Jogos de Poder

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Antes de tudo, quero e lembrá-lo de alguns aspectos importantes.

Oriento você a não entrar na vítima.

Você não é uma vítima, mas sim, um participante de inúmeros jogos que você mesmo criou, atraiu e/ou aceitou, o que o faz responsável por tudo o que acontece em sua vida.

Apesar de ser um participante responsável dentro desses jogos de poder – que todos nós jogamos, afinal, nossa vida é a soma de inúmeros jogos, que cria uma grande teia dentro da qual estamos inseridos e “aprisionados” -, nas situações em que você sofre consequências nos jogos, sua dor é muito “real” e os acontecimentos, quando olhados desta maneira, fazem sim de você uma “vítima” e fazem sim com que você se sinta usado e enganado.

Durante nossa vida nos submetemos a situações, condições e interações que não são favoráveis e adequadas a uma vida saudável, de amor e confiança.

Isso acontece, porque desde o início de nossa vida, não nos sentimos verdadeiramente aceitos e aprovados e, para que pudéssemos nos sentir minimamente aceitos, ou melhor, não rejeitados, entendemos, distorcidamente, que precisaríamos abrir mão de nossa luz e de nossas reais necessidades de alma.

Para isso, nos anestesiamos para não sentirmos a dor intensa dessa falta de aceitação externa e passamos a estudar o mundo para percebermos o que nos faria agradáveis e incluídos. Nestes testes, fomos criando as condições mais favoráveis a essa pseudo-aceitação externa e fomos nos deixando manipular e submeter às necessidades dos outros.

Quando aceitávamos algumas condições absurdas na interação com alguma pessoa, – por exemplo, de suportar sua carga negativa, para aliviá-lo em seu sofrimento -, nos submetíamos a suportar um sofrimento que não era nosso e, ainda, tínhamos que “dar nossa energia” para que essa pessoa pudesse se sentir melhor não somente com o alívio da carga que jogou sobre nós, mas também com a força e o poder de nossa energia.

Fizemos tudo isso inconscientemente e nos condicionamos e nos habituamos a essa condição, portanto, não percebíamos o quanto isso nos destruía, simplesmente por ter sido assim “sempre”, isso passou a ser parte de nossa realidade e nos anestesiávamos ainda mais para não percebermos que o acúmulo de toda essa carga recebida, e a falta de nossa própria energia, causava-nos graves males nos fazendo deixar de sermos nós mesmos e passando a viver a realidade dos outros.

Fomos nos envolvendo com a ilusão de que tínhamos um lugar no mundo e que éramos aceitos e amados, mas, inconscientemente, sempre soubemos que não éramos realmente aceitos e que estávamos sempre sob ameaça de perdermos seu falso amor, que era a forma de manter seu poder sobre nós.

Em nossa interação com essas pessoas, criamos situações em que apenas fomos usados e enganados, pois nunca estiveram, de verdade, interessados em nossas necessidades de amor, mas sim, apenas interessados em suas próprias necessidades de domínio, e de sugar e “roubar” energias que nós tanto nos esmerávamos para gerar, energias estas, que se tivéssemos nos permitido utilizá-las em nosso beneficio, de acordo com o que nossa alma desejava, teríamos gerado grandes feitos em nossa vida.

Mas está tudo certo, pois nossa alma planejou que isso ocorresse, pois isto tinha um propósito adequado para a missão que ela escolheu.

Sermos usados e enganados por pessoas que amávamos e confiávamos foi necessário para nosso crescimento, foi um grande aprendizado para que pudéssemos entender o quanto sofre uma pessoa quando não é respeitada e é desprezada em seu real valor, quando não é vista em sua totalidade e beleza de alma.

Todos os seres humanos carregam em si as mesmas capacidades “negativas e destrutivas”; desta forma, nós também carregamos essa capacidade de usarmos e enganarmos os outros e, se olharmos com honestidade para nós, encontraremos algumas condições em que também enganamos e usamos as pessoas, talvez não de forma tão intensa quanto as que sofremos, mas mesmo que seja minimamente, também fizemos, pois a vida é um grande jogo.

Mas, para nós, que nos identificamos com o que foi descrito neste texto, com uma consciência mais elevada (e não com a mente), essa condição de sermos enganados e usados, aconteceu realmente com mais intensidade, pois assim foi a escolha de nossa alma, ela precisava que vivêssemos a intensidade das privações de vivermos em nossa própria verdade e luz, pois ela tinha planos para nós.

Num primeiro momento, esta condição fez com que sentíssemos “na própria pele” a grave “doença” que a grande maioria da humanidade vive, todos vivem privados de sua essência, ninguém pode estar em posse real de suas capacidades máximas de alma e isto é bom, pois estamos na dualidade e o ser humano precisa de freios para poder criar discernimento e resgatar a sabedoria interior para só, então, poder ser capaz de usar seus dons e potenciais de alma na plenitude, sem ser afetado e estimulado a interagir “erroneamente” com o todo, para não ativar em si a fera que poderia abusar desses poderes e sair por aí “matando” compulsivamente.

O despertar real da consciência faz com que possamos, depois de tratar do nosso lado que foi “vitimado”, acessar nosso lado fera, para que ela, educada e dominada pela alma, possa nos tirar desses calabouços nos quais fomos jogados por nossos abusadores, enganadores e sugadores.

Ao sairmos desses lugares com a ajuda da fera interna, com nossa alma mais presente em nossa verdade, começamos a ter mais sabedoria para então começarmos a outra fase de nossa missão que é ajudar, mesmo que apenas vibracionalmente, todos aqueles que estão igualmente prisioneiros desta grave “doença do auto-abandono” a saírem dos seus calabouços. Nossa alma escolheu que passássemos por essa grave condição que quase nos destruiu e que fez com que nos perdêssemos de nós, para que soubéssemos como é viver essa doença e pudéssemos descobrir a cura real.

Assim, é tempo de nos libertarmos destas condições que nos limitam e nos interditam. Mas, lembrando que a vida é um processo. O primeiro passo da cura é o resgate do amor e do respeito por nós mesmos, somos nós que precisamos nos acolher e nos aceitar, incondicionalmente, pois isso faz com que recuperemos o nosso poder pessoal, a autoaceitação é fundamental em todo processo de cura.

Desta forma, ao invés de ficarmos criando condições para nos libertarmos e nos protegermos dos “predadores”, passaremos a criar condições de resgatarmos nossa força e poder e, ao confiarmos em nosso poder, naturalmente criamos uma aura de poder e isso, por si só, já nos protege do que, na dualidade, acreditamos ser o mal.

Quanto mais acreditarmos em nosso poder, mais ele se reforça e mais nos libertamos das crenças no mal. Isto, sim, é poder de cura que ressoa em todo o nosso ser e faz com que vibremos essa luz-informação de poder para o todo, para que outros possam aprender esse caminho, sem exatamente terem que fazer o mesmo caminho que fizemos. Assim é para toda a cura real, quando ela acontece para alguma pessoa e, quando esta é consciente de sua contribuição para o todo, sempre essa luz-informação irá vibrar e ressoar para que todos se banhem dela.

Autor Teresa Cristina Pascottocrispascotto@hotmail.com

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