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O que é Fibromialgia? Saiba Tudo Sobre Esta Doença!

Saiba Tudo Sobre a Fibromialgia
 

Você já ouviu falar de fibromialgia? Trata-se de uma doença crônica, também conhecida por Síndrome de Joanina Dogninim, que origina dores pelo corpo inteiro, basicamente causando “pontos sensíveis”. A doença acomete especialmente as articulações e nos tendões. Os pontos sensíveis são locais específicos, que doem quando a pressão é colocada sobre eles. A doença é mais comum do que se imagina, sendo em torno de 2 milhões de casos por ano entre os brasileiros.

As idades afetadas constam a partir dos 3 anos, porém, a maior ocorrência se dá a partir dos 19 anos. A maioria das pessoas que possuem esta doença,  são as mulheres, sobretudo com idade entre 35 a 50 anos. No entanto, indivíduos portadores de diferentes doenças, por exemplo, a artrite reumatoide, lúpus e outras opções que envolvem a artrite ou possuem um parente próximo com fibromialgia podem ter mais chances do aparecimento dessa doença.

Infelizmente, muitas vezes a Síndrome de Joanina Dogninim é incompreendida, especialmente no começo, podendo a dor iniciar em apenas alguns locais e depois progredir. No entanto, assim que nota-se algo errado no corpo, a busca por orientação médica deve existir, especialmente visando que o tratamento seja efetuado o quanto antes.

1) Quais são as causas da fibromialgia?

Veja a reportagem sobre a fibromialgia no programa bem estar da globo (4:47)

Os médicos não sabem exatamente a causa a fibromialgia, mas indicam que envolve uma variedade de fatores trabalhando juntos. Estes podem ser:

  • Genética ou histórico familiar
  • Infecções por vírus ou doenças autoimunes
  • Físico ou trauma emocional – estresse pós-traumático pode estar relacionado a fibromialgia.

Em relação ao motivo da dor, os pesquisadores acreditam que a estimulação do nervo repetida vezes causa ao cérebro de pessoas com fibromialgia a mudar. Esta mudança envolve um aumento anormal em níveis de determinadas substâncias químicas no cérebro que sinaliza dor, neurotransmissores.

Além desse fator, os receptores correspondentes a dor do cérebro parecem desenvolver um tipo de memória da dor e se tornar mais sensível, o que remete ao fato de que podem tornar a reação aos sinais da dor ainda maior.

Outro fator importante, é que nos portadores da doença, notam-se níveis mais baixos de serotonina. Dessa maneira, acredita-se que desequilíbrios hormonais, como o estresse, possuem a capacidade de estarem relacionados com o surgimento da fibromialgia.

2) Quais são os sintomas?

A dor causada pela fibromialgia fica mais intensa quando se pressiona alguns pontos específicos do corpo. Os pontos estão localizados perto das articulações. Veja abaixo os pontos dolorosos da fibromialgia.

 

Além da dor, as pessoas com fibromialgia podem representar estes sintomas:

  • Confusão mental e perda de memória, chamado de “névoa fibro”
  • Problemas para dormir
  • Rigidez matinal
  • Dores de cabeça
  • Síndrome do intestino irritável
  • Dolorosos períodos menstruais
  • Dormência ou formigamento das mãos e pés
  • Síndrome das pernas inquietas
  • Sensibilidade à temperatura, a ruídos altos ou a luzes

3) Como diagnosticar?

A doença não resulta em deformidades físicas ou inflamações, por essa razão, pessoas com fibromialgia muitas vezes veem muitos médicos antes de ser diagnosticadas. Uma razão para isso pode ser que a dor e a fadiga que são os principais sintomas da fibromialgia, também são sinais de muitas outras doenças.

A fibromialgia não pode ser diagnosticada por um teste de laboratório, porém os testes podem ser feitos para descartar outras condições que podem ter sintomas semelhantes. Por essa razão, em alguns casos podem ser necessários exames laboratoriais ou de imagem.

Ao fazer um diagnóstico, deve-se levar em conta estes dois critérios:

  • Uma história de dor generalizada com duração superior a 3 meses – a dor tem de estar presente em ambos os lados do corpo bem como acima e abaixo da cintura.
  • Presença de pontos dolorosos – o corpo tem 18 lugares que são possíveis pontos sensíveis. Para o diagnóstico de fibromialgia, uma pessoa deve ter 11 ou mais pontos sensíveis. As localizações dos pontos sensíveis são o pescoço, tórax, cotovelos, joelhos, nuca, ombros, costas, nádegas e quadril.

4) Como tratar?

