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Isadora Duncan

Filha de uma pianista e de um poeta americano, Isadora Ducan é considerada a pioneira da dança moderna. Num momento, em que predominavam a técnica e a rigidez do balé clássico, sua dança foi inspirada pelas figuras das dançarinas nos vasos gregos tornando-se um ícone da dança contemporânea.

Sua proposta de dança era algo completamente diferente do usual à época. Ela trazia movimentos improvisados, inspirados, também, nos movimentos da natureza: vento, plantas, entre outros. Os cabelos meio soltos e os pés descalços também faziam parte da personalidade profissional da dançarina. Sua vestimenta era leve. O cenário simples era composto apenas por uma cortina azul. A dureza e rigidez deram lugar à simplicidade.

Outra mudança importante trazida pela dança de Isadora Duncan é que, por influência dela, se começou a utilizar músicas até então tidas apenas como para apreciação auditiva. Ao som de Chopin e Wagner, a expressividade pessoal e improvisação estavam sempre presentes, encantando o novo mundo que estava nascendo.

No tocante à sua própria história, registros apontam que Isadora tinha personalidade forte e não se curvava às tradições. Não era afeita ao casamento, tendo casado três vezes e só o fazendo porque tinha a possibilidade de separar-se, caso quisesse. Em Londres, no Século 19, Isadora consolidou fama.

Em 1913, um incidente tira a vida de seus dois filhos, Deirdre e Patrik, e de sua governanta, que tragicamente morrem afogados no rio Sena. Devido ao fato, Isadora passa alguns anos sem se apresentar. No ano de 1916 ela vem ao Brasil e se apresenta no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, aos 38 anos de idade. Passa seus últimos anos na França, depois do suicídio de seu terceiro marido.

Em 1927 escreve uma auto-biografia intitulada My Life e morre no mesmo ano, em um acidente de carro conversível, quando a sua echarpe ficou presa a uma das rodas, enforcando-a.

A vida trágica foi uma moldura para que a dança da época desse lugar ao que hoje conhecemos como dança contemporânea.

Texto de: Camila Ribas

CONFIRA ABAIXO ALGUMAS FOTOS DA DANÇARINA

A dança de Isadora Duncan e Martha Graham – Parte 1: Isadora Duncan

Pequeno documentário sobre a vida e a dança de Isadora Duncan e Martha Graham. Imagens retiradas da internet, cenas do filme “Isadora Duncan, the Biggest Dancer in the World” produzido pela BBC TV em 1966 e vídeos das companhia de dança de Isadora Duncan e Martha Graham.
Trilha Sonora: Tori Amos.
Produção, edição e narração: Alan Villela.
Trabalho feito ao cumprimento da disciplina “Expressão Corporal III” do curso de Artes Cênicas da Universidade Federal de Ouro Preto pelo aluno Alan Villela.

Homofobia : HomoXFobia


Bandeira dos homossexuais

Homofobia é o termo utilizado para nomear qualquer tipo de discriminação e/ou aversão aos homossexuais. No sentido mais profundo da palavra, homofobia ainda significa medo que uma pessoa pode ter de se tornar um homossexual. Dessa forma, pode-se perceber que o termo é um neologismo.

Existem várias ramificações que justificam a homofobia. Algumas pessoas encaram a homofobia como uma manifestação semelhante ao racismo onde as pessoas se limitam às imposições da sociedade e não são abertas ao novo e outras já vêem a homofobia como um problema do século que contradiz os ensinamentos recebidos pela sociedade, pela família e pela religião.

Uma pessoa pode até não concordar com a homossexualidade, mas a partir do momento em que um ser humano, independente de sua cor, raça, credo ou sexo, é discriminado por ser homossexual, surge então o ato homofóbico. Atribui-se a ele a injúria, difamação, gestos e mímicas obscenas, antipatia, ironia, sarcasmo, insinuações e qualquer outra forma de criticar e banalizar o homossexual.

Em relação ao medo de se tornar homossexual muitas pessoas tentam o suicídio, tentam mudar sua orientação sexual, possuem baixa auto-estima, comportamento compulsivo, afastamento da família, busca refúgio em substâncias como álcool, desconfiança, autocrítica entre outras.

Há uma grande polêmica entre homossexualidade e religião, pois a Bíblia (livro utilizado pelo cristianismo) condena o ato homossexual e isso gera grande revolta nos homossexuais. Ainda existem outros grupos, independentes de religião, que não aceitam os homossexuais e por isso praticam crimes contra os mesmos, chegando até a tirar-lhes a vida.

Sabemos que a  homofobia é a aversão, ódio ou discriminação contra homossexuais e, consequentemente, contra a homossexualidade. Para ser homofóbico não é preciso agredir um gay ou uma lésbica. A homofobia e qualquer tipo de preconceito tem suas sombras e suas sutilezas. O fulano que não dança “música de viado”, a ciclana que diz para o irmão: “um desperdício você ser gay”, o beltrano que não acredita que lésbicas sejam felizes, a pessoa que refere-se a travesti sempre como cidadãos de segunda categoria. A misoginia é a aversão, ódio ou discriminação contra mulheres. Quando é que essas duas formas de preconceito se encontram? No preconceito contra gays efeminados, lésbicas, travestis e transexuais.

Interessante é que a caricatura mais aceita dos personagens gays nos meios de comunicação é a da “bichinha super animada, cheia de gírias”. Geralmente é um personagem que gera simpatia, mas que não tem o respeito dos telespectadores, é apenas o bobo da corte. Não é o personagem principal, é apenas o alívio cômico. O mesmo acontece com travestis e transexuais. Já com as lésbicas a coisa muda de figura, elas raramente são personagens de programas populares como novelas e, quando existem, não têm seu romance e nem enredo plenamente desenvolvido. Flutuam como se só existissem para criar manchetes nas revistas de fofoca sensacionalistas. Masculinidade e feminilidade existem e se definem em sua relação e por meio dela. São as relações sociais de sexo marcadas pela dominação masculina, que determinam o que é considerado “normal” — e, no geral, interpretado como “natural” — para mulheres e homens.

ASSISTAM!!! ESTE É UM Mini Doc HOMO X FOBIA gravado em setembro/2011 em Salvador- Bahia.

Sou estudante do terceiro Semestre do Curso de Produção Audiovisual da Unijorge – Salvador – Ba , Eu e minha Equipe fizemos este Mini Doc.Assistam!

