempre foi possível reencontrá-los nestes últimos momentos. Muitos haviam se tornado tão envolvido em suas próprias vidas que tinham deixado amizades de ouro escapar nos últimos anos. Havia muitos arrependimentos profundos sobre não dar às amizades, o tempo e esforço que mereciam. Todo mundo sente falta de seus amigos quando estão morrendo.

É comum à qualquer um com um estilo de vida agitado, deixar amizades escorregarem, mas quando você se depara com a sua morte se aproximando, os detalhes físicos da vida caem. As pessoas querem colocar suas finanças em ordem, se possível. Mas não é dinheiro ou status que tem a verdadeira importância para eles. Eles querem arrumar as coisas para o benefício daqueles à quem amam. Normalmente, porém, eles estão muito doentes e cansados de gerir esta tarefa. E tudo se resume ao amor e relacionamentos no final. Isso é tudo o que resta nas semanas finais, amor e relacionamentos.

5. Eu gostaria que eu tivesse me deixado ser feliz.
Este é surpreendentemente comum. Muitos não percebem, até o fim de que a felicidade é uma escolha. Eles haviam ficado presos em velhos padrões e hábitos. O chamado “conforto” da familiaridade transbordou em suas emoções, bem como as suas vidas físicas. O medo da mudança os fazia fingir para os outros e para si mesmos, que estavam satisfeitos. Quando lá no fundo, eles ansiavam em rir e serem bobos em sua vida novamente. Quando você está no seu leito de morte, o que os outros pensam de você é muito diferente do que está em sua mente. Como é maravilhoso ser capaz de relaxar e sorrir novamente, muito antes de você estar morrendo.

A vida é uma escolha. É a sua vida. Escolha conscientemente, escolha sabiamente, escolha honestamente. Escolha a felicidade.

Eu vi no http://worldobserveronline.com/

Tradução por: Blog Dancing With De.

 

Bronnie Ware

Bronnie Ware, enfermeira que durante anos cuidou de pacientes no leito de morte, escreveu o livro “The Top Five Regrets of the Dying – A Life Transformed by the Dearly Departing”, que, como o título diz, trata dos cinco arrependimentos mais comuns manifestados pelas pessoas antes de morrerem.

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Maysa Matarazzo ou simplesmente Maysa…

Dona de dois olhos verdes inesquecíveis, ela viveu 40 anos a mil. Em pouco menos de meio século de vida mudou seu destino já traçado e se tornou a maior cantora romântica da música brasileira. Conheça agora um pouco mais de Maysa.

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Nascida numa tradicional família capixaba, com alto padrão de vida, Maysa desde criança seguiu os mesmos passos que a maioria das jovens de mesma realidade. Morou em endereços privilegiados e estudou em colégios de elite. Mas, a música já era presente em sua vida desde muito pequena. Aos 12 anos compôs sua primeira canção, chamada “Adeus”, que por acaso seria gravado em seu disco de estreia.

Desde essa época ela já revelava traços de uma personalidade marcante. Quando criança, implorou aos pais que a tirassem do colégio religioso, tradicionalíssimo, alegando que as freiras a estavam deixando louca. Maysa era péssima nos estudos, chegou a repetir o 2º ano ginasial duas vezes seguidas, por fim, na última, abandonou os estudos de vez. Sua imagem era a da legítima bad girl. Aos 16 anos, usava cabelos curtos, vestia calças compridas (absurdo na época), pintava as unhas de vermelho e maquiava-se com audácia.

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Naquela época, o destino comum das garotas como Maysa era se casar com um rapaz de boa estirpe e constituir uma família, ou seja – ela estava destinada ao lar. E tudo parecia indicar que ela cumpriria esse destino sem nenhuma alteração de rota. Aos 17 anos, em 1955, Maysa se casou com o empresário André Matarazzo. O sobrenome faz estremecer, a família ítalo-brasileira Matarazzo era considerada uma das mais ricas do Brasil e uma das maiores fortunas do mundo. Donos de um verdadeiro império que englobava industrias de metalurgia, comércio, navegação e cabotagem.

André Matarazzo era quase 20 anos mais velho que Maysa. Algo estranho, mas natural na época. O casamento, na Catedral da Sé de São Paulo, e a festa, foram dignos de uma super estrela hollywoodiana. Nada anormal para um clã que ao casar sua herdeira nos anos 40, chegou a realizar festins de três dias e três noites em São Paulo.