A doença não tem cura, porém, o tratamento pode ajudar com os sintomas. É importante encontrar um médico especializado ou que já tenha tido contato com pacientes que apresentaram fibromialgia, dessa maneira, você se sentirá mais confiante. Muitos médicos de família ou reumatologistas (médicos que tratam artrite e outras condições que afetam as articulações) podem tratar essa doença.

Além dessas opções, fisioterapeutas podem contribuir no fortalecimento muscular que muitas vezes é comprometido e o psicólogo pode colaborar com o tratamento dos distúrbios hormonais. Por essa razão, o tratamento geralmente requer uma equipe que pode incluir o seu médico, um fisioterapeuta e possivelmente, outros prestadores de saúde.

Casos graves de fibromialgia podem exigir um encaminhamento para uma clínica de dor, que nessa situação, auxilia a melhorar a qualidade de vida, já que viver com dor pode ser muito desconfortável e impor restrições em tarefas que antes pareciam simples.

Existem seguintes tratamentos:

4.1) Reduzir Estresse

Desenvolver um plano para evitar ou limitar o estresse emocional. Dar-se tempo a cada dia para relaxar. No entanto, não significa mudar a rotina completamente. As pessoas que param de trabalhar ou largam toda atividade tendem a fazer pior do que aquelas que permanecem ativas. Tentar técnicas de gerenciamento de estresse é importante, como exercícios de respiração profunda ou meditação.

4.2) Controle da dor

Além dos medicamentos prescritos pelo médico, um banho quente ou banhos minerais também pode aliviar dores musculares.

4.3) Melhora do sono

A quantidade certa de sono durante a noite pode ajudar a melhorar os indícios, a dor e fadiga.

4.4) Apoio psicológico

Viver com uma doença crônica pode ser difícil para você. Se você tem Síndrome de Joanina Dogninim, encontre um grupo de apoio. Sessões de aconselhamento com um conselheiro treinado poderá melhorar a sua compreensão de sua doença.

4.5) Prática de exercício

Embora a dor e fadiga possam tornar o exercício e atividades diárias difíceis, é crucial ser ativo. O exercício regular é um dos tratamentos mais eficazes para a fibromialgia. As pessoas que têm muita dor ou fadiga de fazer o exercício, devem apenas começar a mover-se mais e tornar-se mais ativo em atividades diárias de rotina. Em seguida, eles podem começar com uma caminhada ou outro exercício mais suave.

4.6) Mudanças no trabalho

A maioria das pessoas com fibromialgia continua a trabalhar, mas elas podem ter que fazer grandes mudanças para isso. Por exemplo, algumas pessoas reduzem o número de horas de trabalho, mudam para um emprego menos exigente ou se adaptam ao trabalho atual. Se você enfrenta obstáculos no trabalho, tais como uma cadeira desconfortável que deixa as costas doendo ou dificuldade de levantar caixas pesadas ou arquivos, o empregador pode fazer alterações que lhe permitirá manter o seu emprego.

4.7) Alongamento

O alongamento deve acompanhar os exercícios, porém, existe a opção de explorar ainda mais os exercícios voltados apenas para se alongar, pois é algo que contribui com a condição física, melhorando especialmente a flexibilidade.

4.8) Hábitos alimentares

Busque ter um estilo de vida mais saudável, além dos alimentos mais benéficos para a saúde, reduzir o consumo de café também pode ser positivo, especialmente para as pessoas que desejam reduzir a insônia.

4.9) Outros tratamentos

As terapias complementares podem ajudá-lo. Converse com seu médico antes de tentar qualquer tratamento alternativo. Esses incluem fisioterapia, massagem, acupuntura ou exercícios de relaxamento.

5) Quais são os pontos sensíveis que caracterizam a Fibromialgia?

Os pontos sensíveis da fibromialgia foram citados anteriormente. No entanto, está na hora de apresentá-los de maneira mais detalhada. É fundamental observar que são simétricos, ou seja, ocorrem dos dois lados do corpo.

As localizações dos pontos sensíveis são:

  • Laterais inferiores frontais do pescoço
  • Parte superior do tórax
  • Parte interna dos cotovelos
  • Logo acima da parte interna dos joelhos
  • Nuca
  • Alto dos ombros
  • Alto das costas (omoplatas)
  • Acima das nádegas
  • Quadris

Quando se trata de pontos sensíveis, é importante entender que a fibromialgia não é um transtorno consistente. Isso significa que a pessoa pode sentir dor intensa em algumas regiões num dia e em outras no dia seguinte. Felizmente, há dias em que o paciente pode nem sentir dor. Se ele consultar o médico em um dia em que esteja sentindo menos dor que o normal, o médico pode achar que ele não tem fibromialgia.