Equipe de Produção:

Rodrigo Sabartni de Melo
Ramon Pierre
Mariana Das Virgens
Elisabete Cunha

O que é Câncer de Mama?

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 O câncer de mama propriamente dito é um tumor maligno. Isso quer dizer que o câncer de mama é originado por uma multiplicação exagerada e desordenada de células, que formam um tumor. O tumor é chamado de maligno quando suas células tem a capacidade de originar metástases, ou seja, invadir outras células sadias à sua volta. Se estas células chamadas malignas caírem na circulação sangüínea, podem chegar a outras partes do corpo, invadindo outras células sadias e originando novos tumores. Já os tumores chamados benignos não possuem essa capacidade. Eles possuem um crescimento mais lento, não ultrapassando um certo tamanho, além de não se espalharem por outros órgãos.

Também são comuns na região das mamas. Inclusive, a maioria dos nódulos que aparecem nessa região são tumores benignos, como os cistos e os fibroadenomas, por exemplo. Os cistos são nódulos dolorosos e aumentam antes da menstruação. Os fibroadenomas não se transformam em câncer, e, se necessário, podem ser facilmente retirados através de uma pequena cirurgia, geralmente feita com anestesia local. Os tumores benignos não se transformam em câncer. A grande preocupação, portanto, é com os tumores malignos, como o câncer de mama, que crescem rapidamente e sem dor. Devem ser diagnosticados o mais rápido possível para evitar a perda da mama ou mesmo lesões maiores.

 Como é feito o diagnóstico do Câncer de Mama?

 O melhor meio para se diagnosticar o câncer de mama é a mamografia, que é capaz de detectar o tumor antes mesmo que ele se torne palpável. Quando o diagnóstico é feito dessa forma, ainda no início da formação do tumor, as chances de cura se tornam muito maiores, descartando a necessidade de retirada da mama para o tratamento. Apesar de ser um método eficaz, a mamografia não descarta o auto-exame e o exame feito pelo ginecologista ou mastologista, já que alguns nódulos, apesar de palpáveis, não são detectados pela mamografia. A mamografia é um exame simples, com aparelhos de Raio X especialmente desenvolvidos para isso, onde a mulher coloca os seios entre duas placas de acrílico, que irão comprimir um pouco a mama. A compressão da mama é requisito essencial para o sucesso do exame, portanto, deve-se evitar o período anterior ao da menstruação, quando as mamas ficam um pouco doloridas, o que causará um certo incômodo na hora do exame. Recomenda-se que ele seja feito aproximadamente uma semana após o período menstrual. A título preventivo, esse exame deverá ser feito anualmente a partir dos 50 anos, ou, se houver casos na família, desde os 40 anos de idade. O exame não é prejudicial à saúde, sendo que a radiação recebida é pouco maior do que a de uma radiografia dos pulmões. O auto-exame é um método de diagnóstico onde a própria mulher faz um exame visual e de palpação na mama em frente a um espelho. Este exame deve ser feito aproximadamente sete dias após cada menstruação ou, se a mulher não menstrua mais, pelo menos uma vez por mês em qualquer época.

A cada seis meses, a mulher deve se submeter a um exame de rotina com o ginecologista, que se tiver alguma dúvida ou suspeita, deverá encaminhá-la ao mastologista, que é um médico especializado em doenças das mamas. Qualquer suspeita deverá ser verificada. Se um dos exames anteriores for suspeito, será preciso efetuar uma biópsia para confirmar ou não o diagnóstico. Este exame consiste numa pequena cirurgia destinada a retirar um pedaço do nódulo suspeito, ou mesmo o nódulo inteiro, para que este seja analisado. Conforme o caso, isso pode ser feito através de agulhas.

 Quais são os tipos de tratamento do Câncer de Mama?

A cirurgia para o tratamento do câncer de mama pode ser conservadora ou radical. Será conservadora quando retira apenas uma parte da mama (quadrantectomia), e será radical quando retira toda a mama. O tipo de cirurgia varia de caso para caso. No caso da retirada parcial, a cirurgia deverá ser complementada pela radioterapia. A radioterapia é um tratamento à base de aplicação de radiação direcionada ao tumor ou ao local deste e tem por objetivo, se antes da operação, reduzir o tamanho do tumor, e se após, evitar a volta da doença. A radiação bloqueia o crescimento das células, e deve ser utilizada apenas na área afetada, evitando atingir o tecido normal. As aplicações duram cerca de 15 minutos e devem ser feitas diariamente, variando de 25 a 30 aplicações. O tratamento não apresenta complicações. O local das aplicações adquire uma coloração parecida com a de uma queimadura de sol. Outro tratamento utilizado nos casos de câncer é a quimioterapia. A quimioterapia é o uso de medicamentos extremamente potentes no tratamento do câncer. Também é usado para completar a cirurgia, podendo começar antes ou após a operação. Ao contrário da cirurgia e da radioterapia que têm efeito local, a quimioterapia age em todo o corpo, visando evitar a volta do tumor e o aparecimento em outros órgãos.

 A quimioterapia age sobre as células tem um crescimento e multiplicação acelerados, como as do câncer. Acontece que existem outras células do corpo que possuem estas mesmas características, causando os famosos efeitos colaterais, tais como anemia e diminuição da resistência a infecções causadas pela ação nas células produtoras dos glóbulos sangüíneos vermelhos e brancos, queda de pêlos e cabelos devido à ação nas células do folículo piloso, náuseas, vômitos e diarréia, em decorrência da ação nas células do aparelho digestivo, além da dificuldade de engravidar e parada da menstruação, já que as células do sistema reprodutor também são afetadas. O tratamento normalmente é feito com soro pela via endovenosa. Na maioria das vezes, o tratamento dispensa a internação. Primeiramente, o paciente faz uma consulta médica de rotina e, se estiver tudo normal, recebe o soro durante algumas horas e está liberado para voltar para casa. Em alguns casos, outro procedimento que pode ser útil é a hormonioterapia.

 Durante muitos anos acreditou-se que o surgimento do câncer de mama tivesse íntima relação com os hormônios femininos, em especial os estrogênios. Hoje sabe-se que nem sempre isso ocorre. Por isso é feito um exame para averiguar a utilidade ou não desse tratamento. O exame consiste na medição na dosagem dos receptores de estrogênios das células do tumor. De acordo com o resultado avalia-se a necessidade ou não da hormonioterapia, que consiste na ingestão de um a dois comprimidos por dia durante não menos que dois anos.

Fonte: http://www.consumidorbrasil.com.br

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Atenção!