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Em pouco tempo, Maysa se deu conta da gaiola de ouro em que havia se prendido. A distância e a incompatibilidade com um marido sempre distante e ocupado foram minando seu casamento tempo após tempo. A pressão da tradição daquele clã rígido e obsoleto começou a se tornar insuportável para uma jovem alegre e expansiva, de mentalidade moderna e transgressora. E esta seria a alcunha com que a identificariam tempos depois – transgressora.

A carreira musical de Maysa começou de forma tão banal quanto surpreendente. O produtor Roberto Corte-Real, maravilhado com o seu talento, a convidou para gravar um disco durante uma reunião familiar, em 1956. Obviamente, o marido de Maysa foi contra, e só depois muita insistência ela pode gravar um disco em caráter beneficente com renda revertida para a campanha contra o câncer – o que vetava qualquer possibilidade de carreira profissional.

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O que deveria ser apenas um capricho de uma esposa entediada, acabou se tornando coisa séria quando o disco passou a tocar – e fazer muito sucesso – nas rádios do eixo Rio-São Paulo. A carreira de Maysa começou a deslanchar da noite para o dia e de repente ela havia se tornado uma cantora profissional. Acontece que mulheres de família não podiam se igualar a cantoras de rádio, ela tinha um nome a zelar, um nome de peso – Matarazzo. E foi aí que Maysa alterou seu destino em 360 graus. Ela se desquitou de André Matarazzo em 1957, trocando um matrimônio aristocrático por uma carreira de cantora. O desquite da cantora foi um dos maiores escândalos no Brasil em fins da década de 50.

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O sucesso e a popularidade cresciam dia após dia. Em 1958, ela já era considerada a maior e mais bem paga cantora do Brasil. A consagração veio com as canções “Ouça” e “Meu Mundo Caiu” – os maiores sucessos de sua carreira, de sua própria autoria. Intérprete bem sucedida e compositora reconhecida, seus discos eram campeões de venda e seus programas de televisão tinham muito prestígio, ao mesmo tempo em que era uma das cantoras mais populares da época. Bela, jovem, rica e bem sucedida ela via a carreira em crescente ascensão enquanto a vida pessoal ia ladeira a baixo.

Parece que seu mundo caíra de tal forma, que nada poderia faze-la levantar. Maysa passou sistematicamente a abusar da bebida, o que a tornou uma alcoólatra, como consequência engordou horrores. Sua vida passou a ser permeada por escândalos, tentativas de suicídio, namoros relâmpagos e até um grave acidente de carro estampado nas páginas dos jornais.

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Numa época em que a música brasileira era dominada por vozeirões potentes, Maysa representava um contraste, ao ter uma voz pequena e quase rouca. O que não a impediu de se tornar uma das maiores intérpretes e compositoras do samba-canção, gênero que dominava a cena musical do país naquela época; afilhado do bolero mexicano, do blues americano e do fado português. Maysa fazia parte de um grupo de cantoras como Dolores Duran e Sylvia Telles, que representaram uma transição durante os anos 50, entre o samba de carnaval e a bossa nova, surgida no fim da década; gênero do qual Maysa também foi integrante.

Interpretações tristes e letras altamente românticas e que falavam sobre amores acabados, angústias e sofrimentos. Maysa passou a ser uma grande expoente deste gênero, e representar uma nova estética musical como cantora, filtrando a dramaticidade exagerada do samba-canção em letras obviamente românticas e genuinamente bonitas. Ela também cantava em vários idiomas. Maysa se tornou o expoente mais sofisticado e requintado do estilo Samba-Canção.

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A alcunha de cantora de fossa, rainha da dor de cotovelo, acompanhou-a até o fim da vida. Maysa era uma mulher alegre, expansiva, bem humorada e muito perspicaz. Mas, que tinha momentos de profunda tristeza, solidão e angústia. Ela dizia ter uma série de complexos, quando remoía velhas amarguras e caia em profundo desespero. Sua aura dark era muito acentuada e lhe dava uma aparência verdadeiramente triste, o que acabava sendo muito explorado pela mídia da época. todo o sentimentalismo e a emoção de Maysa transpassavam claramente quando cantava, tudo isto esta impregnado em sua música de sentimentos fortes e passionais. O melhor exemplo é a interpretação magistral para “Ne Me Quitte Pas” de Jacques Brel, um dos maiores êxitos de sua carreira.