Por isso é vital monitorar os pontos sensíveis de dor (mantendo um diário, por exemplo) para garantir o diagnóstico apropriado. Dessa forma, seus relatos ao médico poderão ser mais verídicos e detalhados, para que possíveis doenças sejam descartadas e o tratamento mais adequado seja encontrado para a sua situação.

6) Tem cura?

Trata-se de uma doença crônica, com possibilidade de durar a vida inteira. Por essa razão, é fundamental buscar um tratamento adequado, que contribua com a amenização dos sintomas. É importante ressaltar que apesar de não ter cura, é possível melhorar a sua qualidade de vida mesmo possuindo a doença, tratando os sintomas de uma maneira notável.

7) Quais remédios geralmente são utilizados?

Claramente, para o consumo de remédios, é necessário obter a orientação adequada do seu médico, pois erros nas substâncias ou doses podem agravar a sua saúde. Por não ter cura, os remédios geralmente usados para a fibromialgia visam amenizar os sintomas, sendo assim, geralmente eles se enquadram nas seguintes opções:

  • Analgésicos: como uma das principais características da fibromialgia é a dor, os médicos podem recomendar o uso dos analgésicos, que contribuem com que a dor seja amenizada;
  • Antidepressivos: indicados por psiquiatras, os antidepressivos contribuem para a regularização dos níveis de serotonina que geralmente são baixos em pessoas com a doença;
  • Relaxantes musculares: quando a rigidez muscular está presente, o médico pode recomendar o uso de relaxantes musculares;

Outros remédios que podem ser receitados, como indutores do sono ou mais específicos como para regular a ansiedade. Por essa razão, é fundamental ter um acompanhamento médico para a fibromialgia, para que suas necessidades sejam atendidas corretamente.

8) Veja a seguir como a psicologia pode tratar os sintomas da Fibromialgia

Saiba Tudo Sobre a Fibromialgia

Muitas vezes os sintomas da fibromialgia podem ser também psicológicos e, por isso, é importante o acompanhamento por parte de profissionais especializados. A síndrome dolorosa fascial geralmente acompanha a fibromialgia, sendo então possível que se sinta dor nos pontos sensíveis (devido à fibromialgia) e nos pontos-gatilho (devido à síndrome dolorosa fascial).

Em 1990, o American College of Rheumatology resumiu os critérios para a classificação da fibromialgia. Definiram que há 18 pontos no corpo. Para ser diagnosticada como fibromiálgica a pessoa deve sentir dor – não simplesmente sensibilidade – em pelo menos 11 dos 18 pontos sensíveis quando estes forem pressionados.

8.1) Quais são os pontos sensíveis que caraicterizam a Fibromialgia?

Os pontos sensíveis da fibromialgia são simétricos; ocorrem dos dois lados do corpo. As localizações dos pontos sensíveis são:

  • Laterais inferiores frontais do pescoço
  • Parte superior do tórax
  • Parte interna dos cotovelos
  • Logo acima da parte interna dos joelhos
  • Nuca
  • Alto dos ombros
  • Alto das costas (omoplatas)
  • Acima das nádegas
  • Quadris

Quando se trata de pontos sensíveis, é importante entender que a fibromialgia não é um transtorno consistente. Isso significa que a pessoa pode sentir dor intensa em algumas regiões num dia e em outras no dia seguinte. Felizmente, há dias em que o paciente pode nem sentir dor. Se ele consultar o médico em um dia em que esteja sentindo menos dor que o normal, o médico pode achar que ele não tem fibromialgia. Por isso é vital monitorar os pontos sensíveis de dor (mantendo um diário, por exemplo) para garantir o diagnóstico apropriado.

8.2) Saiba como os psicólogos auxiliam os pacientes de Fibromialgia

Dor, especialmente a dor da fibromialgia, nem sempre é apenas física. Cerca de 30% dos fibromiálgicos sofrem de depressão, ansiedade ou alguma forma de transtorno de humor. Os pesquisadores ainda não definiram se é a fibromialgia que provoca esses estados ou vice-versa, mas o que ficou claro é que quando o estado mental sucumbe à dor física, esta fica mais forte. É por isso que o médico pode recomendar uma consulta a um psicólogo ou psiquiatra.

A fibromialgia é uma condição complicada. Seus sintomas são variados e geralmente causarão impacto à vida de modos que transcendem a dor física. Dor e fadiga por si só podem ser suficientes para alterar de modo negativo o estilo de vida, afetando assim o humor. Para controlar os sintomas, pode ser necessária uma abordagem multidisciplinar, incorporando medicação, fisioterapia e psicologia.