 Assista este vídeo, é importante para aprendermos a fazer o Auto-Exame das Mamas.

A Poesia de Florbela Espanca .

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A poesia de Florbela caracteriza-se pela recorrência dos temas do sofrimento, da solidão, do desencanto, aliados a uma imensa ternura e a um desejo de felicidade e plenitude que só poderão ser alcançados no absoluto, no infinito. A veemência passional da sua linguagem, marcadamente pessoal, centrada nas suas próprias frustrações e anseios, é de um sensualismo muitas vezes erótico. Simultaneamente, a paisagem da charneca alentejana está presente em muitas das suas imagens e poemas, transbordando a convulsão interior da poetisa para a natureza.

Florbela Espanca não se ligou claramente a qualquer movimento literário. Está mais perto do neo-romantismo e de certos poetas de fim-de-século, portugueses e estrangeiros, que da revolução dos modernistas, a que foi alheia. Pelo carácter confessional, sentimental, da sua poesia, segue a linha de António Nobre, facto reconhecido pela poetisa. Por outro lado, a técnica do soneto, que a celebrizou, é, sobretudo, influência de Antero de Quental e, mais longinquamente, de Camões.”

“Poetisa de excessos, cultivou exacerbadamente a paixão, com voz marcadamente feminina (em que alguns críticos encontram dom-joanismo no feminino). A sua poesia, mesmo pecando por vezes por algum convencionalismo, tem suscitado interesse contínuo de leitores e investigadores. É tida como a grande figura feminina das primeiras décadas da literatura portuguesa do século XX.”

A morte anunciada ao longo da sua escrita ocorrerá pouco depois. Põe fim à vida em 8 de Dezembro de 1930, dia em que faz trinta e seis anos, em Matosinhos, onde vive. Aí é enterrada sendo mais tarde trasladada para a sua terra natal.

Florbela morre, não talvez a maior poetisa do seu tempo, mas uma das que mais agudamente e sem temor exprimiu as grandes contradições da sensibilidade feminina nas suas paixões. Ao mesmo tempo, com uma certa ingenuidade, impregnada das verdades simples ou complexas do que é a mulher, na convergência da cultura e do ser.

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Ser Poeta

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior

Do que os homens! Morder como quem beija!

É ser mendigo e dar como quem seja

Rei do Reino de Áquem e de Além Dor!

 

É ter de mil desejos o esplendor

E não saber sequer que se deseja!

É ter cá dentro um astro que flameja,

É ter garras e asas de condor!

 

É ter fome, é ter sede de Infinito!

Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim…

É condensar o mundo num só grito!

 

E é amar-te, assim, perdidamente…

É seres alma, e sangue, e vida em mim

E dizê-lo cantando a toda a gente!

 

Os versos que te fiz

 

Deixa dizer-te os lindos versos raros

Que a minha boca tem pra te dizer!

São talhados em mármore de Paros

Cinzelados por mim pra te oferecer.

 

Têm dolência de veludos caros,

São como sedas pálidas a arder…

Deixa dizer-te os lindos versos raros

Que foram feitos pra te endoidecer!

 

Mas, meu Amor, eu não tos digo ainda…

Que a boca da mulher é sempre linda

Se dentro guarda um verso que não diz!

 

Amo-te tanto! E nunca te beijei…

E nesse beijo, Amor, que eu te não dei

Guardo os versos mais lindos que te fiz!

 

Se tu viesses ver-me…

 

Se tu viesses ver-me hoje à tardinha,

A essa hora dos mágicos cansaços,

Quando a noite de manso se avizinha,

E me prendesses toda nos teus braços…

 

Quando me lembra: esse sabor que tinha

A tua boca… o eco dos teus passos…

O teu riso de fonte… os teus abraços…

Os teus beijos… a tua mão na minha…

 

Se tu viesses quando, linda e louca,

Traça as linhas dulcíssimas dum beijo

E é de seda vermelha e canta e ri

 

E é como um cravo ao sol a minha boca…

Quando os olhos se me cerram de desejo…

E os meus braços se estendem para ti…

 

 

Amor que morre

 

O nosso amor morreu… Quem o diria!

Quem o pensara mesmo ao ver-me tonta,

Ceguinha de te ver, sem ver a conta

Do tempo que passava, que fugia!

 

Bem estava a sentir que ele morria…

E outro clarão, ao longe, já desponta!

Um engano que morre… e logo aponta

A luz doutra miragem fugidia…

 

Eu bem sei, meu Amor, que pra viver

São precisos amores, pra morrer,

E são precisos sonhos para partir.

 

E bem sei, meu Amor, que era preciso

Fazer do amor que parte o claro riso

De outro amor impossível que há-de vir! 

 

Fonte :

· www.vidaslusofonas.pt

Wassily Kandinsky

Foto de Elisabete Cunha.

Kandinsky tirou da arte a sua obrigatoriedade de representação da realidade, inaugurando o ciclo abstracionista com sua primeira aquarela abstrata (1910). Alguns artistas já haviam feito experimentos com a dissolução de imagens, mas Kandinsky foi o mais consistente e lógico na busca de um modo de expressão não figurativa…

Nasceu em 1866, em Moscou, na Rússia. Sua primeira vontade foi ser músico. Entretanto, formou-se em direito e economia política na Universidade de Moscou. Aos 30 anos, encantado com um quadro de Monet, abandonou a carreira jurídica. Em 1900, em Munique, formou-se pela Academia Real.

Seus primeiros trabalhos exprimiam a musicalidade e o folclore russo, aliás, na obra do pintor há muitas referências ao folclore russo. Em Paris, onde viveu por um ano, Kandinsky entusiasmou-se pelas artes aplicadas e gráficas, bem como pelo estilo de pintura dos fauvistas.

O quadro “O Cavaleiro Azul (1903)”, o cavaleiro é um personagem dos contos de fada com o qual Kandinsky teve contato em sua infância, representa o virtuoso combate do bem e do mal, simbolizando luta e renovação. Esta é uma imagem reincidente da fase figurativa do artista.

Em 1908, voltou a Munique. Publicou o ensaio “Do Espiritual na Arte”, em 1911, onde tratou a manifestação artística como expressão de uma necessidade interior.

Em 1912, publicou o almanaque “Der Blaue Reiter” (O Cavaleiro Azul), nome de um quadro e do primeiro grupo expressionista, cuja vertente é mais lírica do que dramática, em relação ao grupo expressionista Die Brücke.