Em pouco tempo, o sucesso de Maysa começou a ultrapassar fronteiras. Ela visitou os países da América Latina inúmeras vezes, onde sua música era muito apreciada por um público fiel que consumia seus discos continuamente. Na Argentina ela era chamada de la condesa cantante – trocadilho com o título de nobreza pertencente a família do ex-marido.

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Os anos 60 chegaram cheios de positivismo ao Brasil, e no panorama musical surgia a bossa nova, fomentada desde a década anterior nos bares e boates da zona sul do Rio de Janeiro. Maysa, que tinha um notável faro musical se identificou com aquele movimento que trazia inovação e requinte à MPB, e se tornaria sucesso no mundo inteiro. Com a bossa nova, Maysa pode expandir referências musicais, mesmo não se tornando uma das grandes intérpretes do gênero, ela deu uma nova cara mais romântica à bossa nova, provando ser uma cantora de versatilidade.

A pressão da mídia fez com que Maysa fosse buscar no exterior a paz e o sossego que não tinha no Brasil. Seu nome estava mais em alta do que nunca e ela já era uma cantora consagrada no país, mas os rumos que a vida traça ao nosso destino a fariam ter uma grande carreira internacional. Ela foi responsável pelo lançamento da Bossa Nova no exterior, mais precisamente na Argentina e no Uruguai, em 1961, e contribuiu muito em sua divulgação pelo mundo. Ela excursionou por vários países, tendo se apresentado em Lisboa, Madri, Paris, Nova York, Milão e Cidade do México. Maysa chegou a cantar na África e até no longínquo Japão – onde foi a primeira artista brasileira a se apresentar por lá. O trabalho era exaustivo; na Europa, ela se cantava em casas noturnas, programas de televisão e gravava discos. Maysa chegou a morar durante anos na Espanha, quando era casada com o empresário belga-espanhol Miguel Azanza.

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Um dos momentos mais memoráveis da carreira aconteceu em 1963, quando Maysa fez uma única apresentação, inesquecível, no Olympia de Paris. Ela foi convidada pelo cantor Tino Rossi e deveria encerrar a noite. Maysa cantou um repertório de música brasileira e guardou para o final uma surpresa – “Ne Me Quitte Pas” de Jacques Brel. Podia ser uma ousadia cantar em francês para os franceses, mas o fato é que foi um sucesso. Maysa foi aplaudida de pé e teve de voltar ao palco do Olympia mais três vezes para repetir a música, tonta de emoção e empurrada ao palco por Bruno Coquatrix, diretor da casa. No dia seguinte, os jornais parisienses repercutiram o sucesso de Maysa no Olympia, exaltando-a como a “Imperatriz da Bossa Nova”. Não pode haver uma emoção maior para uma cantora estrangeira que a de cantar e ser aplaudida naquela que é a mais antológica casa de espetáculos da capital francesa.

Maysa continuou empreendendo excursões no exterior por muito tempo e a esta altura já estava bastante distante do público brasileiro. Quando sentiu a necessidade de voltar para casa, ela realizou sua última e maior ousadia. Montou um grande espetáculo na cervejaria Canecão, um local popularíssimo que viria a se tornar, após esta temporada, a maior casa de espetáculos do Rio de Janeiro. Acompanhada por grande orquestra e bailarinos, ela desfilou beleza, talento, competência e ousadia, vestindo mini-saia.

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Os anos 70 pareciam tão promissores quanto confusos. Apesar de todo o prestígio e popularidade, ela já não era mais a maior cantora do Brasil. No panorama musical da época, consolidava-se de fato a MPB, termo que passou a designar um estilo musical mais sofisticado que outros mais populares produzidos na música brasileira, como o samba, a música caipira e a música popular romântica. A maioria dos cantores contemporâneos de Maysa, ídolos da música nos anos 40 e 50, mergulharam num período de profundo ostracismo. Não era o seu caso, mas ela passou a se auto exilar da música, da mídia e do público, dia após dia.

Vivendo a vida cada dia mais num estilo meio hippie, Maysa construiu uma casinha numa praia afastada do litoral do Rio de Janeiro e passou a morar lá na companhia de vários animais. Passou a pintar vários quadros e fazer esculturas de madeira, sempre sozinha. Seu último disco foi gravado em 1974, sua última turnê em 1975. Desde então, só reservava sua aparição a alguns poucos programas e especiais de televisão. Ela já não era mais a grande estrela que foi um dia. Vivia a vida cada vez mais solitária e isolada.

