Frida Kahlo

 

Frida Kahlo nasceu em Coyoacan, México, em 6 de julho de 1907, filha de pai alemão e mãe mexicana. Já bem garota sofreu de poliomielite, doença que lhe trouxe uma leve deficência física e uma lesão no pé direito. Este problema se recrudesceria com um acidente de ônibus, no qual teve a espinha fraturada, o que a deixou paralítica. Foi nesse período, em que ficava deitada todo o tempo, que começaram seus primeiros passos na pintura.

Foi casada com seu grande amor, o também pintor Diego Rivera, mas entre romances extra-conjugais dele e brigas frequentes, o casal se divorciou em 1940.

Entre 1937 e 1939, acolheu Leon Trotski em sua casa de Coyoacan.

Hoje, sua casa familiar conhecida como “Casa Azul” é a sede do Museu Frida Kahlo. Lá a sua arte, seu diário, sua vida e seu legado de perseverança, de genialidade, de beleza, à sua maneira, continuarão preservados e acessíveis, e assim as pessoas terão o prazer de conhecer a força e a beleza de sua obra que permanecerá viva para sempre.

Frida Kahlo foi, além de pintora genial e grande artista, uma mulher guerreira e forte, que lutou contra adversidades terríveis, e ainda assim foi capaz de transformar toda essa tragédia pessoal em criatividade.

Ela conseguiu manter uma postura política firme, e durante toda a sua vida, foi uma crítica ferrenha do imperialismo, nunca se deixando corromper pelos ideais capitalistas vindos dos EUA(Gringolândia), além de ter feito da sua via crucis, de seu próprio sofrimento, o material temático para sua arte universal e única. Frida Kahlo foi genial porque subverteu, sublimou e transcendeu a arte e pintou seus dramas, suas dores e suas aflições.

Frida morreu aos 47 anos. Oficialmente, a morte foi causada por embolia pulmonar, mas há uma forte suspeita de suicídio. Pouco antes de morrer, teria dito: “”Espero a partida com alegria… e espero nunca mais voltar… “, frase que sempre que eu leio, me emociona profundamente.

Desde o momento em que conheci a Frida Kahlo mulher, pintora, artista, feminista, engajada politicamente, fiquei fascinada por tudo que ela representava. Uma figura de uma beleza fora dos padrões, que se vestia de uma forma altamente regional(já chamando atenção para os problemas dos índios), a sua arte autobiográfica, melancólica, seus textos, o fato de ser uma deficiente física, latino-americana, valente, autêntica, bissexual num país extremamente machista, enfim, tudo o que geralmente é censurável numa pessoa, até nos dias de hoje.

Salve, Frida Kahlo!

Fonte- http://mysimplewords.blogspot.com/2007/07/salve-frida-kahlo.html

Confira a home page de Frida Kahlo – http://uminha.tripod.com/frida.html


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