Voltou à Russia durante a Primeira Guerra, onde permaneceu até 1921. Acompanhou a Revolução Socialista e como membro do Comissariado para a Cultura Popular fundou vários museus.

Reorganizou a Academia de Belas Artes de Moscou. Foi também professor da Bauhaus a partir de 1922. Escreveu Ponto e Linha sobre o Plano onde reflete sobre os elementos da linguagem plástica e suas correlações, colocando os problemas da abstração.

Tornou-se cidadão alemão em 1928. Em 1933, a Bauhaus foi fechada pelos nazistas e, em 1937, seus quadros foram confiscados. Em 1939, fugiu para a França, onde naturalizou-se. Morreu em Neuilly-sur-Seine, na França em 1944.

A partir da II Guerra Mundial, Kandinsky passou a dividir seus quadros em três grupos:

  1. “Impressão” – com referência a um modelo naturalista,
  2. “Improvisação” – que pretendiam refletir emoções espontâneas, quando as cores e as formas se comunicam entre si e
  3. “Composição” – o grau mais complexo e elevado, alcançado após longos trabalhos preparatórios.

“Beleza Russa em meio a uma Paisagem” – Wassily Kandinsky, Stadtische Galerie

“Improvisação 6” – Wassily Kandinsky, Stadtische Galerie

“Composição Clara” (1942), óleo sobre tela (73,0 x 92,3 cm).

O desenrolar dos planos é abstrato. A partir de um círculo transparente situado à direita do quadro, Kandisnky constrói o primeiro plano. Por traz dele, duas formas se situam. Uma delas sobrepõe outra, mais geométrica. A forma maior fica por trás dessas duas: quatro planos, então, se desenrolam. Essa sobreposição de planos é incessante e num movimento circular brusco em direção ao plano superior da obra, sua profundidade se organiza. É uma profundidade abstrata iluminada por uma luz clara, sem foco específico…

*FESTA DE YEMANJÁ – 2 DE FEVEREIRO*

 

Antonietta  de  Aguiar  Nunes (*)

