Sorrir é bom demais!

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Somos mulheres batalhadoras e temos diversos papéis sociais a exercer: executiva, esposa, mãe, dona de casa… e em muitos dos nossos dias, enquanto alteramos nossos papéis, procuramos nossa felicidade. Pois, a correria está árdua, o corpo cansado, o tempo é escasso… e a felicidade, onde ela está? Ela realmente existe? Nós a desejamos, lutamos por ela, invejamos aqueles que a possuem. Acreditamos que seja indefinível e efêmera, que seja só uma questão de ficar mais rica, mais magra, mais velha ou mais jovem, casar-se ou divorciar-se, ter um bebê ou uma babá, encontrar um bom emprego ou livrar-se de um ruim…

Mas o tipo de felicidade do qual estamos falando – o tipo que está na sabedoria e não desaparece quando as coisas ficam difíceis – está a nosso alcance e não tem custo algum. É um recurso natural – e é seu por direito.

Há pessoas que já nascem sorrindo, mas a maioria de nós tem que batalhar por isso. O que requer aprender algumas técnicas novas e desaprender alguns velhos hábitos mentais – mas as boas novas da ciência e da psicologia revelam que o humor é maleável e a felicidade é sua, por escolha.

Desde que Freud ajudou a apagar a expectativa de felicidade do horizonte ocidental, quando declarou que o máximo que poderíamos esperar era a transformação de uma penúria histérica em infelicidade comum, muitos de nós fomos levados a concluir que felicidade, de alguma forma, está além do nosso alcance, é uma hipótese ingênua, algo por que lutar, mas verdadeiramente um sonho impossível.

Acontece que Freud estava errado. Descobertas recentes em psicologia, neurologia e química – com o suporte de práticas orientais como a meditação – revelaram que a felicidade é atingível. Sabemos hoje que o cérebro pode mudar. Os cientistas chamam esta descoberta de neuroplasticidade, uma ideia revolucionária que ajudou a promover – junto com a psicologia positiva – uma ciência da felicidade.

Uma década atrás, Daniel Goleman escreveu em “Destructive Emotions”, que “o dogma em neurociência era que o cérebro era imutável pelas experiências da vida”, a pesquisa científica focava principalmente nos estados emocionais negativos. A recente mudança na ênfase de “o que há de errado conosco” para “o que está certo”, finalmente trouxe a felicidade para a discussão.

Queremos saber como funciona a felicidade. Por que a felicidade parece, às vezes, tão fora de alcance? Quando a minha felicidade se torna a dor do outro? Felicidade é um destino ou uma escolha, o que nos fará felizes? E, finalmente, num mundo com tanta revolta, incerteza, luta e injustiça, como poderemos ser profundamente felizes? Que definição de felicidade é suficiente para abranger todas essas questões?

Bem, sabe-se que cada um de nós nasceu com um nível genético para designar a nossa felicidade. Os especialistas o chamam de Bem Estar Subjetivo (B.E.S.). Sendo assim, a ideia de inferno para você pode ser a de paraíso para mim. Por isso que pessoas sem-teto em Calcutá são menos infelizes que os sem-teto da Califórnia, porque elas têm um senso de comunidade mais forte.

Um estudo feito por cientistas com ganhadores da loteria e paraplégicos, respeitadas as devidas circunstâncias, obteve resultados surpreendentes. Os ganhadores da loteria apresentaram níveis de felicidade que não diferiam significativamente de um grupo de controle. E os paraplégicos, mesmo menos felizes, não eram tão infelizes quanto esperávamos.

Como os italianos, que têm oito palavras para amor, nós precisamos de mais sentidos para felicidade. A vida é muito complexa, nós sabemos muito, há muita dor para ser satisfeita. Não podemos ter uma idéia ingênua do que é ser feliz e ser humano.

Naturalmente, há dias em que um emprego é só um emprego, e as discrepâncias profissionais (salários, políticas corporativas, oportunidades, etc…) não podem ser negadas, mas cuidar do nosso próprio trabalho ao invés de ficar se comparando com os outros nos faz mais felizes.

No final das contas, felicidade é uma escolha – a moldura através da qual escolhemos enxergar a vida. Quanto maior a moldura, mais vívida a pintura. Quanto mais nos lembrarmos de que a vida é um presente – que tudo muda, e nós não estamos no controle – mais forte a nossa sensação de bem estar se torna. A felicidade pode resistir às adversidades da vida, só o que precisamos é de sabedoria.

De bem com a vida

Como costumo dizer em minhas palestras: se você deseja ser feliz por uma hora, tire um cochilo; se deseja ser feliz por um dia, saia para pescar; se deseja ser feliz por um mês, case-se; se deseja ser feliz por um ano, ganhe na loteria; mas se você quer ser feliz a vida inteira, faça alguém feliz.

Colunista do Vila Sucesso e Vila Equilíbrio, Leila Navarro é palestrante motivacional e comportamental, além de ser empresária e Presidente do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Capital Humano.

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