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Você X Internet

Atire a primeira pedra quem nunca teve vontade de dar uma “espiada” no computador do namorado. Afinal, uma “espiadinha” só não faz mal, certo? Errado! A “espiadinha”, além de invadir a privacidade alheia, às vezes mostra coisas que talvez a parceira não deve ou não está preparada para saber. Existe um lado de todo ser humano que não é muito falado, chamado “LADO B”. 

 Ele traz informações que muitas pessoas não gostariam que o companheiro ou companheira conhecesse. De acordo com a psicóloga Hayde Koga, “este perfil pode ser facilmente identificado pelo tipo de navegação que o indivíduo realiza na Internet”. A Internet possibilita o acesso a praticamente tudo o que se quer. Porém, como tudo na vida, é preciso ter limite.

Antigamente, quando a mulher queria vasculhar a vida do parceiro, olhava na mochila, carteira ou em suas roupas. Hoje, isso vai além e quanto mais tecnologia se tem, mais insegurança ela traz. Celulares, pagers, Internet, tudo o que viabiliza contato com outras pessoas pode ser uma perigosa arma de ciúme e infidelidade. O jornalista Zuenir Ventura classificou o ciúme em seu livro “Inveja, Mal Secreto” como algo que o ser humano tem e quer muito ter só para ele.

O ciúme é natural quando se gosta muito de uma pessoa e não quer perdê-la. Ele costuma despertar quando se há motivo para sentir insegurança. Briga, traição, mal-entendido ou qualquer dificuldade de comunicação acarreta ciúme no relacionamento. “Geralmente quando se conhece um caminho, já se caminhou por ele”, diz Hayde Koga, alertando a todos sobre o excesso de cobrança e insegurança devido ao ciúme. Daí você olha, fuça, procura e invade completamente a intimidade do companheiro. E você, gostaria que ele vasculhasse seus emails ou os seus caminhos na internet?

Fonte: MBPress

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CIÚME DE VOCÊ…

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Em questões de ciúme, a linha divisória entre imaginação, fantasia, crença e certeza freqüentemente se torna vaga e imprecisa. No ciúme as dúvidas podem se transformar em idéias supervalorizadas ou francamente delirantes. Depois das idéias de ciúme, a pessoa é compelida à verificação compulsória de suas dúvidas. O(a) ciumento(a) verifica se a pessoa está onde e com quem disse que estaria, abre correspondências, ouve telefonemas, examina bolsos, bolsas, carteiras, recibos, roupas íntimas, segue o companheiro(a), contrata detetives particulares, etc. Toda essa tentativa de aliviar sentimentos, além de reconhecidamente ridícula até pelo próprio ciumento, não ameniza o mal estar da dúvida.

Os ciumentos estão em constante busca de evidências e confissões que confirmem suas suspeitas mas, ainda que confirmada pelo(a) companheiro(a), essa inquisição permanente traz mais dúvidas ainda ao invés de paz. Depois da capitulação, a confissão do companheiro(a) nunca é suficientemente detalhada ou digna e tudo volta à torturante inquisição anterior.

Os portadores de Ciúme Patológico comumente realizam visitas ou telefonemas de surpresa em casa ou no trabalho para confirmar suas suspeitas. Os companheiros(as) vivem dissimulando elogios e presentes recebidos ou omitindo fatos e informações na tentativa de minimizar os graves problemas de ciúme, mas geralmente agravam ainda mais.

O que aparece no Ciúme Patológico é um grande desejo de controle total sobre os sentimentos e comportamentos do companheiro(a). Há ainda preocupações excessivas sobre relacionamentos anteriores, as quais podem ocorrer como pensamentos repetitivos, imagens intrusivas e ruminações sem fim sobre fatos passados e seus detalhes.

O Ciúme Patológico é um problema importante para a psiquiatria, que envolve riscos e sofrimentos, podendo ocorrer em diversos transtornos mentais. Na psicopatologia o ciúme pode se apresentar de formas distintas, tais como idéias obsessivas, idéias prevalentes ou idéias delirantes sobre a infidelidade. No Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), o ciúme surge como uma obsessão, normalmente associada a rituais de verificação.

CUIDADO COM O CIÚME… !

Elisabete Cunha

24/09/08

Usei como referência o texto baseado no artigo:
Ballone GJCiúme Patológico – in. PsiqWeb, Internet