   “Dia 2 de fevereiro – dia de festa no mar”, segundo a música do compositor baiano Dorival Caymi. É o dia em que todos vão deixar os seus presentes nos balaios organizados pelos pescadores do bairro do Rio Vermelho junto com muitas mães de santo de terreiros de Salvador, ao lado da Casa do Peso, dentro da qual há um peji de Yemanjá e uma pequena fonte. Na frente da casa, uma escultura de sereia representando a Mãe d´Água baiana, Yemanjá. Desde cedo formam-se filas para entregar presentes, flores, dinheiro e cartinhas com pedidos, para serem levados à tarde nos balaios que serão jogados em alto mar.
 É única grande festa religiosa baiana que não tem origem no catolicismo e sim no candomblé. (Dia 2 de fevereiro é dia de N.Sra. das Candeias, na liturgia católica, e esta Nossa Senhora é mais freqüentemente paralelizada com Oxum, a vaidosa deusa das águas doces). 
 Iemanjá, rainha do mar, é também conhecida por dona Janaína, Inaê, Princesa de Aiocá e Maria, no paralelismo com a religião católica. Aiocá é o reino das terras misteriosas da felicidade e da liberdade, imagem das terras natais da África, saudades dos dias livres na floresta (AMADO,1956;137)
 Dois de fevereiro é – oficiosamente – feriado na Bahia. É considerada a mais importante das festas dedicadas a Yemanjá, embora Silva Campos narre que antigamente a mais pomposa festa a ela dedicada era a efetuada no terceiro domingo de dezembro, em Itapagipe, em frente ao arrasado forte de São Bartolomeu  (SILVA CAMPOS, 1930;415). Odorico TAVARES (1961;56) narra que, nos outros tempos, os senhores deixaram seus escravos uma folga de quinze dias para festejarem a sua rainha em frente ao antigo forte de São Bartolomeu em Itapagipe. QUERINO (1955;126/7) confirma ser na 3a dominga de dezembro a festa comemorada em frente ao antigo forte de S.Bartolomeu, hoje demolido, “à qual compareciam para mais de 2.000 africanos”. Tio Ataré era o pai de santo residente na rua do Bispo, em Itapagipe, que comandava os festejos. Reuniam os presentes em uma grande talha ou pote de barro que depois era atirada ao mar. A festa durava quinze dias, durante os quais não faltavam batuques e comidas típicas baianas, com azeite de dendê. Hoje a festa do Rio Vermelho dura só o dia 2, prolongando-se pelo fim de semana seguinte, quando próximo.
 SILVA CAMPOS conta também uma lenda de que no Rio Vermelho havia uma rendosa armação de pesca de xaréu sendo bastante abundante tal peixe alí. Certa feita, veio junto com eles na rede, uma sereia. O proprietário do aparelho, querendo viver em paz com a gente debaixo d´água fê-la soltar imediatamente. Anos depois, sendo outro o dono da armação, novamente caiu uma sereia na rede e eles resolveram pegá-la e levá-la, carregada por dois pescadores, para assistir missa na igreja do povoado (não se sabe se na de Santana ou na extinta capela de São Gonçalo). Ela ficou o tempo todo chorosa e envergonhada; terminada a cerimônia soltaram-na à beira-mar. Desde esse dia nunca mais se pegou um xaréu que fosse nas águas do porto de Santana do Rio Vermelho, apesar dos pescadores anualmente levarem oferendas à Mãe d´Água (SILVA CAMPOS, 1930;417).
 O pintor Licídio Lopes, morador antigo do Rio Vermelho, conta em suas memórias que era “entre a praia do Canzuá e a da Paciência, por cima das pedras” que “havia uma gruta muito grande que os antigos diziam que era a casa da Sereia ou Mãe d´Água, porém ela não morava mais ali e a gruta estava abandonada” Esta gruta foi destruída por uma pedreira, na década de 20 do século XX, mas permaneceu a pedra da Sereia; na gruta e nesta pedra é que se botavam presentes para a Mãe d´Água ou sereia. Agora que não existe mais a gruta, botam presentes em todas as praias, e se dá preferência à maré enchendo ou cheia. Conta ainda que o grande presente para Iemanjá, no dia 2 de fevereiro, é uma idéia que não veio das seitas de candomblé, mas de um pescador, querendo reviver a festa do Rio Vermelho, já que a de Santana estava ficando menos concorrida. Decidiram dar um presente à Mãe d´Àgua no dia 2 de fevereiro. Pescadores e peixeiros se reuniram para organizar a festa que começava com uma missa na igreja de Santana de manhã e à tarde botavam o presente para a Rainha do Mar; houve problema com um padre que não gostou que se misturasse missa com presente para uma sereia e eles resolveram não celebrar mais missa e apenas botar o presente à tarde para Iemanjá. Mas como ocorressem algumas dificuldades e imprevistos, alguém lembrou que essa obrigação era feita na África, onde Iemanjá é mãe de todos os orixás. Como no Rio Vermelho não existisse na ocasião algum terreiro, foram procurar em outros bairros uma casa que se encarregasse das obrigações para dar o presente. A mãe de santo Júlia Bugan, que tinha casa de Candomblé na Língua de Vaca, perto do Gantois, foi quem  orientou, dando uma nota para comprarem tudo o que era preciso. Fez os trabalhos e preceitos, colocou na talha que pedira e dentro do balaio, enfeitou com muitas fitas e flores e mandou-o para a casinha de pescadores no dia 2 de manhã. A partir de então continuaram fazendo sempre este preceito para tudo correr bem 
Em 1988, 89 e 90 o preceito foi realizado por Waldelice Maria dos Santos, do Engenho Velho da Federação (SANTOS,1990;28 e 34)
A partir de 1967 o Departamento de Turismo passou a ajudar. Em 1969 foi feito o pedestal junto à casa dos pescadores e colocada a estátua de uma sereia feita por Manuel Bonfim. (LOPES,1984;58/9 e 61).
 No largo de Santana e cercanias armam-se muitas barracas, onde o devoto, depois de depositar sua oferenda, pode ficar tomando uma bebida, degustando as típicas e tradicionais comidas baianas, beliscando aperitivos e revendo os conhecidos e amigos, que sempre aparecem neste dia por lá.
 Às 4 da tarde é que saem os barcos que levam os balaios cheios de oferendas a serem lançados em alto mar. Quando as embarcações voltam para a terra os acompanhantes não olham para trás, que faz mal. Diz a lenda, que os presentes que Yemanjá aceita ficam com ela no fundo do mar, e os que ela não aceita são devolvidos à praia pela maré, à noite e no dia seguinte, para delícia dos meninos, que vão catar nas praias os presentes não recebidos por ela. 
 AMADO (1956;136) conta que se Iemanjá aceitar a oferta dos filhos marinheiros é que o ano será bom para as pescarias, o mar será bonançoso e os ventos ajudarão aos saveiros; se ela o recusar,… ah! as tempestades se soltarão, os ventos romperão as velas dos barcos, o mar será inimigo dos homens e os cadáveres dos afogados boiarão em busca da terra de Aiocá.
 Odorico TAVARES conta uma lenda iorubana que diz que quando Orungan, filho de Iemanjá, apaixonado pela mãe, tentou violentá-la, ela o repudiou e saiu correndo pelos campos, com o incestuoso ao seu alcance. Num dado momento ela caiu e seu corpo começou a crescer; dos seus seios saíram dois rios e seu ventre despedaçou-se dando origem a quinze orixás que regem os vegetais, o trovão, o ferro, a guerra, o mar, os lagos, rios africanos, a agricultura, os caçadores, os montes, as riquezas, a varíola, o sol e a lua (TAVARES,1961;53/4). CACCIATORE (1977;267) os nomeia, não na mesma ordem: Dadá, Xangô, Ogun, Olokun, Oloxá, Oyá, Oxum, Obá, Okô, Okê, Xampanã, Oxossi, Ajê Xalugá, Orun (sol) e Oxupá (lua). 
 No Brasil Yemanjá é orixá do mar e considerada mãe de todos os orixás de origem iorubá (os de origem daomeana – Omolu, Oxumaré e às vezes Exu – são tidos como filhos de Nanã).
 VERGER (1987;50) narra a lenda africana de Yemanjá que era filha de Olokum, a deusa do mar. Casou-se, em Ifé, com Olofim-Odudua., com quem teve dez filhos que se tornaram orixás. De tanto amamentar os filhos, seus seios se tornaram imensos. Cansada da estadia em Ifé, fugiu para o oeste, chegando a Abeokutá. Ao norte desta cidade vivia Okere, rei de Xaki, que desejou desposá-la. Ela concordou, com a condição de que ele nunca ridicularizasse o tamanho de seus seios. Ele assentiu e sempre a tratava com consideração e respeito, mas um dia, voltando bêbado para casa, gritou para ela: “você com seus seios compridos e balouçantes! você com seus seios grandes e trêmulos!”. Yemanjá, ofendida, fugiu em disparada. Antes de seu primeiro casamento Yemanjá recebera de Olokum, sua mãe, uma garrafa contendo uma poção mágica pois, “nunca se sabe o que pode acontecer amanhã”; em caso de necessidade Yemanjá deveria quebrar a garrafa, jogando-a no chão. Em sua fuga, Yemanjá tropeçou e caiu, a garrafa quebrou-se, e dela nasceu um rio cujas águas levaram Yemanjá em direção ao mar, residência de sua mãe. Okere, contrariado, quis impedir a fuga de sua mulher e foi-lhe ao encalço. Para barrar-lhe o caminho transformou-se em uma colina, ainda hoje chamada Okere. Não conseguindo passar, Yemanjá chamou Xangô, o mais poderoso dos seus filhos. Ele pediu uma oferenda e, recebida, disse-lhe que no dia seguinte ela encontraria por onde passar. Nesse dia Xangô desfez os nós que prendiam as amarras das chuvas e as nuvens começaram a se reunir; Xangô então lançou seu raio sobre a colina Okere, ela abriu-se em duas, e as águas do rio de Yemanjá atravessaram a colina e a levaram até o mar, onde ela resolveu ficar e não voltar mais à terra.
 Yemanjá é festejada em muitos locais na Bahia. Vive e é festejada na Ribeira, em Plataforma; na península de Humaitá, onde fica a igrejinha de Montserrate; na Gameleira, na ilha de Itaparica; no Rio Vermelho, frente à igreja de Santana, e em muitos outros lugares conhecidos pelos seus filhos e filhas de santo, que vão aí oferecer seus presentes e fazer suas obrigações.
 
