Com licença poética – Adélia Prado


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Com licença poética

Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não sou tão feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
— dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável. Eu sou.

Adélia Prado

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2 pensamentos sobre “Com licença poética – Adélia Prado

  1. Bete! não entre nessa de deprimir, odiar,…ect.
    Deus é perfeito, olhe ao seu redor e veja a sincronia das coisas naturais ao seu redor,se sua vida está passando pelo fundo do poço é porque está sendo feita a faxina da sua alma e da sua vida e retirando todo o lodo do fundo para encher (alma) com agua limpa e fresca. Retire todo o ódio do seu coração e siga em frente. Peça a Deus com o coração para abencoar quem tanto te maltratou. Creia! Esta tempestade vai passar e voce agradecer a lição que ficar. Fique com DEUS! Abraços.

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