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No dia 22 de janeiro de 1977, a grande voz do amor desfeito partiu para nunca mais voltar. Ia do Rio de Janeiro para sua casa de praia, em Maricá, e no meio havia a ponte Rio-Niterói. Maysa bateu seu carro contra a mureta de proteção da ponte, capotou e só parou na pista contrária sentido Rio. Foi um acidente fatal, Maysa morreu a caminho do hospital.

A cantora de apenas 40 anos deixou um filho – Jayme, os pais que tanto amava e a uma ferida aberta no coração da música brasileira e dos fãs que tanto a amaram. Uma mulher cheia de conflitos e sofrimentos, contrastes, multifacetada, que levou a vida aos trancos e barrancos, mas mesmo assim conseguiu sobreviver e se tornar quem foi. Uma cantora esplêndida, como poucas vezes se vê na música. Maysa estava ao nível de uma Edith Piaf ou Amália Rodrigues. Sua versatilidade permitia que ela fosse do samba à bossa nova, com perfeição, passando pelo jazz e o bolero. Poucas vezes na história vê-se mulheres como Maysa, um forte.
Ela também escrevia poemas – belíssimos – entre os melhores, está este:

“Olha, amiga,
o passado só constrói passado
e o que antes era empáfia,
pela cor brutalmente vermelha acintosa,
de tanto caminho pela escuridão
se descolorou no tempo
que só ele sentiu passar.

 

 

 

Vive porque é preciso, e também é bom, e como!

Texto de

Penso, logo me visto! by Carol Barboza

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Dez estratégias para montar um guarda-roupa inteligente feminino.

1- Defina-se
Um estilo bem resolvido é construído com base em dois pilares:
Estilo de vida – dia-a-dia, compromissos, tempo livre;
Biotipo – valorizar o que você tem de melhor, no seu corpo (sim, todas temos algo de bom!);

Biotipo: tipos de corpo.

Retângulo
Característica: Medidas de coxas e quadris semelhantes, cintura não definida, braços e pernas mais finos e poucas curvas. Dicas: Tente usar peças mais sequinhas e com cintura bem marcada, como corselets e tops cinturados. Evite abotoamentos duplos e boleros. A ideia, é dar a ilusão de que há cintura.
O que usar? – Looks acromáticos; Vestidos de cintura baixa; Cardigãs longos; Calça boca de sino ou pantalona; Blusa e camisetas levemente cinturados; Casacos e jaquetas cinturados na altura do joelho; Detalhes verticais; Decote em “U” ou “V”; Vestidos com recortes; Cintos usados de forma diagonal ou deslocado ; Saia evasê; Saia com cós largo e volume.
O que evitar? – Golas altas; Cintos de tons claros; Blusas e jaquetas de corte reto e curtas; Blusas de lã com pontos largos e grossos; Casacos e jaquetas na altura do quadril; Vestidos de corte reto.

Oval
Característica: Formas arredondadas e volume nos quadris, cintura e busto. Dica: Explorar as pernas, chamar a atenção para o dorso. Abusar de tudo que chame a atenção para colo, e pescoço.
O que usar? – Cardigã e casacos de altura até os joelhos e corte reto; Vestidos de cintura baixa ou com corte na diagonal; Listras verticais ou diagonais; Pences ou recortes; Calças de corte reto tocando o peito do pé; Roupas de cores escuras; Roupas no tamanho certo; Decote em “U” ou “V”; Saia reta ou ligeiramente evasê; Twin-set com comprimento abaixo da barriga.
O que evitar? – Calça com cintura muito baixa ou com muitos detalhes; Calça afunilada ou larga demais ; Roupas claras ou com brilho; Gola tipo rolê ou exarpe amarrada no pescoço; Blusas muito larga ou por dentro da calça; Listras horizontais; Colar tipo coleira ou com muitas voltas; Blusa ou jaqueta curta de corte reto; Tecidos volumosos; Roupas justas; Vestido com recorte abaixo do busto; Saias rodadas, com pregas, babados ou drapeadas; Cintos ou faixas que marquem o quadril.