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

AMADO, Jorge. Bahia de Todos os Santos (Guia das ruas e dos mistérios da cidade do Salvador) 4a ed. São Paulo: Martins, 1956. 310 p.
CACCIATORE, Olga Gudolle. Dicionário de Cultos Afro-Brasileiros. Rio de Janeiro: Forense, 1977. 279 p.
LOPES, Licídio. O Rio Vermelho e suas tradições; memórias. Salvador: Fundação ?cultural do Estado da Bahia, 1984. 109 p.
MAIA,  Carlos Vasconcelos.  ABC do candomblé. Bahia: Carlito Editor, s/d (1978) 93 p. (Coleção do autor;III)
QUERINO, Manuel. A Bahia de outrora.  Salvador: Progresso, 1955.  348 p.
SILVA CAMPOS, João da. “Tradições Bahianas” in Revista do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia no 56, 1930, pp 353-557.
TAVARES, Odorico. Bahia imagens da terra e do povo. 3a ed. Rio de Janeiro: civilização Brasileira, 1961. 298 p.
VERGER, Pierre Fatumbi. Lendas Africanas dos Orixás. 2a ed. São Paulo:Corrupio, 1987. 96p.
VERGER, Pierre Fatumbi. Orixás – Deuses iorubás na África e no novo mundo. Salvador: Corrupio /  São Paulo: Círculo do Livro, 1981. 295 p.
VIANNA, Hildegardes. Calendário de festas populares da cidade do Salvador. Salvador: Secretaria Municipal de Educação e Cultura, 1983. 43 p.
 

  (*)Historiógrafa do Arquivo Público do Estado e Professora Assistente de História da Educação na FACED/UFBa

 

Abelardo da Hora

Na minha última visita à São Paulo tive uma grata surpresa ao visitar a mostra “Amor e Solidariedade”  exposta no vão livre do MASP . Uma retrospectiva, idealizada para celebrar as seis décadas da primeira exposição deste mestre, um dos marcos fundamentais da arte moderna brasileira, deste criador  pernambucano que, aos 84 anos, é um dos poucos escultores expressionistas de vulto em plena atividade no Brasil. [ Confesso minha ignorância em relação ao trabalho dele.]

A iniciativa do MASP e do Instituto Abelardo da Hora de Recife é excelente, achei fantástica a iniciativa da exposição ser no vão livre do MASP merece muito mais que ser apenas um espaço vazio onde as pessoas se encontram. As pessoas têm vontade de conhecer mais sobre arte, mas com o ingresso do MASP a 15 reais esse provavelmente é o único jeito das pessoas terem um contato mais direto com essas obras. Espero que esta não seja a última exposição com esse tipo de estrutura, e que venham muitas outras!

A exposição “Amor e Solidariedade” permanecerá no vão do MASP todos os dias até 15 de fevereiro.

Com uma carreira que sofreu muita influência política, Abelardo sempre foi um artista que conseguiu equilibrar seu engajamento militante, sem nunca deixar de lado a sensualidade dos nus femininos. Essa dualidade poderá pode ser observada na retrospectiva do trabalho de Abelardo, mas o essencial, segundo os críticos, é que ele nunca se curvou aos modismos. Preferiu se comover tanto ao retratar as condições subumanas da sociedade nordestina como corpos femininos que transmitem ao mesmo tempo sensualidade e recato.
A vasta obra de Abelardo inclui mais de mil trabalhos espalhados pelo mundo. Depois de São Paulo, as peças de Abelardo vão para João Pessoa, Recife, Caracas, Paris (Museu George Pompidou), Bruxelas e Buenos Aires

Obras do Artista, Clique!

Abelardo da Hora. In: Itaú Cultural.

Muito Prazer, Adélia Prado…

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“O transe poético é o experimento de uma realidade anterior a você. Ela te observa e te ama. Isto é sagrado. É de Deus. É seu próprio olhar pondo nas coisas uma claridade inefável. Tentar dizê-la é o labor do poeta.”
(Adélia Prado)

Adélia Luzia Prado de Freitas é natural de Divinópolis/MG, nascida em 13/12/1935.
Casada desde 1958  com José Assunção de Freitas, funcionário do Banco do Brasil S.A., tem 5 filhos: Eugênio, Rubem, Sarah, Jordano e Ana Beatriz.

Adélia diz que:
“Uma das mais remotas experiências poéticas que me ocorre é a de uma composição escolar no 3º ano primário, que eu terminava assim: “Olhai os lírios do campo. Nem Salomão, com toda sua glória, se vestiu como um deles…”.
A professora tinha lido este evangelho na hora do catecismo e fiquei atingida na minha alma pela sua beleza. Na primeira oportunidade aproveitei a sentença na composição que foi muito aplaudida, para minha felicidade suplementar. Repetia em casa composições, poesias, era escolhida para recitá-las nos auditórios, coisa que durou até me formar professora primária. Tinha bons ouvintes em casa. Aplaudiam a filha que tinha “muito jeito pra essas coisas”. Na adolescência fiz muitos sonetos à Augusto dos Anjos, dando um tom missionário, moralista, com plena aceitação do furor católico que me rodeava. A palavra era poderosa, podia fazer com ela o que eu quisesse.”

Professora, começou a escrever em 1950, após a morte de sua mãe, Ana Clotilde Corrêa. Em 1973 forma-se em filosofia, um ano após a morte de seu pai, o ferroviário João do Prado Filho.
Por essa época, entediada de seu próprio estilo, começa a escrever de forma torrencial, dando veios às influencias literárias recebidas das leituras de Drummond, Guimarães Rosa, Clarisse Lispector.

Na opinião de Carlos Drummond de Andrade, “Adélia é lírica, bíblica, existencial, faz poesia como faz bom tempo: esta é a lei, não dos homens, mas de Deus. Adélia é fogo, fogo de Deus em Divinópolis”.

O que mais chama a atenção na literatura produzida por Adélia Prado é a religiosidade embutida e/ou subentendida em seus textos. Ela trata e retrata as coisas do cotidiano com perplexidade, entendimento e pureza.
Sua obra é atemporal, moderna, transformando em lúdico a realidade descrita, fazendo com que os fatos mais corriqueiros ganhem uma beleza poética de grande extraordinariedade.

Adélia costuma dizer que o cotidiano é a própria condição da literatura. Morando na pequena Divinópolis, cidade com aproximadamente 200.000 habitantes, estão em sua prosa e em sua poesia temas recorrentes da vida de província, a moça que arruma a cozinha, a missa, um certo cheiro do mato, vizinhos, a gente de lá.

“Alguns personagens de poemas são vazados de pessoas da minha cidade, mas espero estejam transvazados no poema, nimbados de realidade. É pretensioso? Mas a poesia não é a revelação do real? Eu só tenho o cotidiano e meu sentimento dele. Não sei de alguém que tenha mais. O cotidiano em Divinópolis é igual ao de Hong-Kong, só que vivido em português.”