8.3) A terapia mental e emocional pode ser apenas uma parte do tratamento da fibromialgia

Qual a diferença entre depressão e ansiedade? As pessoas muitas vezes confundem depressão e ansiedade. É verdade que a pessoa pode ser deprimida e ansiosa, mas não se tratam de distúrbios sinônimos.

A depressão se caracteriza por uma tristeza extrema e crônica. Pode-se dizer que se alguém está deprimido após um dia particularmente ruim no trabalho, mas a verdadeira depressão é muito mais significativa.

As pessoas lidam com a depressão de modo próprio. Talvez chorem ou tenham acessos de ira. Podem passar a maioria dos dias na cama ou comer em excesso em reação à dor que sentem. Qualquer que seja o motivo, o importante é reconhecer a mudança no comportamento. Se a pessoa se flagrar pensando ”Eu não costumava me sentir assim. Minha vida era melhor.”, é hora de consultar o médico ou terapeuta.

Ansiedade, por outro lado, é conhecida por suas intensas sensações de pânico, medo e preocupação excessiva. Talvez você sinta que o coração disparou, na verdade de tal modo que pode confundir a ansiedade com um problema cardíaco.

8.4) A ligação com a fibromialgia

Para ajudar a entender como a fibromialgia se relaciona à depressão e à ansiedade, assim como para ver as diferenças entre os dois transtornos, compare alguns dos sintomas na tabela abaixo.

Observação: os símbolos indicam os sintomas mais associados com o transtorno (isto é, pode-se ter menos sono que o normal se a pessoa tiver depressão, mas é mais comum dormir mais que o usual).

Saiba Tudo Sobre a Fibromialgia

9) Como encontrar um profissional de saúde mental?

Há vários tipos de profissionais, dentre eles psicólogos e psiquiatras, treinados para diagnosticar e tratar qualquer perturbação mental ou emocional que a pessoa esteja experimentando. O médico pode ajudar na escolha daquele que mais pode auxiliar. Os psicólogos são profissionais formados para tratar problemas mentais e emocionais, que usam diversas terapias (por exemplo, a cognitiva comportamental). Os psiquiatras são formados em medicina e podem receitar medicações que auxiliem na depressão e/ou ansiedade.

A dor física da fibromialgia é debilitante. Quando seu impacto é adicionado ao estado mental e emocional, a qualidade de vida da pessoa pode ser gravemente afetada.

Reconhecer que a dor não é só física pode ser difícil e consultar um profissional de saúde mental pode ser assustador, mas fazer isso pode diminuir as dores da fibromialgia. Mesmo que a pessoa não necessite de medicação, a consulta a um profissional de saúde mental é extremamente benéfica. A possibilidade de falar abertamente sobre a experiência com a fibromialgia pode ser terapêutica por si só.Se você tiver fibromialgia e perceber uma mudança em sua perspectiva de vida, não hesite em procurar auxílio psicológico. O principal objetivo á ajudá-lo a se sentir melhor consigo mesmo e resgatar uma vida plena e feliz.

10) Existem complicações da fibromialgia?

As complicações sérias da doença podem surgir por meio de um tratamento inadequado e com a severidade de seus sintomas. Pessoas que não ficam ativas, por exemplo, tendem a piorar e a ficarem mais expostas ao estresse, sofrendo uma sobrecarga emocional, o que naturalmente, pode agravar o bem-estar psicológico e refletir na saúde do organismo.

11) Quais são as opções de tratamentos naturais?

É possível se cuidar buscando opções naturais de relaxamento e que ajudem a amenizar os sintomas. Não se esqueça de sempre buscar orientações médicas, para que o problema não seja agravado. Confira a seguir algumas das opções que podem ser benéficas:

Chás e sucos

Recomendados para complementar o tratamento da fibromialgia, são capazes de contribuir com um melhor sono, alívio das dores e relaxamento. As seguintes opções podem ser utilizadas para a preparação dessas bebidas:

  • Erva de São João;
  • Ginseng indiano;
  • Couve;
  • Gengibre;
  • Cravo da índia.

Para quem busca outras opções de tratamento além dos remédios, buscar por orientações sobre acupuntura, hidroterapia, massagens e até mesmo pilates como formas complementares de tratamento, é de extrema importância e pode acabar sendo benéfico para o bem-estar do paciente.

