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Caixa com decoupage Frida Khalo.

 

 

Frida u

Caixa com decoupage Frida Khalo

by Elisabete Cunha

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Feito sob encomenda
Cada caixa será exclusiva.
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40 REAIS

betescunha@gmail.com

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Escombros

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Eu sou um ser de escombros
feita de ruínas
e falhas geológicas
na minha pele ácida
no meu corpo não sadio
na minha alma estreita.

Apaguei todas as velas do bolo…
E o que eu desejei  ninguém soube.
O tempo passou e eu desejei
Não ter feito desejo algum

Como curar minhas feridas
que teimam em sangrar?

Sobre feridas que não estancam

Não há uma frecha de luz.

 

Mãe Bahia – Carybé

mercurionaveia: “ Carybé  Mulata Grande, 1980 Óleo sobre tela 61 x 45 cm =-=-=-=-=-=-=-==-=-=-= Carybé É argentino, é brasileiro É quichua, é asteca, é Inca, é carioca por bossa Mas é baiano por fé. É amigo do mundo inteiro Menos de quem não dá...
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Carybé / Mulata Grande, 1980/Óleo sobre tela/61 x 45 cm

 

Carybé

É argentino, é brasileiro
É quichua, é asteca, é
Inca, é carioca por bossa
Mas é baiano por fé.
É amigo do mundo inteiro
Menos de quem não dá pé.
Canta cantigas de Cuzco
Da Havana e do Tremembé.
É um sambista milongueiro
Bate um violão de terreiro
E é santo de candomblé.
É um compadre capoeiro
Legal!-berimbau de mestre!
É pintor que pinta porta
Pinta parede, janela
Pinta mar e pinta peixe
Pinta a pesca do xaréu!
(Pintor que pinta Maria
E pinta até Isabel)
É um pé-de-cana ligeiro
E um grande come-amarelo.
É um branca e ameríndio
Um salvadorense che
É um cara todo carinho
Um xique-xique sem espinho
é meu, é o nosso irmãozinho
É o cacique Carybé!

“Ay, que cuadritos más lindos
Pinta el pintor Carybé”

Vinicius de Moraes

Carybé – Pintor nascido na Argentina. Nome artístico de Hector Julio Paride Bernabó. Radicou-se, inicialmente, no Rio de Janeiro depois de ter vivido na Itália até os oito anos de idade. Fixou-se definitivamente na Bahia a partir de 1950, naturalizando-se sete anos depois. Suas obras traduzem a baianidade expressa nas cenas cotidianas e no folclore popular. Destacou-se pela criação de murais, hoje expostos em São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Montreal, Buenos Aires e Nova York. Fez ilustrações de obras literárias, como O sumiço da santa, de Jorge Amado.

Fonte:
– LISPECTOR, Clarice. Clarice Lispector entrevistas. Rio de Janeiro: Rocco, 2007.