Triângulo
Característica: Quadril e coxas mais largos que os ombros. Dicas: Os quadris devem ser minimizados e para tal os tons escuros descem e o foco sobe. Para harmonizar, as cores e estampas devem ser usadas na parte de cima, juntamente com adornos e brincos de forma a desviar a atenção para a parte e cima do corpo.
O que usar? – Gola volumosas e cheia de detalhes; Mangas de ombros caídos ou volumosas; Detalhes nos ombros; Brincos e colares que chamem atenção; Sais e calças secas de cores escuras e corte reto; Parte superior de cor clara ou colorida; Parte de baixo escuras; Saias evasês; Camisas acinturadas; Blusa volumosa e calça reta e escura; Blusa de ombro caído.
O que evitar? – Calça Cigarette ou com Stretch; Detalhes na altura dos quadris como bolsos, babados e bordados; Calças com pregas; Blusas ou vestidos com alças finas; Casacos e jaquetas na altura do quadril; Saias e vestidos rodados, tipo godê ou com pregas; Minissaia curta; Mangas raglã.

Triângulo invertido
Característica: Ombros largos, quadril estreito e pernas finas. Dicas: Ajustar na parte de cima e soltar a parte de baixo com evasês em saias e vestidos e calças mais soltinhas. Nas cores, os tons mais escuros devem ser usados na parte de cima. Para harmonizar o conjunto deve-se balancear o volume entre o ombro e quadril (diminuir os ombros).
O que usar? – Manga raglã ou cava americana; Saia evasê, rodada ou reta; Twin-set; Cores escuras na parte de cima; Cachê-cour; Calças com volume na parte de baixo, tipo pantalona; Minissaia; Blusas e vestidos acinturados; Decote “V” profundo; Bermuda de cor clara ou chamativa; Regatas de alça fina.
O que evitar? – Blusa com tecidos volumosos e muitos detalhes; Linhas horizontais na parte de cima; Casacos ou Jaquetas curtas, acinturadas ou não; Ombreiras; Mangas bufantes; Blusas de decote canoa; frente única ou tomara-que-caia.

Ampulheta
Característica: Ombros e Quadril na mesma largura, cintura mais definida, coxas mais grossas e costas largas. Dica: Para harmonizar o conjunto deve-se minimizar as coxas, valorizar a cintura e disfarçar o busto para diminuir o volume. Sempre chamar a atenção para a parte e cima (vestidos e saias evasês, calças de alfaiataria básica, calça mais seca com blusa mais solta)
O que usar? – Calça de corte reto e cintura baixa; Vestido tipo envelope, transpassado e levemente acinturado; Saia evasê; Casaco de lã amarrado.
O que evitar? – Malhas de tricô volumosas; Linhas horizontais; Estampas na altura do busto ou coxa; Ombreiras; Casacos amplos de corte quadrado; Vestidos largos de corte reto.

Estilo de vida: O modo de vida que levamos – entre trabalho, diversão, compromissos – e nossa casa, podem revelar muito do nosso estilo, que reflete em nosso figurino.

Retrô – Roupas que pertencem a uma certa época, tem uma certa erudição.
Funcionais – conjuntos de roupa de trabalho, utilitárias, com bolsos e capuz.
Étnicas – roupas folclóricas e coloridas.
Jovens – inspirada na cultura pop, vinda das ruas.
Tecno – inspirada na modernidade, com propostas futuristas, vanguardistas. Criação de novos tecidos, por exemplo.

2- Memorize
Monte um mural com fotos de catálogos e revistas com ideias para se inspirar. Buscar personalidades e looks que você gosta ajuda a formar seu guarda-roupa.

3- Limpe
Organizar as roupas é sempre bom. A dica é doar as roupas que não usamos mais, e reavaliar nosso guarda-roupa, enterrar a ‘pessoa’ que fomos, e abrir novas oportunidades de mudarmos nosso estilo.

4- Recheie
Toda mulher deve ter peças coringas:
1 vestido tubo preto, 1 costume – blazer e calça, 1 tailler – saia/casaco, 1 cardigã de tricô, 1 camisa branca, 1 t-shirt branca e outra preta, 1 jaqueta jeans e uma de couro, 1 capa (trench coat bege europeu), 1 scarpin, 1 bota, 1 sandália fina de salto, 1 rasteira, 1 jeans, 1 bolsa de cor neutra grande de toda hora – couro mole flexível, por exemplo – uma elegante e uma pequena.