12) Aplicativo ProFibro

O ProFibro é um aplicativo criado pela fisioterapeuta Susan Lee King Yuan, que busca contribuir com o autocuidado das pessoas que sofrem de fibromialgia. A ferramenta possui uma grande capacidade de influenciar positivamente o tratamento da doença, que pode causar um desconforto enorme na vida das pessoas. Veja a seguir alguns dos principais recursos do ProFibro:

  • Diário: escreva o que tem passado, realizado, sua evolução, objetivos, obstáculos, esse é um local seu;
  • Progresso: como está sendo o progresso? Com o ProFibro você exerce um maior controle sobre ele;
  • Exercício Físico: o aplicativo possui dicas de exercícios que você pode realizar, com dicas, como a posição e duração do exercício;
  • Sono: problemas para dormir, como a insônia, podem surgir em pacientes que enfrentam a fibromialgia e no ProFibro, você encontra estratégias para experimentar, que podem melhorar o seu sono;
  • Família: naturalmente, qualquer doença que alguém enfrente, pode acabar influenciando no dia a dia de seus familiares e por meio deste aplicativo, é possível aprender a lidar com a fibromialgia com seus familiares. Afinal, você não precisa passar por isso sozinho e ter suporte é muito importante para um bom tratamento;
  • Sintomas: é onde você pode colocar o que vem sentindo, por exemplo, a intensidade de cada um deles e os outros sintomas que estão sendo presentes no seu convívio com a doença.

Segundo as informações que constam na página do aplicativo no PlayStore, ele foi desenvolvido com base na experiência clínica e evidências científicas disponíveis na literatura. Ele foi testado em um ensaio clínico com 40 participantes voluntários e após seis semanas, os usuários do ProFibro apresentaram redução na gravidade dos sintomas.

Ainda mais, no próprio aplicativo é possível organizar suas atividades diárias, encontrar mais informações sobre a doença e seu tratamento. Lembrando que é apenas uma opção para complementar o tratamento recomendado pelo médico, por isso que o indicado é deixar seu médico ciente desta opção, caso opte por baixar e utilizar o aplicativo de forma frequente.

Fontes:

http://www.nytimes.com/health/guides/disease/fibromyalgia/overview.html

http://www.emedicinehealth.com/fibromyalgia/article_em.htm

http://www.medicinenet.com/script/main/art.asp?articlekey=8930

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FIBROMIALGIA – A Dor Maldita.

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O QUE É FIBROMIALGIA? 

A Fibromialgia é uma das doenças reumatológicas mais frequentes. É caracterizada por dor muscular generalizada no corpo acompanhada de sintomas de fadiga, e alterações de sono, memória e humor.

Os sintomas podem começar após um trauma físico, uma cirurgia, uma infecção ou uma tensão psicológica significativa. Em outros casos, os sintomas se acumulam gradualmente ao longo do tempo sem que se consiga determinar os fatos geradores. As mulheres são cerca de 10 vezes mais propensas a desenvolver a Fibromialgia do que os homens.

Muitas pessoas que têm Fibromialgia também podem apresentar dores de cabeça tensionais, disfunção da articulação temporomandibular, síndrome do intestino irritável, ansiedade e depressão.

Embora não haja cura para a Fibromialgia, uma variedade de medicamentos e outros tipos de tratamentos podem ajudar a controlar os sintomas.

PRINCIPAIS SINTOMAS

DOR GENERALIZADAA dor associada à Fibromialgia muitas vezes é descrita como uma dor difícil de caracterizar, nem forte nem aguda, que poderíamos chamar de dor “cansada” e constante, com duração de pelo menos três meses. Para ser considerada generalizada, a dor deve ocorrer em ambos os lados do corpo e acima e abaixo da cintura.

FADIGAPessoas com Fibromialgia muitas vezes despertam cansadas, mesmo que tenham dormido por longos períodos. Muitas vezes o paciente até dorme um bom número de horas, mas acorda cansado – é o famoso “sono não reparador”. Muitos pacientes com Fibromialgia têm outros distúrbios do sono, como a síndrome das pernas inquietas e apneia do sono.

DIFICULDADES COGNITIVASLacunas de memória, conhecido por muitos como “Fibro Fog” ou “Névoa Fibro” é um termo usado para descrever os prejuízos da memória vividos por uma parte das pessoas que sofrem de Fibromialgia. Pode incluir perda de memória de fixação, falta de concentração e raciocínio prejudicado, assim como problemas de linguagem, tais como dificuldade para se recordar e falar palavras comuns.

 

OUTROS PROBLEMAS

Muitas pessoas que têm Fibromialgia também podem sofrer de depressão, dores de cabeça, e dor ou cólicas no abdome inferior.

Até agora as pesquisas não conseguiram determinar a causa da Fibromialgia, mas provavelmente envolve uma variedade de fatores trabalhando juntos.

Possivelmente existem causas genéticas, uma vez que casos de Fibromialgia tendem a ocorrer em família. Podem haver certas mutações genéticas que tornariam o portador mais suscetível a desenvolver o transtorno. Entretanto, até agora não foi descoberto o gene causador da doença.