A dor

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Cheguei a conclusão de existem pessoas na vida que não nasceram para serem amadas.
Eu sou assim. Não tenho vergonha de assumir. Hoje nem faço mais questão de que isso aconteça mais comigo. Endureci… É triste …mas é a mais pura verdade. Viver de ilusões  e embarcar numa mentira, alimentada muitas vezes por um parceiro que não a amou de fato, só alimentou uma história de faz de conta, criou uma situação onde a companheira se sentia amada e tinha confiança total e depois de todos os erros. Erros que se houvesse amor de verdade poderia ser perdoado.
Nunca houve amor, houve a transferência de culpa.
Tudo foi um teatro onde descartar o outro é banal.
Isso tudo é uma bomba…isso é sério.
Se alguém na infância recebe na medida certa o amor, o carinho, o afeto, o apoio e – por que não? – também a bronca ponderada, mas sente-se valorizado, estimulado, elogiado, bem como corrigido, desenvolve-se de forma adequada.
Se, pelo contrário, vive num ambiente desestruturado, em que não é ajudado a se desenvolver, a se descobrir, a participar, a se posicionar, sua personalidade fica esburacada. Um desses buracos é formado pela carência de afeto.
Quando não o recebe na dosagem certa, a pessoa se ressente, carregando essa deficiência como um pesado fardo pela vida afora. Se não entender o porquê desse vazio interior que sente e não tentar superá-lo, será uma pessoa muito infeliz.
Estas pessoas são mal-amadas e não resolvidas consigo mesmas. Não gostam de si e se julgam incapazes de serem amadas, porque não foram satisfeitas quando crianças na área do amor e do afeto. A carência afetiva é “irmã gêmea” da rejeição. A pessoa sente-se rejeitada porque não recebeu amor.Uma criança criada em um ambiente onde um dos pais é alcoolista marca para sempre o futuro afetivo .
Não é amada porque, de certa forma, se encolhe, não acreditando e não confiando em si. Mas se não acredita em si, é porque não recebeu esse crédito. Resultado: sua vida é marcada pela revolta, pela apatia, pelo isolamento, pela agressão, pela fuga e pela tirania. E impossível avaliar os estragos que a carência afetiva ocasiona dentro da pessoa.Eu hoje sei: Doenças crônicas e uma vida flagelada.
Hoje, tenho tentado aprender a não odiar tanto e sim a agradecer cada relacionamento falho, cada vez que meu coração se partiu, a agradecer cada despedida forçada, cada ferida estancada, cada espinho e cada tropeço, eles me fizeram o que sou hoje, uma pessoa forte  no ato cair e se levantar,  afinal de contas, a vida é feita de quedas, e eu vou aprender a me levantar.

Talco cabeça , tronco e membros.

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Você me aceita com talco cabeça , tronco e membros? Você me aceita de unhas ruídas e de peito em ruínas? me aceita de sono pesado e respiração profunda? de sonho rasgado e de otimismo fajuto? me aceita?

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Você me aceita de força estridente e covardia que ladra/late/bate?
me aceita de dente torto e vida torta e beijo ainda mais torto? de olhos tristes e medo quente? me aceita com fome com sede com sina? cantando Gonzaguinha às sete da manhã?

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Aceita esses e outros milhões de pontos e traços e riscos que tô disposta a correr?
aceita a exclamação que duvida e a interrogação segura? aceita minha cara de puta? minha alma serpente? meus orixás?

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Aceita meu pai XANGÔ e minha mãe OYÁ? que eu sou do raios e trovões e sendo deles eu não sou sua? aceita minha facilidade ainda que mutante em pertencer? em caber em você tão bem? aceita minha lua em áries? minha vontade contrastante em mandar e desaparecer? aceita minha descrença? meu ateísmo? minha frieza cética?

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Aceita minha ética, minhas teses poéticas de sobrevivência?
aceita minha física? minhas fórmulas? minhas fichas que caem e derrubam nossa paz num efeito dominó? aceita que mesmo ao seu lado eu seria só?
me aceita?

 

Você me deixa depois do sim
ou fica comigo até que o fim nos mostre
que a empatia precisa ser esmiuçada seja por meu terapeuta na sexta passada ou seja  dilacerada desse jeito esquisito, por mim?

Não gosto de meias-palavras

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Eu sou criança. E vou crescer assim. Gosto de abraçar apertado, sentir alegria inteira, inventar mundos, inventar amores. O simples me faz rir, o complicado me aborrece. O mundo pra mim é grande, não entendo como moro em um planeta que gira sem parar, nem como funciona o fax. Verdade seja dita: entender, eu entendo. Mas não faz diferença, os dias passam rápido, existe a tal gravidade, papéis entram e saem de máquinas, ninguém sabe ao certo quem descobriu a cor. (Têm coisas que não precisam ser explicadas. Pelo menos para mim). Tenho um coração maior do que eu, nunca sei a minha altura, tenho o tamanho de um sonho. E o sonho escreve a minha vida que às vezes eu risco, rabisco, embolo e jogo debaixo da cama (pra descansar a alma e dormir sossegada).