Qual a contribuição de Adélia Prado para a literatura brasileira?

Para a época em que sua poesia foi divulgada : a revalorização da identidade feminina, como ser pensante e ser maternal. Aqui, o grande valor desta poeta. Ou seja, Adélia conseguiu conciliar a intelectual com a mãe, esposa e dona-de-casa; ela conseguiu o equilíbrio entre o feminismo ( movimento agressivo) com o feminino (natureza intrínseca).
Em seus poemas, estão muito bem colocadas as figuras masculinas ( pai, marido, filho), sem observamos sinais de conflito, fato este que não se observa nas poetas mais atuais.

 
A característica de sua poética?

Lírica, suave, simples, leve. E com um estilo próprio, diferente de Cecília Meireles (considerada, ainda, o grande expoente feminino da poesia brasileira).

Fonte:http://www.amulhernaliteratura.ufsc.br/

 

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Daniel Taubkin é puro talento !

 

Amigos queridos! O Daniel Taubkin é puro talento e sucesso!

Quer conhecer Daniel Taubkin melhor? Clique!

Um anônimo mandou o vídeo Daniel Taubkin e Banda da Rua – Pescador pra os vídeos do Faustão e a Globo.Com postou.

VAMOS LÁ DÁ UMA OLHADA E VOTAR PRO DANIEL TAUBKIN

É só clicar no link abaixo e conferir!

http://video.globo.com/Videos/Player/Entretenimento/0,,GIM1122092-7822-DANIEL+TAUBKIN+E+BANDA+DA+RUA+PESCADOR,00.htm

Carl Gustav Jung

 

 

 

Carl Gustav Jung nasceu em 26 de julho de 1875, em Kesswil, Cantão da Turgóvia, às margens do lago Constança na Suíça, fruto da união do pastor protestante Johann Paul Jung, e da dona de casa Emile Preiswerk, mulher culta que incentivou Jung à leitura do Fausto de Goethe em sua adolescência. Jung, na infância, vivida no campo e em contato com a natureza, desenvolveu uma inclinação para sonhar e fantasiar propiciada pelos livros da tranqüila biblioteca de seu pai, onde leu textos de filosofia e teologia que influenciaram em muito seu trabalho depois de adulto. Quando ingressou nas Universidades de Basiléia e Zurique para estudar medicina, as idéias de Kant e Goethe já nutriam a mente de Jung. Seu razoável conhecimento de filosofia e o entusiasmo daí originado, impulsionaram-no também ao encontro das idéias de Schopenhauer e Nietzsche, que exerceriam posteriormente forte influência sobre a construção de sua Psicologia Analítica, nome escolhido como alternativa à Psicologia Complexa, termo já cunhado por Pierre Janet. Sua graduação veio em 1902, após o que trabalhou na clínica psiquiátrica da Universidade de Zurique, como assistente do professor Eugene Bleuler, mantendo estudos paralelos com Pierre Janet, em Paris. Seu interesse, então, estava voltava-se para a esquizofrenia. No Teste de Associação de Palavras, Jung chegou ao que denominou Complexos, definindo estes como idéias ou representações afetivamente carregadas e autônomas da Psique consciente. O renome internacional conquistado por Jung através destes estudos, conduziram-no a uma colaboração próxima com Freud, que conheceu pessoalmente em 1907. Esta afinidade de idéias entre os dois mestres, no entanto, deteriorou-se com a publicação da Psicologia do Inconsciente, em 1912 (revista em 1916). Com esta obra, Jung declara sua independência da estreita interpretação sexual de Freud com relação à libido, apresentando os paralelos próximos entre as fantasias psicóticas e os mitos antigos, e explicando a existência de uma energia criativa maior (elan vitae) motivadora da mente humana. Neste momento, Jung renuncia à presidência da Sociedade Psicoanalítica Internacional e funda sua própria Escola, incentivado por outros colegas, pacientes e amigos. Jung era contrário à formação de escolas e discípulos, mas cedeu aos apelos de seus seguidores. Jung desenvolveu suas teorias traçando um amplo conhecimento de mitologia (trabalhos em colaboração com Kerensky) e História; recorrendo a diversas culturas de países como México, Índia e Quênia. Os Tipos Psicológicos, nos quais se ocupou do vínculo entre o consciente e o inconsciente, propondo os tipos de personalidade, extroversão e introversão, foram publicados em 1921, num importante e posteriormente bem difundido trabalho. Segundo Jung, o inconsciente coletivo — sensações, pensamentos e memórias compartilhadas por toda a humanidade — compõe-se do que ele denominou, tomando de Platão, “arquétipos”, ou “imagens primordiais”. Estes correspondem às experiências da Humanidade típicas, como enfrentar a morte ou eleger um companheiro, cuja manifestação simbólica encontram-se nos mitos, nas grandes religiões, nos contos de fadas, nas fantasias e na Alquimia, e em especial nas obras de Paracelso e Picco della Mirandola. Confrontando o inconsciente pessoal e integrando-o com o inconsciente coletivo, representado no arquétipo da Sombra Coletiva, Jung sustenta que um paciente pode alcançar um estado de individuação, ou a integridade de um mesmo (O Deus Interior), através da reconciliação dos estados diversos da personalidade, que ele viu divididos não somente em contrários de introversão e extroversão, mas também nas subvariáveis pensamento, intuição, sensação e percepção. Jung escreveu volumosamente sobre metodologia analítica e os laços entre a Psicoterapia e a crença religiosa. Interessou-se muito pela Sincronicidade, pela Alquimia e pelos estados alterados de consciência, a ponto de criar o método de imaginação ativa, surgido logo após a ruptura com Freud, enquanto o crítico e polêmico livro vermelho era por ele escrito. Na teoria psicanalítica de Sigmund Freud, Jung interpretou os distúrbios mentais e emocionais como tentativa de encontrar integridade pessoal e espiritual. Em especial, sua experiência com Psicóticos foi decisiva para a aproximação com Freud, pois o médico havia tido contato tão-somente com neuróticos, basicamente as denominadas Histerias. Carl Gustav Jung faleceu em 06 de junho de 1961, em Kusnacht. Pai da psicologia analítica e visto como um dos grandes expoentes do século XX, deixou contribuições científicas bastante significativas para o estudo e compreensão da alma humana. As questões espirituais, enquanto fenômenos psíquicos, são refletidas em toda sua obra, numerosa e traduzida para diversas línguas.”