Algumas infecções parecem desencadear ou agravar a Fibromialgia.
Transtorno de estresse pós-traumático também tem sido associada à Fibromialgia.

POR QUE DÓI?

 Os investigadores acreditam que a estimulação repetida do nervo faz com que o cérebro de pessoas com Fibromialgia se modifique.

Esta mudança envolve um aumento anormal dos níveis de certas substâncias químicas que sinalizam dor (neurotransmissores). Além disso, os receptores de dor do cérebro parecem desenvolver uma espécie de memória da dor e tornam-se mais sensíveis, o que significa que podem reagir exageradamente a sinais de dor.

FATORES DE RISCO

Gênero: A Fibromialgia é de 8 a 10 vezes mais frequente em mulheres do que em homens.

História familiar: Existe maior chance de ocorrer Fibromialgia em pacientes que tenham familiares com esse diagnóstico.

Doença reumática: Pacientes com algumas doenças reumáticas, como artrite reumatoide ou lúpus eritematoso, podem ser mais propensos a desenvolver a Fibromialgia. 

DIAGNÓSTICO 

Uma vez que muitos dos sinais e sintomas da Fibromialgia são semelhantes a várias outras doenças, é muito comum que os pacientes passem por vários médicos antes de terem o seu diagnóstico confirmado.

Em alguns casos, o paciente pode ser encaminhado a um reumatologista.

Uma vez que não existem testes específicos para a Fibromialgia, o diagnóstico é essencialmente clínico. Os exames laboratoriais e radiológicos são utilizados para avaliar as condições gerais dos pacientes e para afastar outras doenças causadoras de dor.

A história clínica e o exame físico cuidadoso são fundamentais para se fechar o diagnóstico.

O diagnóstico realiza-se através de pressão com os dedos em 18 pontos específicos do corpo. O critério de resposta dolorosa, em pelo menos 11 desses 18 pontos, é recomendado como proposta de classificação, mas não deve ser considerado como essencial para o diagnóstico.

Além disso, um diagnóstico de Fibromialgia pode ser sugerido se uma pessoa teve dor generalizada por mais de três meses – sem condição médica subjacente que poderia causar a dor. 

PREPARANDO-SE PARA A CONSULTA MÉDICA

Antes da consulta, seria interessante preparar uma lista dos seus sintomas e das dúvidas a serem perguntadas durante as consultas que devem incluir:

1- Descrições detalhadas dos seus sintomas.
2- Informações sobre problemas de saúde que você teve no passado.
3- Informações sobre os problemas de saúde de seus pais ou irmãos.

4- Todos os medicamentos e suplementos dietéticos que você toma, inclusive chás e outros hábitos.
5- Perguntas que você quer fazer ao médico.
6- O que você está esperando do seu médico.

 TRATAMENTO DA FIBROMIALGIA

Uma vez que não existe um tratamento específico para a Fibromialgia, a ênfase está em minimizar os sintomas e melhorar a saúde geral.

O tratamento tem como objetivo o alívio da dor, a melhora da qualidade do sono, a manutenção ou restabelecimento do equilíbrio emocional, a melhora do condicionamento físico e da fadiga e o tratamento específico de desordens associadas.

A atitude do paciente é um fator determinante na evolução da doença. Para tanto é muito importante entender e lidar com os sintomas diversos de sua doença. O primeiro passo é tirar todas as suas dúvidas com o seu médico ou com grupos de apoio a pacientes com Fibromialgia.

ANTES DE FAZER QUALQUER TRATAMENTO

CONSULTE O SEU MÉDICO

Referência: Sociedade Brasileira de Reumatologia

Eu tenho Fibromialgia

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Inicio este post com a certeza hoje de que a dor que sinto diariamente há anos  não é uma frescura , desculpa, covardia. Ouvi isso durante anos de algumas pessoas.

Fiz todos os exames e por exclusão descobri que tenho Fibromialgia e que além de tudo o que estou enfrentando este ano , a fibromialgia também me coloca a prova. Eu não vou cair. Eu não vou ser covarde. Vou enfrentar tudo e vou sobreviver…Deus vai me ajudar a superar TUDO.

Este texto foi retirado do site do Doutor Dráuzio Valera , vale a pena ler:

Durante décadas, pacientes com fibromialgia visitaram consultórios de diferentes especialidades procurando alívio para suas dores. Questionados sobre o local da dor, era comum a resposta “pergunte-me onde não dói”. Os exames, entretanto, não revelavam nada: nenhuma lesão muscular, nenhuma inflamação. O paciente peregrinava de clínicos para reumatologistas até, enfim, chegar a um psicólogo, às vezes convencido de que a dor só existia na sua imaginação.