Coragem eu tenho um monte. Mas medo eu tenho poucos. Tenho medo de Jornal Nacional, de lagartixa branca, de maionese vencida, tenho medo das pessoas, tenho medo de mim. Minha bagunça mora aqui dentro, pensamentos dormem e acordam, nunca sei a hora certa. Mas uma coisa eu digo: eu não paro. Perco o rumo, ralo o joelho, bato de frente com a cara na porta: sei aonde quero chegar, mesmo sem saber como. E vou. Sempre me pergunto quanto falta, se está perto, com que letra começa, se vai ter fim, se vai dar certo. Sempre questiono se você está feliz, se eu estou bonita, se vou ganhar estrelinha, se posso levar pra casa, se eu posso te levar pra mim. Não gosto de meias-palavras, de gente morna, nem de amar em silêncio. Aprendi que palavra é igual oração: tem que ser inteira senão perde a força. E força não há de faltar porque – aqui dentro – eu carrego o meu mundo. Sou menina levada, sou criança crescida com contas para pagar. E mesmo pequena, não deixo de crescer. Trabalho igual gente grande, fico séria, traço metas. Mas quando chega a hora do recreio, aí vou eu… Escrevo escondido, faço manha, tomo sorvete no pote, choro quando dói, choro quando não dói. E eu amo. Amo igual criança. Amo com os olhos vidrados, amo com todas as letras. A-M-O. Sem restrições. Sem medo. Sem frases cortadas. Quer me entender? Não precisa. Quer me fazer feliz? Me dê um chocolate, um bilhete, um brinde que você ganhou e não gostou, uma mentira bonita pra me fazer sonhar. Não importa. Todo dia é dia de ser criança e criança não liga pra preço, pra laço de fita e cartão com relevo. Criança gosta mesmo é de beijo, abraço e surpresa!

(E eu – como boa criança que sou – quero mais é rasgar o pacote!)

Fernanda Mello

Recôncavo Baiano

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RESPOSTA aberta a um senhor que me chamou de petralha nordestina entre outras coisas. Um insulto como se nordestina fosse defeito ou desmerecimento.
Não sou filiada a nenhum partido, mas com certeza estarei do lado do injustiçado. Alguém que foi eleita verdadeiramente pelo voto do povo deve permanecer ate o final do mandato. Não sou Pt e não aprovo muita coisa .

Mas, a constituição deve ser respeitada. Não foi o nordeste que elegeu Dilma. Foi o Brasil caro amigo, sim, sou nordestina com o maior orgulho da alma. Eu sou nordestina, baiana e do recôncavo baiano. Sei de minha origem e sou fruto de gente corajosa e trabalhadora. Em Terra Nova – BA chegaram meus bisavós por parte de pai do Porto – Portugal pra tentar reconstruir e tentar sorte com armazém de secos e molhados na beira de uma Usina de Cana de Açúcar – ALIANÇA era o nome da usina. E eles venceram.
Pelo lado da minha mãe sou neta de uma mulher, culta, forte inteligente e poeta. Filha de um padre foi criada com a melhor educação que poderia ter na época. E meu bisavô padre assumiu a filha perante toda a sociedade e a deu carinho e educação.

Minha vó namorou anos com o caboclo belo e rude, administrador de usina através de cartas. quando ele se estabilizou foi buscar a minha vó e foram formar família , família grande parte de professores……Família que muito me orgulha…Fui criada na poesia , na verdade , na luta. E eles venceram. Não peçam de mim imparcialidade, indiferença e personalidade equilibrada e nula. Sou uma mistura de raças e isso me dá forças para reconstruir sempre!!!
Quando pequena adorava ver os raios e trovões riscando o céu.
O caos não me assusta… eu sempre venço ele.
Qual motivo estou escrevendo isto?
Um misto de orgulho de meus antepassados e esperança no meu futuro em um momento delicado , perigoso e incerto.
Um dia quando tiver netos quero que eles leiam este post.

EPAHEY OYÁ!