Essa biografia de Jung é de Nise da Silveira e foi retirada da página Guardiões do Saber.

 Obrigada Querido Amigo Português Fernando do Blog Nothingandall pelo Selo dado com tanto carinho!

BOL

BILHETE – Mario Quintana…

BILHETE
Se tu me amas, ama-me baixinho
Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres,
enfim,
tem de ser bem devagarinho, Amada,
que a vida é breve, e o amor mais breve ainda…

Mário Quintana

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Dor:Lado cego da faca…


Não existem palavras, línguas, gestos ou mesmo pensamentos que possam expressar a dor da perda. Ela é tão profundamente dolorida e fere a alma com esmero desmedido, cortando lenta e dolorosamente com o lado cego da faca. A dor é fenomenal, incrívelmente dor, extraordinariamente dor, fatalmente dor. É dor, dor, dor, somente dor. E não cede, não acalma, não dá trégua. E a alma se contorce, revolve, chora, berra e geme em lamentos surdos, que tomam o corpo, que fazem cambalear e entontecer o espírito. A dor da perda não tem som, não tem voz, e invade o âmago do ser silenciosa e cruelmente fazendo doer e adoecer o corpo. Massacra a alma a tal ponto de tudo ao redor perder o sentido. Tudo. Tudo perder o sentido e o brilho da vida. Os olhos olham mas nada vêem, os ouvidos ouvem sem nada ouvir, os braços caem sem sentir qualquer amparo, qualquer sussurro de compreenssão, de entendimento. Somente o gosto do sangue da dor é percebido no fundo do coração que sangra, falece e se afunda no fundo da terra, do pó. E tudo vira dor profunda e cortante como o fio de uma navalha. Os sentidos perdem a razão de ser. Robotizamos o corpo e caminhamos, perdidos e anestesiados de lá prá cá, de cá prá lá, desnorteados, confundidos, atordoados e completamente perdidos de nós mesmos. Esquecidos de tudo e de todos, menos da dor que rasga, dói e arranha o coração até o sangue jorrar em lágrimas profusas e gritos inaudíveis. A dor da perda cala fundo e faz sepultura da alma onde desejamos ardentemente nos enterrar, em silêncio absoluto, em escuridão infinda, em adormecer eterno. Faz desejar a morte e buscar o fim de tudo, inclusive de si mesmo, para calar… a dor… Não existem palavras que definam a intensidade da dor da perda. Ela é tão incrivelmente dor que perdemos a definição e a expressão do que sentimos. Nada mais importa. Nada. A dor da perda é pesada demais. Impossível de se carregar solitariamente. Por isso, por tudo isso, havemos de buscar forças para suportar a dor da perda, por mais profunda, pungente e dolorida que seja, por mais aterradora e insensível… Havemos de nos resguardar da dor, de acordar e lutar para viver, mesmo a alma em soluços, mesmo que o espírito, anestesiado pela dor, perca a vontade de lutar e continuar a viver… havemos de nos resguardar da dor no alento dos braços do AMOR À VIDA, que é o único que torna possível tudo, por ele, com ele, suportar…

FEMILINDA : LUISA MAITA…

               luisa maita

  Em minha vida a música de qualidade sempre terá espaço! Já tinha ouvido ela cantar com o Daniel Taubkin  [ Bem, tenho certeza que essa família possui cifras musicais no DNA…rs ], mas ontem ela se revelou ao mundo com a voz FEMILINDA no vídeo  da candidatura ao Rio de Janeiro as Olimpiadas 2016. Uma nova voz vem com certeza  e fará bastante sucesso  pelo Brasil e Planeta Terra . Estou falando da paulista Luisa Maita. Dona de uma voz doce e letras impecáveis, Luisa começa a fazer seu nome no topo das paradas de sucesso…

Elisabete Cunha

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 Brilho de estrela

Luísa cresceu rodeada de músicos. Desde a infância, quando morava em um sítio, ouvia todos os estilos musicais e conviveu com pessoas que muito contribuíram para sua vocação de cantar, como seu pai, Amado Maita. Aos 24 anos e com um brilho único, Luísa trilha carreira solo.

Com repertório que mistura clássicos da MPB, composições de autores menos conhecidos e canções de sua própria autoria, a cantora mostra, no show, músicas que fazem parte de sua história pessoal e que foram responsáveis por ela ter decidido cantar. 

A simpatia foi um dos ingredientes que a levaram por caminhos promissores. Luísa participou de diversos festivais estudantis, fez parte do Coralusp e do Coral Profissional Lírico da Congregação Israelita Paulista. Atualmente, estuda no Espaço Musical, escola de Ricardo Breim e é integrante dos grupos Urbanda e Trovadores Urbanos. “O show é resultado de todo esse envolvimento musical”, afirma.

Nos últimos anos, Luísa conheceu e interpretou a obra dos grandes sambistas e compositores brasileiros, apresentando-se como solista nos projetos “Samba da Benção”, no teatro Arthur de Azevedo, e “MPBAR”, no Teatro Folha, além de fazer participações especiais em discos de Jair Rodrigues, Daniel Taubkin, Fernando Falcão, Alexandre Birkett.

“Uma pessoa que me influenciou bastante foi o Daniel Taubkin, que é meu tio. Ele lançou alguns discos nos Estados Unidos e passei a cantar com ele. Foi uma escola, pois é um músico talentoso, tem um jeito muito bacana de arranjar as músicas e encontrar uma interpretação”, conta. Depois dessa experiência, Luísa formou o grupo Urbanda, mas a vontade de fazer um trabalho diferenciado foi forte.

 
Para ela, é preciso buscar a valorização da música brasileira que tem um certo refinamento. “Quando não é de interesse da grande indústria fonográfica, corre-se risco, mas isso não quer dizer que seja impossível”. E a moça não se intimida: “Há vários caminhos e eu estou procurando não ir pelos pré-estabelecidos. Quando se tem vocação há paixão, isso me move e tenho certeza de que esse rio vai desaguar em algum mar”.

Quem for conhecer melhor ,  poderá conferir Luísa interpretando sucessos como “Para Manoel Bandeira”, de Amado Maita; “Anos luz”, de Daniel Taubkin; e “Nega”, de Waldir da Fonseca. Além de algumas música não inéditas, como “Acender as Velas”, de Zé Ketti, e “Curumim”, do Djavan.

Fonte:http://www.guiadavila.com/

 

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