Como as dores geralmente são musculares ou localizam-se nas articulações, durante muito tempo cabia aos reumatologistas investigá-las. Porém, estudos apontam que esta seria uma doença da área dos neurologistas. O cérebro de quem tem fibromialgia processaria a dor de maneira exagerada. Estima-se que uma pressão de até quatro quilos não provoque dor na maioria das pessoas, mas bem menos que isso já é suficiente para disparar dor intensa em quem tem a doença.

“Desde a década de 1980 já havia estudos mostrando que pacientes com fibromialgia tinham neurotransmissores de dor, como a substância P (de “pain, “dor” em inglês), em maior quantidade. Dos anos 2000 para cá, com o avanço da neurociência, passou a ser possível mostrar em exames essa diferença”, explica o dr. Eduardo dos Santos Paiva, presidente da Comissão de Dor, Fibromialgia e outras Síndromes de Partes Moles da Sociedade Brasileira de Reumatologia.

Cérebro de paciente com fibromialgia à direita apresenta maior reação à dor.

 

SINTOMAS E DIAGNÓSTICO

É possível detectar a reação exagerada do cérebro a estímulos por meio de uma Ressonância Magnética Funcional, mas esse é um exame extremamente caro e trabalhoso e exige profissionais especializados e experientes para ser realizado, o que faz com que não seja aplicado rotineiramente e fique praticamente restrito ao uso em estudos. Geralmente, a investigação conta muito com o relato do próprio paciente e com exames para descartar doenças que possam ter sintomas similares, como espondilites, polimialgia reumática, hipotireoidismo e mieloma múltiplo, um tipo de câncer que acomete mais pessoas acima dos 65 anos.

Em geral, o primeiro indício de fibromialgia é uma dor localizada que persiste e, com o tempo, evolui e se alastra para tornar-se difusa, assemelhando-se à dor que toma o corpo todo após uma gripe forte. Normalmente a dor surge sem motivo, mas às vezes pode ser desengatilhada por traumas psicológicos, físicos, como uma lesão provocada por um acidente de carro, ou infecções.

Até os anos 1990, usava-se um mapa elaborado por 20 reumatologistas para testar a sensibilidade do paciente. Os 18 pontos distribuídos pelo corpo eram os mais citados por pacientes como locais doloridos. São simétricos bilateralmente, e a maioria se concentra acima da cintura. Alguns deles, em especial na nuca, nas escápulas e na parte externa dos cotovelos, ao serem pressionados provocavam gritos de dor.

pontos fibromialgia

 

Ainda assim, a dor da fibromialgia é diferente das dores agudas, como as causadas por um corte ou uma porta que se fecha violentamente sobre um dedo. A dor aguda gera uma reação fisiológica, a pessoa sua, berra. Já à dor crônica a pessoa vai se adaptando e passa a conviver com ela no dia a dia. Um paciente fibromiálgico que queira esconder sua condição consegue falar normalmente, sem demonstrar que está sofrendo. Quando está habituado à dor, então, vive seu cotidiano aparentemente sem sentir nenhum desconforto, o que motiva a descrença por parte de quem convive com ele.

Entende-se que, para haver fibromialgia, é necessário haver dor em todo o corpo por mais de três meses, na maioria dos dias ao longo desse período. “Os pontos de dor foram muito usados durante os anos 1990. Hoje em dia, eles ainda ajudam, mas não são definidores do diagnóstico. É necessário haver um conjunto de outros sintomas que englobam cansaço extremo, alteração do sono, da concentração e problemas de memória”, afirma o dr. Eduardo.

Entre esses sintomas, é marcante o papel da fadiga para caracterização da doença. Faz parte do processo de diagnóstico um questionário que visa a avaliar o impacto do cansaço na rotina do paciente. Ele tem de classificar de 0 a 10 o nível de dificuldade que enfrentou para realizar determinadas tarefas. E pelo grau de exigência das tarefas, podemos ter uma ideia do quão intensa pode ser a falta de energia. Afinal, como é possível se cansar penteando os cabelos?

 

questionário fibromialgia

 

“É um cansaço diferente, não é uma simples preguiça. Você acorda totalmente esgotada, sem vontade nenhuma de fazer as coisas”, relata a contabilista Sonia Folador. Hoje com 56 anos, tinha 45 quando começou a sentir fadiga, problemas de memória e dor generalizada, mais concentrada no lado direito do quadril.