5- Ame, e ame-se
Não guarde roupas que você goste pouco ou menos que as outras.

6- Compre o necessário
Não caia na tentação de comprar por impulso, por estar na liquidação – eu sei, é difícil!

7- Liberte-se
Estilo é liberdade. Não se censure se tiver vontade de vestir algo que a moral fashion condena, apenas cuidado com exageros.

8- Misture
Muitas grifes juntas matam a produção!

9- Balanceie
Ter estilo, é saber renunciar as tendências que não são para você.

10- Renuncie
Estilo não é eterno, reflete o momento da sua vida, e as formas de se vestir. Dê boas-vindas à mudança!

Lembre-se de que elegância é simplicidade, a maior riqueza é ser você mesma. Independente de qualquer roupa, o que vale é ser o que você veste, se olhar no espelho e poder dizer – ‘esta sou eu!’

Poderoso chá verde

 

Há algum tempinho, sou adepta ao chá verde… Por acreditar no poder de emagrecimento, nos benefícios pra minha saúde e também porque as vezes tira minha ‘fome’. Aliás, deixo me explicar. ele não chegar a tirar meu apetite, mas tira minha ansiedade {aquela que faz a gente devorar doces e mais doces desnecessários sem ter fome realmente}. Então separei uma reportagenzinha pra vocês se informarem um pouco mais!
 

 

 

1. O chá-verde realmente pode ajudar a emagrecer?
Sim, porque contém catequinas, substâncias termogênicas. Os compostos termogênicos contidos no chá-verde estimulam o metabolismo em até 4%, aumentando o gasto energético durante o metabolismo (“queima”) de gorduras.

 

 

 

2. É melhor consumi-lo in natura (com folhas secas compradas no mercado) ou as versões industrializadas também trazem os mesmos benefícios?
É melhor in natura. Além disso é melhor prepará-lo em casa e não guardar na geladeira para outro dia. O que for feito no dia, tomar no dia. O ideal é preparar na hora de tomar. {o efeito ‘passa’ após 24h do horário de preparo… Os princípios ativos do chá perdem a eficácia. E aah! O ideal é não adoçar}
 

 

3. Qual a quantidade de consumo ideal diária?
Não existe uma “recomendação oficial” quanto ao consumo. Há uma sugestão de consumo (do American Dietetic Association) de 4 a 5 xícaras/dia.
 

 

4. Qual o melhor horário para consumir o chá-verde?
Os melhores horários são nos intervalos entre as refeições, para não interferir na absorção de outros nutrientes. {meia hora antes e depois de comer, eu recomendo}
 

 

5. O efeito pode ser notado em quanto tempo?
Se for o efeito em relação ao emagrecimento, isto é muito variável, depende de diversos fatores individuais. Pessoas mais jovens, por exemplo, emagrecem mais rapidamente que os idosos. Os homens também tendem a emagrecer mais rápido do que as mulheres. Mas ao menos dois meses, em média, são necessários para que os efeitos comecem a aparecer. {o importante é combinar equilíbrio na alimentação + exercícios + chá verde}

 

Emília Ishimoto, nutricionista e professora da Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS).

 

 

Mais uma coisinha. Recomendo o chá verde em doses moderadas, e nunca muito tarde {geralmente tomo até 16h}! Por conter cafeína, ele pode tirar o sono… {e ninguém merece acordar com olheiras horrendas!}. Então é isso, espero que gostem do ‘momento saúde’ de hoje… haha

Verdade ou Mito?

 

Ao ar, mais uma sessão ‘Verdade ou Mito?’. Preparados? Dessa vez o assunto é direcionado a hábitos e alimentação! Vale a pena conferir…

Um estudo com ratos publicado na revista Nature Neuroscience sugere que o consumo de alimentos ricos em gordura leva ao desenvolvimento de um tipo de dependência parecida com a que afeta os viciados em cocaína ou heroína.

