Sobre o abandono

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Fico a me perguntar se os flagelos da minha alma não são os causadores principais do flagelo que o meu corpo adquiriu .

Sempre fui de sentir tudo em muita intensidade. Amor, ódio, carinho , rejeição , etc.

Lendo este texto da Marla , observo que na verdade sempre frequentei e frequento o abandono…em todas nas minhas relações do passado .

Nunca fui amada de verdade.

Amada mesmo de fato sou pelo meu filho, minha mãe e meu companheiro que gostam de mim do jeito que sou. Com qualidades e defeitos (são muitos), e mesmo desta forma não desistem de mim.

 

Segue o texto:

Frequenta o abandono quem vive um quase namoro, fantasia reciprocidade, aceita abraço frouxo, conversa sem olho no olho, ausência de carícia.

Frequenta o abandono quem chama a rejeição de saudade, implora por qualquer fiapo de atenção, enfeita sua própria desvantagem.

Frequenta o abandono quem vê na recusa uma possibilidade de mudança ignorando os sinais óbvios da distância.

Frequenta o abandono quem não reconhece que ser bem tratada não é um mérito, mas uma condição e segue chamando migalhas de banquete.

Frequenta o abandono com assiduidade quem se contenta com tão pouco que o Outro para mantê-la descobre que pode dar cada vez menos.

Frequenta o abandono quem não está disponível pra viver um romance porque namora um drama.

Marla de Queiroz

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