Como ocorreu com Sonia, a doença costuma surgir em mulheres entre 30 e 55 anos, embora haja casos de pessoas mais velhas, adolescentes e até crianças acometidas, compondo no Brasil um contingente de aproximadamente 5 milhões de pessoas (cerca de 2% a 3% da população, percentual próximo ao que se estima no mundo).

FARDO FEMININO

Existem dez vezes mais mulheres atingidas que homens. Segundo o National Institute of Arthritis and Musculoskeletal and Skin Diseases, entre 80% e 90% das pessoas com fibromialgia são mulheres. O machismo enraizado em nossa cultura mostrou-se muito eficiente para transformar um fato científico em uma característica inerente ao gênero. Se as pacientes são mulheres, provavelmente a dor é psicológica, frescura, drama, sintoma de TPM (Tensão Pré-Menstrual) etc. E assim, gerações de mulheres passaram a vida resignadas, com dor e outros sintomas. “No começo não é fácil, a gente não sabe o que é. Antes tudo era reumatismo, mas a dor não passa e aí você vai vivendo. Depois que a gente descobre de fato, o tratamento progride”, afirma Sonia.

A ligação entre fibromialgia e o sexo feminino pode estar na serotonina, neurotransmissor que influencia o sono, a produção de hormônios, o ritmo cardíaco e outras funções fisiológicas importantes. As mulheres produzem menos serotonina, e por isso são mais propensas a problemas como depressão, enxaqueca e transtornos de humor, principalmente no período de TPM. Como o neurotransmissor também participa do processamento da dor, talvez esse seja a explicação para o número muito maior de pacientes mulheres.

Além da forte relação com o sexo feminino, a doença tem laços estreitos com a depressão. Cerca de 50% dos fibromiálgicos apresentam também esse transtorno grave, com um quadro agravando o outro: a dor e o descrédito provocam reclusão, piorando a depressão, que por sua vez intensifica a dor – de forma real, e não psicológica.

TRATAMENTO 

Como a dor da fibromialgia não tem uma origem definida, analgésicos e anti-inflamatórios não ajudam. Os medicamentos que surtem algum efeito são os da classe dos antidepressivos e neuromoduladores. Porém, alguns pacientes podem encarar a prescrição com desconfiança, devido à imagem negativa que as doenças psiquiátricas têm em nossa sociedade. Aqueles que tiveram de encarar incredulidade até chegar ao diagnóstico podem até expressar revolta, interpretando que a sombra da “dor psicológica” está voltando e que estão sendo tratados de algum transtorno psiquiátrico. No caso da fibromialgia, entretanto, tais remédios são usados simplesmente para aumentar a quantidade de neurotransmissores que diminuem a dor.

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Atualmente, a palavra-chave do tratamento para fibromialgia é atividade física. Mesmo quando o médico decide incluir alguma medicação, ela serve para permitir a prática de exercícios. É comum, por exemplo, pacientes dormirem mal. Alguns até dormem horas suficientes para repor as energias, mas ainda assim acordam cansados (o chamado “sono não reparador”).

Em um caso desses, receitar um medicamento para facilitar o sono obviamente melhora a qualidade de vida, mas tem como objetivo final dar mais disposição para uma atividade física no dia seguinte. “O paciente tem dificuldade pra entender por que tem tanta dor e não aparece em nenhum exame, então temos que dar condições para ele ser ativo no tratamento”, explica o dr. Eduardo.

“Eu acordo e tomo um cafezinho sem vontade de fazer exercício, mas mesmo assim troco de roupa e vou pra academia todo dia. Faço pilates, alongamento e natação. Percebo claramente a diferença quando não faço. Se não vou, parece que fico toda travada, sem querer fazer nada”, relata Sonia.

A fibromialgia não é considerada uma doença curável. Há casos em que os sintomas diminuem consideravelmente, chegando a quase desaparecer, mas há outros em que será necessário fazer controle por toda a vida. Entender esse fato é fundamental para levar o tratamento da melhor forma possível. Assim como a retroalimentação que ocorre fibromialgia e depressão, os sintomas da doença trazem uma série de problemas que se acumulam e se reforçam. A dor altera o humor, que afeta o rendimento profissional e as relações sociais, o que aumenta o estresse, que é um dos gatilhos da dor e assim estende-se ao infinito.

Pacientes não precisam se preocupar com danos graves, como deformações ou paralisação de membros. Além disso, precisam ter informação sobre a doença e não se abalarem caso ainda encontrem profissionais e pessoas que os desacreditem. Mantido o tratamento, a perspectiva é que as dores regridam ao custo de uma rotina que é recomendada para a saúde de qualquer ser humano: atividade física regular.

FONTE:http://drauziovarella.com.br/