 O cérebro dos ratos superalimentados, assim como nos dependentes químicos, apresenta uma queda acentuada nos níveis de substâncias responsáveis pelas sensações de prazer, conhecidas como receptores de dopamina. Com menos receptores, o organismo precisa de quantidades de gordura cada vez maiores para que o cérebro registre satisfação. É o mesmo mecanismo cerebral do vício humano em drogas. A pesquisa, feita apenas em ratos, confirmou em laboratório pela primeira vez aquilo de que muitos especialistas já suspeitavam: certos tipos de comida viciam.
Fonte: Época

Feliz por nada – Martha Medeiros

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Particularmente, gosto de quem tem compromisso com a alegria, que procura relativizar as chatices diárias e se concentrar no que importa pra valer, e assim alivia o seu cotidiano e não atormenta o dos outros. Mas não estando alegre, é possível ser feliz também. Não estando “realizado”, também. Estando triste, felicíssimo igual. Porque felicidade é calma. Consciência. É ter talento para aturar o inevitável, é tirar algum proveito do imprevisto, é ficar debochadamente assombrado consigo próprio: como é que eu me meti nessa, como é que foi acontecer comigo? Pois é, são os efeitos colaterais de se estar vivo.

Benditos os que conseguem se deixar em paz. Os que não se cobram por não terem cumprido suas resoluções, que não se culpam por terem falhado, não se torturam por terem sido contraditórios, não se punem por não terem sido perfeitos. Apenas fazem o melhor que podem.

Se é para ser mestre em alguma coisa, então que sejamos mestres em nos libertar da patrulha do pensamento. De querer se adequar à sociedade e ao mesmo tempo ser livre. Adequação e liberdade simultaneamente? É uma senhora ambição. Demanda a energia de uma usina. Para que se consumir tanto?

A vida não é um questionário de Proust. Você não precisa ter que responder ao mundo quais são suas qualidades, sua cor preferida, seu prato favorito, que bicho seria. Que mania de se autoconhecer. Chega de se autoconhecer. Você é o que é, um imperfeito bem-intencionado e que muda de opinião sem a menor culpa.

Ser feliz por nada talvez seja isso.

Martha Medeiros

Cuidado com a barriguinha!

 

Cuidado com a barriguinha! Parece que estamos falando de dieta, mas na verdade o assunto é saúde. Mulheres com mais de 88 cm de cintura precisam prestar atenção no excesso de gordura abdominal

 

Você já mediu o tamanho da sua cintura? Muitas mulheres nem desejam saber a resposta dessa dúvida. Simplesmente ignoram o fato de que existe a fita métrica. Mas e quando o assunto diz respeito à sua saúde e não à sua aparência?

Especialistas revelam que todas as mulheres que possuem mais de 88 cm de cintura deveriam fazer exames cardíacos anualmente. Essa preocupação ocorre devido ao excesso de gordura abdominal que leva mais de um terço das mulheres a subestimar o seu risco de morte tendo um ataque de coração, um derrame ou até mesmo dores no peito.

A pesquisa foi feita com mulheres entre 35 para 63 anos e avaliou fatores de doença dos riscos de coração. Foi encontrado um número surpreendentemente alto de mulheres norte-americanas preponderantes cuja circunferência da cintura é muito esticada, levando a uma subavaliação séria do risco a saúde de coração.

Publicado no “Jornal da saúda da Mulher”, em agosto, o estudo mostra que 39% estão sobre o peso e 35% eram obesas. Mas é preciso lembrar que não é apenas o tamanho da cintura que influencia na saúde do coração. Existem outros fatores que influenciam em uma ataque cardíaco como idade, pressão, colesterol, cigarro e diabetes.

Mas não são apenas as mulheres que devem se preocupar com esse fato. Homens também precisam cuidar do tamanho da barriguinha. O número ideal para a cintura masculina é de 100 cm, se passar disso, já pode ser considerado obeso.

Os pesquisadores dizem que os próximos passos serão monitorar as mulheres para ter certeza que os tratamentos estão abaixando os riscos e os problemas atuais de coração, aumentando o tempo de vida.

Em 2006, das 150 mulheres que foram avaliadas como altos riscos de problemas cardíacos, 71% seguiram tratamento com seu médico, 64% modificaram a dieta, 47% perderam o peso, 61% controlaram os seus níveis de pressão de sangue, 6% deixaram de fumar, e 23% verificaram a sua medida da cintura contra a marca de referência de 88cm.

De acordo com as últimas estatísticas da Associação Americana do Coração, uma em três americanas possuem algum tipo de doença cardiovascular. Cerca de 69 milhões de mulheres estão sobrepeso (você achou que era a única?), incluindo mais de 36 milhões dessas que são obesas.

 

Por Victoria Bensaude