“C’est la vie”

Metade gente, metade animal. Assim ela se reconhece desde criança. Nunca foi fã de zodíaco, mapa astral e esses papos. Mas ao conhecer seu signo, descobriu-se nele: ser vestida de poesia versus razão é normal. O arco tenso em sua mão direciona a grande flecha para a liberdade ilimitada: impossível prender uma sagitariana. Banalidade não faz parte do repertório. Numa busca incessante por conhecimento e viagem, às vezes ela se cansa dela mesma.
É sedenta pelo saber. Coração mole até demais: parte do seu lado gente. Força física e mental para ter noção dos seus próprios limites (mesmo sem aceitar alguns) e defeitos: parte do seu lado animal. Diz que quer poder estudar “pra sempre” até quando o sempre existir para ela.
Hoje sabe que a tal lua nova em seu signo representa a renovação de ciclos, por isso sua inconstância e necessidade de mudança constante. Não falta-lhe poder para o recomeço, mesmo que às vezes não se reconheça forte. Amante da solitude e solidão, se recolhe para juntar os cacos quando em pedaços. Sabe que não há alegria sem dor nem felicidade sem busca.
Há pouco tempo libertou-se da reclusão, hoje respira tão fundo tudo o que quer, que seus pulmões mal conseguem suportar. É tempo de virar uma lua cheia com a beleza da noite, período do dia em que nasceu. Está iluminada pelas estrelas, abençoada pelos seus esforços. Abriu as portas do novo, do próximo ciclo. É hora de cruzar o planetário… E ela faz isso amanhã… Pela trigésima segunda vez.

Fernand’s

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