Eu tenho medo do Bukowski – Elisabete Cunha

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Eu tenho medo do Bukowski .

O real é que a vida não é nenhum livro do Carlos Drummond de Andrade, nem mesmo um verso da Clarice Lispector, ou até mesmo uma história quente e sensual do Jorge Amado .

Confesso, sim eu tenho medo de Bukowski . E não é  que a esta vida está muito mais para a loucura incompreensível de Bukowski?

 Ele que se abastecia com o hábito de escrever a realidade podre. Era um amor sem fim entre ele e a escrita, e talvez ainda seja, caso o inferno exista.

O velho louco, se tivesse oportunidade de escolher entre o inferno e o céu, com certeza escolheria a companhia do diabo, que o deixaria em paz com o seu repertório de poemas mandando os deuses irem à merda na integra.


Putz, eu tenho medo dele mesmo.

 Na vida o que nos desafia exerce medo e fascínio.

Charles Bukowski enfrentou a vida como sempre: debochadamente, desbocadamente, cinicamente e… apaixonadamente, como era do feito daquele último beatnik, primeiro punk, amante das mulheres, das corridas e proprietário de frases e pensamentos sem freios.

A vida como ela é…

Sim, tenho medo de Nelson Rodrigues também…

Elisabete Cunha

“Sentamos e esperamos pelo sol e tudo o que viria pela frente. Eu não gostava do mundo, mas em tempos precavidos e tranquilos, dava até quase para compreendê-lo.”

Bukowski.
 
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